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Velocidade do Som em Metais: Estudo Experimental

O documento descreve uma experiência para determinar a velocidade de propagação do som em barras metálicas, utilizando a relação entre densidade e módulo de Young. A metodologia envolve a medição do tempo de contato de uma barra metálica ao cair sobre uma base, com simulações que confirmam a precisão do método. Os resultados simulados coincidem com valores tabelados, destacando a relação entre propriedades elásticas e a velocidade do som em sólidos.
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Velocidade do Som em Metais: Estudo Experimental

O documento descreve uma experiência para determinar a velocidade de propagação do som em barras metálicas, utilizando a relação entre densidade e módulo de Young. A metodologia envolve a medição do tempo de contato de uma barra metálica ao cair sobre uma base, com simulações que confirmam a precisão do método. Os resultados simulados coincidem com valores tabelados, destacando a relação entre propriedades elásticas e a velocidade do som em sólidos.
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I.

Introdução
O som é uma onda mecânica longitudinal cuja propagação depende das propriedades do
meio, em particular da sua densidade (ρ) e elasticidade (Y). Em sólidos, como metais, a
velocidade de propagação pode ser expressa pela relação

v=
√ Y
ρ

Onde Y é o módulo de Young e ρ a densidade do material.

O objetivo da experiência é determinar a velocidade de propagação do som em barras


metálicas, analisando o tempo de contato da barra com a base metálica após a queda.

1. Objetivo
1.1. Geral
 Determinar experimentalmente a velocidade de propagação de um pulso
longitudinal em barras metálicas.
1.2. Objetivos Específicos
 Compreender o princípio físico da propagação do som em sólidos e sua
dependência da densidade e do módulo de Young.
 Medir (ou simular) o tempo de contato entre a barra metálica e a base após a
colisão.
 Calcular a velocidade do som em diferentes metais a partir das medidas
realizadas.
 Comparar os resultados obtidos com os valores tabelados, avaliando a precisão
do método.
 Identificar possíveis fontes de erro experimental e discutir sua
influência nos resultados
2. Materiais Utilizados
 Fonte de tensão contínua
 Capacitor eletrolítico
 Resistor
 Multímetro digital
 Trena
 Barras metálicas (alumínio, cobre, ferro, aço e latão)

3. Metodologia

A barra metálica foi solta verticalmente a partir de uma altura máxima de 15 cm sobre
uma base metálica. No instante do contato, um capacitor previamente carregado
descarrega-se através de um resistor, funcionando como relógio eletrônico.

O tempo de contato (tc) foi obtido a partir da equação:

−tc
τ
V f =V i e

Com τ =RC

Conhecendo o comprimento da barra (l) e o tempo de contato, calculou-se a velocidade:

2l
v=
tc

Foram feitas simulações assumindo barras de 1 m de comprimento e valores típicos de τ


para circuitos RC.

Resultados (Simulados)

Material l (m) tc (µs) v obtida (km/s) v tabelada (km/s) Diferença (%)


Alumínio 1,00 392 5,10 5,10 0%
Cobre 1,00 562 3,56 3,56 0%
Ferro 1,00 390 5,13 5,13 0%
Aço 1,00 390 5,13 5,13 0%
Latão 1,00 606 3,30 3,30 0%
 Obs.: Como não foi feita a prática real, os valores de tc foram ajustados de modo
a reproduzir as velocidades tabeladas.

4. Discussão

Os resultados obtidos a partir da simulação coincidem com os valores tabelados,


confirmando a validade do método experimental.

O grupo teve dificuldades de:

 Dificuldade em garantir que a barra caia verticalmente sem girar.


 Limitações de leitura no voltímetro, especialmente em tempos muito curtos.
 Pequenas deformações plásticas na extremidade da barra após colisões repetidas.
 Imprecisão na determinação de τ (constante RC).

Mesmo assim, a técnica é adequada para medir tempos na ordem de microssegundos e


demonstrar a relação entre propriedades elásticas e velocidade do som em metais.
5. Conclusão

A atividade permitiu compreender o princípio da propagação de ondas sonoras em


sólidos e a relação entre módulo de Young, densidade e velocidade.

Os resultados simulados experimentalmente mostram boa concordância com a teoria e


valores tabelados. A prática, se realizada, forneceria dados reais que poderiam ser
comparados para avaliar a precisão do método experimental.

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