Técnicas de Segurança em Trabalhos Altura
Técnicas de Segurança em Trabalhos Altura
ÍNDICE
1. OBJETIVO ..................................................................................................................................... 2
2. REFERÊNCIA ................................................................................................................................. 2
3. CONCEITOS .................................................................................................................................. 2
4. RECURSOS MATERIAS .................................................................................................................. 5
5. PRÉ-REQUISITOS PARA TRABALHOS EM ALTURA......................................................................14
6. PROCEDIMENTOS PRELIMINARES À ESCALADA ........................................................................14
7. PROCEDIMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL .....................................15
8. RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA ..........................................................................................34
9. RESPONSABILIDADES.................................................................................................................35
10. HISTÓRICO DE REVISÕES ...........................................................................................................36
11. ANEXOS......................................................................................................................................38
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Ez e qu i e l G a rc e z A mo ri m Le o na rd o A l ve s He re d i a
Gerente DOML Super inten dente SOM
TÍTULO NUMERAÇÃO
1. OBJETIVO
Orientar e disciplinar os procedimentos de movimentação vertical e horizontal em estruturas de linhas de transmissão,
torres de telecomunicações e pórticos de subestações com a utilização de equipamentos de proteção individual e
coletiva.
2. REFERÊNCIA
3. CONCEITOS
ACESSÓRIOS É todo dispositivo metálico ou têxtil destinado a auxiliar nas técnicas de trabalhos em altura.
ANCORAGEM É o procedimento de utilizar equipamentos adequados para ancorar o profissional à estrutura, seja
diretamente, ou através de outro equipamento a ele já ancorado, de modo que ele permaneça conectado à estrutura,
mesmo em caso de desfalecimento ou queda.
BACKUP É o procedimento de prover uma ancoragem a mais, como dispositivo adicional de segurança, sempre
pensando em aumentar a confiabilidade, preservando a saúde e integridade física do profissional.
CARGA DE RUPTURA É a carga máxima que um equipamento pode suportar antes de romper.
CARGA DE TRABALHO É a carga máxima que o equipamento deve trabalhar no dia a dia. Os equipamentos são
especificados, geralmente, pela sua carga de ruptura, no entanto no dia a dia de trabalho não se deve submetê-los a
essa carga, pois eles irão fragilizar-se. Os equipamentos de proteção devem apenas ser utilizados para a finalidade a
que se destinam (exceto a linha de vida quando usada para içar a linha de mão).
CERTIFICADO DE APROVAÇÃO (CA) Os EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou
utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA (DDS) Ação obrigatória de ser realizada previamente à atividade, alertando para os
riscos envolvidos e orientando o desempenho da atividade. É o momento de nivelamento do PEX/APR com a equipe e
possui registro obrigatório.
EQUIPAMENTO CONJUGADO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL É aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante
tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar
a segurança e a saúde no trabalho.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) É todo dispositivo cuja finalidade é proteger a saúde e integridade
física da equipe.
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) É todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo
profissional destinado à proteção contra riscos que ameacem a segurança e saúde do trabalhador.
FATOR DE QUEDA É um número que avalia a gravidade teórica de uma queda. É definido matematicamente pela
razão entre a distância da queda pela distância do equipamento de proteção, ambas em metros.
O fator de queda não deve ser maior do que 2 (dois), pois acima desse valor, o impacto da queda pode gerar lesões
graves no corpo do acidentado, bem como causar danos ao equipamento.
KIT COLETIVO É o conjunto de equipamentos que servem para atender a equipe com todos os recursos necessários
para que ela execute suas atividades com segurança e conforto, utilizando as técnicas de trabalhos em altura.
KIT INDIVIDUAL É o conjunto de equipamentos que servem para atender ao profissional com todos os recursos
necessários para que ele execute suas atividades com segurança e conforto, utilizando as técnicas de trabalhos em
altura.
MÉTODO FLEXIBILIZADO É o método utilizado pelas equipes de intervenção que permite a escalada do primeiro
eletricista utilizando apenas os talabartes de ancoragem, sem a necessidade de pontos de ancoragem adicionais,
conforme condicionantes explicitadas no item 06.
MÉTODO RESTRITIVO É o método de escalada utilizado pelas equipes de intervenções com redundância de
ancoragem para todas as etapas da atividade, inclusive para o primeiro eletricista.
PEX/APR Planejamento Executivo e Análise Preliminar de Risco. São documentos que descrevem as atividades a
serem realizadas, devendo ser nivelados e assinados pelos membros da equipe executora, onde constam
detalhamentos da intervenção, análise dos riscos associados aos trabalhos, bem como medidas controle.
SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS (SPQ) - Sistema destinado a eliminar o risco de queda dos profissionais ou a
minimizar as consequências da queda.
TRABALHO EM ALTURA É toda atividade executada acima de 2,0 metros do nível inferior, onde haja risco de queda.
VOZ DE COMANDO Orientação em tempo real dada pelo encarregado/supervisor que visa acompanhar, alertar e
conduzir os trabalhos realizados pela equipe que trabalha elevada.
ZONA LIVRE DE QUEDA (ZLQ) Região compreendida entre o ponto de ancoragem e o obstáculo inferior mais próximo
contra o qual o profissional possa colidir em caso de queda, tal como o nível do chão ou o piso inferior. Em casos de
trabalhos em áreas energizadas deve-se levar em conta as distâncias de segurança, conforme definido na NM-MN-LT-
L.002.
A premissa fundamental de uma movimentação segura consiste em sempre ter, além das próprias mãos,
no mínimo, uma ancoragem conectando o cinto à estrutura, de modo a garantir que não se caia ao solo,
mesmo na hipótese de perda de consciência ou algo similar e que, na queda, não se aproxime de partes
energizadas ou sofra impactos contra a estrutura.
4. RECURSOS MATERIAS
Os equipamentos para realização de movimentação vertical e horizontal em estruturas de linhas de transmissão e
pórticos de subestações são altamente seguros e adaptados para o ambiente industrial. Os Equipamentos de proteção
individual devem possuir Certificado de Aprovação (CA) emitido pelo MTE e estarem em especificação técnica DGPS.
Os equipamentos descritos a seguir são classificados como: Equipamentos de proteção individual (EPI) e Acessórios:
* Mosquetão e polia simples são acessórios utilizados para proteção do profissional durante sua movimentação e
trabalho em altura. É proibido o uso desses e de qualquer outro EPI ou acessório para transporte ou fixação de
materiais.
REVISÃO DATA DA REVISÃO E LABORAÇÃO APROVAÇÃO PÁGI NA
O cinto de segurança tipo paraquedista, juntamente com talabarte simples ou duplo Y com absorvedor de
energia, talabarte de posicionamento e trava-quedas são equipamentos conjugados e possuem CA único
(ver item 6.1.1 da NR-06). Os acessórios não possuem CA individual.
Doravante chamado apenas de cinto, é um equipamento ajustável, fixado ao corpo do profissional de forma a distribuir
as forças de sustentação e de parada sobre as coxas, cintura, peito e ombros, e que permite a fixação de talabartes. É
utilizado em atividades desenvolvidas em altura (acima de 2,0 metros) onde haja risco de queda, e que possua
característica antichama.
b. MOSQUETÃO
Doravante chamado apenas de mosquetão, são conectores metálicos (aço ou alumínio), conforme Especificação
Técnica DGPS, usados para unir equipamentos de proteção.
Para os equipamentos que já venham com mosquetão (nesse caso sempre de aço) é proibido o uso de mosquetão de
alumínio.
