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Rugosidade e Estado de Superfície

O documento aborda a importância do estado de superfície e da rugosidade em processos de fabricação, destacando a necessidade de especificações adequadas para garantir a funcionalidade dos elementos. Apresenta normas brasileiras para a avaliação da rugosidade, como a NBR6405/88 e NBR8404/84, e discute a padronização de símbolos para indicar acabamentos superficiais em desenhos técnicos. Além disso, enfatiza a relação entre rugosidade, tolerâncias dimensionais e a qualidade funcional dos componentes mecânicos.

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Rugosidade e Estado de Superfície

O documento aborda a importância do estado de superfície e da rugosidade em processos de fabricação, destacando a necessidade de especificações adequadas para garantir a funcionalidade dos elementos. Apresenta normas brasileiras para a avaliação da rugosidade, como a NBR6405/88 e NBR8404/84, e discute a padronização de símbolos para indicar acabamentos superficiais em desenhos técnicos. Além disso, enfatiza a relação entre rugosidade, tolerâncias dimensionais e a qualidade funcional dos componentes mecânicos.

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Representação Gráfica

Aula 11 – Estado de Superfície


Rugosidade
Estado de superfície - Rugosidade
- Os elementos para serem fabricados partem de uma material base e sofrem
as transformações pelos processos de fabricação.
- De acordo com a aplicação da produto, alem da medidas e das
tolerâncias: dimensional / forma / posição, o acabamento superficial é
exigido e tem a sua importância.
- Para a perfeita funcionalidade dos elementos, devemos definir também ao estado
das superfícies do mesmos, ou seja a rugosidade destas superfícies.
- Processo de fabricação  obtemos uma faixa de rugosidade superficial.
- < for a rugosidade dos elementos , > o custo de fabricação.

- Em Desenho Técnico temos a padronização para indicar o acabamento superficial nos


elementos e veremos a seguir.

Irregularidades micro-geometricas
- A rugosidade consiste nas marcas ou sulcos (saliências e reentrâncias) deixados pela
“ferramenta” utilizada para produzir a peça
-Indicação do estado de superfície no Brasil

Até 1984, a NBR6402 indicava o acabamento superficial por meio de uma


simbologia que transmitia apenas informações qualitativas. “Esta em desuso”
- Atualmente, a avaliação da rugosidade, no Brasil, baseia-se nas normas
NBR6405/88 e NBR8404/84, que tratam a rugosidade de forma quantitativa,
permitindo que ela seja medida. Este é o próximo assunto que você vai estudar.

Avaliação da rugosidade:

- Através da linha media

- Relação entre a linha P e o


Comprimento C (amostragem)

- Calculamos então a media aritmética


das áreas em relação a linha media

-Chamamos então este item de Ra.

-Ra é o desvio médio aritmético calculado em relação à linha média.


-A norma NBR 8404/84 define 12 classes de rugosidade, que correspondem a
determinados desvios médios aritméticos (Ra) expressos em mícrons (mm).
Indicação de rugosidade nos desenhos técnicos

- Símbolo indicativo de rugosidade : Básico:

- Quando, no processo de fabricação, é exigida


remoção de material, para obter o estado de
superfície previsto, o símbolo básico é
representado com um traço adicional.

- Indica que no deve ser retirado material


naquela superfície e o acabamento provinda da
fase anterior.

- Este símbolo está indicado o processo de


remoção de material por fresagem.

Ex.:
Indicação de tratamentos:
Térmico e Superficiais
Exercícios:
- Analise a representação ao lado, consulte a tabela correspondente e indique
os valores:
a) da rugosidade máxima: R: ..............
b) da rugosidade mínima: R: ..............

- Analise o símbolo de rugosidade e depois complete as lacunas.


a) valor da rugosidade: ...............;
b) direção das estrias: .................;
c) comprimento da amostra: .............;
d) sobre metal para usinagem: ................;
e) método de fabricação:...................... .

- Analise o desenho abaixo e responda às


questões:
a) Quais as classes de rugosidade das
superfícies que formam o rebaixo?
R.:............
b) Qual o valor da rugosidade da superfície
que forma a base da peça?
R.:..........
Represente, nas vistas ortográficas, as classes de rugosidade indicadas na perspectiva.

Analise a vista ortográfica e indique, na perspectiva, as classes de rugosidade de cada


superfície.
CFAC – Concepção e Fabrico
Assistidos por Computador

Indicação dos Estados de Superfície


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João Manuel R. S. Tavares


Bibliografia

• Simões Morais, José Almacinha, “Texto de Apoio à Disciplina de


Desenho de Construção Mecânica (MiEM)”, AEFEUP, 2007
• Simões Morais, “Desenho técnico básico 3”, ISBN: 972-96525-2-X,
Porto Editora, 2006

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 2


Índice

• Indicação dos estados de superfície na documentação técnica


de produtos;
• Generalidades sobre a indicação dos estados de superfície;
• Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade);
• Relações práticas entre diferentes parâmetros de rugosidade;
• Critérios para a especificação de valores para os parâmetros de
rugosidade;
• Relações práticas entre parâmetros de rugosidade e as
tolerâncias dimensionais;
• Processos de avaliação do estado de superfície.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 3


Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos
• As superfícies dos diferentes componentes de um mecanismo
devem ter características adequadas ao tipo de funções por eles
desenvolvidas.
• Os diferentes processos de fabricação de componentes
mecânicos determinam acabamentos diversos nas suas
superfícies.
• As superfícies apresentam irregularidades, que podem ser
classificadas em: desvios macrogeométricos (desvios de
rectitude, de planeza, ondulação, etc.) e desvios
microgeométricos (rugosidade).
• O estado de superfície é o resultado de desvios repetitivos ou
aleatórios, em relação à superfície geométrica, que formam a
topografia tridimensional de uma superfície. Compreende a
rugosidade, a ondulação, a orientação das irregularidades, as
imperfeições e os desvios de forma numa zona limitada da
superfície.
@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 4
Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• O método de medição dos estados de superfície mais utilizado é


a exploração do perfil de superfície, ampliado e com
anamorfose (a ampliação vertical é maior do que a ampliação
horizontal), num plano normal à superfície considerada.

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Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• O perfil de superfície apresenta uma sucessão de picos


separados por vales (irregularidades geométricas do perfil). Estas
irregularidades são quantificadas pela sua altura e pelo seu
espaçamento. Quando esse espaçamento é regular designa-se
por passo.
• As diferentes ordens de grandeza das irregularidades
geométricas do perfil são definidas a partir do seu passo.
• Existe uma gama alargada de meios de avaliação dos estados
de superfície (através da análise de uma área ou de um perfil).

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Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• Tipologia dos desvios


(irregularidades):

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Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• Meios de avaliação dos estados de superfície:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 8


Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• Meios de avaliação dos estados de superfície:

Com os rugosímetros, a separação das diferentes irregularidades


geométricas de perfil (perfil primário, perfil de ondulação e perfil de
rugosidade) faz-se por intermédio de uma filtragem electrónica, embora uma
adequada escolha da extremidade (raio) do apalpador seja também muito
importante para a aquisição de dados relativos ao perfil (filtragem mecânica).
@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 9
Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• A importância dos estados de superfície:


• A rugosidade pode ter influência em funcionalidades tais como:
• a qualidade do deslizamento (atritos seco e viscoso);
• a resistência à corrosão e ao desgaste;
• a materialização dos ajustamentos apertados;
• a resistência oferecida ao escoamento de fluidos e lubrificantes;
• a qualidade da aderência de revestimentos;
• a resistência à flexão e à fadiga;
• a condução térmica e eléctrica;
• a vedação estática e dinâmica;
• a aparência (estética).

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 10


Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• A importância dos estados de superfície:


• A rugosidade pode ter influência em funcionalidades tais como:
• a qualidade do deslizamento (atritos seco e viscoso);
• a resistência à corrosão e ao desgaste;
• a materialização dos ajustamentos apertados;
• a resistência oferecida ao escoamento de fluidos e lubrificantes;
• a qualidade da aderência de revestimentos;
• a resistência à flexão e à fadiga;
• a condução térmica e eléctrica;
• a vedação estática e dinâmica;
• a aparência (estética).

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Indicação dos estados de superfície na documentação
técnica de produtos

• Existe, geralmente, uma relação estreita entre o estado de


superfície e a qualidade das tolerâncias dimensionais.
• A prescrição de um estado de superfície implica igualmente que
os desvios de forma sejam mantidos dentro de limites
admissíveis.
• As causas da grandeza, orientação e grau de irregularidade das
rugosidades podem ser, entre outras:
• imperfeições em mecanismos das máquinas-ferramenta;
• vibrações (altas frequências) no sistema peça-ferramenta (da peça,
da ferramenta);
• desgaste das ferramentas;
• heterogeneidade e plasticidade do material trabalhado;
• o próprio método de obtenção da peça.

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• A norma ISO 1302 aplica-se na indicação de requisitos para


superfícies através de:
• parâmetros de perfil, ligados à linha média (ISO 4287), relacionados
com o:
• perfil R (parâmetros de rugosidade),
• perfil W (parâmetros de ondulação),
• perfil P (parâmetros estruturais, calculados a partir do perfil primário);
• parâmetros, ligados aos motivos do perfil (ISO 12085):
• motivos de rugosidade,
• motivos de ondulação,
• parâmetros ligados à curva da taxa do comprimento de sustentação
(ISO 13565-2, ISO 13565-3).

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície
• Símbolos gráficos para a indicação dos estados de superfície:

• Estes símbolos não deverão ser utilizados isolados, sem informações


complementares. Podem servir para proporcionar indicações
colectivas.
a) Símbolo de base
b) Símbolo prolongado
c) Símbolo prolongado (Quando utilizado num desenho relativo a um
processo de fabricação deve ser interpretado como: “a superfície
especificada deve ser deixada no estado resultante de um processo de
fabricação anterior, tenha sido essa condição obtida por arranque de
material, ou por outros meios”.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 14


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Se for necessário indicar requisitos complementares para


características do estado de superfície, devem ser utilizados os
seguintes símbolos:

a) Símbolo completo permitindo qualquer processo de fabricação;


b) Símbolo completo indicando que deve ser removido material;
c) Símbolo completo indicando que não deve ser removido material.

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Símbolo gráfico para “todas as superfícies em volta de um


contorno da peça”:

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície
• Composição do símbolo gráfico completo para os estados de
superfície:

a) Requisito único de estado de superfície – Designação do parâmetro


de estado de superfície e seu valor numérico (em μm), antecedida
da banda de transmissão/comprimento de base lr (em mm). Inserir
um espaço em branco duplo entre a designação do parâmetro e o
valor limite.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 17


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Composição do símbolo gráfico completo para os estados de


superfície (cont.):
b) Dois ou mais requisitos de estado de superfície – O segundo requisito
deve ser indicado na posição b). Com mais requisitos, o símbolo
gráfico é aumentado, em conformidade, na vertical.
c) Método de fabricação – indica o método de fabricação, o
tratamento, os revestimentos ou outros requisitos de fabricação
para produzir a superfície (ex.: torneada, rectificada, galvanizada).
d) Estrias de superfície e sua orientação.
e) Sobreespessura para trabalho mecânico – se necessária, indicá-la
por um valor numérico em milímetros (mm).

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação das estrias


de superfície:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 19


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação dos parâmetros de estados de superfície:


• A designação do parâmetro e o valor numérico associado, que
devem ser indicados, incluem quatro itens de informação essencial
para a interpretação do requisito:
• Qual dos três perfis da superfície (R, W ou P) é indicado,
• Qual a característica (parâmetro) do perfil que é indicada,
• Quantos comprimentos de base, lr, compõem o comprimento de
avaliação, ln,
• Como deve ser interpretado o limite da especificação indicada.

