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Tipos de Textos Dramáticos

O documento aborda o gênero dramático, sua origem, características e estrutura, destacando a importância da comunicação entre personagens e a encenação. O texto dramático é definido como uma forma literária que visa a representação de ações humanas e é composto por elementos como diálogos e didascálias. Além disso, menciona o teatro tradicional africano como uma manifestação cultural enraizada em rituais e crenças locais.
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Tipos de Textos Dramáticos

O documento aborda o gênero dramático, sua origem, características e estrutura, destacando a importância da comunicação entre personagens e a encenação. O texto dramático é definido como uma forma literária que visa a representação de ações humanas e é composto por elementos como diálogos e didascálias. Além disso, menciona o teatro tradicional africano como uma manifestação cultural enraizada em rituais e crenças locais.
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Índice

1. Introdução....................................................................................................................................2

1.1. Objectivo...................................................................................................................................2

1.1.1. Objectivo geral.......................................................................................................................2

1.1.2. Objectivos específicos...........................................................................................................2

1.2. Metodologia..............................................................................................................................2

2. Textos Dramáticos.......................................................................................................................3

2.1. Origem do gênero dramático....................................................................................................3

2.2. Características do gênero dramático.........................................................................................4

2.2.1. Este género apresenta ainda outras características................................................................5

2.3. Origem do teatro.......................................................................................................................6

2.4. Principais elementos dos textos dramáticos.............................................................................6

2.5. Estrutura do texto dramático.....................................................................................................7

2.6. O teatro tradicional africano.....................................................................................................8

3. Conclusão..................................................................................................................................10

4. Referencias Bibliográficas.........................................................................................................11
1. Introdução

O presente trabalho relata sobre textos dramáticos, de referir que O texto dramático é entendido
como aquele que se integra na forma literária do drama e implica uma comunicação direta das
personagens entre si e com os recetores do enunciado. O texto dramático privilegia a dinâmica
do conflito, tentando representar as ações e reações humanas, pela tragédia, pela comédia e
pelo drama (propriamente dito), graças à presença das personagens. O Gênero
Dramático (ou teatral) faz parte de um dos três gêneros literários, ao lado do gênero lírico e
épico. O gênero dramático, como o próprio nome indica, são os textos literários feitos com o
intuito de serem encenados ou dramatizados. Do grego, a palavra “drama” significa “ação”.

1.1. Objectivo

1.1.1. Objectivo geral

 Conhecer o texto dramático

1.1.2. Objectivos específicos

 Definir o texto dramático


 Caracterizar o texto dramático
 Identificar os elementos do texto dramático.

1.2. Metodologia

A Pesquisa beneficiou-se do método bibliográfico que Segundo Lakatos e Marconi (1991) é


aquele que se baseia em levantamento de informações e conhecimentos acerca do tema a partir
de diferentes materiais bibliográficos já publicados, colocando em diálogo diferentes autores e
dados.

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2. Textos Dramáticos

Segundo Fernão (2010), O texto dramático é um texto em que se representam acontecimentos ou


condutas humanas, encarnadas por personagens que dialogam e interagem entre si (num
ambiente ou palco), desencadeando uma intriga. Tem como finalidade última, ser representado,
passando assim, o texto teatral.

Gênero dramático é um gênero literário originário da Grécia Antiga, considerada o berço do


teatro ocidental. Porém, no Oriente, há aproximadamente 2000 anos antes de Cristo, em países
como China e Egito, já havia a presença de um teatro de caráter solene ou mesmo religioso.

Os textos que fazem parte do gênero dramático são escritos para serem encenados. Portanto, a
princípio, eles não são produzidos para a leitura de leitores(as) comuns, já que têm como
objetivo orientar diretores e atores. Fernão (2010), Esses textos, de acordo com suas
especificidades, podem ser definidos como:

 Tragédia;
 Comédia;
 Tragicomédia;
 Auto;
 Farsa.

2.1. Origem do gênero dramático

Os primeiros textos teóricos sobre o gênero dramático, que chegaram até nós, são
da Antiguidade. Assim, os filósofos Platão (428-347 a. C.), em seu livro A república, e
Aristóteles (384-322 a. C.), em sua obra Poética, buscaram definir os gêneros literários. Entre
esses gêneros, o dramático. Fato é que o teatro grego é considerado o berço do teatro ocidental.

