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Guia Completo sobre Opções na Bolsa

O documento explica o funcionamento do mercado de opções, destacando seu potencial de ganhos e complexidade em relação ao mercado de ações. São abordados os principais componentes, tipos de opções (compra e venda), e exemplos práticos que ilustram como funcionam essas operações. Além disso, o texto menciona estratégias para maximizar lucros e os riscos envolvidos nas transações.
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Guia Completo sobre Opções na Bolsa

O documento explica o funcionamento do mercado de opções, destacando seu potencial de ganhos e complexidade em relação ao mercado de ações. São abordados os principais componentes, tipos de opções (compra e venda), e exemplos práticos que ilustram como funcionam essas operações. Além disso, o texto menciona estratégias para maximizar lucros e os riscos envolvidos nas transações.
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Introdução:

Muitos investidores se interessam pelo potencial de ganho que a Bolsa de valores


proporciona ao portifólio de investimentos, e por isso desejam começar ou até já
começaram no mercado de renda variável em busca dessa rentabilidade, Mas algo
que muitos tem interesse é o mercado de Opções.

O interesse no mercado de opções vem principalmente pelo potencial de ganhos


que ele oferece. No entanto, esse é um assunto que costuma gerar muitas dúvidas,
por ser mais complexo do que o mercado tradicional de ações.

Com o objetivo de tornar tudo mais compreensível, vamos explicar como o mercado
de opções funciona, fornecendo o conhecimento básico necessário para operá-las.
Além disso, vamos apresentar as estratégias mais conhecidas para que você possa
potencializar os seus lucros na bolsa, além de abordar os riscos envolvidos em cada
tipo de operação.
Afinal de contas, o que são opções?
As opções, especialmente as de ações, permitem o direito de comprar ou vender
uma ação, conhecida como ativo-objeto, por um preço e data específicos
previamente definidos. Essas transações envolvem principalmente duas partes: o
titular, que deseja comprar, e o lançador, que deseja vender. O titular detém os
direitos, enquanto o lançador assume as obrigações.

Para adquirir uma opção, o investidor negocia seu preço na bolsa de valores. Isso lhe
concede o direito de comprar ou vender o ativo-objeto. Além disso, na data de
vencimento, há vários preços-alvo disponíveis para o ativo-objeto. Existem dois
tipos básicos de opções de ações neste mercado: opções de compra e opções
de venda.

Componentes do mercado de opções


Para entender melhor o mercado de opções, é crucial conhecer seus
componentes principais:

1 Ativo-objeto: Toda opção tem sua base em um ativo específico, como uma
commodity, uma ação, ouro, ou índice, entre outros.

2 Preço de exercício (ou preço-strike): É o valor do ativo-objeto da opção


adquirida.

3 Titular (ou comprador da opção): É quem compra a opção e obtém o direito


de comprar ou vender o ativo-objeto até a data de vencimento.
4 Lançador (ou vendedor da opção): É quem vende a opção e se compromete a
entregar o ativo-objeto se o titular optar por exercê-la.

5 Prêmio: É o preço pago para adquirir a opção e é determinado pela oferta e


demanda do mercado. O valor do prêmio varia conforme o ativo-objeto.

6 Data de vencimento: É a data final em que a opção deve ser exercida, ou seja, o
último dia para trocar a opção pelo ativo-objeto. A data de vencimento varia de
acordo com o mercado do ativo-objeto. Por exemplo, as opções de ações expiram na
terceira terça-feira de cada mês, enquanto as opções sobre o Ibovespa expiram na
terceira quinta-feira de cada mês.

Há dois tipos principais de opções em relação à data de vencimento:

Opções Europeias: Os direitos só podem ser exercidos na data de vencimento. Se


o comprador estiver lucrando e quiser sair antes do vencimento, não pode exercer a
opção para realizar o lucro. Ele pode sair antecipadamente comprando ou
vendendo outras opções, mas isso pode resultar em custos adicionais devido às
mudanças no mercado, reduzindo o lucro esperado da opção europeia.