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação do comprimento de avaliação, ln:


• ln é o comprimento, na direcção da linha média, utilizado para o
estabelecimento do perfil a avaliar.
• Exemplo com Parâmetros de perfil R (ISO 4287):
• Por omissão ln = 5 x lr (exemplos de designações de parâmetros: Rz, Ra,
Rp, etc.).
• Se ln ≠ 5lr, por exemplo, ln = 3 x lr, tal deve ser indicado na designação do
parâmetro (ex.: Rz3, Ra3, Rp3, etc.).
• Indicação de limites de tolerância:
• Existem dois modos diferentes de indicar e interpretar a
especificação de limites de estados de superfície:
• a regra dos 16% (regra por omissão);
• a regra do valor máximo.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 21


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação de limites de tolerância (cont.):

Na regra dos 16%, a superfície é considerada aceitável se, no máximo, 16% de todos os
valores medidos do parâmetro considerado, baseados num comprimento de avaliação,
ultrapassarem o valor especificado.
Na regra do valor máximo, nenhum dos valores medidos do parâmetro de rugosidade, em
toda a superfície sob inspecção, deve exceder o valor especificado.
@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 22
Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação da banda de transmissão e do comprimento de base:


• O estado de superfície é definido numa banda de transmissão – a
gama de comprimentos de onda entre dois filtros definidos. Esta
banda é limitada por um filtro que corta os pequenos comprimentos
de onda (filtro de onda-curta) e por outro que corta os
comprimentos de onda longos (filtro de onda-longa). O valor de
corte (“cut-off”) do filtro de onda-longa é também designado por
comprimento de base, lr.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 23


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície
• Indicação da banda de transmissão e do comprimento de base:
• Se não for indicada qualquer banda de transmissão, aplica-se a banda de
transmissão por omissão. Mas como certos parâmetros de estado de
superfície não têm uma banda de transmissão definida, por omissão, deve
especificar-se a banda de transmissão, o filtro de onda-curta ou o filtro de
onda-longa (comprimento de base), para evitar qualquer ambiguidade.

• Se for relevante indicar apenas um dos dois filtros da banda de transmissão,


tal como, por exemplo, 0,008- (indicação apenas do filtro de onda-curta) ou
-0,25 (indicação apenas do filtro de onda-longa). O segundo filtro tem,
então, se existir, o seu valor por omissão.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 24


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Tipos de tolerância – Unilateral e bilateral:


• Por omissão, a designação do parâmetro, o valor deste e a banda
de transmissão indicados são um limite de tolerância superior
unilateral do parâmetro em questão. Se o parâmetro for para ser
interpretado como sendo um limite de tolerância inferior unilateral, a
designação do parâmetro deve ser precedida pela letra L (ex.: L Ra
0,32).

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 25


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação do método de fabricação ou informação relativa:


• O valor do parâmetro do estado de superfície de uma superfície real
é fortemente influenciado pela forma detalhada da curva do perfil.

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação das estrias de superfície:


• A orientação das estrias é a orientação do padrão de superfície
prevalecente, geralmente determinado pelo processo de
fabricação utilizado.

• Indicação da sobreespessura para trabalho mecânico:


• Geralmente, apenas para os casos em que dois ou mais estádios do
processo são mostrados no mesmo desenho (ex.: em desenhos de
peças fundidas em bruto ou estampadas, com a peça final
mostrada na peça em bruto).

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicação da sobreespessura para trabalho mecânico:

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Posição em desenhos e noutra documentação técnica de


produtos:
• Como regra geral, o símbolo gráfico, ou a linha de indicação
terminando numa seta, deve apontar para a superfície, a partir do
lado exterior do material da peça, para o contorno ou para a sua
extensão.
• Superfícies cilíndricas ou prismáticas podem ser especificadas
apenas uma vez, se indicadas por uma linha de centro e se cada
face da superfície prismática tem o mesmo requisito de estado de
superfície.
• Se o mesmo estado de superfície é requerido na maioria das
superfícies de uma peça, este requisito deverá ser colocado junto
da legenda do desenho. O símbolo gráfico geral deve ser seguido
de um símbolo de base entre parêntesis sem qualquer outra
indicação ou dos requisitos especiais diferentes entre parêntesis.

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Posição em desenhos e noutra documentação técnica de


produtos:

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Posição em desenhos e noutra documentação técnica de


produtos (cont.):

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Posição em desenhos
e noutra
documentação
técnica de produtos
(cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 32


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Posição em desenhos e noutra documentação técnica de


produtos (cont.):

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Posição em desenhos e noutra documentação técnica de


produtos (cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 34


Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Os símbolos gráficos de base e prolongados podem ser utilizados


na superfície apropriada, sendo o seu significado dado no
desenho:

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicações mínimas para um controlo não ambíguo de funções


da superfície:
• Um requisito de estado de superfície é construído a partir de vários
elementos de controlo diferentes, que podem ser parte da
indicação no desenho ou da indicação em texto, noutros
documentos. Os elementos são os seguintes:

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicações mínimas para um controlo não ambíguo de funções


da superfície (cont.):

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Generalidades sobre a indicação dos estados de
superfície

• Indicações mínimas para um controlo não ambíguo de funções


da superfície (cont.):

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Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Existem, fundamentalmente, três tipos de parâmetros


caracterizadores da rugosidade (R):
• os parâmetros do perfil de rugosidade (ISO 4287), ligados à linha
média e definidos a partir de um perfil obtido através de um
processo de filtragem do perfil primário (sistema da linha média);
• os parâmetros ligados aos motivos do perfil (ISO 12085), sendo estes
identificados através da aplicação de um algoritmo do tipo
"reconhecimento de forma", no perfil primário (sistema da linha
envolvente);
• os parâmetros ligados à curva da taxa do comprimento de
sustentação do perfil (ISO 13565).
• Entre os parâmetros mais utilizados no controlo do estado de
superfície das peças podem destacar-se:

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Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

a) O desvio médio aritmético do perfil de rugosidade - Ra


Ra, também designado por rugosidade média aritmética, é a
média aritmética dos valores absolutos das ordenadas Z(x) no
interior de um comprimento de base lr, (ISO 4287).

Na prática e por omissão, os valores de Ra são determinados no


interior de um comprimento de avaliação ln = 5 lr.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 40


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Por definição, Ra não permite diferenciar os perfis inversos,


relativamente à linha média (eixo dos XX), e, portanto, não
fornece nenhuma informação sobre a robustez ou fragilidade de
um perfil, nem sobre a aptidão das peças para exercerem
convenientemente a função para que foram projectadas.
• Este critério é relativamente pouco sensível aos valores
acidentais de amplitude máxima, que não têm nenhuma acção
funcional, e também a um pico ou vale atípico, ocultando o
defeito, mas permite diferenciar diversos perfis de rugosidade
característicos.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 41


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• O parâmetro Ra é o mais utilizado em todo o mundo,


fundamentalmente, nos seguintes casos:
• no controlo de um processo produtivo onde podem ocorrer
mudanças graduais no acabamento superficial, resultantes do
desgaste da ferramenta de corte;
• em superfícies em que o acabamento apresenta sulcos das
operações de maquinar bem orientados (torneamento, fresagem,
etc.);
• em superfícies de pouca responsabilidade, como no caso de
acabamentos com fins estéticos.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 42


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

b) A altura total do perfil de rugosidade - Rt


Rt é a soma da maior das alturas de pico do perfil, Zp, com a maior
das profundidades de vale do perfil, Zv, no interior do comprimento
de avaliação, (ISO 4287).

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Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• O parâmetro Rt, muito aplicado na maioria dos países e de fácil


obtenção no equipamento de medição actual, pode ser
utilizado nos seguintes casos:
• em superfícies de vedação;
• em superfícies de alojamento de juntas de vedação;
• em superfícies sujeitas a acções dinâmicas;
• em tampões, em geral;
• em parafusos fortemente solicitados;
• em superfícies de deslizamento, em que o perfil efectivo é periódico.
• A norma ISO 4287 define também o parâmetro Rz (altura máxima
do perfil) como sendo a soma de Zp com Zv, no interior de um
comprimento de base. Logo, a relação Rt ≥ Rz terá que ser
sempre respeitada para qualquer perfil.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 44


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

c) A média das alturas máximas do perfil de rugosidade - Rz


Rz (DIN 4768) é a média aritmética das alturas máximas do perfil Zi
(iguais a Rz, ISO 4287), medidas em cinco comprimentos de base
consecutivos. A maior das alturas máximas de perfil Zi, verificada no
interior do comprimento de avaliação lm, designa-se por Rmax.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 45


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Rz(DIN) é geralmente mais sensível às mudanças no


acabamento superficial do que Ra, sendo um critério útil no
controlo de um processo produtivo. Na prática, o parâmetro Rz
(ISO 4287) acaba por ser equivalente a Rz(DIN) e em alguma
documentação técnica sugere-se a aplicação da seguinte
relação aproximada: Rz(ISO) ≈ 6 Ra.
• O parâmetro Rz(ISO)Ù Rz(DIN), de fácil obtenção em
equipamentos de medição actuais, pode ser utilizado nos
seguintes casos:
• em superfícies onde defeitos isolados não têm influência na função
da peça a ser controlada (ex: em superfícies de apoio e de
deslizamento, em ajustamentos apertados, etc.);
• em superfícies onde o perfil é periódico e conhecido.

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Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Este parâmetro fornece indicação sobre a deterioração vertical


média das superfícies e define muito bem as superfícies, em
perfis periódicos, mas não dá informações suficientes sobre as
formas dos perfis e seus comprimentos de onda.
f) A taxa do comprimento de sustentação - Rmr(c)
Rmr(c) é a razão entre o comprimento de sustentação do perfil de
rugosidade a um dado nível de corte c, Ml(c), e o comprimento
de avaliação, (ISO 4287).

O comprimento de sustentação do perfil a um nível c, Ml(c), é igual


à soma dos comprimentos dos segmentos resultantes do corte
do perfil por uma linha paralela à linha média (eixo dos XX), a um
dado nível c:

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Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 48


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• A partir da curva da taxa do comprimento de sustentação do


perfil, pode definir-se, também, um conjunto de parâmetros (ISO
13565-2) que descrevem as características funcionais da
rugosidade de superfície, relevantes em superfícies de contacto
fortemente carregadas, merecendo particular referência:
• Rk - profundidade do perfil reduzido (sem os picos salientes e os vales
profundos);
• Rpk - altura dos picos eliminados;
• Rvk - profundidade dos vales eliminados.
• Estes parâmetros permitem descrever a configuração da curva
da taxa do comprimento de sustentação, através da subdivisão
da profundidade total do perfil em três zonas:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 49


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)
• zona dos picos, ligada a comportamentos iniciais em serviço, tais
como rodagem e desgaste;
• zona do perfil reduzido, ligada com a capacidade de carga, o
comportamento funcional, etc.;
• zona dos vales, ligada à lubrificação, à retenção de óleo, etc.
• A comparação entre curvas da taxa do comprimento de
sustentação de diferentes perfis de rugosidade pode dar alguma
indicação sobre como essas curvas podem ser utilizadas na
estimativa da resistência relativa de uma dada superfície face a
avarias. No entanto, a informação proporcionada pelos
parâmetros da curva da taxa do comprimento de sustentação
não está ainda suficientemente desenvolvida para uso corrente
em muitos domínios técnicos.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 50


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Por outro lado, em França, sob o impulso da indústria automóvel


(CNOMO – Comité de Normalization des Moyens de Production),
desenvolveu-se o Sistema da linha envolvente, englobando os
parâmetros ligados aos motivos do perfil, actualmente objecto
da norma ISO 12085.
• Nesta norma, um motivo é definido como sendo uma porção do
perfil primário compreendida entre os pontos mais elevados de
dois picos locais do perfil, consecutivos ou não.
• A identificação dos motivos, no perfil primário, é realizada
através da aplicação de um algoritmo do tipo "reconhecimento
de forma". De entre os principais parâmetros merece destaque a
profundidade média dos motivos de rugosidade – R.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 51


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

g) A profundidade média dos motivos de rugosidade - R


R é a média aritmética das profundidades Hj dos motivos de
rugosidade, no interior do comprimento de avaliação, ou seja:

em que m é o número de valores Hj. Nota: o número de valores Hj é


o dobro do número de valores ARi (comprimentos dos motivos de
rugosidade, m=2n).

