Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo de Chibuto
ESTUDO DO CONTRIBUTO DA AGRICULTURA DO SECTOR FAMILIAR PARA
O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO NO POSTO ADMINISTRATIVO
DE MALEHICE ( 2021-2024)
Martins Jorge Manjate
Chibuto, Maio de 2025
Martins Jorge Manjate
ESTUDO DO CONTRIBUTO DA AGRICULTURA DO SECTOR FAMILIAR PARA
O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO NO POSTO ADMINISTRATIVO
DE MALEHICE ( 2021-2024)
O Projecto de pesquisa é submetido na
Escola Superior de Negócio e
Empreendedorismo de Chibuto, como
um dos requisitos necessaeios para
avaliação e aprovação na Unidade
Curicular de Metodologia de
investigação Cientifica, II ano, curso de
Agricultura Comercial.
Docente:
Prof. Doutor Nelson Maria Rosário
Chibuto, Maio de 2025
Índice
Capitulo I.....................................................................................................................................1
1. IMPRODUÇÃO.......................................................................................................................1
1.1. Problematização....................................................................................................................2
1.2 Hipóteses................................................................................................................................3
1.3 Objetivos................................................................................................................................3
1.3.1Geral.....................................................................................................................................3
1.3.2 Específicos..........................................................................................................................3
1.4 Justificativa............................................................................................................................3
1.4.1. Horizonte Temporário........................................................................................................4
1.4.2. Horizonte Espacial.............................................................................................................4
1.4.3. Relevância para Economia.................................................................................................4
1.5. Relevância para a Sociedade.................................................................................................5
1.5.1. Relevância para a Academia...............................................................................................5
Capitulo II....................................................................................................................................6
2. Referencial Teóricas.................................................................................................................6
[Link] em Mocambique..................................................................................................6
2.2.1Desafios Enfrentados na Agricultura Familiar......................................................................7
2.2.2. Acesso limitado a insumos e tecnologias............................................................................7
2.2.3. Fraco acesso ao crédito e financiamento............................................................................8
2.2.4. Deficiência na assistência técnica e extensão rural.............................................................8
2.2.5. Dificuldades de escoamento e acesso aos mercados...........................................................9
2.3. Mudanças climáticas e eventos extremos..............................................................................9
2.3.1 Insegurança no uso da terra...............................................................................................10
2.3.2. Desigualdade de gênero....................................................................................................10
2.3.3 Desenvolvimento...............................................................................................................11
2.3.4 Dimensões do desenvolvimento........................................................................................11
2.3.5 Desenvolvimento Rural.....................................................................................................13
2.3.6. Como agricultara familiar contribui para o desenvolvimento rural...................................14
2.4. Indicadores sociais e Enconomicos do desenvolvimento....................................................14
2.4.1. Como agricultura familiar contribui para o desenvolvimento rural considerando os
indicadores socioeconomico.......................................................................................................15
Capitulo III.................................................................................................................................16
3. METODOLOGIA..................................................................................................................16
3.1. Quanto a abordagem............................................................................................................16
3.2.1. Quanto à Natureza............................................................................................................16
3.2.2. Quanto aos Objetivos.......................................................................................................16
3.2.3. Quanto ao Procedimento..................................................................................................16
3.2.4. Método de Abordagem.....................................................................................................17
3.4. População e Amostra...........................................................................................................17
3.4.1. População.........................................................................................................................17
3.4.2. Amostra............................................................................................................................17
3.5. Técnicas de Coleta de Dados...............................................................................................18
3.5.1. Procedimentos.............................................................................................................18
4. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADE...................................................................................20
4.1. Orçamento...........................................................................................................................20
5. REFERENCIA BIBLIOGRAFICAS......................................................................................21
Capitulo I
1. IMPRODUÇÃO
A agricultura familiar em Moçambique é um tema de grande relevância, considerando
que cerca de 95% dos agricultores desenvolvem suas actividades em pequenas
propriedades. Este sector é responsável por uma significativa parte da economia
nacional, contribuindo com aproximadamente 23% do Produto Interno Bruto (PIB) e
empregando cerca de 80% da força de trabalho rural. No entanto, a agricultura enfrenta
desafios substanciais, como a utilização limitada da terra arável, que não ultrapassa
10%, e a dependência de práticas tradicionais, que resultam em baixos níveis de
produção e productividade. Nesse contexto, a agricultura familiar se configura como um
pilar fundamental para a subsistência e o desenvolvimento socioeconômico das
comunidades, especialmente na região do posto administrativo de Malehice.
O objetivo central deste estudo é analisar o contributo da agricultura do sector familiar
para o desenvolvimento socioeconômico no posto administrativo de Malehice entre
2021 e 2024. Para isso, busca-se compreender como as actividades agrícolas
influenciam a segurança alimentar, a geração de renda e a inclusão social na
comunidade local, além de identificar os principais desafios enfrentados pelos
agricultores e as possíveis estratégias para maximizar os benefícios desse sector. Este
está sejeito a seguinte estrutura apresentada abaixo:
Capítulo I:Introdução, Problematização, hipóteses, Objectivos, Justificativa, horizontes
e relevância onde se aborda a situação atual da agricultura familiar em Malehice, os
desafios enfrentados e a questão de pesquisa que orienta o estudo.
