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Integral Definida e Suas Propriedades

O documento aborda a Integral Definida, uma ferramenta essencial para calcular áreas de regiões sem fórmulas conhecidas, utilizando Somas de Riemann para aproximação. Ele apresenta a construção da integral, teoremas sobre funções integrais e propriedades importantes, como linearidade, sinal, monotonicidade, valor absoluto e divisão do intervalo. O material é voltado para estudantes de Licenciatura em Matemática e foi elaborado pelo professor Patricio Pérez.

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Integral Definida e Suas Propriedades

O documento aborda a Integral Definida, uma ferramenta essencial para calcular áreas de regiões sem fórmulas conhecidas, utilizando Somas de Riemann para aproximação. Ele apresenta a construção da integral, teoremas sobre funções integrais e propriedades importantes, como linearidade, sinal, monotonicidade, valor absoluto e divisão do intervalo. O material é voltado para estudantes de Licenciatura em Matemática e foi elaborado pelo professor Patricio Pérez.

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Integral Definida

Prof. Patricio Pérez

Licenciatura em Matemática / DMAT

February 13, 2021

Prof. Patricio patricioeada@[Link] Licenciatura em Matemática / DMAT


Integral Definida 1
Introdução

Neste material vamos estudar a Integral Definida. Esta é uma


ferramenta muito importante, pois existem diversas aplicações
onde se utiliza. Como motivação inicial, para construir a
definição, vamos buscar uma forma de calcular a Área de uma
região R, para a qual não existe nenhuma Fórmula conhecida.

Depois de obtermos a definição desta integral veremos algumas


propriedades da mesma.

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Integral Definida 2
Construção
Seja f uma função f : [a , b] → R, tal que f (x ) ≥ 0 e contı́nua
no intervalo [a , b]. Então, a lei de formação y = f (x ) determina
com o eixo x uma região R ⊂ R2 como vemos na figura a seguir

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Integral Definida 3
Nosso objetivo então é calcular a área de R, representada por
A(R ). Porém, não existe uma fórmula ou figura conhecida que
possamos usar para encontrar tal valor. Portanto, utilizaremos
uma técnica chamada Somas de Riemann para aproximar o valor
desta área.

Somas de Riemann
Para isto, vamos inicialmente dividir o intervalo [a , b] em n
Subintervalos iguais de tamanho:
b−a
∆x =
n

Obtendo assim os pontos,


a = x0 ≤ x1 ≤ x2 ≤ ... ≤ xn −1 ≤ xn = b
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Integral Definida 4
Determinando as Subregiões Ri , como na figura abaixo

Agora vamos tomar os valores arbitrarios xi∗ ∈ [xi −1 , xi ], dentro


de cada subintervalo e também consideraremos os retângulos
chamados Elementos de Área, de base ∆x e altura f (xi∗ ).
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Integral Definida 5
Portanto, a área de cada Elemento de Área é dada por

Ai = f (xi∗ ) · ∆x
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Integral Definida 6
Observemos que o tamanho destes elementos de área está
próximo do respectivo tamanho das subregiões Ri . Portanto, a
área de cada subregião Ri , pode ser aproximada pela área de
cada Elemento de Área:
A(Ri ) ≈ Ai = f (xi∗ ) · ∆x

Portanto, a área da região R, A(R ) é dada aproximadamente


pela Soma de Riemann, dada por:

n n
X X
A(R ) = A(Ri ) ≈ f (xi∗ ) · ∆x
i =1 i =1

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Integral Definida 7
Quando dizemos que o valor da área é aproximado, quer dizer
que existe um "erro" no cálculo da área.

Observemos que, se reduzimos o tamanho da base de cada


subretângulo, também será reduzido o "erro" no cálculo, pois
cada Elemento de Área, vai assemelhando-se com a Subregião
Ri correspondente.