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 52


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Os parâmetros ligados aos motivos podem ser calculados


graficamente traçando a linha envolvente superior e a linha
envolvente inferior, não indo aos vales com passo inferior a 500
μm. O parâmetro R representa a distância média entre as duas
linhas envolventes do perfil.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 53


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Parâmetros do estado de superfície (ISO 4287: 1997):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 54


Parâmetros caracterizadores do estado de superfície
(rugosidade)

• Parâmetros do estado de superfície (ISO 4287: 1997) (cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 55


Relações práticas entre diferentes parâmetros de
rugosidade

• Quando não for possível utilizar os parâmetros indicados no


desenho, deverá, excepcionalmente, ser negociada com os
serviços competentes, caso a caso, a utilização de outros
parâmetros alternativos.
• Não existem bases teóricas nem resultados empíricos que
sustentem quaisquer relações exactas entre a generalidade dos
diferentes parâmetros, podendo encontrar-se, na literatura da
especialidade, algumas relações práticas.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 56


Relações práticas entre diferentes parâmetros de
rugosidade

• Conversão do
parâmetro Rz em Ra
e vice-versa:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 57


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• A selecção dos valores dos parâmetros caracterizadores da


rugosidade baseia-se, fundamentalmente, na experiência
anterior e em indicações existentes na literatura da
especialidade.
• A especificação dos valores a atribuir aos diferentes parâmetros
da rugosidade das superfícies pode fazer-se tendo em conta:
• A rugosidade das superfícies associada aos diferentes tipos de
métodos de fabricação utilizados na sua obtenção.
• A relação entre os valores de rugosidade e a função das superfícies.
• Os valores de rugosidade considerados adequados para diferentes
tipos de aplicações correntes.
• As relações práticas existentes entre valores de diferentes
parâmetros de rugosidade e as tolerâncias dimensionais.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 58


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Rugosidade média aritmética associada com diferentes tipos de


métodos de fabricação:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 59


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Rugosidade média aritmética associada com diferentes tipos de


métodos de fabricação (cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 60


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Média aritmética das alturas máximas do perfil de rugosidade


associada com diferentes tipos de métodos de fabricação:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 61


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Média aritmética das alturas máximas do perfil de rugosidade


associada com diferentes tipos de métodos de fabricação (cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 62


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Um mesmo grau de acabamento pode ser obtido através de


diferentes métodos de fabricação e cada método de
fabricação permite obter vários graus de acabamento.
• Logo, a obtenção de uma dada rugosidade não deve estar
vinculada a um determinado método de fabricação.
Estabelecida a função da superfície, através das especificações
inscritas no desenho, o departamento de métodos de fabrico da
empresa deve ter condições para escolher o método mais
adequado, face aos meios de produção disponíveis.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 63


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Relação entre tempos


relativos de operações de
maquinar para a obtenção
de diferentes valores de Ra
(SAAB STD 28):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 64


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Relação entre os
valores de
rugosidade e a
função das
superfícies:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 65


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Relação entre os valores de rugosidade e a função das


superfícies (cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 66


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Valores de
referência (SAAB)
para a escolha
dos parâmetros
Ra e Rz:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 67


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Valores de referência (SAAB) para a escolha dos parâmetros Ra


e Rz (cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 68


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Valores de rugosidade média aritmética (Ra) para diferentes


tipos de aplicações:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 69


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Valores de
rugosidade
média aritmética
(Ra) para
diferentes tipos
de aplicações
(cont.):

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 70


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Até 1992, os valores do parâmetro Ra eram escolhidos a partir da


série de valores da série Renard R’ 10/3.
• Nos desenhos antigos, a rugosidade Ra podia também ser
indicada pelos números dos graus de rugosidade.
• A utilização desta progressão geométrica de razão 2 era
justificada pelo facto de, com a utilização dos padrões de
rugosidade, mesmo o pessoal do controlo mais experiente só
conseguir distinguir claramente duas rugosidades diferentes, se
uma delas tivesse um valor que fosse o dobro ou metade do
valor da outra.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 71


Critérios para a especificação de valores para os
parâmetros de rugosidade

• Com a utilização de rugosímetros passou a ser possível verificar a


especificação de qualquer valor numérico para os diferentes
parâmetros de rugosidade, embora seja corrente recorrer-se aos
valores, recomendados para os parâmetros de rugosidade (em
μm), constantes da série Renard R’ 10.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 72


Relações práticas entre parâmetros de rugosidade e as
tolerâncias dimensionais

• A representação do estado de acabamento das superfícies não


fornece qualquer indicação sobre a qualidade (grau de
tolerância) das dimensões das peças.
• No entanto, é evidente que uma qualidade dimensional elevada
não se pode conciliar com superfícies grosseiramente
trabalhadas.
• Existem várias relações práticas que relacionam as rugosidades
adequadas com as tolerâncias dimensionais especificadas.
• A aplicação rígida de uma dessas relações pode conduzir à
exigência de estados de superfície que não são indispensáveis
ao bom comportamento mecânico ou à duração de vida das
peças em serviço, o que, não sendo necessário, aumenta
inutilmente o preço das peças.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 73


Relações práticas entre parâmetros de rugosidade e as
tolerâncias dimensionais

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 74


Relações práticas entre parâmetros de rugosidade e as
tolerâncias dimensionais

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 75


Relações práticas entre parâmetros de rugosidade e as
tolerâncias dimensionais

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 76


Processos de avaliação do estado de superfície

• A medição da rugosidade superficial das peças efectua-se,


geralmente, por palpação ao longo de uma secção, com
exploração bidimensional da superfície. De acordo com as
dimensões das peças a controlar, podem utilizar-se instrumentos
de medição (rugosímetros) fixos ou portáteis.
• Inspecção visual através da utilização de padrões de rugosidade
(escantilhões de comparação viso-táctil):
• A utilização dos padrões de rugosidade (placas de “RUGOTEST”), na
inspecção visual de superfícies das peças, facilita o controlo da
produção, permitindo efectuar uma rápida selecção das superfícies
onde deverão ser efectuadas medições complementares.

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 77


Processos de avaliação do estado de superfície

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 78


Processos de avaliação do estado de superfície

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 79


Processos de avaliação do estado de superfície

(cont.)

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 80


Processos de avaliação do estado de superfície

• Medição do perfil de rugosidade através de rugosímetros ou


perfilómetros de contacto:

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 81


Processos de avaliação do estado de superfície

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 82


Processos de avaliação do estado de superfície

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 83


Processos de avaliação do estado de superfície

@2007 João Manuel R. S. Tavares CFAC: Indicação dos Estados de Superfície 84


Espírito Santo
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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Mecânica
Leitura e Interpretação de
Desenho Técnico Mecânico

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 3
Espírito Santo
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Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico

© SENAI - ES, 1996

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)

Coordenação Geral Francisco Lordes (SENAI)


Marcos Drews Morgado Horta (CST)

Supervisão Paulo Sérgio Teles Braga (SENAI)


Rosalvo Marcos Trazzi (CST)

Elaboração Evandro Armini de Pauli (SENAI)


Fernando Saulo Uliana (SENAI)

Aprovação José Geraldo de Carvalho (CST)


José Ramon Martinez Pontes (CST)
Tarcilio Deorce da Rocha (CST)
Wenceslau de Oliveira (CST)

Editoração Ricardo José da Silva (SENAI)

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


DAE - Divisão de Assistência às Empresas
Departamento Regional do Espírito Santo
Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES.
CEP 29045-401 - Caixa Postal 683
Telefone: (027) 325-0255
Telefax: (027) 227-9017

CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão


AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos
AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES.
CEP 29160-972
Telefone: (027) 348-1322
Telefax: (027) 348-1077

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4 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Sumário

Identificação de vistas ................................................................................................... 03


• Exercícios ................................................................................................................. 12

Supressão de vistas ...................................................................................................... 39


• Exercícios ................................................................................................................. 41

Identificação e Leitura de Cotas,


Símbolos e Materiais..................................................................................................... 43

Regras de Cotagem ...................................................................................................... 45


• Exercícios ................................................................................................................. 49
• Cotagem de Detalhes ............................................................................................... 53

Símbolos e Convenções................................................................................................ 55
• Símbolos em Materiais Perfilados............................................................................. 56
• Convenções para Acabamento de Superfície ........................................................... 57
• Exercícios ................................................................................................................. 59

Indicação de estado de superfície................................................................................. 63


• Rugosidade .............................................................................................................. 63
• Qualidade da superfície de acabamento................................................................... 71
• Interpretação ............................................................................................................ 72
• Exercícios ................................................................................................................. 74

Tolerância .....................................................................................................................75
• Indicações de tolerância ........................................................................................... 77
• Tolerância ISO (International Organization for Standardization) ............................... 78
• Cotagem com indicação de tolerância ...................................................................... 82
• Exercícios ................................................................................................................. 87

Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico - Avaliação .............................. 88

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Espírito Santo
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Identificação de vistas

Uma peça que estamos observando ou mesmo imaginando,


pode ser desenhada (representada) num plano. A essa
representação gráfica se dá o nome de “Projeção”.
O plano é denominado “plano de projeção” e a representação da
peça recebe, nele, o nome de projeção.
Podemos obter as projeções através de observações feitas em
posições determinadas. Podemos então ter várias “vistas” da
peça.

Tomemos por exemplo uma caixa de fósforos.


Para representar a caixa vista de frente, consideramos um plano
vertical e vamos representar nele esta vista.
A vista de frente é, por isso, também denominada projeção
vertical e/ou elevação.

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Reparemos, na figura abaixo, as projeções verticais ou


elevações das peças. Elas são as vistas de frente das peças
para o observador na posição indicada.

Voltemos ao exemplo da caixa de fósforos.


O observador quer representar a caixa, olhando-a por cima.
Então usará um plano, que denominaremos de plano horizontal,
e a projeção que representa esta “vista de cima” será
denominada projeção horizontal vista de cima ou planta.

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A figura abaixo representa a projeção horizontal, vista de cima


ou planta das peças, para o observador na posição indicada.

O observador poderá representar a caixa, olhando-a de lado.


Teremos uma vista lateral, e a projeção representará uma vista
lateral que pode ser da direita ou da esquerda.

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Reparemos que uma peça pode ter, pelo que foi esclarecido, até
seus vistas; entretanto, uma peça que estamos vendo ou
imaginando, deve ser representada por um número de vistas
que nos dê a idéia completa de peça, um número de vistas
essenciais para representá-la a fim de que possamos entender
qual é a forma e quais as dimensões da peça. Estas vistas são
chamadas de “vistas principais”.
Ao selecionar a posição da peça da qual se vai fazer a projeção,
escolhe-se para a vertical, aquela vista que mais caracteriza ou
individualiza a peça; por isso, é comum também chamar a
projeção vertical (elevação) de vista principal.
As três vistas, elevação, planta e vista lateral esquerda,
dispostas em posições normalizadas pela ABNT nos dão as
suas projeções.
A vista de frente (elevação) e a vista de cima (planta) alinham-
se verticalmente.