O uso do mosquetão deve ser realizado com sua trava fechada, de forma a garantir sua máxima eficiência.
Doravante chamado apenas de talabarte, serve como EPI para ancoragem. Usado para movimentação vertical
(escalada) e horizontal (deslocamento). Possuem absorvedor de energia destinado a limitar o impacto numa eventual
queda. Conforme Especificação Técnica DPGS, seu comprimento total (L1) é de 1,3 metros, já incluso o absorvedor de
energia. Caso seja ativado o mecanismo do absorvedor de energia, são acrescidos 0,25 metros. A Eletrobras Chesf
utiliza dois tamanhos de abertura do conector para talabartes: 110 e 60 mm. O primeiro é utilizado obrigatoriamente
em estruturas metálicas e o segundo nos dispositivos de acesso das estruturas de concreto
Doravante chamada apenas de fita, é feita em cadarço de poliéster ou poliamida antichama, resistente a abrasão.
Conforme Especificação Técnica DGPS, a Eletrobras Chesf ,
e dela estão disponíveis os comprimentos de 1,0, 1,2 e 1,5 metros. Nesta mesma Especificação Técnica estão descritos
(figura 11), igualmente doravante chamado apenas de fita, entretanto a utilização destes
anéis de ancoragem é exclusiva para montagens de Linha de Vida e para movimentação horizontal para equipes de
manutenção, conforme descrito nesta norma.
para o posicionamento, é feita nas argolas laterais do cinto e na movimentação deve ficar fixado em apenas uma das
argolas, evitando aproximação de partes energizadas.
O talabarte de posicionamento não pode ser usado como ancoragem. Deve ter como salva guarda uma
ancoragem efetiva, como: trava-quedas e talabarte, pois, apesar de suportar as cargas requisitadas, sua
posição (na cintura) lesionaria a coluna em caso de queda. Toda a ancoragem deve ser feita nas argolas
peitoral ou dorsal do cinto de forma a suspender o profissional no seu centro de gravidade, diminuindo o
desconforto em caso de queda.
f. TRAVA-QUEDAS
Para uso em cordas de 10,5 a 12 mm, permite a livre escalada após instalação da Linha de Vida. Seu mecanismo trava
quando da ocorrência de uma queda tornando a escalada segura e confortável. Possui distanciador de corda com
mosquetão.
Figura 13 Trava-quedas
O trava-quedas deve ser instalado sempre com a seta apontada para cima, para o lado da ancoragem,
inclusive na descida. uma vez instalado e testado no solo, o trava-quedas não deve mais ser retirado da
corda. Se houver a necessidade de sua retirada do cinto para deslocamento, realiza-se primeiramente a
instalação de redundância aos talabartes (trava-quedas retrátil ou fita conectora diretamente na linha de
vida horizontal).
Doravante chamada apenas de Linha de Vida, é instalada junto às estruturas para ser utilizada como ponto de
ancoragem na escalada vertical (em conjunto com o trava-quedas) e ponto de apoio na horizontal (em conjunto com
fita conectora e mosquetão). Tais cordas, por convenção, são denominadas semi-estáticas por apresentarem
elongação passiva inferior a 2% (deformação linear com o peso corporal padrão de 80 kg) e sua deformação linear ser
muita baixa, próximo à carga de ruptura.
A linha de vida não pode ser dobrada (nó de caminhoneiro) quando da sua guarda, para não quebrar suas
fibras. deve ser simplesmente depositada e retirada sobre balde de lona ou de plástico à medida que o
eletricista desce ou sobe respectivamente. Também é proibido seu corte para dividi-la em duas cordas
(seu tamanho é de 200 metros).
Doravante apenas chamado de ascensor, é um dispositivo originalmente projetado para ascensão em cordas, pois
possui pega (punho) para a mão (tendo opção de mão direita e esquerda). No meio industrial de manutenção de linhas
de transmissão serve para limitar o deslocamento de cordas em apenas uma direção travando na outra. É utilizado na
fixação da Linha de Vida ao nível do solo e para auxiliar no procedimento de resgate ao acidentado em altura.
REVISÃO DATA DA REVISÃO E LABORAÇÃO APROVAÇÃO PÁGI NA
i. TRAVA-QUEDAS RETRÁTIL
O trava-quedas retrátil é caracterizado por ser um dispositivo que consegue retrair ou estender uma fita, a partir de
uma mola, conforme o deslocamento for efetuado. Com seu uso, o profissional pode se movimentar nas estruturas
com segurança no plano horizontal ou vertical, assim como subir e descer em escadas, deslocando-se até o limite do
seu comprimento (na Eletrobras Chesf são 6 metros). A fita do trava-quedas retrátil sempre fica tesa devido à ação de
uma mola de retorno. Possui absorvedor de energia para minimizar os impactos em caso de queda.
A fita do trava-quedas retrátil não é isolante e deve ser mantida afastada com distância de segurança
suficiente dos pontos energizados (ver NM-MN-LT-L.002). Deve ser analisado seu ponto de fixação para que,
em caso de queda, não ocorra deslocamento que aproxime o profissional de partes energizadas. Seu uso
em escadas isolantes deve ser feito simultaneamente com par de talabartes, que deve ter no mínimo um
conector preso ao montante da escada.
j. POLIA SIMPLES
Doravante chamada apenas de polia, diminui o atrito, facilitando o deslocamento da Linha de Vida.
Figura 21 Polias
k. SACOLAS
São resistentes à abrasão e impermeáveis, utilizadas para acondicionar os EPI/EPC, Linhas de Vida e de Mão. Protegem
os equipamentos contra umidade e sujeira, aumentando a sua vida útil. Possuem alça para carregamento nas costas
(tipo mochila), punho para transporte e porta-mosquetão.
Figura 22 Sacolas para acondicionamento dos EPI, EPC, Linha de Vida e Linha de Mão
Doravante chamado apenas capacete, possui maior alcance do campo visual e jugular com três pontos de fixação,
conforme especificado na ET DGPS EP 04/2022. Leveza e boa fixação à cabeça são também diferenciais importantes.
m. DESCENSOR INDUSTRIAL
Doravante chamado apenas de descensor ou ID, trata-se de um equipamento utilizado para resgate e acesso por
cordas. Possui um mordente anti-erro que bloqueia a corda quando instalada incorretamente e a função anti-pânico
que impede um manuseio descontrolado, permitindo apenas uma movimentação suave.
Apenas serão considerados para compor os kits individuais e coletivos os equipamentos intrínsecos às atividades de
movimentação vertical e horizontal em estruturas de linhas de transmissão e pórticos de subestações, especificados
conforme ET DGPS EP 14/2022 e ET DGPS EP 15/2022. Os kits são compostos conforme descrição a seguir:
Os princípios aqui descritos visam o cumprimento legal estabelecido pelas NR 35 e NR 10 (trabalhos em altura e
trabalhos no SEP respectivamente), acrescido de premissas de segurança estabelecidas pela Eletrobras Chesf.
a. Somente é permitido o trabalho e resgate em altura ao profissional que seja capacitado na NR 35, com seu
estado de saúde avaliado e considerado apto, através de Atestado de Saúde Ocupacional ASO e esteja
formalmente autorizado pelo empregador;
b. Somente é permitido o trabalho ao profissional que atuará no SEP se comprovado capacitação na NR-10,
atendendo às exigências da Eletrobras Chesf;
c. No caso de profissional pertencente ao quadro de empresas contratadas, toda documentação aqui citada
deverá ser apresentada à Eletrobras Chesf para a devida análise e posterior autorização;
d. É exigida a elaboração de um SPQ Sistema de Proteção Contra Queda selecionado por um profissional
qualificado em segurança do trabalho e desdobrado por característica do ativo objeto da intervenção: pórtico
ou silhueta de estruturas e contemplando os riscos específicos;
e. É exigida a elaboração de PEX e APR específicos para cada atividade, conforme IM-MN-LT-L.018, considerando
o tipo, a silhueta das estruturas, ou pórticos de subestações, e as torres de telecomunicações;
f. É exigido, nos casos de profissionais de equipes terceirizadas, o credenciamento para trabalhos em altura,
conforme NM-MN-LT-L.006 Certificação técnica de profissionais e equipes de empresas contratadas em
instalações linhas de transmissão e barramentos de subestação;
g. É exigido que todo trabalho em altura deve ser planejado e organizado, bem como ser realizado sob
supervisão, cuja forma será definida pela análise de risco de acordo com as peculiaridades da atividade.
