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Bronquiolite e Infecções Respiratórias em Crianças

A bronquiolite viral aguda é uma infecção comum em crianças menores de 2 anos, causada principalmente pelo VSR, e apresenta sintomas como tosse e dificuldade respiratória. O tratamento varia entre cuidados ambulatoriais e hospitalares, dependendo da gravidade, e a prevenção é feita com o uso de Palivizumabe em grupos de risco. O documento também aborda outras condições respiratórias em crianças, como resfriado comum, OMA, rinossinusite, faringoamigdalite, coqueluche, tuberculose, laringite, sarampo e doença de Kawasaki, detalhando suas manifestações, diagnósticos e tratamentos.
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Bronquiolite e Infecções Respiratórias em Crianças

A bronquiolite viral aguda é uma infecção comum em crianças menores de 2 anos, causada principalmente pelo VSR, e apresenta sintomas como tosse e dificuldade respiratória. O tratamento varia entre cuidados ambulatoriais e hospitalares, dependendo da gravidade, e a prevenção é feita com o uso de Palivizumabe em grupos de risco. O documento também aborda outras condições respiratórias em crianças, como resfriado comum, OMA, rinossinusite, faringoamigdalite, coqueluche, tuberculose, laringite, sarampo e doença de Kawasaki, detalhando suas manifestações, diagnósticos e tratamentos.
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BRONQUIOLITE

VIRAL AGUDA
A bronquiolite viral aguda é uma infecção viral que afeta os
bronquíolos, pequenas vias aéreas nos pulmões, causando
inflamação e obstrução. Super comúm em menores de 2
anos. Principal etiologia é o VSR. Pode ser leve, moderada
ou severa.

Fatores de risco: Prematuridade, BPN, tabagismo passivo,


cardiopatias congênitas, displasia broncopulmonar,
imunodepressão.

Manifestações clínicas: Tosse, Sibilancias, dificuldade


respiratória (batimento de asa de nariz, retração de fúrcula,
gemencia, tiragem subcostal), coriza, febrícula,
irritabilidade/sonolencia.

Diagnóstico: É Clínico. Não se pede exames


complementares.

Tratamento

Ambulatório (leves) ⟶ Higiene de mãos, lavagem nasal com


SF, sintomáticos, pautas de alarme (piora do estado geral) e
solicitar reavaliação em 48h.

Hospitalar (Apneia, recusa alimentar, desconforto


respiratório importante, queda do estado geral, queda de
saturação, fatores sociais, desidratação) ⟶ Hidratação,
oxigênio (alvo 92%) com cateter nasal e sintomáticos.

⟶ Prevenção (<1 ano e prematuros, <2 anos com doença


pulmonar da prematuridade ou cardiopatia com repercução NÃO PODE USAR BRONCODILATADOR,
hemodinâmica): Palivizumabe. ADRENALINA E CORTICOIDES!!!
RESFRIADO
COMUM (IVAS)
O resfriado comum em crianças, também conhecido como
infecção via aérea superior (IVAS), é uma doença viral
autolimitada, geralmente causada por vírus como rinovírus
e parainfluenza. Tem uma frequencia de 8 a 10 episódios
anuais.

Manifestações clínicas: Tosse seca, coriza (Hialina ou


esverdeada), febrícula, faringite, fadiga, mialgia, cefaleia.
Febre alta não é comum mas pode acontecer nos 3
primeiros dias.

Diagnóstico: É Clínico.

Complicação: OMA.

Tratamento: Ambulatório.

Ambulatório ⟶ Lavagem nasal com soro fisiológico,


hidratação oral abundante, antitérmicos se necessário.

Sinais de alarme ⟶ Tiragem, febre persistente > 3 dias,


recusa alimentar, prostração, gemência.

Educação ⟶ Reforçar que é uma doença auto limitada (5 -


10 dias) e que não é necessário o uso de antibióticos.
OMA
A OMA resulta de uma infecção provocada por vírus ou
bactérias (Pneumococo e Hib), geralmente decorrente de
uma complicação do resfriado comum. Embora possa
ocorrer em qualquer idade, é mais comum entre os 3 meses
e 3 anos de idade porque as estruturas no ouvido médio são
imaturas e apresentam um funcionamento menos eficiente,
comparado a dos adultos.

Fatores de risco: Prematuridade, tabagismo passivo, uso de


chupeta, uso de mamadeira deitado, OMA anterior,
resfriado recente.

Manifestações clínicas: Otalgia, febre, irritabilidade, coriza


nasal, hiperêmia timpânica, abaulamento timpânico
(bacteriano), otorreia purulenta (bacteriano).

Diagnóstico: É Clínico, podendo solicitar otoscopia.

Complicações: Mastoidite, perfuração timpânica, meningite,


abscesso cerebral.

Tratamento

Antibiótico ⟶ Amoxicilina (50mg/kg/dia) VO + Paracetamol


VO.

Orientações ⟶ Sinais de alarme: Febre persistente/piora,


letargia/sonolencia, dor intensa, recusa alimentar.
Completar esquema antibiótico mesmo com melhora. Manter
o calendário de vacinas atualizado.

NÃO PODE USAR GOTAS


Hospitalar (complicações) ⟶ Ceftriaxona EV
OFTALMICAS!!!
(100mg/kg/dia).
RINOSSINUSITE
É a inflamação da mucosa do nariz e dos seios paranasais,
podendo ser aguda ou crônica. A etiologia pode ser viral,
bacteriana, alérgica ou por obstruções nasais que dificultam
a drenagem dos seios da face. Principais etiologias são
virais.

Manifestações clínicas: Obstrução nasal, coriza (hialina ou


purulenta), tosse, cefaleia, febre, espirros, ausculta
pulmonar normal.
Obs: Febre persistente >10 dias, secreção nasal purulenta
além de piora clínica após melhora inicial de quadro viral
(dupla piora) indicam complicação bacteriana.

Diagnóstico: É Clínico. Se solicita radiografia de seios da


face somente em casos crônicos ou complicações.

Diferencial para resfriado comum: Está na duração dos


sintomas (>10 dias) ou piora após melhora.

Tratamento: Ambulatório.

Viral ⟶ Higiene de mãos, lavagem nasal com SF,


sintomáticos e pautas de alarme (piora do estado geral,
febre persistente, secreção nasal abundante e purulenta).

Bacteriana ⟶ Higiene de mãos, lavagem nasal com SF,


sintomáticos, Amoxicilina 50mg/kg/dia.
FARINGOAMIGDALITE
A faringoamigdalite é uma condição inflamatória que afeta
a faringe (garganta) e as amígdalas (tonsilas palatinas), que
são massas de tecido linfático localizadas na parte de trás
da garganta. Pode ser viral ou bacteriana (Streptococcus
pyogenes do grupo A).

Manifestações clínicas: Hiperemia de faringe, coriza nasal,


febre, fadiga, mialgia, tosse, linfadenopatia cervical.
Obs: Aplicar critérios de centor para descartar etiologia
bacteriana.

Diagnóstico: Clínico. Pode ser solicitado cultura da


garganta.

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Viral/ambulatório ⟶ Hidratação oral + sintomáticos


(paracetamol).

Ambulatório ⟶ Amoxicilina (50mg/kg/dia) ou Penicilina


Benzatínica IM 600.000UI (peso ≤ 27kg) ou 1.200.000UI
(peso > 27kg) + Hidratação oral + sintomáticos
(paracetamol)

Hospitalar (Dificuldade de se alimentar, desidratação) ⟶


Igual ambulatório.

Complicações: Febre reumática (3 a 4 sem após): Critérios


de Jones.
COQUELUCHE
A coqueluche, também conhecida como tosse convulsa, é
uma infecção respiratória altamente contagiosa.
Caracteriza-se por crises intensas de tosse, muitas vezes
seguidas por um ruído inspiratório característico (guincho).
A etiología é bactéria Bordetella pertussis. Se transmite por
gotículas respiratórias na fase catarral e 3 primeiras
semanas da fase paroxística. A prevenção se da com as
vacinas pentavalente e DTP.

Manifestações clínicas: 3 fases.


Fase Catarral ⟶ Tosse leve, coriza, febrícula.
Fase Paroxística ⟶ Crises de tosse que duram minutos,
seguidos de um guincho inspiratório. Pode haver episódios
vômitos e cianose.
Fase Convalescência ⟶ A tosse diminui gradualmente, mas
pode levar semanas ou meses para desaparecer
completamente.

Diagnóstico: Clínica, Hemograma (Leucocitose com linfocitose),


radiografia de tórax (hiperinsuflação, retificação de arcos
costais, coração felpudo), PCR (Confirmatório).

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Isolamento, Azitromicina e sintomáticos.

Hospitalar (Leucocitos >50.000, FC <50 bpm, FR >60 ipm,


<3meses) ⟶ Isolamento, Azitromicina e sintomáticos.

Contatos íntimos ⟶ Realizar quimioprofilaxia com Azitromicina


para os comunicantes íntimos por 5 dias.
TUBERCULOSE NA
INFÂNCIA
É um problema de saúde pública importante, com
manifestações que podem ser diferentes das encontradas
em adultos, e muitas vezes, paucibacilares (com poucos
bacilos), o que dificulta o diagnóstico.

Tríade clássica: Tosse crônica (>2 semanas), anorexia e


perda de peso. Normalmente chega como uma pneumonia
que não se resolve.

Outros sintomas: Febre vespertina, sudorese noturna,


fadiga, irritabilidade, linfadenopatia, conjuntivite flictenular,
eritema nodoso.

Diagnóstico: Sistema de pontos ⟶ Quadro respiratório


>2sem? (+15p), Contato com tuberculoso últimos 2 anos?
(+10), Peso abaixo do percentil 10? (+5p), Rx de tórax com
infiltrado >2sem? (+15p) PPD >10mm?(+10p).

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

IRP (2 meses) ⟶ Isoniacida, Rifampicina, Pirazinamida.

IR (4 meses) ⟶ Isoniacida, Rifampicina.

SINAN ⟶ Notificar caso.

Contactantes ⟶ PPD e radiografia de tórax. Isoniacida por 6


meses.
LARINGITE
É uma inflamação da laringe, frequentemente causada por
vírus (parainfluenza), que afeta principalmente crianças
entre 3 meses e 5 anos.

Manifestações clínicas: Febre baixa, rouquidão, tosse


metálica/ladrante/cachorro, dificuldade respiratória
(batimento de asa de nariz, retração de fúrcula, gemencia,
tiragem subcostal), estridor inspiratório. Sintomas pioram ao
deitar e melhoram entre crises.

Diagnóstico: É clínico. Não é necessário exames


complementários.

Tratamento

Ambulatório (leve) ⟶ Dexametasona VO dose única.

Hospitalar (severo) ⟶ Oxigênio (<92%), Dexametasona


VO/EV, adrenalina inalatória 0,5ml/kg/dose podendo repetir
cada 20'. Deixar em observação por 3 a 4h.

Orientações ⟶ Sinais de alarme, calendário vacinal atualizado.


BCG
A vacina BCG protege contra formas graves de tuberculose,
como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, e é
recomendada para crianças, sendo idealmente
administrada nas primeiras horas após o nascimento. É uma
vacina segura e eficaz, embora sua proteção não seja total
contra todas as formas de tuberculose.

Reações esperadas: Uma pequena mancha avermelhada no


local da aplicação (1ª semana), uma pústula que
eventualmente se rompe, formando uma pequena úlcera
(3ª/4ª semana), e por fim a úlcera cicatriza, deixando uma
pequena cicatriz (6ª/10ª semana).

Reações que exigem tratamento: Ulceração >1 cm em


região da aplicação do imunizante, linfadenite regional
supurada e abscesso subcutâneo frio: Isoniazida até a
regressão da lesão.

Contraindicações para BCG logo ao nascer: Recém-nascido


com <2kg ao nascimento, presença de lesão de pele
disseminada, imunossupressão e contato domiciliar com
indivíduo bacilífero. Se agenda para outro momento.

Se o RN não recebeu a vacina ao nascer: Deve ser aplicada


na primeira consulta do RN, em menores de 5 anos.

Não surgiu a cicatriz após 6 mêses da aplicação: Não se faz


nada. A excessão é quando o paciente tem contato íntimo e
prolongado com caso de Hanseníase, nessa situação se deve
aplicar outra BCG no 1º ano de vida.

RN nasceu com mãe com TBC basilífera: Quimioprofilaxia


primária com Rifampicina (4 meses) + BCG ao final.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral e
altamente contagiosa, causada pelo vírus do sarampo. É uma
doença que pode levar a complicações graves e até mesmo
à morte, especialmente em crianças pequenas e indivíduos
com sistemas imunológicos debilitados. A transmissão ocorre
por contato direto com secreções respiratórias de pessoas
infectadas, como ao tossir, espirrar ou falar.

Manifestações clínicas: Febre alta, exantema máculo-papular


com aparecimento crâneo-caudal e desaparecem na mesma
ordem com descamação, conjuntivite, coriza, tosse seca,
Manchas de Koplik.

Diagnóstico: Clínica, Sorologia para Sarampo, RT-PCR da


urina, sangue ou secreção de orofaringe.

Complicações: Pneumonia, otite, encefalite e, em casos


graves, pode levar à morte.

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Repouso, paracetamol, hidratação


adequada, isolamento, Vitamina A (VO), isolamento até 4
dias após exantema.

Hospitalar (complicações) ⟶ Repouso, paracetamol,


hidratação adequada, isolamento, Vitamina A (VO).

SINAN ⟶ Notificação compulsória.


DOENÇA DE KAWASAKI
A Doença de Kawasaki é uma vasculite, ou seja, uma
inflamação dos vasos sanguíneos, que pode afetar crianças
de todas as idades, mas é mais comum em crianças com
menos de 5 anos. A causa exata da doença é desconhecida,
mas acredita-se que seja uma resposta anormal do sistema
imunológico a uma infecção.

Manifestações clínicas: Febre alta e persistente (>5 dias),


exantema máculo-papular difuso, conjuntivite não purulenta,
língua em framboesa, eritema labial, adenomegalia cervical
bilateral.

Diagnóstico: O diagnóstico é feito se a febre durou ≥ 5 dias e


ocorreram 4 dos 5 seguintes critérios: Conjuntivite bilateral
não exsudativa (1), alterações em lábios, língua e mucosa
oral (2), linfadenopatia cervical (3), exantema polimorfo no
tronco (4), alterações nas extremidades periféricas
(edema/escamação)(5).

Complicação: A principal é dilatação/aneurisma de


coronárias.

Exames complementários: Hemograma (plaquetose a partir


do 7º dia), PCR/VHS, transaminasas hepáticas, urina tipo 1
e Ecocardiograma (no diagnóstico, 2 sem, 6 sem).

Tratamento

Internar o paciente ⟶ Imunoglobulina, AAS (acometimentos


coronarianos).
SÍNDROME
MÃO-PÉ-BOCA
A Síndrome Mão-Pé-Boca (SMPB) é uma infecção viral
comum, especialmente em crianças, causada pelo vírus
Coxsackie. Embora possa acometer adultos, é mais comum
em crianças menores de 5 anos. A transmissão se da por
contato direto com saliva, fezes ou secreções respiratórias
de pessoas infectadas. Geralmente é benigna e
autolimitada, com duração de 7 a 10 dias.

Manifestações clínicas: Febre alta (antes das lesões),


vesiculas em mucosa oral e erupção pápulo-vesicular
localizada nas mãos e pés (podendo extender-se para
nadegas e genitalhas), dificuldade para se alimentar,
fadiga, irritabilidade, desidratação.

Diagnóstico: Clínico. Pode solicitar sorologia IgG e IgM


para Coxsackie (Confirmatório).

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Hidratação adequada, sintomáticos.

Hospitalar (Dificuldade de alimentação, desidratação) ⟶


Hidratação adequada, alimentação por SNG e
sintomáticos.

NÃO USAR AAS (S. de Reye)!!!


VARICELA
Também chamada de catapora, é uma doença infecciosa
aguda e altamente contagiosa causada pelo vírus varicela-
zoster. É transmitida por vias respiratórias, através de
gotículas, tosse, fala e espirro. A vacina contra varicela é
recomendada e faz parte do calendário nacional de
imunização.

Pródromo: Febre baixa, cefaleia, anorexia, mal estar,


irritabilidade.

Lesão característica: Distribuição centrípeda (face, couro


cabeludo, tronco), lesões em vários estágios diferentes
(máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostras).

Diagnóstico: É Clínico. Não é necessário exames


complementários.

Complicações: Infecção secundária da pele, encefalite,


pneumonia.

Tratamento

Suporte ⟶ Hidratação adequada, reposo relativo,


antitérmicos, antihistaminicos.

Isolamento ⟶ Até que todas as lesões estejam em forma de


crostas (7 a 10 dias do inicio das lesões).

Profilaxia pós-exposição ⟶
Imunocompetentes que não tomaram vacina: 1 dose de
Vacina até 5 dias após exposição.
Imunodeprimidos, RN exposto, grávidas: Imunoglobulina
anti varicela zoster até 96h após exposição. NÃO USAR AAS (S. de Reye)!!!
ICTERÍCIA NEONATAL
A icterícia neonatal, também conhecida como
hiperbilirrubinemia neonatal, é uma condição comum em
recém-nascidos caracterizada pela coloração amarelada da
pele e olhos devido ao excesso de bilirrubina no sangue.
Em recém-nascidos, o fígado pode não estar totalmente
maduro para processar a bilirrubina de forma eficiente,
levando a um acúmulo temporário.

Precoce: <24h. Sempre patológica, geralmente associada a


doenças hemolíticas (incompatibilidade sanguínea entre
mãe e recém-nascido), infecções.

Tardia: >24h. Pode ser fisiológica, devido ao aumento


normal da bilirrubina no primeiro mês de vida, ou
patológica, causada por diversas condições, como:
Hipotiroidismo, síndrome de Crigler-Najjar, baixa ingestão
de leite materno, etc.

Diagnóstico: Hemograma, Bilirrubina total e frações,


tipagem sanguínea, Coombs direto.

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório (Icterícia fisiológica) ⟶ Estimular amamentação


e orientação sobre benignidade da patologia.

Hospitalar (>15 dias, colúria, acolia, BT >18mg/dl) ⟶


Fototerapia.

Complicações: Encefalopatia Bilirrubínica (Kernicterus).


KERNICTERUS
A encefalopatia bilirrubínica aguda, também conhecida
como kernicterus, é uma condição neurológica rara que
pode ocorrer em bebês com níveis muito altos de bilirrubina
no sangue (hiperbilirrubinemia). A bilirrubina, um pigmento
amarelo produzido durante a quebra normal dos glóbulos
vermelhos, pode se acumular no cérebro se não for
eliminada adequadamente, causando danos neurológicos.
BT >20mg/dl tem risco elevado de uma ictericia neonatal
evoluir para Kernicterus.

Manifestações clínicas: Icterícia, letargia, dificuldade de


alimentação e choro agudo, convulsões, coma e, em alguns
casos, morte.

Diagnóstico: Hemograma, bilirrubina total e frações,


tipagem sanguínea, Coombs Direto, RM.

Tratamento: Fototerapia ou Exsanguineotransfusão (segundo


nomograma de Bhutani).

Fototerapia ⟶ Baixo risco ou risco intermediário-baixo.

Exsanguineotransfusão ⟶ Risco intermédio-alto ou Alto risco.


CITOMEGALOVIROSE
CONGÊNITA
A citomegalovirose congênita é uma infecção causada pelo
Citomegalovírus (CMV) que ocorre quando o vírus é
transmitido da mãe para o bebê durante a gravidez. O
CMV é um vírus comum que geralmente causa poucos ou
nenhum sintoma em pessoas saudáveis, mas pode ser grave
em bebês.

Manifestações clínicas: Assintomáticos (90%), icterícia a


custas de BD, petéquias, Hepatoesplenomegalia.

Diagnóstico: PCR para CMV na urina.

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório (Assintomático) ⟶ Ganciclovir.


Hospitalar (Sintomático) ⟶ Ganciclovir.

Complicações: Perda auditiva neurossensorial (+ comum),


cegueira, atraso no desenvolvimento, convulsão, morte.
SÍNDROME NEFRÓTICA
A síndrome nefrótica é um distúrbio dos glomérulos em que
quantidades excessivas de proteína são excretadas na
urina. A excreção de proteína excessiva tipicamente leva ao
acúmulo de líquido no corpo (edema) e níveis baixos da
proteína albumina e altos níveis de gordura no sangue.
Pode ser de causa 1ª (Doença de lesão mínima,
Glomeruloesclerose Segmentar Focal, Glomerulonefrite
Membranosa) ou 2ª (Infecções bacterianas, LES, drogas e
metais pesados).

Manifestações clínicas: Edema palpebral matinal


(periorbitário bilateral, anasarca), proteinúria >3,5g/24h ou
>50mg/kg/24h (urina espumosa), ascite, hipoalbuminemia,
hiperlipidemia, lipidúria.

Diagnóstico: Hemograma, albumina sérica, colesterol e


triglicerídeos, ureia, creatinina, urina tipo 1, proteinúria de 24h e
biópsia renal (síndrome nefrótica resistente a corticoides).

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Prednisona por 4 semanas (podendo ser extendida


para 8 semanas), restrição hidro-salina.

Hospitalar (Edema grave, complicações infecciosas ou dificuldade


em aderir ao tratamento, necessidade de diurético ou albumina
<2g/dl) ⟶ Prednisona, furosemida e albumina .

Complicações: PBE (Perda de imunoglobulinas na urina), Trombose.


