1.
INTRODUÇÃO
No presente trabalho vamos abordar sobre a importancia da economia no dia a
dia, A economia desempenha um papel central na vida cotidiana, influenciando
diretamente as decisões de indivíduos, famílias, empresas e governos. Compreender os
princípios económicos permite otimizar o uso de recursos escassos, planejar o consumo,
poupança e investimento, bem como avaliar riscos e oportunidades no mercado. No dia
a dia, a economia não se limita apenas às transações financeiras, mas também orienta
comportamentos, escolhas e estratégias que impactam o bem-estar social e a qualidade
de vida.
Além disso, o conhecimento económico é fundamental para a tomada de
decisões conscientes, pois auxilia na compreensão das relações entre produção,
distribuição e consumo de bens e serviços. Dessa forma, a economia torna-se uma
ferramenta indispensável para a gestão pessoal, empresarial e governamental,
garantindo eficiência, equilíbrio e sustentabilidade na utilização dos recursos
disponíveis.
A economia é o fundamento de praticamente tudo o que deve ser estudado por
quem deseja ter uma carreira financeira. Mais do que isso: é uma das bases mais
importantes da nossa vida. Por isso, no que toca a esse assunto, não há espaço para a
superficialidade. O conceito de economia precisa, sim, ser amplamente compreendido.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEORICA
O termo “economia” vem do grego oikos (casa) e nomos (costume ou lei).
Juntos, significam “regras da casa”. Em resumo, é a ciência social que estuda a
produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços. Logo, tudo o que um ser
humano necessita para seu desenvolvimento e comportamento.
Não é à toa que, nos conteúdos distribuídos dentro da economia, existem as finanças
comportamentais.
Além disso, estuda os efeitos da desvalorização da moeda, políticas
monetárias e fiscais. Fatores que, por sua vez, regem as estratégias governamentais
para manter o equilíbrio e o crescimento saudável da economia do país.
Todas estas políticas analisadas dentro da economia e que estão ligadas ao governo são
também conhecidas por Políticas Econômicas. Ou seja, tudo sobre impostos, diminuição
ou aumento do Bolsa Família e qualquer coisa que mexa com o dinheiro do governo é
chamado de política econômica. Afinal, são conceitos que interferem no bolso de todos.
Há um monte de aspectos que devem ser levados em consideração. Por isso que,
para manter o país em equilíbrio, é preciso ter as contas e receitas em equilíbrio, para
visar o bem-estar da população.
Os modelos e técnicas atualmente usados em economia evoluíram da economia
política do final do século XIX, derivado da vontade de usar métodos mais empíricos à
semelhança das ciências naturais. Pode representar, em sentido lato, a situação
económica de um país ou região; isto é, a sua situação conjuntural (relativamente aos
ciclos da economia) ou estrutural.
A economia é, geralmente, dividida em dois grandes ramos: a microeconomia,
que estuda os comportamentos individuais, e a macroeconomia, que estuda o resultado
agregado dos vários comportamentos individuais. Atualmente, a economia aplica o seu
corpo de conhecimento para análise e gestão dos mais variados tipos de organizações
humanas (entidades públicas, empresas privadas, cooperativas, etc.) e domínios
(internacional, finanças, desenvolvimento dos países, ambiente, mercado de trabalho,
cultura, agricultura, etc.).
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2.1 Indicadores econômicos importantes para entender o cenário
Compreender a economia também é fundamental para fazer escolhas mais
inteligentes em relação a investimentos. Saber como a inflação e a taxa de juros
impactam seu poder de compra e as suas decisões financeiras pode ser decisivo para o
seu sucesso financeiro. E para entender melhor o cenário econômico, alguns indicadores
são cruciais:
PIB (Produto Interno Bruto): Reflete o crescimento ou a recessão da
economia, indicando a saúde do país.
Inflação: Aumento nos preços, que reduz o poder de compra da população.
Taxa de desemprego: Indica como está o mercado de trabalho e o nível de
oportunidades disponíveis.
Taxa de juros: Mostra o custo do crédito e tem impacto direto no financiamento
de bens e no valor dos investimentos.
Câmbio: Afeta diretamente o preço das importações e exportações,
influenciando também o preço de produtos que você consome.
Por fim, é importante entender o papel do governo na economia. As políticas
monetária e fiscal são ferramentas essenciais para regular o mercado. O Banco Central,
por exemplo, controla as taxas de juros e a quantidade de dinheiro em circulação,
impactando diretamente a sua capacidade de compra e o custo do crédito.