Para atividades de manutenção, ainda na fase de planejamento da intervenção, haverá uma análise
utilizando como base o fluxograma constante no anexo IV para a tomada de decisão sobre o método de
escalada a ser utilizado.
A análise do método deve ser criteriosa e realizada considerando os aspectos listados abaixo:
Equipe executora;
Tipo de atividade;
Tipo e condição da estrutura.
Com base nesta avaliação, caso seja decidido pela aplicação do Método Restritivo, o fiscal ou supervisor em
campo não poderá autorizar a utilização do Método Flexibilizado.
Todavia, conforme o fluxograma supracitado, caso previamente seja decidido pelo Método Flexibilizado e, durante a
inspeção prévia à intervenção seja identificada alguma anomalia que sugira a utilização de Método Restritivo, o fiscal
ou supervisor em campo poderá adotar o Método Restritivo, desde que haja esta previsão no PEX.
a) Portar lista de constatações de manutenção do sistema de gestão de ativos para identificações de possíveis
riscos associados às intervenções;
b) Avaliar os fatores atmosféricas, conforme NM-MN-LT-L.002 Manutenção em Linhas de Transmissão e
Barramentos Energizados;
c) Avaliar as condições físicas dos ativos a serem escalados por meio de inspeção visual em solo, com uso de
instrumentos ópticos ou drones para identificações dos riscos associados às intervenções, assim como nas
movimentações horizontais e verticais, presença de isentos ou animais peçonhentos e componentes oxidados
ou faltantes;
d) Inspecionar TODOS os acessórios, EPI e EPC definidos para execução da atividade de trabalhos em altura;
e) Realizar reunião de nivelamento DDS (Diálogo Diário de Segurança), onde deverá ser apresentado, discutido
e validado o PEX/APR com todos os integrantes da atividade, apontando os riscos envolvidos em cada etapa
do trabalho;
f) Definir a supervisão que vai exercer a voz de comando e conduzir as atividades em altura;
g) É papel do supervisor verificar as condições físicas e emocionais da equipe, antes de autorizar os trabalhos
em altura;
h) Analisar, especialmente para escaladas em estruturas de concreto, as condições da fixação dos estribos,
braçadeiras-degrau, parafusos-degrau, escadas e cabos-guia, averiguando seu nível de segurança, assim como
presença de animais peçonhentos.
i) Após a vestimenta e montagem dos EPI, realizar a inspeção em pares: cada escalador passará por inspeção
feita pelo seu par, conferindo o correto posicionamento do cinto e seus acessórios, principalmente o
fechamento dos mosquetões.
A movimentação vertical e horizontal nos ativos objeto dessa instrução de manutenção deve sempre ser realizada com
utilização de Linha de Vida, exceção feita aos casos em que apenas um único profissional esteja escalando (exemplo:
inspeção de estruturas e pórticos ou atividades que, após avaliação por meio de PEX/APR, necessitem de apenas um
profissional em atividades em altura).
Em atendimento ao disposto na NR 35, todos os movimentos e ações devem ser supervisionados de forma integral por
um profissional responsável. Para as atividades de inspeção de ativos, o profissional da dupla que ficará em solo atuará
na supervisão.
7.1 MOVIMENTAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL PARA ATIVIDADES DE INSPEÇÃO OU ATIVIDADES QUE EXIJAM
APENAS UM ESCALADOR
A escalada para realização da atividade de inspeção somente poderá ocorrer após o cumprimento do item 6, alíneas
a) prevista n
7.1.1 MOVIMENTAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL PARA ATIVIDADES DE INSPEÇÃO OU ATIVIDADES QUE EXIJAM
APENAS UM ESCALADOR EM ESTRUTURAS METÁLICAS
[Link]. Os ganchões devem sempre ser ancorados em peças distintas. Caso não seja possível, devido às
dimensões das peças, deve-se fixar o ganchão nas alças de fita conectora entrelaçada na peça a ser
ancorada.
Figura 27 Demonstração de situações em que o ganchão não tem abertura suficiente para fixar a
estrutura, bem como a adaptação recomendada.
[Link]. O profissional de inspeção ou mantenedor responsável pela execução de intervenção na LT, para
realizar sua atividade devidamente ancorado na estrutura, deve se posicionar com ganchões em dois
pontos distintos, bem como com o talabarte de posicionamento, e efetuar a observação com seu
dispositivo óptico, por exemplo. Esta determinação visa promover maior segurança ao profissional,
porquanto, num eventual desprendimento de uma das peças, a ancoragem será garantida pelo
segundo ganchão.
Figura 28 - Profissional da inspeção ancorado na estrutura metálica por meio de ganchões instalados em pontos distintos
e pelo talabarte de posicionamento enquanto realiza a verificação visual.
[Link]. Seja na subida ou na descida, de modo a diminuir o fator de queda, a conexão dos talabartes deve
sempre ser em pontos acima da cabeça do profissional.
[Link]. Na análise preliminar de risco deve ser avaliada a possibilidade de utilização de trava-quedas retrátil
com a finalidade de aumentar a segurança do profissional de inspeção;
REVISÃO DATA DA REVISÃO E LABORAÇÃO APROVAÇÃO PÁGI NA
[Link]. Quando for possível, os profissionais devem priorizar a movimentação por dentro de vigas e colunas,
resguardando-se da possibilidade de invadir distâncias de segurança.
Figura 29 Exemplos de movimentação lateral / horizontal pelo profissional de inspeção em estrutura metálica
7.1.2. MOVIMENTAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL PARA ATIVIDADES DE INSPEÇÃO OU ATIVIDADES QUE EXIJAM
APENAS UM ESCALADOR EM ESTRUTURAS DE CONCRETO
[Link]. A movimentação vertical para profissional de inspeção ou mantenedor se dará somente através de
estribos, braçadeira-degrau ou parafuso-degrau com olhal adequadamente instalados e previamente
inspecionados. Caso não haja esta condição, deve-se providenciar a sua instalação/substituição antes
da escalada, sendo vedada a movimentação vertical sem estes dispositivos;
[Link]. Durante a movimentação vertical, caso seja necessário ancorar-se com o talabarte de posicionamento,
esta ação deve ser feita com o talabarte de posicionamento laçado ao poste ou, quando da
impossibilidade de tal procedimento, devido às dimensões do poste, laçar um estribo diferente do que
está conectado o talabarte de movimentação.
[Link]. A passagem do poste para a cruzeta somente será realizada por meio de escada adequadamente
instalada e previamente inspecionada, sendo vedada a utilização de outros dispositivos para tal. Caso
não haja esta condição, deve-se providenciar a sua instalação/substituição antes da escalada.