Capítulo II: Referencial Teórico, que apresenta uma revisão da literatura sobre a
agricultura em Moçambique, os desafios enfrentados pela agricultura familiar e o
impacto das mudanças climáticas.
Capítulo III: Metodologia, que descreve a abordagem da pesquisa, o tipo de estudo, a
população e amostra, bem como as técnicas de coleta e análise de dados utilizadas.
Assim, este trabalho se propõe a oferecer uma visão abrangente e fundamentada sobre o
papel da agricultura familiar no desenvolvimento socioeconômico de Malehice, com a
expectativa de contribuir para o fortalecimento deste setor e a melhoria das condições
de vida das comunidades rurais.
1
1.1. Problematização
A agricultura em Moçambique constituí uma actividade que é desenvolvida por cerca
de 95% agricultores familiares e 5% comercial, com uma exploração de menos de 10%
da terra arável e menos de 3% irrigada, o que coloca a produção agrícola além do
desejado. (Nijhoff, 2014)
Nos últimos cinco anos segundo Sitoe (2014), a agricultura contribuiu com 23% do
Produto Interno Bruto (PIB), e emprega cerca de 80% da força laboral nacional com
predominância de pequenos agricultores familiares com níveis de producao e
productividade baixo devido à dependência pelos factores naturais (água da chuva para
a irrigação) para o desenvolvimento desta actividade e uso de tecnologias de produção
tradicionais com destaque para a enxada de cabo curto.
Apesar da importância da agricultura familiar para a subsistência e o desenvolvimento
socioeconômico, observa-se que no posto administrativo de Malehice este sector
enfrenta desafios como acesso limitado a recursos produtivos, técnicas agrícolas
rudimentares, dificuldades na comercialização da produção e baixa diversificação de
culturas. Esses factores limitam o potencial da agricultura familiar para impulsionar o
crescimento econômico local e melhorar as condições de vida das comunidades rurais.
Deste modo, nota-se que embora seja reconhecida a relevância da agricultura do sector
familiar para o desenvolvimento social e económico das comunidades rurais, como
explanado pelos autores acima, no mesmo reconhecimento são abordados os diversos
aspectos que tornam esse sector deficiente, desde acesso aos insumos melhorados,
processo produtivo até a comercialização. Assim, torna-se relevante analisar o real
impacto desse sector no desenvolvimento socioeconômico da região entre 2021 e 2024 e
identificar estratégias para maximizar seus benefícios.
A partir das premissas levantadas, suscita seguinte questão de partida: Qual foi o
Contributo da agricultura do sector familiar para o desenvolvimento socioeconômico
no posto administrativo de Malehice no período de 2021 a 2024?
2
1.2 Hipóteses
(H₀): A agricultura familiar não contribuiu significativamente para o desenvolvimento
socioeconômico do posto administrativo de Malehice no período de 2021 a 2024.
(H₁): A agricultura familiar contribuiu significativamente para o desenvolvimento
socioeconômico do posto administrativo de Malehice no período de 2021 a 2024.
1.3 Objetivos
1.3.1Geral
Analisar o contributo da agricultura do sector familiar para o desenvolvimento
socioeconômico no posto administrativo de Malehice entre 2021 e 2024.
1.3.2 Específicos
Identificar o perfil dos agricultores familiar do posto administrativo de Malehice
Caracterizar a actividade agrícola desenvolvida pelos agricultores familiares no
posto administrativo de Malehice, considerando o período em análise.
Avaliar o contributo da agricultura familiar para o desenvolvimento
socioeconômico do posto administrativos de malehice no período de 2021 à
2024.
1.4 Justificativa
Esta pesquisa sobre o contributo da agricultura do setor familiar para o
desenvolvimento socioeconômico no posto administrativo de Malehice (2021–2024) é
importante porque ajuda a entender como as actividades das famílias agricultoras
influenciam a vida das comunidades locais. No lado social, permite perceber de que
forma essa agricultura contribui para melhorar a alimentação, reduzir a pobreza e incluir
socialmente grupos que muitas vezes são esquecidos pelas políticas públicas. No aspeto
econômico, o estudo mostra como o trabalho das famílias agricultoras gera renda, cria
empregos e movimenta a economia local, o que é essencial para o crescimento
sustentável de Malehice. Já no campo científico, a pesquisa traz informações novas
sobre uma região ainda pouco estudada, o que pode ajudar em futuras investigações e na
criação de soluções mais adequadas à realidade local. Assim, este estudo tem um valor
prático e acadêmico, contribuindo para o desenvolvimento da comunidade e para o
avanço do conhecimento.