A vista de frente (elevação) e a vista de lado (vista lateral


esquerda) alinham-se horizontalmente.

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Finalmente, temos a caixa de fósforos desenhada em três


projeções.

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Santo
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Por esse processo podemos desenhar qualquer peça.

Na vista lateral esquerda das projeções das peças abaixo,


existem linhas tracejadas. Elas representam as arestas não
visíveis.

Arestas não visíveis


quando vista na lateral

Linhas tracejadas

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Nas projeções abaixo, aparecem linhas de centro.

Nas projeções abaixo, foram empregados eixos de simetria.

As projeções desenhadas anteriores apresentaram a vista


lateral esquerda, representando o que se vê olhando a peça
pelo lado esquerdo, apesar de sua projeção estar à direita da
elevação.

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Santo
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Nos casos em que o maior número de detalhes estiver colocado


no lado direito da peça, usa-se a vista lateral direita, projetando-
a à esquerda da elevação, conforme exemplos abaixo:

Vista lateral direita Elevação

Planta

Vista lateral direita Elevação

Planta

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Os desenhos abaixo mostram as projeções de várias peças com


utilização de apenas uma vista lateral. De acordo com os
detalhes a serem mostrados, foram utilizadas as laterais
esquerda ou direita.

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Santo
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Em certos casos, porém, há necessidade de se usar duas


laterais para melhor esclarecimento de detalhes importantes.
Quando isso acontece, as linhas tracejadas desnecessárias
podem ser omitidas, como nos exemplos abaixo.

LD LE

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Exercícios:

Complete, à mão livre, as projeções das peças apresentadas e


coloque nome em cada uma das vistas.

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Complete, à mão livre, as projeções das peças apresentadas e


coloque nome em cada uma das vistas.

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Santo
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Complete, à mão livre, as projeções das peças apresentadas.

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20 Departamento Regional do Espírito
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Desenhe, à mão livre, as plantas e as vistas laterais esquerdas


das peças apresentadas.

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22 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Complete, à mão livre, as plantas e as vistas laterais esquerdas


das peças apresentadas.

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Departamento Regional do Espírito Santo 23
Espírito Santo
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Desenhe a mão livre as projeções das peças apresentadas.

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24 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Identifique e numere as projeções correspondentes a cada peça


apresentada em perspectiva.

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Departamento Regional do Espírito Santo 25
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Identifique e numere as projeções correspondentes a cada peça


apresentada em perspectiva.

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26 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Identifique as vistas de frente, de cima e as laterais esquerda e


direita nas projeções apresentadas.

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Departamento Regional do Espírito Santo 27
Espírito Santo
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Identifique as vistas de frente, de cima e as laterais esquerda e


direita nas projeções apresentadas.

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28 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Coloque em baixo de cada vista, as iniciais correspondentes:


VF - Vista de Frente
VS - Vista Superior
VLE - Vista Lateral Esquerda
VLD - Vista Lateral Direita

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Coloque em baixo de cada vista, as iniciais correspondentes:


VF - Vista de Frente
VS - Vista Superior
VLE - Vista Lateral Esquerda
VLD - Vista Lateral Direita

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30 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Desenhe, à mão livre, a terceira vista das projeções


apresentadas.

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Departamento Regional do Espírito Santo 31
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32 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Desenhe, à mão livre, a terceira vista das projeções


apresentadas.

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Departamento Regional do Espírito Santo 33
Espírito Santo
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34 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Complete as projeções abaixo.

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Departamento Regional do Espírito Santo 35
Espírito Santo
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36 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 37
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
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Complete as projeções abaixo.

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38 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 39
Espírito Santo
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Procure nos desenhos abaixo as vistas que se relacionam entre


si, (Elevação e Planta) e coloque os números correspondentes
como no exemplo nº 1.

Elevações

Plantas

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SENAI
40 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Procure nos desenhos abaixo as vistas que se relacionam entre


si, (Elevação e Planta) e coloque os números correspondentes
como no exemplo nº 1.

Elevações

Laterais esquerdas

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Departamento Regional do Espírito Santo 41
Espírito Santo
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Complete as projeções abaixo desenhando a vista lateral direita.

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SENAI
42 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Supressão de vistas

Quando representamos uma peça pelas suas projeções,


usamos as vistas que melhor identificam suas formas e
dimensões. Podemos usar três ou mais vistas, como também
podemos usar duas vistas e, em alguns casos, até uma única
vista.
Nos exemplos abaixo estão representadas peças com duas
vistas. Continuará havendo uma vista principal - vista de frente
- sendo escolhida como segunda vista aquela que melhor
complete a representação da peça.

Vista lateral Elevação


direita Elevação

Planta
Elevação Vista lateral
esquerda

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 43
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
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Nos exemplos abaixo estão representadas peças por uma única


vista. Neste tipo de projeção é indispensável o uso de símbolos.

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SENAI
44 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Exercício:

Empregando duas vistas, desenhe, à mão livre, as peças


apresentadas.

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 45
Espírito Santo
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SENAI
46 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Identificação e Leitura de Cotas, Símbolos e Materiais

Para execução de uma peça, torna-se necessário que se


coloque no desenho, além das projeções que nos dão idéia da
forma da peça, também as suas medidas e outras informações
complementares. A isto chamamos Dimensionamento ou
Cotagem.
A Cotagem dos desenhos tem por objetivos principais
determinar o tamanho e localizar exatamente os detalhes da
peça. Por exemplo, para execução da peça ao lado
necessitamos saber as suas dimensões e a exata localização do
furo.

A Anotação - “ESP. 8” - Refere-se à Espessura da Peça.

Para a Cotagem de um desenho são necessários três


elementos:
Linhas de Cota
Linhas de Extensão
Valor Numérico da Cota

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Departamento Regional do Espírito Santo 47
Espírito Santo
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Como vemos na figura acima, as Linhas de Cota são de


espessura fina, traço contínuo, limitadas por setas nas
extremidades. As linhas de extensão são de espessura fina,
traço contínuo, não devem tocar o contorno do desenho da peça
e prolongam-se um pouco além da última linha de cota que
abrangem.

• o número que exprime o


valor numérico da cota pode
ser escrito:

• acima da linha de cota,


eqüidistante dos extremos;

• em intervalo aberto pela


interrupção da linha de cota.

No mesmo desenho devemos empregar apenas uma destas


duas modalidades. O valor numérico colocado acima da linha
de cota é mais fácil e evita a possibilidade de erros.

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48 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Regras de Cotagem

Em desenho técnico, normalmente, a unidade de medida é o


milímetro, sendo dispensada a colocação do símbolo junto ao
valor numérico da cota.
Se houver o emprego de outra unidade, coloca-se o respectivo
símbolo ao lado do valor numérico, conforme figura ao lado.

As cotas devem ser colocadas de modo que o desenho seja lido


da esquerda para a direita e de baixo para cima paralelamente à
dimensão cotada.

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Departamento Regional do Espírito Santo 49
Espírito Santo
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Cada cota deve ser indicada na vista que mais claramente


representar a forma do elemento cotado. Deve-se evitar a
repetição de cotas.

As cotas podem ser colocadas dentro ou fora dos elementos


que representam, atendendo aos melhores requisitos de clareza
e facilidade de execução.

Nas transferências de cotas para locais mais convenientes,


devemos evitar o cruzamento das linhas de extensão com linhas
de cota.
As linhas de extensão são traçadas perpendicularmente à
dimensão cotada ou, em caso de necessidade, obliquamente,
porém paralelas entre si.

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50 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Evite a colocação de cotas inclinadas no espaço hachurado a


30º

Não utilize as linhas de centro e eixos de simetria como linhas


de cota. Elas substituem as linhas de extensão.

Cotagem por meio de faces de referência (Fase A e B)

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Departamento Regional do Espírito Santo 51
Espírito Santo
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Cotagem de elementos esféricos

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Departamento Regional do Espírito Santo 53
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Exercício:

Localize as cotas necessárias para execução das peças abaixo


representadas. Não coloque o valor numérico das cotas. Trace,
à mão livre, apenas as linhas de cota e de extensão.

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54 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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__

Localize as cotas necessárias para execução das peças abaixo


representadas. Não coloque o valor numérico das cotas. Trace,
à mão livre, apenas as linhas de cota e de extensão.

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Departamento Regional do Espírito Santo 55
Espírito Santo
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__

Localize as cotas necessárias para execução das peças abaixo


representadas. Não coloque o valor numérico das cotas. Trace,
à mão livre, apenas as linhas de cota e de extensão.

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56 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Faça, à mão livre, a cotagem completa dos desenhos abaixo.

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Departamento Regional do Espírito Santo 57
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58 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Cotagem de Detalhes

As linhas de cota de raios de arcos levam setas apenas na


extremidade que toca o arco.

Conforme o espaço disponível no desenho, os ângulos podem


ser cotados assim:

A Cotagem de Chanfros se faz como indicam as figuras abaixo.


Quando o chanfro for de 45º, podemos simplificar a cotagem
usando um dos sistemas apresentados na figura abaixo.

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Departamento Regional do Espírito Santo 59
Espírito Santo
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__

A Cotagem de Círculos se faz indicando o valor de seu diâmetro


por meio dos recursos apresentados nas figuras abaixo, que são
adotados conforme o espaço disponível no desenho.

Para cotar em espaços reduzidos, colocamos as cotas como


nas figuras abaixo:

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60 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Símbolos e Convenções

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em


suas Normas NB-8 e NB-13, recomenda a utilização dos
símbolos abaixo, que devem ser colocados sempre antes dos
valores numéricos das cotas.

∅ Indicativo de Diâmetro
† Indicativo de Quadrado
R Indicativo de Raio

Estas duas linhas finas cruzadas indicam


que se trata de superfície plana.

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Departamento Regional do Espírito Santo 61
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Quando, nas vista cotada, for evidente que se trata de diâmetro


ou quadrado, os respectivos símbolos podem ser dispensados.
Exemplos:

Símbolos em Materiais Perfilados

Os símbolos abaixo, devem ser colocados sempre antes da


designação da bitola do material.

SÍMBOLOS INDICATIVO DE EXEMPLO DE LEITURA

{ Redondo

Quadrado ¼” x 1” x 85”
Chato

L Cantoneira Barra chata de 1/4” de

T “Te” espessura por 1” de largura

Duplo “T” e 85 mm de comprimento

[ “U”

# Número de Bitolas em
Chagas, Fios, etc.

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62 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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__

Convenções para Acabamento de Superfícies

Superfícies em bruto, porém limpas de rebarbas e


~ saliências.

Π
Superfícies apenas desbastadas.

ΠΠ
Superfícies alisadas.

ΠΠΠ
Superfícies polidas

ΠΠΠ
Para outros graus de acabamento, devendo ser
indicada a maneira de obtê-los.

Superfícies sujeitas a tratamento especial,


indicado sobre a linha horizontal.
Ex.: cromado, niquelado, pintado, etc.

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Departamento Regional do Espírito Santo 63
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64 Departamento Regional do Espírito
Santo
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__

Quando todas as superfícies de uma peça tiverem o mesmo


acabamento, o respectivo sinal deve ficar em destaque.

Se, na mesma peça, houver superfícies com graus de


acabamento diferentes dos da maioria, os sinais
correspondentes serão colocados nas respectivas superfícies e
também indicados entre parênteses, ao lado do sinal em
destaque.