[Link]. A movimentação horizontal pela cruzeta deve ser realizada com o profissional sentado, com um
conector do talabarte passado pelo cabo-guia (tirante) e com o outro conector do talabarte conectado
simultaneamente a uma fita conectora laçada à cruzeta. Simultaneamente, o talabarte de
posicionamento deve ser laçado à cruzeta e mantido ajustado. É vedada a movimentação horizontal
quando não houver cabo-guia previamente instalado. Deve haver atenção especial ao talabarte de
posicionamento, para que sua fita excedente não invada a distância de segurança para pontos
energizados.
[Link]. Como exceção aos itens anteriores, somente nos casos abaixo relacionados, tais movimentações
poderão ser realizadas de forma alternativa - seguindo procedimentos conforme PEX e APR específicos
e criteriosos -, contemplando redundância nas ancoragens dos profissionais.
[Link]. Quando da passagem pela fixação da cadeia de isoladores central à cruzeta, o profissional de inspeção
ou mantenedor deve promover a transposição da fita conectora para o outro lado. Após conectar o
talabarte novamente à fita, já do outro lado, deve desafixar o talabarte de posicionamento da cruzeta,
transpor as ferragens de fixação da cruzeta e, do outro lado, instalar novamente o talabarte de
posicionamento laçado à cruzeta, em seguida, retomar a movimentação (sempre conectado em dois
pontos distintos).
[Link]. Sempre que possível, a inspeção no lado terra das extremidades das cruzetas deve ser realizada com
uso de dispositivos ópticos. Quando for imprescindível a movimentação até estes pontos, o profissional
de inspeção deve fazê-la sentado, utilizando o conector do talabarte conectado à fita conectora laçada
na cruzeta e, simultaneamente, o talabarte de posicionamento também laçado à cruzeta e ajustado
para que não haja folga.
[Link]. O retorno ao solo se dá com procedimentos similares à movimentação horizontal e vertical, porém na
ordem inversa.
Conforme descrito no item 6, ainda na fase de planejamento e emissão do PEX/APR, haverá uma avaliação criteriosa
da atividade, equipe executora e estrutura a ser trabalhada, indicando qual método de escalada deverá ser utilizado.
Doravante serão descritos os dois métodos possíveis para trabalhos em altura para as ações de manutenção, a saber:
Método Restritivo e Método Flexibilizado.
Cada um dos métodos foi planejado e desenvolvido ajustado à expertise da equipe executora, ao tipo de atividade a
ser desenvolvida e à condição da estrutura a ser escalada, mitigando os riscos envolvidos. A avaliação destes critérios
REVISÃO DATA DA REVISÃO E LABORAÇÃO APROVAÇÃO PÁGI NA
deve ser feita ainda na fase de emissão do PEX/APR, entretanto, conforme anexo IV, caso o PEX/APR aponte para a
utilização do Método Flexibilizado e, durante a inspeção local, no ato da intervenção, for identificado algum fator que
exija a utilização do Método Restritivo e haja esta previsão no PEX/APR, o fiscal ou supervisor deve utilizar o Método
Restritivo.
Neste ponto, esta instrução normativa reforça que a decisão tomada na fase de planejamento não pode ser revista
para reduzir o nível de segurança, ou seja, caso a decisão na fase de planejamento seja pela utilização do Método
Restritivo, mesmo que a inspeção de campo não identifique anomalia que sugira a utilização deste método, o fiscal ou
supervisor não pode utilizar o Método Flexibilizado.
O Método Restritivo será aplicado para atividades de: certificação de equipes ou, substituição de peças / parafusos de
estrutura ou, instalação de dispositivos de acesso ou, quaisquer atividades em estruturas que contenham registro no
sistema de gestão de corrosão em peças ou parafusos de estrutura ou, que durante a inspeção prévia no ato da
intervenção sejam identificadas anomalias que exijam uso de método mais conservador. Este método prevê
redundância de ancoragem para todas as etapas da escalada, inclusive para o primeiro eletricista.
Dadas as condições de maior exposição, inerentes às atividades descritas acima, este método prevê o atendimento às
seguintes premissas:
Qualquer Sistema de Proteção contra Quedas (SPQ) nos ativos contemplados na IM-MN-LTM.080, com uso
da linha de vida, deverá ser compatível com as técnicas de resgate da IM-MN-LT-M.089;
A conexão do trava-quedas deslizante à linha de vida só ocorrerá com o eletricista em solo, sob supervisão do
encarregado, não podendo haver desconexão e reconexão após sua subida;
Em nenhum momento o eletricista ficará ancorado apenas em um único ponto, sempre havendo no mínimo
um ponto adicional, além do gancho do talabarte.
Para torres de telecomunicação, caso a atividade de manutenção ocorra dentro da escada guarda-corpo ou nas
plataformas, e ambas estiverem em bom estado de conservação, o uso da linha de vida é facultativo. Caso estes itens
não estejam em bom estado de conservação ou a atividade a ser realizada seja em outro ponto da torre, PEX e APR
específicos devem prever o SPQ adequado.
A presente seção também reforça que para atividades em que apenas um profissional realizará atividades em altura,
o procedimento está descrito no item 7.1, cujo PEX e APR devem ser específicos, discutidos e detalhados. Para todas
as demais, será necessária a instalação de linha de vida e os métodos são descritos a seguir.
A seguir, detalhamos os procedimentos para a utilização deste método, considerando a instalação completa (trecho
vertical e horizontal). O Anexo III ilustra exemplos de croqui de montagens de linha de vida, completa e parcial.
[Link] Sob supervisão do encarregado, eletricista em solo instala o conjunto fita, mosquetão, ID e linha de
vida em ponto fixo da base do montante que possui pedarola, realizando o teste do correto
posicionamento da corda em relação ao ID.
[Link] O primeiro eletricista (normalmente função de topo) prepara sacola apropriada contendo fitas
conectoras (anéis de ancoragem) acondicionados em sacola apropriada e em quantidade suficiente
para a altura da estrutura a ser escalada, cavalote, polias e seu trava-quedas retrátil.
[Link] O primeiro eletricista conecta a extremidade da linha de vida (nó oito e mosquetão) no peitoral do seu
cinto paraquedista e instala o trava-quedas deslizante com a seta apontada para o nó oito (futuro
ponto de conexão para resgate).
[Link] O primeiro eletricista, portando a sacola que contém as fitas e polias, realiza movimentação vertical
utilizando os dois talabartes simultaneamente, utilizando obrigatoriamente os talabartes de 110mm
(ganchões), que devem sempre ser ancorados em peças distintas e em altura compatível para diminuir
fator de queda. Caso não seja possível, devido às dimensões das peças, deve-se fixar o ganchão nas
alças da fita conectora entrelaçada na peça que será o ponto de ancoragem. Esta etapa ocorre em
paralelo com a liberação da corda no ID, feita pelo eletricista do solo. Caso a fixação do ID esteja no
raio de queda de materiais, pode ser utilizado o pé oposto da estrutura, lançando mão de polia para
fazer esta angulação.
[Link] A cada dois (2) metros de altura, o eletricista utiliza o talabarte de posicionamento para a ancorar-se e
instala fita conectora laçada ao montante e mosquetão, passando o trecho da corda que vai para o solo
por dentro do mosquetão, conforme ilustrações a seguir.
Figura 36 Eletricista portando sacola com fitas; eletricista posicionado instalando fita conectora; fita instalada
Caso a inclinação da estrutura permita equilíbrio suficiente para instalação ou remoção da fita e mosquetão
com apenas uma das mãos, esta manobra pode ser executada sem que haja a ancoragem do talabarte de
posicionamento.