SÍNDROME NEFRÍTICA
A síndrome nefrítica na pediatria, também chamada de
glomerulonefrite aguda, é uma condição renal que afeta os
pequenos glomérulos dos rins, causando inflamação e
danos. Pode ser de causa 1ª (Nefropatia por IgA, GN
proliferativa mesangial e GN membranoproliferativa) ou 2ª
(GN pós-estreptocócica, LES, púrpura de Henoch-Schönlein).

Manifestações clínicas: Edema, HTA, oligúria, hematúria,


proteinúria <3,5g/24h ou <50mg/kg/24h, azotemia.

Diagnóstico: Hemograma, ureia, creatinina, complementos


(C3 e C4), urina tipo 1, proteinúria de 24h e biópsia renal
(síndrome nefrítica grave, persistente ou de causa
desconhecida).

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Restrição de sódio e água, furosemida,


anlodipina, diálise.

Hospitalar (Edema grave, complicações infecciosas ou


dificuldade em aderir ao tratamento, necessidade de
diurético ou IRA) ⟶ Restrição de sódio e água, furosemida,
anlodipina, diálise.

Complicações: Edema pulmonar, IC Congestiva, IRA.


DESIDRATAÇÃO
AGUDA
A desidratação aguda ocorre quando o corpo perde mais
líquido do que ingere, levando a uma redução do volume
de água total. É uma condição comum, especialmente em
crianças e idosos, e pode ser causada por diversos fatores
como diarreia, vômito, sudorese excessiva, ou ingestão
insuficiente de líquidos.

Manifestações clínicas: Alteração do estado mental, olhos


fundos, ausencia de lágrimas, sede, mucosas secas, sinal da
prega, perda de peso, pulso débil e filiforme, enchimento
capilar >3s.

Diagnóstico: Clínico.

Tratamento: Plano A, B e C.

Ambulatório (A) ⟶ SRO após cada evacuação (100ml <1ano e


200ml 1-10anos), manter alimentação habitual/aleitamento, zinco
10-20mg/dia (10-14d), pautas de alarme (piora na diarreia, muita
sede, vômitos persistentes, recusa de alimentos, diminuição da
urina, sangue nas fezes).

Hospitalar supervisionado (B) ⟶ SRO 75ml/kg em 4-6h,


ondansetrona (vômitos). Reavaliar e passar para plano A ou C.

Hospitalar (C) ⟶ Reidratação parenteral (SF). Para <1ano 30ml/kg


em 1h e 70ml/kg em 5h. Para >1ano 30ml/kg em 30m e
70ml/kg em 2,5h. Após expansão fazemos soro de reposição
(regra de holliday segar).
DIARREIA AGUDA
Diarreia aguda é um aumento súbito na frequência e fluidez
das evacuações, durando até 14 dias.

Etiologias: Virais (Rotavírus, norovírus, adenovírus


entéricos), Bactérias (Escherichia coli, Salmonella, Shigella,
Campylobacter jejuni), Parasitas (Giardia e Entamoeba
histolytica), Não infecciosas (Alergia alimentar, Intolerância
à Lactose, intoxicação alimentar, antibióticos).

Manifestações clínicas: Aumento da frequência e fluidez das


evacuações, febre, dor abdominal, náuseas, vômitos,
desidratação (sede intensa, diminuição da urina, boca
seca).

Diagnóstico: Manifestações clínicas, Hemograma, eletrólitos


(Na⁺, K⁺, Cl⁻), coprocultura, parasitológico de fezes,
antígeno fecal (vírus), gasometria arterial.

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Hidratação adequada, correção de distúrbios


eletrolíticos, manter alimentação/aleitamento (evitando
bebidas açucaradas), Zinco 10-20mg/dia (10 a 14 dias),
Vitamina A (população de risco de deficiencia),
ciprofloxacino (disenterías), ondansetrona.

Hospitalar (Desidratação, vômitos persistentes, disentería,


diarreia persistente, falha no tratamento ambulatório,
alteração do estado mental) ⟶ Igual ambulatório.
HIPOVITAMINOSE A
A hipovitaminose A é uma condição séria que pode causar
problemas de visão, além de afetar o sistema imunológico e
aumentar o risco de infecções.

Manifestações clínicas: Cegueira noturna, xeroftalmia, e em


casos graves, ceratomalácia e cegueira. Pele seca, queda
de cabelo, crescimento lento, fadiga e perda de apetite,
manchas de Bitot.

Causas: Ingesta inadequada (Fígado, gema de ovo, leite


integral e derivados, Cenoura, abóbora, manga, mamão,
batata-doce, espinafre, couve, brócolis), má absorção de
gordura (doença celíaca, doença de Crohn e fibrose
cística), problemas hepáticos, infecções frequentes,
desmame precoce.

Prevenção: Megadose semestral de vitamina A para crianças


de 6 a 59 meses.

Tratamento: Suplementação de Vitamina A via oral e incluir


na dieta alimentos ricos em vitamina A.
REANIMAÇÃO
NEONATAL
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos
médicos realizados em recém-nascidos que não respiram ou
apresentam sinais de sofrimento ao nascer, com o objetivo
de estabilizar suas condições e garantir uma transição
segura para a vida extrauterina.

3 perguntas cruciais: RN apresenta idade gestacional de 34


semanas ou mais? (1) RN está chorando ou respirando? (2)
RN apresenta tônus muscular em flexao? (3). Se for sim
para todas, o RN está bem, se aguarda 60s para
clampeamento do cordão e se deixa o RN junto da mãe.

Se em alguma das perguntas a resposta for NÃO:


Tratamento.

Tratamento
1. Estímulo no dorso do RN de forma delicada, se não reagiu ⟶
Clampeamento imediatamente do cordão e levar o RN para
mesa de reanimação.
2. Secar corpo e fontanela (sob fonte de calor radiante), desprezar
campos úmedos mantendo pescoço e cabeça em leve extensão,
observar FC e padrão respiratório. Se FC <100 bpm ou
Apneia/respiração irregular ⟶ Iniciar ventilação com pressão
positiva (VPP) con FiO2 21% (idade gestacional <34sem se usa
30% e se cobre cabeça com uma touca).
3. Se não reagiu ⟶ Iniciar massagem cardíaca coordenada com
técnica dos dois polegares, cateterismo umbilical (para uso de
drogas).
Não é necessário aspirar vias aéreas superiores.
SÍNDROME DO
BEBÊ SACUDIDO
Também conhecida como traumatismo craniano por abuso,
é uma lesão cerebral grave causada por sacudir
violentamente um bebê ou criança pequena. Essa condição
pode levar a danos cerebrais permanentes, deficiências
físicas e mentais, e até mesmo à morte. A SBS ocorre
quando a cabeça de um bebê ou criança pequena é
sacudida com força, fazendo com que o cérebro se mova
para frente e para trás dentro do crânio. é geralmente
causada pela frustração de cuidadores que sacodem o bebê
com força na tentativa de fazê-lo parar de chorar ou devido
à raiva.

Manifestações clínicas: Irritabilidade excessiva ou


sonolência anormal, Dificuldade para respirar ou apneia,
convulsões, vômitos, edema cerebral, hematoma subdural,
hemorragias retinianas, perda de consciência,
incapacidade de levantar a cabeça.

Diagnóstico: Clínica, radiografia de tórax, tomografia


cerebral, fundo de olho.

Tratamento: Hospitalar.

Notificação ⟶ Notificar às autoridades competentes


imediatamente (obrigatória) para investigação e
acompanhamento adequado da criança.

Hospitalar ⟶ Estabilização das funções vitais, suporte


respiratório e, se necessário, cirurgia para estancar
sangramentos ou reduzir a pressão intracraniana, controlar
convulsões e edema cerebral. Cuidados a longo prazo
podem incluir fisioterapia, terapia ocupacional e
acompanhamento para atrasos no desenvolvimento.
OLHO VERMELHO
Olho vermelho, também conhecido como hiperemia ocular,
é uma condição comum que ocorre quando os vasos
sanguíneos da conjuntiva ficam dilatados ou inflamados,
fazendo com que o olho pareça vermelho. Pode ser
benigno ou uma emergência.

Etiologias: Conjuntivite, olho seco, irritação ambiental,


lesões na córnea (corpo estranho, trauma), uveíte, glaucoma
agudo, blefarite, alergias.

Manifestações clínicas: Hiperemia, dor, fotofobia, alteração


da visão, secreção hialina/purulenta, alteração pupilar,
prurido.

Diagnóstico: Anamnsese detalhada, inspeção (com eversão


das pálpebras) e olhando para todos lados, acuidade
visual, resposta pupilar, campimetria.

Tratamento: Hospital ou Oftalmologista.

Hospital ⟶ Lavagem com soro fisiológico e tratamento de


causa.

Especialista ⟶ Fotofobia intensa, corpo estranho penetrante,


diminuição da acuidade visual, alterações pupilares, história
de artrite associada, contato com substâncias químicas.
CONJUTIVITE
A conjuntivite é uma inflamação ou infecção da conjuntiva,
a membrana transparente que reveste a parte branca do
olho e o interior das pálpebras. Essa condição, também
conhecida como "olho vermelho", pode ser causada por
vírus, bactérias, alergias ou irritantes, e geralmente não é
grave, mas pode ser desconfortável e, em alguns casos,
contagiosa.

Manifestações clínicas: Olhos vermelhos e irritados, edema


palpebral, prurido (alérgica), sensação de areia no olho
(viral), lacrimejamento, fotofobia (viral), secreção mucosa ou
purulenta, olhos colados ao acordar (bacteriano), espirros e
coriza (alérgica).

Diagnóstico: Clínico.

Tratamento: Ambulatório.

Viral ⟶ Colírio lubrificante, higiene rigorosa das mãos, não


tocar os olhos, evitar contato próximo com outras pessoas.

Bacteriano ⟶ Colírio antibiótico (gentamicina), lavar


pálpebras com soro aquecido, higiêne rigorosa das mãos,
não tocar os olhos, evitar contato próximo com outras
pessoas.

Alérgica ⟶ Colírio antialérgico (Cloridrato de azelastina),


lágrimas artificiais, evitar coçar os olhos.
DORT/LER
Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, é um
termo abrangente que se refere a problemas de saúde que
afetam músculos, ossos, tendões, ligamentos e nervos,
frequentemente relacionados ao trabalho. O protótipo é a
síndrome do túnel do carpo.

Fatores de risco: Esforço repetitivo, sobrecarga estática,


força excessiva, postura inadequada, impactos repetidos,
jornadas longas de trabalho, condições trabalhistas ruins.

Manifestações clínicas: Dor localizada ou irradiada,


dificuldade de movimentos, fraqueza muscular, parestesia,
rigidez muscular, perda da sensibilidade.

Diagnóstico: Clínico e anamnese.

Tratamento

Emitir CAT ⟶ Comunicação de Acidente de Trabalho


(procedimento online, realizado através do site do INSS -
Meu INSS - ou do sistema eSocial).

SINAN ⟶ Denuncia de agravo.

Orientações ⟶ Pausas durante o trabalho, ajustar postura,


uso de AINEs por curto prazo, compressas locais,
fisioterapia, afastamento do trabalho, encaminhar para
medicina do trabalho / perícia.

Especialista ⟶ Encaminhar para um ortopedista.


SÍNDROME DO
TÚNEL DO CARPO
É uma neuropatia causada pela compressão do nervo
mediano no punho. Quando o espaço do túnel é reduzido
ou quando há aumento do volume dos tecidos ao redor do
nervo, a compressão ocorre, levando aos sintomas da
síndrome. Há uma associação com diabetes e
hipotireoidismo.

Manifestações clínicas: Dor no 1º, 2º, 3º e metade do 4º


dedo da mão, dificuldade de movimentos, fraqueza
muscular, parestesia, rigidez muscular, perda da
sensibilidade. Sintomas pioram a noite ou ao acordar.

Diagnóstico: Clínico, anamnese, manobra de tínel, teste de


Phalen. Se pode solicitar glicemia e função tiroidea.

Tratamento: Conservador ou Procedimentos.

Casos leves (Conservador)⟶ Fisioterapia, analgesia.

Casos graves (Procedimentos) ⟶ Infiltração de corticoides,


cirurgia.

Emitir CAT ⟶ Comunicação de Acidente de Trabalho.


ACIDENTE COM
MATERIAL BIOLÓGICO
É todo evento em que há exposição do profissional de
saúde ou outro trabalhador a sangue, fluidos corpóreos ou
outros materiais potencialmente contaminados com
microrganismos patogênicos (como HIV, HBV, HCV).

Etiologias: Perfuração ou corte com objetos pérfuro-cortantes


(agulhas, bisturis, etc.), contato direto com pele não íntegra
(ex.: dermatites, feridas), contato com mucosas (ocular,
nasal, oral) por respingos de material biológico.

Diagnóstico: Testes rápidos do pessoa exposta e da pessoa


fonte e sorologias (anti-HIV, HBsAg, anti-HBc, anti-HBs, anti-
HCV). Repetir em 30 dias, 90 dias, e 180 dias.

Tratamento

Conduta imediata ⟶ Lavar com água e sabão (pele) ou SF (mucosa).

PEP (HIV) SEMPRE ⟶ Iniciar o quanto antes, idealmente nas primeiras 2 horas (até 72h no máximo).
Tenofovir + lamivudina + dolutegravir por 28 dias. Testagem sorológica em 0, 30 e 90 dias.

PEP (Hep B) ⟶ Se vacinado e com sorologia anti-HBs ≥ 10 mUI/mL não é necessário PEP. Se não vacinado
ou resposta desconhecida: HBIG (imunoglobulina específica) + iniciar ou completar o esquema vacinal.

PEP (Hep C) ⟶ Não há PEP eficaz. Conduta é acompanhamento clínico e laboratorial (sorologias + carga
viral se necessário).

Documentos a se emitir ⟶ Notificar ao SINAN e CAT.


CUIDADOS PALIATIVOS
Cuidados paliativos são uma abordagem terapêutica
centrada no paciente e na família, que visa a melhora da
qualidade de vida de indivíduos com doença grave, crônica
ou ameaçadora da vida, por meio da prevenção e alívio do
sofrimento, utilizando identificação precoce, avaliação
adequada e tratamento eficaz da dor e de outros sintomas
físicos, psicossociais e espirituais.

Casos elegíveis para cuidados paliativos: Câncer, DPOC


grave, IC com descompensação repetida, DRC em estágios
finais, Doenças neurológicas degenerativas (ELA, Parkinson,
Alzheimer e outras demencias), doenças genéticas graves e
incuráveis em pediatria.

Diretivas Antecipadas de Vontade: São manifestações


formais, realizadas de maneira autônoma e consciente, em
que o paciente expressa quais intervenções deseja ou não
deseja receber caso esteja em situação de incapacidade de
decisão, como em estados de inconsciência, coma ou
Escala Visual Analógica: É um instrumento
demência avançada. Devem ser respeitadas pelo médico,
subjetivo de avaliação da dor utilizado
desde que não contrariem preceitos éticos ou a legislação
para mensurar a intensidade da dor
vigente. Pode ser redigida por escrito, com firma
percebida pelo paciente. O paciente
reconhecida ou registrada em cartório (não é obrigatório,
aponta ou verbaliza um número de 0 a 10.
mas recomendado). Pode ser revista ou cancelada a
qualquer momento enquanto o paciente estiver lúcido.
Escada Analgésica da OMS: É um modelo
em 3 níveis criado para orientar o
tratamento da dor, especialmente em
pacientes com dor oncológica, mas hoje
aplicado a outros contextos (ex.: cuidados
paliativos).
Dor leve: Analgésicos não opioides
(paracetamol, dipirona, AINEs).
Dor moderada: Opioides fracos
(codeína, tramadol) + não opioides.
Dor severa: Opioides fortes (morfina,
fentanil) + adjuvantes (antidepressivos,
anticonvulsivantes, corticoides).

Sedação paliativa: é o uso deliberado de medicamentos sedativos, em doses proporcionais, com o objetivo
de reduzir o nível de consciência de um paciente, a fim de aliviar sintomas refratários ao tratamento
convencional, como dor intensa, dispneia, agitação, delírio ou sofrimento psíquico extremo, em contexto de
cuidados paliativos.
FARMACODERMIA
Também conhecida como reação adversa cutânea a
medicamentos, refere-se a qualquer efeito indesejado na
pele, mucosas ou anexos cutâneos causado pelo uso de
medicamentos. Essas reações podem variar desde
manifestações leves, como erupções cutâneas, até quadros
graves, como a síndrome de Stevens-Johnson e necrólise
epidérmica tóxica.

Etiologias: Antibióticos, anti-inflamatórios,


anticonvulsivantes e psicotrópicos estão entre os
medicamentos mais frequentemente associados a
farmacodermias.

Manifestações clínicas: Manchas avermelhadas e pequenas


elevadas na pele, prurido, edema em lábios, pálpebras e
glote, unhas frágeis.

Diagnóstico: Clínico.

Tratamento: Ambulatório.

Ambulatório ⟶ Interrupção da medicação + antihistamínicos.


NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
Imediata (até 24h) Semanal
⟶ Acidente de trabalho. ⟶ Dengue casos.
⟶ Acidente por animal peçonhento. ⟶ Doença de Chagas Aguda.
⟶ Acidente por animal potencialmente transmissor de ⟶ Doença falciforme.
raiva. ⟶ Esporotricose humana.
⟶ Botulismo. ⟶ Esquistossomose.
⟶ Coqueluche. ⟶ Febre de Chikungunya.
⟶ Covid-19. ⟶ Hanseníase.
⟶ Dengue (óbitos). ⟶ Hepatites virais.
⟶ Difteria. ⟶ HIV/AIDS.
⟶ Doença de Chagas agudo. ⟶ Intoxicação Exógena (por substâncias químicas,
⟶ Doença Invasiva por "Haemophilus Influenza". incluindo agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados).
⟶ Doença Meningocócica e outras meningites ⟶ LER/DORT.
⟶ Doenças com suspeita de disseminação intencional: ⟶ Óbito Infantil ou Materno.
Varíola. ⟶ Sífilis.
⟶ Doenças febris hemorrágicas emergentes/ ⟶ Toxoplasmose gestacional e congênita.
reemergentes: Ebola. ⟶ Tuberculose.
⟶ Doença aguda pelo vírus Zika em gestante. ⟶ Violência doméstica e/ou outras violências.
⟶ Eventos adversos graves ou óbitos pós vacinação.
⟶ Febre amarela.
⟶ Hantavirose.
⟶ Monkeypox (varíola dos macacos).
⟶ Raiva humana.
⟶ Síndrome da Rubéola Congênita.
⟶ Doenças Exantemáticas: Sarampo e Rubéola.
⟶ Tétano.
⟶ Varicela - caso grave internado ou óbito.
⟶ Violência sexual e tentativa de suicídio.
DECLARAÇÃO DE
ÓBITO
É um documento essencial no Brasil, utilizado para registrar
a morte de uma pessoa e base para as estatísticas de saúde
pública. É emitida por um médico e utilizada para obter a
Certidão de Óbito no Cartório de Registro Civil.
⟶ Sempre que for constatado um óbito.
⟶ Quando uma criança nascer viva e vir a óbito em
seguida.
⟶ Em óbitos fetais em que a gestação ultrapassa 20sem, feto
com >500g ou >20cm.

Responsável pelo preenchimento:


Causa natural ⟶ Médico prestador de assistencia (com
assistência médica), Serviço de verificação de óbitos (sem
assistência médica).
Acidente, violência, suicidio ⟶ Médico legista do IML.

Parte I: Cadeia de eventos que levou o paciente ao óbito.


⟶ a: Causa imediata do óbito.
⟶ b/c: Causa intermediátia do óbito.
⟶ d: Causa básica do óbito (o que deu início).

Parte II: Condições relevantes para saúde do paciente, mas


que não fazem parte da cadeia de eventos do óbito.

Vías da declaração de óbito:


⟶ Branca: Encaminhada pra secretaria de saúde.
⟶ Amarela: Entregue para família para levar ao cartório e
emitir a certidão de óbito.
⟶ Rosa: Fica no estabelecimento de saúde arquivado.
LEI 8.080/90
O conceito de saúde no brasil é o de justiça social: A justiça é um direto de todos e um dever do estado
(Art 196 da constituição federal).

Lei 8.080/90: Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a
organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, instituindo o Sistema Único de Saúde
(SUS).

Determinantes sociais de saúde: Alimentação (1), moradia (2), saneamento básico (3), meio ambiente (4),
trabalho (5), renda (6), educação (7), atividade física (8), transporte (9), lazer (10), acesso aos bens e
serviçoes essenciais (11).

Objetivos do SUS: Identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes de saúde (1),
Formulação de política de saúde destinada a promover nos campos econômico e social, de forma a
reduzir o risco de doenças e de outros agravos (2), Assistência as pessoas por intermédio de ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das
atividades preventivas (3).

Campos de atuação: Vigilância sanitária (1), Vigiância epidemiológica (2), saúde do trabalhador (3),
assistencia terapêutica integral (4), saúde bucal (5), saneamento básico (6), desenvolvimento cientifico e
técnológico (7), recursos humanos (8), nutrição (9), meio ambiente (10), substâncias e produtos
psicoativos, tóxicos e radioativos (11), medicamentos, equipamentos e imunobiológicos (12), sangue e
derivados (13), assistencia toxicológica (14).

Princípios doutrinários do SUS: Universalidade (1), integralidade (2) e equidade (3).

Princípios organizacionais do SUS: Descentralização (1), Hierarquização (2), Regionalização (3) e


controle social (4).

Competência dos entes federativos: A UNIÃO define, formula, participa e coordena (1), o MUNICÍPIO
executa (2) e o ESTADO coordena e executa em caráter complementar (3).