Exemplo de aplicação dos símbolos e convenções


Exemplo de aplicação dos ΠΠ (ΠΠΠ)
Símbolos e Convenções

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Departamento Regional do Espírito Santo 65
Espírito Santo
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Exercício:

Localize as cotas necessárias para execução das peças abaixo


representadas. Não coloque o valor numérico das cotas.
Tracem, à mão livre, apenas as linhas de cota, de extensão e os
símbolos necessários.

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66 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Qual o tipo de acabamento utilizado nas superfícies indicadas


pelas letras:

A- D-
B- E-
C- F-

Qual o tipo de acabamento geral da peça abaixo?


Resp.: _____________________

Qual o tipo de acabamento para as partes torneadas com 25


mm de diâmetro?
Resp.: ______________________

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Departamento Regional do Espírito Santo 67
Espírito Santo
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__

Para cada material há uma hachura determinada

Hachurado convencional

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68 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Indicação de estado de superfície

O desenho técnico, além de mostrar as formas e as dimensões


das peças, precisa conter outras informações para representá-
las fielmente. Uma dessas informações é a indicação dos
estados das superfícies das peças.

Acabamento
Acabamento é o grau de rugosidade observado na superfície da
peça. As superfícies apresentam-se sob diversos aspectos, a
saber: em bruto, desbastadas, alisadas e polidas.
Superfície em bruto é aquela que não é usinada, mas limpa
com a eliminação de rebarbas e saliências.
Superfície desbastada é aquela em que os sulcos deixados
pela ferramenta são bastante visíveis, ou seja, a rugosidade é
facilmente percebida.
Superfície alisada é aquela em que os sulcos deixados pela
ferramenta são pouco visíveis, sendo a rugosidade pouco
percebida.
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Departamento Regional do Espírito Santo 69
Espírito Santo
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Superfície polida é aquela em que os sulcos deixados pela


ferramenta são imperceptíveis, sendo a rugosidade detectada
somente por meio de aparelhos.
Os graus de acabamento das superfícies são representados
pelos símbolos indicativos de rugosidade da superfície,
normalizados pela norma NBR 8404 da ABNT, baseada na
norma ISO 1302.
Os graus de acabamento são obtidos por diversos processos de
trabalho e dependem das modalidades de operações e das
características dos materiais adotados.

Rugosidade

Com a evolução tecnológica houve a necessidade de se


aprimorarem as indicações dos graus de acabamento de
superfícies. Com a criação de aparelhos capazes de medir a
rugosidade superficial em µm (micrometro; 1µm = 0,001mm), as
indicações dos acabamentos de superfícies passaram a ser
representadas por classes de rugosidade.
Rugosidade são erros microgeométricos existentes nas
superfícies das peças.

A norma ABNT NBR 8404 normaliza a indicação do estado de


superfície em desenho técnico por meio de símbolos.

Símbolo sem indicação de rugosidade


Símbolo Significado

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70 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Símbolo básico. Só pode ser usado


quando seu significado for
complementado por uma indicação.
Caracterização de uma superfície
usinada sem maiores detalhes.

Caracteriza uma superfície na qual a


remoção de material não é permitida e
indica que a superfície deve permanecer
no estado resultante de um processo de
fabricação anterior, mesmo se esta tiver
sido obtida por usinagem ou outro
processo qualquer.

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Departamento Regional do Espírito Santo 71
Espírito Santo
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Símbolos com indicação da característica principal da


rugosidade Ra

Símbolo Significado
A remoção do material

é facultativa é exigida não é permitida


Superfície com uma
3,2 N8 3,2 N8 3,2 N8 rugosidade de um
valor máximo:
OU OU OU
Ra = 3,2µm
Superfície com uma
6,3 N8 6,3 N9 6,3 N9 rugosidade de um
1,6 N9 1,6 N7 1,6 N7 valor:
máximo: Ra = 6,3µm
OU OU OU
mínimo: Ra = 1,6µm

Símbolos com indicações complementares


Estes símbolos podem ser combinados entre si ou com os
símbolos apropriados.
Símbolo Significado

fresado
Processo de fabricação: fresar

Comprimento de amostragem: 2,5 mm


2,5

Direção das estrias: perpendicular ao


⊥ plano de projeção da vista.

Sobremetal para usinagem: 2mm

Indicação (entre parênteses) de um outro


(Rt = 0,4) parâmetro de rugosidade diferente de Ra,
por exemplo Rt = 0,4µm.
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72 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Símbolos para direção das estrias


Quando houver necessidade de definir a direção das estrias,
isto é, a direção predominante das irregularidades da superfície,
deve ser utilizado um símbolo adicional ao símbolo do estado de
superfície.
A tabela seguinte caracteriza as direções das estrias e os
símbolos correspondentes.
Símbolos para direção das estrias

Símbolo Interpretação
Paralela ao plano de
projeção da vista sobre
= o qual o símbolo é
aplicado.
Perpendicular ao plano
de projeção da vista
⊥ sobre o qual o símbolo
é aplicado.
Cruzadas em duas
direções oblíquas em
relação ao plano de
X projeção da vista sobre
o qual o símbolo é
aplicado.
Muitas direções

Aproximadamente
central em relação ao
ponto médio da
C superfície ao qual o
símbolo é referido.

Aproximadamente radial
em relação ao ponto
médio da superfície ao
R qual o símbolo é
referido.

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Departamento Regional do Espírito Santo 73
Espírito Santo
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A ABNT adota o desvio médio aritmético (Ra) para determinar


os valores da rugosidade, que são representados por classes de
rugosidade N1 a N12, correspondendo cada classe a valor
máximo em µm, como se observa na tabela seguinte.
Tabela - Característica da rugosidade Ra
Classe de rugosidade Desvio médio aritmético (Ra)
N12 50
N11 25
N10 12,5
N 9 6,3
N 8 3,2
N 7 1,6
N 6 0,8
N 5 0,4
N 4 0,2
N 3 0,1
N 2 0,05
N 1 0,025

Exemplos de aplicação

a) N8
1

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74 Departamento Regional do Espírito
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b)
2 ( N6 N9
)

Interpretação do exemplo a

1 é o número da peça.
N8
, ao lado do número da peça, representa o acabamento
geral, com retirada de material, válido para todas as superfícies.

N8 indica que a rugosidade máxima permitida no acabamento é


de 3,2µm (0,0032mm).

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Departamento Regional do Espírito Santo 75
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Interpretação do exemplo b

2 é o número da peça.

: o acabamento geral não deve ser indicado nas


superfícies.
O símbolo significa que a peça deve manter-se sem a retirada
de material .
N6 N9
e dentro dos parênteses devem ser indicados nas
respectivas superfícies.
N6 corresponde a um desvio aritmético máximo de 0,8µm
(0,0008mm) e N9 corresponde a um desvio aritmético máximo
de 6,3µm (0,0063mm).
Os símbolos e inscrições devem estar orientados de maneira
que possam ser lidos tanto com o desenho na posição normal,
como pelo lado direito.
Se necessário, o símbolo pode ser interligado por meio de uma
linha de indicação.

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76 Departamento Regional do Espírito
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__

O símbolo deve ser indicado uma vez para cada superfície e, se


possível, na vista que leva a cota ou representa a superfície.

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Departamento Regional do Espírito Santo 77
Espírito Santo
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Qualidade da superfície de acabamento

PROFUNDIDADE DA RUGOSIDADE Ra = X (1X = 0,001mm)


Grupo ∇∇∇∇ ∇∇∇ ∇∇ ∇ ~
Máximo 0,1 0,8 6,3 5,0 1000

N1

N3

N5

N7

N9

N11
N10

N12
N2

N4

N6

N8
Baseada na NBR 8004 e Classe
ISO 1302

0,025

0,05

0,16

0,63

10,0
12,50

40,0
50,0
0,04

0,10

0,20

6,30

25,0

100
160
250
400
630
1000
0,40

0,80
1,60
2,50
3,20
OPERAÇÃO ACABAMENTO
ALARGAR Fino
De precisão
Pré-aplainar
APLAINAR Desbastar
Alisar
BROCHAR Brochar
Fino
ESCAREAR Escarear
Alargar
Forjamento sem matriz
FORJAR Forjamento com matriz
Forjamento de pressão
Desbastar
FRESAR Alisar
Fino
De precisão
Fundição em areia
FUNDIR Fundição em coquilha
Fundição sob pressão
LAMINAR A quente
A frio
Desbastar
LAPIDAR Alisar
Fino
De precisão
Desbastar
LIMAR Alisar
Translimar
POLIR Polir com máquina
Polir
POLIR SOB Polimento de aperto
PRESSÃO Polimento com rolos
PRENSAR Prensar
Cunhar
2
RASQUETEAR 1 a 3 marcações por cm
2
3 a 5 marcações por cm
Retificar grosso
RETIFICAR Retificar
Fino
De precisão
Rodagem simples
RODAR Superacabamento
Superacab. com rolos
Com jato de areia grossa
SOPRAR Com jato de areia média
Com jato de areia fina
Com jato de esferas
Pré-tornear
TORNEAR Desbastar
Alisar
INT. e EXT. [Link] com vídia
[Link] precis. com diamante
TREFILAR Estirar e repuxar
Estirar com precisão

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78 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Informações complementares

Interpretação

4 é o número da peça.
N11
, ao lado do número da peça, representa o acabamento
geral, válido para todas as superfícies sem indicação.
N11 indica que a rugosidade máxima permitida no acabamento
é de 25µm (0,025mm).
N9
, representado dentro dos parênteses e nas superfícies que
deverão ser usinadas, indica rugosidade máxima permitida de
6,3µm (0,0063mm).
N5
indica superfície usinada com rugosidade máxima permitida
de 0,4µm (0,0004mm).

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Departamento Regional do Espírito Santo 79
Espírito Santo
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O símbolo dentro dos parênteses representa, de forma


simplificada, todos os símbolos de rugosidade indicados nas
projeções.

alargar
N7 N8 N9 N10

Disposição das indicações do estado de superfície no


símbolo
processo de
fabricação

classe de fresado
rugorsidade

sobremetal
N8 2,5 comprirmento
para usinagem da amostragem

2 direção das
estrias

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80 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Exercícios

1) Escreva, nas linhas indicadas, a rugosidade das peças em


sua grandeza máxima, conforme o exemplo a.

a. N8 = 3,2µm

b. ____________ ,_____________

c. ____________ ,_____________

2) Analise o desenho técnico e responda às perguntas a


seguir.

a) Que classe de rugosidade a maioria das superfícies da


peça deverá receber?
___________________________________________
b) Que outras classes de rugosidade a peça deverá
receber?
___________________________________________
c) Que tratamento a peça deverá receber?
___________________________________________
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Departamento Regional do Espírito Santo 81
Espírito Santo
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Tolerância

Tolerância é o valor da variação permitida na dimensão de uma


peça. Em termos práticos é a diferença tolerada entre as
dimensões máxima e mínima de uma dimensão nominal.

A tolerância é aplicada na execução de peças em série e


possibilita a intercambiabilidade delas.

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82 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Conceitos na aplicação de medidas com tolerância

Medida nominal: é a medida representada no desenho.

30

Medida com tolerância: é a medida com afastamento para mais


ou para menos da medida nominal.

30 +−00,,12

Medida efetiva: é a medida real da peça fabricada.

Ex. 30,024

Dimensão máxima: é a medida máxima permitida.

30,2

Dimensão mínima: é a medida mínima permitida.

29,9

Afastamento superior: é a diferença entre a dimensão máxima


permitida e a medida nominal.

30,2 - 30 = 0,2

Afastamento inferior: é a diferença entre a dimensão mínima


permitida e a medida nominal.

