0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações67 páginas

Vade Mecum Espírita: Mediunidade e Alma

Enviado por

sindatran
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações67 páginas

Vade Mecum Espírita: Mediunidade e Alma

Enviado por

sindatran
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Deise Cassaniga – Luiz P.

Guimarães – Vade Mecum Espírita

Vade Mecum Espírita

APOSTILAS VADE MECUM

EPÍFISE
(SÉRIE ESPÍRITA NÚMERO DEZESSETE)

Contato: Fones 19 (R) 3433-8679 - 997818905

Piracicaba – SP
Março 2020

[Link] [Link] [Link] Página 1


Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

ÍNDICE
AUTO DESOBSESSÃO............................................................................................................................03
O LIVRO DOS ESPÍRITOS......................................................................................................................03
TÉCNICA DA MEDIUNIDADE............................................................................................................. 04
OS CHACRAS ph.....................................................................................................................................09
OS CHACRAS – cwl.................................................................................................................................12
ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE......................................................................................................14
MÉDIUM QUEM É QUEM NÃO É.......................................................................................................15
GRILHÕES PARTIDOS.............................................................................................................................16
ANIMAIS NOSSOS IRMÃOS.................................................................................................................21
SEXO SUBLIME TESOURO.....................................................................................................................23
MECANISMOS DA MEDIUNIDADE....................................................................................................25
DICIONÁRIO DA ALMA.........................................................................................................................26
MISSIONÁRIOS DA LUZ........................................................................................................................26
OBREIROS DA VIDA ETERNA..............................................................................................................30
PÉROLAS DO ALÉM.................................................................................................................................31
ROTEIRO......................................................................................................................................................31
MORTE – RENASCIMENTO - EVOLUÇÃO.......................................................................................32
PALINGÊNESE, A GRANDE LEI............................................................................................................33
ANTOLOGIA DO PERISPÍRITO............................................................................................................44
O PASSE ESPÍRITA...................................................................................................................................45
MEDIUNIDADE & MEDICINA..............................................................................................................45
SEXO E EVOLUÇÃO.................................................................................................................................47
FISIOLOGIA TRANSDIMENSIONAL......................................................................................52

[Link] [Link] [Link] Página 2


Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

AUTO DESOBSESSÃO
Academia Espírita Argentina
A Sede da Alma
141. Há alguma coisa de verdadeiro na opinião dos que pretendem que a alma é exterior do corpo

e o circunvolve?

A alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e se manifesta
exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou como o som em torno de um
centro de sonoridade. Neste sentido se pode dizer que ela é exterior, sem que por isso se
constitua o envoltório de corpo. A alma tem dois invólucros. Um, sutil e leve é o primeiro,
ao qual chamas perispírito, outro, grosseiro, material e pesado, o corpo. A alma é o centro
de todos os envoltórios, como o gérmen em um núcleo, já o temos dito.

146. A alma tem, no corpo, sede determinada e circunscrita?


Não; porém, nos grandes gênios, em todos os que pensam muito, ela reside mais
particularmente na cabeça, ao passo que ocupa principalmente o coração naqueles que
muito sentem e cujas ações têm todas por objeto a Humanidade.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Alan Kardec

141. Há alguma coisa de verdadeiro na opinião dos que pretendem que a alma é exterior do

corpo e o circunvolve?

A alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e se manifesta
exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou como o som em torno de um
centro de sonoridade. Neste sentido se pode dizer que ela é exterior, sem que por isso se
constitua o envoltório de corpo. A alma tem dois invólucros. Um, sutil e leve é o primeiro, ao
qual chamas perispírito, outro, grosseiro, material e pesado, o corpo. A alma é o centro de
todos os envoltórios, como o gérmen em um núcleo, já o temos dito.

146. A alma tem, no corpo, sede determinada e circunscrita?


Não; porém, nos grandes gênios, em todos os que pensam muito, ela reside mais
particularmente na cabeça, ao passo que ocupa principalmente o coração naqueles que
muito sentem e cujas ações têm todas por objeto a Humanidade.

[Link] [Link] [Link]


Página 3
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

TÉCNICA DA MEDIUNIDADE
C. Torres Pastorino

VÁLVULA (Página 36)

Vejamos agora o comportamento de uma válvula termo-iônica, dessas que utilizamos em


nossos rádio receptores. Vemo-la construída de:
a) um FILAMENTO de metal próprio, ligado à corrente elétrica que o esquenta até
o rubro (em brasa), estado em que o fio expele de si milhões de elétrons, que tem seu caminho
facilitado por causa do vácuo dentro da válvula.
b) de uma PLACA de metal, que recebe o jato de elétrons e os encaminha para
diante pelo fio, mas não permite que eles voltem ao filamento; assim procedendo, transforma
a corrente alternada em corrente direta ou contínua.
c) nas válvulas mais complexas, entre o filamento e a placa existe uma GRADE,
que tem a finalidade de “selecionar” o fluxo dos elétrons.
Com esses elementos básicos e alguns secundários, é obtida a RETIFICAÇÃO da corrente e sua
ampliação.
Na caixa craniana temos a principal válvula do corpo humano, que será estudada mais
minuciosamente no capítulo da Biologia: o corpo PIENAL ou EPÍFISE. Ainda aí se localiza a grande
auxiliar da pineal, que é a HIPÓFISE. No resto do corpo encontramos outras “válvulas”, mas isso é
objeto de outra parte do estudo.
No entanto, fique claro que, para a comunicação, necessitamos de uma válvula detetora ou
retificadora, que é o corpo pineal. Comparativamente à termo-iônica, a pineal funciona recebendo
corrente alternada e deixando sair corrente direta: é, pois, uma “transformadora de corrente”. Mas,
ao mesmo tempo age qual um transformador de frequência, pois recebe “ondas-pensamento” que
de lá saem modificadas em “ondas-palavra”.
Essa modificação da ideação em palavras é constante, no trabalho interno do EU, que fornece
as ideias à mente abstrata; essas ondas curtíssimas são enviadas do transmissor (coração) e captadas
pela pineal (cérebro), sendo aí transformadas em palavras discursivas, em raciocínios, em deduções
e induções. Com a prática desse trabalho constante, embora inconsciente, a pineal exercita-se para
mais tarde, mais amadurecida, poder fazer o mesmo com ideias provenientes de fora, de outras
mentes por meio da telepatia.
A pineal, formidável válvula eletrônica, capta as ondas-pensamento (corrente alternada) e as
detecta em ondas discursivas (corrente direta pessoal) trabalhadas pelos lobos frontais do cérebro, e
depois traduzidas em som (pelo aparelho fonador), ou em desenhos ideográficos (pelos músculos
das mãos).
Assim, teórica e praticamente observamos a transmutação das ideias de um ser para outro, no
ponto exato da transformação das ondas.
Mas resta-nos ainda ver o processo de “comunicação” propriamente dita.

TÉCNICA DA MEDIUNIDADE (Página 92)


[Link] [Link] [Link]
Página 4
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

C. Torres Pastorino
CORPO PINEAL (EPÍFISE)

Trata-se de pequena estrutura cônica, que sai da parte posterior da raiz do terceiro
ventrículo e projeta-se para trás, por cima dos corpos quadrigêmeos superiores.
Consiste em células epiteliais redondas, arrumadas de maneira alveolar. Entre os
alvéolos ou folículos, acha-se um tecido-suporte, que contem vasos capilares sanguíneos; aí
também aparecem com frequência depósitos de sais calcáreos de forma esferoide; se os
seccionarmos, mostram uma estrutura laminada concêntrica (tipo “cebola”). São conhecidos
como “areia cerebral”, que é também encontrada, em pessoas idosas, nos plexos coroides,
na pia aracnoide e em outras partes do cérebro.

Dizem os cientistas que o corpo pineal, no homem, é órgão vestigial, representante


involuído de um aparelho que era desenvolvido nos antigos vertebrados. Ainda hoje o
tuatara (réptil sphenodon punctatum, único remanescente da ordem dos rhynchocephalia,
existente na Nova Zelândia) possui uma pineal que consta de dois segmentos distintos: uma
glândula, a epífise, que tem a mesma estrutura da pineal humana, e o outro, “sensorial”, o
“olho pineal” situado no forámen parietal (abertura central na abóboda do crânio), coberto
por uma escama transparente, cujo verso tem a forma de lente, e a superfície mais baixa,
oposta, é uma retina colorida. Parece não perceber a luz. Mas o tamanho enorme do forámen
parietal dos fósseis dos répteis parece indicar que se tratava de um olho funcional.
[Link] [Link] [Link]
Página 5
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Dizem os fisiologistas que a função do corpo pineal parece ser o freio do


desenvolvimento sexual até a idade da puberdade (função também atribuída ao timo...).
Chegando aí, o controle das gônadas passa a outra glândula (a tireóide) e a pineal se atrofia,
involuindo.

Também aqui temos que consultar a ciência espiritual, que muito nos diz a respeito.
A pineal é um dos órgãos mais importantes do corpo físico do homem, tendo sido a
ela atribuída, por Descartes, a honra de ser o ponto em que a alma se prendia ao corpo.
Observemos, de início, que é exatamente nos lacertídeos (ou sáurios), na escala animal,
que começamos a encontrar um embrião do corpo pineal. Para trás, nada. Para diante, a cada
passo evolutivo na escala zoológica, o animal vai fixando melhor e desenvolvendo mais o
corpo pineal, embora seu tamanho físico se vá reduzindo.

[Link] [Link] [Link]


Página 6
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

O funcionamento ainda é desconhecido pela ciência médica, que apenas lhe empresta
a tarefa de “travar” a evolução dos órgãos sexuais até a época da puberdade. Afirma,
outrossim, que desconhece qualquer hormônio por ela produzido.
Ora, em realidade o corpo pineal não é glândula produtora de hormônios, mas uma
CHAVE de ligação elétrica ou, talvez melhor dito, uma VÁLVULA.

Os impulsos eletromagnéticos e eletroquímicos nos nervos seguem o trajeto que


estudamos atrás, mas é no corpo pineal que são registrados esses impulsos e transmitidos
para o espírito. Aí se executa a função que até hoje não fora localizada. A própria chamada
“areia” (sais calcáreos) tem sua tarefa específica, ainda não revelada: com suas lâminas
concêntricas desincumbe-se de seu serviço à semelhança daquela pedra natural denominada
“galena”, que possui capacidade idêntica, de detectar ondas hertzianas. Lembremo-nos de
que, na própria galena, é indispensável procurar um “pontinho microscópico”, para conseguir
essa transmutação. Assim ocorre com o corpo pineal, muito superior em seu funcionamento
à galena, tanto quanto o cérebro é superior a um computador eletrônico (1).

(1) Em computador gigante, de 1.000 kg, conseguiram-se circuitos em número de 1.000.000. O cérebro
humano com apenas 1 kg (mil vezes menor) consegue 10 bilhões de circuitos (dez vezes mais).
Proporcionalmente, enquanto a relação do computador é de 1para 1.000, a do cérebro é de 1para 10
bilhões.

[Link] [Link] [Link]


Página 7
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Temos, pois, no corpo pineal não propriamente, como interpretou Descartes, o local
em que o espírito se liga à matéria, mas a válvula transmissora-receptora de vibrações do
corpo astral, regulando todo o fluxo de emissões do espírito para o corpo físico e vice-versa.
Daí sua grande importância, também, para a mediunidade.

MEDIUNIDADE RECEPTIVA

Assim denominada porque recebe os impulsos vindos de fora, enquanto a


mediunidade “captativa” é a que tem a capacidade de buscar, em sua origem, as ideias e os
pensamentos.
Os impulsos provenientes do espírito são transferidos do corpo astral ao corpo pineal,
irradiando-se daí à substância branca, ao córtex, ao tálamo, até penetrar normalmente no
sistema nervoso comandando o veículo somático. Essa é a ligação direta do próprio espírito
(personalidade) com seus veículos físicos.
No entanto, quando a irradiação provém da “mente” (da própria criatura, a
individualidade), a emissão é feita através da onda emitida pelo “átomo-monádico”,
localizado no coração. Daí sai e é recebida, também, pelo corpo pineal, que a transfere a seus
veículos, sobretudo à zona pensante do cérebro, onde se transforma em raciocínio.
Assim como serve ao próprio espírito, a pineal também detecta (recebe) as irradiações
de outros espíritos, encarnados e desencarnados, naquele fenômeno que foi batizado de
“telepatia”. A onda pensamento, desde que esteja sintonizada com a pineal da criatura é
recebida, distinguida, e retransmitida aos veículos, através da palavra escrita ou falada.
Para isso, é indispensável que haja sintonia vibratória entre os dois (emitente e
receptor) exatamente como ocorre com a galena, que recebe as ondas da emissora de

[Link] [Link] [Link]


Página 8
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

acordo com a faixa em que ela emite as ondas. Com a galena a diferenciação das faixas é
feita pelo número de voltas do fio enrolado na bobina. No corpo pineal, essa sintonia se
realiza de acordo com o número de ciclos por segundo alcançado pela evolução da criatura
através dos milênios. Quanto mais evoluída espiritualmente a pessoa, mais elevada a faixas
de onda que pode receber.
Quer do próprio espírito (personalidade), quer da “mente” (individualidade), quer de
outro espírito (encarnado ou não), o corpo pineal constitui, então a “chave” ou “válvula” da
recepção mediúnica por telepatia. Aparelho de alta sensibilidade, mas que necessita, não
obstante, de treino, de exercício, para que se desenvolva, para que não se embote. E quanto
mais exercitada, mais fácil e fielmente recebe.
No entanto, como as vibrações do próprio espírito e a dos espíritos afins é do mesmo
tipo, o médium, frequentes vezes não sabe distinguir se a ideia recebida é própria ou alheia.

OLHO DE SHIVA

O corpo pineal é denominado, também, “terceiro olho” ou “olho de Shiva” pelos


ocultistas, embora, por engano lamentável, alguns espiritualistas digam que é a hipófise
(pituitária).
O corpo pineal (epífise) é, pois, a responsável pela vidência do mundo astral e pela
clarividência.
Na vidência astral a epífise é utilizada, também, pelos animais (cães, cavalos, etc.) que
são sujeitos à visão de cenas do plano astral, que é seu plano específico próprio. A
humanidade, no ciclo lemuriano, parece que utilizava ainda esse olho, lado a lado com os
olhos duplos materiais que começavam sua evolução.
Realmente, o olho pineal, específico para as vibrações do astral, não percebia com
clareza a luz, cores e formas físicas. Com a mais forte materialização do homem, havia
necessidade de órgãos que percebessem e “vissem” com mais acuidade o mundo físico,
enquanto se fazia menor a necessidade de percepção do mundo astral, donde eles saíam.
Houve, por isso, a involução ou atrofia do olho pineal (específico para vidência astral) e o
aperfeiçoamento dos olhos físicos, que reproduziam e filtravam melhor as vibrações da
matéria densa.
Os sáurios são os remanescentes das experiências efetuadas para essa descida
vibratória do espírito. Neles ainda hoje vemos os resquícios desse olho singular com bastante
evidência. Lógico que, na experiência com os “tuataras”, o olho não reagia à luz física; mas
se a experiência pudesse ser feita com a luz astral, supomos que teriam tido êxito os
experimentadores: haveria recepção e suas reações típicas.
(1)

OS CHACRAS
Peter Rendel

[Link] [Link] [Link]


Página 9
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

O Centro Coronário

O centro coronário localiza-se no topo da cabeça correspondendo à posição da


glândula pineal. É a sede da mais alta frequência de vibração de energia em nós.
Essa vibração é frequentemente representada pelos artistas como uma auréola
circundando a cabeça de pessoas altamente desenvolvidas ou santas.
Estátuas ou desenhos de Buda geralmente mostram o chacra coronário no alto da
cabeça.
A tonsura dos monges tem sua origem não funcionamento desse centro. A tradição
cristã se refere aos vinte e quatro anciãos que envergam suas coroas, para sempre, diante
do trono de DEUS. Isto também se refere à emanação de energia espiritual através do centro
coronário.

O Matrimônio Místico

Ao nível mental há a experiência de pensamentos objetivos, impressões ou imagens na


mente. Ao nível espiritual há apenas a pura experiência subjetiva do Eu sou sem um lado
objetivo.
Em termos da trindade ou das três gunas, houve o afastamento do segundo e terceiro
princípios e concentração absoluta no primeiro princípio. Quando isto foi feito obteve-se a
ioga ou união. O eu inferior uniu-se com o superior através da transmutação das energias
dos centros inferiores na dos superiores. Este é o Casamento Místico ou Alquímico. Segundo
a terminologia hindu é a Uniao do Purusha e de Prakriti.
É esta experiência que é referida em muitos enunciados místicos como “ Eu sou o
Caminho e a Luz”; “Tranquilizem-se e saibam que eu sou Deus”; “Eu sou todas as coisas para
todos os homens”. No nível espiritual há apenas a experiência do eu sou, mas como houve
a identificação de si mesmo com o princípio universal ou espiritual em si mesmo, pode-se
falar em nível universal. Pode-se dizer eu sou e saber que o eu é a totalidade da vida porque
ocorreu a universalização da própria consciência.
“Eis que faço todas coisas novas” também expressa o sentido de novidade, algumas
vezes designado como sentido do maravilhoso, experimentado ao nível espiritual. Esta é a
consciência ao nível coronário, que é a experiência indescritível de bem-aventurança da
união com sua própria fonte – a divina realidade em nossa própria consciência. É a
experiência mística de todas as religiões.
Este estado foi admiravelmente descrito como o de uma “unidade isolada” (*) e é
verdadeiramente a experiência de solidão. Mas, paradoxalmente, estra solidão é totalização,
que é o sentido real dessa palavra.
Nesse nível realiza-se a unidade com toda a vida. Nos termos do símbolo da roda usado
no capítulo Um, se está no centro da roda e a separatividade (discernimento) baseada na
experiência objetiva – desapareceu. Assim, para tornar-se um com toda vida ao nível
[Link] [Link] [Link]
Página 10
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

espiritual, este é outro paradoxo que deve ser removido para o exterior ou para o nível da
personalidade.
Muitas pessoas não tem a coragem de renunciar ao apego ao nível pessoal porque
acreditam que estariam se separando da vida.
Apenas quando esta renúncia é levada a cabo é que se percebe que a única coisa que
se deixou, de fato, foi a limitação do eu inferior.
Ao renunciar ao eu inferior emerge-se num domínio mais elevado onde se está mais
próximo a todos os seres na unidade de uma natureza mais profunda e real.
Para encontrar seu verdadeiro eu é preciso abandonar o eu interior ou ilusório. Essa
busca do verdadeiro eu corresponde à transmutação das energias dos chacras inferiores ao
coronário.
O tempo, que vimos ser a experiência da relação mental entre as imagens produzidas
pela mente ao pensar nas formas, não deve existir ao nível espiritual, onde tudo é agora e
sempre novo.

Realidade e Ilusão

Nos termos do Vedanta, a experiência espiritual é advaita, ou não-dualidade, porque a


polaridade objetiva da vida cessa enquanto se está centrado no eu subjetivo. Pode-se
permanecer eternamente neste estado elevado?
Esta é uma das questões metafísicas mais sutis das que já se discutiram. Do ponto de
vista do tempo, o mundo é uma contínua vibração ou ritmo entre os polos do espírito e da
meteria e, em consequência, não podemos permanecer no espírito mais do que podemos
permanecer dormindo o tempo todo.
Precisamos sentir, sempre, o ritmo de dormir e acordar, de inspirar e expirar, nascer e
morrer, e todos pares de oposições que vem com o mundo objetivo do tempo e da forma.
São esses ritmos que nos dão as marés tattwicas, que são a mesma coisa que a lei cíclica ou
periódica em toda manifestação.
Quem quer que tenha meditado sabe que não poderá permanecer no estado de
meditação para sempre, mas após ter constatado os altos níveis que venha eventualmente a
atingir, deve manifestá-los abaixo de alguma atividade criativa.
Quando esta expressão tiver sido completada, sentirá necessidade de retornar a si
mesmo. A bem-aventurança da união com o princípio divino é talvez tão relativa quanto
qualquer outra experiência e sua significância reside apenas em sua relação com o estado
oposto: dualidade objetiva.
A água só é deliciosa para o sedento, o calor para quem tem frio e o frio para quem
está acalorado.
Mas considerando sob o ponto de vista do espírito, não se pode dizer que ele nunca é
abandonado? Este parece ser o ponto de vista tradicional do Vedanta: que o mundo objetivo
é maia ou ilusório, uma vez que nele nada permanece, mas suas formas estão continuamente
aparecendo e desaparecendo como as ondas do mar.
[Link] [Link] [Link]
Página 11
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Apenas a consciência do eu sou é eterna e imutável.