Subsistema de acompanhamento à mulher no serviço de saúde: Em consultas exames e procedimentos


realizadas em unidades de saúde pública ou privada, toda mulher tem o direito de fazer-se acompanhar
por pessoa maior de idade, durante todo o período de atendimento, independente de notificação prévia.
A mulher é quem escolhe o acompanhante. Em casos de sedação em que a mulher não tem
acompanhante, a unidade tem o dever de indicar um profissional da saúde para acompanhá-la, podendo
a paciente recusar o acompanhante devendo assinar um termo abrindo mão da acompanhante 24h antes
do procedimento. No caso de atendimento em UTI ou centro cirúrgico somente será admitida
acompanhante que for profissional de saúde. No caso de emergencia ou urgencia os próprios
profissionais de saúde ficam responsáveis pela proteção e segurança da paciente, podendo ser
responsabilizados.
LEI 8.142/90
Lei 8.142/90: Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e
sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde. Essa lei estabelece
a criação dos Conselhos de Saúde e das Conferências de Saúde como espaços para a participação social
na saúde, além de regulamentar a transferência de recursos financeiros entre os entes federativos para o
SUS.

Conferências de saúde: É temporária, se reúne a cada 4 anos. Órgão consultivo. Avaliam a situação de
saúde e propões diretrizes para a formulação de políticas de saúde nos níveis correspondentes.
Convocadas pelo poder executivo.

Conselhos de saúde: É permanente, se reúne mensalmente. Órgao fiscalizador (deliberativo). Atuam na


formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde, incluindo aspectos
econômicos e financeiros. As decisões serão homologadas pelo chefe de poder legamente constituido em
cada esfera do governo.

Composição dos conselhos e das conferências: Usuários são paritários aos demais segmentos.

Critérios de transferências intergovernamentais: Fundo de saúde (1), Conselho de saúde (2), Plano de
saúde (3), Relatórios de gestão (4), contrapartida de recursos (5), Comissão de elaboração do plano de
carreira, cargos e salários (PCCS), previsto o prazo de 2 anos para sua implantação (6).
TABAGISMO
É uma doença causada pela dependência da nicotina,
substância presente em produtos à base de tabaco, como
cigarros, charutos e narguilés. É considerado uma doença
crônica e um problema de saúde pública, sendo a principal
causa de morte evitável em todo o mundo. O tabagismo
está associado a diversas doenças graves, incluindo câncer,
doenças respiratórias e cardiovasculares, além de afetar a
saúde mental e o bem-estar geral.

Estágios de prontidão para mudança do hábito de fumar

Pré-contemplação ⟶ Não percebe o tabagismo como risco


à saúde e não cogita o abandono do hábito.
Contemplação ⟶ Pensa em parar de fumar mas não tomou
nenhuma atitude nesse sentido.
Preparação ⟶ Está buscando a melhor maneira para largar
o cigarro.
Ação ⟶ Os planos para abandonar o tabagismo são
colocados em prática.
Manutenção ⟶ Já parou de fumar mas necessita estímulos
contínuos para manter a cessação. Nessa fase podem
acontecer recaídas e o retorno a fases anteriores.

ALCOOLISMO
Escala CAGE: É um instrumento de rastreamento com apenas quatro perguntas, que podem ser
respondidas com "sim" ou "não". Ele busca identificar se o indivíduo tem problemas com o uso de álcool,
sendo útil tanto para adultos quanto para adolescentes a partir dos 16 anos.

C (Cut down) ⟶ Alguma vez sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?
A (Annoyed) ⟶ As pessoas o aborrecem porque criticam o seu modo de beber?
G (Guilty) ⟶ Se sente culpado (a) pela maneira com que costuma beber?
E (Eye opened) ⟶ Costuma beber pela manhã (ao acordar), para diminuir o nervosismo ou a ressaca?

Se o indivíduo responder "sim" a duas ou mais perguntas, isso indica a necessidade de uma avaliação
mais aprofundada por um profissional de saúde, pois pode haver um padrão de uso problemático do
álcool. A escala tem boa sensibilidade e especificidade para identificar casos de alcoolismo, mas é
importante ressaltar que o CAGE não é um diagnóstico definitivo, mas sim um instrumento de
rastreamento.
TESTES DIAGNÓSTICOS
Sensibilidade e especificidade são conceitos estatísticos
usados para avaliar a precisão de um teste diagnóstico. A
sensibilidade mede a capacidade do teste de identificar
corretamente os indivíduos que têm a doença (verdadeiros
positivos), enquanto a especificidade mede a capacidade
do teste de identificar corretamente os indivíduos que não
têm a doença (verdadeiros negativos).

Sensibilidade
⟶ É a probabilidade de um teste dar um resultado positivo
quando a pessoa realmente tem a doença.
⟶ Em termos simples, um teste altamente sensível é bom em
"pegar" a doença, ou seja, raramente dará um resultado
negativo em alguém que a possui.
⟶ É calculada como: (verdadeiros positivos) / (todos
doentes).

Especificidade
⟶ É a probabilidade de um teste dar um resultado negativo quando a pessoa realmente não tem a doença.
⟶ Um teste altamente específico é bom em "descartar" a doença, ou seja, raramente dará um resultado
positivo em alguém que não a possui.
⟶ É calculada como: (verdadeiros negativos) / (todos NÃO doentes).

Importância
A escolha entre um teste mais sensível ou específico depende do contexto e do objetivo do teste. Em
situações onde é crucial não perder casos de doença (por exemplo, em doenças graves ou contagiosas), um
teste mais sensível pode ser preferível, mesmo que tenha mais falsos positivos. Em situações onde é crucial
evitar diagnósticos errados (por exemplo, em doenças que podem levar a tratamentos invasivos), um teste
mais específico pode ser mais adequado.

Acurácia
É a capacidade de fornecer resultados corretos, ou seja, de identificar corretamente indivíduos com a doença
e indivíduos sem a doença. Em outras palavras, um teste com alta acurácia tem alta probabilidade de gerar
resultados positivos em pessoas doentes e resultados negativos em pessoas saudáveis. É calculada como a
proporção de todos os acertos (verdadeiros positivos + verdadeiros negativos) / (total de testes realizados).

Valor preditivo
Positivo: Probabilidade de um teste com resultado positivo
ser um verdadeiro positivo. Calculado pela razão entre
(verdadeiros positivos) / (todos os testes positivos).
Negativo: Probabilidade de um teste com resultado negativo
ser um verdadeiro negativo. Calculado pela razão entre
(verdadeiros negativos) / (todos os testes negativos).
PERIOPERATÓRIO
Perioperatório refere-se ao período de tempo que envolve a
preparação, execução e recuperação de um procedimento
cirúrgico. Ele é dividido em três fases: pré-operatório (antes
da cirurgia), intraoperatório (durante a cirurgia) e pós-
operatório (após a cirurgia). O objetivo principal do
cuidado perioperatório é garantir a segurança e o bem-
estar do paciente durante todo o processo cirúrgico.

Pré-operatório: Esta fase começa quando o cirurgião decide


pela cirurgia e inclui a avaliação pré-operatória do
paciente, exames de risco cirúrgico, preparação física e
psicológica para a cirurgia, e ajuste de medicamentos. O
objetivo é otimizar as condições do paciente antes da
cirurgia, identificando e gerenciando riscos potenciais.
⟶ Anamnese: Ant. patológico, ant. cirurgico, alergias,
reação a anestesia anterior, hab. tóxicos, medicações de
uso contínuo, hemorragias.
⟶ Exames complementares: Direcionados.
⟶ Orientações: Informar e preparar o ⟶ Medicações: AAS (susp.10 dias ant.), Clopidogrel (susp. 7
paciente sobre o processo cirúrgico, dias ant.), ACO (susp. 5 ant. - Subst. por heparina),
incluindo expectativas, cuidados e Estrogênio e anti-otesoporose (susp. 4 sem ant.),
estratégias de recuperação. Jejum com hipoglicemiantes (suspender no dia), Insulina (Tomar NPH
ingestão de líquidos claros até 2 horas antes 2/3 da dose na noite ant. e 1/2 da dose na manhã da
da cirurgia e refeições leves até 6 horas. cirurgia), antiretrovirais (suspender no dia), corticoide
Estimular a alimentação oral o mais cedo (Paciente com Ins. Adrenal - receber hidrocortisona EV antes
possível após a cirurgia para favorecer a da indução anestésica e manter por 48 a 72h). Não susp.
recuperação intestinal. Incentivar a anti-hipertensivos, antianginosos, betabloqueadores,
movimentação e a deambulação do anticonvulsivante, antidepressivos, psicotrópicos, inalados
paciente para prevenir complicações como pulmonares ou nebulizados, medicações para tireoide.
trombose venosa profunda e pneumonia.
⟶ Consentimento.

Intraoperatório: É o período durante a cirurgia, desde a


indução da anestesia até o término da operação e a
transferência do paciente para a sala de recuperação.
Cuidados incluem a administração da anestesia,
monitoramento constante dos sinais vitais, procedimentos
cirúrgicos e controle de complicações. I ⟶ Saudável, não fumante, nenhum ou uso mínimo de álcool .
II ⟶ Fumante atual, ingesta social de álcool, gravidez, obesidade (30 < IMC < 40),
diabetes/hipertensão bem controlada, doença pulmonar leve.
Pós-operatório: Esta fase começa após a cirurgia e se III ⟶ Diabetes ou hipertensão mal controlada, DPOC, obesidade mórbida (IMC ≥
40), hepatite ativa, dependência ou abuso de álcool, marca-passo implantado,
estende até a recuperação completa do paciente, incluindo a redução moderada da fração de ejeção, doença renal em estágio terminal
submetido a diálise programada regularmente, prematuro com PCA < 60 semanas,
recuperação da anestesia, tratamento de possíveis histórico (> 3 meses) de IM, AVC, AIT ou DAC/stents.
IV ⟶ IAM, AVC, AIT ou DAC/stents recentes (< 3 meses), isquemia cardíaca
complicações, manejo da dor, reabilitação e alta hospitalar. contínua ou disfunção valvar grave, redução grave da fração de ejeção, sepse,
O objetivo é garantir uma recuperação segura e eficaz, coagulação intravascular disseminada, doença renal aguda ou em estágio terminal
não submetidos a diálise regularmente programada.
minimizando riscos e promovendo a volta do paciente às V ⟶ Ruptura de aneurisma abdominal/torácico, trauma maciço, sangramento
intracraniano com efeito de massa, isquêmico mesentérica devido à doença
suas atividades normais. cardíaca significativa ou disfunção de múltiplos órgãos/sistemas.
CIRURGIA
LAPAROSCÓPICA
A cirurgia laparoscópica, também chamada de
videolaparoscopia, é uma técnica cirúrgica minimamente
invasiva que utiliza pequenas incisões para realizar
procedimentos dentro do corpo, com auxílio de uma
câmera e instrumentos especializados. O gás utilizado no
abdômen para melhor vizualização das estruturas é o Gás
carbônico (CO2). Paciente deve estar estável
hemodinamicamente. Contraindicação absoluta é a
instabilidade hemodinâmica. A arritmia mais comum é a
bradicardia sinusal por reflexo vagal.

Vantagens: Estético, recuperação mais rápida, alta mais


precoce, deambulação mais rapida, menos dor, menos
risco TEP.

Desvantagens: Campo cirurgico restrito, custo maior,


ergonomia do cirurgião complicada.

Gás carbônico (CO2): Menor risco de embolia (dissolvivel na


corrente sanguínea), menor custo e por ser não inflamável,
totalmente transparente.
CIRURGIA DA OBESIDADE
É um procedimento cirúrgico que visa a perda de peso em
pessoas com obesidade grave ou comorbidades
relacionadas. Ela pode envolver a redução do tamanho do
estômago ou alterações no sistema digestivo para diminuir
a ingestão de alimentos ou a absorção de calorias. Não é
estética.

Critérios: IMC ≥40 ou ≥35 + comorbidades, capacidade


intelectual de compreender a cirurgia, bom apoio familiar,
não ser adicto a drogas/álcool, liberação por psicólogos.

Complicações: TEP, fístulas digestivas, hérnias, deficiências


vitamínicas ou de ferro, Infecções, suicídio, adicção de
álcool ou drogas.

Técnicas cirúrgicas: Restritiva, Disabsortiva e mista.

Restritivo ⟶ Banda gástrica ajustável, Gastrectomia vertical


(Sleeve), Gastroplastia Vertical.

Disabsortiva ⟶ Duodenal Switch, Cirurgia de Scopinaro.

Mista ⟶ Bypass em y de roux (cirurgia de Fobi-Capella).


MELANOMA
Melanoma é um tumor maligno originado dos melanócitos,
células produtoras de melanina. Representa
aproximadamente 1 a 3% dos cânceres de pele, mas é o
tipo com maior letalidade devido ao seu potencial
metastático.

Fatores de risco: Pele e olhos claros (Fitzpatrick I e II),


exposição excessiva ao sol, história familiar de melanoma,
Nevos displásicos ou múltiplos, >15 anos.

Diagnóstico clínico-dermatoscópico: Critérios ABCDE,


biópsia excisional (Avaliar espessura de Breslow).
Espessura de Breslow >1mm ⟶ Ampliar margem da
lesão em 2cm.
Espessura de Breslow <1mm ⟶ Ampliar margem da
lesão em 1cm.

Tratamento:

Linfonodo sentinela positivo ⟶ Acompanhamento com


imagem e imunoterapia.

Especialista ⟶ Encaminhar para um oncologista.


NÓDULO TIRÓIDEO
É um crescimento anormal de células na glândula tireoide,
que pode ser sólido, líquido (cístico) ou misto. Na maioria
dos casos, esses nódulos são benignos, mas uma pequena
porcentagem pode ser maligna (câncer).

Fatores de risco (malignidade): Exposição a radiação


ionizante ou radioterapia, história familiar de carcinoma de
tireoide, rápido crescimento da lesão associada a
rouquidão, diagnóstico prévio de neoplasia de tireoide
tratada com tireoidectomia parcial e idade < 20 ou > 70
anos.

Manifestações clínicas: Dor, rouquidão, alteração da voz,


disfagia, linfonodomegalia cervical, dificuldade ventilatória.

Diagnóstico: Clínica/Exame físico, TSH (1º), USG de tiroide


(2º), PAAF (3º - Bethesda).

Parâmetros sugerem malignidade na ultrassonografia:


Hipoecogenicidade em comparação ao parênquima
tireoidiano normal, vascularização intra-nodular aumentada,
margens irregulares e infiltrativas, presença de
microcalcificações, ausência de halo e altura maior que a
largura no diamêtro transversal.

Tratamento

Benignos ⟶ Acompanhamento com USG periódico (6-18


meses).

Malignos/suspeitos ⟶ Tireoidectomia total ou parcial.

Hiperfuncionante ⟶ Iodo radioativo.


HDB
É a perda de sangue do trato gastrointestinal abaixo do
ligamento de Treitz, que marca o fim do duodeno e o início
do jejuno. Essa condição pode ser causada por diversas
doenças, como diverticulite, doença inflamatória intestinal,
câncer colorretal, hemorroidas, e outras

Manifestações clínicas: Hematoquezia, fadiga, dor


abdominal, diarreia/constipação, peritonite.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, tipagem


sanguínea, gasometria arterial com lactato (casos graves),
toque retal, EDA (descartar HDA), colonoscopia.

Tratamento:

Estabilização hemodinâmica ⟶ Expansão com 1.000 ml de


cristaloide aquecido, Suspender drogas anticoagulantes/
antiagregantes/fibrinolíticos, transfusão de sangue em III/IV.

Definitivo ⟶ Tratar causa.


DOENÇA
HEMORROIDÁRIA
A doença hemorroidária, é uma condição comum
caracterizada pela dilatação e inflamação das veias na
região anal e retal. Podem ser internas (acima da linha
pectínea, recobertas de mucosa), externas (abaixo da linha
pectínea, recobertas por pele) ou mistas. Além disso se
classificam em: Grau I (Não prolapsa), Grau II (Prolapsa
com redução espontânea), Grau III (Prolapsa com redução
manual) e Grau IV (Prolapso sem redução).

Manifestações clínicas: Sangramento retal vermelho vivo,


dor/desconforto anal, prurido anal, presença de nódulo na
região anal.

Diagnóstico: Clínica, toque retal, manobra de valsalva,


anoscopia, colonoscopia (obrigatório).

Tratamento: Conservador ou cirúrgico.

Grau I/II ⟶ Aumentar ingesta de fibras e de água, não usar


papel para limpeza, emolientes fecais, banhos de assento
mornos, pomadas anestésicas, evitar esforços durante
evacuação, manter região anal limpa e seca, paracetamol.

Grau III/IV ⟶ Hemorroidectomia cirúrgica.


CÂNCER COLORRETAL
É um tipo de tumor que se desenvolve no intestino grosso.
Ele geralmente começa como pólipos, lesões benignas que
podem se tornar cancerosas com o tempo. A detecção
precoce e o tratamento adequado são cruciais, pois o
câncer de cólon, quando descoberto em estágios iniciais,
tem altas chances de cura.

Fatores de risco: >50 anos, histórico familiar, pólipo


adenomatoso, alimentação rica em gordura animal e baixa
em fibras, obesidade, falta de atividade física, tabagismo e
consumo excessivo de álcool, DII.

Manifestações clínicas: Sangramento retal, dor/desconforto


abdominal, perda de peso inexplicada, fadiga, anemia,
diarreia/constipação.

Diagnóstico: Toque retal, Endoscopia digestiva alta,


colonoscopia, dosagem do CEA, sangue oculto nas fezes,
biópsia, TAC de tórax e abdomem.

Tratamento: Quimioterapia/Radioterapia e cirúrgico.

Reto médio/baixo ⟶ 1º quimio/radio neoadjuvante, depois


cirurgia. Em última opção cirurgia de Miles.

Cólon/Reto alto ou obstrução ⟶ 1º Cirurgia (Colectomia


segmentar) e depois quimio/radio.
ÚLCERA PÉPTICA
São feridas que se formam no revestimento do trato
digestivo, incluindo o estômago, esôfago e intestino
delgado. Essas úlceras podem ser causadas por diversos
fatores, sendo a infecção pela bactéria Helicobacter pylori e
o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) os mais
comuns.

Manifestações clínicas: Dor abdominal em queimação,


sensação de inchaço, perda de apetite, perda de peso,
náuseas e vômitos, hematêmese, hematoquezia, melena.

Diagnóstico: Clínica, endoscopia digestiva alta (se tiver


úlcera gástrica, após tratamento repetir a EDA) e biópsia.

Tratamento: Conservador e erradicação.

Mudanças de hábitos de vida ⟶ Evitar alimentos


gordurosos, picantes e ácidos, reduzir o consumo de álcool
e cigarros, fazer refeições regulares e fracionadas ao longo
do dia.

Erradicação da H. Pylori ⟶ Omeprazol 20mg de 12/12h


por 4 semanas; Amoxicilina 1g (2 comprimidos de 500mg)
de 12/12h e Claritromicina 500 mg 12/12 horas. Por 14
dias.

Complicações: Sangramentos, obstrução, perfuração,


câncer.
HELICOBACTER
PYLORI
É uma espécie de bactéria que coloniza naturalmente a
mucosa do estômago do ser humano. Muitas úlceras
pépticas, alguns tipos de gastrite e de câncer do estômago
decorrem da infecção causada pela H. pylori.

Manifestações clínicas: A maioria não causa nada. Podem


causar úlceras pépticas (Dor abdominal em queimação,
sensação de inchaço, perda de apetite, perda de peso,
náuseas e vômitos, hematêmese, hematoquezia).

Diagnóstico: Endoscopia digestiva alta com biópsia, teste


rápido da urease, teste respiratório com carbono marcado,
teste de antígeno fecal.

Tratamento: Erradicação.

Erradicação da H. Pylori ⟶ Omeprazol 20mg de 12/12h;


Amoxicilina 1g (2 comprimidos de 500mg) de 12/12h e
Claritromicina 500 mg 12/12 horas. Por 14 dias.

Após o tratamento verificar erradicação ⟶ Endoscopia


digestiva alta com biópsia (úlceras gástricas) e teste
respiratório do carbono marcado (úceras duodenais).
DRGE
A Doença do Refluxo Gastroesofágico ocorre quando o
esfíncter esofágico inferior não funciona corretamente. Isso
permite que o ácido do estômago e outros conteúdos
gástricos retornem ao esôfago, causando irritação e
inflamação. Alguns fatores aumentam o risco: Obesidade,
hérnia de hiato, gestação, idade, tabagismo, alimentos
(gordura, alcool, café, picantes, grandes refeições, deitar-se
logo após comer, sedentarismo.

Manifestações clínicas: Dor no peito, pirose, regurgitação,


disfagia, tosse crônica, rouquidão, laringite, náuseas e
vômitos, sensação de nó na garganta.

Sinais de alarme: Disfagia, odinofagia, sangramento


gastrointestinal, anemia, perda de peso e história familiar
de câncer de esôfago ou estômago ⟶ EDA pra descartar
neoplasia (>40 anos também).

Complicações: Esofagite, úlceras, estenose, Barret, câncer de


esôfago.

Diagnóstico: Clínica, impedâncio-pHmetria, endoscopia


digestiva alta, manometria esofágica.

Tratamento: Suporte e Cirurgia.

Mudança de estilo de vida ⟶ Perda de peso, evitar alimentos


que causam refluxo, elevar a cabeceira da cama, evitar
deitar após as refeições, fracionar refeições, abandonar
tabagismo.

Medicação ⟶ Omeprazol 40mg 1x por dia em jejum.