3
1.4.1. Horizonte Temporário
A escolha do período de 2021 a 2024 como horizonte temporal para este estudo foi
motivada por diversos factores de ordem prática e analítica. Primeiramente, este
intervalo permite uma análise recente e atualizada da realidade socioeconômica do
Posto Administrativo de Malehice, considerando as transformações e desafios
enfrentados pelas famílias agricultoras nos últimos anos.
1.4.2. Horizonte Espacial
A escolha do Posto Administrativo de Malehice como horizonte espacial do estudo
deve-se a diversas razões relevantes. Em primeiro lugar, trata-se de uma região com
forte presença da agricultura de base familiar, sendo esta a principal actividade
econômica e fonte de sustento da maioria da população local. A predominância da
agricultura familiar na região torna Malehice um campo propício para a análise do seu
impacto no desenvolvimento socioeconômico. Além disso, o território de Malehice
possui características socioculturais e econômicas específicas que permitem uma
compreensão mais aprofundada das dinâmicas locais. A escolha deste espaço visa,
também, contribuir para o conhecimento científico sobre regiões que, apesar de sua
importância prática, são pouco estudadas academicamente. Por fim, o recorte espacial
facilita o acesso a dados primários e a observação directa da realidade local, o que
enriquece a qualidade e a profundidade da pesquisa.
1.4.3. Relevância para Economia
A agricultura familiar é uma base essencial da economia rural, representando uma
importante fonte de produção de alimentos, geração de renda e criação de empregos.
Em Malehice, onde a economia local depende fortemente do sector agrícola, entender o
papel da agricultura familiar pode ajudar a identificar caminhos para o crescimento
econômico sustentável. O estudo contribui para mostrar como esse sector pode ser
fortalecido para dinamizar a economia local e regional, reduzindo a dependência de
importações e aumentando a produção interna.
4
1.5. Relevância para a Sociedade
A agricultura familiar está directamente ligada à segurança alimentar, ao combate à
pobreza e à promoção da inclusão social. Ao analisar como as famílias agricultoras
contribuem para o desenvolvimento local, o estudo dá visibilidade a um grupo social
frequentemente marginalizado nas políticas públicas. A pesquisa pode também ajudar a
identificar necessidades sociais urgentes e propor soluções baseadas na realidade vivida
pelas comunidades rurais de Malehice.
1.5.1. Relevância para a Academia
Este tema contribui para o avanço do conhecimento científico na área de
desenvolvimento rural, agricultura sustentável e economia local. A pesquisa pode
preencher lacunas de estudos específicos sobre regiões pouco exploradas como
Malehice, fornecendo dados empíricos e análises que podem subsidiar futuras
investigaçõ[Link]ém promove um diálogo entre saberes locais e conhecimento
acadêmico, fortalecendo a interdisciplinaridade e a produção de conhecimento voltado
para a realidade moçambicana (ou do país em estudo).
Capitulo II
2. REFERENCIAL TEÓRICAS
[Link] em Mocambique
A agricultura em Moçambique é um dos sectores mais importantes da economia
nacional, empregando cerca de 70% da população activa e contribuindo
5
significativamente para a segurança alimentar e o desenvolvimento rural Ministerio da
Agricultura e Desenvolvimento Rural ([MADER], 2021). O secor é dominado por
sistemas de pequena escala, com predominância da agricultura familiar, praticada com
recursos limitados e tecnologias tradicionais.
Para Guanziroli e Guanziroli (2015), a agricultura familiar em Moçambique tem
potencial para desempenhar um papel mais estratégico no desenvolvimento
socioeconômico, desde que sejam criadas condições adequadas, como o acesso à terra,
serviços de extensão rural e apoio governamental eficaz. Eles argumentam que a
agricultura familiar não é sinônimo de atraso, mas sim de oportunidade, quando inserida
em políticas públicas inclusivas. Assim, pode-se afirmar que a agricultura em
Moçambique é, ao mesmo tempo, uma base fundamental de sobrevivência para milhões
de famílias e um sector estratégico para o desenvolvimento econômico nacional,
exigindo políticas estruturadas e sensíveis à realidade local para promover sua
modernização com inclusão social.
A agricultura familiar é praticada, na sua maioria, por famílias que vivem nas zonas
rurais e que dependem da terra e do trabalho dos próprios membros da casa para
garantir o seu sustento. Em Moçambique, este tipo de agricultura representa mais de
80% das unidades productivas, sendo a principal fonte de alimentação e sobrevivência
das comunidades rurais (Mazula, 2017).
Os que praticam a agricultura familiar são, geralmente, homens e mulheres adultos com
idades entre os 30 e 60 anos, embora também se encontrem muitos idosos envolvidos
nas actividades do campo, já que os jovens muitas vezes migram para as cidades em
busca de melhores oportunidades (Tschirley, 2001).
A principal finalidade da produção é o autoconsumo, ou seja, os produtos são usados
para alimentar a própria família, e, quando possível, uma parte é vendida em mercados
locais para obter algum rendimento (Chilonda, 2008).