Contudo, não podemos dizer que mesmo uma ilusão é real para quem a experimente
no tempo em que a experimenta? Na parábola indiana da corda e da serpente, um homem
toma um pedaço de corda por uma serpente e sente medo. Quando percebe que é uma
corda, seu medo desaparece. De fato, teve uma ilusão porque a corda jamais foi uma
serpente. Mas é realmente verdadeiro dizer que jamais foi uma serpente? Para o
experimentador da ilusão, sua “serpenticidade” era talvez tão real naquele tempo como a
experiência subsequente de que era uma corda.
O problema quando resolvido parece simples. Mas quem o resolveu, dizer aos que não
o resolveram que é simples ... A posição de tal pessoa pode não ser muito sábia.
Se alguém lhe perguntar como chegar à esquina do Hyde Park e receber como resposta
que quando chegar até lá não precisará de saber o caminho – então saberemos que você
está recusando admitir que os dois pontos de vista podem existir.

(*) Jogo de palavras intraduzível entre aloneness (solidão) e all-one-ness (redução de tudo a um, totalização).
(N.T.)

OS CHAKRAS
[Link]

DESENVOLVIMENTO DOS CHAKRAS

FUNÇÕES DOS CHAKRAS DESPERTOS

Além de manter vivo o corpo físico, os chakras desempenham outra função quando
estão em atividade. Cada chakra etérico corresponde a outro astral; mas como este é um
vórtice de quatro dimensões, tem uma extensão de que carece o vórtice do chakra etérico,
e portanto, não podem coincidir exatamente ambos os chakras, ainda que coincidam nas
três dimensões do etérico.
O chakra etérico está sempre na superfície do duplo etérico, enquanto que o chakra
astral está frequentemente no interior do corpo astral.
Os chakras etéricos em plena atividade, ou completamente despertos, transferem para
a consciência física toda qualidade inerente no correlativo chakra astral. Assim é que antes
de catalogar os resultados dimanantes do despertar à plena atividade dos chakras etéricos,
convém considerar a função dos chakras astrais, conquanto estes já estejam em plena
atividade em todas as pessoas cultas das últimas raças. Assim, pois, que efeito produz no
corpo astral o avivamento dos chakras astrais?
O primeiro destes chakras, como já dissemos, é o foco do kundalini ou fogo serpentino,
existente em todos os planos e cuja atividade desperta os demais chakras.

[Link] [Link] [Link]


Página 12
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Devemos considerar o corpo astral como se originariamente houvesse sido uma massa
quase inerte com consciência muito vaga, sem definida capacidade de atuação nem claro
conhecimento do mundo circundante. Portanto, o primeiro que sucedeu foi o despertar do
fogo serpentino no homem astral. Uma vez atualizada essa energia, passou ao segundo
chakra astral, correspondente ao esplênico físico, por cujo meio vitalizou todo o corpo astral,
capacitando o homem astral a viajar conscientemente, embora ainda com vago conceito do
que encontrava em suas viagens.
Depois o kundalini passou para o terceiro chakra astral, correspondente ao umbilical
físico, e o vivificou despertando no corpo astral a faculdade de receber toda classe de
sensações, embora ainda sem percebê-las claramente.
A vivificação do quarto chakra astral correspondente ao cardíaco físico, capacitou o
homem a receber e compreender as vibrações de outras entidades astrais, e simpatizar com
elas de modo que conhecesse instintivamente seus sentimentos.
O despertar do quinto chakra astral, correspondente ao laríngeo, conferiu ao homem a
faculdade de audição no plano astral, isto é, atualizou-lhe o sentido que no mundo astral
produz em nossa consciência o mesmo efeito que no mundo físico chamamos audição.
O despertamento do sexto chakra astral, correspondente ao situado entre as
sobrancelhas, produziu analogamente a visão astral ou faculdade de perceber clara e
distintamente a forma e a natureza dos objetos astrais, em vez de sentir vagamente sua
presença.
O despertar do sétimo chakra astral correspondente ao coronário, completava a vida
astral do homem e aperfeiçoava as suas faculdades.
A respeito do sétimo chakra astral parece existir alguma diferença segundo o tipo a
que pertença o homem. Em muitos indivíduos, os vórtices do sexto e sétimo chakras astrais
convergem ambos ao corpo pituitário (figura 9), que em tal caso é o único enlace direto
entre o corpo físico denso e os corpos superiores de matéria relativamente sutil.

Mas noutros indivíduos, embora ainda aliem o sexto chakra astral com o corpo
pituitário, inclinam o sétimo até o seu vórtice coincidir com o atrofiado órgão chamado
glândula pineal (figura 9) que em tal caso se reaviva e estabelece ligação direta com o mental
inferior sem passar pelo intermediário comum do astral. A este tipo de homens se referia
Blavatsky, ao ponderar a importância do despertar da glândula pineal. Também a doutora
Besant diz que tal despertar se inicia em diferentes planos, conforme o indivíduo. A este
propósito transcrevemos a seguinte passagem de sua obra Estudo sobre a Consciência:

A construção dos centros e a sua gradual organização em rodas ou chakras, pode


começar em qualquer veículo. Em cada indivíduo começará no veículo correspondente
ao tipo especial de seu temperamento, que dará a tônica de maior atividade na
construção de todos os seus veículos e a sua gradual conversão em instrumentos
eficazes para que a consciência se manifeste no plano físico. Assim teremos que o
centro da atividade poderá estar em qualquer dos corpos físicos, astral, mental, causal
[Link] [Link] [Link]
Página 13
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

ou outro ainda superior, segundo o tipo do temperamento individual, e dali atuará para
cima ou para baixo, para modelar veículos capazes de servir de expressão a esse
temperamento (1).

(1) Annie Besant, Estudio Sobre la Conciencia, págs. 208/9, Editorial Teosófica, 1922, Barcelona.

ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE

Organizado pelo Centro Espírita “Allan Kardec” de Campinas

A Epífise

É um órgão cônico, achatado, em forma de pinha, medindo (no adulto) 8 por 5 mm.
Localiza-se no cérebro, à frente do cerebelo, acima dos tubérculos quadrigêmios.

Sua função:
a) para uns seria apenas o vestígio do olho mediano (3º olho), que foi, provavelmente,
um órgão funcional em certos répteis e anfíbios ora extintos;
b) para outros, é glândula de secreção interna (apesar de não ter sido possível provar
que produza determinado hormônio) e estimularia o crescimento e a maturação
sexual; na fase da infância, inibiria a ação sexual, mas quase se anularia depois,
quando as glândulas genitais a sucederiam.

Segundo informações espirituais (Missionários da Luz, Cap. 1 e 2):

Não é absolutamente um órgão “morto”.


É a glândula da vida mental, com as seguintes funções:
a) despertar as forças criadoras na puberdade;
b) depois, continuar como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da
criatura terrestre;
c) é fonte criadora e válvula de escapamento;
d) enseja a recapitulação da sexualidade;
e) desata de certo modo os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências
umas às outras, na sequência de lutas pelo aprimoramento da alma.

Epífise e mediunidade (Idem)

[Link] [Link] [Link]


Página 14
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

“No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais


importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de
emissão de raios peculiares à nossa esfera (espiritual). É nela, na epífise, que reside o sentido
novo dos homens; entretanto, na grande maioria deles a potência divina dorme
embrionária”.
(...) “vali-me das forças magnéticas que o instrutor me fornecera, para fixar a máxima
atenção no médium. Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a
luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em
núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.”
(...) “Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caíam luzes suaves, de
Mais Alto, reconhecendo eu que ali se encontravam em jogo vibrações delicadíssimas,
imperceptíveis para mim.”

MÉDIUM QUEM É E QUEM NÃO É

Demétrio Pável Bastos

XXXI - DOS MÉDIUNS E SUAS APTIDÕES

Por que os médiuns, em geral, o são para determinada mediunidade e não para outra?
Este fato não foi ainda satisfatoriamente explicado, por certo, em virtude de nossas
limitações.
Estamos informados de que existe no organismo uma glândula ligada à mediunidade,
a epífise (André Luiz). Evidentemente ela não desencadeia, por si só, um fenômeno
mediúnico, que depende de haver ou não uma agente, Espírito ou Alma, agindo sobre o
sensitivo, através dela. Mas por que, para uns, funciona de um modo e, para outros, de
maneira diferente? Será que cada tipo de mediunidade teria sua própria “frequência
vibratória”, e que a epífise funcionaria de modo semelhante ao de um potenciômetro
variável, como em aparelhos de rádio?
Se assim for, carece de ser demonstrado.
Ora, sucede que certos parapsicólogos estão identificando exatamente a epífise como
glândula ligada aos efeitos paranormais.
Este fato fortalece a ideia de que o fenômeno mediúnico e o não-mediúnico têm raízes
comuns, mas um não deve ser confundido com o outro. São fenômenos da mesma “espécie”,
como a laranja-lima o é da laranja seleta; não obstante as grandes semelhanças entre elas,
não são passíveis de serem confundidas, uma com a outra. A diferença fundamental entre as
duas ordens de fenômenos que acabamos de citar está no respectivo agente, conforme já
demonstramos, exaustivamente.

[Link] [Link] [Link]


Página 15
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Allan Kardec, com sua visão genial, sem citar a epífise, pressentiu-lhe o desempenho,
ao afirmar categoricamente, que a mediunidade se radica no organismo (LM – 226); mas o
Codificador não relacionou o conceito de médium com o organismo, e sim, com o agente
que o manipula.
Neste conceito repousa a diferença notável entre o Espiritismo e a Parapsicologia
materialista, definitivamente inconciliáveis. Apenas a Parapsicologia considerada pela visão
espírita, pode receber a referendação da razão; mesmo que se refira aos fenômenos
anímicos, não-mediúnicos, porá em destaque o Espírito imortal do próprio sensitivo, fato
que Allan Kardec conhecia desde os primórdios do Espiritismo.

GRILHÕES PARTIDOS

Manoel Philomeno de Miranda

17 - DOUTRINAÇÃO E SURPRESAS

Cada processo obsessivo, face aos fatores que o motivam, tem características especiais,
embora genericamente sejam semelhantes. Há que se levar em conta as resistências morais
do paciente, os hábitos salutares ou desregrados a que se submeteu, os títulos de
enobrecimento ou vulgaridade que coletou, facultando-lhe recursos atenuantes ou
agravantes à condição aflitiva.
Normalmente, além dos implicados na demanda, Entidades ociosas ou perversas
agrupam-se em volta do encarnado em desajuste, complicando-lhe a alienação. Quando se
trata de Espíritos sequiosos de vingança e possuidores de largos recursos de concentração
mental maléfica, fazem-se temidos até mesmo pelos que se lhes assemelham, batendo-os
em retirada. Na generalidade, porém, o obsesso experimenta a constrição do seu
perseguidor e a perturbação dos que lhe são afins ao problema por sintonia vibratória
compreensível.
Iniciada a terapêutica desobsessiva de Ester, com o afastamento de seu algoz para a
competente doutrinação, além dos efeitos diretos e colaterais da trama insidiosa, por
ajustamentos cármicos, não podia a mesma apresentar-se de inopino restabelecida.
Comensais da desordem e viciados desencarnados, que seriam atendidos em momento
próprio, prosseguiam assediando-a ... Além disso, a engrenagem mental demoradamente
prejudicada pela interferência dos fluidos persistentes, deletérios, exigia tempo e tratamento
especial para a reorganização. De qualquer forma, a poderosa carga de ódio que a molestava,
contristora, diminuía de intensidade, graças à impossibilidade de mais direta influenciação
do inimigo desalmado. Não se interromperam, porém, in totum, os vínculos que os
estreitavam no programa regenerador.

[Link] [Link] [Link]


Página 16
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Quando o Comunicante despertou da indução hipnótica e da assimilação dos fluidos,


incontinente desejou ir ao Manicômio para a hospedagem psíquica vampirizadora. Assistido
pelos dois Enfermeiros Espirituais destacados para o mister, para ele invisíveis, foi
reconduzido ao sono, através de cuja terapia se reequilibrava emocionalmente, enquanto se
aguardava o próximo serviço socorrista.
Não se pode amar a Deus sem que se sirva com abnegação ao próximo. Da mesma
forma, qualquer incursão para ajudar o perturbado, sem a caridade para com o perturbador,
redundaria improfícua senão perniciosa. Justo atender aos contendores sem
preferencialismos, porquanto enfrentando o mesmo problema, ambos são desditosos. E o
que aflige é sempre mais desventurado, em se considerando a ingestão do ódio que o
desvaira hoje como o inapelável resgate que defrontará amanhã. Piedade, portanto, também,
para os que infelicitam, perseguem, atormentam – não sabem o que fazem!
Seguindo a programação traçada para o problema em tela, no dia estabelecido para o
novo serviço de assistência, os membros que constituíam o grupo especializado reuniram-
se no Centro Espírita, como da vez anterior, conscientes da própria responsabilidade.
Podia-se notar-lhes a satisfação íntima transparente no semblante de todos,
exteriorizando otimismo e confiança nos desígnios superiores como inalterável submissão
aos resultados buscados, fossem quais fossem.
Procedida à leitura de uma página consoladora e entretecidos leves, agradáveis
comentários sobre o texto, foi feita a prece de abertura, que dava início ao intercâmbio entre
as duas esferas da vida.
Como fora providenciado da vez anterior, o enfermo desencarnado foi trazido
adredemente e, desde a véspera, quando o médium Joel, em seu desdobramento pelo sono,
foi conduzido àquele recinto, cuidou-se da sua pré-imantação fluídica para o ministério em
pauta. Com esse recurso valioso, procedia-se a um cuidado propiciatório a mais amplos e
frutíferos resultados.
O caroável Bezerra, humilde e diligente, aprestara-se às providências indispensáveis ele
próprio, profundo conhecedor das enfermidades obsessivas desde quando na roupagem
carnal atendera a dezenas de subjugados e obsessos inúmeros, que lhe exigiram expressivas
doações de paciência, sabedoria e amor, mediante cujos valores sempre colimava êxito nos
tentames socorristas. Afeiçoado aos equivocados, por saber o que os aguardava, zelava pela
enfermagem da noite destinada ao implacável antagonista de Ester, com o carinho de
extremoso pai, sem, no entanto, os receios, o pieguismo ou a ansiedade dos que se demoram
em estágio de infância espiritual.
Todas as atividades eram exercidas com extremada ordem, em esfera psíquica de
salutar harmonia.
Tomando a instrumentação mediúnica de Rosângela, que manipulava com habilidade
e delicadeza, após a sudação evangélica, expôs, compassivo:
− Aqui estamos sob a égide de Jesus para ajudar, pura e simplesmente. Candidatamo-
nos a socorrer sem maiores ambições, pois que os resultados pertencem sempre ao Senhor,
a Quem doamos, também, nossas vidas . . .
[Link] [Link] [Link]
Página 17
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

“Desse modo, recordemos o Mestre em Gadara ou Gerasa diante do obsidiado em


desvalimento; nenhuma exprobração, nenhuma violência, vulgaridade alguma, sem acusação
nem reproche. Examinou o drama de dor e sombra que os envolvia, auscultou os receios do
perseguidor e as necessidades do perseguido, a ambos libertando, conforme suas condições
interiores . . .
“Calmo e íntegro, superior e amoroso, infundiu respeito, concedeu oportunidade
liberativa, amparou.
“Não desvalorizemos as excelentes possibilidades que Ele nos coloca ao alcance:
oração, paciência, caridade . . . Permeando-nos desses poderes, serão dispensáveis a
discussão, a agitação, a ofensa humilhante, a dura verdade para dobrar . . .
“Ninguém está lutando contra outrem a perseguir a própria vitória.
“Estamos exercitando vivência cristã fraternal e caridosa para com nós mesmos, através
do auxílio ao próximo.
Depois de breve silêncio, a fim de que todos pudéssemos absorver o tônico das suas
palavras, obtemperou, concluindo:
O irmão em tratamento representa o nosso passado, o que já fomos, e o porvir dos
invigilantes, que ainda hoje não despertaram para as responsabilidades que lhes dizem
respeito.
“Atendido como irmão, que não o seja apenas verbalmente, recebendo o afável
tratamento que lhe devemos dispensar . . .
“Oremos e prossigamos!”
O milagre da palavra oportuna concitava-nos a refletir no conteúdo do verbete “irmão”,
fácil de enunciar, difícil de, aplicando-o ao próximo, tê-lo em condição que tal.
Meditando nos conceitos expostos, verificávamos, mais uma vez, que o rude e frio,
indigitado e agressivo adversário da débil moçoila e de seus pais, era somente o irmão
doente da retaguarda, carecente de socorro quanto suas próprias vítimas atribuladas . . .
Dirigi o olhar aos genitores da obsidiada e ouvi-lhes o pensamento em prece contrita,
a emoção em forma de lágrimas, o sentimento extravasando compaixão por aquele que os
martirizava, é certo, todavia, se convertera no motivo precioso do seu encontro com Jesus .
..
O médium Joel, profundamente concentrado afastou-se do corpo somático. Todo ele
estava transformado numa usina de forças magnéticas de variado teor. Da região onde se
situava a pineal ou epífise na sua forma física, vibrava um poderoso dínamo luminoso que
irrigava todas as glândulas do sistema endócrino, ativando as supra-renais com energia
fosforescente, que assumia fulgurações inimaginadas.
O cérebro transformara-se num fulcro iridescente de fortes tonalidades, enquanto o
coração estimulado vitalizava todo o sistema circulatório, invadido por fluidos luminosos que
eram ativados pelo centro cardíaco, em formosa coloração ouro-alaranjada. O caleidoscópio
singular oferecia insuspeitada beleza aos nossos olhos fascinados.
O Instrutor, compreendendo nosso justo entusiasmo, informou-nos:

[Link] [Link] [Link]