Duração de 2 mêses.

Cirurgia (hérnia de hiato, falha no tratamento clínico ou


esofagite grave) ⟶ Fundoplicatura de Nissen.
HDA
A hemorragia digestiva alta (HDA) é um sangramento no
trato gastrointestinal superior, ou seja, acima do ligamento
de Treitz, que inclui esôfago, estômago e duodeno. É uma
emergência médica que exige avaliação e tratamento
rápidos devido ao risco de complicações graves.

Causas: Úlceras pépticas, varizes esofágicas, Mallory-Weiss,


esofagite erosiva, tumor gastrointestinal alto, uso de AINEs.

Manifestações clínicas: Hematêmese, melena, hipotensão,


taquicardia, palidez, tontura, síncope.

HDA Varicosa: Icterícia, cirrose, Telangectasias, eritema


palmar, ginecomastia, circulação lateral, ascite.

Diagnóstico: Endoscopia digestiva alta, hemograma,


coagulograma, tipagem sanguínea.

Tratamento

Estabilização hemodinâmica ⟶ Expansão com 1.000 ml de


cristaloide aquecido, Suspender drogas anticoagulantes/
antiagregantes/fibrinolíticos, transfusão de sangue em III/IV.

Úlcera sangrante ⟶ Omeprazol 80mg bolus EV + 8mg/h em


BIC + terapia endoscópica dupla (Esclerose + cauterização).

Varizes esofágicas ⟶ Terlipressina 2 mg EV a c/4h por 5


dias + Ceftriaxona 1g IV c/24h por 7 dias + Omeprazol +
terapia endoscópica (ligadura elástica). Se falhar: Balão de
Sengstaken-Blakemore ou TIPS. Propanolol (prevenção 2ª).
APENDICITE
A apendicite aguda é uma inflamação do apêndice, um
pequeno órgão localizado na região inferior direita do
abdômen, próximo ao intestino grosso. É uma condição que
pode causar dor abdominal intensa e requer atenção
médica imediata, pois pode levar a complicações graves se
não tratada.

Manifestações clínicas: Dor abdominal (Cronologia de


Murphy), febre, hiporexia, náuseas e vômitos,
diarreia/constipação, distensão abdominal, sinal de
blumberg +, sinal de Rovsing +, sinal de Psoas +, sinal do
Obturador +, sinal de Lenander +, Sinal de Dunphy +.

Diagnóstico: Clínico. Pode solicitar hemograma, PCR, USG,


tomogragia em casos duvidosos.

Tratamento: Cirúrgico.

Pré-operatório ⟶ Jejum, hidratação EV, analgesia, solicitar


avaliação cirurgica.

Cirurgia ⟶ Apendicectomia.
DIVERTICULITE
Diverticulite é uma condição em que pequenas bolsas ou
sacos chamados divertículos, que se formam na parede do
intestino grosso (cólon), ficam inflamados ou infectados. A
causa mais comum é a falta de fibras na dieta, o que pode
levar a fezes mais duras e à necessidade de pressão
excessiva durante a defecação, inflamando os divertículos.
Outros fatores incluem envelhecimento, tabagismo,
constipação, obesidade e predisposição genética.

Manifestações clínicas: Dor progressiva na Fossa ilíaca


esquerda, febre, diarreia/constipação, HDB.

Diagnóstico: Clínica, tomografia de abdômem com


contraste.

NÃO PODE FAZER COLONOSCOPIA


EM DIVERTICULITE AGUDA!!!

Tratamento: Conservador ou cirúrgico.

Conduta inicial ⟶ Dietal leve/jejum, hidratação EV,


analgesia.

Antibiótico ⟶ Ceftriaxona + Metronidazol.

Cirurgia ⟶ Hinchey III e IV.


AA VASCULAR
É uma condição grave caracterizada pela redução ou
interrupção do fluxo sanguíneo para os órgãos abdominais,
levando à isquemia e possível necrose tecidual. É um tipo de
abdome agudo que pode ser causado por obstrução de
artérias ou veias, vasoespasmos ou baixo fluxo sanguíneo.
A etiologia mais comum é a embolia da artéria mesentérica
superior.

Fatores de risco: Idade avançada, FA, IC, doença arterial


periférica, IAM prévio, AVC isquêmico, câncer, uso de
contraceptivos ou trombofilias.

Manifestações clínicas: Dor súbita, difusa, de forte


intensidade, mal estado geral, taquicardia, sudorese,
hipotensão, distensão abdominal, desproporção entre a
clínica e o exame físico, toque retal com sangue em aspecto
de “geleia de framboesa”, acidose metabólica (aumento de
lactato).

Diagnóstico: Clínica, toque retal, hemograma, gastometria


arterial com lactato, angiotomografia abdominal.

Tratamento: Suporte e Cirurgia.

Medidas de suporte ⟶ Hidratação, jejum, descompressão


gástrica com SNG, Ceftriaxone + Metronidazol.

Sem peritonite ⟶ Embolectomia.

Com peritonite ⟶ Laparotomia com ressecção de alças


inviáveis.
AA HEMORRÁGICO
O abdome agudo hemorrágico é definido pela presença de
sangue na cavidade abdominal, de origem não traumática.
Isso significa que a hemorragia não é resultado de lesões
externas, como acidentes, mas sim de causas internas,
como ruptura de órgãos ou vasos sanguíneos.

Causas: Gravidez ectopica rota, aneurisma esplênico roto,


cisto tubário roto, Lesões em órgãos parenquimatosos
(fígado, baço, pâncreas).

Manifestações clínicas: Dor abdominal intensa e súbita,


taquicardia, hipotensão, palidez, sudorese, sinal de Lafontt.
Em alguns casos sangramento retal e hematêmese.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, bHCG,


USG abdominal, tomografia de abdômem e pelve, tipagem
sanguínea.

Tratamento: Estabilização hemodinâmica e da causa.

Estabilização hemodiâmica ⟶ Expansão com 1.000 ml de


cristaloide aquecido e transfusão de concentrado de
hemácias.

Não estabilizou ⟶ Laparotomia exploratória de emergência.


PNEUMOTÓRAX
Pneumotórax é a presença de ar na cavidade pleural
causando o colapso parcial ou total do pulmão. Pode ser de
causa espontânea (sem causa aparente) ou adquirida
(causado por trauma, doença pulmonar ou procedimentos
médicos).

Manifestações clínicas (simples): Assintomático, dor súbita


no tórax, dispneia, taquicardia, tosse, mv abolido unilateral,
hipertimpanismo.

Manifestações clínicas (hipertensivo): Dor súbita no tórax,


dispneia, taquicardia, tosse, mv abolido unilateral,
hipertimpanismo, turgência jugular, taquipneia, desviação
da traqueia, hipotenção.

Diagnóstico: Clínica, radiografia de tórax.

Tratamento: Toracocentese de alívio ou drenagem em selo


de água.

Pneumotórax hipertensivo ⟶ Toracocentese de alívio no 5º


EIC entre linha axilar média e anterior.

Pneumotórax simples ⟶ Drenagem em selo de água.


TAMPONAMENTO
CARDÍACO
É uma emergência médica caracterizada pela compressão
do coração (Choque obstrutivo) devido ao acúmulo rápido
ou volumoso de líquido no espaço pericárdico, levando à
restrição do enchimento diastólico e consequente queda do
débito cardíaco.

Etiologias: Traumas, pericardite, LES, disecção de aorta,


IRA, tumores.

Manifestações clínicas: Dispneia progressiva, fadiga, dor


torácica, Tríade de beck (hipotensão, turgência jugular,
hipofonese de bulhas cardíacas), Pulsus paradoxus (>10
mmHg de queda da PAS na inspiração),

Diagnóstico: Clínica, ecocardiograma, rx de tórax, ECG


(alternância elétrica, baixa voltagem).

Tratamento

Choque obstrutivo ⟶ Paracentese de alívio.

Definitivo ⟶ Tratar causa.


TRAUMA ABDOMINAL
FECHADO
Lesão abdominal causada por força contusa, sem violação
da integridade da pele ou penetração da cavidade
peritoneal, que pode comprometer órgãos sólidos (como
fígado, baço, rins) ou ocasionalmente órgãos ocos (como
intestino e bexiga), além de vasos abdominais.

Etiologias: Acidentes de carro, quedas de altura, agressão


física, trauma esportivo.

Manifestações clínicas: Dor/rigidez abdominal, distensão


abdominal, náuseas e vômitos, hipotensão e taquicardia,
sudorese fria e palidez, equimose na parede abdominal.

Fratura de pelve: Instabilidade da pelve, crepitação óssea e


assimetria entre o tamanho das pernas.

Diangóstico: ABCDE do trauma, hemograma,


coagulograma, tipagem sanguínea, TAC de pelve, Eco-Fast.

Tratamento:

Estabilização hemodinâmica ⟶ Expansão com 1.000 ml de


cristaloide aquecido, Suspender drogas anticoagulantes/
antiagregantes/fibrinolíticos, transfusão de sangue em III/IV.

Fratura de pelve ⟶ Estável: Imobilização com cintas pélvicas


(binder) + tomografia + avaliação por ortopedia. Instável:
Binder pélvico imediato (apertar acima do trocânter maior) +
Reposição volêmica agressiva (cristaloides +
hemoderivados)
HÉRNIAS
Uma hérnia ocorre quando um órgão ou tecido se projeta
através de uma fraqueza ou abertura na parede muscular
que normalmente o mantém no lugar. Segundo localização
podem ser: Inguinal (+ comum, no homem e a direita) ,
femoral, incisional, umbilical, epigástrica. Segundo
comprometimento podem ser: Redutível (conteúdo sai e volta
para a cavidade), encarcerada (conteúdo não retorna para
a cavidade), estrangulada (encarcerada com sofrimento
vascular).

Manifestações clínicas: Protuberância na região inguinal,


dor/desconforto na região inguinal que pode irradiar para
escroto, sensação de peso, náuseas e vômitos, febre.

Diagnóstico: Clínica, Exame físico (palpação do canal


inguinal superficial com a ponta do dedo + manobra de
valsava de pé e deitado).

Tratamento: Cirurgia.

Redutível ⟶ Cirurgia eletiva: Técnica de Lichtenstein.

Encarcerada/estrangulada ⟶ Cirurgia urgente: Técnica de


Lichtenstein.
TUMORES ABDOMINAIS
DA INFÂNCIA
Tumores abdominais na infância podem ser tanto benignos
quanto malignos, sendo importante o diagnóstico precoce e
tratamento adequado. Os tipos mais comuns incluem o
neuroblastoma, o tumor de Wilms (nefroblastoma) e o
hepatoblastoma.

Neuroblastoma: Tumor que se origina nas células nervosas


e pode se desenvolver em várias partes do corpo, mas
frequentemente na região abdominal, afetando a glândula
adrenal ou a cadeia simpática.
⟶ Massa abdominal que ultrapassa linha média, dor e
distenção abdominal, perda de peso, fadiga, equimose
periorbital, dor óssea, paciente em mal estado geral.

Nefroblastoma (Tumor de Wilms): Tumor renal que


geralmente se manifesta como um nódulo indolor no
abdômen, podendo causar aumento do abdômen, dor
abdominal, sangue na urina ou pressão alta. Massa
abdominal que NÃO ultrapassa linha média, hematuria,
HTA, dor abdominal, paciente em bom estado geral.

Hepatoblastoma: Tumor hepático que ocorre principalmente


em crianças com menos de 4 anos, muitas vezes
assintomático no início e podendo causar aumento do
abdômen, perda de peso e dor abdominal em estágios mais
avançados. Massa abdominal, ictericia, perda de peso,
náuseas e vômitos, fadiga.
HTA
É uma condição crônica na qual a pressão do sangue nas
artérias permanece elevada de forma persistente. Isso
significa que o coração precisa trabalhar mais para
bombear o sangue para todo o corpo. A hipertensão pode
não apresentar sintomas por um longo tempo, sendo
considerada uma "doença silenciosa".

Manifestações clínicas: É frequentemente assintomática,


especialmente em seus estágios iniciais. No entanto,
quando a pressão arterial atinge níveis muito elevados,
podem surgir sintomas como dor de cabeça, tontura, visão
embaçada, zumbido no ouvido, sangramento nasal,
cansaço excessivo e falta de ar.

Exames complementários: Hemograma, ureia e creatinina,


glicemia em jejum, lipidograma (LDL, HDL, Colesterol Total,
TAG), proteinuria de 24h, eletrolitos, ECG, radigrafia de
tórax frente e perfil, Medição da PA, MAPA 24h,
fundoscopia de olho.

Tratamento

⟶ As 4 medicações mais usadas são os Tiazídicos


(hidroclorotiazida), IECA (Enalapril, Captopril), BRA
(Losartana, Valsartana), Bloqueadores de canais de Ca
diidropiridínicos (Anlodipino).

⟶ >160mmHg se faz duplaterapia, por exemplo Enalapril +


Anlodipino. Monoterapia se recomenta no estágio 1.

⟶ Não se usa IECA + BRA (aumenta risco de hipercalemia e


IRA). IECA pode causar tosse.

⟶ Não se usa Tiazídicos em pacientes com Gota ou


Diabéticos.
EMERGÊNCIA
HIPERTENSIVA
É uma condição grave caracterizada por uma pressão
arterial muito alta (tipicamente >180/120 mmHg) associada
a sinais de lesão em órgãos-alvo como:

⟶ Encefalopatia hipertensiva: Cefaleira, confusão,


convulsões, visão turva, dificuldade na fala.
⟶ AVC: Fraqueza unilateral, dificuldade na fala, cefaleia,
confusão mental, dificuldade para andar.
⟶ IAM: Dor no peito que irradia para braço esquerdo,
pescoço ou mandíbula, sudorese fria, náuseas e vômitos,
dispneia.
⟶ IC aguda: Dispneia, DPN, ortopneia, edema, tosse.
⟶ IRA: Oliguria/anúria, edema, fadiga, confusão mental.
⟶ Disecção de Aorta: Dor no peito, diferença de pulso,
taquicardia.
⟶ EAP: HTA, dispneia, tosse, uso de musculatura acessória,
sudorese, estertores e sibilancias, expectoração rósea e
espumosa.

Tratamento: Hospitalar.

⟶ Hospitalização imediata + oxigênio + monitorização de


sinais vitais + acesso venoso calibroso + exames iniciais
(ECG, hemograma, eletrólitos, ureia e creatinina, troponina,
gasometria arterial, urina tipo 1, TC Crânio), Nitroprussiato
de sódio (EH geral) ou Nitroglicerina (SCA/EAP) +
Furosemida (Congestão).

Objetivo ⟶ Reduzir PA média em até 25% na 1ª hora,


depois, se o paciente estiver estável, reduzir a PA
gradualmente até 160/100 mmHg nas próximas 2 a 6
horas.
SCA
É um termo usado para descrever condições onde o fluxo
sanguíneo para o coração é abruptamente reduzido ou
interrompido, geralmente devido ao bloqueio das artérias
coronárias. Isso pode levar a angina instável ou infarto
agudo do miocárdio. A SCA é uma emergência médica que
requer atenção imediata para diagnóstico e tratamento.

Manifestações clínicas: Dor em aperto no peito que pode


irradiar ao braço esquerdo, pescoço ou mandíbula,
dispneia, sudorese fria, taquicardia, náuseas e vômitos,
tontura.

Diagnóstico: Clínica, ECG, enzimas cardíacas (Troponina e


CK-MB).

Tratamento: Hospitalar.

1º ⟶ Monitorização, Oxigênio, Nitrato SL, Dupla


antiagregação (AAS 300mg + Clopidogrel 600mg),
Anticoagulação (Enoxaparina/heparina).

2º ⟶ Angioplastia com balão (<90' de tempo porta balão),


trombólise com Alteplase (como segunda opção, o melhor é
usar em até 30').

3º Controle de dano ⟶ IECA, BB (metoprolol), Estatina


(Atorvastatina).
AVCH - HSA
É o sangramento no espaço entre o cérebro e o tecido que
o reveste, chamado aracnoide. A causa mais comum é a
ruptura de um aneurisma cerebral, que é uma dilatação
anormal de um vaso sanguíneo. Outras causas incluem
traumatismo craniano e malformações arteriovenosas.

Fatores de risco: HTA, tabasgismo, consumo de álcool,


historico familiar, uso de drogas recreativas que estimulam
sistema simpático.

Manifestações clínicas: Cefaleia intensa súbita, náuseas e


vômitos, rigidez de nuca, deficit focal.

Diagnóstico: Tomografia de crâneo sem contraste, punção


lombar (se TAC normal), fundo de olho.

Tratamento: Hospitalar.

Abordagem inicial ⟶ Prescrever nitroprussiato de sódio


endovenoso para atingir o alvo de 140 - 160 mmHg de
pressão sistólica. Se ficar muito alto pode sangrar, muito
baixa vasoespasmo.

Especialista ⟶ Encaminhamento com neurocirurgião.


AVCI
O AVC isquêmico, ocorre quando há uma obstrução em
uma artéria do cérebro, impedindo o fluxo sanguíneo e a
chegada de oxigênio a uma determinada área. Essa
interrupção pode levar à morte das células cerebrais na
região afetada. É o tipo mais comum de AVC,
representando cerca de 85% dos casos.

Manifestações clínicas: Deficit neurológico súbito, fraqueza


muscular, dificuldade na fala, assimetria facial.

Diagnóstico: Clínica, tomografia de crâneo sem contraste,


glicemia.

Tratamento: Hospitalar.

Abordagem inicial ⟶ Prescrever nitroprussiato de sódio EV


em bomba de infusão, uma vez que para receber o
trombolítico o paciente deverá estar com PA <185x110
mmHg.

Trombólise ⟶ Alteplase se o quadro tiver <4,5h de início.

AAS ⟶ 24h após trombólise.

Complicação: Principal complicação da trombólise é a


Hemorragia intracraniana.
CEFALEIAS
Tensional (+ comum): Dor de cabeça em pressão descrita
como uma faixa apertada. Leve a moderada. Não piora
com atividades físicas. Associado a estresse, má postura,
disturbios do sono, disfunção temporomandibular. 30' a 7
dias.

Enxaqueca: Presença ou não de aura, dor latejante. Severa.


Piora com atividades físicas. Náuseas, vômitos, fotofobia,
fonofobia. 4 a 72h. Fase de recuperação com exaustão.

Em salvas: Dor lancinante unilateral. Severa.


Lacrimejamento, congestão nasal, coriza, vermelhidão no
olho, pálpebra caída e sudorese na testa ou rosto, agitação.
15' a 3h. Recorrente no mesmo dia. Predomínio noturno.

Tratamento: Ambulatório.

Tensional ⟶ Paracetamol e TCC (abortivo) e amitriptilina


(preventivo).

Enxaqueca ⟶ Paracetamol ou Triptanos (abortivo) e


propanolol (preventivo).

Em salvas ⟶ Oxigênio ao 100% com máscara (abortivo) e


verapamil (preventivo).

Red-flags: Mudança do padrão habitual, febre, perda de


peso, imunossupressão, história de neoplasia, uso de
anticoagulantes, cefaleia nova > 50 anos e déficit focal.
MENINGITE
É uma inflamação das meninges, membranas que envolvem
o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por
bactérias, vírus, fungos ou parasitas.

Manifestações clínicas: Febre alta, cefaleia intensa, rigidez


de nuca, náuseas e vômitos, fotofobia, mal estar geral,
convulsão, petequias na pele (meningococo), Kerning e
Brudzinski positivo.

Diagnóstico: Clínica, glicemia, hemograma, eletrólitos,


hemocultura, TAC, punção lombar.

Tratamento: Hospitalar.

Pneumococo/[Link] ⟶ Ceftriaxone + Prednisona.

Meningococo ⟶ Ceftriaxone.

Quimioprofilaxis (Meningococo e [Link] ⟶


Rifampicina.

Viral ⟶ Sintomático, repouso e hidratação.


PIELONEFRITE
É uma infecção bacteriana que afeta um ou ambos os rins,
geralmente iniciando como uma infecção no trato urinário
inferior e, se não tratada, pode subir para os rins. Essa
infecção pode ser aguda ou crônica, e em casos graves
pode levar à perda da função renal.

Manifestações clínicas: Febre alta, calafrios, dor lombar,


náuseas e vômitos, disúria, polaciúria, urina turva com odor
forte, mal estar geral, sinal de Giordano +.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, PCR, Urina tipo 1,


urocultura, antibiograma, tomografia renal (refratário ao
tratamento ou complicada).

Tratamento: Hospitalar.

⟶ Ceftriaxone de 7 a 14 dias.

⟶ Quimioprofiláxia (2+ ep de ITU em 6 meses ou 3+ ep de


ITU em 12 mêses): Tomar mais agua, urinar depois de
relações sexuais, usar roupa menos apertada,
Nitrofurantoína por 3 a 6 meses.
PERICARDITE
É a inflamação do pericárdio, uma membrana que envolve
e protege o coração. Essa condição pode ser causada por
diversas razões, incluindo infecções virais (principal) ou
bacterianas, doenças autoimunes, lesões no peito e até
mesmo certos medicamentos.

Manifestações clínicas: Dor intensa torácica que piora ao


inspirar e melhora ao inclinar-se para frente, febre, atrito
pericárdico (se ausculta melhor inclinando o tórax para
frente).

Diagnóstico: Clínica, ECG, ecocardiograma.

Tratamento: Ambulatório.

⟶ AINEs + Colchicina.
CAD
É uma complicação aguda grave do diabetes que ocorre
quando o corpo não produz insulina suficiente e começa a
usar gordura como combustível, produzindo ácidos
chamados cetonas. Isso leva ao acúmulo dessas cetonas no
sangue, podendo causar acidose metabólica e
desidratação. A CAD é mais comum no diabetes tipo 1,
mas também pode ocorrer no tipo 2.