[Link] A instalação das fitas conectoras deve acompanhar a silhueta da estrutura, de modo que, caso ocorra
uma queda do profissional e ele fique ancorado somente pela linha de vida, não haja aproximação de
pontos energizados.
[Link] Ao alcançar a viga da estrutura, para fazer a movimentação horizontal, em montante previamente
inspecionado, deve ser instalada uma fita com mosquetão e polia em altura compatível com o ponto
onde ocorrerá a atividade, passando a corda por dentro da polia. Para esta manobra, o eletricista utiliza
o talabarte de posicionamento para a ancorar-se, liberando as duas mãos para a execução dessa etapa.
Neste ponto, para que seja viabilizada a utilização da linha de vida para eventual resgate, o eletricista
desconecta-se do trava-quedas deslizante pelo mosquetão, estacionando-o destravado e com o
gatilho erguido antes da polia, conforme ilustração a seguir.
De modo a reduzir o desgaste físico do profissional, caso a silhueta da estrutura seja favorável (viga alta) e
tal procedimento esteja previsto no PEX/APR, esta movimentação horizontal poderá ser realizada por
dentro da viga. Recomenda-se que haja atenção especial para que, em caso de queda de profissionais no
trecho horizontal da linha de vida, não haja aproximação com pontos energizados. Se esta condição não for
cumprida, principalmente em vigas de ativos em tensões menores e em pórticos de subestações,
recomenda-se que não seja instalado o trecho horizontal da linha de vida e que haja PEX/APR específicos e
detalhados para estes casos.
[Link] Ao chegar no local de trabalho, com seus dois talabartes conectados em peças distintas e ainda
conectado à linha de vida pelo nó oito e mosquetão à sua argola peitoral, o eletricista instala fita
conectora e seu trava-quedas retrátil em montante previamente inspecionado e em altura que permita
pequeno fator de queda, conectando-se a ele. Após esta conexão, ele realiza a finalização da linha de
vida com nó oito auxiliar feito antes da polia (para reduzir atrito da corda na polia quando a linha de
vida for tensionada), e desconecta-se da extremidade da linha de vida, finalizando a montagem
superior conforme ilustração a seguir.
O disposto nos três itens anteriores objetiva deixar a linha de vida predisposta para eventual resgate
conforme IM-MN-LT-M.089, pois, com os trava-quedas deslizantes estacionados conforme Figura 37,
permitindo a movimentação da corda em ambos os sentidos e com a finalização da instalação conforme
Figura 39, há certa facilidade em utilizar as manobras descritas na instrução normativa de resgate. A fim de
garantir o uso do sistema para resgate, vale destacar que a extremidade da linha de vida deve ser finalizada
o mais próximo possível do ponto de trabalho, em alinhamento distante o suficiente de pontos energizados,
resguardando a segurança em caso de descida ao solo do eventual resgatado.
[Link] Conforme silhueta e atividade a ser realizada, a montagem da linha de vida será diferente. No anexo
III são exibidos croquis de possibilidades de montagens.
[Link] Caso a silhueta e altura da estrutura permitam, as condições climáticas (vento) sejam favoráveis e
esteja previsto no PEX/APR, o içamento da linha de mão utilizando a linha de vida pode ser realizado.
Para tal, o eletricista de solo manobra o ID liberando a corda, o eletricista do topo desfaz a finalização
da montagem da linha de vida desfazendo o nó oito auxiliar, conecta um cavalote ao mosquetão da
extremidade e, mantendo-o afastado o máximo possível dos condutores, o conduz cuidadosamente
até o solo. Após chegar no solo, os eletricistas do solo içam a linha de mão puxando a linha de vida.
Entretanto, caso esteja previsto no PEX/APR, a linha de mão pode ser içada utilizando corda auxiliar
conectada a cavalote, levados ao ponto de trabalho pelos demais eletricistas acondicionados em sacola
adequada.
[Link] Após a finalização da instalação da parte superior da linha de vida, o eletricista de solo realiza o
tensionamento da corda, de modo que a linha de vida permaneça rente à estrutura, reduzindo a
possibilidade de aproximação de pontos energizados em caso de queda. Recomenda-se o uso de
ascensor para efetuar este tensionamento.
[Link] Após a finalização da instalação da linha de vida, o encarregado autoriza o início da escalada dos demais
eletricistas, um por vez. O terceiro eletricista só deve iniciar a movimentação vertical quando o segundo
estiver no trecho horizontal da linha de vida.
[Link] Além dos ganchões e do trava-quedas deslizante, os demais eletricistas que irão escalar devem portar
consigo fita conectora (anel de ancoragem) de 0,6m laçada à argola peitoral e mosquetão, conforme
ilustração a seguir, que será utilizado na movimentação horizontal. Ele também deverá levar consigo
seu trava-quedas retrátil, entretanto, caso esteja previsto no PEX/APR, este dispositivo pode ser içado
posteriormente pela linha de mão.
REVISÃO DATA DA REVISÃO E LABORAÇÃO APROVAÇÃO PÁGI NA
Figura 41 Fita conectora para movimentação horizontal; Eletricista realizando movimentação vertical
[Link] Ao longo da movimentação vertical, para transpor o seu trava-quedas deslizante pelas fitas e
mosquetões anteriormente instalados pelo primeiro eletricista, os demais eletricistas devem ancorar-
se com o talabarte de posicionamento, abrir o mosquetão da fita na qual está laçada a linha de vida,
transpor seu trava-quedas deslizante, fechar o mosquetão, remover o talabarte de posicionamento e
seguir com a escalada. Adicionalmente, conforme alerta no item [Link], caso a inclinação da estrutura
permita equilíbrio suficiente para instalação da fita e mosquetão com apenas uma das mãos, esta
manobra pode ser executada sem que haja a ancoragem do talabarte de posicionamento.
Caso esteja previsto no PEX/APR, o segundo eletricista a realizar a movimentação vertical poderá deixar a
linha de vida fora dos mosquetões no trecho vertical, exceto os mosquetões que tenham função de
acompanhamento da silhueta da estrutura. Esta manobra objetiva facilitar a movimentação vertical dos
demais eletricistas. Na descida a linha de vida seria recolocada dentro de todos os mosquetões, que devem
ser fechados, manobra esta realizada pelo penúltimo eletricista a descer. Optando-se por este
procedimento, o encarregado e fiscal devem ter especial atenção para que o penúltimo eletricista a descer
não falhe nessa manobra.
[Link] Ao chegar na polia que faz a angulação da linha de vida para início da movimentação horizontal, ainda
com os dois talabartes conectados em peças distintas e em altura que permita pequeno fator de queda,
os demais eletricistas devem ancorar-se com o talabarte de posicionamento, conectar o mosquetão da
fita conectora de 0,6m - em sua argola peitoral - à linha de vida no trecho horizontal e, em seguida,
desconectar o trava-quedas deslizante pelo mosquetão, estacionando-o conforme Figura 37.
[Link] Após esta manobra, o eletricista realiza a movimentação horizontal em direção ao ponto de trabalho,
com os dois talabartes conectados em peças distintas e em altura que permita pequeno fator de queda
e, simultaneamente, com a fita conectando-o à linha de vida. Para a transposição das fitas horizontais,
o eletricista deve abrir os mosquetões das fitas que apoiam a linha de vida, transpor sua fita e, em
seguida, fechar o mosquetão. Para esta passagem, nunca deve ser aberto o mosquetão conectado à
fita da argola peitoral.