Porém, o teatro oriental é anterior ao grego. Na China, por exemplo, aproximadamente em 2200
a. C., o teatro tinha um caráter solene, e os textos dramáticos eram encenados por companhias

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reais ou mesmo grupos mambembes. Outro exemplo é o Egito, no qual o teatro era usado, em
torno de 2000 a. C., para realizar cultos às divindades. (FERNÃO, 2010)

2.2. Características do gênero dramático

O gênero dramático é composto por textos escritos para serem encenados. Portanto, a princípio,
eles não são escritos para a leitura de leitores(as) comuns. Queremos dizer com isso que o diretor
e os atores de uma peça são os leitores originais dessas obras. Algumas delas acabam sendo
impressas e, assim, podem ser lidas também pelo público em geral.

Em sua origem grega, o gênero dramático estava associado à imitação ou representação da


realidade. Aristóteles considerava a possibilidade de imitação de pessoas nobres ou ignóbeis, isto
é, de caráter superior ou inferior. Assim, para ele, a representação de indivíduos moralmente
superiores era tarefa da tragédia; já a imitação de seres moralmente inferiores, da comédia.

Desse modo, o teatro grego, originalmente, estava associado à disseminação ou condenação de


comportamentos sociais da época. O texto dramático, consequentemente, era utilizado como um
instrumento moralizador da sociedade. Com o tempo, essa característica se manteve, já que o
teatro ainda tem a função de provocar reflexão e catarse (liberação de sentimentos reprimidos).
No entanto, os valores morais sofrem transformações de uma época para a outra. (FERNÃO,
2010)

No mais, o texto dramático pode sofrer alterações e adaptações no processo de montagem de


uma peça. Assim, as características dos personagens podem ser alteradas, e o cenário pode ser
adaptado a determinado contexto histórico. O texto dramático, portanto, é diferente de
outros textos literários, já que o sentido de sua existência é a encenação.

Sistematizando, o texto dramático é constituído por:

 Texto principal — composto pelas falas dos actores;


 Texto secundário/didascália — destina-se ao leitor, ao encenador da peça e aos actores.

Este texto secundário é composto:

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 Pela listagem inicial das personagens;
 Pela indicação dos nomes das personagens no início de cada fala;
 Pelas informações sobre a estrutura externa da pega (divisão em actos, cenas ou quadros);
 Pelas indicações sobre o cenário e guarda-roupa das personagens;
 Pelas indicações sobre a movimentação das personagens em palco, as atitudes que devem
tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem proferir as
palavras.

A acção é marcada pela actuação das personagens, que nos apresentam a vivência (simulada,
reproduzida) de acontecimentos.

O texto dramático caracteriza-se por possuir um autor oculto (o dramaturgo), fingido ou


dissimulado, quer em relação às personagens, quer em relação aos receptores, cabendo às
personagens, os agentes da história representada que comunicam entre si e com os receptores do
texto, a assunção da responsabilidade imediata e explicita das acções e das interacções, sem
mediadores intratextuais dos actos de enunciação. (FERNÃO, 2010)

2.2.1. Este género apresenta ainda outras características

 O autor do texto dramático está geralmente omisso no texto, embora possa marcar a sua
presença explicitamente no prólogo (início de uma pega teatral) e no epilogo (final da
peça) e em certos textos dramáticos, manifestando-se nas formas pronominais e verbais
de primeira pessoa.
 Ausência de narrador.
 Pode realizar-se no espaço real (palco ou estúdio),ou, então, no espaço fingido.
 Presença de personagens principais (protagonistas) e secundárias.
 Divide-se em acções organizadas: apresentação, conflito e desfecho.
 Geralmente, está dividido em cenas e/ou actos.
 É constituído por um texto «principal» e pelo texto secundário.
 Caracteriza-se pelo diálogo (conversação estabelecida envolvendo dois ou mais actores) e
pelo monólogo (produção de enunciados de e para um único actor, isto é, de e para si
mesmo).