29,9 - 30 = -0,1

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 83
Espírito Santo
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Campo de tolerância: é a diferença entre a medida máxima e a


medida mínima permitida.

30,2 - 29,9 = 0,3

Indicações de tolerância

Afastamentos, indicados junto das cotas nominais.

Afastamentos gerais, indicados abaixo do desenho.

As tolerâncias podem ser representadas por afastamentos ou


pela norma ISO adotada pela ABNT.
Por afastamento Pela norma ISO

30 0+0,025 30H7

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SENAI
84 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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Tolerância ISO (International Organization for


Standardization)

O sistema de tolerância ISO adotado pela ABNT, conhecido


como sistema internacional de tolerância, consiste numa série
de princípios, regras e tabelas que permitem a escolha racional
de tolerâncias na produção de peças. A unidade de medida
para tolerância ISO é o micrômetro (µm = 0,001mm).
A tolerância ISO é representada normalmente por uma letra e
um numeral colocados à direita da cota. A letra indica a
posição do campo de tolerância e o numeral, a qualidade de
trabalho.

Posição do campo de tolerância


Qualidade de trabalho
m 6
40

Dimensão nominal

Campo de tolerância
É o conjunto dos valores compreendidos entre as dimensões
máxima e mínima. O sistema ISO prevê 28 campos
representados por letras, sendo as maiúsculas para furos e as
minúsculas para eixos:

Furos
A, B, C, CD, D, E, EF, F, FG, G, H, J, JS, K, M, N, P, R, S, T, U,
V, X, Y, Z, ZA, ZB, ZC

Eixos
a, b, c, cd, d, e, ef, f, fg, g, h, j, js, k, m, n, p, r, s, t, u, v, x, y,
z, za, zb, zc

Qualidade de trabalho
A qualidade de trabalho (grau de tolerância e acabamento das
peças) varia de acordo com a função que as peças
desempenham nos conjuntos.
O sistema ISO estabelece dezoito qualidades de trabalho, que
podem ser adaptadas a qualquer tipo de produção mecânica.
_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 85
Espírito Santo
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__

Essas qualidades são designadas por IT 01, IT 0, IT 1, IT 2... IT


1.6 (I - ISO e T = tolerância).
Grupos de dimensões
O sistema de tolerância ISO foi criado para produção de peças
intercambiáveis com dimensões compreendidas entre 1 e
500mm. Para simplificar o sistema e facilitar sua utilização,
esses valores foram reunidos em treze grupos de dimensões em
milímetros.
Grupos de dimensões em milímetros

1 6 18 50 120 250 400


a a a a a a a
3 10 30 80 180 315 500

3 10 30 80 180 315
a a a a a a
6 18 50 120 250 400

Ajustes
O ajuste é a condição ideal para fixação ou funcionamento entre
peças executadas dentro de um limite. São determinados de
acordo com a posição do campo de tolerância.

Ajuste incerto
Ajuste móvel

_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
86 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
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Ajuste fixo

Para não haver diversificação exagerada de tipos de ajustes, a


tolerância do furo ou do eixo é padronizada. Geralmente,
padroniza-se o furo em H7.

A origem dos termos furo e eixo provém da importância que as


peças cilíndricas têm nas construções mecânicas. Na prática,
porém, os termos furo e eixo são entendidos como medida
interna e medida externa, respectivamente.

Para estabelecer a tolerância, usa-se a tabela a seguir:

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 87
Espírito Santo
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AJUSTES RECOMENDAÇÕES
TIPO

ORDINÁRIA
EXEMPLO EXEMPLO

MECÂNICA

MECÂNICA
PRECISO

MECÂNICA
PRECISA
EXTRA
DE

MÉDIA
DE DE
AJUSTE AJUSTE APLICAÇÃO

Peças cujos funciona-


mentos necessitam de
H6 e7 H7 e7 H8 e9 H11 a11 folga por força de
LIVRE
H7 e8 dilatação, mau alinha-
Montagem à mão, mento, etc.
com facilidade.
Peças que giram ou
deslizam com boa
H6 f 6 H7 f 7 H8 f 8 H10 d10 lubrificação.
ROTATIVO
H11 d11 Ex.: eixos, mancais,
Montagem à mão etc.
podendo girar sem
esforço.
Peças que deslizam
ou giram com grande
H6 g5 H7 g6 H8 g8 H10 h10 precisão.
DESLIZANTE
Montagem à mão H8 h8 H11 h11 Ex.: anéis de rola-
com leve pressão. mentos, corrediças,
etc.
Encaixes fixos de
precisão, órgãos
DESLIZANTE H6 h5 H7 h6 lubrificados
Montagem à mão, deslocáveis à mão.
JUSTO
porém, necessitando Ex.: punções, guias,
de algum esforço. etc.
Órgãos que neces-
ADERENTE sitam de freqüentes
H6 j 5 H7 j 6 desmontagens.
FORÇADO
Ex.: polias, engrena-
Montagem com gens, rolamentos, etc.
LEVE
auxílio de martelo.
Órgão possíveis de
montagens e desmon-
FORÇADO H6 m 5 H7 m 6 tagens sem defor-
mação das peças.
DURO
Montagem com
auxílio de martelo
pesado.
À Peças impossíveis de
serem desmontadas
PRESSÃO H6 p5 H7 p6 sem deformação.
Ex.: buchas à pres-
COM
Montagem com são, etc.
ESFORÇO auxílio de balancim
ou por dilatação
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SENAI
88 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

Cotagem com indicação de tolerância

Peças em geral.

Peças que serão montadas

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 89
Espírito Santo
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__

Nos desenhos de conjuntos, onde as peças aparecem


montadas, a indicação da tolerância poderá ser feita do seguinte
modo:

Tolerância de forma e posição


Símbolos, inscritos e interpretação sobre o desenho
Este é um resumo da norma proposta pela ABNT. As
tolerâncias de forma e posição podem ser adicionadas às
tolerâncias de dimensões para assegurar melhor função e
intercambiabilidade das peças.
As tolerâncias de forma limitam os afastamentos de um dado
elemento em relação à sua forma geométrica ideal.
As tolerâncias de posição limitam os afastamentos da posição
mútua de dois ou mais elementos por razões funcionais ou para
assegurar uma interpretação inequívoca. Geralmente um deles
é usado como referência para a indicação das tolerâncias. Se
for necessário, pode ser tomada mais de uma referência.
O elemento de referência deve ser suficientemente exato e,
quando necessário, indica-se também uma tolerância de forma.
As tolerâncias estão relacionadas à dimensão total dos
elementos, a não ser no caso de exceções, indicadas no
desenho (por exemplo: 0,02/100 significa que a tolerância de
0,02mm é aplicada numa extensão de 100mm de comprimento,
medida em posição conveniente no elemento controlado). Se a
_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
90 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

indicação ou o triângulo de referência devem ser colocados


sobre a linha de cota.

Caso a identificação esteja relacionada como uma superfície ou


linha de contorno, a seta de identificação ou o triângulo de
referência não devem ser colocados sobre a linha de cota.

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 91
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
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Exercícios

1) Escreva, junto às cotas dos desenhos abaixo, as tolerâncias


ISO-ABNT de acordo com os tipos de ajuste indicados.
Forçado duro
Deslizante

Livre
Rotativo

_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
92 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
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__

A pressão com esforço Deslizante justo

Leitura e Interpretação de Desenho Técnico Mecânico


Avaliação

1) Em qual dos três desenhos a colocação das cotas está de


acordo coma as normas?

_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 93
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

2) Em qual dos três desenhos a colocação das cotas está de


acordo com as normas?

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__
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94 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 95
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
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3) Em qual dos três desenhos a colocação das cotas está de


acordo com as normas?

4) Em qual dos quatro desenhos a cotagem está correta?

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
96 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

5) Em qual dos quatro desenhos a cotagem está correta em


função da face de referência?

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 97
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

_________________________________________________________________________________________________
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SENAI
98 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

6) Qual das cinco figuras representa a elevação correta da


perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

7) Qual das cinco figuras representa a planta correta da


perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 99
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

8) Qual das cinco figuras representa a elevação correta da


perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. E

9) Qual das cinco figuras representa a planta correta da


perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
100 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

10) Qual das cinco figuras representa corretamente a vista


indicada pela seta na perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

11) Qual das cinco figuras representa corretamente a vista


indicada pela seta na perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 101
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

12) Qual das cinco figuras representa corretamente a vista


indicada pela seta na perspectiva abaixo desenhada?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

13) Qual das cinco figuras corresponde à planta correta das


duas vistas (elevação e lateral) abaixo desenhadas?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
102 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

14) Qual das cinco figuras corresponde à planta correta das


duas vistas (elevação e lateral) abaixo desenhadas?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

15) Qual das cinco figuras corresponde à planta correta das


duas vistas (elevação e lateral) abaixo desenhadas?

Fig. A Fig. B Fig. C

Fig. D Fig. E

16) A tolerância, conforme a norma ISO, está representada


corretamente na figura:

(A) (B) (C) (D)

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 103
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

17) As tolerâncias, conforme a norma ISO, estão representadas


corretamente na figura:

(A) (B) (C)

18) A tolerância, conforme a norma ISO, está representada


corretamente na figura:

(A) (B) (C) (D)

19) Em qual figura a medida máxima é menor que a medida


nominal?

(A) (B) (C) (D)

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
104 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

20) O que significa a representação no desenho abaixo?

a) Elemento de referência
b) Tolerância de forma
c) Tolerância de posição
d) Campo de tolerância
e) Elemento tolerado
21) A seta indica o/a:

a) Elemento de referência
b) Tolerância de forma
c) Tolerância de posição
d) Campo de tolerância
e) Elemento tolerado

22) Qual o símbolo que deve ser colocado na indicação de


tolerância?

a)

b)

c)

d)
e)

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 105
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

23) Qual o símbolo que deve ser colocado na indicação de


tolerância?

a)

b)

c)

d)
e)

_________________________________________________________________________________________________
__
SENAI
106 Departamento Regional do Espírito
Santo
Espírito Santo
_________________________________________________________________________________________________
__

24) A peça representada pelo desenho abaixo, é produzida em


série e o diâmetro de 20 foi trefilado a frio. Qual é símbolo
que deve ser colocado no lugar de “x” e que indica o estado
superficial do diâmetro de 20?

(A) (B) (C) (D) (E)

25) Em qual superfície é permitida uma maior rugosidade ?

a) Superfície cilíndrica ∅ 20
b) Superfície cilíndrica ∅ 25
c) Superfície cilíndrica ∅ 40
d) Superfície da face ∅ 20
e) Superfície da face ∅ 25

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Departamento Regional do Espírito Santo 107
Espírito Santo
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108 Departamento Regional do Espírito
Santo
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Departamento Regional do Espírito Santo 109
Espírito Santo
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SENAI
110 Departamento Regional do Espírito
Santo
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 110 -

6. TOLERÂNCIAS DE ACABAMENTO SUPERFICIAL - RUGOSIDADE

6.1 Introdução

As superfícies de peças apresentam irregularidades quando observadas em detalhes.


Estas irregularidades são provocadas por sulcos ou marcas deixadas pela ferramenta
que atuou sobre a superfície da peça.

A importância do estudo do acabamento superficial aumenta na medida em que cresce


a precisão de ajuste entre as peças a serem acopladas, onde somente a precisão
dimensional, de forma e de posição não é suficiente para garantir a funcionabilidade do
par acoplado.

O acabamento superficial é fundamental onde houver desgaste, atrito, corrosão,


aparência, resistência à fadiga, transmissão de calor, propriedades óticas, escoamento
de fluidos e superfícies de medição (blocos-padrão, micrômetros, paquímetros, etc.). O
acabamento superficial é medido através da rugosidade superficial, a qual é expresso
em microns (mm ou m).