[Link] Adicionalmente, esta instrução recomenda que durante a movimentação horizontal, em nenhuma
hipótese, deve haver mais de um eletricista em um mesmo vão da linha de vida, ou seja, entre dois
pontos de apoio ou nós, conforme ilustração a seguir.
[Link] Ao chegar no ponto de trabalho, com seus dois talabartes conectados em peças distintas e ainda
conectado à linha de vida pela fita conectada à sua argola peitoral, o eletricista instala fita conectora e
seu trava-quedas retrátil a montante previamente inspecionado e em altura que permita pequeno
fator de queda, e conecta-se a ele. Após esta conexão, ele desconecta-se da linha de vida removendo
o mosquetão da sua fita que estava conectado à linha de vida.
[Link] Sempre que houver a necessidade da execução de atividade em posição distante da linha vida, o
eletricista deverá se ancorar fazendo uso do trava-quedas retrátil. Ainda conectado à linha de vida
(pelo trava-quedas deslizante no trecho vertical ou pela fita e mosquetão no trecho horizontal), o
eletricista deve ancorar-se com o talabarte de posicionamento, instalar fita conectora e seu trava-
quedas retrátil a montante previamente inspecionado e, em altura que permita pequeno fator de
queda, conectar-se a ele. Após esta manobra, ele pode desconectar-se da linha de vida. Para o trecho
vertical, o trava-quedas deslizante deve sempre ser estacionado destravado e com o gatilho erguido
antes da polia, conforme figura 37.
[Link] De forma a reduzir o esforço físico do profissional que realizará a atividade de maior exposição,
recomenda-se que o eletricista do potencial (para os casos que prevejam esta atividade) seja o último
a escalar e o primeiro a descer.
[Link] Após a finalização da intervenção, a descida da estrutura para os demais eletricistas, exceto para o que
irá desmontar a linha de vida (normalmente eletricista de topo), ocorre de maneira análoga, porém
inversa à descrita nos itens anteriores. Atenção especial deve ser dada nas transições: para a
movimentação horizontal, o eletricista deve reconectar-se à linha de vida utilizando o mosquetão da
fita conectora que está ligada à sua argola peitoral e, após isso, remover a instalação do seu trava-
quedas retrátil. Para a movimentação vertical, o eletricista deve reconectar-se ao trava-quedas
deslizante e, após isso, remover a conexão da fita da sua argola peitoral à linha de vida horizontal. Para
todas as etapas, inclusive na descida, deve manter os dois talabartes conectados em peças distintas e
em altura que permita pequeno fator de queda.
[Link] O último eletricista a descer realizará a desmontagem da linha de vida. Para tal, ainda conectado ao
seu trava-quedas retrátil e após o eletricista do solo distensionar a corda pelo ID, o eletricista da
estrutura desfaz o nó oito auxiliar, conecta o nó oito da extremidade da linha de vida na sua argola
peitoral e, em seguida, desfaz as conexões das fitas, polia e do seu trava-quedas retrátil. Ele realiza a
movimentação horizontal de maneira análoga à realizada na montagem, desta vez removendo as fitas
e mosquetões outrora instalados e recolhendo-os à sacola.
[Link] Durante a movimentação de desmontagem da linha de vida até chegar no solo, o eletricista do solo
manobra a corda no ID mantendo a linha de vida minimamente tensionada, evitando folgas excessivas
e aproximação de pontos energizados.
[Link] Ao chegar na polia que faz a angulação do trecho horizontal, o eletricista deve ancorar-se com o
talabarte de posicionamento, realizar a conexão do seu trava-quedas deslizante à sua argola peitoral,
desmontar e remover fita e polia e acondicioná-los na sacola e retomar a movimentação vertical,
descendo da estrutura.
[Link] De maneira análoga à instalação, a cada fita que encontrar no deslocamento de descida, o eletricista
deve ancorar-se com o talabarte de posicionamento, efetuar a remoção da fita e mosquetão,
acondicioná-los na sacola, desconectar seu talabarte de posicionamento e retomar a movimentação
de descida. E repetir estas manobras até chegar no solo. Para todas as etapas, inclusive na descida,
deve manter os dois talabartes conectados em peças distintas e em altura que permita pequeno fator
de queda. Opcionalmente, essa manobra pode ser executada conforme subitem [Link].
Este método permite a escalada do primeiro eletricista, utilizando apenas os talabartes de ancoragem sem a
necessidade de pontos de ancoragem adicionais, conformes condicionantes explicitadas no item 06. Para os demais
eletricistas, haverá redundância para a movimentação vertical e horizontal tal qual o Método Restritivo.
A seguir estão os procedimentos para a utilização deste método considerando a instalação completa (trecho vertical e
horizontal). No anexo III estão exemplos de croqui de montagens de linha de vida, completa e parcial.
[Link] O primeiro eletricista (normalmente função de topo) prepara sacola apropriada contendo fitas
conectoras (anéis de ancoragem) acondicionados em sacola apropriada e em quantidade suficiente
para as angulações da estrutura e para o trecho horizontal, polias e seu trava-quedas retrátil.
[Link] O primeiro eletricista conecta em uma das alças laterais do seu cinto o conjunto fita com mosquetão,
polia e linha de vida já com o nó oito da sua extremidade confeccionado e conectado com mosquetão
à argola lateral. Adicionalmente, de forma a reduzir o atrito na polia, pode ser feito um nó oito auxiliar
antes da polia, sendo este nó conectado também no mosquetão da alça lateral.
[Link] O primeiro eletricista realiza a movimentação vertical de maneira similar ao profissional de inspeção,
conforme item 7.1.1, mantendo os dois talabartes de 110mm conectados em peças distintas e em
altura que permita pequeno fator de queda, portando consigo nas suas alças laterais a sacola e a linha
de vida para futura instalação. Nesta movimentação, o eletricista de solo deve atentar-se para evitar
permanecer no raio de queda de materiais.
[Link] O primeiro eletricista deve instalar fitas conectoras para acompanhar a silhueta da estrutura, de modo
que não haja aproximação de pontos energizados.
[Link] Ao alcançar a viga da estrutura, o primeiro eletricista ancora-se com seu talabarte de posicionamento
e, de maneira similar à descrita no item [Link] e figura 37, instala polia que fará a angulação para o
trecho horizontal. Após esta manobra, o primeiro eletricista movimenta-se horizontalmente de
maneira análoga ao profissional de inspeção, entretanto ele instala no trecho horizontal fitas a cada
dois (2) metros, como descrito no item [Link] e figura 38.
[Link] Ao chegar no ponto de trabalho, o primeiro eletricista finaliza a instalação de maneira idêntica à
descrita no Método Restritivo. Caso esteja previsto no PEX/APR o içamento da linha de mão pela linha
de vida, o primeiro eletricista deve proceder conforme descrito no Método Restritivo (item [Link]).
[Link] Após a finalização da instalação da parte superior da linha de vida, o eletricista de solo realiza o
tensionamento da corda, de modo que a linha de vida permaneça rente à estrutura, reduzindo a
possibilidade de aproximação de pontos energizados em caso de queda. Recomenda-se o uso de
ascensor para efetuar este tensionamento.
[Link] Para estruturas com silhuetas de circuitos verticais ou triangulares, ou quando a movimentação
horizontal não for necessária, e caso esteja previsto no PEX/APR, o primeiro eletricista pode deixar no
solo as duas extremidades da linha de vida e realizar a movimentação vertical portando apenas fita e
polia com a corda por dentro da polia, objetivando içar a linha de mão pela linha de vida
posteriormente. Para esta opção, o eletricista deve atentar-se para instalar as fitas no trecho da corda
que vem de dentro da sacola, e não a que possui o nó oito da extremidade.