As condições de produção são bastante limitadas: os agricultores trabalham com
instrumentos manuais como enxadas e catanas, em pequenas parcelas de terra, sem
acesso a tecnologias modernas ou apoio técnico regular (Romão, 2014). A maioria das
machambas depende exclusivamente da chuva, o que torna a produção instável,
6
especialmente em anos de seca. Além disso, o acesso a sementes melhoradas,
fertilizantes e crédito agrícola é muito fraco, o que dificulta o aumento da
productividade (Bila, 2019).
Mesmo com tantas dificuldades, a agricultura familiar continua sendo fundamental para
a segurança alimentar e o desenvolvimento das comunidades rurais, como destaca o
Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola ([IFAD]) ,2020), que defende o
apoio a este setor como uma chave para reduzir a pobreza e melhorar as condições de
vida no campo. Assim, percebe-se que a agricultura familiar é mais do que uma
actividade econômica, ela é parte da identidade e da resistência das populações rurais.
2.2.1Desafios Enfrentados na Agricultura Familiar
Apesar de sua importância estratégica para a segurança alimentar, o emprego rural e o
desenvolvimento local, a agricultura familiar em Moçambique enfrenta uma série de
desafios estruturais, institucionais e ambientais que limitam sua productividade e
sustentabilidade.
2.2.2. Acesso limitado a insumos e tecnologias
Os agricultores familiares geralmente trabalham com ferramentas manuais e técnicas
tradicionais, o que reduz significativamente a productividade. O uso de sementes
melhoradas, fertilizantes e sistemas de irrigação é extremamente baixo, devido ao alto
custo e à falta de acesso a mercados formais de insumos (MADER, 2021).
O uso de insumos modernos e tecnologias agrícolas ainda é muito limitado entre os
agricultores familiares em Moçambique. A maioria trabalha com ferramentas manuais e
técnicas tradicionais, o que reduz a productividade e dificulta o aumento da produção,
muitos pequenos produtores não têm acesso a sementes melhoradas, fertilizantes ou
sistemas de irrigação, principalmente devido ao alto custo desses insumos e à fraca
presença de lojas ou mercados agrícolas nas zonas rurais. Essa situação mantém os
agricultores presos a níveis baixos de produção e rendimento, limitando o
desenvolvimento das suas comunidades (Nhantumbo, 2010)
7
2.2.3. Fraco acesso ao crédito e financiamento
A maioria dos produtores familiares não possui garantias formais nem títulos de terra
Direito de Uso e Aproveitamento de Terra ([DUATs]) que lhes permitam acessar linhas
de crédito agrícola em instituições financeiras. Isso dificulta investimentos na melhoria
da produção e no armazenamento (Mosca, 2016).
O acesso ao crédito continua a ser um dos principais obstáculos enfrentados pela
agricultura familiar em Moçambique. A maior parte dos produtores rurais opera à
margem do sistema financeiro formal, devido à ausência de garantias legais, como o
título de uso e aproveitamento da terra , bem como à falta de conhecimento sobre
produtos financeiros e serviços bancários. Segundo Nhantumbo e Salomão (2010), a
fragilidade na posse formal da terra e a informalidade das actividades agrícolas
impedem que os pequenos produtores se tornem elegíveis para crédito agrícola
convencional. Essa limitação compromete não só o investimento em tecnologias e
insumos, mas também a capacidade dos produtores de expandirem suas actividades e
melhorarem suas condições de armazenamento e comercialização
2.2.4. Deficiência na assistência técnica e extensão rural
Os serviços públicos de extensão agrária são insuficientes e mal distribuídos,
principalmente nas zonas mais remotas. Muitos agricultores não recebem formação
técnica adequada, nem informações sobre práticas agrícolas resilientes ao clima ou
gestão sustentável de recursos naturais (Carrilho, 2021).
A falta de acesso a serviços de extensão rural adequados é um desafio significativo para
os agricultores familiares em Moçambique, especialmente nas zonas rurais mais
isoladas. Sem orientação técnica, muitos produtores não conseguem adotar técnicas
mais eficientes e sustentáveis, como o uso de sementes melhoradas ou práticas de
irrigação, a maioria dos agricultores continua a depender de conhecimentos tradicionais,
o que limita a capacidade de adaptação às mudanças climáticas e a melhoria da
productividade. A insuficiência de capacitação técnica e a pouca disseminação de boas
práticas agrava ainda mais as desigualdades no campo, pois impede que as comunidades
se tornem mais resilientes e productivas (Bila M, 2017)
8
2.2.5. Dificuldades de escoamento e acesso aos mercados
A má qualidade das infraestruturas rurais, como estradas, armazéns e sistemas de
transporte, dificulta o acesso dos productores aos mercados urbanos e regionais. Isso
limita a comercialização dos produtos e reduz os lucros dos agricultores familiares
(Banco Mundial, 2018).
As dificuldades no escoamento da produção e no acesso aos mercados continuam a ser
um grande desafio para os agricultores familiares em Moçambique. Muitas zonas rurais
enfrentam estradas em más condições, falta de armazéns adequados e ausência de meios
de transporte acessíveis, o que torna difícil levar os produtos até os centros de venda, a
fragilidade das infraestruturas agrava o isolamento dos pequenos produtores, fazendo
com que muitos sejam obrigados a vender suas colheitas a intermediários por preços
baixos. Isso reduz os lucros e desestimula o investimento na produção agrícola,
afectando directamente a renda e o bem-estar das famílias rurais (Joao, 2016).