Opções Americanas: O direito pode ser exercido a qualquer momento até a data
de vencimento. Isso significa que o comprador pode exercer a opção antes do
vencimento se vir uma oportunidade de lucro, sem precisar comprar ou vender
novas opções. Devido à maior flexibilidade oferecida ao comprador, essas opções
costumam ser mais caras do que as europeias.
Vamos a um Exemplo de Calls no site: Opçõ[Link]

BBAS3
Ativo Objeto: Ação Ordinária do Banco do Brasil
Preço: R$ 24,17 (No dia da pesquisa)

Pegando a CALL de ticker BBASA235


Strike: R$ 23,38
Prêmio: R$ 1,07
Vencimento: Janeiro (A) para Calls.

Ticker Mod. Strike Último


BBASA235 E 23,38 1,07
BBASA241 A 23,63 0,77
BBASA250 E 23,88 0,60
BBASA246 A 24,13 0,45
BBASA255 E 24,38 0,30
BBASA251 A 24,63 0,21
BBASA260 E 24,88 0,13
BBASA256 A 25,13 0,08

GUIA (BBASA235)

BBAS + A + 235

Ativo Objetivo + Mês de Vencimento + Strike

Mod. é o tipo de Opção. E para Européia e A para Americana.


Como funciona o mercado de opções
de ações?

Para um melhor entendimento, vamos fazer uma analogia em relação ao mercado


de automóveis.

Este mercado possui algumas práticas que são muito similares ao mercado de
opções. Suponha que você está à procura de um novo carro.

Em meio a esta procura você achou um automóvel que acha excelente, porém esse
foi o primeiro carro que você viu, mas você ainda quer olhar outras opções para ver
se encontra algum que pode ser ainda melhor.
Mesmo que você queira avaliar outras opções, não gostaria de correr o risco de
perder a oportunidade de comprar esse carro excelente, e tem medo de que venha
outro comprador e leve esse carro, é simplesmente comprar esse carro acaba
também sendo um risco. e se houvesse uma possibilidade de garantir a compra
desse primeiro carro, e ao mesmo tempo poder procurar por outras oportunidades
de mercado?

Pois bem, através de uma opção de compra isto é possível. Considere que o
automóvel que você julgou excelente custa R$ 200 mil. Você pode combinar com o
dono do imóvel de lhe pagar R$ 2 mil como um “sinal” de compra do carro, para
manter direito de comprar o automóvel pelos próximos 30 dias.

Dessa forma você garante o direito de comprar o automóvel enquanto busca por
outras opções, e o dono do carro tem a obrigação de segurar ele para você pelo preço
e prazo estabelecidova.

Importante lembrar que você está adquirindo o direito de comprar, e não a


obrigação. Assim, se você encontrar um outro automóvel que lhe atende, você pode
abrir mão do primeiro, contudo perderá o valor referente ao sinal.
Tipos de opções de ações
Opções de compra

Compreender as opções envolve análises tanto do comprador quanto do lançador.


No entanto, é mais comum focar no ponto de vista do comprador, especialmente no
mercado brasileiro, onde as opções de compra (também conhecidas como "call") são
as mais populares.

Compra de Call
Perda / Lucro

Variação do Ativo
Opção de compra pelo lado do titular (Comprador)

Para exemplificar, suponha que você tenha comprado opções da Petrobras com
vencimento para daqui a 3 meses. As ações estão a R$ 15 e você adquire o direito de
comprá-las a R$ 15 pagando, para isso, um prêmio ao vendedor da opção
(lançador) no valor de R$ 0,50.

Mas por que você faria este tipo de contrato? É muito simples. Você acredita que 3
meses depois as ações da Petrobras serão negociadas acima de R$ 15,50. Dessa
forma, você terá lucro ao poder comprá-las por apenas R$15,00 enquanto paga R$
0,50 por este direto.

Suponha que as ações da Petrobras estejam sendo negociadas no momento da


liquidação pelo valor de R$ 25. Você então teve um grande lucro, pois investiu R$
15,50 (R$ 0,50 do prêmio da opção e R$15,00 da compra do ativo) em um ativo que
vale R$ 25. Seu lucro foi, portanto: 25 / 15,50 = 1.61 = 61% de lucro. Ou seja, um
resultado bem grande.