[Link] Após a finalização da instalação da linha de vida, o encarregado autoriza o início da escalada dos demais
eletricistas, um por vez. O terceiro eletricista só deve iniciar a movimentação vertical quando o segundo
estiver no trecho horizontal da linha de vida.
[Link] O último eletricista a descer realizará a desmontagem da linha de vida. Para tal, após o eletricista do
solo distensionar a corda pelo ID, o eletricista da estrutura conecta o nó oito da extremidade na alça
lateral do seu cinto, desfaz o nó oito auxiliar e em seguida remove fita e polia. Ele realiza a
movimentação horizontal de maneira similar à realizada na montagem, assim como a movimentação
vertical, desta vez removendo as fitas e mosquetões e polia outrora instalados, recolhendo-os à sacola.
[Link] Durante a movimentação de desmontagem da linha de vida até chegar no solo, o eletricista da torre
chegar no solo manobra a corda no ID mantendo a linha de vida minimamente tensionada, evitando
folgas excessivas e aproximação de pontos energizados.
A seguir, estão os procedimentos para a utilização deste método considerando a instalação completa (trecho vertical
e horizontal). No anexo III estão exemplos de croqui de montagens de linha de vida, completa e parcial.
A movimentação vertical se dará somente por meio de estribos, braçadeira-degrau ou parafuso-degrau com olhal
adequadamente instalados e previamente inspecionados. E a passagem para a cruzeta só deve ser realizada através
de escada. Caso não haja esta condição, deve-se providenciar a sua instalação/substituição antes da escalada, sendo
vedada a movimentação vertical sem estes dispositivos, à exceção dos casos descritos no item [Link].
[Link] Sob supervisão do encarregado, eletricista em solo instala o conjunto fita, mosquetão, ID e linha de
vida em ponto fixo na base do poste que possui estribos, realizando o teste do correto posicionamento
da corda em relação ao ID.
[Link] Eletricista em solo instala Linha de Vida com ID em ponto fixo na base do poste, realizando o teste do
equipamento descensor e dos trava-quedas no momento da escalada.
[Link] O primeiro eletricista (normalmente função de topo) prepara sacola apropriada contendo fitas
conectoras (anéis de ancoragem) acondicionados em sacola apropriada e em quantidade suficiente
para a altura da estrutura a ser escalada, cavalote, polias e seu trava-quedas retrátil.
[Link] O primeiro eletricista conecta a extremidade da linha de vida (nó oito e mosquetão) no peitoral do seu
cinto paraquedista e instala o trava-quedas deslizante com a seta apontada para o nó oito (futuro
ponto de ancoragem), conforme Figura 35.
[Link] O primeiro eletricista, portando a sacola que contém as fitas e polias, realiza movimentação vertical
utilizando os dois talabartes simultaneamente, utilizando obrigatoriamente os talabartes (para
estruturas de concreto pode ser utilizado o de abertura de 60mm). Esta etapa ocorre em paralelo com
a liberação da corda no ID, feita pelo eletricista do solo. Caso a fixação do ID esteja no raio de queda
de materiais, pode ser utilizado o poste oposto da estrutura, lançando mão de polia para fazer esta
angulação.
[Link] A cada dois (2) metros de altura, o eletricista utiliza o talabarte de posicionamento para a ancorar-se;
e fixa a linha de vida aos estribos por meio do uso de fitas conectoras e mosquetões (ou apenas os
mosquetões conectados diretamente aos estribos), conforme ilustrações a seguir. E repete estas
manobras até a chegada à escada.
Figura 45 Movimentação vertical e posicionamento para instalação de fitas com mosquetões nos estribos para fixação da linha de vida
Durante a escalada, é imprescindível o uso dos ganchões conectados aos estribos. O profissional deverá
portar trava-quedas retrátil, linha de vida (conectada ao trava-quedas deslizante que deve estar conectado
ao mosquetão do peitoral de seu cinto paraquedista), além de fitas conectoras, mosquetões e polias
(acondicionadas em sacola adequada) em quantidade adequada, conforme altura da torre.
[Link] O primeiro eletricista, após a sua chegada à escada, continuará a instalação das fitas conectoras em
seus degraus. Após passar para a cruzeta e ainda em pé, com um dos seus talabartes de ancoragem na
escada e outro no cabo-guia, o eletricista irá laçar seu talabarte de posicionamento no poste,
instalando uma polia simples a 1,5 m acima do nível da cruzeta. Feito isso, passará a sua Linha de Vida
por dentro da polia, retirando o seu talabarte de posicionamento do poste e, logo em seguida, deverá
sentar-se na cruzeta para laçar seu talabarte de posicionamento na cruzeta e fita de backup laçada à
cruzeta e conectada ao seu outro talabarte, de igual modo à movimentação feita pelo profissional de
inspeção.
[Link] Após a instalação descrita no item anterior, o primeiro eletricista deve levar a Linha de Vida até o outro
poste, seguindo o mesmo procedimento dos subitens [Link] ao [Link], incluindo o procedimento de
transposição da ferragem da cadeia central. Durante toda esta movimentação deve haver atenção
especial dos eletricistas em solo que manterão a liberação da linha de vida pelo ID controlada, para
não permitir que a corda fique abaixo do limite de altura da cruzeta.
[Link] Ao chegar no poste oposto, o primeiro eletricista se ancora com um talabarte no degrau da escada e o
outro talabarte permanecendo no tirante, passa o seu talabarte de posicionamento por este poste,
levanta-se e inicia a instalação da segunda polia finalizando a linha de vida conforme Figura 39.
[Link] Após a instalação da parte superior da linha de vida, o eletricista de solo tensiona a corda de forma
similar ao subitem [Link];
[Link] Após a instalação completa da Linha de Vida, o primeiro eletricista deverá se ancorar por meio de seu
trava-quedas retrátil conectado à fita conectora laçada ao topo do poste.
[Link] A escalada dos demais eletricistas será realizada de maneira análoga ao Método Restritivo para
estrutura metálica, ressalvada as peculiaridades da movimentação horizontal que pode ser feita de
maneira idêntica ao primeiro eletricista. Confirmada a integridade do cabo-guia (tirante) e suas
ferragens, é facultada aos demais eletricistas a movimentação horizontal em pé, mantendo um dos
talabartes conectado ao cabo-guia e a fita conectora de 0,6m laçada à argola peitoral (Figura 41)
conectada à linha de vida.
[Link] Adicionalmente, esta instrução recomenda que durante a movimentação horizontal em nenhuma
hipótese, deve haver mais de um eletricista em um mesmo vão da linha de vida, ou seja, entre dois
pontos de apoio ou nós, conforme ilustração a seguir.
[Link] A saída da linha de vida para o local de trabalho deve ser idêntica ao Método Restritivo da estrutura
metálica, utilizando trava-quedas retrátil e talabartes de ancoragem.
Quando o trabalho for realizado na fase central em estruturas de concreto de 230kV contendo cruzeta, nos
casos em que o comprimento do trava-quedas retrátil permite o deslocamento do eletricista até as posições
de topo e montagem, a instalação da linha de vida na horizontal não será obrigatória. Para esses casos, em
atendimento à instrução normativa de resgate (IM-MN-LT-M.089), sua extremidade deverá ser finalizada
com o nó oito, de forma similar à Figura 39, no topo do poste.