Página 18
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

− A mediunidade com Jesus é ponte sublime por onde transitam as mais elevadas
expressões do pensamento divino entre os homens. Fonte inexaurível de recursos
transcendentes, flui e reflui exuberante, dessedentando, banhando de forças e de paz. Das
suas nascentes superiores procedem a inspiração e o alento, as energias que sustentam nos
momentos cruciantes do martírio e dos testemunhos sacrificiais.
“Pelo seu conduto falam os Céus aos homens, responde o Pai às súplicas vertidas na
oração, a misericórdia balsamiza chagas e impele à santificação da Caridade.
“ O apóstolo, o missionário, o santo de qualquer ministério e realização por ela
conseguem os vislumbres e antevisões, os sonhos e os arroubos, as instruções e os apelos
elevados que os impulsionam ao avanço, à realização, aos objetivos nobres, apesar dos
motejadores, perturbadores e adversários que se lhes colocam à frente, ameaçadores . . .
“Médium de Deus, dignificou-a Jesus Cristo, elevando-a à sua mais sublime condição.
“Descuidada, porém, converte-se em furna de sombras e males incontáveis, que
terminam por derrotar o mordomo leviano que a desrespeita. Ao abandono faz-se porta de
acesso a alienações incontáveis e enfermidades fisiológicas de diagnose difícil.
“Percepção do espírito, através do perispírito nas suas tecelagens mui sutis, coa as
vibrações com que sintoniza, fazendo-se claro sol ou pesada noite nas paisagens da vida.
“Edificá-la com sacrifício e preservá-la dos ladrões, dos vícios de toda ordem que
atraem as Entidades perniciosas, que a desnaturam e embrutecem, é obrigação do homem
decidido, do cristão consciente.
“Joel é um exemplo da dedicação superior, da disciplina pelo trabalho e do estudo
consciente do Espiritismo e das próprias limitações, condições que o tornam excelente
instrumento para o intercâmbio, por despersonalismo, ausência de paixões dissolventes e de
presunção . . .
“Ao bom trabalhador o seu salário compensativo . . . “
Silenciando, aproximou-se da Entidade e ajudou-a, inconsciente como se encontrava,
no processo psicofônico. Ato contínuo, aplicou-lhe passes de dispersão fluídica com que a
despertou.
Logo se fez lúcido, o Comunicante tentou erguer o médium, numa atitude desesperada,
e, sem dar-se conta do tempo transcorrido, investiu, furioso:
− Que você fez comigo? Não sou de dormir, pois o tempo é para mim precioso demais,
para permitir-me desperdícios desnecessários. Como dizia, enquanto me lampeje o ódio,
nada de sermões . . .
Atendido pelo Benfeitor, que prosseguia aplicando-lhe recursos próprios para
despertar-lhe as lembranças, aguçando-lhe a percepção, subitamente viu o grupo de
companheiros encarnados. Sem entender exatamente o que ocorria, deblaterou:
− Onde estou?, volto a perguntar. Quem são os senhores e o que querem de mim? São
mortos ou vivos?
Sem trair-se por qualquer perturbação, o diretor respondeu:

[Link] [Link] [Link]


Página 19
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

− Estás numa sessão espírita . . . Como já te expliquei, ninguém morre. Estás sem o
corpo, nós com ele. Como te aprouver, porém: fazemos parte dos vivos da Terra e tu dos
chamados mortos, que prosseguem vivendo. Queremos ajudar-te . . .
− A mim?! – tentou barafustar-se, como desejando libertar-se do diálogo. – Por que
alguém iria querer ajudar-me? Não tenho amigos, não creio na bondade. Ora, desembuche
sem rodeios.
− É o que estamos fazendo. Estás doente e desejamos auxiliar-te a curar-se.
Enquanto os esclarecimentos se sucediam, o Coronel Santamaria sintonizava com o
Espírito sofredor, no afã de querer auxiliá-lo a esclarecer-se, a fim de salvar a própria filha. A
mente em fixação alcançou a entidade, que relanceando o olhar fulgurante de ódio pelo
recinto, fixou-o no respeitável militar, para logo explodir:
− É ele! Que faz aqui? Pensa em alcançar-me? Tarde, é muito tarde? Agora sou eu quem
manda . . . Vingança, vingança, chegou a hora que eu esperava.
− Não sabemos a que ou a quem te referes – acentuou o orientador, com habilidade.
− Ele sabe! – apontou com o dedo em riste o Comunicante. – Se ele não se recorda,
jamais me pude esquecer, eu que fui sua vítima. Por isso, agora, domino-lhe a filha. Farei que
ele rasteje aos meus pés e suplique. Terei o prazer de negar-lho, devolvendo, sim, o cadáver
da desgraçada, para, então, . . .
Dona Margarida, não afeita, ainda, a situação de tal natureza, começou a chorar. O
Coronel, que não obstante o veemente desejo de acertar e sublimar-se, não pudera,
compreensivelmente, alcançar a serenidade desejada, perturbou-se, descontrolando-se,
intimamente, enquanto o Espírito blasonava:
− Odeio-o! Odeio-o! Meu Deus, quanto eu odeio este homem! Envelheceu, mudou um
pouco, mas é o meu inimigo feroz. Odeio-o!
A vibração pestilencial do ódio, expelido em ondas sucessivas de baixo teor,
impregnava a sala, tornando-a desagradável.
Inspirado, o Coronel Sobreira alvitrou:
− Oremos, mantendo nossa tranquilidade. O doente mais grave exige maiores
cuidados, urgente medidas de socorro, superior assistência. Preservemo-nos, amorosos e
serenos, buscando . . .
− Doente, eu?! – reagiu, gargalhando −. Você é quem está louco. Odeio aquele homem
e ele sabe porquê. Nunca o perdoarei. O mal que a mim e aos meus ele propiciou será
cobrado lentamente. A morte seria para ele umas férias agradáveis . . . Eu lhe concederei o
prazer do suplício demorado: ver ou não ver, sabendo, porém, que a filha morre a pouco e
pouco em minhas mãos, enquanto lhe instilo ódio . . . Se quiser fugir pelo suicídio como já
lhe sugeri, melhor para o meu programa . . . Verás, infeliz, como é bom suicidar . . . E se ficar,
dará no mesmo . . . Pensava que eu morri? Também eu não sabia o que aconteceu . . . Como
demorou, até que eu tomasse conhecimento do ocorrido! Agora mudamos de posição. Eu
sou a segurança, ele a incerteza; eu o trunfo, ele nada . . .
− Encontras-te equivocado, meu amigo. Se alguém aqui te prejudicou, não o fez
conscientemente, ou se cometeu esse grave erro, agora está arrependido e suplica-te
[Link] [Link] [Link]
Página 20
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

perdão. Observa que melhor é perdoar, do que rogar perdão. Nosso lema, aqui, é a Caridade,
não havendo lugar para revides nem vingança. Sê tu quem ajude, por conheceres de perto
o travo do sofrimento. Magoou-te o pai e desforras-te na filha? Onde o equilíbrio? Dás
vingança e esqueces da injustiça que perpetras. Dizes-te vítima e veste-te de cobrador. Com
qual direito? Nunca ouviste falar, por acaso, em Jesus Cristo, o Crucificado sem culpa? Assim
retribuis ao seu sacrifício de amor numa Cruz de vergonha e infâmia, que Ele enobreceu?
Estás mais doente do que supúnhamos, meu irmão. Ouve: Ester, tua vítima atual, não
pertence ao pai, menos a ti. Todos pertencemos ao Pai Criador. Como responderás à
pergunta divina, que um dia gritará na tua mente, como na simbologia bíblica: “Caim, que
fizeste do teu irmão? “Para onde fugirás?
− Eu odeio, é tudo que posso dizer . . .
− Entretanto, isto não te justificará ante o Tribunal Divino, que impõe a Justiça. Pelo
contrário, mais agravará a tua infeliz situação. Nossos erros são nossos cobradores. Mesmo
quando esquecemos não os destruímos: eles reaparecem no momento próprio. Asserena-te
e confia em Jesus. Responde-me: conheces Jesus?
− Sim, cheguei até a amá-lO na minha infância. Agora, porém, é tarde.
− Ninguém O ama e depois O abandona. A pessoa afasta-se dEle, enquanto Ele porfia
esperando. Chama por Ele, reconcilia-te com o teu irmão, que supões adversário e recupera-
te...
− Não posso! Não deixarei a filha, a fim de martirizar o pai.
− E afligir, também, à mãe? Que te fez a dorida mãezinha de Ester? Fita-a, sofrida, sem
saber das tuas razões, nunca suficientes para tal crime. Como verias alguém que te
destroçasse aquela que te aninhou no regaço com devoção e sofrimento? ...
− Pare! Não me recorde minha mãe ... Pelo que sofreu, por culpa dele, é que me vingo.
Mamãe, mamãe! – desvairou, quase hebetado.
O Benfeitor, que o despertava para as lembranças felizes, recorreu aos passes
magnéticos, a fim de tranquilizá-lo, na desdita em que se desconcertava cada vez mais.
Adormecendo, recebeu o procedimento anterior, sendo retirado cuidadosamente.
Pelo médium Joel, o Diretor Espiritual teceu algumas úteis considerações e após a
oração reconfortante, emocionada, a sessão foi concluída.
Logo após os companheiros comentaram, otimistas, o resultado do labor e, sob o olhar
penetrante das estrelas brilhantes no céu sem nuvens, demandaram o lar.

ANIMAIS NOSSOS IRMÃOS


Eurípedes Kühl

OS ANIMAIS E O PROGRESSO (Cap.6 A §6)

Se o homem auxilia a evolução dos animais, quando lhes dispensa proteção, respeito e
amor, com isso reduzindo ou mesmo eliminando suas naturais reações selvagens ou instinto
[Link] [Link] [Link]
Página 21
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

agressivo – se tudo isso é verdade -, não menos verdadeiro é que sem os animais a vida
humana não estaria no seu nível de conforto atual.
Em termos de evolução, bem maior é o débito da humanidade para com os animais do
que o crédito que lhes temos dispensado para seu bem-estar e progresso espiritual.
Exporemos a seguir alguns detalhes da convivência homem-animal.

Bovinos

São os animais que, em maior número, são criados e sacrificados, transformando-se,


quase sempre com crueldade, em alimento humano.
O boi não rende só bifes. Antes mesmo de ser abatido, ele deixa no curral do frigorífico
o esterco, empregado como adubo ou transformado em biogás. O próximo subproduto é
coletado na sala de matança: 12 quilos de sangue, utilizados para a fabricação de fertilizantes,
colas, espumante para extintor de incêndio e ração animal . . . e como ingrediente de
biscoitos, para combater anemia de crianças. O sangue é ainda aproveitado no preparo de
embutidos (salsicha, linguiça, salame, mortadela, etc.), vacinas e albumina.
As tripas servem para acondicionar esses embutidos e também para produzir cordas
de raquetes de tênis, que protegem os cotovelos dos tenistas mais que as cordas sintéticas,
pois cedem mais e retornam mais rapidamente à posição de origem.
Com as patas dianteiras do boi se faz o mocotó. Das traseiras se extrai o óleo de
mocotó, usado como lubrificante. Os ossos das patas se transformam numa gelatina especial
para a fabricação de sorvetes e filmes de raio X.
Cascos e chifres, ricos em nitrogênio, se prestam à produção de fertilizantes e também
à confecção de botões e pentes. O couro vira calçados, malas, bolsas e roupas.
Da glândula hipófise saem vários hormônios, aproveitados pela indústria farmacêutica.
O extrato da glândula pineal (epífise) é usado no tratamento de esquizofrenia. Do abomaso
– “estômago verdadeiro” – se retira a renina, “coalho” utilizado pelos laticínios.
Os pulmões e principalmente o fígado fornecem a heparina, um anticoagulante
empregado no tratamento de problemas vasculares.
A indústria de pincéis usa pelos das orelhas e da cauda. As fábricas de sabão ficam com
o sebo do qual também se extrai a glicerina, usada em explosivos.
Um dos subprodutos mais valiosos é o cálculo biliar, normalmente contrabandeado
para o Oriente, onde se transforma em remédios contra o “câncer” (1). (UFA!...).
Dizem muitos que “do boi nada se perde, a não ser o berro”.
Discordamos: quem pensa assim talvez nunca tenha visto como uma boiada é tangida:
tranquilizando os animais ao imitar mugidos, o berrante, chegando quase a sons sagrados,
vai à frente. É indispensável à harmonia do deslocamento da boiada; isso, sem contar os
malabarismos sônicos dos berrantes nas festas rurais...

(1) Alguns dados foram extraídos da Folha de São Paulo de 15 de janeiro de 1991.

[Link] [Link] [Link]


Página 22
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Sistema Glandular (1) (Cap.8.12 §20)

A epífise (glândula pineal), a cada passo evolutivo na escala zoológica, vai se fixando e
se desenvolvendo no animal. Seu funcionamento ainda é desconhecido pela ciência médica,
que apenas lhe empresta a tarefa de “travar” a evolução dos órgãos sexuais, desconhecendo
qualquer hormônio por ela produzido. Na pineal está a válvula transmissora-receptora de
vibrações do corpo astral, sendo que na vidência astral é também utilizada pelos animais
(cães, cavalos, etc.);

(1) Em Técnicas da Mediunidade, de C. Torres Pastorino, cap. III, “Biologia”, itens c e d,


respectivamente.

SEXO SUBLIME TESOURO

Eurípedes Kühl

9. PSICOSSOMÁTICA E SEXO

A Ciência Médica já reconhece que a mente e as emoções, quando em conflito, são


causadoras de doenças.
A mente, no caso, é uma função cerebral.
O cérebro é instrumento da alma.
Assim, “mente”, “cérebro”, “corpo”, “alma”, constituem o ser.
Pedagogicamente, Kardec denominou de:
- “Espírito”: o Espírito, quando desencarnado
- “alma”: o mesmo Espírito, quando encarnado.

9.1 KARMA

O Espiritismo, calcado na Lógica e na Justiça Divina, afirma que o ser de hoje é o saldo
condensado das experiências adquiridas ao longo das várias jornadas terrenas
(reencarnações). Em cada uma delas, pela Lei Divina da Igualdade, o ser nasce com um
programa de vida justo e individual, pré-estabelecido.
Os antigos denominavam de “karma” (do Sânscrito = ação), o saldo entre a prática do
Bem ou do Mal.

[Link] [Link] [Link]


Página 23
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Nesses programas, cármicos, doença e susceptibilidade à doença são consequência do


funcionamento da lei de causa e efeito, tanto quanto saúde e paz. No primeiro caso, há “mau
karma” e no segundo, “karma bom”.
Muito seguidamente semeamos numa vida e colhemos na próxima.
Isso é especialmente verdadeiro para nós, ainda involuídos, nos casos de:
a. doenças causadas ou surgidas no nascimento;
b. susceptibilidade às doenças;
c. doenças hereditárias
A cura real consiste em corrigir os erros do conhecimento e os defeitos do caráter,
eliminando da nossa vida, assim, definitivamente, as ações que produzem dor, especialmente
as de crueldade e abuso do corpo.
Para o estudo do presente trabalho, analisaremos tão somente as consequências
danosas resultantes das aberrações, desvios e abusos sexuais.
A cura acima referida é conquistada, segundo Kardec, pela “REFORMA ÍNTIMA”, que
consiste, basicamente, na troca do “homem velho” por um “homem novo”, cuja
transformação moral haja substituído as más inclinações pelo amor ao próximo.
Não resta a menor dúvida que, do ponto de vista da evolução espiritual, o sofrimento
é educativo, tanto quanto também o são as experiências agradáveis: dor ou bem-estar
dependem da opção de quem age, respectivamente, no mal ou no bem.
Está cientificamente comprovado que as emoções podem alterar o equilíbrio das
glândulas endócrinas, hipófise e epífise. A primeira, produzindo e lançando hormônios (do
Grego: “horman” = despertar para a atividade), diretamente no sangue; a segunda, servindo
de ligação entre os impulsos eletromagnéticos e eletroquímicos, registrados nos nervos e
transmitidos para o Espírito.
Se as emoções forem provocadas por ódio, vingança, ciúme, angústia, depressão etc.,
irão prejudicar a circulação sanguínea, a pressão arterial, impedir a digestão, modificar o
ritmo respiratório e a temperatura geral do organismo.
Considerando o papel importantíssimo que desempenham essas glândulas na
atividade sexual do ser humano, torna-se relativamente fácil compreender porque os
distúrbios sexuais tem sua sede no cérebro, que as abriga.
Quanto à epífise, particularmente, interessa-nos sobremaneira sua atividade, dada sua
grande importância para a mediunidade, já que é fiel transmissora-receptora de vibrações
do corpo físico para o Espírito e vice-versa.
Espíritos infelizes, desencarnados, agindo obsessivamente, induzem encarnados da
mesma sintonia à prática sexual menos digna, para usufruírem das sensações decorrentes. É
nessa parte que a epífise é largamente utilizada, na ligação encarnado-desencarnado, face à
sintonia vibratória similar estabelecida entre ambos. O desencarnado, usando faixa de onda
própria à recepção, transmite ao encarnado pensamentos que ele mentalmente acolhe; a
partir daí, exercita ele o sexo desregrado, julgando ser o “dono” da ideia, desconhecendo
que está sendo instrumento de “vampiros”.

[Link] [Link] [Link]


Página 24
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

MECANISMOS DA MEDIUNIDADE

Francisco Cândico Xavier e Valdo Vieira

Mecanismo do Fenômeno Hipnótico

Recorrendo, para exemplo, em nosso estudo, ao conhecido processo de Liébeault, o


hipnotizador passará à ação franca, colocando-se à frente do enfermo.
E, situando de leve a mão esquerda sobre a sua cabeça, manterá dois dedos da mão
direita, à distância aproximada de vinte a trinta centímetros dos olhos do paciente, de modo
a formar com eles um ângulo elevado, compelindo-o a levantar os olhos, em atenção algo
laboriosa, para que lhe fixe os dedos por algum tempo.
Com esse gesto, o magnetizador estará projetando o seu próprio fluxo energético
sobre a epífise do hipnotizado, glândula esta de suma importância em todos os processos
medianímicos (*), por favorecer a passividade dos núcleos receptivos do cérebro,
provocando, ao mesmo tempo, a atenção ou o círculo fechado no campo magnético do
paciente, cuja onda mental, projetada para além de sua própria aura, é imediatamente
atraída pelas oscilações do magnetizador que, a seu turno, lhe transmite a essência das suas
próprias ordens.
Libertando as aglutininas mentais do sono, o passivo, na hipnose estimulada, se vê
influenciado pela vontade que lhe comanda transitoriamente os sentidos, vontade essa a
que, de maneira habitual, adere de “moto-próprio”, quase que alegremente.
É então que o hipnotizador, para fixar com mais segurança a sua própria atuação,
exclama, em tom grave e calmo:
- “Não receie. Segundo o nosso desejo, passará você, em breves instantes, pela mesma
transfiguração mental a que se entrega cada noite, transitando da vida ativa para o
entorpecimento do sono, em que os seus ouvidos escutam sem qualquer esforço e no qual
não se sente você disposto a voluntária movimentação. Durma, descanse. Repouse na
certeza de que não terá consciência do que ocorra em torno de nós! Despertará você do
presente estado, quando me aprouver, perfeitamente aliviado e fortalecido pela supressão
do desequilíbrio orgânico.”
O doente enlanguesce, satisfeito, acalentado pela sua própria onda mental de
confiança, exteriorizada ao impacto do pensamento positivo que o controla, e o hipnotizador
reafirma, tocando-lhe as pálpebras de leve:
- “Durma tranquilamente. Tudo está bem. Acordará livre de todo o mal. Acalme-se e
espere. Não sofrerá qualquer incômodo. Dentro de alguns minutos, chamá-lo-ei à vigília.”
O doente dorme e o magnetizador retira-se por alguns minutos.

[Link] [Link] [Link]


Página 25
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

(*) Para mais claro entendimento do assunto, indicamos ao leitor a releitura do capítulo
II do livro “Missionários da Luz”, do mesmo Autor espiritual, recebido pelo médium Francisco
Cândido Xavier – (Nota da Editora).

DICIONÁRIO DA ALMA

Francisco Cândido Xavier

A epífise preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada


expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais
ligam as existências, umas às outras na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma e
deixam entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.
(Palavras do Infinito – André Luiz)
No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o papel mais
importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de
emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É na epífise que reside o sentido
novo dos homens, entretanto, na maioria deles, a potência divina dorme embrionária.
(Palavras do Infinito – André Luiz)

MISSIONÁRIOS DA LUZ

Francisco Cândico Xavier

A Epífise

Enquanto o nosso companheiro se aproveitava da organização mediúnica, vali-me das


forças magnéticas que o instrutor me fornecera, para fixar a máxima atenção no médium.
Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a
epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em
derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.
Examinei atentamente os demais encarnados. Em todos eles, a glândula apresentava
notas de luminosidade, mas em nenhum brilhava como no intermediário em serviço.

