Ergonomia: Conceito e Evolução
Conceito de Ergonomia
A ergonomia é uma disciplina que estuda a interação entre os seres humanos e os
sistemas, produtos ou ambientes em que eles operam. Seu principal objetivo é
otimizar o bem-estar humano e o desempenho do sistema, levando em
consideração características físicas, cognitivas e organizacionais.
Breve Histórico da Evolução da Ergonomia
• Antiguidade: As primeiras tentativas de adaptar ferramentas e ambientes
ao ser humano podem ser vistas em civilizações antigas, como a Egípcia e
a Greco-Romana.
• Século XX: A ergonomia moderna começou a tomar forma durante a
Segunda Guerra Mundial, quando a necessidade de melhorar a interação
entre os soldados e as máquinas se tornou evidente. A partir daí, a
disciplina começou a se formalizar.
• Anos 1960: O termo "ergonomia" foi amplamente adotado, e a pesquisa se
expandiu para incluir não apenas aspectos físicos, mas também cognitivos
e sociais.
• Anos 2000 em diante: A ergonomia se diversificou, abrangendo áreas
como design de produtos, ergonomia organizacional e ergonomia na saúde
ocupacional.
Riscos Ergonômicos no Trabalho: Identificação e Prevenção
Os riscos ergonômicos no ambiente de trabalho, como esforço físico excessivo e
posturas inadequadas, são preocupações comuns nas empresas. Quando
presentes de forma contínua, esses riscos podem afetar tanto a saúde física quanto
mental dos funcionários, resultando em desconforto, queda de produtividade e até
doenças ocupacionais.
O que são Riscos Ergônomicos?
Riscos ergonômicos são fatores que surgem da falta de adequação entre o trabalho
e as características humanas. Isso pode levar a desconfortos que, se não tratados,
podem evoluir para problemas de saúde mais sérios, como Lesões por Esforço
Repetitivo (LER/DORT), dores de cabeça e transtornos mentais, como burnout.
Identificação dos Riscos
A identificação deve fazer parte da avaliação de riscos ocupacionais, podendo ser
realizada antes do início das atividades ou quando surgirem queixas de
colaboradores. A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é uma ferramenta
importante nesse processo, permitindo entender as condições de trabalho e
propor melhorias.
Principais Riscos Identificados
1. Esforço Físico: Comum em setores como transporte e construção civil,
onde o levantamento de cargas é frequente.
2. Postura Inadequada: Resulta da falta de mobiliário adequado, levando a
compensações que podem causar lesões.
3. Monotonia e Repetitividade: Tarefas repetitivas, como em linhas de
montagem, podem provocar lesões e esgotamento mental.
4. Rotina Intensa e Controle Rígido: Exigências excessivas podem levar a
estresse, burnout e Depressão (desvalorização do profissional, isolamento
e incentivo à competição exacerbada).
5. Trabalho Noturno e Jornadas Prolongadas: Aumentam o risco de
acidentes e problemas de saúde.
Consequências dos Riscos Ergonômicos
As consequências incluem redução da produtividade, fadiga, problemas de
coluna e doenças psicossociais, como ansiedade e depressão. A falta de
intervenções pode criar um ciclo de adoecimento, afetando toda a equipe e
aumentando a rotatividade.
Medidas Preventivas
Para prevenir riscos ergonômicos, as empresas devem:
• Fornecer Mobiliário Adaptável: Mesas e cadeiras ajustáveis para
promover posturas corretas.
• Atenção à Iluminação e Conforto Térmico: Garantir um ambiente
agradável e bem iluminado.
• Diminuição da Exposição ao Ruído: Implementar isolamento acústico e
disponibilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
• Inserir Pausas: Promover intervalos regulares e ginástica laboral para
prevenir lesões.
• Utilizar Ferramentas Ergonômicas: Equipamentos que minimizem o
esforço físico, como carrinhos para transporte de cargas.
Investir em ergonomia não só promove a saúde e o bem-estar dos colaboradores,
mas também resulta em um ambiente de trabalho mais produtivo e seguro.
Doenças Ergonômicas
As doenças ergonômicas são condições de saúde que surgem devido a uma
interação inadequada entre o trabalhador e seu ambiente de trabalho. Essas
doenças geralmente estão relacionadas a movimentos repetitivos, posturas
inadequadas e esforços excessivos.
Principais Doenças Ergonômicas
1. Lombalgia (Dor Lombar)
o Como surge: Resulta de posturas inadequadas, levantamento de
cargas pesadas ou longos períodos sentados.
o Prevenção: Utilizar cadeiras com suporte lombar, fazer pausas
regulares e praticar exercícios de fortalecimento.
Atividades Profissionais:
o Motoristas: Longos períodos sentados, principalmente em posturas
inadequadas.
o Trabalhadores de Armazém: Levantamento de cargas pesadas sem
técnicas adequadas.
o Escriturários: Permanência em cadeiras por longos períodos sem
suporte adequado.
Prevenção:
o Usar cadeiras com suporte lombar.
o Realizar pausas regulares para alongamento.
o Praticar exercícios de fortalecimento.
2. Síndrome do Túnel do Carpo
o Como surge: Causada por movimentos repetitivos dos punhos,
especialmente em atividades que envolvem digitação.
o Prevenção: Ajustar a altura da mesa, usar suportes para os pulsos e
realizar alongamentos regulares.