Agora suponha que a sua expectativa não se concretizou e as ações da Petrobras no


momento de vencimento do contrato estão sendo negociadas a R$ 14. Neste caso
você não irá exercer a opção de compra. Afinal, você não irá pagar R$ 15,00 em um
ativo que vale R$ 14. Mesmo que você deseja adquirir as ações da Petrobras no final
do contrato, seria mais vantajoso comprá-la no mercado à vista pagando R$ 14 por
ação. Portanto, neste caso o seu prejuízo foi de R$ 0,50, que é o valor pago pela
opção.
Lucro

Strike
R$ R$
15,00 15,50

R$ 0,50
Prêmio
Preço

Opção de compra pelo lado do lançador

Como foi dito, as operações com opções também podem ser encaradas pela ótica do
lançador. O lançador é quem oferece a opção, contraindo assim uma obrigação de
compra ou venda. Em troca de assumir essa obrigação, o lançador recebe uma
recompensa financeira, que chamamos de “prêmio”.

O lançador de uma opção de compra possui a obrigação de vender o ativo-objeto


para o titular dessa opção caso ele queira. Sendo assim, ele pode lucrar caso não seja
exercido. Para compreender esta situação vamos utilizar do mesmo exemplo
anterior. Então, de um lado temos você que comprou opções de compra da
Petrobras pagando R$ 0,50 centavos com direito de exercê-la por R$ 15,00. Na outra
ponta da operação temos o lançador desta opção. Ele acredita que as ações da
Petrobras estarão abaixo de R$ 15,00.
Dessa forma, se as expectativas dele se confirmarem o comprador não irá exercer
sua opção de compra, e ele ficará com o lucro do prêmio da opção, de R$ 0,50. Caso
a ação esteja acima de R$ 15,00 e o comprador exerça o seu direito, o lançador assim
irá vender a ação por este preço e por isso poderá ter prejuízos. Pois ele irá vender
por R$ 15,00 um ativo que custa mais do que isso no mercado, e apenas recebeu R$
0,50 centavos por isso.

Com estes exemplos é possível perceber que para quem adquire uma opção de
compra o prejuízo é limitado ao preço do prêmio e o lucro é ilimitado, já que as
ações podem subir infinitamente. Por outro lado, o contrário ocorre para quem
lança a opção de compra. Para este, o lucro máximo é o valor do prêmio, e o prejuízo
potencial é ilimitado.

Strike
R$
15,00

Prêmio
R$ 0,50
Preço

R$
15,50

Prejuízo
Opções de venda

Ao adquirir uma opção de venda (também chamada de "put"), o titular ganha o


direito de vender um ativo em uma data futura por um preço previamente
acordado, pagando um valor chamado de "prêmio".

Por que alguém compraria o direito de vender um ativo no futuro? É simples:


porque acredita que, no futuro, esse ativo valerá menos do que o preço de venda
estabelecido no contrato.

Por exemplo, imagine que você possui um carro de última geração, que atualmente
vale R$ 180 mil. No entanto, você sabe que com o tempo, com o lançamento de
novos modelos, o valor do seu carro tende a diminuir segundo a tabela FIPE.

Então, você decide firmar um contrato de opção de venda, pagando um prêmio,


estabelecendo que, se desejar, poderá vender seu carro pelo valor atual da FIPE, ou
seja, R$ 180 mil. Dessa forma, se o valor do seu carro cair para R$ 140 mil, você
ainda poderá vendê-lo por R$ 180 mil, garantindo um lucro.

Compra de Put
Perda / Lucro

Variação do Ativo
Opção de venda pelo lado do titular

Suponha que as ações da Petrobrás estejam atualmente sendo negociadas por R$


29. Você acredita que este valor será substancialmente reduzido daqui a 6 meses,
pois você observa que haverá uma queda no preço do petróleo.

Dessa forma, em vez de apenas não comprar as ações da Petrobrás, você pode usar
o mecanismo das opções de ações para lucrar neste cenário adquirindo uma opção
de venda da Petrobrás, tornando-se o titular da opção.

Suponha que você consegue adquirir o direito de vendê-la por R$ 29 em 6 meses e


paga o prêmio de R$ 1 por opção para adquirir este direito. Se a sua tese estiver
correta e as ações da Petrobrás realmente caírem, você poderá ter um grande lucro.