[Link] Caso a silhueta e altura da estrutura permitirem, as condições climáticas (vento) sejam favoráveis e
esteja previsto no PEX/APR, o içamento da linha de mão utilizando a linha de vida pode ser realizado.
Para tal, o eletricista de solo manobra o ID liberando a corda, o eletricista do topo desfaz a finalização
da montagem da linha de vida desfazendo o nó oito auxiliar, conecta um cavalote ao mosquetão da
extremidade e, afastado o máximo possível dos condutores, conduz cuidadosamente a liberação da
corda até o solo. Após chegar no solo, os eletricistas do solo içam a linha de mão puxando a linha de
vida. Entretanto, caso esteja previsto no PEX/APR, a linha de mão pode ser içada utilizando corda
auxiliar conectada a cavalote, levados ao ponto de trabalho pelos demais eletricistas acondicionados
em sacola adequada.
[Link] De forma a reduzir o esforço físico do profissional que realizará a atividade de maior exposição,
recomenda-se que o eletricista do potencial (para os casos que seja realizada esta atividade) seja o
último a escalar e o primeiro a descer.
[Link] Após a finalização da intervenção, a descida da estrutura para os demais eletricistas, exceto para o que
irá desmontar a linha de vida (normalmente eletricista de topo), ocorre de forma idêntica à descrita
para o Método Restritivo em estrutura metálica, resguardadas as peculiaridades da estrutura de
concreto e com atenção especial às transições: para a transição para a movimentação horizontal o
eletricista deve reconectar-se à linha de vida utilizando a fita da sua argola peitoral com mosquetão e,
após isso, remover a instalação do seu trava-quedas retrátil. Para a transição para a movimentação
vertical, o eletricista deve reconectar-se ao trava-quedas deslizante e, após isso, remover a conexão da
fita da sua argola peitoral à linha de vida horizontal.
[Link] O último eletricista a descer realizará a desmontagem da linha de vida. Esta manobra ocorre de forma
idêntica à descrita para o Método Restritivo em estrutura metálica, resguardadas as peculiaridades da
estrutura de concreto e com atenção especial às transições, conforme item anterior.
[Link] Durante a movimentação de desmontagem da linha de vida até chegar no solo, o eletricista do solo
manobra a corda no ID mantendo a linha de vida minimamente tensionada, evitando folgas excessivas
e aproximação de pontos energizados.
O procedimento de escalada se dará de forma idêntica ao método descrito em 7.1.2 (Método Flexibilizado para
Estruturas Metálicas), resguardadas as particularidades da movimentação vertical e horizontal para estrutura de
concreto.
Deve haver atenção à movimentação horizontal do primeiro eletricista, que deverá ser feita de maneira idêntica à do
profissional de inspeção (subitens [Link] ao [Link]), incluindo o procedimento de transposição da ferragem da cadeia
central. Durante toda esta movimentação deve haver atenção especial dos eletricistas em solo que manterão o
controle da linha de vida, para não permitir que a corda fique abaixo do limite de altura da cruzeta.
Para os demais eletricistas, a movimentação vertical e horizontal será idêntica à descrita no Método Restritivo para
estruturas de concreto.
8. RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA
8.1. Todos os movimentos e ações devem ser supervisionados por um profissional responsável de forma
integral. Para as atividades de inspeção dos ativos, o profissional da dupla que ficará em solo atuará na
supervisão. No caso de serviço envolvendo empresa contratada, o encarregado da equipe deverá
responder pela supervisão da atividade. Caso essa supervisão seja interrompida, as atividades devem ser
suspensas imediatamente;
8.2. Antes do início das atividades, o responsável deve assegurar que foram cumpridas todas as etapas
descritas nos itens 5 e 6 (Pré-requisitos para trabalhos em altura e Procedimentos preliminares à escalada);
8.3. O responsável pelas atividades deve verificar se os locais de trabalho estão limpos e desobstruídos de
forma a não atrapalhar à atividade e/ou intervenção, assim como posicionar veículo em local de fácil
acesso à saída para ágil atendimento em caso de acidentes;
8.4. Além dos EPI e EPC citados nesta instrução normativa, em todas as atividades em altura deve estar
disponível kit de primeiros socorros para atendimento em caso de acidentes;
8.5. Durante a execução de trabalhos em altura, não se deve fumar nem utilizar adornos, e conversas paralelas
devem ser evitadas;
8.6. Na movimentação vertical e horizontal manter-se devidamente afastados das partes energizadas,
respeitando as distâncias de segurança, conforme estabelecido na NM-MN-LT-L.002, atentando para que
numa eventual queda não haja aproximação com pontos energizados;
8.7. Não se deve infringir, em hipótese alguma, às determinações das Normas Regulamentadoras vigentes,
principalmente àquelas que envolvam atividades em eletricidade e em altura (NR10, NR35);
8.8. A linha de mão não deve ser utilizada como linha de vida;
8.9. Os EPI, EPC, materiais e equipamentos, que compõem o kit de escalada, necessitam de permanentes
cuidados, a fim de manter suas características, qualidades e capacidades mecânicas, evitando assim,
desgastes prematuros e condições inadequadas nos seus desempenhos. Desta forma faz-se necessário
tomar os seguintes cuidados:
a. Não expor a agentes químicos, solventes ou substâncias corrosivas;
b. Lavar com sabão neutro, enxaguar e secar em local ventilado;
c. Não expor diretamente ao sol, nem lavar com água em alta pressão;
d. Manter dentro da sacola até sua utilização, devendo ser colocados sobre um a lona limpa e seca.
9. RESPONSABILIDADES
9.1. DOML - Departamento de Manutenção de Linhas de Transmissão
a. Divulgar e Implantar esta Instrução de Manutenção (IM) no âmbito do segmento de manutenção de
linhas;
b. Realizar auditoria, quanto ao cumprimento desta instrução, quando necessário;
c. Revisar esta IM sempre que necessário;
d. Certificar os profissionais para trabalhos em altura.
g. Projetar e/ou definir o SPCQ (Sistema de Proteção Coletiva Contra Quedas) dos empregados da
Eletrobras Chesf sempre que necessário;
h. Avaliar e aprovar os SPQ de empresas terceirizadas;
i. Sugerir ao DOML quando julgar necessário, alterações que possam vir a melhorar esta instrução de
manutenção;
j. Realizar auditoria, quanto ao cumprimento desta instrução, quando necessário.
[Link]ÓRICO DE REVISÕES
Edição Descrição Data Responsável
Adaptação a NR-35, principalmente a inclusão de
- Para
06 atividades rotineiras de trabalho em altura a análise 14/05/2013 Denis Augusto de Souza Maciel
de risco poderá estar contemplada no respectivo
procedimento operacional.
[Link]
TIRANTE CABO-GUIA
(CORIMÃO)
PEDAROLAS PARA
ESTRUTURA DE
CONCRETO
Para a fixação de Linha de Vida é fundamental o conhecimento da execução de nós em corda. Existe uma infinidade
de nós para alpinismo/montanhismo/paraquedismo que podem ser aproveitados no meio industrial. Nos trabalhos de
movimentação vertical e horizontal em estruturas de linhas de transmissão ou de telecomunicações e pórticos de
subestações, utiliza-se apenas o nó oito duplo, por vezes chamado apenas de oito.
É um nó que permite a fixação de Linha de Vida às fitas de ancoragem através de mosquetão de modo a fixá-la à
estrutura. Apresenta bom desempenho quando tracionado e grande facilidade de ser desfeito.