Atividades Profissionais:
o Profissionais de Escritório: Digitação contínua e uso excessivo do
mouse.
o Músicos: Movimentos repetitivos dos dedos e pulsos durante
apresentações.
o Delineadores ou Designers Gráficos: Uso prolongado de tablets e
canetas digitais.
Prevenção:
o Ajustar a altura da mesa e da cadeira para evitar tensão nos pulsos.
o Usar suportes para os pulsos.
o Realizar alongamentos regulares.
3. Tendinite
o Como surge: Resulta de sobrecarga ou movimentos repetitivos,
afetando tendões, especialmente nos ombros e cotovelos.
Atividades Profissionais:
o Atletas: Sobrecarga nos tendões devido a treinos intensos.
o Cozinheiros: Movimentos repetitivos ao picar, cortar e preparar
alimentos.
o Trabalhadores de Manutenção: Uso excessivo de ferramentas
manuais.
Prevenção:
o Alternar tarefas para evitar repetição.
o Usar ferramentas adequadas e com design ergonômico.
o Realizar pausas para descanso.
4. Síndrome de Burnout
o Como surge: Decorrente de estresse crônico e pressão no trabalho,
levando ao esgotamento emocional e físico.
o Prevenção: Fomentar um ambiente de trabalho saudável, promover
o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e incentivar a
comunicação aberta.
Atividades Profissionais:
o Profissionais de Saúde: Estresse elevado devido à pressão e carga
emocional.
o Educadores: Demandas emocionais e administrativas intensas.
o Profissionais de TI: Longos períodos de trabalho sob pressão e
prazos curtos.
Prevenção:
o Fomentar um ambiente de trabalho saudável e colaborativo.
o Promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
o Incentivar a comunicação aberta e o suporte emocional.
5. Dores Cervicais
o Como surge: Resultantes de posturas inadequadas, especialmente
ao usar computadores e dispositivos móveis.
Atividades Profissionais:
o Trabalhadores de Escritório: Uso prolongado de computadores em
posturas inadequadas.
o Estudantes: Leitura e escrita em posturas inadequadas por longos
períodos.
o Profissionais de Atendimento ao Cliente: Uso de telefone por
tempo prolongado.
Prevenção:
o Ajustar a altura da tela do computador ao nível dos olhos.
o Utilizar cadeiras confortáveis com apoio para os braços.
o Fazer pausas para alongar o pescoço e ombros.
Conclusão
A ergonomia é essencial para a promoção da saúde e do bem-estar no ambiente
de trabalho. Compreender sua evolução e as doenças associadas ajuda a
implementar práticas preventivas eficazes, contribuindo para um espaço de
trabalho mais seguro e produtivo.
Os riscos ergonômicos são todas as condições que afetam o bem-estar, sejam
elas físicas, mentais ou organizacionais. Podem ser compreendidas como fatores
que interferem nas características psicofisiológicas do profissional, provocando
desconfortos e problemas de saúde.
Grande parte das doenças ocupacionais se desenvolve devido aos riscos
ergonômicos presentes no ambiente de trabalho. O colaborador passa muitas
horas dentro da empresa e, na maioria das vezes, permanece o dia inteiro no
mesmo ambiente e na mesma posição. Esse padrão, somado à repetitividade das
atividades, pode se tornar um risco, comprometendo a ergonomia e, dessa forma,
a saúde física e psicológica.
A Organização Mundial do Trabalho define ergonomia como:
“Aplicação das ciências biológicas conjuntamente com as ciências da
engenharia para lograr o ótimo ajustamento do ser humano ao seu trabalho, e
assegurar, simultaneamente, eficiência e bem-estar”.
Os riscos ergonômicos surgem justamente quando as condições de trabalho são
inadequadas, prejudicando o bem-estar dos colaboradores. Eles podem ser
compreendidos como fatores que interferem às características psicofisiológicas
do trabalhador, podendo provocar incômodos, desconfortos e problemas de
saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, os riscos ergonômicos envolvem a execução de
tarefas, a organização e as relações de trabalho. Logo, caracterizam situações
como:
• esforço físico intenso;
• levantamento e transporte manual de peso;
• postura incorreta;
• exigência de produtividade com pouco tempo;
• ritmo excessivo de trabalho;
• jornadas prolongadas;
• monotonia;
• repetitividade;
• situações estressantes.
Quais são os riscos ergonômicos? Exemplos
Os riscos ergonômicos estão muito presentes dentro da empresa e, infelizmente,
são mais comuns do que se gostaria. Identificá-los é o primeiro passo para
eliminá-los e, por isso, é preciso reconhecer que algumas situações que parecem
comuns são, na verdade, riscos nesse sentido.
Uma estratégia eficaz para evitá-los, é através da CIPA.
Veja a seguir algumas situações recorrentes.
Repetitividade
A repetitividade dos movimentos e das atividades laborais pode provocar fadiga e
desgaste, tanto físico quanto psicológico. No aspecto físico, ela compromete o
sistema musculoesquelético, podendo surgir lesões e inflamações, como:
• tendinites;
• bursites;
• lombalgias;
• dores crônicas na coluna.
A maioria desses problemas faz parte das Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou
dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). São
questões crônicas ou lesões causadas pela atividade repetitiva no trabalho e que
trazem sérias consequências para a qualidade de vida do trabalhador.
A melhor forma de lidar com esse problema é estabelecer pausas frequentes,
gerando pequenos intervalos de atuação. Outra prática considerada positiva é a
ginástica laboral, pois ela ajuda a fortalecer músculos e articulações usados nessa
atividade, evitando seu desgaste intenso.