[Link] [Link] [Link]


Página 26
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Sobre o núcleo, semelhante agora a flor resplandecente, caíam luzes suaves, de Mais
Alto, reconhecendo eu que ali se encontravam em jogo vibrações delicadíssimas,
imperceptíveis para mim.
Estudara a função da epífise nos meus apagados serviços de médico terrestre. Segundo
os orientadores clássicos, circunscreviam-se suas atribuições ao controle sexual no período
infantil. Não passava de velador de instintos, ate que as rodas da experiência sexual
pudessem deslizar com regularidade, pelos caminhos da vida humana. Depois, decrescia em
força, relaxava-se, quase desaparecia, para que as glândulas genitais a sucedessem no campo
da energia plena.
Minhas observações, ali, entretanto, contrastavam com as definições dos círculos
oficiais.
Como o recurso de quem ignora é esperar pelo conhecimento alheio, aguardei
Alexandre para elucidar-me, findo o serviço ativo.
Passados alguns minutos, o generoso mentor acercava-se de mim.
Não esperou que me explicasse.
— Conheço-lhe a perplexidade – falou. — Também passei pela mesma surpresa, noutro
tempo. A epífise é agora uma revelação para você.
— Sem dúvida – acrescentei.
— Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições — prosseguiu ele. —É a
glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças
criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de
elementos psíquicos da criatura terrestre. O neurologista comum não a conhece bem. O
psiquiatra devassar-lhe-á, mais tarde, os segredos. Os psicólogos vulgares ignoram-na. Freud
interpretou-lhe o desvio, quando exagerou a influenciação da “libido”, no estudo da
indisciplina congênita da Humanidade. Enquanto no período de desenvolvimento infantil,
fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual preexistente, a epífise
parece constituir o freio às manifestações do sexo; entretanto, há que retificar observações.
Aos catorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quando às suas
atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que representava
controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao
concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera
emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de
suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos.
Achava-se profundamente surpreendido.
Findo o intervalo que impusera à exposição do ensinamento, Alexandre continuou:
— No entanto, não estamos examinando problemas de embriologia. Limitemo-nos ao
assunto inicial e analisemos a epífise, como glândula da vida espiritual do homem.
Dentro de meu espanto, guardei rigoroso silêncio, faminto de instruções novas.
— Segregando delicadas energias psíquicas — prosseguiu ele — , a glândula pineal
conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios
eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda
[Link] [Link] [Link]
Página 27
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas


constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos
celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os
armazéns autônomos dos órgãos. Manancial criador dos mais importantes, suas atribuições
são extensas e fundamentais. Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição
na experiência sexual é básica e absoluta. De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito,
viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num imã relaxado, entre
as sensações inferiores de natureza animal. Quantas existências temos despendido na
canalização de nossas possibilidades espirituais para os campos mais baixos do prazer
materialista? Lamentavelmente divorciados da lei do uso, abraçamos os desregramentos
emocionais, e daí, meu caro amigo, a nossa multimilenária viciação das energias geradoras,
carregados de compromissos morais, com todos aqueles a quem ferimos com os nossos
desvarios e irreflexões. Do lastimável menosprezo a esse potencial sagrado, decorrem os
dolorosos fenômenos da hereditariedade fisiológica, que deveria constituir, invariavelmente,
um quadro de aquisições abençoadas e puras. A perversão do nosso plano mental
consciente, em qualquer sentido da evolução, determina a perversão de nosso psiquismo
inconsciente, encarregado da execução dos desejos e ordenações mais íntimas, na esfera das
operações automáticas. A vontade desequilibrada desreguia o foco de nossas possibilidades
criadoras. Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interesse pelas
aquisições eternas nos domínios do Espírito. Renúncia, abnegação, continência sexual e
disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa. São providencias de
teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade. Nunca fugiremos à lei, cujos
artigos e parágrafos do Supremo Legislador abrangem o Universo. Ninguém enganará a
Natureza. Centros vitais desequilibrados obrigarão a alma à permanência nas situações de
desequilíbrio. Não adianta alcançar a morte física, exibindo gestos e palavras convencionais,
se o homem não cogitou do burilamento próprio. A Justiça que rege a Vida Eterna jamais se
inclinou. É certo que os sentimentos profundos do extremo instante do Espírito encarnado
cooperam decisivamente nas atividades de regeneração além do tumulo, mas não
representam a realização devida.
O instrutor falava em tom sublime, pelo menos para mim, que, pela primeira vez, ouvia
comentários sobre consciência, virtude e santificação, dentro de conceitos estritamente
lógicos e científicos no campo da razão.
Agora, aclaravam-se-me os raciocínios, de modo franco. Receber um corpo, nas
concessões do reencarnacionismo, não é ganhar um barco para nova aventura, ao acaso das
circunstâncias, mas significa responsabilidade definida nos serviços de aprendizagem,
elevação ou reparação, nos esforços evolutivos ou redentores.
— Compreende, agora, as funções da epífise no crescimento mental do homem e no
enriquecimento dos valores da alma? — indagou-me o orientador.
— Sim ... — respondi sob impressão forte.
— Segregando “unidades-força” — continuou —, pode ser comparada a poderosa
usina, que deve ser aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento e
[Link] [Link] [Link]
Página 28
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

benefício da personalidade e não relaxada em gasto excessivo do suprimento psíquico, nas


emoções de baixa classe. Refocilar-se no charco das sensações inferiores, à maneira dos
suínos, é retê-la nas correntes tóxicas dos desvarios de natureza animal, e, na despesa
excessiva de energias sutis, muito dificilmente consegue o homem levantar-se do mergulho
terrível nas sombras, mergulho que se prolonga, além da morte corporal. Em vista disso, é
indispensável cuidar atentamente da economia de forças, em todo serviço honesto de
desenvolvimento das faculdades superiores. Os materialistas da razão pura, senhores de
vastos patrimônios intelectuais, perceberam de longe semelhantes realidades e, no sentido
de preservar a juventude, a plástica e a eugenia, fomentaram a prática do esporte, em todas
as suas modalidades. Contra os perigos possíveis, na excessiva acumulação de forças
nervosas, como são chamadas as secreções elétricas da epífise, aconselharam aos moços de
todos os países o uso do remo, da bola, do salto, da barra, das corridas a pé. Desse modo,
preservaram-se os valores orgânicos, legítimos e normais, para as funções da
hereditariedade. A medida, embora satisfaça em parte, é, contudo, incompleta e defeituosa.
Incontestavelmente, a ginástica e o exercícios controlados são fatores valiosos de saúde; a
competição esportiva honeste é fundamento precioso de socialização; no entanto, podem
circunscrever-se a meras providências, em benefício dos ossos, e, por vezes, degeneram-se
em elástico das paixões menos dignas. São muito raros ainda, na Terra, os que reconhecem
a necessidade de preservação das energias psíquicas para engrandecimento do Espírito
eterno. O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma, e
nem sempre se recorda de que, no problema do aprimoramento interior, não se trata de
retificar a sombra da substância e sim a substância em si mesma.
Ouvia-lhe as instruções, entre a emotividade e o assombro.
— Entende, agora, como é importante renunciar? Percebe a grandeza da lei de elevação
pelo sacrifício? A sangria estimula a produção de células vitais, na medula óssea; a poda
oferece beleza, novidade e abundância nas árvores. O homem que pratica verdadeiramente
o bem, vive no seio de vibrações construtivas e santificantes da gratidão, da felicidade, da
alegria. Não é fazer teoria de esperança. É princípio científico, sem cuja aplicação, na esfera
comum, não se liberta a alma, descentralizada pela viciação nas zonas mais baixas da
Natureza.
E porque observasse que as instruções lhe tomavam demasiado tempo, Alexandre
concluiu:
— De acordo com as nossas observações, a função da epífise na vida mental é muito
importante.
— Sim – considerei - , compreendo agora a substancialidade de sua influenciação no
sexo e entendo igualmente a dolorosa e longa tragédia sexual da Humanidade. Percebo,
nitidamente, o porquê dos dramas que se sucedem, ininterruptos, as aflições que parecem
nunca chegar ao fim, as ansiedades que esbarram no crime, o cipoal do sofrimento,
envolvendo lares e corações ...

[Link] [Link] [Link]


Página 29
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

— E o homem sempre disposto a viciar os centros sagrados de sua personalidade –


concluiu Alexandre, solenemente —, sempre inclinado a contrair novos débitos, mas
dificilmente decidido a retificar ou pagar.
— Compreendo, compreendo ...
E, asilando certas dúvidas, exclamei:
— Não seria então mais razoável...
O orientador cortou-me a palavra e esclareceu:
— Já sei o que deseja indagar.
E, sorrindo:
— Você pergunta se não seria mais interessante encerrar todas as experiências do sexo,
sepultar as possibilidades do renascimento carnal. Semelhante indagação, no entanto, é
improcedente. Ninguém deve agir contra a lei. O uso respeitável dos patrimônios da vida, a
união enobrecedora, a aproximação digna, constituem o programa de elevação. É, portanto,
indispensável distinguir entre harmonia e desequilíbrio, evitando o estacionamento em
desfiladeiros fatais.
Ditas estas palavras, Alexandre calou-se, como orientador criterioso que deixa ao
discípulo o tempo necessário para digerir a lição.

OBREIROS DA VIDA ETERNA

Francisco Cândico Xavier

....
Alcançáramos o coma, em boas condições.
O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no
cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa
romboidal, Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias, e
brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo,
instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante
luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as
forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada
transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em
desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a
membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz
violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer, de
todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade,
momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de
todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos
diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.
[Link] [Link] [Link]
Página 30
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

PÉROLAS DO ALÉM

Francisco Cândido Xavier

Epífise é a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na


puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado
laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre. (Missionários da Luz)

ROTEIRO

Francisco Cândico Xavier e Valdo Vieira


RELIGIÃO

A Ciência multiplica as possibilidades dos sentidos e a filosofia aumenta os recursos do


raciocínio, mas a religião é a força que alarga os potenciais do sentimento.
Por isso mesmo, no coração mora o centro da vida. Dele partem as correntes
imperceptíveis do desejo que se consubstanciam em pensamento no dínamo cerebral, para
depois se materializarem nas palavras, nas resoluções, nos atos e nas obras de cada dia.
Na luta vulgar, há quem menospreze a atividade religiosa, supondo-a mero artifício do
sacerdócio ou da política, entretanto, é na predicação da fé santificante que encontraremos
as regras de conduta e perfeição de que necessitamos para o crescimento de nossa vida
mental na direção das conquistas divinas.
A Humanidade, sintetizando o fruto das civilizações, é construção religiosa.
Dos nossos antepassados invertebrados e vertebrados caminhamos nos milênios, de
reencarnação em reencarnação, adquirindo inteligência, por intermédio da experimentação
incessante, mas não é somente a razão o fruto de nosso aprendizado, no decurso dos
séculos, mas também o discernimento ou luz espiritual, com que pouco a pouco
aperfeiçoamos a mente.
A religião é a força que está edificando a Humanidade. É a fábrica invisível do caráter e
do sentimento.
Milhões de criaturas encarnadas guardam, ainda, avançados patrimônios de
animalidade. Valem-se da forma humana, como quem se aproveita de uma casa nobre para
a incorporação de valores educativos. Possuem coração para registrar o bem, contudo,
abrigam impulsos de crueldade. O instinto da pantera, a peçonha da serpente, a voracidade
do lobo, ainda imperam no psiquismo de inumeráveis inteligências.
Só a religião consegue apagar as mais recônditas arestas do ser. Determinando nos
centros profundos de elaboração do pensamento, altera, gradativamente, as características
[Link] [Link] [Link]
Página 31
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

da alma, elevando-lhe o padrão vibratório, através da melhoria crescente de suas relações


com o mundo e com os semelhantes.
Nascida no berço rústico do temor, a fé iniciou o seu apostolado, ensinando às tribos
primárias que o Divino Poder guarda as rédeas da suprema justiça, infundindo respeito à
vida e aprimorando o intercâmbio das almas. Dela procedem os mananciais da fraternidade
realmente sentida, e, embora as formas inferiores da religião, na antiguidade, muita vez
incentivando a perseguição e a morte, em sacrifícios e flagelações deploráveis, e apesar das
lutas de separação e incompreensão que dividem os templos nos dias da atualidade,
arregimentando-os para o dissídio em variadas fronteiras dogmáticas, ainda é a religião a
escola soberana de formação moral do povo, dotando o espírito de poderes e luzes para a
viagem da sublimação.
A ciência construirá para o homem o clima do conforto e enriquecê-lo-á com os
brasões da cultura superior; a filosofia auxiliá-lo-á com valiosas interpretações dos
fenômenos em que a Eterna
Sabedoria se manifesta, mas somente a fé, com os seus estatutos de perfeição íntima,
consegue preparar nosso espírito imperecível para a ascensão à glória universal.

MORTE - RENASCIMENTO - EVOLUÇÃO

Francisco Cândico Xavier e Valdo Vieira

Na obra de André Luiz, Missionários da Luz, psicografada por Chico Xavier, há um


capítulo dedicado à epífise, ou “glândula pineal”. E autor espiritual explica o processo de
interação mente-corpo, da seguinte maneira:
“Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência
comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação
direta da vontade”. (Opus cit. P. 21).
Queremos justificar a citação extraída de uma obra psicografada em 1945 e atribuída a
um Espírito. Não pretendemos, com isto, estabelecer a validade decisiva da hipótese de um
campo vital implicado nos processos biológicos. Fazemo-lo a título de ilustração, pois essa
referência ao campo vital foi feita há vinte anos e seis anos atrás, numa época em que o
Vitalismo era considerado uma hipótese praticamente superada. Entretanto, como várias
outras informações do Espírito André Luiz – naquela época também discutíveis – contém
proposições e ideias que novamente estão começando a ser reconsideradas pela Ciência,
achamos oportuno citá-lo aqui. Teríamos, desse modo, uma informação originada de outro
plano, não obstante sua validade ser também questionada pelo sistema vigente inspirado
pelo Positivismo materialista.
Parece-nos que a indagação, “por que vivemos?” não anda muito longe de ser
respondida satisfatoriamente. Entretanto, acreditamos que, ainda, assim, a resposta cabal
conduziria naturalmente à indagação seguinte: ”para que vivemos?”. Uma vez examinada a
[Link] [Link] [Link]
Página 32
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

pergunta acerca das “causae efficientes”, devemos cuidar da “causa finalis”, isto é, para que
vivemos.

PALINGÊNESE, A GRANDE LEI

Jorge Andréa

Glândula Pineal ou Epífise Aspecto Histofisiológico

A glândula pineal ou epífise foi bastante conhecida dos antigos, fato observado através
das descrições existentes. A Escola de Alexandria participou ativamente nos estudos pineais
que se achavam ligados às questões de ordem religiosa. Os gregos conheciam-na por
conárium e os latinos por glândula pinealis. Estes povos, em suas dissertações, localizavam
na glândula pineal o centro da vida.
Muito mais tarde, os trabalhos sobre a glândula se enriquecem com Ambroise Paré,
Vesale e tantos outros, que admitiam tratar-se ora de um gânglio linfático, ora duma
verdadeira glândula com funções específicas. Maiores detalhes foram observados com os
trabalhos de De Graaf, Stenon e Descartes. Este último fez interessante e detalhada descrição,
atribuindo à pineal papel relevante que se tornou conhecido até os nossos dias; para ele, a
alma era o hóspede misterioso da glândula pineal.
Com as pesquisas embrionárias, de anatomia comparada e posteriormente os estudos
histológicos, abrem-se novas luzes, onde Faivre assinala a presença de elementos nervosos
e concreções. Remak e Weigert descrevem a histogênese. Apesar do aparecimento de novos
campos de trabalho, os pesquisadores deram interpretações variadas que não diferem em
muitos pontos das descrições clássicas. O estudioso e competente Leydig admitia ser a
glândula pineal o órgão responsável pelo “sexto sentido”.
No começo deste século, os estudos tomam maior incremento com observações mais
aprimoradas. Em nossos dias, apesar de experimentações mais meticulosas, ainda não temos
definitiva interpretação sobre sua real função; daí as divergências nas hipóteses
apresentadas.
As pesquisas embriológicas, em certos animais vertebrados (lacertídeos), notificaram a
presença de um elemento, que denominaram olho pineal, considerado por muitos como um
órgão sensorial destinado à visão de certos animais fósseis. Seria um órgão vestigiário, um
órgão em regressão, cuja presença nos animais mais avançados na escala zoológica
representa o resquício do olho ímpar de certos invertebrados? Inúmeras experiências foram
feitas nas diversas espécies animais a respeito do olho pineal, e as conclusões são
contraditórias e pouco razoáveis. Nos sáurios, apresenta-se bastante desenvolvido – o polo
distal possui células altas que se expressam com biconvexidade, semelhante ao cristalino. A

[Link] [Link] [Link]


Página 33
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

cavidade é comparável ao corpo vítreo; existe uma retina simplificada resultante de


pigmentações: no hemisfério proximal evidencia-se um rudimento de coroide.
Poderíamos pensar que o olho pineal, em vez de ser um elemento regressivo, com
tendência ao desaparecimento, fosse, ao contrário, um elemento em desenvolvimento. Do
olho externo e ímpar de certos animais haveria, aos poucos, nos lentos e meticulosos
processos de mutações e transformações evolutivas que desconhecem o tempo, uma
inflexão para o interior da caixa craniana, tomando características histológicas especiais sem
perderem aquelas de sua origem. Atenderia esta formação ao controle de funções de alta
relevância para o animal, tais sejam os diversos mecanismos dos instintos, com tonalidades
próprias, conforme o desenvolvimento da espécie. Com o aprimoramento progressivo em
relação à escala zoológica, portanto evolutivo, iria aparecendo ao lado do olho pineal o
divertículo epifisário, até que no homem alcançaria, em conjunto com as paráfises
(formações embriológicas mais ou menos constantes), o estado mais completo do
desenvolvimento pineal.
Desse modo, o olho pineal poderá ser visto como o ponto em que se iniciam os
verdadeiros alicerces da glândula pineal e, como tal, o início da Individualidade Espiritual –
as expressões de um EU em formação – não existente nos invertebrados, cuja zona espiritual
deve fazer parte de um conjunto próprio da espécie, sem as nuanças que caracterizam o
indivíduo, o EU. (*) Lógico seria admitir que, à medida que a escala zoológica avança, os
instintos se desenvolvem atingindo os seus mais altos graus, sendo que, na espécie humana,
a glândula pineal responderia pelos mecanismos da meditação e do discernimento, da
reflexão e do pensamento e pela direção e orientação dos fenômenos psíquicos mais
variados.

(*) – Nota: A pineal seria o órgão por onde o psiquismo profundo (espírito) se expressaria no soma. Devido a essa
condição, a partir dos répteis, lacertídeos mais precisamente, podemos considerar como o início da individualização da
energia espiritual; isto é, nesse momento a energia espiritual dos seres vivos, que deverá ser representada por um “sincício
energético” (alma grupo das espécies), começa a ter individualidade – EU. Os deslocamentos dessa energia psíquica ou
espiritual que adquiriu individualidade, quando na matéria (animais a partir dos lacertídeos) ou na dimensão que lhe é
própria (desencarnação), passaria, doravante, a não mais pertencer ao patrimônio energético da espécie (sincício energético
ou alma grupo). Teria os seus limites próprios e seria um EU ou Individualidade, impulsionando na matéria a espécie e
forma que lhe é afim, promovendo, destarte, a evolução. Assim, os seres vivos, quer vegetais ou animais até determinados
anfíbios, as suas respectivas essências psíquicas ou energias espirituais pertenceriam ao grupo (alma grupo), a espécie de
que fazem parte. A partir dos lacertídeos, entretanto, haveria como que um desligamento no “sincício energético”, de uma
série de vórtices, pontos centrais e vitais das respectivas Individualidades que se emanciparam energeticamente de suas
próprias fronteiras. O EU indestrutível se afirmou, desligando-se dum determinismo compulsório para a conquista de mais
um degrau evolutivo, embora ainda determinismo, bases do futuro livre arbítrio da espécie humana. Nos lacertídeos, as
amiudadas reencarnações de suas energias espirituais em maturação, determinariam na massa cerebral marcos tão
violentos que a estrutura química começaria a sofrer modificações no sentido do aparecimento do olho pineal, zona que
evolve para a futura glândula pineal, local e sede onde mais bem se projetaria a quase totalidade dessa potente energética.