Manifestações clínicas: Polifagia, Polidipsia, poliúria, perda


de peso, fadiga, náuseas e vômitos, dor abdominal,
respiração de Kussmaul, halitose cetônica, desidratação,
confusão mental, rebaixamento de consciência.

Diagnóstico: Clínica, glicemia, eletrólitos (Potassio, sódio),


cetonemia/cetonuria, gasometria arterial, Urina tipo 1,
ECG.

Critérios: Glicose >250. PH <7,3. Bicarbonato <15-18.


Cetonuria ou cetonemia.

Tratamento: Hospitalar.

Expansão volêmica ⟶ SF 0,9% 15-20ml/kg na primeira hora.

Reposição do potássio (<3,3 mEq) ⟶ 10-30 mEq/L/h de cloreto de potássio (KCl). Manter entre 4 e 5
mEq.

Insulina em bomba de infusão ⟶ Insulina regular 0,1 UI/kg/h. Nessa dose, espera-se que diminua a
concentração de glicose sérica em 50 a 70 mg/dL/hora. Aplicar uma dose de insulina subcutânea 2h
antes de desligar a bomba.

Com a evolução do tratamento, quando a glicemia na CAD atingir 200 mg/dL, deve-se iniciar soro
glicosado 5% associado à insulina regular IV, a qual deve ter a taxa de infusão diminuída para evitar
hipoglicemia durante o tratamento da CAD

Resolução da CAD: Glicemia = 200 mais 2 dos seguintes: PH = 7,3. Bicarbonato = 18. Ânion gap = 12.
HIPOTIREOIDISMO
É uma condição onde a glândula tireoide não produz
hormônios tireoidianos em quantidade suficiente para
atender às necessidades do corpo.

Manifestações clínicas: Fadiga, intolerância ao frio, ganho


de peso, pele seca e áspera, cabelo fino e quebradiço,
constipação, depressão, alteração menstrual, queda de
cabelo, bradicardia, bocio.

Etiologias: Tireoidite de Hashimoto, deficiencia de iodo,


medicamentos (amiodarona, lítio), tratamento para
hipertireoidismo, radiação.

Diagnóstico: Clínica, Hemograma, lipidograma, TSH e T4


livre, anti-TPO.

Tratamento: Ambulatório.

Medicamentos ⟶ Levotiroxina (em jejum, 30 minutos antes da


primeira refeição).

Cirurgia ⟶ A tireoidectomia é uma opção em casos específicos, como


bócio volumoso ou nódulos suspeitos.
TIREOTOXICOSE
É a condição clínica resultante do excesso de hormônios
tireoidianos no organismo, seja por produção excessiva da
glândula tireoide (hipertireoidismo) ou por outras causas,
como ingestão excessiva de hormônios tireoidianos ou
tireoidite. A principal causa é Doença de Graves, outras
causas são Tireoidite, medicamentos.

Manifestações clínicas: Intolerância ao calor, sudorese,


perda de peso, fadiga, palpitações, ansiedade,
irritabilidade e tremor, bocio, diarreia, alteração menstrual,
febre, oftalmopatia (Graves) e mixedema pré-tibial.

Diagnóstico: Clínica, TSH e T4 livre, TRAb.

Tratamento: Ambulatório.

Medicamentos ⟶ Propranolol e Propiutiouracil/Metimazol.

Cirurgia ⟶ A tireoidectomia é uma opção em casos específicos, como


bócio volumoso ou nódulos suspeitos.
ANEMIA
FALCIFORME
É uma doença hereditária que afeta os glóbulos vermelhos
do sangue, tornando-os deformados em forma de foice.
Esses glóbulos deformados têm dificuldade em circular
normalmente, levando a complicações como anemia, dores
intensas e aumento do risco de infecções.

Manifestações clínicas (crise vaso-oclusiva): Dor intensa,


geralmente nos ossos e articulações, pode ser
desencadeada por fatores como frio, infecções, estresse ou
desidratação, fadiga, icterícia, sindrome torácica aguda
(febre, dor no peito e infiltrados pulmonares), priapismo,
avc.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, Reticulócitos, gasometria,


radiografia de tórax.

Tratamento: Ambulatório.

Suporte⟶ Hidratação, oxigênio (se hipoxemia).

Analgesia ⟶ Morfina em dose moderada.

Foco infeccioso ou febre ⟶ Antibiótico.

Transfusão simples ⟶ Anemia grave (Hb <9 + sintomas),


AVCi, crises intensas de dor, STA, priapismo.
ANEMIA
FERROPRIVA
É a forma mais comum de anemia e ocorre quando o corpo
não tem ferro suficiente para produzir glóbulos vermelhos
saudáveis. O ferro é essencial para a produção de
hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de
oxigênio no sangue. As características são Hipocromia,
microcitose e RDW aumentado.

Manifestações clínicas: Fadiga, dispneia, palidez,


dificuldade para concentração, queda de cabelo, unhas
fracas, síndrome de pica, taquicardia, sensação de frio,
queilite angular, plaquetose (muito comum na ferropriva).

Diagnóstico: Clínica, hemograma, perfil de ferro (Ferritina,


Ferro sérico, TIBC, saturação de ferro), contagem de
reticulócitos, endoscopia digestiva alta, colonoscopia,
sangue oculto em fezes.

Tratamento: Ambulatório.

Dieta ⟶ Incluir alimentos ricos em ferro na dieta, como


carnes vermelhas, fígado, aves, peixes, leguminosas e
vegetais de folhas verdes escuras. Aumentar a ingestão de
vitamina C para melhorar a absorção do ferro não heme da
dieta.

Ferro oral ⟶ Sulfato ferroso 40mg cada 8h junto com as


comidas.

Ferro EV ⟶ Somente em pacientes que não toleram pelos


efeitos colaterais ou quando não absorvem por alguma
patologia.
MIELOMA MÚLTIPLO
O mieloma múltiplo é um câncer que se forma em um tipo
de glóbulo branco chamado plasmócito. No mieloma
múltiplo, as células plasmáticas cancerígenas se acumulam
na medula óssea e expulsam as células sanguíneas
saudáveis. Em vez de produzir anticorpos benéficos, as
células cancerígenas produzem proteínas que não
funcionam corretamente. Isso leva às complicações do
mieloma múltiplo.

Manifestações clínicas: CRAB: Hipercalcemia, insuficiencia


renal, anemia, lesões osteolíticas em sacabocados, fadiga,
infecções frequentes, dor óssea (lombalgia).

Diagnóstico: Clínica, hemograma, ureia e creatinina,


ionograma, eletroforese de proteínas séricas e urinárias,
biópsia de medula, radiografia de ossos longos.

Tratamento: Ambulatório.

Ambulatório ⟶ Suporte, encaminhamento ao hematologista;


imunomoduladores (Talidomida) e corticoides; transplante
autólogo de medula óssea.
GOTA
A gota é uma doença inflamatória causada pelo acúmulo de
cristais de ácido úrico nas articulações, resultando em crises
de dor intensa e inchaço. Essa condição é desencadeada
pela hiperuricemia, ou seja, níveis elevados de ácido úrico
no sangue. Sempre fazer diagnóstico diferencial com artrite
infecciosa. Apresenta 4 fases: Hiperuricemia assintomática,
artrite gotosa aguda, período intercrítico e gota tofácea
crônica.

Manifestações clínicas: Dor intensa, calor, edema, rigidez


articular, presença de tofos.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, PCR, ácido úrico sérico,


Artrocentese diagnóstica, radiografia da articulação
afetada.

Complicações: Tofos gotosos, danos articulares, cálculo


renal.

Tratamento: Ambulatório.

Mudanças de estilo de vida ⟶ Reduzir ingesta de álcool e


carne verme, baixar de peso, exercício físico, trocar
antihipertensivo tiazídico (se fazer uso).

Artrite gotosa aguda ⟶ AINEs/Corticoides, colchicina,


compressas frias.

Período intercrítico ⟶ Alopurinol.


ARTRITE INFECCIOSA
É uma condição em que uma infecção se espalha para uma
ou mais articulações, causando inflamação. Essa infecção
geralmente é causada por bactérias, mas pode ser causada
por vírus ou fungos também. A artrite infecciosa pode ser
aguda, com início rápido de dor e inchaço, ou crônica,
com sintomas mais leves e desenvolvimento gradual. Pode
gonocócica ou não gonocócica (S. aureus - quadro mais
grave).

Manifestações clínicas: Dor, rubor, edema, febre, rigidez


articular, mal estar geral, lesões cutâneas (gonocócica),
tenossinovite (gonocócica), poliartralgia migratória
(gonocócica).

Diagnóstico: Clínica, hemograma, PCR, hemocultura,


Artrocentese diagnóstica, radiografia da articulação
afetada.

Complicações: Sepse, osteomielite, perda da função


articular.

Tratamento: Hospitalar.

Gonocócica ⟶ Ceftriaxone + Drenagem articular.

Não gonocócica ⟶ Oxacilina + Drenagem articular.


ARTRITE
REUMATOIDE
É uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta
principalmente as articulações, mas podendo se manifestar
em outras partes do corpo. Afecção é bilateral simétrica,
proximal, preferencialmente de pequenas articulações
(mãos, pés e punhos).

Manifestações clínicas: Dor e edema articular, rigidez


matinal (>1h), deformidade (desvio ulnar das mãos, dedos
em pescoço de cisne e dedos em botoeira) e limitação
articular, pericardite, derrame pleural, nódulos subctâneos,
síndrome de Sjogren, Síndrome de Felty (Artrite reumatoide
+ esplenomegalia + neutropenia)

Diagnóstico: Clínica, PCR, fator reumatoide (pouco


específico), anticorpo anti-CCP (mais específico), radiografia
da articulação.

Critérios diagnósticos: Duração dos sintomas >6 semanas,


aumento de PCR e VHS, acometimento de pequenas
articulações, poupando o esqueleto axial, com fator
reumatoide e anti-CCP aumentados.

Tratamento: Ambulatório.

Sintomático ⟶ AINEs e corticoides.

Medicações modificadoras ⟶ Metotrexato.


DEPRESSÃO
A depressão é mais do que apenas sentir-se triste. É um
transtorno mental que afeta o humor, os pensamentos e o
comportamento de uma pessoa. É uma doença crônica e
recorrente, especialmente se não for tratada, e pode levar
ao suicídio em casos graves.

Manifestações clínicas: Tristeza, anisedade, irritabilidade.


anedonia, insônia/hipersônia, pensamentos relacionados a
morte (intenção, método e dia/local), diminuição/aumento
do apetite, fadiga, baixa autoestima, dificuldade de
concentração.

Critérios Diagnósticos: Humor deprimido ou perda de


interesse/prazer em atividades, acompanhados de outros
sintomas como alterações no sono, apetite, energia,
concentração e pensamentos de morte, por pelo menos 2
semanas.

Exames complementários: Hemograma, TSH/T4 livre,


ureia/creatinina, hepatograma.

Tratamento: Hospitalar.

Sem ideação suicida ⟶ Escuta acolhedora, manter paciente


por perto, acionar familiares para vigilancia, contrato de
não suicídio, ISRS.

Com ideação suicida (emergencia psiquiatrica) ⟶ Internar


numa unidade psiquiatrica.
ACIDENTE POR SERPENTES
Acidentes por animais peçonhentos ocorrem quando um
animal com capacidade de injetar veneno causa danos ao
corpo, podendo levar a reações locais e sistêmicas. Pode
ser:
Bothrops (Jararaca): Cauda lisa de cor marrom/cinza e
triângulos.
Lachesis (Surucucu): Cauda com escamas ouriçadas.
Micrurus (Coral): Aneis coloridos completos.
Crotalus (Cascavel): Chocalho na cauda.

Manifestações clínicas:
BoLa (Local): Dor, edema, rubor, sangramento, síndrome
compartimental.
MiCro (Sistêmico): Facie miastênica, fraqueza crâneo-
caudal, ptose palpebral, oftalmoplegia, disfagia,
insuficiência respiratória, rabdomiólise

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, urea e


creatinina, eletrólitos, AST, CPK, urina tipo 1.

Tratamento: Internação.

Suporte ⟶ Lavar com água e sabão, elevação de membro,


hidratação, analgesia e monitoramento.

Atualizar carteira de vacinas ⟶ Antitetânica.

Soro antiofídico ⟶ 2 a 10 ampolas.

SINAN ⟶ Notificar o caso.


ACIDENTE POR
ARANHAS
Acidentes por animais peçonhentos ocorrem quando um
animal com capacidade de injetar veneno causa danos ao
corpo, podendo levar a reações locais e sistêmicas. Pode
ser Laxosceles (Aranha-Marrom), Phoneutria (Armadeira) e
Lactrodelus (Viúva-Negra).

Aranha-Marrom: São habitualmente indolores e os


primeiros achados podem ser encontrados entre 24 a 72h
após o acidente. A lesão cutânea clássica é de bolha ou
lesão hemorrágica que evolui para isquemia e necrose. O
quadro grave é caracterizado pela presença de CIVD. Soro
antiloxoscélico.

Phoneutria: Caracterizados por sintomas locais, com dor,


edema, parestesia e sudorese. Embora raros, quadros
graves com sialorreia, vômitos frequentes, priapismo,
hipertonia muscular, hipotensão arterial, choque e edema
pulmonar agudo podem ocorrer. Soro antiaracnídico.

Lactrodelus: Apresentam dor local de pequena intensidade,


evoluindo para sensação de queimadura em até 1 hora. As
manifestações sistêmicas são tremores, ansiedade,
excitabilidade, cefaleia, prurido, eritema de face e pescoço,
podendo apresentar contratura muscular involuntária em ¼
dos pacientes, opressão precordial e dor abdominal
(simulando abdome agudo). . Casos graves deverão receber
o soro antilatrodectus.
ACIDENTE POR
ESCORPIÃO
Acidentes por animais peçonhentos ocorrem quando um
animal com capacidade de injetar veneno causa danos ao
corpo, podendo levar a reações locais e sistêmicas.
Escorpiões de Importância Médica no Brasil são da família
Tityus.

Manifestações clínicas: Acidentes com escorpiões podem ser


classificados em leve, moderado e grave, de acordo com as
manifestações clínicas. Acidentes leves apresentam apenas
sintomas locais, com dor e parestesias, enquanto o quadro
grave (mais comum em crianças) é caracterizado por
inúmeros sintomas sistêmicos, como sudorese profusa,
vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de
agitação com prostração, bradicardia, podendo apresentar
insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque,
convulsões e coma. Nesses quadros mais graves, o intervalo
entre o acidente e os sintomas sistêmicos é de 2 a 3 horas.

Tratamento: O manejo do paciente vítima de escorpionismo


requer monitorização nos casos mais graves por poder
apresentarem diversas alterações eletrocadiográficas (que
variam de taquicardia ou bradicardiasinusal, presença de
ondas Q e supra ou infra de ST e bloqueio da condução). O
tratamento específico é feito com soro antiescorpiônico
(saees) ou antiaracnídico (saar) para os casos moderados e
graves, com o objetivo de neutralizar o veneno. Para os
casos leves, é importante observação para garantir que
nenhum sintoma sistêmico se instalará, além de analgésicos
sistêmicos ou infiltração local com lidocaína, que podem
ajudar ocontrole da dor.
ERUCISMO
Família Megalopygidae (lagartas “cabeludas”): São
geralmente solitárias e não-agressivas, de 1 a 8 cm de
comprimento. Possuem “pelos” dorsais inofensivos longos e
sedosos, de colorido variado (castanho, branco, negro,
róseo) e que camuflam as verdadeiras cerdas pontiagudas e
urticantes, que contém glândulas de venenos.

Família Saturniidae (lagartas “espinhudas”): Vivem em


grupos. Possuem cerdas urticantes em forma de espinhos,
semelhantes a pequenos pinheiros verdes, distribuídos no
dorso da lagarta, não possuindo pelos sedosos. Estes
“espinhos” mimetizam muitas vezes as plantas que as
lagartas habitam. Nesta família se inclui o gênero Lonomia,
com ampla distribuição em todo o País, e causador de
acidentes hemorrágicos.

Manifestações locais: Dor imediata (queimação), irradiada para o membro, com área de eritema e edema
na região do contato. Podem-se evidenciar lesões puntiformes eritematosas nos pontos de inoculação das
cerdas e adenomegalia regional dolorosa. Bolhas e necrose cutânea superficial são raras. Os sintomas
normalmente regridem em 24 horas, sem maiores complicações.

Manifestações sistêmicas: Instalam-se algumas horas após o acidente, mesmo depois da regressão do
quadro local. Presença de queixas inespecíficas (cefaleia, mal-estar, náuseas e dor abdominal), que muitas
vezes estão associadas ou antecedem manifestações hemorrágicas (gengivorragia, equimoses espontâneas
ou traumáticas, epistaxe). Hematúria, hematêmese e hemoptise podem indicar maior gravidade. Injúria
renal aguda e hemorragia intracraniana têm sido associadas a óbitos.

Leve (Local, sem sangramentos e distúrbios de coagulação) ⟶ Lavar com sabão e água fria.
Moderado (Sem sangramentos e com distúrbios de coagulação) ⟶ 5 ampolas de soro antilonômico.
Grave (Sangramentos em visceras e com distúrbios de coagulação)⟶ 10 ampolas de soro antilonômico.
HEPATITES VIRAIS
As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por
vírus, sendo os tipos A, B e C os mais comuns no Brasil. As
hepatites B e C podem levar a doenças graves como cirrose
e câncer, e todas podem levar à morte.

Manifestações clínicas: Assintomáticos, dor abdominal,


febre, icterícia, mal estar geral, mialgia, náuseas e vômitos,
hipocolia/acolia, colúria.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, AST/ALT,


FAL, bilirrubinas totais, sorologia.

Hep A: Benigna. Fecal-oral. Não cronifica. Tratamento


sintomático.

Hep B: Sexual, vertical, parenteral. Cronifica (Cirrose e/ou


Hepatocarcinoma). HBsAg (Infecção ativa), AntiHBs
(Imunidade natural ou vacinado, cronificado não tem),
AntiHBc (Contato com o vírus, IgM é contato recente e IgG é
contato passado, vacinado não tem), HBeAg (Replicação
viral).

Hep C: Sexual, vertical, parenteral. Cronifica muito (Cirrose


⟶ Hepatocarcinoma). Anti-HVC (Contato com o vírus), PCR
quantitativo (Presença do vírus).

Tratamento: Ambulatório.

Hep A ⟶ Repouso, hidratação adequada, evitar álcool,


analgésicos, colestiramina.

Hep B crônica (HBeAg positivo ou carga viral >2000 +


Transaminasas aumentadas 2x ou >30 anos) ⟶ Tenofovir ou
entecavir (cirróticos).

Hep C ⟶ Sofosbuvir + Daclartasvir + Ribavirina (cirrótico) po


12 a 24 sem.
AIDS - PNEUMOCISTOSE
A pneumocistose é uma infecção pulmonar causada pelo
fungo Pneumocystis jirovecii, geralmente ocorrendo em
pessoas com sistema imunológico enfraquecido. É uma
infecção oportunista, o que significa que aproveita a baixa
imunidade para se desenvolver.

Manifestações clínicas: Febre, tosse seca, dispneia, fadiga,


perda de peso, candidiase oral (Imunodepressão
avançada).

Diagnóstico: Clínica, hemograma, anti-HIV, PCR para P.


Jiroveci, gasometria arterial, Tomografia de tórax.

Tratamento: Hospitalar.

Pneumocistose ⟶ Sulfametoxazol-trimetoprima + corticoide


(se hipoxemia).

Terapia antiretroviral ⟶ 2 semanas após o início do


tratamento para pneumocistose: Tenofovir + Lamivudina +
Dolutegravir.

Candidiase oral ⟶ Fluconazol.


LEPTOSPIROSE
É uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira,
transmitida pela urina de animais infectados, principalmente
roedores, e que pode ser contraída através do contato com
água contaminada, especialmente durante enchentes. Tem
duas fases: Leptospirêmica (precoce) e Imune (tardia). Afeta
figado e rins.

Manifestações clínicas: Febre alta, cefaleia, dor nas


panturrilhas, náuseas e vômitos, diarreia, ictericia, sufusão
conjutival, hipocalemia.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, urea e


creatinina, hepatograma, CPK, eletrólitos, gasometria
arterial, cultura na fase precoce; microaglutinação na
tardia.

Complicações: IRA, hemorragia alveolar, Síndrome de Weil,


miocardite, morte.

Tratamento: Ambulatório ou hospitalar.

Notificação SINAN ⟶ Imediata (24h).

Ambulatório ⟶ Amoxicilina.

Hospitalar ⟶ Ceftriaxone.
HANSENÍASE
É uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria
Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele e os
nervos periféricos, podendo levar a lesões cutâneas e perda
de sensibilidade em algumas áreas do corpo. Pode ser
Paucibacilar (Refere-se aos tipos tuberculóide e
indeterminada, com poucos ou nenhum bacilo detectado em
exames) ou Multibacilar (Refere-se aos tipos dimorfo e
virchowiano, com muitos bacilos detectados em exames).