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Aguiar e Silva (Op. cit., 1984, pág. 111) apontam como características do texto dramático:
«índice elevado de actos ilocutivos e de actos perlocutivos nas réplicas do texto dramático,
originando relevantes projecções extratextuais» e ainda que, «quando o texto dramático é
concretizado como texto teatral, comporta parâmetros perlocutivos muito acentuados, desde
sempre explorados e reconhecidos pela teoria e pela prática do drama na cultura ocidental».
Acrescenta ainda o facto de «o texto dramático estar saturado de elementos deícticos
(contextualizadores espácio-temporais)».

Este autor defende, além do mais, que neste tipo de texto se nota o uso de um Eu em forma
de discurso directo, que dialoga com um Tu, agindo num espaço que perspectiva e se organiza
conceptualmente em função de si mesmo, e o tempo linguístico presente, ao qual se subordinam
os tempos linguísticos do passado e do futuro.

Aguiar e Silva (Op. cit., 1 984, pág. 612) afirma que «as personagens dramáticas muitas vezes
são responsáveis ou marcadas psicológica e moralmente por eventos pretéritos, cujas
consequências desempenham uma função nuclear no desenvolvimento da acção — e dai a
frequência e a importância dos tempos verbais no passado em textos dramáticos. O presente é o
tempo necessário do texto dramático.

2.3. Origem do teatro

O teatro, tem sua origem em rituais e danças, assumiu um carácter literário na Grécia Antiga,
aproximadamente no século VI a.C. as peças eram, tão representadas em auditórios ao ar livre-
anfiteatros em homenagem ao Deus do Vinho, Dionísio. (FERNÃO, 2010)

2.4. Principais elementos dos textos dramáticos

Os textos dramáticos apresentam alguns elementos, mas os mais importantes são:

 Didascálica – indicações que o autor dá sob forma de movimentação, gestos e atitudes


das personagens, cenário, iluminação, musica, ruído;
 Acção – o desenrolar dos acontecimentos, através do diálogo ou movimentação das
personagens;

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 Tempo;
 Personagens – (agentes da acção) e que podem ser:

Principais ou protagonistas – desempenham o papel de maior importância.

Secundários – desempenham papéis de menor importância.

Figurantes – não desempenham qualquer papel específico, embora a sua presença física seja
importante para a compreensão da acção.

O discurso dramático, constituída pelas falas das personagens, que apresentadas essencialmente
sob a forma de diálogo, mais também sob forma de monologo ou aparte.

2.5. Estrutura do texto dramático

O texto dramático caracteriza-se por ser estruturalmente constituído por um texto principal e por
outro secundário, sendo que o primeiro apresenta actos linguísticos realizados pelas personagens
que comunicam entre si através de diálogos.

No texto dramático podem ainda ocorrer monólogos (não existem réplicas nem interlocutores,
embora nele se possam manifestar elementos dialógicos e se possam identificar interlocutores
implícitos ou latentes). O texto secundário é formado pelas didascálicas ou indicações cénicas.
Estes dois textos funcionam interligados e são cooperantes.

O texto dramático apresenta uma sequência de eventos provocados ou sofridos por agentes, que
se desenvolvem num determinado tempo e espaço, real ou fingido.

Segundo o Programa Intermédio do Primeiro Ciclo, Oitava Classe, 2006/7 (2005, pág. 47), a
estrutura interna deste tipo de texto organiza as acções em: apresentação, conflito e desfecho,
enquanto a estrutura externa o divide em cenas e actos. O texto dramático vive centrado nas
relações entre personagens principais e secundárias, das quais é feito um retrato físico (por
caracterização directa) e um retrato psicológico (por caracterização directa e indirecta).

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Aguiar e Silva (Teoria da Literatura, 6ª Edição, Coimbra, Almedina, pág. 1 14) afirma que «o
texto dramático realiza-se como texto teatral através de um complexo processo (...) o texto
"principal" do texto dramático deixa de ser comunicado como um texto escrito submetido às
regras, as convenções e ao condicionalismo da comunicação literária para se transformar num
texto oralmente realizado por instâncias de enunciação, ficticiamente encadeada por actores e
comunicada a espectadores por canal vocal-auditivo».