Postura inadequada
Uma postura incorreta pode ocasionar lesões, fadiga e enfraquecimento de certas
regiões do corpo como pulso, ombros, coluna e lombar. Assim, há um
comprometimento do sistema osteomuscular, que pode desencadear o
surgimento de LER/DORT.
Se essa postura incorreta estiver associada à repetitividade do trabalho, pode ser
ainda pior para a saúde do colaborador, facilitando ainda mais o surgimento de
consequências diversas.
Em ambientes em que é necessário trabalhar sentado, por exemplo, é
fundamental que a cadeira dê total sustentação à coluna, além de garantir que as
pernas fiquem em um ângulo de 90°. Os cotovelos também devem ficar nessa
posição, sendo apoiados corretamente na mesa logo à frente.
No caso de trabalho feito em pé, o ideal é que a configuração de todos os móveis
seja de tal forma que leve em consideração a altura e essas necessidades. Além
disso, vale a pena estimular os colaboradores a terem uma postura adequada,
alertando sobre os riscos ergonômicos aos quais estão expostos.
Iluminação inadequada
A luminosidade inadequada pode provocar danos aos colaboradores, tanto em
níveis excessivos de luz quanto em níveis insuficientes. Essa condição pode
desencadear problemas de visão, dores de cabeça, irritação e estresse, além de
favorecer erros que podem levar à ocorrência de acidentes de trabalho.
Um ambiente excessivamente iluminado de maneira natural pode ter níveis de
radiação UV muito intensos, causando possíveis problemas para a saúde do
colaborador. Já a falta de iluminação faz com que o ambiente seja quase
insalubre, contribuindo para o que é conhecido como vista cansada.
A NR 17 estabelece parâmetros considerados seguros para que o ambiente de
trabalho seja iluminado corretamente e isso deve ser seguido. Uma das questões
mais importantes é que a iluminação precisa ser planejada de modo a evitar
reflexos ou ofuscamentos, garantindo o campo de visão do trabalhador.
Para tanto, ela deve ser difusa — ou seja, não deve ser intensa e direta —, além de
ser bem distribuída por todo o ambiente, evitando cantos escuros ou
excessivamente iluminados.
Ritmo excessivo de trabalho
Mesmo cumprindo a carga horária previamente estabelecida, o colaborador pode
ter um ritmo muito intenso de trabalho. Isso acontece quando ele precisa atender
prazos muito curtos ou deve assumir uma grande quantidade de tarefas, fazendo
com que trabalhe mais do que o normal.
Tal situação pode levar ao estresse físico e psicológico. Consequentemente, tem
menos disposição para exercer seu trabalho e o sistema imunológico também é
afetado. Assim, a pessoa fica com a saúde fragilizada e podem surgir distúrbios e
doenças como:
• ansiedade;
• depressão;
• hipertensão arterial;
• doenças cardiovasculares;
• úlceras e gastrites.
Além disso, o ímpeto de conseguir dar conta de tudo pode fazer com que os
colaboradores abandonem certas práticas, consideradas consumidoras de
tempo. O aumento das chances de retrabalho é apenas a mais leve
consequência, já que o grande problema consiste nos acidentes de trabalho.
Com um ritmo muito intenso, o profissional pode deixar de lado cuidados com
a segurança do trabalho, colocando a si mesmo e aos outros em risco físico. O
melhor a se fazer, nesse caso, é buscar um ritmo que seja condizente com a
atividade profissional e que não sobrecarregue o colaborador.
Jornadas de trabalho prolongadas
Outro problema semelhante acontece no caso de jornadas de trabalho
prolongadas, especialmente quando não são previamente acordadas. Quando o
trabalhador precisa ultrapassar o seu horário de trabalho, fazendo uma jornada de
10 ou 12 horas, por exemplo, ele está passando por um risco ergonômico.
Nesses casos, o esforço mental e/ou físico exagerado pode levar a
fadiga, estresse, lesões e surgimentos de vários distúrbios. De maneira crônica, as
chances são de que ocorra a síndrome do Burnout — como é conhecido,
atualmente, o esgotamento profissional.
Isso diminui a produtividade porque compromete a motivação e a própria
capacidade de executar tarefas e solucionar problemas que surjam no ambiente
de trabalho. No caso de jornada noturna, a empresa ainda pode se ver gastando
mais com horas extras, sem observar resultados efetivos nesse sentido.
Estimular o cumprimento de tarefas dentro do horário previamente estabelecido
tende a ser a melhor saída, impedindo que os colaboradores trabalhem de
maneira excessiva ou que comprometam a qualidade dos resultados.
Monotonia das atividades
Uma atividade laboral muito monótona pode levar o colaborador a desenvolver
distúrbios psicológicos, como ansiedade e até mesmo depressão. Além de ser
uma condição que favorece a desmotivação e o presenteísmo, afetando
diretamente a produtividade do trabalhador.
Um exemplo de condições como essas são as tarefas burocráticas ou que exigem
atenção minuciosa a detalhes, mas sem realizar grandes mudanças. Isso faz com
que o colaborador se interesse cada vez menos pela atividade.
Caso essa questão esteja associada à repetitividade e ao ritmo intenso de
trabalho, as consequências psicológicas podem ser ainda maiores. Para lidar com
isso, é relevante buscar uma variabilidade de ações, tanto quanto possível, de
modo a diversificar a atuação no trabalho.