Como vemos na figura a seguir

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Integral Definida 8
Assim, tomando limite quando n tende a infito, obtemos que:

n
X n
X
A(R ) = lim A(Ri ) = lim f (xi∗ ) · ∆x
n →+∞ n →+∞
i =1 i =1

Esta expressão anterior representa a área da região R, se o


limite existir e por notação escrevemos utilizando a notação
introduzida pelo matemático alemão Gottfried Leibniz, da
seguinte forma:

n
X Z b

A(R ) = lim f (xi ) · ∆x = f (x ) dx
n →+∞
i =1 a

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Integral Definida 9
Integral Definida
Essa última integral é chamada Integral Definida da função f (x )
sobre o intervalo [a , b]. Se o limite existir dizemos a função f é
Integrável no intervalo.

Teorema da Função Integrável


Se a função f for contı́nua no intervalo [a , b] ou se tiver um
número finito de descontinuidades, então f é integrável.

Teorema da Definição
Se f for integrável no intervalo [a , b], então:
Z b n
X
f (x ) dx = lim f (xi∗ ) · ∆x
n →+∞
a i =1

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Integral Definida 10
Observação
Agora resta encontrar como se calcula a Integral Definida. Pelo
Teorema da Definição, se calcula através de um limite, sendo que,
evidentemente é uma forma dificil de calcular a integral. Para
isto, vamos inicialmente verificar algumas propriedades da
Integral Definida que serão importantes na manipulação da
mesma.

Propriedade 1 (Linealidade)
Sejam f e g funções integráveis em [a , b], então a função
α f ± β g é integrável em [a , b], para todo α, β ∈ R. Além disso:
Z b Z a Z a
[α f (x ) ± β g(x )] dx = α f (x ) dx ± β g(x ) dx
a b b

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Integral Definida 11
Demonstração
Como f e g são integráveis em [a , b], temos que

Z b n
X
f (x ) dx = lim f (xi∗ ) · ∆x
n →+∞
a i =1
e ( 1)
Z b n
X
g(x ) dx = lim g(xi∗ ) · ∆x
n →+∞
a i =1

Agora, pelas propriedades do limite e do somatorio, temos que

n
X n
X

lim [αf ± β g](xi ) ∆x = lim [αf (xi∗ ) ± β g(xi∗ )] ∆x
n →+∞ n →+∞
i =1 i =1
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Integral Definida 12
" n n
#
X X
= lim α f (xi∗ ) ∆x ± β g(xi∗ ) ∆x
n →+∞
i =1 i =1
n
X n
X
= α lim f (xi∗ ) ∆x ± β lim g(xi∗ ) ∆x
n →+∞ n →+∞
i =1 i =1
Z b Z b
(1)
=α f (x ) dx ± β g(x ) dx
a a

Z b n
X
Como [αf ± β g](x ) dx = lim [αf ± β g](xi∗ ) ∆x
n →+∞
a i =1

Então, temos que

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Integral Definida 13
Z b Z b Z b
[αf ± β g](x ) dx = α f (x ) dx ± β g(x ) dx (2)
a a a

Ou seja, αf ± β g é integrável e sua integral é dada por (2).

Propriedade 2 (Sinal da Integral)


Seja f uma função integrável em [a , b], tal que f (x ) ≥ 0, para
todo x ∈ [a , b], então
Z b
f (x ) dx ≥ 0
a

Demonstração
Como f (x ) ≥ 0 e ∆x ≥ 0, então
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Integral Definida 14
n
X
f (xi∗ ) ∆x ≥ 0, para todo n ∈ N
i =1

Logo, passando limite quando n → +∞, temos que

n
X
lim f (xi∗ ) ∆x ≥ 0
n →+∞
i =1

Z b n
X
→ f (x ) dx = lim f (xi∗ ) ∆x ≥ 0
n →+∞
a i =1

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Integral Definida 15
Propriedade 3 (Monotonicidade)
Sejam f e g funções integráveis em [a , b], tais que f (x ) ≥ g(x ),
para todo x ∈ [a , b], então
Z b Z b
f (x ) dx ≥ g(x ) dx
a a

Demonstração
Consideremos a função h (x ) = f (x ) − g(x ). Como f (x ) ≥ g(x )
então h (x ) ≥ 0. Logo, pela Propriedade 2, temos que