[Link] [Link] [Link]


Página 34
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

[Link] [Link] [Link]


Página 35
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

A glândula pineal ou epífise, na espécie humana, ocupa uma posição central em relação
aos órgãos nervosos (gravura 6A). Está situada numa verdadeira goteira que é o leito pineal,
para diante do cerebelo, acima dos tubérculos quadrigêmeos e por baixo do corpo caloso.
Mede 6 a 8 mm de comprimento por 4 a 5 mm de largura e 2 a 5 mm de espessura, sendo
o peso médio de 0,16 g.
Sua configuração é semelhante a uma pinha (na criança), donde o nome, tornando-se
achatada no adulto, podendo ter forma triangular ou ovalar. De cor rósea. Está revestida por
uma cápsula conjuntiva que, além de proteger o órgão, que lhe serve de sustentação em
determinados pontos, onde adere as formações vizinhas, principalmente pelo pedículo.
Da periferia para o centro divisamos um tecido conjuntivo composto de fibras
colágenas e elásticas, formando verdadeiras traves até o centro do órgão no seio das quais

[Link] [Link] [Link]


Página 36
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

lançam-se vasos em abundância, penetrados através da cápsula por pequenos orifícios, que
alcançam as partes mais nobres do órgão. Os linfáticos, igualmente, distribuem-se por toda
área glandular. Esta abundante vascularização da pineal representou, para Roux e sua escola,
a significação de um verdadeiro órgão glandular.
Nas zonas de tecido conjuntivo evidenciaram-se formações celulares da micróglia,
células basófilas tipo mastzellen, células arredondadas de núcleos bastante coráveis e células
acidófilas para-vasculares.
As células pineais ainda não estão perfeitamente definidas e por isso confundem-se
com as células neuróglicas. Alguns autores, entre eles Orlandi e Guardini, acham que as
células pineais não são mais do que elementos de origem nervosa. Apresentam-se com
morfologia variável, arredondadas, poliédricas ou cônicas.
As células neuróglicas caracterizam-se pelo aspecto lobado do núcleo, bastante grosso
e rico em cromatina. O citoplasma contém ribonucleoproteína, uma fosfatase alcalina e
pequena quantidade de glicógeno.
As células neuróglicas parecem ser responsáveis, na sua fase protoplasmática, pelo
complexo endócrino neuro-glandular; demonstram particularidades próprias, bem
evidenciadas pela histoquímica que conseguiu diferenciá-las de outros elementos
neurológicos semelhantes, principalmente aqueles da hipófise que até bem pouco tempo
eram descritos como idênticos. Daí a importância que devemos dispensar a estas unidades
de trabalho.
As células ependimárias são encontradas facilmente na parte superior da glândula e
com maior dificuldade no parênquima. Apresentam prolongamentos que têm origem num
citoplasma bastante grande em relação ao das células pineais.
No homem assinalou-se a presença de células mióides e gigantes.
Verificou-se em algumas células da glândula pineal mitocôndrias. As mitocôndrias,
principalmente, foram observadas em volta do centríolo, como que fornecendo energia para
o trabalho ativo do centro-celular.
Pigmentos melânicos, férreos e lipocromos foram distinguidos (Orlandi e Gaurdini),
variando de intensidade conforme a fase de trabalho do órgão.
As experiências dirigidas no sentido de determinar a função pineal se revestem da
maior dificuldade, porquanto a intervenção no órgão, além de difícil, geralmente
compromete zonas nervosas vizinhas. Acresça-se que é um órgão bastante vascularizado, de
localização profunda, e mantendo estreitas relações com os seios venosos. Quando se
consegue uma perfeita ablação da glândula pineal, às vezes subsiste uma pineal acessória e
não prevista. Ao lado disso, os fatores individuais, climáticos, regime alimentar, etc,
contribuem para um resultado que deixa sempre alguma dúvida, onde a argúcia
interpretativa é sempre reclamada. No homem, a observação é feita através das doenças do
órgão, mais precisamente dos tumores pineais, com posteriores comprovações pela
histopatologia.
Daremos em síntese os resultados da pinealectomia obtidos por Thieblot e Bars como
os mais credenciados.
[Link] [Link] [Link]
Página 37
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Dos efeitos da pinealectomia, em animais jovens, no ponto concernente ao


desenvolvimento somático, ainda nada podemos concluir de definitivo, porquanto os
resultados experimentais são absolutamente contraditórios.
Sobre o desenvolvimento genital foram observadas modificações acentuadas nos
animais machos e fêmeas. Nos animais machos: aumento dos testículos, com
desenvolvimento da massa intersticial e das vesículas seminais, denotando franca hipertrofia
com hiperatividade testicular. Nos animais fêmeas: hipertrofia ovariana, aceleração na
formação do canal vaginal, engrossamento das trompas e aumento do útero. Desse modo,
tanto no macho quanto na fêmea, há desenvolvimento precoce dos caracteres sexuais
secundários com ativação do instinto sexual. Logo, é evidente o aparecimento da puberdade
precoce.
Os efeitos da pinealectomia se corrigem, em quase sua totalidade, com implantações
pineais. Vimos que a pinealectomia provoca marcada hipertrofia dos órgãos genitais. Os
transplantes pineais, nos animais pinealectomizados, corrigem imediatamente a hipertrofia
genital devido à presença de um princípio frenador; este princípio revelou-se, com precisão,
nas ratas, quando o ciclo estral se detinha com a implantação da glândula. Existe, também,
um princípio estimulante que se manifesta em condições especiais, quais sejam os casos de
atrofia genital, onde o princípio frenador não tem mais ação; nessa situação o princípio
estimulante exerce, amiúde, grandes efeitos.
Inspirados nos trabalhos de Trautmenn, Goddard e Berkeley, verificou-se que, na
aplicação do extrato pineal, há sempre uma acentuada resposta no jogo endócrino sexual,
cujas reações deixam transparecer a existência de dois princípios: um frenador e outro
estimulante. O fator estimulante responderia pela precocidade sexual que sempre aparece
em primeiro lugar.
Os efeitos do extrato pineal sobre a soma são descutidos e, em parte, discrepantes.
Pode-se afirmar que o extrato pineal determina uma aceleração no crescimento somático e,
mais ainda, segundo Mc Cord haveria, em muitos animais, além dessa aceleração de
crescimento, ligeira precocidade mental. Sobre a pele observa-se visível descoloração
temporária, verdadeira contração dos melanóforos profundos, parecendo tratar-se de um
fenômeno tipicamente simpático.
Sobre o metabolismo o extrato pineal assinalou modificações dignas de referência. O
aumento do metabolismo basal é pronunciado. Os lipídios que se desenvolvem bastante,
chegando mesmo a ativar a obesidade nos animais pinealectomizados, podem ser reduzidos
e controlados com o uso do extrato pineal. Buttaro e Rottini observaram, com o extrato
pineal, modificações no metabolismo glucídio, determinando hiperglicemia. Para o lado dos
proteicos há aumento da eliminação azotada. Quanto aos sais minerais assinalou-se de
importância, o aumento da taxa de cálcio sanguíneo.
As reações da glândula pineal com a cadeia glandular parecem revestir-se do mais alto
significado. A correlação gênito-pineal é de tal ordem, que um desequilíbrio, mesmo em uma
de suas partes funcionais, reflete imediatamente na outra. Observou-se na castração, tanto
testicular quanto ovariana, acentuada modificação na glândula pineal, determinando em
[Link] [Link] [Link]
Página 38
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

alguns casos hiperatividade, em outros, atrofia. Diante deste aspecto oposto pode pensar-
se que a correlação gênito-pineal obedece a uma íntima e desconhecida ligação. Tanto isto
é verdade que as modificações fisiológicas da gravidez refletem no âmago da glândula
pineal, determinando aumento dos lipídios vacoulares e das concresções calcáreas e lassidez
das fibras neurológicas; tudo isso dá impressão ora de um aspecto involutivo, ora de
atividade funcional marcada. Também as injeções de hormônios genitais (testosterona e
foliculina) determinam modificações acentuadas no aspecto do órgão, variando de
intensidade conforme as doses empregadas.
Foi admitido e observado por vários autores (Izawa, Calvet e outros), a existência de
um antagonismo pineal-hipofisário anterior, com marcada ação inibidora no setor
hipofisário. A pinealectomia determina hipertrofia do lobo anterior da hipófise, a ponto de
triplicar o seu volume total. A influência pineal vai mais além no comando das funções
hipofisárias, quando modifica as características funcionais dos hormônios gonadotrópicos,
influenciando profundamente o setor genésico do organismo masculino e feminino.
Os estudos sobre a correlação pineal-neurohipófise são raros, de penumbrosa
interpretação, o que, aliás, é compreensível.
A glândula pineal mantem outras relações endócrinas, apresentando ligações com a
tireóide, suprarrenal, pâncreas e tímus. Com todas essas glândulas deixa transparecer sua
influência em maior ou menor grau.
Os trabalhos de Popescu – Inotesti concluíram pela ação frenadora que a glândula
pineal exerce no mecanismo insulínico.
Quanto ao tímus, observa-se no homem, que os tumores da pineal impedem a
regressão normal da glândula na idade oportuna. Lindenberg observou, em alguns animais,
que a timectomia determinava rápida atrofia pineal.
As relações entre a pineal e a tireóide são evidentes. A retirada cirúrgica de uma dessas
glândulas reflete, imediatamente no outra; instala-se um violento processo, embora mais
acentuado para o lado da tireóide.
Nas glândulas suprarrenais, a ablação pineal ocasiona modificações no índice do
colesterol e ácido ascórbico. Foi observada nos tumores pineais a presença de evidente
hiperplasia córtico-suprarrenal.
Pelo que acabamos de expor, a glândula pineal está interligada com todo o setor
glandular do organismo. Ainda é difícil estabelecer as relações exatas entre a pineal e as
demais glândulas, embora possamos asseverar, pelos trabalhos e observações conjuntas,
que a pineal seria realmente a orientadora da cadeia glandular, comunicando-se com as
demais glândulas direta ou indiretamente, tendo na hipófise o grande campo de suas
expansões com o organismo inteiro. Não seria a neuro-hipófise mais precisamente, a zona
por intermédio da qual a pineal orientaria todo seu trabalho no equilíbrio endócrino?
Há pouco tempo, semelhante à hipófise, foi constatada a existência de um complexo
epitálamo-pineal. O hipotálamo contém determinados centros éxcito-secretores da glândula
pineal e esta teria ação neurocrínica no hipotálamo. Isto foi perfeitamente verificado às
custas dos melanócitos pineais (células especializadas carregadas de pigmentos melânicos),
[Link] [Link] [Link]
Página 39
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

que se distribuem em grande número ao redor dos vasos e entram em contato direto com
as fibras nervosas perivasculares. Lembre-se, no momento, a importância dos pigmentos das
células nervosas nos mecanismos do psiquismo.
Atualmente está demonstrada a participação do epitálamo, naturalmente com sua
coligação pineal, na regulação da temperatura; no metabolismo basal; no metabolismo da
água, minerais, hidratos de carbono e gorduras; em todas as funções endócrinas pela
associação pineal-hipofisária; nos mecanismos do sono e da vigília; nas expressões das
emoções e no equilíbrio e regulação neurovegetativo de todos os sistemas e aparelhos. Por
intermédio da pineal, como uma verdadeira estação coordenadora, haveria o contato entre
o neurovegetativo e a vida de relação.
Pelo exposto, podemos avaliar o valor que está atribuindo à glândula pineal. A
complexidade do feixe epitálamo-pineal, embora ainda não completamente definido em
suas relações mais íntimas, já nos deixa extasiados diante de sua caprichosa disposição. A
existência de numerosos centros ligados à função pineal dá-nos a impressão de não se tratar
tão-somente de estações de comando, e sim de elementos com funções variadas ora como
excitantes funcionais, ora como reguladores e mesmo como desligadores de circuitos.
A neuro-regulação pineal está simultaneamente ligada às excitações neurovegetativas
(ventriculares e coroidianas) e neuro-somáticas (olfativas, ópticas, acústicas e sensitivas
gerais). As correlações epitálamo-pineal e epitálamo-hipofisária, pelas tendências atuais da
ciência, permitem-nos tirar conclusões de que a pineal exerce uma ação de controle maior
sobre a hipófise e, através desta, sobre todas as glândulas do organismo. É lógico que
existem variabilidades de excitações na ativação de determinados setores, de acordo com as
necessidades orgânicas da fórmula hormônica individual. Com este acervo de fatos sobre a
glândula pineal, procuramos traduzir na gravura 6B, esquematicamente, a impressão das
íntimas relações fisiológicas entre simpático, parassimpático e glândulas endócrinas, como
também, as expressões energéticas de um conteúdo vibratório especial.
Desse modo, percebemos que a glândula pineal estaria altamente comprometida com
inúmeros departamentos orgânicos, inclusive aqueles que orientam e controlam as funções
psíquicas. As citações feitas acima, calcadas em trabalhos judiciosos de histofisiologia, falam-
nos do imenso e real valor que a glândula pineal diretamente desempenha nas mais altas
funções da esfera orgânica.
Outros fatores que contribuíram para a elucidação da função pineal foram os estudos
dos tumores. A presença de tumor pineal (mais comum na infância e puberdade) determina
sintomatologia variada, com hipertensão craniana, distúrbios psíquicos, oculares e síndrome
distrófica.
A hipertensão craniana vem sempre acompanhada de intensa cefaleia, podendo
aparecer crises convulsivas.
Os distúrbios psíquicos geralmente são acentuados com comprometimento de
numerosas funções que lhe são associadas. Desse modo aparecem a confusão mental, a
excitação hipomaníaca, distúrbios das funções reguladoras da estática e do equilíbrio,
vertigens vestibulares, etc.
[Link] [Link] [Link]
Página 40
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Os distúrbios oculares são bem marcantes, apresentando sintomas de ptoses, diplopias


e as variadas paralisias dos movimentos oculares.
A síndrome distrófica foi muito bem estudada por Pellizi, na criança e no jovem púbere.
Caracteriza-se por desenvolvimento anormal dos órgãos genitais externos, com
possibilidade do pênis e dos testículos atingirem o tamanho do adulto. Para o lado do
instinto sexual há desenvolvimento prematuro, comprovado pelos casos de paternidade
precoce. Os caracteres sexuais secundários logo se instalam, com todo cortejo clássico nos
dois sexos; barba, pelos axilares e pubianos, mudança na voz e desenvolvimento dos seis nas
mulheres. No início da moléstia há uma exacerbação da intelectualidade, tornando-se o
portador da doença um indivíduo precoce. Logo a seguir a intelectualidade vai
desaparecendo, ao tempo em que se instala um verdadeiro retardamento intelectual.
Os casos de tumores pineais, como também, os das regiões vizinhas, por atingirem
zonas da mais alta importância biológica, determinam no organismo uma série de sintomas
que culminam na caquexia e morte.
Foi observada, em alguns tumores pineais, a inexistência da síndrome de
macrogenitosomia, deixando os estudiosos completamente desorientados quanto às suas
deduções. É possível que isto possa correr por conta da ausência de comprometimento da
zona diretamente ligada à esfera sexual. Por outro lado, existem casos em que a síndrome
de macrogenitosomia se instala de modo quase idêntico, em crianças ou jovens com tumores
de outras glândulas (suprarrenal, tímus, tireóide e ovário), apenas variando o grau e
qualidade dos distúrbios psíquicos conforme a glândula atingida. Tumores desta ordem,
semelhantes aos da pineal quanto ao modo de se refletirem nos diversos departamentos
orgânicos, não seriam verdadeiras expressões de distúrbios pineais? As pesquisas mais
modernas de histofisiologia permitem-nos emitir tal conceito. Sabemos perfeitamente que
é uma hipótese ousada à primeira vista, mas quando se pensa na inter-relação pineal-
hipofisária, com maior controle da pineal sobre a hipófise e desta sobre as demais glândulas,
ficamos como que inteirados da existência de íntimo intercâmbio glandular, mais vasto do
que à primeira vista parece. É preciso lembrar que as glândulas endócrinas têm papel saliente
no organismo, como incentivadoras, reguladoras e controladoras da vida animal superior.
Não podem deixar de existir, por parte da pineal com as demais glândulas endócrinas e
outros departamentos orgânicos especializados, comunicações mais sutis ainda do que as já
conhecidas, delicadas e imperceptíveis, que os nossos métodos atuais de pesquisa não
conseguem evidenciar; mas o bom senso impõe uma conclusão neste sentido.
Maiores claridades foram fornecidas pelos trabalhos de experimentação no terreno da
opoterapia pineal. Apesar da dificuldade de seleção de hormônios puros, os princípios ativos
obtidos são suficientes para produzirem apreciáveis efeitos. Assim, grande número de
distúrbios ginecológicos desaparece com o emprego da opoterapia pineal. Foi observada
sua influência benéfica nas meno-metrorragias e como ativadores do crescimento, nos casos
de involução mamária e uterina. Wislanski assinalou a cura de um caso de dismenorreia por
hipoplasia uterina, havendo desaparecimento imediato da dor com as primeiras doses de
hormônio pineal. Grande sucesso foi obtido nos distúrbios neurovegetativos da síndrome
[Link] [Link] [Link]
Página 41
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

pré-menstrual. Existe marcada influência do extrato pineal sobre o sexo, e os casos mais
animadores são os de cura da excitação sexual exagerada, erotomania, ninfomania e
masturbação.
Foram observados por numerosos autores os efeitos das substâncias ativas da pineal
sobre o psiquismo da pineal sobre o psiquismo, e no dizer de Thiéblot e Bars parece que os
clínicos, inconscientemente, têm revalidado, sob aspectos mais modernos, a ideia filosófica
de Descartes, de a pineal ser a sede da alma. Mac Cord e Dans, confirmados por Levi,
obtiveram melhoras com o uso da opoterapia pineal nos casos de crianças mentalmente
retardadas; houve ativação da intelectualidade, diminuição de fadiga mental e considerável
aumento de atividade no campo da atenção.
Fay mostrou a vantagem da opoterapia pineal como tratamento eletivo nos distúrbios da
linguagem dos surdos-mudos, por ausência auditiva, acompanhados de retardamento
mental. Nos casos de atrasados mentais, com lesões centrais acentuadas, a opoterapia pineal
foi ineficaz. Em alguns pacientes, portadores de mongolismo, os efeitos, se bem que não
fossem nulos, não apresentaram melhoras aceitáveis. Disso conclui-se que, havendo lesões
anatômicas nas zonas responsáveis, a ação da pineal não se pode fazer pela ausência de um
terreno fisiologicamente equilibrado, por onde a mesma possa exteriorizar seu comando. A
comprovação deste modo de sentir, está naqueles casos de modificações funcionais sem
alterações anatômicas, onde as aplicações opoterápicas podem corrigir muitos
desequilíbrios, embora guardando as devidas proporções.
Pensamos que as múltiplas e complexas reações orgânicas não são, tão-somente,
resultantes das excitações produzidas pelas substâncias químicas das glândulas endócrinas
por orientação da rede nervosa; deverá existir, além de reações químico-vibratórias já de
difícil interpretação, outra de natureza mais delicada ainda, exclusivamente energética,
imperceptível aos nossos métodos de investigação na explicação de determinadas nuanças
da biologia.
Com os gritos da puberdade, aos 14 anos em média, a pineal, chefiando a cadeia
glandular e mais condicionada pelo desenvolvimento físico do indivíduo, seria campo de
distribuição de energias vindas dos vórtices da zona espiritual. Destarte, responderia pelos
mais altos fenômenos da vida – “Glândula da vida espiritual”- e podendo ser elemento básico
e controlador das razões afetivas, o sexo em suas múltiplas manifestações dependeria
integralmente de sua interferência. “Estudos recentes indicam que a glândula pineal é um
“relógio biológico” complicado e sensível que regula a atividade das gônadas. Os Drs.
Richard J. Wurtman, de Massachussetts, e Julius Axelrod do Instituto de Saúde Mental dos
Estados Unidos, esclarecem que a pineal converte a atividade nervosa cíclica, gerada por
mudanças de luz no meio ambiente, em informação endócrina”.
Desse modo, a pineal seria a tela medianeira onde o Espírito encontraria os meios de
aquisição dos seus íntimos valores, por um lado e, pelo outro, forneceria as condições para
o crescimento mental do homem, num verdadeiro ciclo aberto, inesgotável de possibilidades
e potencialidades. As aquisições para o Espírito seriam cada vez maiores e as influências do
Espírito na matéria seriam cada vez mais potentes. Haveria ampliação e recompletamento
[Link] [Link] [Link]
Página 42
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