Imaginemos que as ações da Petrobrás foram ao valor de R$ 15. Neste caso você
poderá adquirir as ações por R$ 15 no mercado e vendê-las por R$ 29, valor firmado
em seu contrato. Seu lucro então será de R$ 13 por ação, pois você investiu um total
de R$ 16 (R$15 para comprar a ação à vista e R$ 1 pelo prêmio da opção) e vendeu a
R$ 29.

O seu prejuízo máximo nesta operação será de R$ 1, pois é o prêmio que você pagou
pela opção. Se a ação da Petrobrás estiver valendo, na data de liquidação do
contrato, mais do que R$ 29, você simplesmente não irá exercer a opção pois não é
vantajoso, então suas opções viram “pó”.
Lucro

Strike
R$ Preço
29,00

Prêmio
R$
R$ 1,00
28,00

Opção de venda pelo lado do lançador

O lançador de uma opção de venda pode buscar receber prêmio e não precisar ser
exercido. Sendo assim, ele poderá ter o lucro do prêmio da opção sem para isso ter
aplicado nenhum capital.

Muitas pessoas também lançam opções de venda como parte de operações mais
complexas com opções. Vamos observar como funciona o lançamento de opções na
primeira hipótese.

Seguindo o exemplo anterior, se você conseguiu adquirir o contrato de venda de


Petrobrás é porque houve algum lançador. Mas qual foi a intenção do lançador? O
lançador acredita que as ações da Petrobrás estarão acima de R$ 29 em 6 meses.
Dessa forma, ele não será exercido, e poderá ter o lucro de R$ 1 sem aplicar nenhum
capital. Contudo, caso as ações da Petrobrás estejam abaixo de R$ 29 e o lançador
seja exercido ele terá prejuízos, pois o comprador tem o direito de vender e o
lançador tem a obrigação de comprar. O prejuízo pode, inclusive, tornar-se muito
grande já que as ações podem ir até R$ 0 e ainda assim o lançador terá a obrigação
de comprar por R$ 29.

Strike
Lucro R$
29,00
Prêmio
R$
28,00 R$
1,00

Prejuízo

Códigos das opções na B3


É possível saber qual o mês de vencimento de uma opção simplesmente olhando
para o código da opção. Isso porque ele é formado por cinco letras e dois números,
como por exemplo, na opção de compra da Petrobras PETRG28.

Onde as quatro primeiras letras contêm a informação sobre a ação (ativo-objeto). A


quinta letra informa o mês de vencimento da opção (conforme tabela abaixo). E os
números representam geralmente o valor de exercício (Strike) da opção.

Então, uma opção de compra que vence em julho, por exemplo, terá G como quinta
letra
Mês de Vencimento Série da Opção de Compra Série da Opção de Venda

(CALL) (PUT)

Janeiro A M
Fevereiro B N
Março C O
Abril D P
Maio E Q
Junho F R
Julho G S
Agosto H T
Setembro I U
Outubro J V
Novembro K W
Dezembro L X
Estratégias com opções
Quando Investidor realiza operações com opções de ações, geralmente é por dois
motivos principais: para proteger sua carteira de investimentos (hedge) ou para
realizar especulação financeira.

Quando o investidor opta por especular, ele pode usar uma variedade de estratégias
de opções para alavancar seus investimentos e buscar lucros com base em
movimentos específicos do mercado. Essas estratégias podem ser bastante diversas
e podem incluir combinações de opções de compra e venda, spreads, straddles,
entre outras. O objetivo é capitalizar as expectativas sobre a direção futura dos
preços das ações, aproveitando as características únicas das opções para amplificar
os retornos potenciais.

Venda Coberta

Essa é a estratégia mais utilizada por quem está ingressando no mercado de opções.
Para isso, o investidor precisa ter uma carteira de ações do ativo-objeto e
simultaneamente vender as opções de compra na mesma quantidade. Explicando
melhor temos o seguinte exemplo:

O investidor adquiriu 3000 ações da empresa ABC por R$ 10,00 cada. No mesmo
dia, ele lança as ações em um contrato de opção de compra(call), com valor de
exercício (stike) em R$ 12,00 por ação, além disso o prêmio da opção foi definido em
R$ 0,50 por ação.
Caso as ações subam acima de R$12,00, a opção será exercida a R$12,00, como
estabelecido, o investidor receberá o valor da ação e o valor do prêmio. Que neste
caso é de R$ 1500,00.