Z b
h (x ) dx ≥ 0
a

Substituindo o valor de h (x ), temos que


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Integral Definida 16
Z b
[f (x ) − g(x )] dx ≥ 0
a

Agora, pela propriedade 1, temos que

Z b Z b
f (x ) dx − g(x ) dx ≥ 0
a a

Z b Z b
→ f (x ) dx ≥ g(x ) dx
a a

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Integral Definida 17
Propriedade 4 (do Valor Absoluto)
A função |f | é integrável em [a , b]. Além disso,

Z b Z b
f (x ) dx ≤ |f (x )| dx
a a

Demonstração
Observemos que (
f (x ) , se f (x ) ≥ 0
|f |(x ) = |f (x )| = (1)
−f (x ) , se f (x ) < 0

Logo, |f (x )| ≥ 0, para todo x ∈ R. Como f é integrável, então


pela definição em (1), temos que |f | também é integrável.
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Integral Definida 18
Agora, sabemos que −|x | ≤ x ≤ |x |.

→ −|f (x )| ≤ f (x ) ≤ |f (x )|

Logo, pela propriedade 3, temos que

Z b Z b Z b
− |f (x )| dx ≤ f (x ) dx ≤ |f (x )| dx
a a a

Z b Z b
→ f (x ) dx ≤ |f (x )| dx
a a

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Integral Definida 19
Propriedade 5 (da Divisão do Intervalo)
Se c ∈ [a , b] e a função f é integrável em [a , c ] e [c , b], então f é
integrável em [a , b]. Além disso,

Z b Z c Z b
f (x ) dx = f (x ) dx + f (x ) dx
a a c

Demonstração
Consideremos uma divisão do intervalo [a , c ], em n
subintervalos, de tal forma que

P1 : a = x0 < x1 < x2 < ... < xn −1 < xn = c

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Integral Definida 20
Da memsma forma, consideremos uma divisão do intervalo
[c , b], em m subintervalos, de tal forma que

P2 : c = x0 < x1 < x2 < ... < xm −1 < xm = b

Observemos que

P = P1 ∪ P2 : a = x0 < x1 < ... < xn = c = x0 < x1 < ... < xm = b

Ou seja, P é uma divisão de [a , b] em n + m subintervalos. Logo,

Z c Z b n m
X X

f (x )dx + f (x )dx = lim f (xi )∆x + lim f (xj∗ )∆x
n →+∞ m →+∞
a c i =1 j=1

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Integral Definida 21
r
X Z b

= lim f (xk )∆x = f (x ) dx
r →+∞
k =1 a

(
i , se 1 ≤ k ≤ n
onde k = e r =n+m
j , se n + 1 ≤ k ≤ n + m

Propriedade 6 (do Intervalo Invertido)


Seja f contı́nua no intervalo [a , b], então:

Z a Z b
f (x ) dx = − f (x ) dx
b a

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Integral Definida 22
Demonstração
Lembremos que na definição da integral calculada no intervalo
b−a
[a , b], consideramos ∆x = . Agora, no caso do intervalo
n
[b, a ], temos que

a−b
∆x = Ou seja, ∆x = −∆x
n

Logo, temos que

Z a n
X
f (x ) dx = lim f (xi∗ ) ∆x
n →+∞
b i =1

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Integral Definida 23
n
X
= − lim f (xi∗ ) ∆x
n →+∞
i =1
Z b
=− f (x ) dx
a

Z a Z b
Ou seja, f (x ) dx = − f (x ) dx
b a

Propriedade 7 (do Intervalo Degenerado)


Seja f contı́nua no intervalo [a , b], então:
Z a
f (x ) dx = 0
a
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Integral Definida 24
Demonstração
a−a
Neste caso, temos que ∆x = = 0. Portanto,
n

Z a n
X
f (x ) dx = lim f (xi∗ ) ∆x = 0
n →+∞
a i =1

Propriedade 8 (da Função Constante)


Seja f contı́nua no intervalo [a , b], tal que f (x ) = k, com k ∈ R,
para todo x ∈ [a , b], então:

Z b
k dx = k (b − a )
a

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Integral Definida 25
Demonstração
Neste caso, temos que