nas ajustadas etapas palingenéticas, como possibilidades mais lógicas da evolução no


esquema cósmico.
Pelos estudos acima enumerados, percebemos a influência diretora da glândula pineal
sobre a cadeia glandular do organismo. A ligação que mantém com o hipotálamo e outras
zonas nobres do sistema nervoso central é evidente, como também, a influência que exerce
no sistema neurovegetativo. Desse modo, jamais podemos afastar a glândula pineal da
participação de inúmeras funções orgânicas, direta ou indiretamente, assim como da
acentuada correlação no setor psíquico.
Haveria, por parte da glândula pineal, um elemento energético especializado que, por
vias apropriadas, pudesse anunciar a sua presença de comando nos diversos setores
orgânicos? A hipótese de uma energia atuante, dominando os departamentos anatômicos,
não deve constituir absurdo; não podemos negar a existência de uma energética psíquica,
dentro e fora do organismo, emitindo vibrações (psicótons). Existiria na glândula pineal um
campo energético, dimensionalmente mais avançado, utilizando seus controles glandulares?
Seriam as manifestações da Energética Espiritual manipulando essa credenciada usina
orgânica? Seria a glândula pineal o ponto de maior expressão da organização física e, como
tal, um abrigo para a Energética Espiritual? Haveria nessa região glandular um feliz
acasalamento entre espírito e matéria?
Porque não admitir a pineal – devido à sua situação absolutamente central em relação
aos órgãos nervosos, das unidades glandulares que dirige, dos elementos somáticos que
influenciam, do sistema neurovegetativo que atua e controla, - como sendo o Centro-
Psíquico, o Centro-Energético, o Centro-Vital, que se responsabilizaria pela ativação e
controle de todos os atos orgânicos, desde os mais simples até os fenômenos mais altos da
vida?
Podemos considerar a pineal como sendo a glândula da vida psíquica; a glândula que
resplandece o organismo, acorda a puberdade e abre suas usinas energéticas para que o
psiquismo humano, em seus intrincados problemas psicológicos, se expresse em voos
imensuráveis.
A afirmação filosófica-intuitiva da escola da Alexandria, dos antigos gregos e mais
modernamente de Descartes, como sendo a pineal a sede da alma, e com os estudos que
atualmente possuímos, devemos meditar profundamente sem julgarmos a priori aquilo que
a nossa ciência oficial ainda não alcançou. Existem hipóteses e ideias lógicas que explicam
muitos fenômenos, mas não se enquadram nas expressões materiais da nossa pesquisa, por
serem fenômenos energéticos da mais alta sutileza e de difícil mensuração: não são
percebidos pelos sentidos comuns e sua atividade deve expressar-se em dimensões
desconhecidas.
Existe outro terreno orgânico, ainda desconhecido, inexplorado, para além do físico,
de energia mais sutil e menos condensada do que aquela da matéria, e que por isso mesmo
a dirige e orienta. É um terreno puramente vibratório, não observado pelo olho humano
mesmo com aparelhagem ótica especializada, contudo perceptível pelos seus efeitos. Um
campo no qual estaria mergulhada a energia condensada que é a matéria, obedecendo aos
[Link] [Link] [Link]
Página 43
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

seus influxos, por serem mais evoluídos, mais vividos, mais experientes (etapas
palingenéticas) e, por isso, com possibilidades de comandar inteligentemente.
Para que a ciência progrida, resolva seus difíceis problemas, terá que imergir nas
energias, mais precisamente nas energias do mundo psíquico, para melhor defini-lo, estuda-
lo e compreendê-lo. Não mais se entenderá uma ciência que fique a arrastar-se na análise e
computando exclusivamente aquilo que os sentidos humanos possam receber; terá que
integrar-se no todo, ter a visão sintética, a visão de conjunto e não mais rastejar
teimosamente em dimensões menores.
Os pesquisadores, em suas dissecções anatômicas e mergulhos nos infinitamente
pequenos, vão transformando a matéria, de viva em morta, e com isso jamais encontram o
Princípio-Vital, a Essência dessas unidades de trabalho. Com este proceder, afirmam
solenemente nada existir além do que os sentidos percebem e contentam-se com as sobras.
Não queremos com isso criticar o que a ciência construiu com o método analítico que
merece os mais rasgados louvores, mas sim esclarecer que este método se está esgotando;
necessitamos de novos guias com novas rotas, sem abandonarmos os alicerces seguros e
ajustados das construções antigas.

Bibliografia

André Luiz – Mensageiros da Luz. Psicografia de Francisco Xavier – FEB-Rio-4ª edição- 1949.
L. Thiéblot e H. Bras - La Glande Pineale ou Epiphyse – Librairie Maloine S.A. Paris – 1955.
J. Andréa – Nos alicerces do Inconsciente – Ed. Caminho da Libertação – Rio – 1973.

ANTOLOGIA DO PERISPÍRITO

José Jorge

O Psicógrafo

Nesse instante, vi que o médium parecia quase desencarnado. Suas expressões


grosseiras, de carne, haviam desaparecido ao meu olhar, tamanha a intensidade da luz
(1034) que o cercava, oriunda de seus centros PERISPIRITUAIS.
— A epífise é agora uma revelação para você.
— Sem dúvida – acrescentei.
— Não se trata de órgão morto, segundo velhas suposições – prosseguiu ele. — É a
glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças
criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de
elementos psíquicos da criatura terrestre. O neurologista comum não a conhece bem. O
psiquiatra devassar-lhe-á, mais tarde, os segredos. Os psicólogos vulgares ignoram-na.
Freud interpretou-lhe o desvio, quando exagerou a influenciação da “libido”, no estudo da

[Link] [Link] [Link]


Página 44
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

indisciplina congênita da Humanidade. Enquanto no período do desenvolvimento infantil,


fase de reajustamento desse centro importante do CORPO PERISPIRITUAL pré-existente, a
epífise (1035) parece constituir o freio às manifestações do sexo; entretanto, há que
retificar observações.

O PASSE ESPÍRITA

Luiz Carlos de M. Gurgel

A EPÍFISE

É muitas vezes chamada pineal e encontra-se, também, dentro da caixa craniana. Suas
funções ainda não são muito bem compreendidas pela ciência oficial.
Embora seja normalmente aceita como parte do sistema endócrino, não se conseguiu
ainda identificar, com certeza, qualquer hormônio produzido por ela.
A epífise é importante geratriz de energias psíquicas, que atuam em todo o
organismo e que desempenham papel especial nas atividades mediúnicas, como é o caso
do passe, por exemplo.
No livro “Missionários da Luz” 3, encontramos a informação de que a epífise é a
“glândula da vida mental”, sendo ela que “preside aos fenômenos nervosos da
emotividade”.
Informa-nos ainda o autor espiritual que ela também desempenha ação fundamental
nos mecanismos da produção intelectual e nos ligados ao sexo, com ação, no plano
psíquico, de supervisão do funcionamento das gônadas.

3
Francisco Cândido Xavier: “Missionários da Luz”, pelo Espírito André Luiz, edição FEB, Cap.
2.

MEDIUNIDADE & MEDICINA – VASTO CAMPO DE PESQUISA

Vitor Ronaldo Costa

Eclosão Mediúnica na Juventude

A adolescência é um período de transição entre o estágio de dependência infantil e a


autonomia do adulto. Reflete uma verdadeira crise psicobiológica que se acompanha muitas

[Link] [Link] [Link]


Página 45
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

vezes, de dificuldades e distúrbios do caráter e do temperamento. No adolescente, nos


chama a atenção a frequência das atitudes agressivas pelas quais ele procura impor
violentamente sua personalidade na busca da autoafirmação pelo domínio do ambiente.
Essa agressividade contrapondo-se às atitudes de respeito e submissão exigidas pelos pais
provêm, sobretudo, dos anseios de liberdade de ação e de opinião.
Não é difícil, portanto, de se imaginar que na puberdade, a Síndrome da Eclosão
Mediúnica possa evoluir de forma bem mais complexa. Esse momento da existência se
caracteriza pela liberação dos hormônios sexuais e por profundas alterações no psiquismo
do jovem. É, como vimos, a chamada fase da contestação, da afirmação da personalidade,
dos impulsos irrefreáveis e dos sonhos extravagantes. Essas profundas alterações têm o seu
curso psicofisiológico garantido pela orquestração da Epífise ou Glândula Pineal, conforme
nos ilustra André Luiz no capítulo dedicado à Epífise no livro “Missionários da Luz”
psicografado por Francisco C. Xavier:
“— É a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade,
as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório
de elementos psíquicos da criatura terrestre. (...) Aos catorze anos aproximadamente, de
posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem
encarnado. O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A
glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de
sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da
sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob
fortes impulsos. (...) — Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de
elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os
quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da
alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha
revestida.”
Se a mediunidade, por um motivo qualquer, eclodir nesse período da vida, os
desequilíbrios serão bem mais intensos, porquanto as obsessões que secundariamente se
estabelecem agravam todo um quadro de manifestações psicológicas e fisiológicas
previamente estabelecidos pela “abertura psíquica” induzida pela Pineal e a intensa atividade
hormonal em curso. A partir de então, por conta da complicação obsessiva, o jovem pode
ser irremediavelmente arrastado para o consumo de drogas, de bebidas alcoólicas,
abandono dos estudos, conflitos com os familiares e com a própria sociedade.
É uma ilusão pensar-se que tais ocorrências extravagantes sejam passageiras, sem
maiores consequências e que se esgotarão espontaneamente com o passar dos tempos,
assim como acontece com uma virose infantil subordinada a um período relativamente breve
de existência.
Sempre que a eclosão mediúnica estiver comprometida por Obsessão Complexa,
seguramente as perturbações evoluirão para a cronicidade, caracterizando as mais variadas
manifestações psicopatológicas, a não ser que as providências cabíveis sejam tomadas a
tempo.
[Link] [Link] [Link]
Página 46
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

SEXO E EVOLUÇÃO

Walter Barcelos

12.3 – EPÍFISE - GLÂNDULA DA VIDA MENTAL

As recordações profundas da alma que são arquivadas no mundo mental têm o


comando de uma glândula muito importante no corpo espiritual – a epífise, ou glândula
pineal. A ciência terrena pouco sabe ainda acerca das funções desta glândula. A epífise é um
pequeno corpo glandular, situado na parte central do cérebro. Acredita-se que sua função
seja a de frear a ação dos órgãos reprodutores na fase infantil, perdendo tal função, com a
normalização da atividade sexual na criatura adulta.
Para a Doutrina Espírita, a epífise tem funções importantíssimas, ainda desconhecidas
pela própria Ciência humana. A glândula do corpo físico é dirigida pela correspondente do
corpo espiritual. O organismo físico é uma cópia imperfeita do corpo espiritual.
Ensinamentos maravilhosos recebemos do espírito André Luiz, nesta dissertação sobre a
epífise:

É a glândula da vida mental. Ela preside aos fenômenos nervosos da


emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. (...) Ela acorda no
organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a
funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura
terrestre (25.02)

A epífise, como centro importante do corpo espiritual, é ligada à mente, através de


forças eletromagnéticas e funciona como válvula de escapamento do celeiro de emoções,
instintos e paixões, registradores ordenadamente no arquivo sublime da subconsciência.

A retomada plena da sexualidade dá-se mais ou menos, aos quatorze anos,


apresentando os sintomas íntimos os mais variados por parte de cada jovem. O autor de
“Missionários da Luz” descreve as funções da epífise:

Aos quatorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas


atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado. O que
representa controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal
reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e
impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade,
examina o inventário das suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob

[Link] [Link] [Link]


Página 47
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

fortes impulsos. (...) na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na


experiência sexual é básica e absoluta. (25.02)

Cada jovem adolescente é um espírito reencarnado que não propriamente inicia, mas
recomeça sua vida sexual, no ponto em que deixou suas experiências de vidas passadas. O
despertar sexual do adolescente é a recapitulação, através de impulsos, desejos e emoções
fortes, das paixões vividas nas encarnações passadas.
A epífise controla o mundo emocional, e sua influência na vida sexual da criatura
humana é poderosíssima, porque cada espírito herda de si mesmo e cada um somente dá
aquilo que já construiu de bom ou de mal, de nobre ou inferior, de vício ou de virtude, ou o
que armazenou em si mesmo, na forma de reflexos condicionados.

12.4 - Desregramentos emocionais e o desgaste da epífise

Em virtude de nosso infeliz comportamento afetivo em vidas pretéritas, causamos


sérios prejuízos a nós mesmos, desregulando a usina maravilhosa do controle das emoções,
criando problemas graves e sofrimentos para a encarnação futura. Somos filhos de nossas
próprias obras. O médico espiritual André Luiz nos ensina:

Lamentavelmente divorciados da Lei do uso, abraçamos os desregramentos


emocionais, e daí, meu caro amigo, a nossa multimilenária viciação das energias
geradoras, carregados de compromissos morais, com todos aqueles a quem ferimos
com os nossos desvarios e irreflexões (25.02)

Os desatinos do sentimento praticados nas vidas anteriores, surgem, hoje, em nosso


psiquismo, na forma de desequilíbrios, enfermidades e inibições. Toda vez que prejudicamos
alguém, realmente estamos ferindo a nós mesmos. Abusos, leviandade e falsidade na vida
afetiva e sexual deixam marcas profundas na estrutura sensível da alma, danificando e
desregulando o funcionamento do importante centro de controle que é a epífise.
As funções dessa glândula no crescimento mental do homem são relevantes, cujos
recursos devem ser preservados por nós, como nos diz o médico espiritual:

Segregando “unidades-forças”, — continuou — pode ser comparada a poderosa


usina, que deve ser aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento
e benefício da personalidade, e não relaxada em gasto excessivo do suprimento
psíquico, nas emoções de baixa classe. (25.02)

12.5 – Secreções elétricas da epífise e a prática dos esportes pela juventude. A beleza
física e os desregramentos emocionais

[Link] [Link] [Link]


Página 48
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Os cientistas e estudiosos materialistas de todo o mundo, percebendo os efeitos


danosos para o organismo, em virtude do saturamento das forças nervosas e no intuito de
preservar na estrutura fisiológica a juventude, a plástica e a eugenia, recomendaram,
acertadamente, a prática de esportes como medida de saúde, principalmente para os jovens.
Afirma André Luiz:

Contra os perigos possíveis, na excessiva acumulação de forças nervosas, como


são chamadas as secreções elétricas da epífise, aconselharam os moços de todos os
países o uso do remo, da bola, do salto, da barra, das corridas a pé. Desse modo,
preservam-se os valores orgânicos, legítimos e normais, para as funções da
hereditariedade. (25.02)

A ciência terrena, ainda incapaz de ver a alma no corpo, permanece com as medidas
que procuram atender da melhor maneira possível ao organismo humano, garantindo a
saúde física, o equilíbrio psíquico, o porte atlético e a beleza da forma, com indiferença quase
que completa pelos valores morais para a personalidade juvenil.
Estagia a juventude nos respeitáveis, organizados e belos estabelecimentos de ensino
do mundo, no desenvolvimento da cultura, da inteligência nos diversos ramos do
conhecimento humano, acrescidos das atividades desportivas, mas lamentavelmente
distanciada de um trabalho de orientação no campo do caráter e do sentimento. A medida
para resguardar a saúde da juventude ainda é insuficiente, consoante explica o supracitado
autor espiritual;

A medida, embora satisfaça em parte, é, contudo, incompleta e defeituosa.


Incontestavelmente, a ginástica e o exercício controlados são fatores valiosos de saúde;
a competição honesta é fundamento de socialização; no entanto, podem circunscrever-
se a meras providências em benefício dos ossos e, por vezes, degeneram-se em elástico
das paixões menos dignas. (25.02)

O brilhantismo da inteligência, o cérebro enobrecido pela cultura, o corpo esculturado


pelos exercícios e competições esportivas não são suficientes para dar equilíbrio, alegria e
paz reais à alma da juventude. A medida é incompleta e defeituosa, porque atende ao corpo,
mas não dá equilíbrio a personalidade espiritual. É o que nos fala o mentor espiritual
Telésforo, nas palavras do espírito André Luiz:

... à medida que se suprimem sofrimentos do corpo, multiplicam-se aflições da


alma (...) Atendido, porém, o corpo revelará as necessidades da alma.( 28.05)

Intensificam-se no mundo as atividades respeitáveis dos esportes promovendo, junto


aos jovens, a saúde, o vigor físico, a alegria, a confraternização cultural, mas ao mesmo tempo
proliferam-se também os desmandos do prazer sexual irresponsável, levando a mocidade
[Link] [Link] [Link]
Página 49
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

aos desregramentos das emoções, dos vícios do álcool e dos tóxicos, com prejuízos enormes
para a família e a sociedade, retardando o progresso espiritual da Humanidade.

12.6 – A liberdade sem disciplina e o desamparo espiritual dos jovens

A juventude com bela e bem cuidada organização física, mas infelizmente vivenciando
a delinquência, a libertinagem e a viciação, revela as profundas necessidades da alma e o
estado de imenso desamparo espiritual.
Na atualidade, a fase da adolescência caracteriza-se por uma maior liberdade que o
progresso da civilização proporcionou com: as mudanças rápidas dos costumes, as
facilidades dos meios de comunicação de massa universalizando novos hábitos, a
complexidade social com os conglomerados humanos, a imprensa materialista, a pregação
sistemática de liberdade por parte de escritores e filósofos, o conforto excessivo das horas
livres sem ocupação edificante, o requinte nas diversões e no lazer. O mundo das novidades,
hoje, cativa muito mais os jovens do que a vida afetiva dos pais, no calor humano do reduto
doméstico. O mundo mental do jovem não está aprisionado às fronteiras do recinto familiar,
como se encontrava na fase infantil.
A fase da adolescência é muito mais perigosa do que a infantil. O jovem é como um
filhote de pássaro que abandona o seu ninho, ensaiando os primeiros voos, e passa a
enfrentar maiores perigos, em virtude dos voos baixos da fraqueza, da incompetência e
inexperiência. A criança pode ser vigiada, corrigida e limitada nas suas liberdades, ao passo
que os adolescentes não, principalmente agora, no mundo das facilidades atuais.