Controle rígido de produtividade
O controle excessivo do rendimento do colaborador também pode gerar um
estresse mental e psicológico, comprometendo até mesmo sua produtividade. O
colaborador passa a se sentir pressionado constantemente, gerando irritação,
desvio de humor, cansaço e insatisfação.
Um exemplo muito comum desse tipo de situação acontece no setor de
telemarketing. Os agentes de atendimento precisam entregar níveis elevados de
resultados, fazendo com que eles se sintam extremamente pressionados a atuar
de maneira cada vez mais eficiente.
Embora criar aquela que é conhecida como “ansiedade ótima” seja positivo para
estimular a produtividade dos colaboradores, exagerar nesse tipo de atuação só
terá o efeito contrário. Em vez disso, é melhor realizar ações de capacitação,
motivação e engajamento, colhendo os resultados da produtividade.
Levantamento e manuseio de cargas
Realizar o levantamento ou a movimentação manual de cargas é uma atividade de
risco para a saúde física do colaborador. Isso porque, quando é exercida de
maneira incorreta, pode provocar lesões no seu sistema musculoesquelético.
Assim, podem surgir dores intensas na coluna, na região lombar, nos ombros, nos
braços e nos pulsos. O levantamento de cargas de maneira continuamente
inadequada também pode provocar a incidência de LER e DORT.
Com o tempo, o colaborador pode ter comprometimentos sérios, que o
conduzirão a um afastamento temporário. Em casos mais graves, há o
afastamento permanente de suas atividades por incapacidade física.
Esse tipo de ação deve ser combatido e o colaborador jamais deve ser estimulado
a realizar o levantamento de um peso que seja maior do que sua capacidade ou
que possa, claramente, provocar algum tipo de lesão ou consequência para o
organismo.
Também é indispensável que a postura na execução dessa tarefa seja a correta,
evitando que determinadas regiões da coluna sejam mais exigidas do que outras,
por exemplo.
Importância: por que monitorar os riscos ergonômicos?
Cada atividade oferece riscos ergonômicos diferentes para o trabalhador. Por isso,
as empresas precisam observar suas próprias rotinas e processos para identificar
essas situações que podem comprometer a integridade dos seus colaboradores.
O monitoramento dos riscos ergonômicos pode ser feito por meio da Análise
Ergonômica do Trabalho (AET). Com ela, identificamos as situações perigosas e,
com base nisso, estipulamos quais ações devem ser implementadas para reduzir
esses riscos ou eliminá-los por completo, mas falaremos sobre isso mais a frente
neste artigo.
Fazer o monitoramento é fundamental para que a organização possa
compreender as suas próprias atividades e também os perigos que estão
associados a elas. Desse modo, pode aumentar sua eficiência na hora de atender
normas e regulamentações, a fim de garantir um ambiente de trabalho mais
seguro e saudável.
Essa estratégia possibilita alcançar a eficácia das medidas adotadas,
direcionando os investimentos nas adequações do ambiente, nos equipamentos
de proteção e também nos programas de segurança, saúde e bem-estar conforme
as necessidades e demandas do time.
Vale ressaltar que o monitoramento deve ser contínuo. Isso porque é importante
verificar se de fato eles estão sob controle ou se são necessárias adequações.
Também identificar possíveis novas necessidades, além de atender alguma
mudança que ocorra nas normas regulamentadoras ou na legislação.
A NR-1 reforça essa necessidade ao estabelecer que as empresas devem adotar
um Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que inclui a identificação,
avaliação e controle dos riscos no ambiente de trabalho. Isso significa que o
monitoramento ergonômico deve estar integrado a esse gerenciamento,
garantindo a conformidade com a legislação e a promoção de um ambiente
laboral mais seguro para todos os colaboradores.
Quais as consequências dos riscos ergonômicos?
Ao longo deste conteúdo citamos diversas vezes a importância de ter atenção
com os riscos ergonômicos devido aos impactos que eles podem provocar para
a saúde mental e física dos colaboradores. Sendo assim, a principal das
consequências negativas que esses riscos oferecem é justamente o
comprometimento da integridade da sua equipe.
Você viu que há maior ocorrência de doenças ocupacionais e problemas
psicológicos. A empresa terá um quadro de colaboradores cansados,
desmotivados, pouco engajados e pouco produtivos.
Logo, os riscos ergonômicos trazem consequências para a própria organização. A
qualidade das suas entregas fica comprometida, o índice de retrabalho aumenta,
podem ocorrer atrasos pelo descumprimento de prazos, entre outros. Todas essas
situações levam a prejuízos financeiros.
Mais uma consequência negativa é o prejuízo para a imagem da organização.
Quando ela não se preocupa em disponibilizar um ambiente laboral adequado
para os profissionais, fica conhecida por suas más condições de trabalho e se
torna desinteressante para os melhores talentos.
Sem falar que esse descuido com o trabalhador afeta as políticas de inclusão,
fazendo com que a procura pela oferta de vagas na organização seja cada vez
menor. Haverá restrição no perfil de profissionais.
A NR-17 é a norma que estabelece as condições adequadas de trabalho, por isso,
a empresa tem a obrigação de seguir aquilo que é estabelecido nela.
Recentemente atualizada, a norma passou a incluir diretrizes mais amplas,
abordando não apenas os aspectos físicos, mas também os fatores psicossociais
que impactam a saúde mental dos trabalhadores.