Z b n
X n
X
k dx = lim k ∆x = k lim ∆x
n →+∞ n →+∞
a i =1 i =1
n n
X b−a X 1
= k lim = k (b − a ) lim
n →+∞ n n →+∞ n
i =1 i =1
n
= k (b − a ) lim = k (b − a )
n →+∞ n

Z b
→ k dx = k (b − a )
a

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Integral Definida 26
Propriedade 9 (da Função Limitada)
Seja f contı́nua no intervalo [a , b], tal que m ≤ f (x ) ≤ M, para
todo x ∈ [a , b], então

Z b
m · (b − a ) ≤ f (x ) dx ≤ M · (b − a )
a

Demonstração
Neste caso, como m ≤ f (x ) ≤ M, então pela propriedade 3,
temos que

Z b Z b Z b
m dx ≤ f (x ) dx ≤ M dx
a a a

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Integral Definida 27
Agora, pela propriedade 8, temos que

Z b
m · (b − a ) ≤ f (x ) dx ≤ M · (b − a )
a

Observação
A seguir veremos alguns exemplos onde aplicaremos as
propriedades anteriores e a Integral Definida.

Exemplos
1.- Utilize as Somas de Riemann para calcular aproximadamente
as integrais a seguir:

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Integral Definida 28
Z 14  x
(a ) 3− dx
2 2

Para isto, utilize seis subintervalos e com pontos amostrais,


sendo os extremos esquerdos da cada subintervalo.

Inicialmente, vamos calcular de ∆x, dado por:


14 − 2 12
∆x = = =2
6 6

x
Além disso, f (x ) = 3 −
2

A seguir vemos como ficam os Elementos de Área neste caso.


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Integral Definida 29
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Integral Definida 30
Então, pela definição das Somas de Riemann, temos que:

Z 14 6
 x X
3− dx ≈ f (xi∗ ) ∆x
2 2
i =1
6
X
= f (xi∗ ) 2
i =1
= 2 f (x1∗ ) + 2 f (x2∗ ) + 2 f (x3∗ ) + 2 f (x4∗ ) + 2 f (x5∗ ) + 2 f (x6∗ )
= 2 f (2) + 2 f (4) + 2 f (6) + 2 f (8) + 2 f (10) + 2 f (12)
= 2 · 2 + 2 · 1 + 2 · 0 + 2 · (−1) + 2 · (−2) + 2 · (−3)
= 4 + 2 + 0 − 2 − 4 − 6 = −6
Z 14  x
→ 3− dx ≈ −6
2 2
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Integral Definida 31
Z 2
12 − x − x 2

(b) dx
−3

Para isto, utilize cinco subintervalos e com pontos amostrais,


sendo os extremos direitos da cada subintervalo.

Inicialmente, vamos calcular de ∆x, dado por:


2 − (−3) 5
∆x = = =1
5 5

Além disso, f (x ) = 12 − x − x 2

A seguir vemos como ficam os Elementos de Área neste caso.


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Integral Definida 32
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Integral Definida 33
Então, pela definição das Somas de Riemann, temos que:

Z 2 5
X
12 − x − x 2 f (xi∗ ) ∆x

dx ≈
−3 i =1
5
X
= f (xi∗ ) 1
i =1
= 1 · f (x1∗ ) + 1 · f (x2∗ ) + 1 · f (x3∗ ) + 1 · f (x4∗ ) + 1 · f (x5∗ )
= f (−2) + f (−1) + f (0) + f (1) + f (2)
= 10 + 12 + 12 + 10 + 6 = 50
Z 2
12 − x − x 2

→ dx ≈ 50
−3

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Integral Definida 34
2.- Calcule o valor da Integral Definida, utilizando a definição de
limite das Somas de Riemann, para:

Z 2
(a ) x 3 dx
1

2−1 1
Calculemos o valor de ∆x, dado por: ∆x = =
n n

Agora escolhemos os pontos amostra xi∗ , como sendo o extremo


direito do subintervalo, então:
     