A economia não acontece apenas em um nível teórico ou abstrato; ela está ao seu
redor o tempo todo. Quando a inflação sobe, por exemplo, o valor do seu dinheiro
diminui, e você compra menos com a mesma quantia. Já o aumento da taxa de juros, por
parte do Banco Central, pode deixar o crédito mais caro, afetando desde o valor das
parcelas de um financiamento até a sua dívida no cartão de crédito. Essas são
consequências diretas de decisões econômicas que impactam a sua rotina.
O mercado de trabalho também está sujeito à economia. Em tempos de
crescimento, há mais vagas e os salários tendem a subir. Em contrapartida, em períodos
de crise, o desemprego aumenta e a pressão sobre os salários cresce. Assim, a economia
pode ser uma aliada importante para entender as tendências do mercado e preparar-se
para as mudanças.
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3. Os Pioneiros da Ciência Económica
Presente desde a Antiguidade, a economia é um elemento mutável que
acompanha o florescer e o desenvolvimento de diferentes sociedades, as afetando e
sendo afetado por elas. Desse modo, não é possível atribuir sua conceituação a
nenhuma pessoa em específico. A definição da economia é fruto de contribuições de
diferentes filósofos, economistas e pensadores ao longo da história.
Contudo, é possível encontrar vestígios de sua utilização antes e depois da
economia ser compreendida como uma área de estudo à parte.
A etimologia, como já visto, vem da Grécia Antiga, onde a julgar por sua
tradução, era utilizada para descrever a forma como uma família administrava sua casa,
ou seja, como as pessoas organizavam os gastos e rendimentos do lar.
Ainda anterior à concepção de economia como ciência social, durante o
mercantilismo, o termo aparece como “economia política”, uma adaptação do francês
“économie politique“. Nesse cenário, seu sentido era semelhante à ideia de
gerenciamento domiciliar criada pelos gregos, mas estendido para o campo da
administração pública.
Entretanto, o conceito de economia como uma ciência social, utilizado nos dias de
hoje, é fundamentado em teorias e pensamentos mais recentes, desenvolvidos a partir do
século XVIII. Entre os pensadores mais influentes para o estabelecimento da economia
moderna, é possível citar:
Adam Smith (1723-1790): criador da famosa teoria da “mão invisível do
mercado”, Smith defendeu o liberalismo e a competição como maneiras de
promover o crescimento econômico. Acreditava que a busca individual pelos
interesses próprios resultaria em uma reação em cadeia capaz de impulsionar a
economia, favorecendo toda a sociedade por tabela;
David Ricardo (1772-1823): desenvolveu a teoria do “valor-trabalho”, a qual
atrela o valor das mercadorias ao esforço necessário para produzi-las;
John Stuart Mill (1806-1873): é conhecido, sobretudo, por promover
discussões favoráveis às intervenções governamentais na economia — incluindo
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a regulação de monopólios e a defesa dos direitos dos trabalhadores — como
meio de promover o bem-estar social, incluindo a regulação de monopólios e a
defesa dos direitos dos trabalhadores;
Karl Marx (1818-1883): é famoso principalmente por suas exposições sobre a
“luta de classes”, a qual enfatiza a exploração dos trabalhadores pelos
capitalistas. Apesar das críticas e revisões, a influência de seus pensamentos
ainda se faz presente em discussões sobre a desigualdade e o papel do Estado na
economia.
Estes, contudo, são apenas alguns entre os nomes mais conhecidos que auxiliaram
para a concepção da Economia enquanto disciplina de estudo. A ideia de economia é um
organismo vivo que continua a ser moldado por novas correntes de pensamentos e
teorias.
4. Origem e Evolução do Conceito de Economia
Os indícios sobre a origem do conceito de economia — ou ao menos dos
assuntos discutidos por essa ciência social — podem ser rastreados até a Antiguidade.
Diferentes civilizações, como os gregos, egípcios, babilônios, romanos,
chineses, mesopotâmicos e os persas já desenvolviam pensamentos rudimentares sobre
temas caros à economia, como o comércio, a agricultura, a tributação, entre outros.
Porém, tratavam-se de noções fragmentadas. Ou seja, não constituíam uma área de
estudos específica.
Assim, dado que a ideia da economia e de seus problemas se desenvolveu e foi
lapidada ao longo dos séculos, e em diferentes partes do globo simultaneamente, é
impossível de mensurar com exatidão onde suas bases foram discutidas pela primeira
vez.