⟶ Indeterminada: É a forma inicial da doença, com poucas


lesões e comprometimento leve do sistema nervoso
periférico.
⟶ Tuberculoide: Caracterizada por poucas lesões cutâneas e
comprometimento nervoso mais localizado, com boa
resposta imunológica.
⟶ Dimorfa/Borderline: Apresenta características tanto da
forma tuberculóide quanto da virchowiana, com maior
número de lesões e maior comprometimento nervoso.
Manifestações clínicas: Manchas, nódulos ⟶ Virchowiana: É a forma mais grave da hanseníase, com
e placas na pele, parestesia, diminuição muitas lesões cutâneas, comprometimento de vários nervos
da sensibilidade térmica, tátil e dolorosa, e resposta imunológica baixa.
nervos espessados e dolorosos .
A hanseníase pode apresentar dois tipos principais de
Diagnóstico: Clínica, baciloscopia, reações inflamatórias agudas.
biópsia. ⟶ Reação Tipo 1 (Reação Reversa): Envolve inflamação da
pele e/ou nervos, podendo causar dor e inchaço nas lesões
Tratamento: Ambulatório. existentes ou em novos locais, além de possibilidade de
comprometimento nervoso. Mantem tratamento da
Paucibacilar ⟶ Clofazimina + Dapsona hanseníase e dar corticoide.
(diários), Rifampicina com dose ⟶ Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico):
supervisionada (mensal). 6 meses. Caracterizada pelo aparecimento de nódulos dolorosos na
pele, febre, mal-estar geral e, em alguns casos, inflamação
Multibacilar ⟶ Clofazimina + Dapsona de outros órgãos, como olhos, articulações, testículos e rins.
(diários), Rifampicina com dose Mantem tratamento da hanseníase e dar Talidomida.
supervisionada (mensal). 12 meses.

Contatos ⟶ Avaliar com exame


dermatoneurológico. Se o exame for
normal se da 1 dose de BCG.

Notificação ⟶ SINAN.
PAC
É uma infecção pulmonar que se desenvolve em pessoas
fora do ambiente hospitalar ou nas primeiras 48 horas após
a internação. Ela é causada por microrganismos como
bactérias, vírus ou fungos, sendo o Streptococcus
pneumoniae a bactéria mais comum.

Manifestações clínicas: Dispneia, taquipneia, dor em


pontada, tosse, febre, mal estar geral.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, ureia e creatinina, PCR,


cultura de esputo, radiografia de tórax, PCR (descartar
covid).

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Amoxicilina VO.

Hospitalar ⟶ Ceftriaxona + Azitromicina.


ASMA
É uma doença respiratória crônica que causa inflamação e
estreitamento das vias aéreas, dificultando a respiração e
provocando sintomas como tosse, chiado no peito e falta de
ar. Embora não tenha cura, a asma pode ser controlada
com tratamento adequado, permitindo que as pessoas
levem uma vida normal. É EPISÓDICA.

Manifestações clínicas: Dispneia, taquipneia, dor torácica,


tosse seca, sibilancias.

Diagnóstico: Clínica, espirometria, radiografia de tórax.

Tratamento: Ambulatório.

Manejo inicial ⟶ Evitar alérgenos, evitar tabagismo passivo,


tratar patologias que desencadeiam asma, ensinar uso
adequado do dispositivo.

Sintomas <2x no mês ⟶ Formoterol + Budesonide a


demanda.

Sintomas maioria dos dias/despertam a noite ⟶ Formoterol


+ Budesonide diariamente e de resgate se necessário.
CRISE DE ASMA
É um episódio em que os sintomas da asma se intensificam
e se tornam mais graves, dificultando a respiração. Pode ser

Leve/moderada ⟶ Dispneia leve/moderada, taquipneia,


consegue falar frases completas, saturação 90-95%.

Grave ⟶ Dispneia intensa, dificuldade para falar,


taquipneia, taquicardia >180 bpm, uso de músculos
acessórios, cianose, agitação, confusão mental, sibilancias
podem estar ausentes, satO2 <90%.

Manifestações clínicas: Dispneia, taquipneia, dor torácica,


tosse, dificuldade para falar, sibilancias.

Diagnóstico: Clínica.

Tratamento: Hospitalar.

Leve/Moderado ⟶ 4-8 puff (com aerocâmara) de Salbutamol


+ Ipratrópio (c/20' por 1h) + Oxigênio + prednisona oral
por 5 - 7 dias.

Grave ⟶ 4-8 puff (com aerocâmara) de Salbutamol +


Ipratrópio (c/20' por 1h) + Oxigênio + prednisona oral por
5 - 7 dias. Considerar sulfato de magnésio 2g.

Educação ⟶ Evitar alérgenos, avaliar uso do dispositivo.


DPOC
Uma condição respiratória caracterizada pela obstrução do
fluxo de ar nos pulmões, dificultando a respiração. É uma
doença progressiva e muitas vezes causada por exposição
prolongada a irritantes pulmonares, como a fumaça do
cigarro.

Fator de risco: Tabagismo, uso de fogão a lenha, exposição


ambiental/laboral, deficiência de alfa-1 antitripsina.

Manifestações clínicas: Dispneia progressiva, tosse seca,


sibilancias, fadiga, aumento do diâmetro antero-posterior
do tórax.

Diagnóstico: Clínica, radiografia, ECG, espirometria


(exacerbação não) (relação VEF1/CVF<0,7 sem resposta
ao broncodilador).

Tratamento: Ambulatório.

Exacerbação ⟶ Broncodilatador de ação curta, corticoide


sistêmico e suporte ventilatório/oxigênio.

Antibiótico (2 de 3) ⟶ Aumento da dispneia, aumento da


expectoração ou expectoração purulenta. Amoxicilina-
Clavulânico.
TUBERCULOSE
É uma doença infecciosa causada pela bactéria
Mycobacterium tuberculosis, que afeta principalmente os
pulmões, mas pode acometer outros órgãos. É transmitida
por via aérea, através da inalação de partículas infectadas
liberadas pela tosse, fala ou espirro de pessoas com
tuberculose ativa.

Manifestações clínicas: Tosse crônica (>3 sem)


seca/produtiva/hemoptoica, dispneia, sudorese noturna,
perda de peso, febre baixa, fadiga, dor torácica.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, radiografia de tórax,


baciloscopia na hora da consulta (1) e ao acordar (2), teste
molecular rápido (TRM-TB), cultura de escarro, teste HIV.
PPD (para comunicantes).

Tratamento: Ambulatório.

IRPE ⟶ Isoniacida (4), Rifanpicina (4), Pirazinamida (2) e


Etambutol (2).

Comunicantes com PPD >5mm (Se <5mm voltar em 8sem


para repetir e avaliar se há variação >10mm)⟶ Isoniazida
270 doses em 9-12 meses.
LEISHMANIOSE
Doença infecciosa não contagiosa causada por
protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada
de insetos vetores, principalmente flebotomíneos (mosquitos-
palha) infectados. Ela se manifesta de duas formas
principais: Leishmaniose tegumentar, que afeta a pele e
mucosas, e leishmaniose visceral, que atinge órgãos
internos como fígado, baço e medula óssea.

Tegumentar: Úlceras com bordas elevadas e fundo


granuloso, geralmente indolores, localizadas em áreas
expostas do corpo. Podem ser únicas ou múltiplas,
disseminadas ou difusas. Lesões mucosas em nariz, boca e
garganta, podendo causar entupimento nasal,
sangramentos, coriza, crostas e feridas. São lesões que
NÃO CICATRIZAM.

Visceral: Febre, hepatoesplenomegalia, perda de peso,


fadiga, anemia, palidez, pancitopenia.

Diagnóstico: Hemograma, coagulograma, ureia e creatinina,


teste rápido e sorologia.

Tratamento: Ambulatório.

Tegumentar e visceral ⟶ Antimonial Pentavalente.


COVID-19
A covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo
coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada
transmissibilidade e de distribuição global. Sempre
desconfiar quando houver uma síndrome gripal. Para
atendimento de pacientes com suspeita de Covid-19 é
necessário o uso de EPI’s (Avental de mangas longas, luvas
de procedimento, máscara cirúrgica e óculos de proteção).

Manifestações clínicas: Febre, coriza, tosse seca, fadiga,


dor de garganta, mal estar geral, rinorreia, cefaleia.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, ureia e creatinina,


gasometria arterial, tomografia de tórax, RT-PCR SARS-Cov-
2.

Tratamento: Ambulatório ou Hospitalar.

Ambulatório ⟶ Sintomático e isolamento.

Hospitalar ⟶ Oxigênio + Dexametasona 6mg/dia EV (por


10d) + Heparina não fracionada 5000 UI SC 8/8h

Antibióticos ⟶ Os antimicrobianos não devem ser utilizados


de rotina, devendo ser considerados somente naqueles
pacientes com suspeita de infecção bacteriana associada.

Isolamento ⟶ 7 dias após o início dos sintomas, contanto


que já esteja sem febre e sem sintomas respiratórios por
pelo menos 24 horas.
TEP
É uma condição grave e SÚBITA que ocorre quando um
coágulo sanguíneo, geralmente formado nas veias
profundas das pernas (trombose venosa profunda), se
desprende e viaja até os pulmões, bloqueando uma artéria
pulmonar.

Manifestações clínicas: Dispneia SÚBITA, dor torácica, tosse,


taquicardia, hemoptise, cianose, sudorese, achados de TVP
(edema e dor unilateral).

Fatores de risco: Covid-19, contraceptivo hormonal,


imobilização prolongada, viagens prolongadas,
gestação/puerperio, neoplasias, cirurgias ortopédicas.

Diagnóstico: Clínica, dímero D, angiotomografia de tórax.

Tratamento: Hospitalar e ambulatório.

Suporte ⟶ Oxigênio + Analgesia.

Anticoagulação ⟶ NOAC (rivaroxabana) por 3 a 6 mêses.

Trombólise (instabilidade hemodinâmica) ⟶ Usar em até 14


dias do TEP: Alteplase.
ANAFILAXIA
É uma reação alérgica aguda potencialmente fatal mediada
por IgE que ocorre em pessoas previamente sensibilizadas
quando são expostas novamente ao antígeno
sensibilizador.

Causas: Alimentos, medicamentos, insetos, látex, infecções


virais.

Manifestações clínicas: Prurido, rubor, urtIcária, edema,


dificuldade respiratória, tosse, rouquidão, hipotensão, dor
abdominal, náuseas e vômitos.

Diagnóstico: Clínica.

Tratamento: Hospitalar.

⟶ Adrenalida Intramuscular (0,01mg/kg máx de 0,5mg).


Pode repetir 3x a dose cada 10'. Não havendo melhora, se
pode utilizar Adrenalina EV. Antes da alta dar orientações
gerais.

⟶ Se aplica no músculo vasto lateral da coxa.


DERRAME PLEURAL
Derrame pleural é o acúmulo anormal de líquido no espaço
entre os pulmões e a parede torácica, chamado espaço
pleural. Esse líquido pode ser causado por diversas
condições médicas, como insuficiência cardíaca,
pneumonia, câncer, tuberculose, etc.

Manifestações clínicas: Dispneia, dor torácica, tosse, febre,


MV diminuido/abolido, macicez pulmonar, frêmito
reduzido.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, proteína sérica, DHL


sérico, radiografia de torax, toracocentese diagnóstica.

Tratamento: Ambulatório.

ICC ⟶ Diuréticos.

Causa infecciosa ⟶ Antibióticos.

Derrame massivo ⟶ Toracocentese terapeutica.


SEPSE
É uma condição grave e potencialmente fatal em que o
corpo reage de forma exagerada a uma infecção, podendo
levar à falência de múltiplos órgãos e à morte. É
desencadeada por uma resposta inflamatória sistêmica a
uma infecção, geralmente causada por bactérias, mas
também pode ser provocada por vírus, fungos ou parasitas.

Manifestações clínicas: Febre/hipotermia, taquicardia,


hipotensão, confusão mental, oliguria/anúria.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, urea e creatinina,


PCR/PCT, culturas, gasometria arterial.

Tratamento: Hospitalar.

Expansão volêmica ⟶ Cristaloide 30ml/kg.

Antibióticos empírico ⟶ Ceftriaxona + Claritromicina


(Pulmonar), Ciprofloxacino (urinário), Ceftriaxona +
ampicilina + metronidazol + gentamicina (abdominal),
Cefazolina (pele e partes moles), Cefepime + metronidazol
(Sem foco), Imipenem (cateter).

Choque Séptico (PAM <65 mmHH e Lactato > 2mmol/l


após expansão) ⟶ Noroadrenalina.

Suporte ⟶ Analgésicos, antitérmicos, oxigênio, etc.


ERISIPELA E CELULITE
São infecções bacterianas da pele, mas a erisipela atinge
as camadas superficiais, enquanto a celulite afeta camadas
mais profundas e tecido subcutâneo.

Erisipela: Eritema bem delimitado (superficial), dor, febre,


lesões bolhosas. Streptococcus Pyogenes.

Celulite: Eritema mal delimitado (profundo), dor, febre, pele


em aspecto de laranja. Staphilococcus Aureus.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, PCR, hemocultura.

Tratamento: Ambulatório (local) ou Hospitalar (sistêmico).

Erisipela ⟶ Amoxicilina ou Ceftriaxona 1g 12/12h.

Celulite ⟶ Cefalexina ou Oxacilina.

Suporte ⟶ Higiêne do local, elevação do membro,


analgésicos, antiinflamatórios.
GNPE
A GNPE é causada por uma resposta imunológica do corpo
à infecção por certas cepas do Streptococcus pyogenes,
conhecidas como cepas nefritogênicas. Essa resposta
inflamatória afeta os glomérulos, estruturas nos rins
responsáveis pela filtração do sangue. Paciente deve ter
contato com o Streptococcus há pouco tempo (Faringite,
Erisipela).

Manifestações clínicas: Edema, oliguria, HTA, hematúria


glomerular (dismórfica), cilíndros hemáticos, proteinúria não
nefrótica (Síndrome nefrítica), ASLO + (anticorpos contra a
estreptolisina O, uma toxina produzida pela bactéria
Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A).

Diagnóstico: Clínica, hemograma, urea e creatinina,


eletrólitos, urina tipo 1, proteinúria de 24h, ASLO,
complemento sérico.

Biópsia: Oligúria > 1 semana, proteinúria nefrótica > 4


semanas, hematúria macroscópica > 6 semanas, consumo
de complemento > 8 semanas.

Tratamento: Hospitalar.

Suporte ⟶ Furosemida e restrição hídrica e sódio (edema),


anlodipina (HTA).

Evidência de presença do Streptococcus Pyogenes no corpo


ou paciente que melhorou da patologia de base sem
antimicrobiano ⟶ Penicilina G benzatínica.
DENGUE
A dengue é uma doença febril causada por um vírus e
transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti,
principalmente durante a estação chuvosa. Existem 4
grupos:
⟶ A: Sem sinais de alarme, sem condições especiais, risco
social ou comorbidades.
⟶ B: Sem sinais de alarme, mas com condições especiais
(como gestantes, idosos, crianças menores de 2 anos) ou
comorbidades (hipertensão, diabetes, cardiopatias, etc.) ou
risco social.
⟶ C: Com sinais de alarme presentes (dor abdominal
intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos,
sangramentos, etc.).
⟶ D: Com sinais de choque, sangramento grave ou
disfunção grave de órgãos.

Manifestações clínicas: Febre alta, mialgia, artralgia,


astenia, prostração, dor retro orbitária, náuseas e vômitos,
exantema, prurido, dor abdominal, sangramentos,
hepatomegalia.

Diagnóstico: Clínica, Hemograma, coagulograma,


transaminasas, prova do laço (corte 20 petequias), Teste
Rápido NS1 (1ºs dias), sorologia (a partir do 7º dia).

Tratamento: Ambulatório ou hospitalar.

A (ambulatório) ⟶ Hidratação oral 80ml/kg/d, paracetamol


e antieméticos (se necessário).

B (observação até hemograma) ⟶ = A (hto normal) ou = A


em observação + reavaliação (hto aumentado).

C (Hospitalar 48h) ⟶ Hidratação IV 20ml/kg/h.

D (UTI) ⟶ Hidratação IV 20ml/kg em 20'.


MALÁRIA
É uma doença infecciosa febril aguda causada por parasitas
do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos
Anopheles fêmeas infectados. É um problema de saúde
pública global, com maior incidência na região amazônica
do Brasil. Fundamental pro diagnóstico é o elo
epidemiológico.

Manifestações clínicas: Febre >7 dias, calafrios, sudorese,


dores musculares e articulares, esplenomegalia.

Diagnóstico: Clínica + Epidemiologia, teste rápido para


malária.

Tratamento: Hospitalar.

Leve ⟶ Cloroquina + primaquina (perguntar se tem


deficiencia de G6PD).

SINAN ⟶ Notificarção.

Quimioprofilaxia ⟶ Não há indicação.


ANTICOAGULANTES
São medicamentos que previnem ou reduzem a formação de
coágulos sanguíneos, ajudando a evitar complicações como
trombose venosa profunda e acidente vascular cerebral
(AVC). Eles atuam interferindo em diferentes etapas do
processo de coagulação do sangue, seja inibindo fatores de
coagulação ou interferindo na sua produção. Se busca um
INR entre 2 e 3 ajustando a dose. Se o INR >10 se usará Vit
K.

Indicações: FA, TVP, TEP, cirurgias de grande porte,


prevenção de AVC, IAM, estados de hipercoagulabilidade.

Contraindicações: Sangramento ativo, cirurgias recentes,


gestação/amamentação.

Antagonistas da Vit K (oral): Varfarina.

DOACs/NOACs (oral): Rivaroxabana, Apixabana e


Edoxabana, dabigatrana.

Heparina não fracionada (Injetável).

Heparina de baixo peso molecular (injetável): Enoxaparina,


dalteparina e nadroparina.
INSUFICIENCIA
CARDÍACA
É uma condição em que o coração não consegue bombear
sangue suficiente para atender às necessidades do corpo.
As principais causas são HTA, coronariopatia, chagas,
valvopatia, miocardite, cardiomiopatia, arritmias.

Manifestações clínicas ICD: Fadiga, cansaço, edema,


dispneia, turgência jugular, refluxo hepatojugular, ganho
de peso, ascite.

Manifestações clínicas ICE: DNP, fadiga, cansaço, dispneia


de esforço, cianose, ortopneia, congestão pulmonar (tosse,
crepitação) .

Diagnóstico: Clínica (critérios de Framingham), ECG,


radiografia de tórax, ecocardiograma, BNP.

Tratamento: Ambulatório.

Mudanças de estilo de vida ⟶ Atividade física, restrição


hídrica (1500ml por dia), abandonar hábitos tóxicos,
controle de peso, vacinação (influenza, pneumococos e
COVID-19).

ICFEr ⟶ Captopril (IECA) + Carvedilol (BB) + Espironolactona


(antagonistas mineralcorticoides) + Furosemida (diurético).

ICFEp ⟶
IC DESCOMPENSADA
É uma piora repentina dos sintomas em pacientes com
insuficiência cardíaca crônica ou pode ocorrer em pessoas
sem diagnóstico prévio. A ICD exige tratamento médico
imediato, muitas vezes com internação hospitalar. A
principal causa é a má aderencia terapêutica. Outras
causas de descompensação são infecções, valvopatias,
IAM, arritmias.

Manifestações clínicas: Depende do perfil que apresenta.

Diagnóstico: Clínica, radiografia de tórax, ECG, Peptídeo


Natriurético Tipo B.

Tratamento: Hospitalar.

Perfil A ⟶ Otimizar antihipertensivos.

Perfil B ⟶ Nitroprussiato de Sódio (Vasodilatador) +


Furosemida (Diurético).

Perfil C ⟶ Dobutamina (Inotrópico) + Furosemida (diurético).

Perfil L/D ⟶ Hidratação cautelosa monitorada.


CIRROSE
É uma condição crônica e progressiva do fígado
caracterizada pela substituição do tecido hepático saudável
por tecido cicatricial (fibrose), resultando na perda da
função hepática normal. É o estágio final de diversas
doenças hepáticas e pode levar a complicações graves,
como insuficiência hepática e câncer de fígado. Principais
causas: Consumo excessivo de álcool, hepatite B e C,
esteatose hepática.

Manifestações clínicas: Fadiga, perda de apetite, perda de


peso, náuseas, dores abdominais, icterícia, ascite, edema,
ginecomastia, alterações menstruais.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma,


albumina, AST/ALT, FAL, GGT, bilirrubinas totais, USG
hepática, biópsia.

Tratamento: O tratamento da cirrose hepática visa


principalmente controlar a progressão da doença, aliviar os
sintomas e tratar as complicações. Não há cura para a
cirrose, mas o tratamento pode melhorar a qualidade de
vida e prolongar a sobrevivência do paciente.

Mudanças de estilo de vida ⟶ Abstinência total do álcool,


dieta equilibrada, rica em nutrientes e com restrição de sal,
evitar medicações hepatotóxicas.

Hepatites virais (B e C) ⟶ Tratar com antivirais adequados.

Tratar complicações ⟶ Ascite, PBE, varizes esofágicas,


hipertensão portal, encefalopatia hepática.
PBE
É uma infecção grave do líquido ascítico, geralmente em
pacientes com cirrose e ascite. É caracterizada pela
presença de bactérias no líquido ascítico sem uma fonte
intra-abdominal evidente.

Manifestações clínicas: Dor abdominal, ascite, febre,


confusão mental, mal estado geral, Náuseas e vômitos.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, urea e creatinina,


glicemia, paracentese diagnóstica (>250 neutrófilos/PMN).

Tratamento: Hospitalar.

Antibióticos ⟶ Cefotaxima 2g 8/8h de 5 a 14 dias.

Albumina (Ajuda a prevenir a síndrome hepatorrenal) ⟶ 1,5


g/kg no 1º dia e 1 g/kg no 3º dia de tratamento.