Por outro lado, se as ações no dia do vencimento estiverem cotadas abaixo do valor
de exercício, o comprador da opção não irá exercer seu direito e o
vendedor(lançador) não precisará entregar o ativo objeto e continuará com o valor
do prêmio.

Logo, é possível observar que na estratégia de venda coberta o lucro é limitado ao


prêmio, e o risco pode ser bem administrado.

Trava de Baixa

Essa estratégia é mais utilizada quando se acredita que o mercado do ativo-objeto


vai cair. Por meio dessa metodologia é possível travar o prejuízo em um valor
definido, como contrapartida, o lucro também fica travado.

Funciona da seguinte maneira. O investidor compra uma opção de venda à um


determinado preço de exercício e ao mesmo tempo vende uma opção de venda.

Ambas as posições devem ter o mesmo vencimento e a mesma quantidade.


Contudo, o preço de exercício (strike) da compra da put deve ser maior que o da
venda da put.
Funciona da seguinte forma:

Suponha que a expectativa sobre um ativo-objeto cotado em R$20 é de queda. O


investidor decide então montar uma trava de baixa da seguinte maneira. compra
uma put com strike de R$20,00 com prêmio de R$1 e, simultaneamente, vende uma
put de strike R$16,00 recebendo o prêmio de R$0,50, observe que, nesse caso,
houve o custo de R$1,00 para a compra da Put a R$20,00, e foi recebido R$0,50 de
prêmio pela venda da put a R$16,00, Resultando no final o preço de R$0,50 para
cada conjunto.

Se o ativo estiver acima de R$20 no vencimento, nenhuma das opções será exercida
e o prejuízo será o saldo entre os prêmios de compra e venda, que neste caso
corresponde à R$0,50 por conjunto.

Agora, se o preço do ativo-objeto ficar entre os dois strikes da operação, ou seja,


entre R$ 20 e R$ 16, então só o maior strike será exercido e o resultado da operação
será igual à diferença entre o maior Strike e o preço à vista do ativo-objeto e menos
o custo da operação de R$0,50 por conjunto. Exemplo: Se o ativo estiver ao preço de
R$17,00 no vencimento, ocorrerá a compra por R$17 e a venda a R$20, lucrando
R$2,50, já que houve o custo de R$0,50 por conjunto.

Por fim, se o ativo estiver abaixo de R$ 16 na data de vencimento, então ambas as


opções serão exercidas e o resultado da operação será o lucro entre R$20,00 e
R$16,00 menos o custo da operação. Exemplo: Se o ativo estiver ao preço de
R$15,00 o investidor, como lançador será exercido, sendo obrigado a comprar a
R$16 porém ele continua com o direito de vender a R$20, e irá lucrar R$3,50 já que
o custo da operação foi R$0,50. Perceba que, mesmo que o preço continue e cair, o
teto de lucro nessa operação será R$3,50, por isso leva o nome de TRAVA de baixa,
tendo o lucro e prejuízo limitados.
Trava de Alta

Essa é uma estratégia diferente das anteriores, pois a ideia é ganhar ainda mais com
a subida do ativo-objeto, mas com um teto sobre esses ganhos. Ela pode ser operada
usando somente opções de compra com preços de exercício diferentes

Digamos que o investidor está observando as ações da empresa XYZ, que estão
sendo negociadas a R$26,00. Ele acredita que a empresa deve apresentar uma alta
nos próximos dias, mas não acredita que o ativo deva passar muito além dos
R$28,00. Com isso em mente, ele resolve montar uma trava de alta (call spread)

Então o investidor compra 1000 opções de compra (calls) com strike de R$26,00
por R$1,80 cada e vende 1000 opções de compra com strike de R$28,00 por R$0,90
cada. Nesse caso, o desembolso de capital foi a diferença entre o prêmio pago pelas
calls compradas (R$1,80) e o prêmio recebido pelas calls vendidas (R$0,90),
resultando em um custo líquido de R$0,90 por conjunto.