Entretanto, a concepção de economia como uma ciência social organizada, da
maneira como a utilizamos hoje, é muito mais recente e pontual.
Por mais que não seja consenso entre todos os teóricos, o surgimento do
conceito atual de economia é amplamente atribuído à publicação do livro “A
Riqueza das Nações”, de Adam Smith, em 1776 — o que lhe faz ser comumente
chamado de o “pai da economia moderna”.
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A obra, onde é apresentada a teoria da mão-invisível do mercado, apresenta o
trabalho, a terra e o capital como os três elementos da produção e os principais
impulsionadores do desenvolvimento sócio-econômico de um país.
5. Objetivos Fundamentais da Ciência Económica
Um dos maiores objetivos da economia é garantir o bem-estar da
população.
Para que essa finalidade seja alcançada, a economia desdobra-se em outras
metas menores. Por exemplo, o estudo dos processos econômicos e a distribuição da
riqueza.
Além disso, a economia também visa avaliar os resultados do trabalho social
e a utilização de recursos, especialmente aqueles que são escassos.
A partir de tudo isso, é possível avaliar, também, as necessidades da sociedade e
adaptar esses recursos de acordo com o que as pessoas do país precisam.
Dessa forma, é possível manter um povo bem e garantir que a economia do país
funcione normalmente.
6. Importância Da Economia Para A Sociedade
A associação direta da economia com os editoriais especiais de jornais e
telejornais faz com que muitas pessoas caiam no erro de considerá-la um tema distante e
complicado, reservado aos investidores e grandes corporações. Contudo, ela não é
chamada de ciência social à toa. As decisões econômicas e o desempenho da
economia refletem diretamente no dia a dia de todos os cidadãos, das famílias, e da
sociedade como um todo.
A Economia se faz presente em exemplos rotineiros, como:
O preço da cesta básica e da gasolina;
O preço do transporte público;
O financiamento de um carro ou casa própria;
A tributação;
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Prestação de serviços públicos;
Níveis de inflação;
Taxas de desemprego;
Câmbio de moedas estrangeiras;
Contas de água, luz e gás.
Desse modo, entre os principais papéis desempenhados pela Economia na
sociedade, é possível citar:
Distribuição de renda: os sistemas econômicos e as políticas econômicas
podem afetar a distribuição de renda, incidindo no aumento ou diminuição da
desigualdade;
Mercado de trabalho: o desempenho econômico — no sentido macro ou em
determinado segmento — reflete na oferta de empregos. Uma boa condução da
economia é sempre acompanhada pelo aumento do número de postos de
trabalho. Períodos de crise ou recessão econômica, por outro lado, ocasionam o
aumento da taxa de desemprego;
Inflação e deflação: a inflação e a deflação implicam no poder de compra e são
impulsionadas pela demanda e pela oferta. Quando a inflação é alta, o dinheiro
perde valor e os bens e serviços passam a pesar mais no bolso do consumidor;
Políticas econômicas: a soma das políticas econômicas, monetárias e fiscais
têm impacto direto na estabilidade da economia e no desenvolvimento social;
Políticas públicas: os dados econômicos são essenciais para o desenvolvimento
de programas de bem-estar social e políticas centradas em áreas essenciais para a
sociedade como a educação, saúde e segurança;
Mercados financeiros: o desempenho da economia também afeta diretamente
o mercado de capitais, influenciando a flutuação do preço das ações e dos
demais ativos financeiros.
7. “Fundamentos e Mecanismos de Funcionamento da Economia”
Quando observamos a economia de maneira ampla, é possível perceber que ela
funciona de maneira mecânica e com processos bem delineados.
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Seja como for, para entender o seu funcionamento, é preciso compreender como
funcionam cada uma de suas divisões.
7.1 Classificação dos Ramos e Áreas de Atuação da Economia
Embora teorias mais modernas sejam divergentes quanto ao número de divisões
da economia, tradicionalmente seus estudos são divididos em dois grandes
grupos: microeconomia e macroeconomia.
São dois conceitos de fácil compreensão, mas que não devem ser confundidos. Para
deixar claro, explico cada um deles na sequência.
Microeconomia: a microeconomia diz respeito ao comportamento
individual ou de uma empresa. Essa é considerada uma matemática mais
exata, pois leva em conta questões como o produto individual, demanda, oferta,
preços de produtos e de fatores, salários etc.