∗ 1 ∗ 1 ∗ 1 ∗ 1
x1 = 1 + ; x2 = 1 + 2 ; x3 = 1 + 3 ; ...; xi = 1 + i
n n n n
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Integral Definida 35
Como f (x ) = x 3 , então pela definição da Integral Definida e
utilizando as propriedades do somatorio e do limite, temos que:

Z 2 n
X
3
x dx = lim f (xi∗ ) · ∆x
n →+∞
1 i =1
n h n  3
X i i3 1 X n+i 1
= lim 1+ · = lim ·
n →+∞ n n n →+∞ n n
i =1 i =1
n
1 X [n + i ]3
= lim
n →+∞ n n3
i =1
n
1 X
= lim [n 3 + 3n 2 i + 3n i 2 + i 3 ]
n →+∞ n 4
i =1

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Integral Definida 36
" n n n n
#
1 X X X X
= lim n3 + 3n 2 i + 3n i 2 + i3
n →+∞ n4
" i =1 n
i =1
n
i =1
n
i =1
n
#
1 3
X
2
X X
2
X
3
= lim n 1 + 3n i + 3n i + i
n →+∞ n4
" i =1 i =1 i =1 i =1 #
n n
1 n (n + 1) X X
= lim 4 n 3 n + 3n 2 + 3n i2 + i3
n →+∞ n 2
" i =1 i =1 #
3 n
1 3n (n + 1) n (n + 1)(2n + 1) X
= lim n4 + + 3n + i3
n →+∞ n4 2 6
i =1
= " 2 #
3n 4 + 3n 3 3n 2 (n + 1)(2n + 1)

1 n ( n + 1)
lim n4 + + +
n →+∞ n4 2 6 2

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Integral Definida 37
=
3n 4 + 3n 3 3n 2 (2n 2 + n + 2n + 1) n 2 ( n + 1) 2
 
1 4
lim n + + +
n →+∞ n4 2 6 4
=
3n 4 + 3n 3 n 2 (2n 2 + 3n + 1) n 2 (n 2 + 2n + 1)
 
1 4
lim n + + +
n →+∞ n4 2 2 4
3n 4 + 3n 3 2n 4 + 3n 3 + n 2 n 4 + 2n 3 + n 2
 
1
= lim n4 + + +
n4 
n →+∞ 2 2 4
4 3 2 4 3 2

1 5n + 6n + n n + 2n + n
= lim 4 n 4 + +
n →+∞ n 2 4
1 4n 4 + 10n 4 + 12n 3 + 2n 2 + n 4 + 2n 3 + n 2
 
= lim 4
n →+∞ n
4
1 15n 4 + 14n 3 + 3n 2 15n 4 + 14n 3 + 3n 2

= lim 4 = lim
n →+∞ n 4 n →+∞ 4n 4

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Integral Definida 38
14 3 14 3
n 4 (15 + n
+ n2
) 15 + n
+ n2 15
= lim = lim =
n →+∞ 4n 4 n →+∞ 4 4
Z 2
15
Portanto, x 3 dx =
1 4

Z 4
(b) (x 2 + 4x + 5) dx
1

4−1 3
Calculemos o valor de ∆x, dado por: ∆x = =
n n

Agora escolhemos os pontos amostra xi∗ , como sendo o extremo


direito do subintervalo, então:
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Integral Definida 39
     
∗ 3 ∗ 3 ∗ 3 ∗ 3
x1 = 1 + ; x2 = 1 + 2 ; x3 = 1 + 3 ; ...; xi = 1 + i
n n n n

Como f (x ) = x 2 + 4x + 5, então pela definição da Integral


Definida e utilizando as propriedades do somatorio e do limite,
temos que:

Z 4 n
X
2
(x + 4x + 5) dx = lim f (xi∗ ) · ∆x
n →+∞
1 i =1
n  2   !
X 3i 3i 3
= lim 1+ +4 1+ +5
n →+∞ n n n
i =1

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Integral Definida 40
n  2   !
X n + 3i n + 3i 3
= lim +4 +5
n →+∞ n n n
i =1
X n 2