No Brasil, os conceitos de rugosidade superficial são definidos pela norma


ABNT NBR 6405-1985.

A rugosidade superficial é função do tipo de acabamento, da máquina-ferramenta ou


do processo de fabricação utilizado. Na análise dos desvios da superfície real em
relação à superfície geométrica (ideal, de projeto), pode-se distinguir os seguintes
erros:
• Erros macro-geométricos ou erros de forma: Podem ser medidos com instrumentos
de medição convencionais. Foram estudados no capítulo 3;
• Erros micro-geométricos: Podem ser medidos somente com instrumentos especiais
tais como rugosímetros, perfilógrafos. Estes instrumentos podem ser óticos, a laser
ou eletromecânicos.

A Fig. 6.1 mostra a medição da rugosidade superficial através de um rugosímetro


eletro-mecânico.
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 111 -

Fig. 6.1: Rugosímetro eletro-mecânico

A Fig. 6.2 mostra um resultado de uma medição real obtida através de um rugosímetro
semelhante ao da Fig. 6.1.

Perfil
Composto

Rugosidade
(3ª e 4ª ordem)

Ondulação
(2ª ordem)

Fig. 6.2: Resultado da medição com um rugosímetro eletro-mecânico

SISTEMAS DE MEDIÇÃO DE RUGOSIDADE:


Existem basicamente dois sistemas de medição de rugosidade:
O sistema da linha média M e
O sistema da envolvente E.
O sistema da linha média é o mais utilizado. A norma ABNT NBR 6405-1985 adota no
Brasil o sistema M. Além do Brasil, os EUA, Inglaterra, Japão e Rússia adotam o
sistema M. A Alemanha e Itália adotam o sistema E. A França adota ambos os
sistemas.
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 112 -

6.2 Rugosidade e Ondulações: Filtragem

As superfícies reais distinguem-se das superfícies geométricas (teóricas ou ideais)


através dos erros de forma, sejam eles macro ou micro-geométricos.

Quando se mede a rugosidade, o instrumento mostrará o perfil da peça composto da


rugosidade e da ondulação.:
• Ondulações ou textura secundária: É o conjunto das irregularidades repetidas em
ondas de comprimento bem maior que sua amplitude. A freqüência destas ondas é
pequena.
• Rugosidade superficial ou textura primária: É o conjunto das irregularidades repetidas
em ondas de comprimento semelhantes à sua amplitude. A freqüência destas ondas
são bastantes elevadas.

Quando se mede a rugosidade, o aparelho mostrará o perfil composto da rugosidade e


das ondulações, como mostra a Fig. 6.3 (Observe também a Fig. 6.2).

Fig. 6.3: Perfil da peça: Rugosidade + Ondulações

Para a medição da rugosidade, esta deve ser separada da ondulação e dos desvios
macro-geométricos. Esta separação é realizada através da filtragem. Um filtro de
rugosidade separa o perfil de rugosidade dos demais desvios de forma.

O comprimento de onda do filtro, chamado de "cutt-off", determina o que deve passar


6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 113 -

e o que não deve passar. O sinal da rugosidade apresenta altas freqüências (pequenos
comprimentos de onda) e as ondulações e demais erros de forma apresentam sinais
com baixas freqüências (altos comprimentos de ondas). Os rugosímetros utilizam
assim, filtros que deixam passar os sinais de altas freqüência e eliminam os sinais de
baixa freqüências. (Fig. 6.4) ⇒ Estes filtros são denominados Filtro Passa-alta.

Fig. 6.4: Perfil da peça: Rugosidade + Ondulações

Os rugosímetros utilizam filtros passa-alta: Somente freqüências maiores que um


valor pré-determinado são analisadas. Esta freqüência pré-determinada é chamada
de "cut-off". Sinais com freqüências inferiores à freqüência de "cut-off"são
eliminados.

6.3 Sistemas de Medição da Rugosidade Superficial pelo Método da Linha


Média - M

No sistema da linha Média, ou sistema M, todas as grandezas são definidas a partir de


uma linha de referência, a linha média.

Linha Média: É definida como uma linha disposta paralelamente à direção geral do
perfil, dentro do percurso de medição, de tal modo que a soma das áreas superiores,
compreendida entre ela e o perfil efetivo seja igual à soma das áreas inferiores.
Conforme mostra a Fig. 6.5a ⇒ A1+A2 = A3.
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 114 -

Linha Média
dx
Superfície
A1
A2

Linha Média
+y

-y
A3

Comprimento de Amostragem L
dx
A1 - A2 - Área acima da linha média
A3 - Área abaixo da linha média

(a) (b)
Fig. 6.5: Conceito da linha média

Pode-se definir a linha média de maneira mais precisa: Conforme mostra a Fig 6.5b,
pode-se afirmar que, para um comprimento L do perfil, a somas das áreas superiores e
inferiores é igual a zero, ou seja
L

∫ ydx = 0
0
(6.1)

Como ydx é a área de uma faixa elementar, a área total (A) dos picos e vales dentro
do comprimento de referência L será
L
A = ∫ y dx (6.2)
0

Durante o processo de medição da rugosidade, o rugosímetro apalpa a superfície a ser


medida. Pode-se definir vários percursos e/ou comprimentos neste processo de
medição (Fig. 6.6):
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 115 -

Le
Lv Lm Ln

Lt

Fig. 6.6: Conceitos de percursos durante o processo de medição de rugosidade

Percurso Inicial (lv): É a extensão da primeira parte do primeiro trecho, projetado sobre
a linha média. Ele não é utilizado na avaliação da rugosidade. Este trecho inicial tem a
finalidade de permitir o amortecimento das oscilações mecânicas e elétricas iniciais do
sistema de medição e a centragem do perfil de rugosidade.

Percurso de Medição (lm): É a extensão do trecho útil do perfil de rugosidade usado


diretamente na avaliação, projetado sobre a linha média.

Percurso Final (ln): É a extensão da última parte do trecho apalpado, projetado sobre a
linha média e não utilizado na avaliação. O trecho final tem a finalidade de permitir o
amortecimento das oscilações mecânicas e elétricas finais dos sistema de medição.

Percurso de Apalpamento (lt): É o percurso total apalpado pelo sistema de medição, ou

seja, é a soma dos percursos inicial, de medição e final. ⇒ lt = lv + lm + ln

Comprimento de Amostragem (le): É igual a um quinto do percurso de medição, ou


seja, le = lm/5. O comprimento de amostragem deve ser o suficiente para avaliar a
rugosidade, isto é, deve conter todos os elementos representativos de rugosidade.

Os sistemas de medição de rugosidade, baseados na linha média, podem ser divididos


em três classes, baseados no tipo de medição efetuada:
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 116 -

i) Medições da profundidade da rugosidade;


ii) Medições horizontais da rugosidade e
iii) Medições proporcionais da rugosidade.
Serão estudados apenas os sistemas que se baseiam na medida de profundidade da
rugosidade.

6.3.1 Parâmetros de avaliação da rugosidade

Rugosidade Média (Ra): É a média aritmética dos valores absolutos das ordenadas dos
afastamentos dos pontos do perfil de rugosidade, em relação à linha média, dentro do
percurso de medição lm. Ra pode ser calculada pela Equação

L
1 A
Ra = ∫ y dx = (6.3)
L0 L

ou, aproximadamente

1 n
Ra = ∑ y (6.4)
n i =1

onde n é o número de ordenadas consideradas. A ABNT recomenda o parâmetro Ra


para avaliação da rugosidade (em µm). A Fig. 6.7 mostra Ra esquematicamente.

Ra na Inglaterra ⇒ CLA: Center Line Average;


Ra nos EUA ⇒ AA: Aritmetical Average. Ambas em µin.

Ra é um valor médio, podendo as vezes, não dá indicação direta do estado da


superfície. Em determinadas aplicações específicas pode ser mais útil utilizar outros
parâmetros de rugosidade.
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 117 -

Ra

L. média

Fig. 6.7: Rugosidade média Ra

Rugosidade Média (Rz): É a média aritmética dos 5 valores da rugosidade parcial Zi. A
rugosidade parcial Zi é definida como a soma dos valores absolutos das ordenadas dos
pontos de maiores afastamentos (acima e abaixo da linha média) existentes dentro de
um comprimento de amostragem le. Graficamente, este valor representa a altura entre
os pontos máximo e mínimo do perfil, dentro do comprimento de amostragem le (Fig.
6.8).
Z1 + Z 2 + Z 3 + Z 4 + Z 5
RZ =
5

Z1 Z2 Z3 Z4
Z5

Rmáx
Le Le

Lv Lm
Ln
Lt

Fig. 6.8: Rugosidades médias Rz, Zi e rugosidade máxima Rmax.


6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 118 -

Rugosidade máxima (Rmáx): É o maior valor das rugosidades parciais Zi, que se
apresenta no percurso de medição lm (Fig. 6.8).
A norma DIN 4762 (de 1984) indica um parâmetro semelhante ao Rmáx para medição
de rugosidade superficial na Alemanha e é designada por Ry. Ry é a máxima distância
pico-vale, dentro do comprimento de avaliação.

Rmáx é o maior valor das rugosidades parciais e Ry é a máxima distância pico-vale. A


Fig. 6.8a mostra esta diferença.

Rmáx Z4
Z3 Z5
Z1
Rp
Ry Ry
Rm

Lm
Lm

Fig. 6.8a: Rugosidades máxima Rmáx e Ry

OUTROS PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE

Desvio Médio Quadrático (Rq): É um parâmetro correspondente ao Ra. É o desvio


médio quadrático (Fig. 6.10a). Rq ≈ 1,11 a 1,25Ra (ou AA e CLA). É denominado RMS
(Root Mean Square) em países de língua inglesa. Rq pode ser definido pela equação

L
1 n
yi 2
Rq =
L ∫0
y 2
dx ≈ ∑
i =1 n (6.5)

Rq é bastante usada nos E.U.A.. A elevação ao quadrado aumenta o efeito das


irregularidades que se afasta da média.

Rp: É a altura máxima do pico mais elevado da rugosidade, situado acima da linha
média
Rm: É a máxima profundidade do vale mais profundo da rugosidade, situado abaixo da
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 119 -

linha média. A Fig. 6.9 mostra estes dois parâmetros.

Rp
Rq
cutoff cutoff

Linha média Rm
Linha média Lm
Lm

(a) (b)

Fig 6.9: Parâmetros Rq, Rp e Rm

SELEÇÃO DO PARÂMETRO DE RUGOSIDADE

• A norma ABNT recomenda o uso do parâmetro Ra;


• A escolha de um ou outro parâmetro para caracterizar a rugosidade de uma peça
deve ser adaptada à sua função:
⇒ Peças de vedação: É mais lógico o uso de Rmáx. Pontos isolados individuais podem

provocar permeabilidade com o uso de Ra, já que este último parâmetro indica um
valor médio da rugosidade.
⇒ Superfície porosa: É mais conveniente o uso de Ra ou Rq.
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 120 -

6.3.2 Determinação do Comprimento de amostragem ("Cut-Off"):

Para perfis que resultam periódicos (torneamento, aplainamento, etc.), recomenda-se


a utilização da Tab. 6.1 para a escolha do comprimento de amostragem e demais
parâmetros. A distância entre sulcos é aproximadamente igual ao avanço.

Tab. 6.1: Determinação do comprimento de amostragem, de acordo da distância


entre sulcos

Distância entre sulcos le (mm) lm (mm)


(mm)

de 0,01 até 0,032 0,08 0,4

de 0,032 até 0,1 0,25 1,25

de 0,1 até 0,32 0,8 4

de 0,32 até 1 2,5 12,5

de 1 até 3,2 8 40

Para perfis onde não se consegue ver a periodicidade da ondulação (suerfícies obtidas
por retificação, conformação plástica, etc.) sugere-se a utilização da Tab 6.2.