Macroeconomia: a macroeconomia, por sua vez, refere-se ao
comportamento de uma nação, bloco econômico ou do mundo. Além disso,
abrange questões como renda nacional, nível geral de preços, distribuição,
produção nacional, entre outros. É aí é que entram as Políticas Econômicas.
Vale citar, contudo, que a expansão dos assuntos e demandas que moldam o campo
das ciências econômicas acabam tornando essa divisão clássica bastante limitante. Não
é complicado, por exemplo, se deparar com pensadores que abordam ramos bem mais
segmentados da Economia. Alguns exemplos mais conhecidos são:
Economia pública: analisa o fornecimento de bens e serviços coletivos públicos
cujos custos são financiados pelos impostos;
Economia agrícola: observa os impactos da economia sobre o setor agrícola e
vice-versa;
Economia Financeira: se concentra no estudo das instituições financeiras e nos
mercados financeiros;
Economia Internacional: verifica os efeitos das políticas econômicas
internacionais e as vantagens competitivas dos países;
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Economia do Trabalho: foca no levantamento e análise de dados sobre o
mercado de trabalho, como salários e taxa de desemprego;
Economia gerencial: aplica levantamentos microeconômicos para auxiliar
gestores na tomada de decisões corporativas.
7.2 Classificação e Estrutura dos Sistemas Económicos
A Economia pode ser compreendida como uma ideia em aberto e em eterna
mutação. Os tipos econômicos existentes se multiplicam e se ramificam de modo a
acompanhar as mudanças sociais, tornando a tarefa de enumerá-los bastante complexa.
Contudo, entre as variações mais clássicas dessa ciência social, posso citar:
Economia de Mercado: nesse modelo, como sugere o nome, os preços e as
decisões sobre como, de que forma e para quem produzir são tomadas, quase em
totalidade, pelo mercado e determinadas pela relação entre a demanda e a oferta.
Os Estados Unidos são o maior exemplo desse modelo econômico;
Economia de mercado livre: variante teórica da economia de mercado, esse
conceito defende uma economia com pouca ou mesmo nenhuma intervenção do
Estado;
Economia planejada: também conhecida como economia socialista, esse
sistema se baseia no controle do governo sobre a produção e a distribuição dos
bens e serviços, com o objetivo de promover a igualdade social. Cuba é um bom
exemplo de aplicação desse tipo de política econômica;
Economia de comando: variação extremada da economia planejada, esse
regime é baseado no controle total do Estado sobre todos os aspectos
econômicos, como a propriedade dos meios de produção, alocação de recursos e
fixação de preços. A Coreia do Norte é o exemplo mais conhecido desse tipo de
economia;
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Economia mista: mescla conceitos da economia planejada e da economia de
mercado, como o direito à propriedade privada e o desenvolvimento de políticas
sociais. É o tipo de economia adotado pela maioria da Europa ocidental;
Economia de subsistência: cada vez menos comum e restrito a pequenas
comunidades isoladas, trata-se de um modelo onde é produzido somente o
essencialmente necessário para o atendimento das necessidades básicas.
Amostra de como a evolução da sociedade e da economia ocorrem de maneira
interdependente, transformações e preocupações sociais observadas nos últimos anos
têm, consequentemente, influenciado no estabelecimento de novos tipos de economia.
Entre alguns dos exemplos mais recentes estão:
Economia colaborativa: também conhecida como economia compartilhada ou
em rede, esse tipo de economia propõe o compartilhamento de bens e serviços,
em vez da venda. Alguns exemplos bastante populares são o Uber e o Airbnb,
além dos cada vez mais populares espaços de coworking;
Economia do conhecimento: economia que visa gerar lucro por meio do
processo criativo e da disseminação do conhecimento. Está ligada às áreas de
pesquisa, educação, tecnologia, entre outras;
Economia verde: uma das vertentes econômicas mais debatidas das últimas
décadas, a economia verde se preocupa em promover o desenvolvimento e a
utilização dos recursos de maneira sustentável, minimizando o impacto
ambiental e as crises climáticas. Esse sistema engloba tópicos como o consumo
consciente, a reciclagem, energias limpas e a redução da emissão de carbono;
Economia circular: extensão da economia verde, a economia circular estuda
formas de reduzir o desperdício, reaproveitando tudo o que é produzido.