2.3. Mudanças climáticas e eventos extremos
Moçambique é altamente vulnerável a eventos climáticos extremos, como ciclones,
secas e inundações, que afectam directamente a produção agrícola. A agricultura
familiar, por depender de chuvas e práticas não irrigadas, é a mais afectada pelas
alterações climáticas (Bila, 2017).
As mudanças climáticas representam uma ameaça crescente à agricultura familiar em
Moçambique, especialmente devido à dependência quase exclusiva das chuvas para a
produção. Com a ocorrência frequente de ciclones, secas prolongadas e inundações, os
pequenos agricultores enfrentam perdas severas nas colheitas e insegurança alimentar.
Segundo ( Carrilho, 2021), os efeitos do clima são particularmente graves nas zonas
rurais, onde faltam infraestruturas de irrigação e sistemas de alerta precoce, tornando as
famílias camponesas mais vulneráveis. A variabilidade climática não só compromete a
produção agrícola, como também dificulta o planejamento das actividades no campo,
afectando negativamente a renda e o bem-estar das comunidades rurais.
9
2.3.1 Insegurança no uso da terra
Embora a terra pertença ao Estado, muitos agricultores não possuem documentação
formal sobre o uso da terra (DUATs). Isso cria insegurança fundiária, facilita conflitos e
pode levar à perda de terras para grandes projectos agroindustriais ou mineradores
(Nhantumbo & Salomão, 2010).
As mulheres desempenham um papel central na agricultura familiar em Moçambique,
sendo responsáveis por grande parte das actividades de cultivo e gestão alimentar. No
entanto, enfrentam sérias barreiras no acesso e controle da terra, mesmo quando a
legislação nacional reconhece o direito igualitário ao uso da terra. De acordo com
(Waterhouse, 2017), factores como normas sociais, práticas tradicionais e a falta de
informação dificultam que mulheres rurais obtenham o DUAT (Direito de Uso e
Aproveitamento da Terra) em seus próprios nomes. Essa desigualdade fundiária
fragiliza sua segurança econômica, limita sua capacidade de investir na produção
agrícola e as torna mais vulneráveis a deslocamentos forçados em casos de conflito ou
expansão de projectos comerciais.
2.3.2. Desigualdade de gênero
As mulheres desempenham um papel essencial na agricultura familiar, mas enfrentam
desigualdades no acesso à terra, crédito, insumos e capacitação técnica. Essa
desigualdade limita o potencial productivo das famílias rurais e perpetua a pobreza
feminina (FAO, 2018).
A desigualdade de gênero continua a ser um obstáculo significativo para o
fortalecimento da agricultura familiar em Moçambique. Embora as mulheres sejam
fundamentais na produção de alimentos, na gestão doméstica e no trabalho agrícola, elas
têm acesso limitado a recursos productivos essenciais, como terra, crédito, assistência
técnica e tecnologias agrícolas, as normas sociais e culturais tradicionais dificultam que
as mulheres reivindiquem seus direitos legais, mesmo quando protegidas por leis
nacionais. Essa exclusão não só reduz o potencial productivo das famílias rurais, mas
também agrava as desigualdades econômicas e sociais no campo, contribuindo para a
pobreza persistente entre mulheres camponesas. (Tanner, 2002)
10
2.3.3 Desenvolvimento
O desenvolvimento é um processo contínuo que envolve mudanças profundas nas
estruturas econômicas, sociais e políticas de uma sociedade, com o objectivo de
melhorar a qualidade de vida das populações, o desenvolvimento deve ser
compreendido como a expansão das liberdades reais das pessoas, o que significa
garantir condições para que todos tenham acesso à educação, saúde, renda e
participação política. Ele destaca que a pobreza não deve ser vista apenas como falta de
renda, mas como ausência de oportunidades e liberdade para viver com dignidade
(Sen,1999).
De acordo com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ([PNUD], 2020)
reforça que o desenvolvimento humano vai além dos indicadores econômicos e incluem
dimensões como longevidade, acesso ao conhecimento e padrão de vida adequado. O
PNUD defende que o desenvolvimento verdadeiro é aquele centrado nas pessoas,
promovendo equidade, justiça social e sustentabilidade ambiental. Assim, Sen e o
PNUD dialogam ao enfatizar que o desenvolvimento precisa considerar os aspectos
sociais e humanos, e não apenas o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
2.3.4 Dimensões do desenvolvimento
Dimensão econômica
A dimensão econômica do desenvolvimento diz respeito ao crescimento da produção,
geração de empregos, aumento da renda e redução da pobreza. Para (Todaro, 2012), o
desenvolvimento econômico ocorre quando há crescimento sustentado da renda per
capita acompanhado de melhorias nas condições de vida, como acesso a serviços
básicos e redução das desigualdades sociais. Ele afirma que não basta a economia
crescer; é preciso que os benefícios desse crescimento cheguem à população mais pobre
(Todaro, Economic Development, 2012).