Ao chegar na data de vencimento, se as ações estiverem sendo negociadas abaixo


de R$ 26,00, nenhuma das opções será exercida, e o investidor terá o prejuízo de
R$0,90 por conjunto, que foi o custo para montar a operação.

Já no caso da empresa terminar com o preço da ação entre R$ 26 e R$ 28 o lucro é a


diferença entre o strike de R$26 e o preço de mercado menos o custo de cada
conjunto.

Por último, se a ação terminar acima de R$ 28,00 todas as opções são exercidas,
com o investidor lucrando entre R$26,00 e R$28,00, menos o custo do conjunto.
Assim como na trava de baixa, a trava de alta também possui uma limitação
("trava") no lucro. No caso da trava de alta, mesmo que o preço do ativo continue
subindo, o investidor que montou essa operação não participará mais da alta e
deixará de lucrar além de R$28,00, conforme o exemplo. Isso ocorre porque o
investidor lançou uma call com strike de R$28,00, recebendo um prêmio para
ajudar a financiar a compra da call com strike de R$26,00. No entanto, essa venda
impõe um 'teto' de ganho na operação.

Riscos no mercado de opções


Quando falamos em especulação, o mercado de opções de ações costuma ser muito
tentador devido seu potencial de altos ganhos. Isso por muitas vezes pode causar
uma certa ilusão nos investidores, principalmente para aqueles que estão iniciando
nesse mercado.

É fundamental que o investidor saiba o que está fazendo, para isso é necessário
muito estudo para compreender toda a complexidade desse mercado de
derivativos. Na sua análise o investidor deve estar ciente de todos os riscos
envolvidos, entre eles podemos citar: Volatilidade e Prazo de duração.

Como é possível deduzir, esse mercado é extremamente volátil, ou seja, da mesma


forma que as opções podem trazer grandes lucros, os prejuízos podem ser
gigantescos também. É isso mesmo, o risco e o retorno são diretamente
proporcionais nesse tipo de operação.
Então é necessário sempre lembrar que existe também a real possibilidade de
grandes perdas com opções. Sendo assim, não é ideal a sua operação para
investidores no início de suas jornadas na bolsa de valores.

Cabe ressaltar ainda que absolutamente todas as opções têm prazo de validade.
Então, se o investidor não exercer seu direito sobre as ações-objeto ele poderá ter
prejuízos. Logo, suas opções fatalmente viram pó e ele perde o valor pago pelo
prêmio.

Já quando se olha pela perspectiva dos agentes envolvidos, titular e lançador, os


riscos se dividem em limitado ou ilimitado. Ou seja, em caso de prejuízo, o titular
que é aquela pessoa que compra a opção terá como prejuízo máximo a perda do
prêmio pago.

Por outro lado, o lançador, que é quem vende a opção, corre o risco de ter um
prejuízo gigantesco. Isso ocorre porque dependendo a situação ele é obrigado a
entregar o ativo-objeto pelo preço estabelecido em contrato. Independentemente de
que preço a ação esteja sendo negociada no mercado à vista.

Agora, se o objetivo for proteger a carteira (hedge), o mercado de opções pode ser
uma boa opção. Já que os riscos são menores, além disso oferece segurança ao
investidor contra grandes oscilações.
Operar opções de ações é investir?
Quando se fala em investimentos, o horizonte a ser considerado é o de longo prazo,
ou seja, algo feito com constância levando em consideração o tempo. Este é um dos
determinantes para obter sucesso nos investimentos.

A negociação de opções é uma estratégia de curto prazo que tem uma proposta
diferente para o investidor. Isso porque ela pode ser vista como um mecanismo de
proteção contra possíveis perdas no mercado de ações.

Ou então, as opções podem ainda ter o objetivo de alavancar o capital do investidor


sem que para isso ele tenha que aportar muito mais recursos. Isso porque como
vimos o valor do prêmio costuma ser bem baixo quando comparado à uma ação.

Melhor maneira de Operar Opções


Opções são uma das ferramentas mais complexas do Mercado financeiro, por isso
contar com a ajuda de um profissional para operar é indispensável! Por isso conte
sempre com a ajuda de seu Assessor quando for operar Opções.

SOLICITAR AJUDA

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