Não observar os riscos ergonômicos traz consequências, pode ser um motivo
para multas, indenizações, ações civis e reclamatórias e aumento de alíquotas. A
empresa pode até mesmo ser interditada e os responsáveis responderem em
esfera criminal, o que torna ainda mais essencial o cumprimento das novas
orientações.
O que são doenças ergonômicas?
Doenças ergônomicas são aquelas causadas pela execução inadequada de
atividades.
Ou seja, pode ser resultado de movimentos repetitivos sem pausa, carregamento
de peso com postura incorreta e exposição a agentes nocivos no ambiente de
trabalho, por exemplo.
Dessa forma, chamamos de doenças ergonômicas problemas de saúde como LER
e DORT, dor nas costas e até mesmo problemas de saúde mental, como o
burnout.
Como evitar riscos ergonômicos?
Para evitar os riscos ergonômicos, o ideal seria que mesmo antes do início das
operações de uma empresa ela já estivesse atenta àquilo que diz a NR 17 para
proporcionar boas condições de trabalho para a sua equipe.
O planejamento deve acontecer para que possam ser previstas todas as situações
de risco físico e mental. Dessa forma, podem ser desenvolvidas também as ações
e políticas que vão complementar as medidas de segurança e ergonomia, a fim de
proteger a integridade do colaborador independentemente da atividade que ele vai
realizar.
Contar com o suporte de uma empresa especialista no assunto é uma excelente
estratégia para que esses riscos possam ser evitados desde o começo das
operações. Contudo, ainda que a empresa já esteja atuando, vale buscar essa
parceria para que as adequações sejam realizadas antes que resultem nas
consequências negativas que citamos.
Solução e prevenção dos riscos ergonômicos
Já que os riscos ergonômicos comprometem seriamente a saúde do colaborador,
prejudicam o seu desempenho e toda a cadeia produtiva da empresa, evitá-los e
preveni-los é fundamental. Lembrando que isso não é só uma necessidade, mas
também uma exigência da legislação trabalhista brasileira.
O Ministério do Trabalho e Emprego, junto a entidades e associações trabalhistas,
criou uma série de normas que devem ser seguidas pelas empresas para proteger
a saúde do trabalhador.
Devido ao grande número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no
Brasil, foi criada uma norma regulamentadora específica para a ergonomia: a NR-
17, que já citamos neste artigo.
Ela visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de
trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. Para
que isso aconteça, a legislação exige que seja feita a Análise Ergonômica do
Trabalho (AET).
Além disso, a NR-1, reforça a necessidade de um gerenciamento estruturado dos
riscos ergonômicos. Para se adequar a essa norma, as empresas devem
implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que inclui a
identificação, avaliação e controle dos riscos ergonômicos. Isso significa:
• Realizar a análise ergonômica preliminar, considerando as atividades e os
postos de trabalho;
• Incluir os riscos ergonômicos no inventário de riscos ocupacionais do PGR;
• Estabelecer medidas preventivas e corretivas;
• Garantir que a ergonomia seja um critério essencial no planejamento do
ambiente corporativo.
Ao integrar a NR-17 e a NR-1 nas práticas da empresa, é possível proporcionar um
ambiente mais seguro, confortável e produtivo para os colaboradores, além de
estar em conformidade com a legislação trabalhista vigente.
Análise Ergonômica do Trabalho
A AET tem como finalidade analisar os riscos ergonômicos do posto de trabalho e
propor soluções ergonômicas para reduzir ou extinguir o risco existente,
propiciando melhores condições do ambiente de trabalho e uma melhor
realização das tarefas laborais.
Entre as soluções possíveis, podemos destacar a promoção de atividades para
melhorar a saúde física e psicológica dos colaboradores, como a ginástica
laboral.
Ela é muito importante porque ajuda a empresa a ter uma visão completa de quais
são todos os riscos envolvidos na execução das atividades. Assim, eles podem ser
mitigados ou eliminados de maneira satisfatória e segura para a saúde dos
trabalhadores.
Sem elas, a atuação na ergonomia é apenas parcial, já que o negócio não tem
certeza sobre quais são, de fato, os riscos ergonômicos existentes nos locais de
trabalho.
Ginástica laboral
A ginástica laboral atua como uma grande aliada da ergonomia nas empresas. Ela
contribui diretamente para que o trabalhador obtenha as condições físicas e
psicológicas necessárias para a execução de suas tarefas.
Os exercícios têm como base os movimentos dos trabalhadores no seu dia a dia.
Assim, eles melhoram a postura e a capacidade muscular. Com uma vida mais
ativa, é possível melhorar também o foco e a disposição. Quando estamos mais
alegres e dispostos, nos concentramos mais.
Sendo assim, é fundamental que a empresa ofereça momentos em que o
colaborador possa executar esses exercícios. É muito comum, por exemplo, que
essa ginástica seja feita em grupo e em momentos de pausa. Além de ajudar na
proteção do organismo, é uma forma de estimular a socialização, de modo a
contribuir ainda mais para os resultados.
Outra forma de minimizar os riscos ergonômicos, é promovendo o tema na SIPAT.
Além de ser uma exigência legal, a ergonomia pode ser considerada uma
estratégia efetiva para o aumento de produtividade e a redução dos índices
de absenteísmo, afastamentos e acidentes de trabalho.
Afinal, quando os riscos ergonômicos são minimizados ou extintos, o colaborador
tem condições adequadas e confortáveis para exercer suas atividades laborais.