O (Mundial, 2020), defende que a economia só pode ser considerada verdadeiramente
desenvolvida quando contribui para criar oportunidades de trabalho, gerar renda e
melhorar a vida das pessoas de forma inclusiva. Assim, ambos os autores reforçam que
o aspecto econômico do desenvolvimento deve estar ligado à justiça social e à melhoria
das condições de vida da maioria da população.
11
Dimensão Social
A dimensão social do desenvolvimento é fundamental para garantir o bem-estar das
populações, com ênfase no acesso a serviços essenciais e na redução das desigualdades,
ao destacar que o desenvolvimento deve ser focado nas capacidades humanas,
permitindo que as pessoas se desenvolvam plenamente e vivam uma vida digna,
independente das suas circunstâncias econômicas. Ela argumenta que a pobreza e as
desigualdades sociais não podem ser compreendidas apenas como falta de renda, mas
como uma privação de oportunidades e capacidades essenciais (Nussbaum, 2011).
Da mesma forma, o Banco Mundial (2019) enfatiza que o desenvolvimento social deve
abranger políticas públicas que promovam acesso universal a serviços de saúde,
educação e segurança, além de políticas de inclusão para combater a exclusão social.
Esses autores reforçam a ideia de que a igualdade de oportunidades e o acesso a direitos
fundamentais são centrais para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e
inclusivo.
Dimensão Ambiental
A dimensão ambiental do desenvolvimento é muito importante, pois busca garantir que
o progresso humano não prejudique o meio ambiente, e que as futuras gerações possam
também aproveitar os recursos naturais, o desenvolvimento sustentável envolve o uso
responsável dos recursos naturais, de maneira que a exploração dos recursos não
prejudique o planeta a ponto de comprometer a vida das próximas gerações. Para ele, o
crescimento econômico deve ser acompanhado de práticas que preservem o meio
ambiente e reduzam os impactos negativos. (Sachs, 2008)
Segundo Meadows et al. (2006) concordam com essa visão e alertam que o planeta tem
limites para sustentar o crescimento. Eles explicam que não podemos continuar a
crescer indefinidamente sem causar danos irreversíveis, como a escassez de água e a
destruição dos ecossistemas. Para esses autores, é essencial repensar a forma como nós
desenvolvemos e adotar um modelo de economia que respeite o meio ambiente, proteja
os recursos naturais e seja justo para todos. Assim, ambos os autores concordam que o
verdadeiro desenvolvimento só é possível quando conseguimos atender às necessidades
das pessoas sem comprometer a saúde do planeta.
12
Dimensão Politica
A dimensão política do desenvolvimento trata da importância da democracia, da boa
governação e da participação das pessoas nas decisões que afectam suas vidas. Segundo
(Held, 2006), o desenvolvimento só é possível quando existe um sistema político
democrático que respeite os direitos humanos, promova a justiça e permita que os
cidadãos participem das decisões públicas. Ele defende que uma sociedade bem
desenvolvida precisa garantir que todos tenham voz e possam influenciar as políticas
que moldam seu futuro.
De acordo (Leftwich, 2005), argumenta que o desenvolvimento político está ligado à
construção de instituições fortes e transparentes, que combatam a corrupção e
assegurem o respeito às leis. Para ele, sem instituições políticas eficazes e participação
cidadã activa, não há como alcançar um desenvolvimento sustentável. Ambos os autores
concordam que o crescimento econômico sozinho não basta é preciso garantir que as
pessoas tenham espaço para participar, opinar e decidir sobre os rumos do seu país.
2.3.5 Desenvolvimento Rural
O desenvolvimento rural é essencial para melhorar as condições de vida das populações
que vivem no campo, promovendo não apenas o aumento da produção agrícola, mas
também o acesso a serviços como saúde, educação, transporte e mercados. Para (Ellis,
2000), o desenvolvimento rural deve ir além da agricultura e incluir outras fontes de
rendimento e serviços que garantam meios de vida sustentáveis. Ele defende que
políticas públicas eficazes devem fortalecer as comunidades rurais e dar suporte à
diversificação econômica.
Segundo, (Chambers, 1983) destaca que as estratégias de desenvolvimento devem ser
pensadas a partir da realidade dos camponeses. Para ele, ouvir os mais pobres e
valorizar o conhecimento local é essencial para que as ações sejam realmente eficazes.
Assim, ambos os autores mostram que o desenvolvimento rural só acontece de verdade
quando há inclusão, participação comunitária e investimento em diferentes dimensões
da vida no campo.
13
2.3.6. Como agricultara familiar contribui para o desenvolvimento rural.
A agricultura familiar tem um papel fundamental no desenvolvimento rural, pois gera
empregos, garante segurança alimentar e movimenta a economia local. Segundo (Altieri
M. A., 2009), os pequenos agricultores familiares são responsáveis por produzir grande
parte dos alimentos consumidos localmente, usando práticas sustentáveis que protegem
o solo, a água e a biodiversidade. Ele destaca que fortalecer a agricultura familiar é
investir directamente na melhoria das condições de vida no campo.