A realização oral do texto dramático levada a cabo num espaço cénico, implicando a presença de
actores e de espectadores, envolve normas e convenções de códigos actuantes na comunicação
linguística canónica, mas que no texto teatral adquirem maior relevância e explicitude:

 Código proxémico — regula as relações espaciais entre as personagens dramáticas, entre


o corpo de actores, entre estes e os objectos do espaço cénico.
 Código cinésico — regula os movimentos corporais dos actores, os seus gestos, as
atitudes, em particular a sua mimica facial.
 Código paralinguístico — regula os factores vocais convencionados e sistematizáveis
que acompanham a emissão dos signos verbais, mas que não fazem parte do sistema
linguístico.

Como o texto teatral é uma transformação do texto «principal» do texto dramático, apresenta
uma estrutura constituída pela presença física dos actores, a acção e os actos linguísticos das
personagens, os elementos paralinguísticos proxémicos e cinésicos, os jogos de luz, os elementos
musicais e os efeitos do som, que se correlacionam com as personagens dramáticas, com a sua
acção e com os seus actos linguísticos. Todos esses signos se revelam em sistemas de
significação e de códigos muito heterogéneos.

2.6. O teatro tradicional africano

As primeiras manifestações de carácter teatral têm a sua origem no animismo e na magia, de


início constituído pela imitação de gestos de animais, e de movimentos de determinado
individuo, real ou imaginário, cujo espírito se pretendia captar, donde resultam os ritos, as
cerimónias e os cultos. A própria necessidade de sobrevivência (como a alimentação) leva o ser
humano a fazer imitações: uma das formas de representar. O homem imita por utilidade.

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Com a descoberta do fogo, quando a horda se reúne, as sombras facilitam o mistério, o
movimento das chamas convida o corpo a dançar. O homem serve-se, então, do corpo para
comunicar com o grupo e viver emoções colectivas, e os seus movimentos criam a primeira
linguagem.

Há que fazer referência à máscara: elemento importante do teatro primitivo que, para os povos
africanos, significa a presença divina, o instrumento que domina o sobrenatural e os espíritos
malignos. Também é usada como disfarce do caçador.

Podemos afirmar que o teatro sob a forma de imitação e mimetismo existiu sempre para todos os
povos, estas formas reais do teatro em África, vão evoluindo progressivamente, vindo, muito
mais tarde, a fazer parte do teatro tradicional africano.

África conheceu e praticou o teatro desde as suas origens. Com efeito, a própria existência da
comunidade rural tradicional se enraíza num conjunto de crenças manifestadas nos ritos (ritos da
caça, ritos funerários, ritos sagrados, ritos agrários), cerimónias cíclicas, danças guerreiras,
pantominas de amor. Além dessas manifestações solenes, a vida quotidiana suscita múltiplas
possibilidades de dramatização, como acontece na declamação dum conto popular. Enfim, o
teatro tradicional é essencialmente popular: os temas são baseados na Vida quotidiana e as obras
representadas requerem a participação efectiva dos espectadores.

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3. Conclusão

Feito o trabalho chegou-se à conclusão que No texto dramático podem ainda


ocorrer monólogos (não existem réplicas nem interlocutores, embora nele se possam manifestar
elementos dialógicos e se possam identificar interlocutores implícitos ou latentes). O texto
secundário é formado pelas didascálicas ou indicações cénicas. Estes dois textos funcionam
interligados e são cooperantes. O texto dramático apresenta uma sequência de eventos
provocados ou sofridos por agentes, que se desenvolvem num determinado tempo e espaço, real
ou fingido. Segundo o Programa Intermédio do Primeiro Ciclo, Oitava Classe, 2006/7 (2005,
pág. 47), a estrutura interna deste tipo de texto organiza as acções
em: apresentação, conflito e desfecho, enquanto a estrutura externa o divide em cenas e actos. O
texto dramático vive centrado nas relações entre personagens principais e secundárias, das quais
é feito um retrato físico (por caracterização directa) e um retrato psicológico (por caracterização
directa e indirecta).

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4. Referencias Bibliográficas

FERNÃO, Isabel Arnaldo; MANJATE, Nélio José. Português 12ª Classe – Pré-universitário. 1ª
Edição. Longman Moçambique, Maputo, 2010.

MACIE, Filipe Virgílio. Pré-universitário – Português 11ª Classe. 1ª Edição. Longman


Moçambique, Maputo, 2009

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