Baseado nos ciclos naturais, esse modelo produtivo utiliza os resíduos como
matéria-prima para a fabricação de novos bens;
Economia da nostalgia: tendência bastante atual, a economia da nostalgia é
caracterizada pela produção e consumo de bens que remetem ao passado e à
memória afetiva. É um sentimento amplamente utilizado pela publicidade para
criar e lançar “novos” produtos.
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8. Os Princípios Essenciais da Atividade Económica
Dentro do conceito de economia, existem vários outros conceitos “menores”,
digamos assim, que a constituem.
Juros;
Oferta e demanda;
Inflação;
Indicadores econômicos;
Impostos.
9. O Impacto da Oferta e da Procura na Formação de Preços
Um dos princípios basilares da economia, a Lei da Oferta e da Demanda é a
maior moderadora de preços em um mercado. Consiste na relação intrínseca entre o
valor de um bem ou serviço e a procura por estes.
A oferta refere-se à quantidade de bens ou serviços que os
produtores/vendedores podem disponibilizar para venda por um determinado preço.
Esse fator pode ser influenciado por questões como custos produtivos, novas
tecnologias, regulamentações e concorrência.
Na outra ponta do balcão, a demanda diz respeito aos consumidores. Representa
quanto um produto ou serviço é desejado e quanto quem os consome ou os deseja
comprar está disposto a pagar por eles. Essa variável, por sua vez, pode flutuar devido à
renda, produtos semelhantes, escassez, e assim por diante.
Grosso modo, quando a demanda por um produto aumenta e supera a
oferta, os preços também tendem a subir, incentivando o aumento da produção. Por
outro lado, quando a oferta é maior que a procura, os preços caem e a produção é
reduzida.
A Lei da Oferta e da Demanda é um conceito sem autoria definida. Seu
funcionamento, contudo, já existia antes mesmo desses termos serem formalizados pela
primeira vez, pelo economista James Steuart, em 1767.
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Em um carta datada de 1691, endereçada a um membro do parlamento, o
filósofo John Locke já descrevia o funcionamento dessa máxima, embora sem recorrer a
sua nomenclatura: “O preço de qualquer mercadoria sobe ou desce de acordo com a
proporção do número de compradores e vendedores”, diz um trecho da correspondência.
Na teoria, em um mercado de concorrência perfeita, as decisões tomadas pelos
diferentes agentes econômicos devem se ajustar organicamente, alterando o preço de um
bem até que sua demanda e oferta estejam em equilíbrio.
10. O Papel das Empresas no Desenvolvimento Económico
Junto ao Estado e às famílias, as empresas são um dos agentes
econômicos essenciais para o funcionamento e existência do mercado financeiro e
da própria economia como a conhecemos. Se voltarmos ao tópico anterior, as
empresas são as responsáveis pela oferta. Isso, porém, não é tudo.
Antes de mais nada, vale citar que as empresas podem ser divididas em dois grupos
que se relacionam entre si e os demais agentes econômicos. Cada um de colabora ao seu
modo para a economia:
Empresas não financeiras: engloba todas as companhias que tem por objetivo
produzir e comercializar bens de diferentes naturezas, com exceção de produtos
financeiros;
Instituição financeiras: são as entidades que atuam diretamente com produtos
financeiros, atuando com a captação de poupança e a oferta de empréstimos para
investimentos produtivos, seja de pessoas físicas ou jurídicas — as empresas.
Em uma relação de interdependência, as famílias cedem sua mão de obra às
empresas não financeiras, que em um fluxo circular, empenham essa força de trabalho
para a produção e fornecimento de bens e serviços para as famílias. É dizer, além da
oferta, as empresas também são fundamentais para a geração de empregos.
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Por fim, mas não menos importante, como resultado natural da concorrência,
as empresas também são impulsionadoras de novas tecnologias e soluções, capazes
de aquecer e mesmo redirecionar a economia como um todo.
Já as instituições financeiras concentram os valores poupados por famílias e outras
empresas e repassam esse dinheiro para aqueles que necessitam de financiamento —
sejam elas, as famílias, empresas ou mesmo o Estado.
As empresas atuam, portanto, na produção e oferta de bens, geram empregos,
promovem inovações e impulsionam o desenvolvimento econômico. São, permita-me a
metáfora, o motor da economia de uma nação.
11. A Relevância da Economia no dia a dia e na Tomada de Decisões
A economia é a disciplina que estuda as complexas dinâmicas de
produção, distribuição e consumo de bens e serviços pelas diferentes sociedades e
diferentes atores da cadeia de abastecimento.