12.7 – Necessidade de orientação espiritual aos jovens. O diálogo evangelizado entre


pais e filhos

A fase da adolescência precisa, então, não mais de sentinelas vigiando e amparando


seus passos, mas, sim, de muito apoio e orientação dos pais, no sentido de esclarecimento
espiritual e diálogo evangelizado. O que acontece, normalmente, é o abandono dos pais, no
campo da orientação, julgando que os filhos com essa idade já possuem condições para
enfrentar e superar, por si mesmos, todas as circunstâncias da vida, dispensando até mesmo
o simples diálogo.
Com o desabrochar gradativo dos instintos e paixões, a nascer dos profundos arquivos
da subconsciência, surgem as primeiras experiências afetivas e sexuais, desponta o namoro
com variações amorosas, as ofertas perigosas da imprensa pornográfica deformando por
completo as funções sagradas do sexo, ensejando o surgimento dos vícios das drogas, da
libertinagem e do amor-livre, colocando a juventude à beira de abismos morais, muito
difíceis de serem vencidos sem o apoio do espírito envelhecido na experiência. Adverte-nos
o espírito de Humberto de Campos:

[Link] [Link] [Link]


Página 50
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Crianças sem disciplina e jovens sem orientação sadia constituem o gérmen dos
imensos desastres humanos. (32.06)

A orientação para os moços não deve circunscrever-se tão somente aos conhecimentos
científicos da fisiologia, mecanismos e prática do sexo, das explicações psicológicas sobre as
dificuldades e problemas dos jovens, dos esclarecimentos médicos sobre as doenças
venéreas e os meios de higiene e defesa das enfermidades provenientes da prática sexual.
Tudo isto é muito importante, mas, não é o bastante, pois está atendendo mais ao corpo
físico e à filosofia do prazer sensual. Há necessidade, também, e principalmente, das noções
religiosas nascidas no trabalho educativo dos pais, no reduto doméstico, a fim de atender,
não somente à curiosidade do cérebro, mas, muito especialmente, ao sentimento da
juventude, em virtude do desamparo moral e espiritual em que se encontra, no mundo atual.

12.8 – Educação sexual dos jovens pelas regras morais do Evangelho

É necessário amparar o espírito do jovem, iluminando-o com as normas libertadoras


do Evangelho de Jesus, segundo nos esclarece André Luiz:

Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interessa pelas
aquisições eternas nos domínios do Espírito. Renúncia, abnegação, continência sexual
e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa. São
providências de teor científico, para enriquecimento afetivo da personalidade. (25.02)

O mundo tem zombado e desprezado as máximas morais de Jesus Cristo, mas


infelizmente os desastres nas relações afetiva e sexual são imensos em todos os países: os
desentendimentos entre os cônjuges, as separações de casais, a crueldade domestica, os
homicídios passionais, os suicídios por desgosto amoroso e as obsessões mais variadas são
experimentadas em todas as famílias da Terra, seja por parte dos adultos ou dos jovens.
Sem as regras morais que iluminam, socorrem, fortalecem e educam a alma, toda
orientação especializada para a juventude será deficiente, não alcançando as metas reais da
educação da personalidade. Sem a reeducação sentimental, alicerçada nas regras
libertadoras do Evangelho, a mocidade continuará desorientada, infeliz e vítima das
influências perniciosas do mundo.
Jesus também ofereceu a todos nós uma prática de esporte, ainda quase desconhecida
na Terra:

O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma. (25.02)

A prática dos esportes é a virtude dos exercícios para o corpo saudável, enquanto que
a vivência das virtudes é a ginástica do bem aos outros, que garante a saúde da alma.

[Link] [Link] [Link]


Página 51
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Parafraseando o insigne Codificador Allan Kardec, podemos dizer: Reconhece-se o


verdadeiro jovem espírita pela sua transformação moral, sob as luzes do Evangelho de Jesus,
e pelos esforços que emprega, diariamente, para educar suas emoções e desejos, na direção
do amor espiritualizado.

FISIOLOGIA TRANSDIMENSIONAL
Aspectos da Fisiologia Humana sob uma Visão Espírita

Décio Iandoli Jr.

• Espiritual: Independente dos demais, está ligado à hipófise ou pituitária e pineal ou


epífise. Ele é o mais ativo, naquele que já desenvolveu um certo grau de espiritualidade. O
chacra espiritual é formado pelo cerebral (também chamado de frontal) e o corporal.

PINEAL

Discutiremos essa glândula fundamental em um capítulo próprio; no entanto, cumpre-


nos agora fazer uma breve introdução sobre o assunto.
Chamada de “a morada da alma”, por René Descartes, filósofo, matemático e cientista,
pai do método cartesiano que norteia a ciência ortodoxa até hoje, foi desprezada por muitos
anos pela ciência materialista, sendo considerada um resquício filogenético sem função. Hoje
é alvo de um grande número de estudos, merecendo, até, uma revista especializada
internacional de grande valia para o meio acadêmico.

[Link] [Link] [Link]


Página 52
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Sua relação com outras glândulas, como a hipófise, tireóide, gônadas e pâncreas, já
está bem estabelecida, tendo sido chamada de “a glândula das glândulas” ou “reguladora
das reguladoras”. No entanto, cada vez mais a importância biológica dessa diminuta e
complexa glândula vem sendo relacionada aos ciclos biológicos na chamada cronobiologia.
O tempo é a quarta dimensão e a chave da forma. Sabemos, desde Einstein, que energia
e matéria diferem apenas no fator tempo, ou seja, na frequência com que as partículas
vibram no espaço em determinada unidade de tempo (ver o Capítulo I).

[Link] [Link] [Link]


Página 53
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Tomemos como exemplo as pás de um ventilador; quando está parado, ele se


apresenta com três pás, dependendo da frequência com que giram, ou seja, do número de
voltas por minuto. Quando a velocidade é máxima, observamos uma modificação da forma,
pois passamos a enxergar seis, 12 pás, até que vemos apenas um disco. O tempo alterou a
forma.
Outro exemplo claro do que pretendemos explicar é o da água. O gelo, a água e o
vapor d´água são constituídos, sempre, de duas moléculas de Hidrogênio e uma de Oxigênio
(H2O); no entanto, o gelo é sólido, a água é líquida e o vapor é gasoso. Qual é a variante que
faz com que um mesmo elemento apresente três formas diversas?
O que faz com que o gelo se transforme em água, e a água em gás, é o calor, ou seja,
a transferência de energia às moléculas da água, fazendo com que elas aumentem sua
velocidade e, consequentemente, a distância que as separa; assim, a vibração das partículas
no espaço, o tempo que demoram a executar seus movimentos, ou os ciclos que executam
por minuto, determinam a forma. Os ciclos biológicos regulam a atividade do homem no
tempo.
• Ciclos Ultradianos, cujo período é menor que 20 horas. Podemos observar, ainda, dois
desses ciclos em 24 horas.
• Ciclos Circadianos ou nictemerais, que compreendem ciclos de 24 horas (dia/noite).
• Ciclos Infradianos, cujo período compreende mais de 28 horas, ou menos de um ciclo
a cada 24 horas. Encontramos, aqui, os ciclos mensais que regulam as funções menstruais,
os ciclos gestacionais (40 semanas lunares) ou mesmo os ciclos da vida
(infância/adolescência/maturidade e senilidade).
Os ciclos biológicos demonstram claramente a conexão do homem com o cosmos, pois
mantem uma regulação de suas funções biológicas com o movimento do Planeta e sua
relação com os astros que o cercam, principalmente o sol e a lua.
A pineal é, portanto, a responsável pelo sincronismo cósmico do homem, além de
conectá-lo com o plano espiritual.
Existe uma relação entre a pineal e o chacra coronário, o mais complexo e esplendoroso
dos sete chacras principais, sendo o controlador dos demais.
O chacra coronário é composto por 960 irradiações de energia primária, sendo
chamado de Lótus de Mil Pétalas; conta, ainda, com um núcleo subalterno de 12 raios
(característica não encontrada em nenhum outro chacra) 1.
Nas pessoas de grande desenvolvimento espiritual, esse chacra deixa de ser uma
depressão do duplo etérico e passa a ser uma proeminência, emanadora de energias
radiantes, formando como que uma cúpula sobre a cabeça. Sua atividade revela uma intensa
movimentação energética com alto grau de luminescência, indicando o refinamento das
energias que transitam por esse canal.
É descrito por médiuns clarividentes e pelo próprio André Luiz. As atividades
mediúnicas e anímicas, de qualquer tipo, utilizam-se desse canal energético fundamental e
revelam, também, a enorme importância da pineal nesse processo, fornecendo ao cérebro
humano preciosas energias de origem superior.
[Link] [Link] [Link]
Página 54
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

No entanto, o bom funcionamento dessa interface físico-etérica depende da harmonia


e do alinhamento entre o corpo e o espírito, conquistado através de Repouso adequado;
Exercícios físicos e respiratórios; Regime alimentar; Asseio; Isenção de vícios.
Além desse alinhamento, são necessárias também medidas de ordem moral, para evitar
o contato com energias daninhas. Poderíamos enumerar os seguintes cuidados: Cultivo da
oração; Estudo nobre; Meditação; Virtudes cristãs; Desejo de servir.
Uma vez estabelecidas, tais relações energéticas tem grande influência sobre a
economia do organismo, tanto benéfica como prejudicialmente.
Discorremos mais detalhadamente sobre a Pineal no capítulo oportuno.

GLÂNDULA PINEAL (capítulo IX)

“Pequena estrutura com massa de cerca de 0,5 g que proemina na face posterior do
Diencéfalo”. Essa definição, tirada de um dos mais importantes livros de fisiologia médica da
atualidade em edição recente (Tratado de Fisiologia Humana, do Prof. Guyton)
subdimensiona, em muito, a importância da glândula pineal.
Hoje, essa pequena estrutura é uma das mais estudadas pela ciência moderna, e os
conhecimentos sobre sua estrutura e funções crescem a cada dia a uma velocidade incrível.
Em contrapartida, na literatura espiritualista, muito se sabe sobre tal glândula, cuja
importância vem sendo revelada desde os mais remotos tempos pelas culturas orientais
milenares.

INTRODUÇÃO

A cultura oriental já demonstrava a importância da pineal desde a Antiguidade, com


relatos de mais de dois mil anos tratando a glândula como o terceiro olho, sexto sentido,
centro de força ou olho de shiva. Nostradamus a descreveu como a “antena mais alta e fina
de nosso sistema nervoso”, como “o capitão de um navio”; já René Descartes, filósofo,
matemático e fundador do método cartesiano de pesquisa que norteia até hoje a ciência
moderna, afirmou ser a pineal “a sede da alma racional” ou “a glândula do saber” que
permitiria ao eu psíquico influir sobre o eu físico.
No início do século XX, um menino austríaco de cinco anos começou a crescer muito
depressa; de um momento para outro, aumentou de estatura e adquiriu a aparência de um
garoto de 13 anos. Apareceram pelos em seu corpo, sua voz engrossou e ele apresentava
todos os sinais indicativos da puberdade. Sua precocidade sexual foi acompanhada da
precocidade mental. Há relatos de ele haver perguntado aos pais qual seria o destino ou a
condição da alma após a morte. Em outra ocasião, ele observou pensativo: “É estranho como
eu me sinto melhor deixando as outras crianças brincarem com os meus brinquedos do que
quando eu mesmo brinco com eles”. Outras coisas ditas pela criança refletiam uma

[Link] [Link] [Link]


Página 55
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

maturidade de pensamento que se considera como sendo o resultado normal de muitos


anos de experiência na vida adulta.
A criança morreu antes de completar os seis anos, quatro semanas após ter sido
hospitalizada, e a necropsia mostrou tratar-se de um tumor de glândula pineal.
Casos como esse, relatados na literatura médica, foram importantes estímulos ao
estudo dessa estrutura diencefálica.
Em 1958, Lerner et col isolaram a melatonina (N acetil 5 metoxitriptamina), sendo um
indol formado a partir da serotonina sob a ação da HIOMT (hidroxi-indol-O-metil-
transferase), encontrada apenas na pineal.
A melatonina foi descoberta e isolada em bovinos e testada em sapos, observando-se
que nos melanócitos dos anfíbios a melatonina aglutina os grânulos de melanina em redor
do núcleo, de tal forma que os animais ficam mais claros. Essa observação deu nome ao
hormônio.
A partir de Lerner, muitas atenções foram voltadas para o estudo de tal hormônio e de
seus efeitos, assim como ao estudo da pineal.
Hoje, à luz dos novos conhecimentos, vem sendo dito que a pineal é a glândula das
glândulas, ou seja, a reguladora das reguladoras.

ANATOMIA

Dentro da anatomia macroscópica do Diencéfalo, o corpo pineal ou epífise localiza-se


no epitálamo (diencéfalo = tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo).
O epitálamo limita posteriormente o terceiro ventrículo, já na transição com o
Mesencéfalo. O elemento mais evidente do epitálamo é o corpo pineal, glândula endócrina
de forma piriforme, ímpar e mediana que repousa sobre o tecto mesencefálico.
A base do corpo pineal prende-se anteriormente a dois feixes transversais de fibras que
cruzam o plano mediano, a comissura posterior e a comissura de habênulas, e tem um
vestíbulo central que o relaciona com a cavidade ventricular.
Em peixes, anfíbios e alguns répteis, as células da pineal se parecem com os
fotorreceptores que se assemelham aos cones e bastonetes da retina, sendo considerada
nesses animais como um órgão sensorial capaz de perceber estímulos luminosos; já nos
animais superiores, tais células se diferenciam, formando os pinealócitos, passando a ser
considerada um órgão parenquimatoso e secretor.

[Link] [Link] [Link]


Página 56
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Em vertebrados inferiores, como a Tuatara da Nova Zelândia, existe uma estrutura para-
pineal, também chamada de terceiro olho, por aproximar-se estruturalmente de um
verdadeiro olho. Durante muitos anos, achou-se que a pineal não passava de um vestígio
filogenético desse terceiro olho, desprovida de qualquer função.
A estrutura da pineal é muito complexa, compondo-se de tecidos derivados de
diferentes origens embriológicas, e com um alto teor de histamina, além de serotonina,
norepinefrina, acetilcolina, HIOMT (hidroxi-indol-O-metiltransferase), entre outras
substâncias. Sua secreção principal é a melatonina, produzida em maior quantidade à noite,
sob estresse e em exercícios físicos. O pico máximo de produção da melatonina ocorre por
volta das duas às seis horas da manhã, e sua produção decresce com a idade.
Os pinealócitos tem um núcleo muito irregular e apresentam inclusões intranucleares
de natureza muito discutida que podem conter grânulos de peptídeos com função
desconhecida. Além disso, apresentam concreções calcárias (areia cerebral) que tendem a
aumentar com a puberdade, sem, no entanto, ter alterada a sua atividade secretora, ou seja,
não traduzem um processo degenerativo, como já se pensou.

[Link] [Link] [Link]


Página 57
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Sabe-se que 33% a 76% dos adultos tem essas concreções identificáveis ao raio X,
porcentagem que pode crescer muito com a utilização de métodos de alta resolução como
a tomografia ou a ressonância magnética. Crianças menores de seis anos raramente
apresentam tais concreções e sua presença sugere neoplasias como pinealomas. Estudos
radiológicos com aparelhos de alta definição mostram que a chamada areia cerebral é mais
evidente em mulheres que em homens.

Sua vascularização é muito intensa, superada apenas pelos rins, e não acompanha os
padrões das outras estruturas cerebrais, pois seus capilares possuem fenestras, não havendo
a barreira hematocefálica observada nas demais estruturas encefálicas.
Outra observação interessante a respeito dessa glândula é que a sua captação de iodo
131 (radioativo) só não é maior que a da tireóide, e a de fósforo 32 é a maior do organismo.
Tais substâncias são injetadas no sangue e, posteriormente, observadas por um aparelho
específico (Gama-câmara) que acompanha os seus movimentos pelos tecidos do organismo.
Tal observação demonstra a intensa perfusão sanguínea a que é submetida a pineal.
A sua inervação é imputada ao sistema nervoso simpático, já bem demonstrada em
ratos, mas admite-se, nos homens e nos primatas, a existência de fibras parassimpáticas
também.
Portanto, a pineal não só tem uma origem embriológica complexa, como goza de uma
posição anatômica central e extremamente protegida no crânio, sendo um dos tecidos mais
bem vascularizados do organismo humano. Diante de tais evidencias, fica difícil acreditar
nela como sendo um resquício filogenético ou um tecido desprovido de função.

FUNÇÃO

[Link] [Link] [Link]


Página 58
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

A função ainda é um tópico bastante controverso na literatura médica, no entanto,


muitos pontos já estão bem esclarecidos.
A ideia mais bem aceita até o momento é que, no homem, a melatonina tem uma ação
inibitória sobre as gônadas, pois se verificou que tumores de pineal eram responsáveis por
caos de puberdade precoce. O primeiro caso relatado (descrito anteriormente) foi na Áustria,
no início do século.
No ser humano, a pineal permanece bioquimicamente ativa por toda a vida. Entre suas
numerosas influências, reside há a que nas atividades do córtex das glândulas suprarrenais,
tireóide, timo, gônadas, sistema hipotálamo-hipofisário e, aparentemente, do pâncreas,
qualificando-se como a reguladora das reguladoras. Quase sempre, possui uma ação
endócrina supressora.
Quanto à ação da luz sobre o corpo pineal, acredita-se que se dê, no homem, através
dos olhos e do sistema nervoso simpático, passando a relação do organismo com o ciclo
dia/noite. Já existem estudos anatômicos que identificam tractos nervosos que ligam as
retinas ao tálamo e à pineal.
Experimentos com ratos mostram que o escuro e a cegueira estimulam a glândula
aumentando seu peso e os teores de melatonina e serotonina. Ela é estimulada pela
escuridão e inibida pela luz.
Os teores de melatonina variam com o ciclo circadiano (cerca de 24 horas). Esse
comportamento cíclico pode ser abolido pela destruição da sua inervação simpática. O
sistema nervoso simpático age no controle circadiano e a noradrenalina inibe a síntese de
melatonina.
Estudos com seres humanos cegos têm trazido alguns esclarecimentos quanto ao
comportamento da pineal e suas consequências nos ritmos biológicos. Especula-se a
existência de vias retino-pineais, que permaneceriam ativas mesmo na falta da visão, ou a
utilização de sinais secundários (temperatura e campos magnéticos) para a regularização da
glândula.
A calcificação que se observa com a idade, na glândula pineal, ao contrário do que se
acreditou, não seria por inatividade e degeneração da estrutura, mas sim por aumento na
sua atividade energética, funcionando como um cristal condutor de energias sutis
particularmente importantes para a nossa receptividade psíquica.
O fato de estudos radiológicos mostrarem a raridade dessas concreções até os seis
anos de idade nos leva ao exposto na literatura espírita por André Luiz (Missionários da Luz).
Ele nos ensina que a encarnação só se completa aos sete anos de idade, e, até então, o
indivíduo é altamente susceptível às sugestões e traumas do meio em que vive, como se
estivesse em transe hipnótico. Terminado esse período, estaria completa a ligação entre o
corpo e o Espírito, iniciando-se o desenvolvimento definitivo das vias de condução de
energia sutil, necessitando de uma estrutura transdutora e de alta capacidade de condução
energética.
Tal informação vem ao encontro das teorias de Freud e de diversos outros psicanalistas
que o seguiram, observando a importância da referida fase (0 – 7 anos) na formação do
[Link] [Link] [Link]
Página 59
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

caráter do indivíduo e as repercussões dos traumas aí sofridos, gerando neuroses e até


psicoses.
Mais tarde, aos 14 anos, a pineal abre definitivamente suas portas para o arquivo de
informações do seu períspirito, trazendo as memórias das vidas passadas que passam a se
manifestar na forma de tendências e impulsos, e que encontram uma personalidade nova,
formada na vida atual e com um condicionamento adquirido na infância. O somatório de tais
fatores origina a personalidade adulta; como é um somatório, se as tendências ruins
encontram uma formação bem estruturada há uma melhoria, com recursos para vencer suas
más tendências. A formação do caráter atual recebe, ainda, influências do microcosmo e do
macrocosmo (Fig. 18).
Pode-se perceber que todas as atividades atribuídas à pineal estão relacionadas com o
tempo, períodos e momentos de cada ciclo da vida. Daí sua relação com a luz, claro/escuro,
dia/noite (Cronobiologia, ciência iniciada em 1950).
O tempo é a quarta dimensão e a chave que organiza a atividade do sistema biológico;
a própria forma depende da relação espaço-tempo, como foi apontado por Anokhin, em
1974, que aplicou tal conceito, inclusive, para a matéria inorgânica: já usamos anteriormente
os exemplos do ventilador e da água (Tempo = Frequência = Forma).
Pesquisas médicas na área da cronobiologia reconhecem a pineal como o relógio
biológico, além da já conhecida ação sobre o processo de maturação sexual, sendo
fortemente influenciada pelos ciclos de luz.
Entretanto, já se admite a influência de outros fatores externos, além da luz, na
influenciação dos ciclos biológicos. Esses fatores são chamados de Zeitgeberen (do alemão,
manipuladores do tempo) e, entre eles, encontramos temperatura ambiente, disponibilidade
de alimentos, fatores sociais, pressão atmosférica, campos eletrostáticos e eletromagnéticos,
umidade relativa do ar.
Os Zeitgeberen são os fatores externos, ou seja, as informações aferentes que se
fundem com os fatores eferentes, chamados pelos fisiologistas de endógenos, oriundos do
Espírito, produzindo como resultante o controle orgânico cronobiológico.