Assim, ele fica mais motivado, seguro e apto a produzir mais e melhor.
Agora que você já conhece todos os riscos ergonômicos que as atividades laborais
podem ter, que tal minimizá-los ou até extingui-los na sua empresa? Converse
agora com um de nossos especialistas e torne o ambiente de trabalho mais
agradável e seguro.
Quais são os riscos ergonômicos no trabalho e como
identificar?
Esforço físico e postura inadequada são alguns dos riscos ergonômicos mais
comuns nas empresas.
Quando presentes de forma contínua, eles têm o potencial de afetar o corpo e a
mente dos funcionários, resultando em desconforto.
Se nada for feito para reverter o quadro, a tendência é de adoecimento no
trabalho, com alto custo para o bem-estar do colaborador e a produtividade do
negócio.
Vale lembrar que nem sempre os riscos ergonômicos são evidentes, já que muitos
estão ligados à organização do trabalho. É o caso da exigência de ritmo intenso ou
seu oposto, o trabalho monótono e repetitivo.
O que são riscos ergonômicos?
De um jeito simples, podemos definir os riscos ergonômicos como aqueles
decorrentes da falta de ajuste do trabalho em relação ao ser humano.
Ou, como define a Fiocruz:
“São os fatores que podem afetar a integridade física ou mental do trabalhador,
proporcionando-lhe desconforto ou doença”.
Como adiantei na abertura do texto, a falta de ações ergonômicas costuma
gerar desconforto para os funcionários, num primeiro momento.
Isso é sinal de que adequações precisam ser realizadas, antes que causem
agravos à saúde dos trabalhadores.
Um exemplo conhecido é verificado nas centrais de telemarketing ou mesmo em
escritórios.
A rotina agitada e as metas de produtividade pedem que os empregados
passem quase toda a jornada de trabalho atualizando arquivos eletrônicos com
digitação.
Isso expõe as equipes a riscos como repetitividade e ritmo intenso,
provocando cansaço crônico e dores esporádicas nas mãos e braços,
inicialmente.
Com o tempo, os sintomas tendem a se tornar mais graves, levando ao
surgimento de LER/DORT, dores de cabeça e nas costas.
Além de elevar as chances de estresse e patologias originadas do sofrimento
psíquico, como burnout e ansiedade, fruto de metas inatingíveis e cobrança
excessiva.
Nesse cenário, são necessárias interferências em prol da saúde dos funcionários,
como a diminuição do ritmo de trabalho e a alternância de tarefas.
Pausas e exercícios preventivos também são bem-vindos, pois ajudam a prevenir
o desgaste de articulações e outros danos físicos.
Por que monitorar riscos ergonômicos no trabalho?
O monitoramento de riscos ergonômicos tem duas razões principais: atender à
legislação vigente e criar ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.
Começando pela motivação legal, a identificação, avaliação e mitigação dos
riscos ergonômicos é determinada em documentos compulsórios como
o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Estabelecido pela Norma Regulamentadora 01 do Ministério do Trabalho, o PGR
deve contemplar riscos ambientais (físicos, químicos e biológicos), ergonômicos
e de acidentes.
No entanto, é na NR-17 que se encontram os detalhes para tornar os postos de
trabalho ergonômicos.
De acordo com o item 17.1.1, a norma:
“Visa a estabelecer as diretrizes e os requisitos que permitam a adaptação das
condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de
modo a proporcionar conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente no
trabalho”.
Segurança e saúde no trabalho
Além da obrigação legal, o monitoramento dos riscos ergonômicos é
fundamental para que sejam mitigados, elevando a SST.
Isso porque a ergonomia é forte aliada na prevenção de acidentes de
trabalho e doenças ocupacionais, preservando a integridade e o bem-estar dos
colaboradores.
Muitas vezes, descuidos e falhas na condução de máquinas e equipamentos, por
exemplo, resultam do estresse e cobranças por produtividade, que reduzem a
atenção do funcionário e aumentam o risco de acidentes de trabalho.
Quanto às doenças, diversos fatores laborais podem contribuir para que se
desenvolvam ou se agravem.
Postos sem apoio para os cotovelos e pés, por exemplo, sobrecarregam essas
estruturas, aumentando as chances de lesões crônicas.
Doenças relacionadas ao risco ergonômico
A exposição ocupacional a riscos ergonômicos pode ser a raiz de uma série de
doenças.
Dependendo de fatores como intensidade, período de exposição e continuidade,
elas podem se agravar em maior ou menor tempo.
Os primeiros sinais costumam ser passageiros, a exemplo de:
• Cansaço mental e/ou físico constante
• Dor de cabeça
• Tensão muscular
• Formigamento e perda de força nos membros
• Dor nas costas
• Estresse ocupacional
• Enjoo
• Azia
• Diarreia ou constipação
• Insônia.
A condição pode se agravar, evoluindo para patologias como a gastrite, que é a
inflamação do tecido interno do estômago.
Quadros inflamatórios mais graves chegam a causar úlceras ou feridas neste
órgão.
Postura inadequada no trabalho pode provocar lordose, um desvio na coluna que
aumenta a curvatura dessa estrutura.
Outro problema clássico são as LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos e
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
Elas surgem em decorrência da sobrecarga que leva ao desgaste de estruturas
como tendões e bursas, desencadeando tendinites e bursites, respectivamente.
Todas essas patologias são crônicas, exigindo tratamento contínuo para prevenir
crises.