De acordo, (Grisa C. &., 2015), afirmam que a agricultura familiar não apenas produz
alimentos, mas também ajuda a manter as comunidades rurais vivas, com escolas,
mercados e cultura local. Para esses autores, quando há políticas públicas adequadas
como crédito, assistência técnica e acesso a mercados a agricultura familiar pode
transformar a realidade das zonas rurais, promovendo desenvolvimento econômico,
inclusão social e sustentabilidade ambiental. Assim, ambos defendem que apoiar os
pequenos productores é essencial para um desenvolvimento rural justo e duradouro.
2.4. Indicadores sociais e Enconomicos do desenvolvimento
A agricultura familiar é reconhecida como um motor importante para o
desenvolvimento rural, especialmente quando se analisam indicadores como geração de
emprego, renda familiar, segurança alimentar e redução das desigualdades sociais.
Segundo (Zimmermann, 2011), a agricultura familiar possui grande capacidade de fixar
as populações no campo, garantindo renda mínima e contribuindo para a coesão social
das comunidades rurais. Ela afirma que esse modelo productivo impulsiona não apenas
a economia local, mas também fortalece redes sociais e culturais.
A agricultura familiar, quando integrada a políticas públicas de apoio, como acesso a
crédito, mercado e assistência técnica, gera impactos positivos na saúde, educação e
qualidade de vida das famílias. Ambos os autores mostram que o fortalecimento da
agricultura familiar é uma estratégia eficiente para promover um desenvolvimento rural
inclusivo, equilibrado e sustentável. (Wilkinson J. , 2008)
14
2.4.1. Como agricultura familiar contribui para o desenvolvimento rural
considerando os indicadores socioeconomico
A agricultura familiar tem um papel essencial no desenvolvimento rural, especialmente
quando observamos indicadores socioeconômicos como geração de emprego, renda,
segurança alimentar, educação e qualidade de vida. Segundo (Altieri, 2009), os
pequenos agricultores produzem a maior parte dos alimentos consumidos localmente, o
que fortalece a segurança alimentar e reduz a dependência de importações. Além disso,
como a produção familiar geralmente emprega a própria família e pessoas da
comunidade, ela ajuda a combater o desemprego nas zonas rurais.
Grisa e Schneider (2015) reforçam essa idéia ao afirmar que a agricultura familiar não
só sustenta economicamente milhares de famílias, como também contribui para a
inclusão social, principalmente quando acompanhada de políticas públicas, como
crédito, assistência técnica e acesso a mercados. Para esses autores, quando os
agricultores familiares têm apoio, isso se reflete positivamente nos indicadores de
saúde, educação e renda das comunidades rurais. Assim, a agricultura familiar é uma
das chaves para promover um desenvolvimento rural mais justo e sustentável.
15
Capitulo III
3. METODOLOGIA
3.1. Quanto a abordagem
Quanto a abordagem a pesquisa é mista, ou seja, a combinação de abordagem
qualitativa e quantitativa. Na abordagem qualitativa será utilizada para compreender as
opiniões, experiências e dificuldades dos agricultores do sector familiar no Posto
Administrativo de Malehice. Isso permitirá entender como esses agricultores percebem
o seu papel no desenvolvimento da comunidade. Por sua vez, a abordagem quantitativa
será usada para recolher e analisar dados numéricos, como a quantidade de produção
agrícola, o rendimento das famílias e o acesso a serviços básicos, no período de 2021 a
2024.
3.2.1. Quanto à Natureza
A natureza da pesquisa será aplicada, uma vez que buscará gerar conhecimento com
utilidade prática para a realidade local, contribuindo para a formulação de estratégias de
desenvolvimento baseadas no fortalecimento da agricultura familiar. O estudo não
apenas descreverá a situação dos agricultores, mas também procurará identificar
possíveis caminhos para melhorar suas condições socioeconômicas e fortalecer sua
inserção no processo de desenvolvimento do Posto Administrativo de Malehice.
3.2.2. Quanto aos Objetivos
Em relação aos objetivos, a pesquisa será exploratória e descritiva. Será exploratória,
pois pretende aprofundar a compreensão sobre o contributo da agricultura familiar. Será
também descritiva, ao relatar as características dos agricultores, os tipos de culturas
praticadas, os meios de produção utilizados e os resultados socioeconômicos observados
no período de 2021 a 2024.
3.2.3. Quanto ao Procedimento
Quanto aos procedimentos, a pesquisa utilizará o estudo de caso como método principal,
centrando-se no Posto Administrativo de Malehice como unidade específica de análise.
Será também realizada uma pesquisa documental, com consulta a documentos oficiais,
relatórios institucionais, artigos científicos, teses, monografias, planos distritais e outras
16
fontes relevantes que tragam dados sobre a agricultura familiar e o desenvolvimento
local no distrito de Chibuto. O estudo de caso permitirá uma observação directa e
aprofundada da realidade dos agricultores, enquanto a pesquisa documental dará suporte
teórico e contextual.