3 (n + 3i ) 4n + 12i
= lim + +5
n →+∞ n n2 n
i =1
n
3 X (n + 3i )2 5n 2
 
n (4n + 12i )
= lim + +
n →+∞ n n2 n2 n2
i =1
n
X n 2 + 6ni + 9i 2 + 4n 2 + 12ni + 5n 2

3
= lim
n →+∞ n n2
i =1
n
3 X 10n 2 + 18ni + 9i 2
 
= lim
n →+∞ n n2
i =1

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Integral Definida 41
n
3 X
10n 2 + 18ni + 9i 2

= lim
n →+∞ n 3
"i =1n n n
#
3 X X X
= lim 10n 2 + 18ni + 9i 2
n →+∞ n3
" i =1 n
i =1
n
i =1
n
#
3 2
X X X
2
= lim 10n 1 + 18n i+9 i
n →+∞ n3
 i =1 i =1 i =1 
3 2 n (n + 1) n (n + 1)(2n + 1)
= lim 10n n + 18n +9
n →+∞ n3  2 6 
3 3n (n + 1)(2n + 1)
= lim 10n 3 + 9n 2 (n + 1) +
n →+∞ n3  2
2

3 3n (2n + n + 2n + 1)
= lim 10n 3 + 9n 3 + 9n 2 +
n →+∞ n3 2

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Integral Definida 42
3n (2n 2 + 3n + 1)
 
3 3 2
= lim 19n + 9n +
n →+∞ n3  2
3 38n 3 + 18n 2 + 6n 3 + 9n 2 + 3n

= lim
n →+∞ n3  2 
3 44n 3 + 27n 2 + 3n
= lim
n →+∞ n3 2
27 3
3n 3 44 +
 
n
+ n2
= lim 3
n →+∞ n 2 
3 27 3 3
= lim 44 + + = [44] = 66
n →+∞ 2 n n2 2

Z 4
Portanto, (x 2 + 4x + 5) dx = 66
1

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Integral Definida 43
3.- Utilizando as propriedades da Integral Definida, calcule as
seguintes integrais:

Z 4
(a ) 7 dx
−3

Assim, pela propriedade 8, temos que:

Z 4
7 dx = 7 [4 − (−3)] = 7 · 7 = 49
−3

Z −1
(b) 6 dx
5

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Integral Definida 44
Assim, pela propriedade 6 e pela propriedade 8, temos que:

Z −1 Z 5
6 dx = − 6 dx = −6 [5 − (−1)] = −6 · 6 = −36
5 −1

4.- Encontre o intervalo fechado que contém o valor da integral


definida dada:

Z 1
(a ) (x + 1)2/3 dx
−2

p √
Observemos que f (x ) = (x + 1)2/3 = 3
(x + 1)2 = ( 3 x + 1)2

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Integral Definida 45
Portanto, f (x ) ≥ 0, para todo x ∈ R. Agora encontremos o valor
da função nos extremos do intervalo.

Isto é, f (−2) = (−2 + 1)2/3 = (−1)2/3 = 1 e


f (1) = (1 + 1)2/3 = 22/3 ≈ 1, 5874

Verifiquemos os pontos crı́ticos de f (x ). Serão importantes se


estiverem no intervalo de integração. Assim,

2
[f (x )]0 = [(x + 1)2/3 ]0 = (x + 1)−1/3
3

2
Agora, fazendo f 0 (x ) = 0, temos que (x + 1)−1/3 = 0
3
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Integral Definida 46
A qual não tem solução. Ou seja, f (x ) não tem pontos crı́ticos.

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Integral Definida 47
Observemos que para x = −1, não existe a derivada de f (x ).

f (−1 + h ) − f (−1)
Pois, f 0 (−1) = lim
h →0 h
(−1 + h + 1)2/3 − (−1 + 1)2/3
= lim
h →0 h
h 2/3 1
= lim = lim = ±∞
h →0 h h →0 h 1/3

Porém, f (−1) = (−1 + 1)2/3 = 0, que é o menor valor possivel


para a função no intervalo de integração.