Quimioprofilaxia 2ª (ambulatório) ⟶ Norfloxacina 400


mg/dia por tempo indeterminado.
TAQUIARRITMIAS
A taquiarritmia é uma alteração no ritmo cardíaco que leva
a uma frequência cardíaca acelerada. Ela pode ser
classificada em diferentes tipos, dependendo da origem do
ritmo anormal, como taquicardias supraventriculares
(origem acima dos ventrículos) e taquicardias ventriculares
(origem nos ventrículos).

Manifestações clínicas: Palpitação, dor no peito, sudorese


fria, sensação de morte, síncope, ansiedade, pulso irregular
(FA).

Diagnóstico: Clínica, ECG, Holter de 24h.

Tratamento: Ambulatório.

Mudanças de estilo de vida ⟶ Reduzir ingesta de álcool e


carne verme, baixar de peso, exercício físico, trocar
antihipertensivo tiazídico (se fazer uso).

Artrite gotosa aguda ⟶ AINEs/Corticoides, colchicina,


compressas frias.

Período intercrítico ⟶ Alopurinol.


BRADIARRITMIAS
É uma condição onde a frequência cardíaca está abaixo do
normal (geralmente menos de 60 batimentos por minuto em
adultos). Essa condição pode ser causada por problemas no
sistema elétrico do coração, bloqueios atrioventriculares,
uso de medicações, intoxicação por drogas, hipotiroidismo,
etc.

Manifestações clínicas: Fadiga, tontura, vertigem, síncope,


confusão mental, palpitação, sudorese fria.

Diagnóstico: Clínica, ECG, Holter de 24h, função tiroidea


(TSH e T4 livre).

Tratamento: O tratamento dependerá da identificação da


gravidade da bradiarritmia, presença de sintomas
associados e identificação de causas reversíveis. Em casos
assintomáticos e sem gravidade é possível apenas manter
acompanhamento clínico. Em situações com riscos
associados e sem causas reversíveis será necessário
implante de marcapasso.
HIPERCALEMIA
A hipercalemia é uma condição onde há níveis elevados de
potássio no sangue. O potássio é um mineral essencial para
o bom funcionamento do corpo, mas níveis excessivamente
altos podem ser perigosos. Valor de referência: 3,5 - 5,0
mEq/L. Pode ser leve (5 - 5,5), moderado (5,5 - 6,5) e
grave (>6,5).

Causas: Insuficiência renal aguda/crônica, IECAs/BRA,


aldosterona, rabdomiólise, queimadura grave, Doença de
Addison, acidose metabólica, síndrome de lise tumoral.

Manifestações clínicas: Fraqueza muscular, cãibras,


parestesias, palpitação, arritmias.

Diagnóstico: Clínica, urea e creatinina, eletrólitos,


gasometria arterial, CPK, ECG.

Tratamento: Hospitalar.

1º Estabilização da membrana miocárdica ⟶ Gluconato de


cálcio a 10%.

2º Translocação para o meio intracelular ⟶ Solução


polarizante: 10UI de insulina regular + solução glicosada
(bolus – 50 a 100ml com SGH 50% ou SG 10% contínua a
50ml/h).

3º Eliminar o K ⟶ Furosemida 1mg/kg de 4 em 4h.

4º TSR ⟶ Diálise (última opção).


GUILLAIN BARRÉ
É um distúrbio autoimune raro em que o sistema
imunológico ataca os nervos periféricos do corpo, causando
fraqueza muscular e, em casos graves, paralisia. A
condição é geralmente desencadeada por uma infecção
anterior, como uma infecção respiratória ou gastrointestinal
(Campylobacter jejuni). É uma paralisia flácida aguda.

Manifestações clínicas: Quadro gripal ou diarreico semanas


antes. Perda de força muscular que inicia em membros
inferiores, ascendente, associada a reflexos diminuídos ou
abolidos e sensibilidade preservada. Pode chegar a
insuficiência respiratória.

Diagnóstico: Clínica, punção lombar (Dissociação proteíno-


citológica, com proteínas > 50 mg/dL e celularidade
normal de até 4 células) e eletroneuromiografia.

Tratamento: Hospitalar.

Inicial ⟶ Imunoglobulina IV.

Refratários ⟶ Plasmaféresis.

Insuficiência respiratória ⟶ Ventilação mecânica.


PRÉ-NATAL
É um conjunto de cuidados oferecidos às mulheres durante
a gravidez, com o objetivo de garantir a saúde da mãe e
do bebê, prevenindo e tratando complicações, além de
promover uma experiência positiva da gestação.

Questionamentos: DUM, náuseas e vômitos, disúria,


polaciuria, hematuria, tenesmo, sangramento vaginal,
perda de líquido.

Cadernetas: Da gestante e de imunização (3 doses Hep B,


Dupla bacteriana 1 dose/10anos, 1 dose anual influenza,
1 dose de covid na gestação + 1 dose DTPa após 20 sem +
1 dose Abrysvo entre 32 e 36 sem).

Antecedentes obstétricos: Gestações, partos (antes das 37


sem?), abortamentos, hipertensão gestacional, diabetes
gestacional, cardiopatia, alergias.

Exame físico: Peso e altura, Pressão arterial, BCF (10 sem -


sonar doppler), altura uterína (20 sem), Leopold (18 sem),
espéculoscopia e TV (se alguma queixa).
Exames complementários
Anemia ⟶ Electroforese de hemoglobina, hemograma, coproparasitológico de feses.
ITU ⟶ Urinia tipo 1 e urocultura.
Rastreio de câncer colo de útero ⟶ Pap nicolau.
Sorologia ⟶ Anti-HIV, Sífilis (FTA-abs e VDRL), Hep B (HBSAg), Hep C (anti-HCV), Toxoplasmose (IgM e IgG).
Diabetes gestacional ⟶ Glicemia em jejum na 1ª consulta, TTOG 24-28 sem.
USG ⟶ Datar gestação (1 trimestre), morfológico 1ª trimestre/aneuploidia (11-13 sem), morfológico 2ª
trimestre (20-24 sem), USG obstétrico mensal (crescimento fetal), swab perianal e vaginal (pesquisa de
estreptococo do grupo B).

Retorno: Mensal (até 28 sem), quinzenal (28-36 sem),


semanal (36-41 sem), cade 3 dias (40-41sem).

Suplementação: Acido fólico (1º trimestre), sulfato ferroso (2º


e 3º trimestre), carbonato de cálcio (Toda gestante, 500mg
2x por dia, longe das tomas de ferro, após 12ª sem).
VIOLÊNCIA SEXUAL
A violência sexual é definida como qualquer ato de
natureza sexual não consentido, que envolve ou não
penetração, e que é realizado mediante força, coerção,
intimidação, ou qualquer outra forma de manipulação da
vontade. Isso inclui atos como estupro, assédio sexual,
abuso sexual, exploração sexual e outras formas de
coerção sexual.

Notificação compulsória: Violência sexual é imediata (24h).

Notificação policial: Médico deve comunicar à autoridade


policial em até 24h.

Aborto: Mulheres vítimas de violência sexual e engravidam


podem interromper a gestação. Não é necessário boletim
de ocorrência nem corpo de delito.

Abordagem inicial: Acolher a paciente, orientar a buscar


atendimento policial e de medicina legal (corpo de delito),
solicitar testes rápidos (Hepatites B e C, VDRL e HIV) e teste
de gravidez. De acordo com os resultados se realizará a
profilaxia.
⟶ Gestação: Levonorgestrel 1,5mg em dose única (VO).
⟶ HIV: Antirretrovirais por 28 dias.
⟶ Sífilis: Penicilina benzatina 2,4 milhões UI (IM, 1,2 milhões
em cada nádega).
⟶ Clamídia e Gonococo: Ceftriaxona 500mg em dose
úinica (IM), Azitromicina 1g em dose única (VO).
⟶ Tricomoníase: metronidazol 2g em dose única (VO).
⟶ Hepatite B: Imunoglobulina anti-hepatite B.
⟶ Tétano: Vacina.
RASTREAMENTO DO
CÂNCER DE COLO
O rastreamento do câncer do colo do útero, também
conhecido como câncer cervical, envolve a realização de
exames para detectar lesões pré-cancerosas ou câncer em
estágio inicial, quando o tratamento é mais eficaz.

Quando: Toda mulher com 25 anos ou mais, desde que


tenha vida sexual, até os 64 anos.

Número de exames: 2 exames consecutivos com intervalo


anual, se normal se realizará a cada 3 anos.

Mulheres Imunosuprimidas: Não se espera os 25 anos, se


realiza o exame a partir do começo da vida sexual. No
primeiro ano os exames são feito semestralmente, se
normal, se tomará anualmente (e a cada 6 meses de
contagem de CD4 < 200 células). Se houver alguma
alteração vai diretamente para a colposcopia. Havendo
alteração na colposcopia, se realizará biópsia, e se não
houver se repetirá citologia em 6 meses.
CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama é o 2º tipo de câncer mais comum entre
as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele
não melanoma. Ele é caracterizado pela multiplicação
desordenada de células anormais na mama, formando um
tumor. Apesar de ser mais comum em mulheres, o câncer de
mama também pode afetar homens, embora seja raro.

Rastreamento: Entre 50 e 69 anos, a cada 2 anos. É feito


com mamografia.

BI-RADS: Sistema de classificação usado em exames de


imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e
ressonância magnética) para padronizar relatórios e estimar
o risco de câncer de mama em lesões detectadas.

0 ⟶ Não conclusivo. Realizar Ultrassonografia de mama.


1 ⟶ Sem alterações. Seguimento mamografico normal.
2 ⟶ Achados benignos. Seguimento mamografico normal.
3 ⟶ Achados provavelmente benignos. Repetir USG em 6
meses.
4 ⟶ Achados suspeitos de malignidade. Biópsia com agulha
grossa.
5 ⟶ Achados altamente suspeitos de malignidade. Biópsia
com agulha grossa.
6 ⟶ Lesão confirmada como câncer por biópsia. Tratar.
PUBERDADE PRECOCE
Desenvolvimento sexual que ocorre antes da idade
esperada, geralmente antes dos 8 anos em meninas e 9
anos em meninos. Essa condição pode ter diversas causas,
incluindo fatores genéticos, hormonais e ambientais, e pode
levar a alterações físicas e emocionais na criança. É
caracterizada pelo aparecimento de sinais de
desenvolvimento sexual antes da idade considerada normal
para cada gênero. Em meninas, isso pode incluir o
desenvolvimento das mamas (telarca) e/ou pelos pubianos
(pubarca) e/ou axilares, enquanto em meninos pode
envolver o aumento do volume testicular e/ou aparecimento
de pelos pubianos/axilares. Pode ser Central (aumento
prematuro dos hormônios sexuais) ou
Periférica/pseudopuberdade (tumores, cistos ou outras
condições que afetam as glândulas produtoras de
hormônios sexuais).

Manifestações clínicas meninas: Telarca e pubarca antes dos


8, menarca antes dos 10, crescimento acelerado da
estatura e avanço da idade óssea.

Manifestações clínicas meninos: Aumento do volume testicular (>4ml) e pelos pubianos/axilares antes dos 9
anos, aumento tamanho do pênis, pelos faciais e no corpo, mudança da voz, crescimento acelerado da
estatura e avanço da idade óssea.

Diagnóstico: Clínica, Hemograma, LH, FSH e Estradiol (meninas), testosterona (meninos), TSH, Prolactina,
radiografia de mão e pulso esquerdo (quando idade óssea está >2DP comparado a idade cronológica,
tem-se aceleração da velocidade de crescimento), ultrassonografia abdominal e pélvica, RM de crâneo.

Tratamento: Ambulatório.

Puberdade precoce central ⟶ Análogos do GnRH e psicoterapia.

Puberdade precoce periférica ⟶ Causa subjacente e psicoterapia.


AMENORREIA
É a ausência da menstruação em mulheres em idade
reprodutiva. Pode ser Primária (14 anos sem caracteres
sexuais ou 16 anos com caracteres sexuais que nunca
menstruaram) ou secundária (6 meses sem menstruar em
ciclos irregulares ou 3 ciclos sem menstruação em ciclos
regulares que deixam de menstruar).

Causas secundárias: Gestação, obstrução, anovulação


(ovariana, SOP, hiperprolactinemia) falta de estímulo
(hipofisiária ou hipotalámica), hormonais (Hipotireoidismo).

Investigação (2ª): B-HCG, prolactina sérica, TSH e T4L, teste


da progesterona (se menstruar é + ⟶ causa anovulatória),
teste do estrogênio + progesterona (se não menstruar é - ⟶
Sd de Asherman e se menstruar é + ⟶ Hipogonadismo), FSH
e LH (Alto ⟶ Hipergonadotrófico e Baixo ⟶
Hipogonadotrófico).
Causas primárias:
⟶ Síndrome de Morris (Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (SIAC)): É uma condição
genética rara em que indivíduos com cariótipo XY (tipicamente masculino) desenvolvem características físicas
femininas devido à incapacidade de seus corpos responderem adequadamente aos andrógenos, hormônios
sexuais masculinos. Genitalhas externas femininas + ausencia ⅔ superiores da vagina + ausencia de
útero, ausencia de trompas e ovários. Tem testículos na região inguinal. Aspecto infantil.

⟶ Síndrome de Rokitansky: Principal diagnóstico diferencial de Morris, em indivíduos cariótipo XX, que
ocorre uma alteração na embriogênese. Genitalhas externas femininas + ausencia do ⅔ superiores da
vagina + ausencia de útero + ausencia de trompas. Ovários estão presentes. Não menstrua (útero
ausente) e dispareunia (vagina curta).

⟶ Sindrome de Savage: É uma condição rara, cariótipo XX, em que os ovários não respondem
adequadamente aos hormônios FSH e LH, levando à falência ovariana prematura. É um hipogonadismo
hipergonadotrófico com caracteres sexuais secundários hipodesenvolvidos (sem estrogênio).

⟶ Síndrome de Turner: É uma condição genética que afeta apenas mulheres, caracterizada pela
ausência total ou parcial de um dos cromossomos X (cariótipo X0). Genitalia interna e externa feminina +
ovário em fita (reserva ovariana diminuida) + baixa estatura + pescoço alado + menopausa precoce.

⟶ Síndrome de Swyer (disgenesia gonadal): É uma condição rara, de cariótipo XY, na qual indivíduos
com cariótipo tipicamente masculino, apresentam fenótipo feminino. Genitalhas interna e externas
femininas + ausencia de ovário + testículo presentes.

⟶ Síndrome de Kallman: Hipogonadismo hipogonadotrófico congênito. SNC não trabalha. Infantilismo


sexual.
Tratamento
Amenorreia secundária ⟶ Tratar causa causadora, Estrogênio e Progestógeno (controle de menstruação)
ou FSH e LH (Quer engravidar e Hipogonadismo hipogonadotrófico).
CLIMATÉRIO
O climatério é um período de transição que antecede a
menopausa, caracterizado pela diminuição gradual da
produção dos hormônios sexuais femininos, principalmente
estrogênio e progesterona, pelos ovários. Essa queda
hormonal pode levar a diversas mudanças físicas e
emocionais, que variam de mulher para mulher. É um
diagnóstico retrospectivo depois de 12 mêses de
amenorreia. Vai até os 65 anos. Traz alguns riscos para a
mulher: Osteoporose, doenças cardiovasculares, DBT II,
dislipidemia.

Manifestações clínicas: Irregularidade menstrual, fogachos,


sudorese noturna, secura vaginal, baixa libido, alterações
na pele, insônia, incontinência urinária, urgencia miccional,
baixa autoestima, alteração do humor. Tudo é resultado do
hipoestrogenismo.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, glicemia, perfil lipídico


(LDL, HDL, TAG), FSH, LH, Estradiol, densitometria óssea,
mamografia e ultrassonografia transvaginal.

Tratamento: Ambulatório.

Verificar contraindicações do tratamento ⟶ SUA de causa


inexplicada, doença hepática, demência, alto risco
tromboembólico, porfíria cutânea tarda, história de câncer
de mama e endometrio, AVC e doença coronariana.

Não histerectomizada ⟶ Estrogênio + Progesterona.

Histerectomizada ⟶ Apenas estrogênio.

Medidas gerais ⟶ Alimentação equilibrada, exercícios


físicos, roupas leves e ambientes frescos, beber muita água.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
É a perda involuntária de urina, pode variar de pequenos
escapes de urina a perdas completas, e pode ocorrer tanto
em homens quanto em mulheres, embora seja mais comum
em mulheres e idosos. Existem diferentes tipos de
incontinência, sendo os mais comuns a incontinência de
esforço (perda de urina durante atividades como tosse ou
espirro) e a incontinência de urgência (perda de urina
devido a uma necessidade súbita e forte de urinar).

Fatores de risco: Idade avançada, o gênero feminino,


obesidade, histórico familiar, doenças neurológicas,
diabetes, gravidez, parto, menopausa.

Manifestações clínicas: Urgência miccional, nicturia,


tenesmo vesical, jato urinário fraco, cheiro de urina nas
roupas, ansiedade, depressão e redução da autoestima.

Diagnóstico: Clínica, Urina tipo 1 e urocultura, avaliação


urodinâmica.

Tratamento: Ambulatório ou cirúrgico.

Medidas gerais ⟶ Dieta equilibrada, exercícios físicos, baixar de


peso, esvaziar bexiga cada 2-3h, exercícios de Kegel.

IU de esforço por defeito esfincteriano intrínseco (<60cmH20) ⟶


Sling retropúbico.

IU de esforço por hipermobilidade da uretra (>90cmH20) ⟶ Sling


Transobituratório.

IU mista (esforço + contrações involuntárias da musculatura


detrusora) ⟶ Oxibutinina
ISOIMUNIZAÇÃO RH
Também conhecida como doença hemolítica do recém-
nascido, ocorre quando uma mãe com Rh negativo
desenvolve anticorpos contra o sangue Rh positivo do feto.
Isso pode acontecer se o sangue do bebê entrar em contato
com a corrente sanguínea da mãe, geralmente durante o
parto, mas também pode ocorrer em outras situações como
abortos, gravidez ectópica ou procedimentos invasivos. A
reação do sistema imunológico materno pode levar à
produção de anticorpos anti-Rh, que podem atravessar a
placenta e atacar os glóbulos vermelhos do feto, causando
anemia e outras complicações.

Diagnóstico: Coombs indireto (saber sensibilização).

⟶ Coombs Indireto negativo: Nunca teve contato con RH +,


ou seja, não está sensibilizada. Deve fazer coombs indireto
1x por mês até 28ª semana, quando se realizará profilaxia
da sensibilização RH com imunoglobulina anti-D. Após isso
não se faz mais coombs indireto.

⟶ Coombs Indireto positivo: Ja está sensibilizada, deve fazer


uma avaliação fetal completa (como doppler fetal) e ser
encaminhada para um serviço de obstetricia de alto risco.
NÃO SE APLICA MAIS imunoglobulina Anti D.

Situações que se faz imunoglobulina anti-D: Mãe Rh - e RN


Rh + até 72h de puerperio ou sangramento ativo ou
procedimento invasivos ou traumas de alta intensidade.
SOP
É uma condição hormonal comum em mulheres em idade
reprodutiva, caracterizada por irregularidades menstruais,
excesso de hormônios masculinos (andrógenos) e múltiplos
cistos nos ovários. A SOP pode levar a problemas como
infertilidade, acne, crescimento excessivo de pelos
(hirsutismo) e aumento do risco de doenças metabólicas
como diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares.

Manifestações clínicas: Ciclos menstruais irregulares,


Hirsutismo, acne, alopecia androgenética, Infertilidade,
síndrome metabólica, alterações do humor.

Exames complementários: Hemograma, glicemia, perfil


lipídico, TSH, prolactina, FSH, LH, testosterona, 17-OH
progesterona, DHEA-S, USG TV.

Critérios Diagnóstico (2 de 3): Irregularidade menstrual,


evidência clínica ou laboratorial de hiperandrogenismo,
ovários policísticos na ultrassonografia.

Tratamento: Ambulatório.

Medidas comportamentais ⟶ Dieta equilibrada, exercicios


físicos, baixar de peso.

Medicações ⟶ ACO, Metformina, citrato de clomifeno.

Hisurtismo ⟶ Depilação a laser.


HIPERPROLACTINEMIA
É o aumento anormal da prolactina (>30 ng/mL) sem
gestação, um hormônio produzido pela glândula pituitária.
As causas podem ser fisiológicas (gravidez, aleitamento,
estresse e sono), patológica (prolactinomas, hipotireoidismo
primário e a SOP), medicamentos (neurolépticos,
procineticos, antidepressivos triciclicos, ocitocina,
estrogênios).

Manifestações clínicas: Oligoamenorreia/amenorreia,


diminuição de libido, galactorreia, infertilidade,
osteoporose.

Exames complementários: Hemograma, bHCG, dosagem de


prolactina basal (repouso de 20', sem estresse, sem relação
sexual no dia anterior, sem estimulação da glândula
mamária), TSH, FSH, LH, RM de sela túrcica.

Tratamento: Ambulatório.

Se medicação causadora ⟶ Suspender.

Adenoma de hipófise ⟶ Cabergolina + acompanhamento


(RM, campo visual).
HEMORRAGIA PÓS
MENOPAUSA
Qualquer sangramento vaginal após 12 meses consecutivos
sem menstruação, é um sintoma que requer investigação
médica. Embora a maioria dos casos não seja grave, sendo
frequentemente causada por atrofia vaginal ou pólipos, é
crucial descartar causas mais sérias, como câncer
endometrial.