3.2.4. Método de Abordagem
O estudo adotará o método indutivo, partindo da observação directa dos factos e
comportamentos dos agricultores familiares, para depois formular conclusões gerais
sobre o seu contributo ao desenvolvimento socioeconômico. A partir da realidade
concreta das famílias camponesas de Malehice, serão analisadas tendências,
dificuldades e impactos da agricultura na melhoria das condições de vida, geração de
renda, acesso à educação, saúde e participação social.
3.4. População e Amostra
3.4.1. População
A população do estudo será constituída por todos os agricultores familiares residentes
no Posto Administrativo de Malehice, que se dedicam à produção agrícola
principalmente para autoconsumo e, quando possível, para comercialização. Essa
população representa um segmento importante para o desenvolvimento local, pois é
directamente responsável pela produção de alimentos, manutenção das tradições
agrícolas e geração de pequenas economias nas comunidades.
3.4.2. Amostra
A amostra será determinada com base em uma margem de erro de 5% e um nível de
confiança de 95%, usando a fórmula de cálculo amostral para populações finitas.
Considerando a limitação no conhecimento exato do número de agricultores familiares
activos, será adotada a estimativa padrão de 50% para a proporção populacional
(p=0,5), o que garantirá maior representatividade. O cálculo indicará um total
aproximado de 40 agricultores familiares a serem entrevistados, selecionados de forma
aleatória simples, garantindo diversidade de género, idade e localização dentro do posto
administrativo.
Z ²∗Qp
n=
E²
17
( 1 , 25 ) ²∗0 ,5∗0 , 5
n= =39,063 ≈ 40 agricultores familiares
0 , 1²
Onde:
Zα/2 = valor que corresponde ao grau de confiança desejado;
P= proporção populacional de indevidos que pertence a categoria que estamos
interessados a
estudar;
q= proporção populacional de indivíduos que não pertencem a categoria que estamos
interessados
em estudar (q=1-p)
3.5. Técnicas de Colecta de Dados
Para a colecta de dados, serão utilizadas entrevistas semiestruturadas, com um roteiro de
perguntas abertas e fechadas, a fim de recolher informações detalhadas sobre a
experiência dos agricultores familiares ao longo dos anos de 2021 a 2024. As entrevistas
permitirão compreender os objectivos da produção agrícola, as condições de trabalho,
os meios de produção, o acesso a mercados e serviços públicos e os impactos sociais e
econômicos percebidos. Complementarmente, será aplicada a observação directa
durante as visitas às machambas, para perceber elementos não verbalizados, como
técnicas de cultivo, uso de ferramentas, estado dos campos e dinâmica familiar. Quando
possível, serão recolhidos também dados secundários de instituições locais, como o
SDAE, o Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas e outras fontes relevantes.
3.5.1. Procedimentos
Os procedimentos seguirão etapas organizadas da seguinte forma:
Preparação do campo: planeamento logístico, elaboração dos instrumentos de
colecta (roteiro de entrevista e ficha de observação) e contacto prévio com líderes
comunitários.
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Colecta de dados: realização das entrevistas e observações no terreno,
respeitando os critérios éticos de consentimento e anonimato.
Transcrição e organização dos dados: após a colecta, os dados serão organizados
em categorias temáticas.
Análise dos dados: aplicação de técnicas qualitativas e quantitativas, conforme
descritas abaixo.
Redação do relatório: sistematização das descobertas e elaboração do documento
final com base nos objectivos da pesquisa.
Técnicas de Análise dos Dados
Os dados qualitativos (entrevistas e observações) serão analisados por meio da análise
de conteúdo, que permitirá identificar padrões, categorias e significados nas falas dos
participantes. A análise seguirá as etapas de pré-análise, codificação, categorização e
interpretação dos resultados. Os dados quantitativos serão organizados e tratados com
auxílio do Microsoft Excel 2016 e R studio, que permitirá a criação de gráficos, tabelas
e estatísticas descritivas (médias, percentagens) que facilitarão na visualização dos
principais contributos da agricultura familiar para indicadores de desenvolvimento local,
como renda, segurança alimentar, educação e saúde.
19
4. CRONOGRAMA DE ACTIVIDADE
Tabela 1: Cronograma de Actividade
Actividades Meses
Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro Março Abril
Preparação
de trabalho
de campo
Colecta de
dados
Análise de
dados
Redação do
relatório
preliminar
Revisão do
relatório
Entrega do
relatório
final
Publicação
do relatório
final
4.1. Orçamento
Tabela 2: Orçamento
Elementos Unidades Valor Unitário Valor total
Canetas 2 30 60
Bloco de notas 1 150 150
Transporte 2 140 280
20
Alimentação 4 150 600
Internet 1 50 50
Impressão 45 4 180
Total 1320
5. REFERENCIA BIBLIOGRAFICAS
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