É uma área do conhecimento humano muito vasta, fruto de muito debate e cujo
propósito é encontrar a melhor forma de utilizar os escassos e
finitos recursos disponíveis no mundo, de forma a com eles satisfazer o maior número
possível de infinitas necessidades humanas .
Muitas vezes essas questões podem nos parecer distantes, especialmente quando
colocadas com terminologia especializada, usando raciocínios e conceitos que têm a ver
com a história, com os sistemas político-econômicos e com a filosofia do dinheiro .
Isso porque a economia, como ciência social , não é uma disciplina exata com
postulados universais , como a química ou a física, mas sim que cada um tem sua
própria perspectiva sobre esses assuntos, embora alguns possam ser mais informados do
que outros.
A economia funciona em dois níveis:
O macroeconômico , que contempla todo o sistema de produção, distribuição e
consumo.
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O microeconômico , que se concentra mais na pequena escala das economias
familiares. Este último é aquele que normalmente podemos presenciar no nosso
dia-a-dia, porque é o mais próximo do nosso dia-a-dia, mas equivale a ver a pata
de um elefante por um buraco e acreditar que se trata do animal inteiro.
Isso significa que a vida cotidiana não é absolutamente estranha à economia. Na
verdade, as muitas ações que realizamos no dia normal de nossas vidas são
atividades econômicas que fazem parte do circuito de produção, distribuição e
consumo em algum momento.
Quando ligamos a cozinha para preparar nossa comida, ou quando a compramos no
supermercado, ou quando vamos trabalhar para que outros bens e serviços sejam
produzidos, estamos participando do gigantesco circuito da economia local e até
internacional.
CONCLUSÃO
Depois do trabalho elaborado pode concluir que a economia, de forma simples, é
o estudo de como pessoas, empresas e governos lidam com recursos limitados. Em
essência, trata-se de como usamos o que temos de forma mais eficiente. Para entender
como isso se reflete em nossas vidas, podemos dividir a economia em dois grandes
ramos: microeconomia e macroeconomia.
A economia é, portanto, um elemento essencial na vida cotidiana, uma vez que
influencia diretamente a forma como os indivíduos e as instituições planejam,
consomem e gerem recursos. O conhecimento dos princípios económicos possibilita
decisões mais informadas e conscientes, contribuindo para a eficiência financeira, o
bem-estar social e o desenvolvimento sustentável.
Ao compreender a importância da economia no dia a dia, torna-se evidente que
ela não se restringe apenas ao campo financeiro, mas permeia diversas áreas da vida
humana, incluindo educação, trabalho, saúde e lazer. Assim, a economia é uma
ferramenta estratégica que orienta escolhas, promove a organização racional de recursos
e fortalece a capacidade de adaptação da sociedade frente às demandas do mundo
moderno.
14
Referências Bibliográficas
MANKIW, N. G. Princípios de Economia. 9. ed. São Paulo: Cengage Learning,
2021.
SAMUELSON, P.; NORDHAUS, W. Economia. 20. ed. Rio de Janeiro:
McGraw-Hill, 2019.
SERRA, P. H. S. Introdução à Economia: Fundamentos e Aplicações. Lisboa:
Escolar Editora, 2018.
KRUGMAN, P.; WELLS, R. Macroeconomia. 6. ed. Porto Alegre: AMGH,
2020.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Relatório de
Desenvolvimento Humano 2020. Nova Iorque: ONU, 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 out. 2025.
15
ÍNDICE
1. Introdução................................................................................................................ 1
2. Fundamentação teorica..............................................................................................2
2.1 Indicadores econômicos importantes para entender o cenário................................3
3. Os Pioneiros da Ciência Económica..........................................................................4
4. Origem e Evolução do Conceito de Economia..........................................................5
5. Objetivos Fundamentais da Ciência Económica.......................................................6
6. Importância Da Economia Para A Sociedade............................................................6
7. “Fundamentos e Mecanismos de Funcionamento da Economia”..............................7
7.1 “Classificação dos Ramos e Áreas de Atuação da Economia”................................7
7.2 “Classificação e Estrutura dos Sistemas Económicos”............................................9
8. “Os Princípios Essenciais da Atividade Económica”..............................................10
9. O Impacto da Oferta e da Procura na Formação de Preços”....................................11
10. O Papel das Empresas no Desenvolvimento Económico......................................12
11. A Relevância da Economia no dia a dia e na Tomada de Decisões.......................13
[Link]ão................................................................................................................14
[Link]ências Bibliográficas......................................................................................15
16
17