Etiologias: Atrofia vaginal, pólipos, miomas, Infecões,


hiperplasia endometrial, câncer de endometrio, câncer de
colo de útero.

Diagnóstico: USG pélvica TV, especuloscopia, colposcopia,


biópsia endometrial (se no USG endometrio >4mm sem
Terapia hormonal ou >8mm com terapia hormonal).

Tratamento: Tratar a causa.

⟶ Hiperplasia de endometrio sem atipia: Progestagênio (DIU


hormonal) + biópsia sequencial a cada 6 meses, e se não
resolver histerectomia.

⟶ Hiperplasia de endometrio com atipia: Histerectomia ou


progestagênio (Diu hormonal - se não engravidou ou
contraindicação).

⟶ Câncer de endometrio: Tratamento oncológico.


SUA
Refere-se a qualquer sangramento vaginal que ocorre fora
do padrão menstrual normal de uma mulher, seja em termos
de frequência, duração, volume ou regularidade. É um
problema comum que pode impactar negativamente a
qualidade de vida, causando desde desconforto físico até
implicações emocionais e sociais. Normalmente, um ciclo
menstrual dura entre 24 e 38 dias, com a menstruação
durando até 8 dias. Sangramentos que fogem a essas
características são considerados anormais. O SUA pode
levar a anemia devido à perda de sangue, além de afetar a
qualidade de vida da mulher.

Diagnóstico: Histórico menstrual, hemograma,


coagulograma, bHCG, TSH, prolactina, FSH, USG TV.

Tratamento: Tratar a causa.

Estabilização ⟶ 1000ml de cristaloides aquecidos, ácido


tranexâmico (controle de sangramento), tratamento
hormonal (estrogênio + progestagêneo), cirurgico.

Leiomioma ⟶ Expectante (assintomáticas), clínico (ACO, DIU


hormonal, análogo de GnRH por pouco tempo) e cirúrgico
(suspeita de malignidade, infertilidade, abortamento a
repetição, refratário ao tratamento clínico, baixo risco
cirúrgico).
PLACENTA PRÉVIA
A placenta prévia ocorre quando a placenta se fixa na
parte inferior do útero, em vez da parte superior. Isso pode
causar sangramento vaginal, especialmente após a 20ª
semana de gestação, pois o colo do útero começa a se
dilatar. Se deve esperar 26 semanas para confirmar o
diagnóstico, porque pode ocorrer a migração placentária,
Pode ser total, parcial, marginal ou de inserção baixa. Está
associada ao acretismo placentário.

Manifestações clínicas: Sangramento vaginal vermelho vivo,


indolor, súbito e com tonus uterino normal. O sangramento
é recorrente e cada episódio sangra mais.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, tipagem


sanguínea, USG TV, RM.

Tratamento: Hospitalar.

Medidas gerais ⟶ Repouso, abstinência sexual,


monitoramento.

Corticoide (<34 sem) ⟶ Betametasona 12mg IM c/24h (2


doses).

Cesárea ⟶ Complicações hemodinâmicas, sofrimento fetal ou


>36 sem.
ABORTAMENTO
Interrupção da gravidez antes que o feto seja capaz de
sobreviver fora do útero, geralmente antes de 20 semanas de
gestação ou com um feto pesando menos de 500 gramas.
Ele pode ocorrer de forma espontânea ou ser induzido. Pode
ser:
⟶ Ameaça de abortamento: Sangramento + dor + colo
impérvio.
⟶ Abortamento inevitável: Sangramento + dor + colo pérvio
sem eliminação de conteúdo.
⟶ Abortamento incompleto: Sangramento + dor + colo pérvio
com eliminação parcial do conteúdo.
⟶ Abortamento completo: Diminuição da dor e sangramento
+ colo impérvio + útero diminuído de tamanho.
⟶ Abortamento retido: Ausência de BCF sem eliminação de
conteúdo.
⟶ Abortamento infectado: Sangramento escuro e fétido +
Febre + comprometimento do estado geral + dor abdominal.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, bHCG,


especuloscopia, toque vaginal, USG TV.

Tratamento: Hospitalar.

Ameaça ⟶ Repouso, abstinência sexual, progesterona.

Inevitável ⟶ Expectante, misoprostol ou AMIU.

Retido e Incompleto ⟶ Misoprostol.

Infectado ⟶ Clindamicina + Gentamicina + AMIU.

Gestação >12 sem (espículas ósseas) ⟶ 1º Misoprostol e


após curetagem.
GESTAÇÃO ECTÓPICA
Ocorre quando um óvulo fertilizado se implanta fora do
útero, geralmente nas trompas de Falópio, mas também
pode ocorrer em outras áreas como ovários, colo do útero
ou abdômen. Essa condição não é viável e requer atenção
médica imediata, pois pode levar a complicações graves.
Pode complicar com a rotura e um choque hipovolêmico.
DIU quando falha tem grandes chances de ser uma
gestação extra uterína.

Manifestações clínicas: Dor abdominal, sangramento


vaginal, atraso menstrual, choque hipovolêmico, .

Diagnóstico: Clínica, hemograma, ureia e creatinina,


enzimas hepáticas, bHCG, tipagem sanguínea, USG TV.

Tratamento: Medicamentoso ou Cirúrgico.

Medicamentoso (Estabilidade hemodinâmica, ausência de


hemoperitôneo, possibilidade de seguimento ambulatorial,
massa anexial até 3,5cm, ausência de atividade cardíaca
fetal, níveis de beta-HCG sérico <5000 UI/L, desejo
reprodutivo, função renal, enzimas hepáticas e hemograma
normais.) ⟶ Metotrexato dose única (50 mg/m2 IM).
Acompanhar beta-HCG nos dias 4 e 7 (deve cair).

Cirurgico ⟶ Laparoscopia ou Laparotomia (ruptura da


trompa ou instabilidade hemodinâmica).
SÍNDROMES HIPERTENSIVOS
As síndromes hipertensivas da gravidez representam a
segunda principal causa de mortalidade materna em escala
global.
⟶ Hipertensão Crônica: Ocorre antes da gravidez ou que é
diagnosticada no início da gestação (antes da 20ª semana).
⟶ Hipertensão gestacional: Elevação da pressão arterial
(≥140/90 mmHg) que ocorre pela primeira vez após a 20ª
semana de gestação em mulheres previamente
normotensas.
⟶ Pré-Eclampsia: Elevação da pressão arterial (≥140/90
mmHg) que ocorre pela primeira vez após a 20ª semana de
gestação associado a proteinúria (>300mg/d).
⟶ Iminência de eclâmpsia: Refere-se a um quadro clínico que
pode preceder a eclâmpsia (Cefaleia intensa, alterações
visuais, dor epigastrica, hiper-reflexia, edema).
⟶ Eclâmpsia: Convulsões tônico-clônicas generalizadas ou
coma em gestantes/puérperas (até 24 horas) com doença
hipertensiva, excluindo outras causas do quadro
neurológico.
⟶ Síndrome de HELLP: Quadro laboratorial caracterizado por hemólise/aumento DHL (H), elevação de
enzimas hepáticas (EL) e plaquetopenia (LP).

Tratamento: Hospitalar.

Hipertensão Crônica/gestacional ⟶ Dieta com pouco sal, manutenção de peso saudável, beber muita
agua, atividade física leve/moderada, repouso, evitar álcool e tabaco, metildopa.

Pré-Eclâmpsia ⟶ Nifedipino 10 mg VO + sulfato de magnésio (4g EV em infusão lenta + 1g/h em BIC).

Iminência de Eclâmpsia/Eclâmpsia ⟶ Suporte ventilatório, sulfato de magnésio (4g EV em infusão lenta +


1g/h em BIC), nifedipino 10mg VO e monitorização da diurese com sonda vesical de demora.

HELLP ⟶ Maduração pulmonar com corticoides, nifedipino, Sulfato de magnésio, interrupção da gestação
por via mais rápida.
DIABETES GESTACIONAL
É um tipo de diabetes que surge durante a gravidez,
geralmente no 2º ou 3º trimestre. Durante a gravidez, a
placenta produz hormônios que podem dificultar a ação da
insulina, levando ao aumento dos níveis de açúcar no
sangue.

Screening: Toda gestante na 1ª consulta pré natal deve


fazer uma glicemia em jejum, se for <92 mg/dl é normal e
deve fazer uma TTGO 75g entre 24 a 28 semanas de idade
gestacional. Se for entre 92 - 125 mg/dl se da diagnóstico
de diabetes gestacional, se >125 mg/dl é diabetes pré
gestacional.

Diagnóstico: Glicemia em jejum, TTOG (92, 180, 153).

Complicações fetais: Hipoglicemia neonatal, macrossomia


fetal, síndrome do desconforto respiratório do recém-
nascido, óbito fetal inesperado, polidrâmnio e
hipocalcemia.

Tratamento: Ambulatório.

1ª conduta ⟶ Dieta + atividade física + controle de glicemia


capilar por 2 semanas.

2ª conduta (glicemia em jejum >92 mg/dl) ⟶ Insulina.

Parto ⟶ Controlada (40ª sem), vasculopatia (38ª sem),


CAD/Macrosomia/polidrâmnio (36ª sem).

Puerpério ⟶ Devo suspender o tratamento utilizado na


gravidez e realizar TTOG em 60 dias.
DESCOLAMENTO
PREMATURO DE PLACENTA
É a separação da placenta da parede uterina antes do
nascimento do bebê, após 20 semanas de gestação. Essa
condição é uma emergência obstétrica que pode causar
sangramento vaginal, dor abdominal, contrações uterinas e,
em casos graves, colocar em risco a vida da mãe e do
bebê. Pode ser de causa traumática (20%) e não traumática
(80%). A principal causa são as síndromes hipertensivas.

Manifestações clínicas: Sangramento vaginal vermelho vivo,


doloroso com hipertonia uterina, sofrimento fetal
(bradicardia fetal ou presença de desacelerações). Pode
acontecer sangramento oculto (formação de coágulo
retroplacentário). Pode haver choque hipovolêmico.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, tipagem


sanguínea, fibrinogênio, especuloscopia, monitorização
fetal (BCF).

Tratamento: Hospitalar.

Estabilização materna ⟶ Iniciar ressuscitação volêmica com


fluidos intravenosos, monitorar sinais vitais (pressão arterial,
frequência cardíaca, frequência respiratória) e corrigir
qualquer coagulopatia.

Conduta obstétrica ⟶ Parto pela vía mais rápida (feto vivo).


ROTURA PREMATURA
DE MEMBRANAS
A rotura prematura de membranas (RPM) é a ruptura das
membranas amnióticas antes do início do trabalho de parto.
É classificada como pré-termo quando ocorre antes de 37
semanas de gestação e como a termo quando ocorre a
partir de 37 semanas. É caracterizada pela perda de
líquido amniótico antes do início do trabalho de parto,
independentemente da idade gestacional. A RPM aumenta
o risco de infecções na gestação.

Manifestações clínicas: Perda de líquido branco (água de


arroz) em quantidade variável, indolor e com ausência de
contrações uterinas. O líquido pode ser escuro (mecônio) e
com odor forte (infecção).

Diagnóstico: Clínica, exame especular, Teste de Nitrazina


(avalia pH vaginal, LA é alcalino), Teste de Amnisure (busca
proteína específica do LA) USG TV, cardiotocografia.

Tratamento: Hospitalar.

24 a 34 sem ⟶ Internar, repouso, monitoramento,


antibiótico profilático por 7 dias (2 dias penicilina EV + 5
dias amoxicilina VO).

> 34 sem ⟶ Realizar profilaxia de infecção neonatal por


estreptococo do grupo B com penicilina e realizar indução
do trabalho de parto.
ROTURA UTERINA
Ocorre quando a parede do útero se rompe, seja de forma
completa ou incompleta. Em casos completos, todas as
camadas do útero (endométrio, miométrio e perimétrio) são
afetadas, enquanto na ruptura incompleta, apenas o
endométrio e o miométrio são rompidos, deixando o
peritônio intacto. Essa condição é uma emergência
obstétrica, pois pode levar a hemorragia severa e
sofrimento fetal. Os principais fatores de risco são cesariana
anterior, trauma abdomnal (raro), anormalidades uterinas.

Manifestações clínicas: Dor abdominal súbita e intensa,


sangramento vaginal, ausência das contrações uterinas,
palpação de partes fetais, choque hipovolêmico, Sinais de
Bandl e Frommel.

Diagnóstico: Clínica, hemograma, coagulograma, tipagem


sanguínea, USG TV, monitoramento fetal, laparotomia
exploratória.

Tratamento: Hospitalar.

Iminência de rotura ⟶ Cesariana de emergência.

Rotura Uterina ⟶ Estabilização materna e cesariana de


urgencia, reparação uterina ou histerectomia.
ENDOMETRIOSE
A endometriose ocorre quando o tecido endometrial, em
vez de ser expelido durante a menstruação, se move em
direção oposta e se implanta em outras áreas da pelve,
como ovários, trompas de Falópio, bexiga, intestino, e até
mesmo em órgãos mais distantes, como pulmões e cérebro,
embora raramente.

Manifestações clínicas: Dor pélvica crônica, dismenorreia


(cólica menstrual intensa), dispareunia (dor durante a
relação sexual) e infertilidade.

Diagnóstico: Clínica, bHCG, CA125, USG TV, RM,


Laparoscopia e biópsia.

Tratamento: Ambulatório ou Cirúrgico.

Medicamentoso ⟶ AINEs + contraceptivo combinado oral ou


DIU hormonal.

Cirurgico (refratário a medicação) ⟶ Laparoscopia com


exérese das lesões.
ENDOMETRITE PUERPERAL
É uma inflamação do endométrio (camada interna do útero)
de causa infecciosa, que ocorre após o parto, seja vaginal
ou por cesariana. É uma complicação relativamente comum,
com incidência maior em partos cesáreos do que em partos
vaginais. Principal etiologia é o Streptococcus.

Manifestações clínicas: Febre nas primeiras 24 a 72 horas


após o parto, dor abdominal, corrimento fétido, mal estar
geral, Tríade de Bumm (útero amolecido, doloroso e com
hipoinvolução).

Diagnóstico: Clínica, hemograma, cultura de lóquios e


sangue, USG TV, histeroscopia.

Tratamento: Hospitalar.

Antibióticos EV ⟶ Ampicilina + Gentamicina + Metronizadol.

Restos ovulares (Pode haver) ⟶ Curetagem uterina.


VAGINOSE CITOLÍTICA
É uma condição vaginal caracterizada pelo crescimento
excessivo de lactobacilos, bactérias normalmente presentes
na flora vaginal, o que leva a um aumento da acidez
(diminuição do pH) e à destruição das células epiteliais da
vagina.

Manifestações clínicas: Prurido, disúria, dispareunia,


corrimento vaginal esbranquiçado grumoso e sem odor,
sensação de queimação na vulva e vagina. Os sintomas
podem piorar durante o período menstrual.

Diagnóstico: Clínica, teste de pH vaginal, exame


microscópico em fresco.

Tratamento: Ambulatório.

Mudanças comportamentais ⟶ Não realizar duchas


vaginais, não usar absorvente interno, não ter atividades
sexuais durante o tratamento.

Alcalinização vaginal ⟶ Banhos de assento com bicarbonato


de sódio 2 a 3x por dia, principalmente no período pré-
menstrual.
VAGINOSE BACTERIANA
É uma condição comum causada por um desequilíbrio das
bactérias na vagina, resultando em um excesso de bactérias
"más" em relação às "boas". A etiologia mais comuns é a
Gardnerella Vaginalis (não é IST). Os fatores de risco são
múltiplos parceiros ou novos parceiros, duchas vaginais,
tabagismo, uso de diafragma como contraceptivo.

Manifestações clínicas: Corrimento vaginal cinza, odor a


peixe podre, dispareunia.

Diagnóstico: Criterios de Amsel, exame microscópico em


fresco.

Tratamento: Ambulatório.

Antibiótico ⟶ Metronidazol 500mg VO c/12h por 7 dias.


VULVOVAGINITES
E CERVICITES
Vulvovaginite é uma inflamação ou infecção que afeta
simultaneamente a vulva (parte externa dos órgãos genitais
femininos) e a vagina. Essa condição pode ser causada por
diversas etiologias, as principais são a Candidiase,
Tricomoniase, Gonorreia e Clamídia.

Candidiase: Corrimento vaginal branco grumoso, sem odor,


prurido muito intenso, disúria e dispareunia. pH <4,5,
pseudohifas (exame a fresco), tesde das aminas negativo.

Tricomoníase: Corrimento vaginal amarelo-esverdeado,


espumoso e com odor forte, colo em aspecto de framboesa,
prurido, disúria e dispareunia. Protozoário móvil flagelado
(exame a fresco), aminas positivo.

Gonorreia: Assintomática (maioria). Diplococos Gram -


(exame a fresco).

Clamídia: Prurido, sangramento após relações sexuais,


corrimento amarelado.

Tratamento: Ambulatório.

Candidiase ⟶ Fluconazol 150mg VO dose única. Miconazol


+ Nistatina vaginal tópico (Gravidas). Fluconazol D1 + D4 +
D7 e 1x por semana por 6 meses (Complicada).

Gonorreia ⟶ Ceftriaxone 250mg IM dose única. Tratar


parceiro e solicitar sorologia para outras ISTs.

Clamidia ⟶ Azitromicina 1g VO dose única. Tratar parceiro


e solicitar sorologia para outras ISTs.

Tricomoníase ⟶ Metronidazol 2g VO dose única. Tratar


parceiro e solicitar sorologia para outras ISTs.
DIPA
É uma infecção dos órgãos reprodutores femininos
superiores, como útero, trompas de Falópio e ovários.
Geralmente, é causada pela ascensão de bactérias da
vagina ou do colo do útero para esses órgãos. A DIP pode
ser causada por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs),
como clamídia e gonorreia, ou por outras bactérias que
podem viver na vagina.

Manifestações clínicas: Dor no hipogastrio, dor a palpação


dos anexos, corrimento vaginal amarelado/esverdiado de
odor fétido, dor a mobilização do colo, febre, dispareunia,
disuria, lombalgia, fadiga, náuseas e vômitos, infertilidade
(pode ser assintomática).

Diagnóstico: Clínica, Hemograma, PCR, urina 1 e


urucultura, beta HCG, USG TV e de abdome, sorologias
para IST’s.

Complicações: Infertilidade, dor pélvica crônica, DIP de


repetição, abscesso tubário, síndrome de fitz-hugh-curtis,
gestação ectópica.

Tratamento: Ambulatório ou cirurgico.

Antibióticos ⟶ Ceftriaxone dose única, doxiciclina e


metronidazol por 14 dias, coleta de PCR para neisseria e
chlamydia, e retorno em 3 dias para reavaliação.

DIU ⟶ Só retirar se não melhorar com ATB em 72h.


ÚLCERAS GENITAIS
São feridas abertas na região da vulva, vagina ou ânus,
frequentemente causadas por infecções sexualmente
transmissíveis (ISTs). Elas podem ser dolorosas,
acompanhadas de secreção, e requerem atenção médica
para diagnóstico e tratamento adequados. As principais
etiologias são Sífilis, herpes genital e cancro mole.

Sífilis: Única, indolor, bordas bem definidas e fundo limpo,


linfonodos na região da virilha. Desaparece
espontâneamente.

Herpes genital: Lesão avermelhada com vesiculas, causam


dor, linfonodos na região da virilha.

Cancro mole: Múltiplas, dolorosa, bordas irregulares, fundo


purulento, linfonodos na região da virilha.

Donovanose: Lesões avermelhadas, indolores que podem


evoluir para úlceras ou nódulos, com tendência a
sangramento fácil e necrose.

Diagnóstico: Características da lesão, hemograma, HIV,


FTA-Abs/VDRL, hepatite B e C, amostras da úlcera para
análise microscópica.

Tratamento: Ambulatório.

Sífilis ⟶ Penicilina benzatina 2,4 milhões intramuscular, 1


dose de 1,2 milhões em cada nádega, dose única. Tratar
contatos.

Cancro mole ⟶ Ceftriaxone.

Donovanose ⟶ Doxiciclina.

Herpes genital ⟶ Aciclovir.


TOXOPLASMOSE
Condição causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que
pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a
gravidez, causando a toxoplasmose congênita.

Manifestações clínicas aguda: Assintomática ou Inespecífica


(febre, mialgia, artralgia, cefaleia, faringite, rash cutâneo).

Manifestações clínicas congênitas: Abortos, óbitos fetais,


Tetrade de sabin (coriorretinite, micro/macrocefalia,
hidrocefalia, calcificações cerebrais), retardo mental,
catarata, hidropsia fetal, ascite fetal.

Diagnóstico: Sorologia no 1º trimestre.


IgM - e IgG - ⟶ Susetível: Evitar carnes cruas, cuidado com
limpeza de alimentos, água filtrada/mineral, cuidado na
jardinagem e com gatos. Repetir sorologia cada 2 meses.

IgM - e IgG + ⟶ Imune: Fico tranquilo, seguir pré-natal.

IgM - e IgG - logo IgM + e IgG + ⟶ Soroconversão.

IgM + e IgG + na 1ª consulta ⟶ Suspeito (aguda ou crônica): Teste de avidez para IgG
(alta/antiga ou baixa/recente).

Aminiocentese (PCR do LA) ⟶ Soroconversão, USG sugestivo de infecção fetal.

Tratamento: Ambulatório.

Suspeita com baixa avidez ⟶ Espiramicina profilática.

Soroconversão ⟶ Espiramicina profilática + Aminiocentese.

Confirmação por PCR de LA ⟶ SPAF: Sulfadiazina +


Pirimetamina + ácido folínico após 16ª semana de gestação.

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