Logo, pela propriedade 9, considerando m = 0 e M = 22/3 ,


temos que:
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Integral Definida 48
Z 1
0 · (1 − (−2)) ≤ (x + 1)2/3 dx ≤ 22/3 · (1 − (−2))
Z−2 1
0·3≤ (x + 1)2/3 dx ≤ 22/3 · 3
−2
Z 1
0≤ (x + 1)2/3 dx ≤ 3 · 22/3
−2

Z 4
(b) (x 4 − 8x 2 + 16) dx
−1

Observemos que f (x ) = x 4 − 8x 2 + 16. Encontremos os valores


de f (x ) nos extremos do intervalo de integração.

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Integral Definida 49
Ou seja, f (4) = 44 − 8 · 42 + 16 = 144 e
f (−1) = (−1)4 − 8 · (−1)2 + 16 = 9

Verifiquemos os pontos crı́ticos de f (x ). Serão importantes se


estiverem no intervalo de integração. Assim,

[f (x )]0 = [x 4 − 8x 2 + 16]0 = 4x 3 − 16x

Agora, fazendo f 0 (x ) = 0, temos que 4x 3 − 16x = 0

⇒ 4x (x 2 − 4) = 4x (x − 2)(x + 2) = 0

⇒ x = −2 , x = 0 e x = 2
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Integral Definida 50
⇒ [f (x )]00 = [4x 3 − 16x ]0 = 12x 2 − 16

Calculemos o sinal dos pontos crı́ticos pela segunda derivada.


Assim,

[f (−2)]00 = 12 (−2)2 − 16 = 8 > 0, Ponto de Mı́nimo Local


[f (0)]00 = 12 02 − 16 = −16 < 0, Ponto de Máximo Local
[f (2)]00 = 12 22 − 16 = 8 > 0, Ponto de Mı́nimo Local

Calculemos o valor dos pontos crı́ticos pela função. Assim,

f (−2) = (−2)4 − 8(−2)2 + 16 = 0


f (0) = 04 − 802 + 16 = 16
f (2) = 24 − 822 + 16 = 0
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Integral Definida 51
Portanto, pela propriedade 9, considerando m = 0 e M = 144,
temos que

Z 4
0 · (4 − (−1)) ≤ (x 4 − 8x 2 + 16) dx ≤ 144 · (4 − (−1))
Z−14
0·5≤ (x 4 − 8x 2 + 16) dx ≤ 144 · 5
−1
Z 4
0≤ (x 4 − 8x 2 + 16) dx ≤ 720
−1

Na figura abaixo vemos o gráfico da função y = x 4 − 8x 2 + 16

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Integral Definida 52
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Integral Definida 53
5.- Se f for contı́nua no intervalo [−1, 2], prove que:

Z 2 Z 0 Z 1 Z −1
f (x ) dx + f (x ) dx + f (x ) dx + f (x ) dx = 0
−1 2 0 1

Assim, para provar esta igualdade vamos inicialmente separar a


primeira integral. Para isto, utilizaremos a propriedade 5. Isto é,

Z 2 Z 0 Z 1 Z −1
f (x ) dx + f (x ) dx + f (x ) dx + f (x ) dx =
−Z
1 2 0 1
0 Z 2 Z 0 Z 1 Z −1
= f (x )dx + f (x )dx + f (x )dx + f (x )dx + f (x )dx
−1 0 2 0 1

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Integral Definida 54
Agora, vamos juntar a primeira com a quarta integrais,
utilizando para isto a propriedade 5. Ou seja,

Z 1 Z 2 Z 0 Z −1
= f (x )dx + f (x )dx + f (x )dx + f (x )dx
−1 0 2 1

Agora, vamos inverter a terceira e a quarta integrais, utilizando


para isto a propriedade 6. Ou seja,

Z 1 Z 2 Z 2 Z 1
= f (x )dx + f (x )dx − f (x )dx − f (x )dx = 0
−1 0 0 −1

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Integral Definida 55
Observação
Assim finalizamos o estudo da Integral Definida.

Agora falta encontrar uma forma de calcular estas integrais.


Para isto, utilizaremos o Teorema Fundamental do Cálculo.

Este será o assunto do nosso próximo estudo.!!!

QUE JESUS ILUMINE SUA VIDA. !!!

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Integral Definida 56

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