CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA
Tópicos especiais em enfermagem:
Metas de Segurança do Paciente
Jundiaí
2025
CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA
Curso: Enfermagem
Disciplina: Tópicos Especiais em Enfermagem
Bruna Razze
Gabrielle Victória
Isabella Santos
Leticia Facanali
Milenne Faguntes
Metas de Segurança do Paciente
Trabalho apresentado à disciplina de
Tópicos Especiais em Enfermagem,
sob orientação do(a) professor(a) Daniela
como requisito parcial para avaliação.
Jundiaí
2025
Sumário
1. Introdução
2. Objetivo
3. Desenvolvimento
3.1 Contexto internacional
3.2 Metas internacionais de segurança do paciente
3.3 Perspetiva do COFEN
3.4 Regulamentação brasileira
4. Conclusão
5. Referências bibliográficas
1. Introdução
A segurança do paciente é uma das principais preocupações no contexto da saúde
moderna. Os avanços nas políticas públicas e as orientações internacionais têm
reforçado a importância de práticas que minimizem riscos e previnam danos durante o
cuidado. Nesse cenário, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), por meio da
sua Comissão Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente (CNQSP), desempenha
papel fundamental ao difundir e reforçar a implementação das Metas Internacionais de
Segurança do Paciente.
2. Objetivo
O presente trabalho tem como objetivo analisar a relevância das Metas Internacionais
de Segurança do Paciente segundo o COFEN, destacando sua aplicação prática, a
regulamentação nacional e a participação dos profissionais de enfermagem no
cumprimento dessas diretrizes.
3. Desenvolvimento
3.1 Contexto internacional
A Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com a Joint Commission
International (JCI), realizou entre 1995 e 2005 uma investigação global sobre eventos
adversos em saúde. Os resultados apontaram falhas na comunicação entre
profissionais como uma das principais causas desses incidentes (OMS; JCI, 2005). Em
resposta, a OMS lançou, em 2004, a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente,
estabelecendo seis metas internacionais para reduzir riscos e padronizar práticas
seguras de assistência (OMS, 2004).
3.2 Metas internacionais de segurança do paciente
De acordo com a OMS e a JCI, as seis metas fundamentais são:
1. Identificação correta do paciente;
2. Comunicação eficaz entre profissionais de saúde;
3. Uso seguro de medicamentos de alta vigilância;
4. Cirurgia segura;
5. Prevenção do risco de infeções;
6. Prevenção do risco de quedas.
3.3 Perspetiva do COFEN
Segundo o COFEN, a implementação dessas metas contribui para melhorias em todas
as áreas da assistência, especialmente considerando o protagonismo da enfermagem
no processo de cuidado (COFEN, 2023). A coordenadora da CNQSP, Livia Santos,
destaca que a segurança do paciente “representa um grande desafio para a qualidade
da assistência e dos serviços de saúde, sendo fundamental a difusão de estratégias
que aprimorem cada vez mais a assistência em saúde” (SANTOS, 2023, p. 1).
3.4 Regulamentação brasileira
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio da Resolução
RDC n.º 36/2013, instituiu a obrigatoriedade da criação de Programas de Segurança do
Paciente e de Núcleos de Segurança do Paciente nas instituições de saúde. Esta
normativa enfatiza a gestão de riscos e a notificação de eventos adversos como pilares
para a consolidação da segurança no ambiente hospitalar (ANVISA, 2013).
4. Conclusão
A segurança do paciente constitui-se como elemento central da qualidade assistencial e
exige ações coordenadas entre profissionais e instituições. As Metas Internacionais de
Segurança do Paciente, definidas pela OMS e adotadas pelo COFEN, representam um
guia essencial para a redução de erros e incidentes. No Brasil, a regulamentação
promovida pela ANVISA fortalece esse processo, mas ainda existem desafios
relacionados à capacitação de profissionais e à estrutura organizacional.
Assim, a efetiva implementação das metas depende não apenas da existência de
normas e diretrizes, mas também do compromisso contínuo dos profissionais de saúde
em especial da enfermagem no desenvolvimento de uma cultura de segurança,
baseada em práticas seguras e comunicação eficiente.
Referências Bibliográficas:
ANVISA. Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 36, de 25 de julho de 2013.
Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras
providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 jul. 2013.
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Comissão Nacional de Qualidade e
Segurança do Paciente reforça importância das Metas Internacionais. Brasília, 2023.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 11 set. 2025.
OMS – Organização Mundial da Saúde. World Alliance for Patient Safety. Genebra:
OMS, 2004.
OMS; JCI – Joint Commission International. Patient safety: global research findings.
Geneva: World Health Organization, 2005.
SANTOS, Livia. Declaração sobre a importância da segurança do paciente. Comissão
Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente/COFEN, Brasília, 2023.