Doenças psíquicas
Outro grupo de doenças relacionadas ao risco ergonômico são as doenças
mentais.
Jornadas extenuantes e longas propiciam o desenvolvimento de burnout, um
quadro de esgotamento mental relacionado ao trabalho.
Esta patologia suga a disposição do funcionário, provocando episódios
depressivos.
Aliás, a depressão no trabalho também pode ter origem ou se agravar diante da
desvalorização do profissional, isolamento e incentivo à competição exacerbada.
Nesse caso, o empregado vivencia cenários de desesperança, negatividade e até
pensamentos suicidas.
Já aqueles que se preocupam demais com as exigências de produtividade e
resultados tendem a sofrer com ansiedade, o que dificulta a concentração e
repouso.
Quais são os riscos ergonômicos mais comuns?
Falo agora sobre as ameaças a observar no ambiente laboral.
Conforme o já mencionado site da Fiocruz, estes são os principais riscos
ergonômicos presentes nas empresas:
8. Esforço físico e levantamento de peso como fator para
riscos ergonômicos
Trabalhadores que atuam no transporte de cargas e construção civil estão entre os
mais expostos a esse tipo de risco ergonômico.
Ao exercer grande esforço para levantar, empurrar ou puxar cargas, elevam-se as
chances de sofrer traumas musculares, lesionando áreas como coluna e
membros superiores.
2. Postura inadequada é um dos riscos ergonômicos mais frequentes
A falta de adequação do posto de trabalho, máquinas ou equipamentos utilizados
para as atividades leva as pessoas a criarem mecanismos de compensação para
realizar suas tarefas.
Muitas vezes, essas adaptações acabam forçando posturas estáticas, que
sobrecarregam os tecidos, diminuem a oferta de oxigênio e favorecem o acúmulo
de ácido láctico nessas áreas.
É assim que surgem as LER/DORT, por exemplo, especialmente entre indivíduos
que trabalham em escritórios, atividades de manutenção, solda, etc.
3. Monotonia e repetitividade
Tarefas operacionais que exigem a repetição de movimentos elevam o risco de
lesões nos membros superiores.
Além do surgimento de transtornos mentais devido à falta de motivação para o
trabalho.
Empregados alocados em linhas de montagem, indústria têxtil e polimento de
peças costumam sofrer com esses agravos à saúde.
4. Imposição de rotina intensa
Períodos de fechamento e entrega costumam pedir maior intensidade nas
atividades laborais, a fim de cumprir os prazos combinados.
Contudo, essa rotina de trabalho árduo não pode se tornar regra.
Caso contrário, aumenta o risco de cansaço ou até esgotamento mental, uma
vez que o funcionário é forçado a gastar muita energia diariamente.
9. Controle rígido de produtividade
A produtividade é um indicador importante para a avaliação das equipes, no
entanto, é preciso ter cuidado para evitar exageros em sua medição.
Principalmente ao estabelecer metas audaciosas, controladas com o suporte de
ferramentas de monitoramento da produção de cada colaborador.
Essa prática tende a gerar sentimentos de frustração e fracasso quando o
empregado não dá conta de todas as atividades designadas a ele em determinado
período.
10. Situação de estresse
Em doses normais, o estresse ajuda a impulsionar o desempenho, permitindo que
o trabalhador execute as tarefas com mais eficiência.
Porém, quando o clima empresarial e a organização do trabalho exigem uma
performance sempre excelente, eles acabam reforçando a autocobrança interna.
A insatisfação em relação aos resultados deixa o profissional em estado de alerta
permanente.
Essa sobrecarga mental frequente logo desencadeia quadros de ansiedade,
depressão ou burnout.
11. Trabalho noturno
Embora as luzes e a movimentação durante o trabalho consigam manter os
colaboradores acordados durante a noite, esse tipo de jornada tem efeito
adverso para a saúde.
Isso porque a melatonina, hormônio responsável por nos despertar pela manhã,
sofre influência da luz do sol.
Ou seja, a produção diminui durante a noite, reduzindo a capacidade de atenção
e aumentando o risco de acidentes.
Outro aspecto preocupante para os trabalhadores noturnos está na desregulação
do eixo que controla o estresse, controlado pelo cortisol.
8. Jornada de trabalho prolongada
Quando a hora extra vira regra, é comum observar uma queda no rendimento do
empregado.
Afinal, ele estará mais cansado por causa da jornada extensa, além de ter menos
tempo para dormir e se dedicar a atividades que lhe dão prazer.
Quais as consequências dos riscos ergonômicos?
A exposição prolongada aos riscos ergonômicos resulta em danos à saúde física
e mental do colaborador.
Os efeitos dependem da fonte de risco, tempo de exposição e características de
cada indivíduo, mas costumam aumentar as chances de acidentes e doenças
relacionados ao trabalho.
Algumas condições frequentemente associadas a riscos ergonômicos são:
• Redução da produtividade
• Fadiga
• Queda de cabelo
• Alterações do sono
• Problemas na coluna
• Diabetes
• Pressão alta
• Tensão
• Taquicardia
• Doenças psicossociais, incluindo ansiedade e depressão
• Patologias do sistema digestivo
• Doenças do sistema nervoso.
Também ocorre uma elevação nas taxas de absenteísmo, presenteísmo
e afastamento do trabalho, comprometendo as entregas do profissional.
Esses e outros danos prejudicam o desempenho de toda a equipe, que
precisará acumular tarefas que o colega afetado não conseguir concluir.