[Link] [Link] [Link]


Página 60
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

A pineal funciona como uma lente concentradora das ordens do períspirito e o tálamo
como um prisma distribuidor.
Os ciclos biológicos são divididos em quatro grupos principais:
• Ciclos Circadianos: 24 horas controlado pelo sol – ciclos dia/noite.
• Ciclos Ultradianos: picos hormonais relacionados com períodos do dia.
• Ciclos Infradianos (ciclos mensais): controlado pela lua – ex.: cabelos,
menstruação, gestação, ciclos hipofisários.
• Ciclos relacionados às alterações ambientais, como as alterações das marés
(circamarés ou hebdomários), da lua (circalunar ou seleniano) e das estações do
ano (circanuais ou sazonais).
[Link] [Link] [Link]
Página 61
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

O espírito manifesta-se no corpo físico pelo controle da quarta dimensão (tempo),


organizando o sistema biológico, sendo a pineal a ferramenta principal de tal controle.
O eixo magnético da Terra tem influência sobre todos os sistemas orgânicos, pois a
pineal possui sensores magnéticos (campos eletromagnéticos e eletrostáticos são
Zeitgeberen) que nos conectam com os astros e que nos sintonizam com o tempo do sistema
solar, posicionando-nos biofisicamente (estrutura cerebral ←→ planetas).
A pineal não produz os ritmos, mas ela os organiza, pois faz a integração entre o Espírito
e os satélites, sincronizando o indivíduo com o cosmos.
Está relacionada ao hipotálamo e ao sistema límbico no diencéfalo. O sistema límbico
é, sabidamente, a área do cérebro relacionada ao comportamento humano.

PINEAL ←→ HIPOTÁLAMO ←→ SISTEMA LÍMBICO ←→ COMPORTAMENTO HUMANO

Os ritmos lidam com o Tempo ←→ Frequência ←→ Quarta Dimensão. Assim, o tempo é a


chave que o Espírito utiliza para manipular a forma, que se relaciona diretamente com a frequência.
Matéria = Energia e o que determina as diferenças entre uma e outra é a frequência com que
suas partículas constituintes vibram no espaço (Quarta Dimensão = Tempo).
Dentro dessa óptica, temos a ressaltar ainda que: como a memória é uma volta ao passado e
a pineal é a chave de controle do tempo (órgão cronobiológico), portanto ela é, também,
responsável pela memória superficial ou física, que armazenada em compartimentos cerebrais já
conhecidos, é ativada e interpretada pela pineal (Compartimentos Cerebrais = Espaço/Pineal =
Tempo).
Com essas responsabilidades de comando, a pineal está forçosamente ligada à Alma, que é o
princípio inteligente, e, portanto, ao períspirito, que é seu intermediário.
No quinquagésimo dia de vida intrauterina, a pineal já está desenvolvida, possibilitando ao
feto captar estímulos magnéticos que promoverão o desenvolvimento dos núcleos cerebrais,
estimulando os neuroblastos que migram e se conectam. Portanto, a pineal já é importante na vida
intra-útero, sendo fonte de estímulos que sincronizam o indivíduo com o cosmos e com a quarta
dimensão. Esse fato explica, ainda que parcialmente, a intervenção do períspirito como “molde” do
corpo físico (modelo organizador biológico).
A matéria é composta muito mais de espaços do que de partículas; chegamos a essa conclusão
se analisarmos o átomo e as distâncias entre as suas partículas. Nesses espaços, os cientistas já
observaram a presença de partículas que aparecem do “nada” e desaparecem da mesma forma,
sugerindo-nos que estariam no limiar de uma dimensão diferente por sua frequência.
À antimatéria observada no vácuo entre as partículas do átomo, chamou-se Mar de
Dirac, que gera energia flutuante quântica do vácuo.
No Mar de Dirac, devem estar acestados os núcleos estruturais da molécula de DNA. É
a partir dele que o Princípio Inteligente faz uma das pontes que estruturam a comunicação
entre as duas dimensões (ver capítulo de Sistemas Orgânicos de Controle).
O princípio inteligente é a Força Organizadora da Matéria (FCU) e, consequentemente,
do sistema biológico, e exerce essa sua ação através do períspirito, seu órgão manifestador.

[Link] [Link] [Link]


Página 62
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Os genes respondem por uma produção bioquímica que determina características e


funções do corpo físico; no entanto, essas estruturas devem ser comandadas por uma
inteligência, uma força organizadora que domina o espaço-tempo.
Podemos dividir o corpo em diversos campos funcionais e estruturais:
• Campos anatômicos;
• Campos genéticos;
• Campos moleculares (neurotransmissores, imunoglobulinas, etc.);
• Campos bioeletricomagnéticos (tangencia o Espírito).
A pineal age sobre todos os campos, dando a estruturação no tempo, pois ele é a chave
do comando do Espírito sobre a sua estrutura biológica.
Certas doenças estão relacionadas a alterações da fase de ritmo, como, por exemplo, a
depressão (avanço de fase do sono levando a alterações neurofisiológicas).
A relação sono/vigília determina o grau de ligação entre o Espírito e o corpo, e a pineal
pode controlar os períodos de sono/vigília transmitindo suas informações cronobiológicas
ao sistema reticular.
Segundo a literatura espiritualista, a pineal estaria interligada com o sistema energético
especial, e em contato com o sistema de chacras (transdutores de energia sutil para o corpo
físico). Esse sistema especial de energia está relacionado com a ascensão das energias da
personalidade para um nível mais elevado e mais espiritual da consciência, liberando todo o
potencial criativo e evolutivo do indivíduo. Tais informações são indiretamente aceitas pela
medicina moderna, já que, hoje, esta reconhece a acupuntura como especialidade.
A pineal é uma estrutura cristalina que recebe informações a partir da Alma e dos
corpos sutis ou períspirito. A partir da pineal, as informações superiores passariam ao tálamo
e, posteriormente, seriam projetadas no hemisfério direito do cérebro, sede do potencial
criativo e intuitivo do homem, nos médiuns, tais informações poderiam ser projetadas no
hemisfério esquerdo de maneira mais ou menos clara, como uma ideia ou um sinal auditivo
ou visual, ou, ainda, essa mesma informação passará no hemisfério cerebral direito na forma
de sonhos, para que possa ser analisada pelo hemisfério esquerdo, que é o hemisfério
analítico e dicotomizador de ideias, para tentar compreendê-la.
Através do hemisfério esquerdo, a informação vai ressoar entre dois pontos críticos do
SNC, a medula e o córtex. As propriedades da pineal ressoam entre esses dois pontos,
passando, então, para as outras partes do corpo, através dos meridianos acupunturais e
nadis. “Este é o processo fundamental usado pela alma para expressar o karma no corpo
físico”. (Richard Gerber1).
A ligação entre o períspirito e o corpo físico se dá molécula a molécula. No entanto,
existem pontos onde essa ligação ocorre de forma mais importante: são os centros vitais ou
chacras, sendo o mais importante, por comandar os demais, o coronal, que traduz os
impulsos do Espírito, cuja correspondência no corpo físico é a pineal. A ressonância desse
comando se dá aos outros chacras e daí aos nadis e meridianos acupunturais, como já
explicamos em capítulos anteriores.

[Link] [Link] [Link]


Página 63
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

No entanto, a pineal, como fonte principal de comunicação entre plano físico e


espiritual, teria como consequência da sua destruição um grande prejuízo nas manifestações
da Alma, como a criatividade, as emoções, intuição, etc., e isso não é observado. Sabemos,
também, por Kardec, que cada célula e cada molécula orgânica estão ligadas ao períspirito
de maneira integral. Ora, então qual seria a participação verdadeira desse órgão?
No nosso entender, a pineal seria a via preferencial das manifestações da Alma,
principalmente as que estão mais próximas da consciência, sendo, portanto, a via mais rápida
e eficaz para essas manifestações, não sendo, no entanto, a única. A porção material da
glândula, que é a pineal visível, é apenas uma pequena parte da verdadeira glândula que
deve ser fundamentalmente fluídica, sendo fonte de transdução dos estímulos entre as
dimensões materiais e espirituais e vice-versa.
Essa via não se limita apenas às conduções anímicas, mas também mediúnicas, como
já explicadas anteriormente com relação à projeção talâmica e posteriormente cortical que
as tornariam conscientes.
A melatonina é o mais antigo hormônio do reino animal e está implicada em múltiplas
funções. O aparecimento da glândula pineal na escala evolutiva pode ser o primeiro sinal da
individualização do princípio inteligente.
A fase de conscientização do Espírito primitivo pode ser o elo perdido da evolução que,
estima-se, durou sete milhões de anos, transportando o Espírito para sua fase hominal.
O início do raciocínio contínuo é o novo atributo do Espírito hominal, e esse atributo
lhe traz a responsabilidade maior, quanto maior o seu grau de conhecimento e evolução. É
a diminuição progressiva da intervenção dos Espíritos superiores, que deixam de agir sobre
o Ser que vai proporcionalmente exercendo o seu livre-arbítrio de forma mais plena.
Hoje a melatonina está bem relacionada com: Envelhecimento; Fenômeno do jet lag
(pilotos de avião); Distúrbios do sono; Distúrbios afetivos sazonais; Fertilidade.
O aparecimento das concreções nos pinealócitos não significa morte celular, porém
está em sincronismo com o início do desenvolvimento da função reprodutora e com a queda
dos níveis de melatonina, tendo sido, portanto, considerado o gatilho do envelhecimento.
O fenômeno do jet lag, que acomete aqueles que em viagens transmeridianas de avião
trocam de fuso horário e desenvolvem descontrole de seus ciclos circadianos, trazendo mal-
estar, já são tratados com sucesso com a melatonina, assim como outros distúrbios do sono
profundo e alguns tipos de insônia.
Quadros depressivos relacionados a períodos do dia ou do ano de menor luminosidade
estão sendo estudados e parecem ter uma estreita relação com a pineal, inclusive por serem
distimias, ou

1
Do livro Medicina Vibracional

seja, alterações dos ritmos psíquicos. Estudos mostram que existe um ciclo circanual no
número de suicídios das populações, e que esse comportamento tem forte relação com a
latitude em que vivem as pessoas (incidência de luz).
[Link] [Link] [Link]
Página 64
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

Relacionam-se, também, ciclos anuais, quanto ao número de nascimentos múltiplos,


taxa de mortalidade, taxa de crescimento, taxa metabólica, comportamento alimentar,
excreção hormonal e até desempenho psicomotor. Quanto mais longe do equador, maiores
são os ciclos sazonais das populações.
A relação entre o sistema reprodutor e a pineal é um dos temas mais estudados em
relação à fertilidade, já que essa função necessita de um sincronismo perfeito e é a pineal o
relógio biológico regulador de todas as nossas funções cíclicas.
Sabe-se hoje que alterações do ciclo dia/noite, radiações e alterações de origem
eletromagnéticas, variações frequentes de temperatura e de altitude, além do estresse são
causas de desequilíbrio nas funções dessa glândula.
A melatonina tem sido descrita ainda como uma inibidora de metástases de certos tipos
de neoplasias em animais de experimentação, principalmente o câncer de mama, que pode
ser induzido em ratas com a ablação cirúrgica da pineal. Mulheres cegas tem níveis de
melatonina maiores que a população em geral e também uma incidência diminuída de
câncer de mama.
Portanto, a melatonina parece ter uma ação protetora contra danos genéticos e
estimuladora da imunidade, traduzindo fisicamente o “merecimento” no cumprimento da
lei da causa e do efeito.
Outros estudos com indivíduos cegos tem demonstrado que mesmo com a alteração
dos níveis de melatonina, assim como com distúrbios em seus ciclos biológicos, são mantidas
as funções básicas cronobiológicas que vem corroborar com as evidências de ser a Pineal
um potente receptor magnético capaz de sintonizar o animal com o cosmos a partir da
captação magnética exercida pelos planetas e satélites, ou seja, na ausência da possibilidade
de perceber luz a pineal utiliza-se dos estímulos que foram chamados pelos fisiologistas de
Zeitgeberen secundários.
Estudos em aves mostram que a pineal age como um centro de navegação (aves
migratórias perdem a orientação quando tem sua pineal destruída, o que nos leva a crer que
a glândula funcionaria como uma bússola para esses animais, percebendo o norte magnético
do Planeta), sendo que o mesmo tem sido demonstrado para outros animais, confirmando
sua capacidade de percepção dos campos magnéticos.
Dessa forma, não é difícil imaginar a pineal como o “olho” que comunica o mundo
exterior com o mundo interior ou, ainda poderíamos dizer, que conecta o homem com o
cosmos, pois o orienta quanto a ciclos relacionados aos astros do sistema solar.

A VISÃO DE ANDRÉ LUIZ (1945)

Tentaremos agora correlacionar todas as informações colhidas nas fontes da ciência


tradicional com aquelas fornecidas por André Luiz. Cabe ressaltar as datas, pois as notícias
que nos chegaram pelas mãos do médium Francisco Cândido Xavier datam de 1945, através
do livro Missionários da Luz, ou seja, muito antes dos dados colhidos da literatura científica
moderna, expostos inicialmente neste capítulo.
[Link] [Link] [Link]
Página 65
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

“A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em redor, seus raios


formavam um lótus de pétalas sublimes”. Essa é a descrição de André Luiz diante da
observação que fez da glândula pineal em um médium que psicografava uma mensagem
em seção mediúnica, mostrando o grande fluxo de energias que trafegam por essa via e
apontando a estrutura como sendo muito importante nas comunicações do plano espiritual.
Vejamos então o que temos acerca da ação da glândula nas funções sexuais: “É a
glândula da vida mental. Acorda no organismo humano, na puberdade, as forças criadoras
e, em seguida, continua a funcionar como o mais avançado laboratório de elementos
psíquicos da criatura terrestre.
No período de desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro
importante do corpo espiritual preexistente, a epífise (ou pineal) parece constituir o freio às
manifestações do sexo.
Por volta dos 14 anos, de estacionária passa a funcionar no reencarnado, e o que era
controle passa a ser fonte criadora e válvula de escape, reabrindo os mundos de sensação e
impressão na esfera emocional.
Não se notam divergências entre o que afirma nosso valoroso irmão e os dados aceitos
pela comunidade científica atual”.
André continua informando-nos quanto à função endócrina da pineal: “A pineal preside
os fenômenos nervosos da emotividade com elevada expressão do corpo etérico. É fonte
fundamental de potencial magnético e secreta ‘Hormônios psíquicos’ ou ‘Unidades-força’.
Secretando delicadas energias psíquicas, a pineal conserva ascendência sobre todo o
sistema endócrino. Ligada à mente, através dos princípios eletromagnéticos do campo vital,
que a ciência comum começa agora a desvendar, comanda as forças subconscientes sob
determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para
as ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção, efetuam-se os
suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos”.
Com relação à sexualidade, colhemos importantes informações: “Na qualidade de
controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta.
Assim o sexo pode viciar esse foco sagrado de forças criadoras, se a vontade desequilibrada
preponderar, canalizando nossas possibilidades espirituais para campos mais baixos do
prazer materialista. Daí a necessidade de regras morais, assim: renúncia, abnegação,
continência sexual e disciplina emotiva não são meros preceitos frutos da pieguice religiosa,
mas providências de teor científico para enriquecimento efetivo da personalidade.
A vontade desequilibrada desloca o foco de nossas possibilidades criadoras. O sexo
como manifestação do amor está em conformidade com a lei de Deus; no entanto quando
ela se manifesta restrita à zona sexual propriamente dita, a força criadora e abrangente se
reduz e se restringe gerando distúrbios energéticos que poderão se manifestar por doença
física e desajustes psíquicos (enfermidades do instinto sexual, descritas por Freud).
Segregando ‘unidades-força’ a pineal pode ser comparada a poderosa usina, que deve
ser aproveitada e ao mesmo tempo controlada no serviço de iluminação, refinamento e
benefício da personalidade, e não relaxada em gasto excessivo do suprimento psíquico nas
[Link] [Link] [Link]
Página 66
Deise Cassaniga – Luiz P. Guimarães – Vade Mecum Espírita

emoções de baixa classe. A virtude é o esporte da alma, trazendo saúde psíquica. A renúncia
e a elevação pelo sacrifício são tão importantes quanto a poda das árvores para que cresçam
fortes e saudáveis.
O uso respeitável dos patrimônios da vida, a união enobrecedora, a aproximação digna,
constituem o programa de elevação. É importante saber distinguir entre a harmonia e o
desequilíbrio".
Emmanuel, em seu livro Vida e Sexo, resume o assunto com poucas e esclarecedoras
palavras:
“Não proibição, mas educação”.
“Não abstinência, mas emprego digno com respeito ao outro e a si próprio”.
“Não impulso livre, mas responsabilidade”.
“Não indisciplina, mas controle”.
As glândulas sexuais são demasiadamente mecânicas para guardar os princípios sutis
da geração, achando-se completamente controladas pelo potencial energético da pineal.
Essa ação se daria inclusive na geração dos gametas, modificando-os, de acordo com as
necessidades, através de mutação genética induzida pelas energias sutis emanadas do
Espírito via pineal. Tais mutações gerariam deturpações ou avanços, o que explicariam,
inclusive, a evolução das espécies, que acompanha sua evolução psíquica. Explica, também,
a escolha do espermatozoide selecionado, que devidamente magnetizado e sintonizado com
o óvulo farão a fecundação (ver o Capítulo Genética e Espiritismo).
Podemos fechar as citações de André Luiz com seu esclarecimento quanto à ação na
mediunidade: “No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a epífise desempenha o
papel mais importante”.

CONCLUSÃO

Pelas palavras de André Luiz, podemos perceber claramente como há uma


uniformidade de informações com a ciência ortodoxa, com a diferença básica que foram
dadas muito antes das evidências científicas. Esse último detalhe deve nos alertar para os
caminhos a serem seguidos na investigação científica, pois eles já nos foram apontados pela
espiritualidade. Lembremo-nos de que René Descartes já afirmava ser a pineal a sede da
alma.

[Link] [Link] [Link]


Página 67

Você também pode gostar