Tab. 6.2: Determinação do comprimento de amostragem para perfis aperiódicos


baseados no parâmetro Ra, Rzou Rmáx.

Rugosidade Rugosidade Rz le lm
Ra (µm) ou Rmáx (µm) (mm) (mm)

até 0,1 até 0,5 0,25 1,25

de 0,1 até 2,0 de 0,5 até 10,0 0,80 4,00

de 2,0 até 10,0 de 10,0 até 50 2,50 12,50

acima de 10,0 acima de 50,0 8,00 40,00


6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 121 -

6.4 Sistemas de Medição da Rugosidade Superficial pelo Método da


Envolvente

Este sistema baseia-se em linhas envoltórias descritas pelo centro de dois círculos de
raios R e r, respectivamente, que rolam sobre o perfil real da peça. As linhas AA e
CC assim geradas (Fig. 6.10) são deslocadas, paralelamente a si mesmas, em
direção perpendicular ao perfil geométrico até tocarem o perfil real da peça,
ocupando então as posições BB e DD.
Lugar geométrico do centro do
círculo de raio R

A R
A

Lugar geométrico do centro do


círculo de raio r

L r
C
C
D
D
B
B

E
E
Rmáx

Perfil Efetivo

Fig. 6.10: Sistema E para avaliação de rugosidade superficial

A rugosidade é definida como sendo o erro do perfil real da peça em relação à linha
DD;
O erro da linha DD em relação à linha BB é considerado como ondulação.

6.5 Simbologia e Indicação em Desenhos Técnicos

A característica principal da rugosidade média Ra pode ser indicada pelos números de


classe de rugosidade correspondente conforme a Tab. 6.3.

Para indicação da rugosidade superficial nos desenhos, deve-se indicar o símbolo da


Fig. 6.11. A indicação da rugosidade, sempre expressa em µm, deve ser colocada no
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 122 -

interior do símbolo, conforme mostra a Fig. 6.11b. De acordo com a ABNT, a medida
de rugosidade será sempre indicada pelo valor de Ra, a menos que haja indicação em
contrário.
⇒ Para indicações complementares, deve-se acrescentar uma linha horizontal ao traço
maior do símbolo (Fig. 611c, 6.11d). Sobre esta linha será indicado o tipo de usinagem
ou acabamento (tornear, retificar, limpar com jato de areia, polir, etc.). Abaixo da linha
horizontal, pode-se indicar a orientação preferencial dos sulcos de usinagem, conforme
mostram as Fig. 6.11d e Fig. 6.12.

Tab. 6.3: Característica da rugosidade média Ra

Classe da Rugosidade Rugosidade média Ra


(µm)
N12 50

N11 25

N10 12,5

N9 6,3

N8 3,2

N7 1,6

N6 0,8

N5 0,4

N4 0,2

N3 0,1

N2 0,05

N1 0,03
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 123 -

2,5h
h
1,2 (b)

(a)

Tornear Tornear

1,2 (c) 1,2 (d)

Fig. 6.11: Indicação de rugosidade superficial em desenhos


6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 124 -

Sinais PERSPECTIVA INDICAÇÃO DO ORIENTAÇÃO DOS SULCOS DIREÇÃO DA

convencionais ESQUEMÁTICA DESENHO MEDIÇÃO DA


RUGOSIDADE OU DO
PLANO DE PERFIL
Os sulcos devem ser Perpendicular à
orientados paralelamente direção dos sulcos
ao traço da superfície sobre
=
a qual o símbolo se apóia,
no desenho

Os sulcos devem ser Perpendicular à


orientados em direção direção dos sulcos
normal ao traço da
superfície sobre a qual o
símbolo se apóia no
desenho
X Os sulcos devem ser Segundo a bissetriz
orientados segundo duas dos ângulos formados
direções cruzadas pelas direções dos
X
sulcos

M Os sulcos devem ser Em qualquer direção

M orientados segundo várias


direções (sulcos multi-
direcionais)
Os sulcos devem ser Radial

C
aproximadamente
concêntricos com o centro
C
da superfície à qual o
símbolo se refere

Os sulcos devem ser Normal a um raio

R
orientados segundo
direções aproximadamente
R
radiais em relação ao
centro da superfície à qual
o símbolo se refere

Fig. 6.12: Símbolos convencionais para indicação da orientação dos sulcos


6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 125 -

• Quando existir um comprimento de controle, deve-se indicar seu valor em


milímetros como mostra a figura abaixo
Comprimento de
50
controle = 50 mm

• A indicação de sobre-metal para usinagem deve ser indicada do lado esquerdo do


símbolo , como mostra a figura abaixo.

5 Sobre-metal = 5mm

A Fig. 6.13 mostra mais detalhes sobre a simbologia a ser utilizada em desenhos
técnicos.
Símbolo Significado
Símbolo básico. Só pode ser usado quando seu significado for
complementado por uma indicação.

Caracterização de uma superfície usinada sem maiores detalhes.

Caracteriza uma superfície na qual a remoção de material não é permitida e


indica que a superfície deve permanecer no estado resultante de um
processo de fabricação anterior, mesmo se esta tiver sido obtida por
usinagem ou outro processo.

Símbolo
Significado
A remoção do material é:
facultativa exigida não-permitida
Superfície com uma
3,2 ou N8 3,2 ou N8 3,2 ou N8 rugosidade com valor
máximo Ra = 3,2 µm
Superfície com uma
6,3 N9 6,3 N9 6,3 N9
1,6 ou N7 1,6 ou N7 1,6 ou N7 rugosidade de um valor
máximo Ra = 6,3 µm e
mínimo Ra = 1,6 µm

Fig. 6.13: Simbologia para indicação de rugosidade superficial em desenhos


6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 126 -

A indicação de acabamento superficial em desenhos sob a forma de triângulos está


ultrapassada e não deve ser utilizada. Às vezes, porém, devido às dificuldades em se
medir os parâmetros de rugosidade, a aplicação desta simbologia é adotada como
indicação meramente qualitativa. Recomenda-se todavia a medição da rugosidade e
respectiva indicação por um parâmetro específico. A Tab. 6.4 mostra uma relação
aproximada entre a simbologia antiga de triângulos e os parâmetros de rugosidade
superficial.

Tab. 6.4: Relação entre formas distintas de indicação de rugosidade em desenho


Indicação em Ra (CLA) µm Exigências de Exemplo de aplicação
desenho qualidade superficial
Superfícies de medição de
0,1 Fins especiais calibres, ajustes de pressão não
desmontáveis, superfície de
0,16 - 0,25 - 0,4 Exigência máxima pressão alta, fadigadas.
Superfícies de deslizamento
muito fadigadas, ajustes de
0,6 1 1,6 Alta exigência pressão desmontáveis

2,5 4 6 Exigência média


Peças fadigadas por flexão e
torção, ajustes normais de
deslizamento e pressão
Ajustes parados sem
transmissões de força, ajustes
10 16 25 Pouca exigência leves na pressão em aço,
superfície sem usinagem
prensado com precisão

40 63 100 Sem exigência particular Superfície desbastada, fundição


e pressão
150 250 400 Superfícies brutas Peças fundidas, estampadas e
630 1000 forjadas

Conversão de escalas de rugosidade superficial: A passagem de uma escala de


rugosidade para outra é um problema para quem trabalha com especificações e
normas de diversos países. Não existe relações diretas entre os vários parâmetros e
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 127 -

sim aproximações. A Tab. 6.5 mostra uma conversão aproximada de rugosidades.

Tab. 6.5: Conversão aproximada de escalas de rugosidade


Ra (CLA) Rq (RMS) Ry Alt. Máx. irregularidades
Desvio médio aritimético Desvio médio quadrático
[µm] [µin] [µm] [µin] [µm] [µin]
*0,05 1,96 0,053 2,06 0,15 5,90
0,06 2,36 0,063 2,49 0,18 7,09
0,07 2,76 0,074 2,91 0,21 8,27
*0,08 3,15 0,084 3,32 0,24 9,45
0,09 3,54 0,095 3,74 0,27 10,6
*0,10 3,94 0,105 4,11 0,30 11,8
0,15 5,90 0,158 6,18 0,40 15,7
*0,20 7,88 0,210 8,27 0,60 23,6
*0,25 9,83 0,261 10,3 0,80 31,5
0,30 11,8 0,315 12,4 0,95 37,4
0,35 13,8 0,368 14,5 1,10 43,3
*0,40 15,7 0,420 16,5 1,25 49,3
0,45 17,7 0,473 18,6 1,40 55,1
*0,50 19,7 0,525 20,7 1,60 63,0
0,60 23,6 0,630 24,8 2,00 78,8
0,70 27,6 0,735 28,9 2,30 90,5
*0,80 31,5 0,840 33,1 2,70 106
0,90 35,4 0,945 37,2 3,00 118
*1,00 39,4 1,05 41,3 3,30 130
1,20 47,1 1,26 49,6 4,00 157
1,40 55,1 1,47 57,9 4,60 181
*1,60 63,0 1,68 66,2 5,30 209
1,80 70,9 1,89 74,4 5,90 233
*2,00 78,8 2,10 82,7 6,50 256

* Valores Ra normalizados pela ABNT


1 mícron = 39,4 micropolegadas
1 micropolegada = 0,025 mícron
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 128 -

Aplicações típicas de rugosidade superficial:


Blocos-padrão, guias de instrumentos de medição de alta precisão ⇒Ra ≈ 0,01µm;

Superfícies de medidas de micrômetros ⇒ Ra ≈ 0,02µm;

Calibradores, elementos de válvulas de alta pressão hidráulica ⇒ Ra ≈ 0,03µm;

Agulhas de rolamento, superacabamento de camisa de bloco de motor


⇒ Ra ≈ 0,04µm;

Pistas de rolamentos ⇒ Ra ≈ 0,05µm;

Camisa de bloco de motores ⇒ Ra ≈ 0,06µm;

Eixos montados em mancais de teflon, bronze c/ veloc. Média ⇒ Ra ≈ 0,1µm;

Flancos de engrenagens, guias de mesas de máquinas-ferramentas ⇒ Ra ≈ 0,3µm;

Tambores de freios, válvulas de esfera ⇒ Ra ≈ 0,6µm;

Superfícies usinadas em geral, alojamento de rolamentos ⇒ Ra ≈ 2 a 3µm;

Superfícies debastadas por usinagem ⇒ Ra ≈ 4µm;

Superfícies fundidas, estampadas ⇒ Ra ≈ 5 a 15µm;

Peças fundidas, forjadas e laminadas ⇒ Ra ≥ 15µm.

A Fig. 6.14 mostra exemplo de desenho com especificação de acabamento


superficial.
Retificado
1,5 100
3,0

Fig. 6.14: Exemplo de acabamento superficial

• A superfície deve ser retificada;


• A rugosidade Ra deve estar compreendida entre 1,5 e 3,0µm;
• Os sulcos devem ter orientação paralela à superfície mostrada;
6. Tolerâncias de Acabamento Superficial - Rugosidade - 129 -

• O comprimento de controle é de 100mm.

A Fig 6.15 mostra desenhos de peças com indicações de acabamento superficial.


Retificado

do
0,8 3,2 0,4 0,4

ica
t if
Re
0,4

4
3,2

0,
DIN76-B
0,4

3,2
3,2
3,2

3,2
3,2

Fig. 6.15: Desenho com indicação de rugosidade superficial

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