CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO
- UNICSUM -
REGIMENTO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO – UNICSUM
REGIMENTO
- SUMÁRIO -
TÍTULO I - DO CENTRO UNIVERSITÁRIO E DE SEUS OBJETIVOS E FINALIDADES .................. 4
TÍTULO II - DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO ...................... 5
CAPÍTULO I - DOS ÓRGÃOS .............................................................................................................. 5
Seção I - Da Administração Superior ............................................................................................ 6
Subseção I - Do Conselho Universitário ........................................................................................ 6
Subseção II - Da Reitoria e seus Órgãos........................................................................................ 9
Subseção III - Do Reitor ................................................................................................................. 9
Subseção IV - Do Vice-Reitor ....................................................................................................... 10
Subseção V - Dos Órgãos da Reitoria .......................................................................................... 11
Subseção VI - Dos Órgãos Suplementares .................................................................................. 11
Subseção VII - Dos Laboratórios ................................................................................................. 12
Subseção VIII - Do Núcleo de Educação a Distância ................................................................. 12
Subseção IX - Da Biblioteca ......................................................................................................... 12
Seção II - Da Administração Acadêmica ..................................................................................... 12
Subseção I - Do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão ........................................................ 12
Subseção II - Da Administração Acadêmica de Cursos e Programas ...................................... 15
Subseção III - Do Colegiado de Curso ......................................................................................... 16
Subseção IV - Do Núcleo Docente Estruturante ......................................................................... 17
Subseção V - Da Coordenadoria de Curso .................................................................................. 18
Seção III - Dos Serviços Técnico-Administrativos ..................................................................... 19
Subseção I - Da Secretaria ............................................................................................................ 19
Subseção II - Da Biblioteca........................................................................................................... 20
Subseção III - Da Administração ................................................................................................. 20
TÍTULO III - DA ATIVIDADE ACADÊMICA........................................................................................ 21
CAPÍTULO I - DO ENSINO................................................................................................................ 21
Seção I - Dos Níveis e Modalidades De Ensino ........................................................................... 21
Subseção I - Dos Cursos de Graduação ....................................................................................... 22
Subseção II - Dos Programas de Pós-Graduação ....................................................................... 22
Subseção III - Dos Cursos de Especialização, Aperfeiçoamento e Atualização ....................... 22
Subseção IV - Dos Cursos de Extensão ....................................................................................... 22
Subseção V - Dos Cursos Sequenciais.......................................................................................... 23
Subseção VI - Dos Outros Cursos e Programas de Diferentes Níveis e Modalidades ............. 23
Seção II - Da Estrutura dos Cursos ............................................................................................. 23
CAPÍTULO II - DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA ................................................................................. 24
CAPÍTULO III - DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO ..................................................................... 25
CAPÍTULO IV - DO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO ..................................................... 25
Seção I - Do Curso de Pedagogia ................................................................................................. 26
Seção II - Dos Cursos de Licenciatura......................................................................................... 27
Seção III - Dos Programas de Formação Continuada................................................................ 27
Seção IV - Dos Programas Especiais de Formação Pedagógica ................................................ 28
TÍTULO IV - DO REGIME ESCOLAR .................................................................................................... 28
CAPÍTULO I - DO ANO LETIVO ...................................................................................................... 28
CAPÍTULO II - DO PROCESSO SELETIVO ..................................................................................... 28
CAPÍTULO III - DA MATRÍCULA .................................................................................................... 29
CAPÍTULO IV - DA TRANSFERÊNCIA E DO APROVEITAMENTO DE ESTUDOS .................. 30
CAPÍTULO V - DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR................................................ 31
CAPÍTULO VI - DOS ESTÁGIOS ...................................................................................................... 37
CAPÍTULO VII - DA COMPENSAÇÃO DE AUSÊNCIAS .............................................................. 37
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TÍTULO V - DA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA ............................................................................. 38
CAPÍTULO I - DO CORPO DOCENTE ............................................................................................. 38
CAPÍTULO II - DO CORPO DISCENTE ........................................................................................... 39
CAPÍTULO III - DO CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO ........................................................ 40
TÍTULO VI - DO REGIME DISCIPLINAR ............................................................................................. 40
CAPÍTULO I - DO REGIME DISCIPLINAR GERAL ....................................................................... 40
CAPÍTULO II - DO REGIME DISCIPLINAR DO CORPO DOCENTE ........................................... 41
CAPÍTULO III - DO REGIME DISCIPLINAR DO CORPO DISCENTE ......................................... 42
CAPÍTULO IV - DO REGIME DISCIPLINAR DO CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO........ 43
TÍTULO VII - DOS TÍTULOS E DIGNIDADES ACADÊMICAS .......................................................... 43
CAPÍTULO I - DOS DIPLOMAS E CERTIFICADOS ....................................................................... 43
CAPÍTULO II - DOS TÍTULOS HONORÍFICOS .............................................................................. 44
TÍTULO VIII - DAS RELAÇÕES COM A ENTIDADE MANTENEDORA .......................................... 45
TÍTULO IX - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS............................................................................................ 45
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO – UNICSUM
REGIMENTO
TÍTULO I
DO CENTRO UNIVERSITÁRIO E DE SEUS OBJETIVOS E FINALIDADES
Art. 1º O CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO – UNICSUM, com limite
territorial de atuação circunscrito ao município de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, e
doravante denominado “Centro Universitário”, é uma instituição de ensino superior mantida pela
ASSUPERO ENSINO SUPERIOR LTDA., sociedade empresária limitada, com fins lucrativos,
inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.099.229/0001-01, com sede e foro em São Paulo/SP, registrada na
JUCESP sob NIRE nº 3523113603-9 em 6 de julho de 2018.