Se nada for feito, a empresa poderá vivenciar um ciclo vicioso de adoecimento
devido à sobrecarga de trabalho para os colaboradores, aumentando também a
rotatividade ou turnover.
Como identificar os riscos ergonômicos?
A identificação de riscos ergonômicos deve fazer parte do processo de avaliação
de riscos ocupacionais em geral.
Se possível, essa etapa é conduzida antes mesmo de o funcionário iniciar suas
atividades laborais, a fim de adaptar o mobiliário às suas necessidades.
Essa dinâmica pode ser feita a qualquer momento, caso haja relatos de
incômodos vivenciados pelos colaboradores, doenças ou acidentes
ocupacionais.
Nesse contexto, é elaborada uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET) da
situação, que também pode ser solicitada pelo SESMT, CIPA ou trabalhadores.
Daí a relevância de abrir espaço para feedback dentro da empresa, pois ações
ergonômicas podem partir de uma queixa feita pelo empregado.
O que é SESMT e CIPA?
Ambas as siglas se referem a equipes que atuam em prol da medicina e
segurança do trabalho.
Começando pelas atribuições do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia
de Segurança e em Medicina do Trabalho) vale citar a identificação, eliminação
ou controle dos riscos ocupacionais, registrando ocorrências para que sejam
adotadas medidas preventivas.
Empresas com mais de 50 funcionários devem formar esse time de especialistas
em SST, de acordo com as especificações da NR-04 sobre o dimensionamento
do SESMT, podendo contar com:
• Médico do Trabalho
• Engenheiro de Segurança
• Técnico de Segurança do Trabalho
• Enfermeiro do Trabalho
• Auxiliar ou Técnico de Enfermagem do Trabalho.
Esses profissionais são responsáveis pelo treinamento e auxílio à CIPA (Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio), formada por empregados que
trabalham através da vigilância e promoção da saúde nos ambientes laborais.
Instituições que tenham a partir de 20 colaboradores devem observar o disposto
na NR-05 para compor a CIPA, reforçando as ações protetivas no trabalho.
Como fazer uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET)?
Como mencionei acima, a análise ergonômica do trabalho ou AET é importante
para identificar e propor adequações às condições de trabalho.
Ela deve ser elaborada por um profissional com conhecimento em ergonomia,
podendo ter formação inicial em fisioterapia do trabalho, medicina do trabalho e
áreas correlatas, e contemplar medidas como:
• Análise preliminar de risco (APR), contendo detalhes a respeito da natureza
do trabalho, grau de risco da empresa e perfil dos funcionários
• Descrição das tarefas desempenhadas, ritmo das atividades, turnos,
esforço físico, monotonia e outros fatores organizacionais de interesse
• Seleção de métodos e análise de riscos, especificando técnicas e
ferramentas utilizadas
• Recomendações ergonômicas para cada situação de trabalho analisada
• Monitoramento e revisão das intervenções realizadas.
Saiba na sequência quais medidas preventivas adotar na empresa frente os riscos
ergonômicos.
Como evitar riscos ergonômicos?
As ações para prevenir riscos ergonômicos vão depender das particularidades de
cada organização, atividade e local de trabalho.
Por isso, o ideal é que elas sejam pensadas a partir da AET.
Neste espaço, apresento algumas medidas gerais para inspiração.
Forneça mobiliário adaptável
Mesas e cadeiras que permitam adequações para apoiar as costas, braços e
cotovelos ajudam a evitar posturas estáticas.
O mesmo raciocínio se aplica aos suportes para apoiar os pés e elevar a tela do
computador, dispensando a necessidade de manter a cabeça baixa.
Atenção à iluminação e conforto térmico
A iluminação apropriada é aquela que possibilita o trabalho sem forçar a
visão ou incidir reflexos na tela do computador, por exemplo.
O segredo é equilibrar os pontos de luz, distribuindo-os de forma a evitar locais
muito ou pouco iluminados.
Garanta também que a temperatura esteja em níveis agradáveis.
Diminua a exposição ao ruído
O ruído em excesso é capaz de tirar a concentração e causar quedas na
produtividade das equipes.
Então, elimine esse risco sempre que possível.
Para isso, afaste os trabalhadores de máquinas barulhentas ou instale materiais
de isolamento acústico.
Disponibilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como abafadores de
ruído para os trabalhadores que precisarem permanecer próximo às máquinas.
Insira pausas na jornada
Para quebrar os ciclos de movimentos repetitivos, utilize pausas distribuídas
durante a jornada de trabalho.
Investir em aquecimento com ginástica laboral é outra ideia para prevenir lesões.
Use ferramentas para evitar o levantamento de peso
Vale repensar a necessidade de carregar cargas pesadas.
Que tal utilizar carrinhos, esteiras e outros mecanismos, preservando a saúde dos
funcionários?
O que são e por que investir em equipamentos ergonômicos?
Equipamentos ergonômicos são aqueles que se adaptam às características dos
colaboradores, propiciando maior conforto e eficiência.
Cadeiras reguláveis, máquinas e ferramentas com suporte para mãos e braços
são exemplos desses itens.
Eles promovem a mitigação ou diminuição do impacto dos riscos ergonômicos,
oferecendo segurança e bem-estar para a força de trabalho.
Daí o principal motivo para investir nesses equipamentos em diferentes
ambientes de trabalho, desde indústrias até escritórios.