§ 1º O CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO – UNICSUM, conforme
decisão administrativa final do processo e-MEC nº 202004254, é a instituição incorporadora da
Faculdade Juiz de Fora – FJF, instituição de ensino superior com limite territorial de atuação
circunscrito ao município de Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, também mantida pela
ASSUPERO ENSINO SUPERIOR LTDA.
§ 2º O CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO – UNICSUM conserva sua
denominação e sigla como instituição resultante da sua unificação com a Faculdade Juiz de Fora –
FJF.
§ 3º O CENTRO UNIVERSITÁRIO DO SUDESTE MINEIRO – UNICSUM, instituição
privada, particular em sentido estrito, doravante denominado “Centro Universitário”, rege-se por
este Regimento, pelo seu Estatuto, pela legislação do ensino superior e pelas normas previstas no
Contrato Social da Entidade Mantenedora.
§ 4º A instalação de unidades de ensino nos limites do município de Juiz de Fora, Estado de
Minas Gerais, ocorrerá de acordo com o planejamento da Entidade Mantenedora e em consonância
com o Plano de Desenvolvimento Institucional do Centro Universitário, nos termos da legislação.
Art. 2º São objetivos e finalidades do Centro Universitário:
I - formar profissionais de nível superior, nas diferentes áreas de conhecimento, para
participar do desenvolvimento da sociedade brasileira;
II - incentivar o trabalho de pesquisa, notadamente como iniciação científica, visando ao
desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da cultura;
III - promover a extensão, aberta à participação da população, para difundir as conquistas e
benefícios resultantes da criação cultural e do conhecimento científico;
IV - estimular a criação cultural, por meio da promoção de eventos diversificados;
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V - desenvolver atividades educativas, culturais, humanistas, técnicas e científicas que
beneficiem efetivamente a comunidade onde se insere;
VI - promover o estudo sistemático de problemas atuais, em particular os nacionais e
regionais, prestando serviços especializados à comunidade e estabelecendo com esta uma relação de
reciprocidade e parceria; e
VII - transmitir o saber por meio do ensino, de publicações e de outras formas de
comunicação.
Parágrafo único. Para a consecução de suas finalidades, o Centro Universitário desenvolverá
suas atividades, atendida a legislação vigente, estabelecendo intercâmbio com entidades e
instituições nacionais e estrangeiras por meio de contrato ou convênio.
TÍTULO II
DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO CENTRO UNIVERSITÁRIO
CAPÍTULO I
DOS ÓRGÃOS
Art. 3º A estrutura administrativa do Centro Universitário compõe-se dos seguintes órgãos:
I - Administração Superior
Órgãos de natureza deliberativa e consultiva:
1. Conselho Universitário (CONSUNI)
Órgãos executivos:
1. Reitoria
II - Administração Acadêmica
Órgãos de natureza deliberativa e consultiva:
1. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE)
2. Colegiados de Curso
3. Núcleo Docente Estruturante
Órgãos executivos:
1. Coordenadorias de curso
Parágrafo único. A incorporação da Faculdade Juiz de Fora – FJF não alterará a estrutura
administrativa da instituição incorporadora.
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Seção I
Da Administração Superior
Subseção I
Do Conselho Universitário
Art. 4º O Conselho Universitário – CONSUNI, órgão máximo de natureza normativa,
consultiva, deliberativa e jurisdicional do Centro Universitário, em assuntos de planejamento e
administração geral, em matéria de ensino, pesquisa e extensão, é constituído por:
I - Reitor;
II - Vice- Reitor;
III - Pró-Reitores;
IV - um representante dos coordenadores de cursos de graduação;
V - um representante dos coordenadores dos programas de pós-graduação, pesquisa,
extensão;
VI - um representante do corpo docente;
VII - um representante do corpo discente;
VIII - um representante da mantenedora;
IX - um representante do corpo técnico-administrativo;
X - um representante da sociedade civil organizada, escolhido pelo Conselho Universitário,
dentre os indicados pelos órgãos representativos da sociedade.
§ 1º Os membros do Conselho Universitário têm os seguintes mandatos:
I - dois anos para Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores, representante dos coordenadores de
cursos de graduação, representante dos coordenadores dos programas de pós-graduação,
representante do corpo docente e representante do corpo técnico-administrativo, podendo ser
reconduzido;
II - um ano para o representante do corpo discente, vedada a sua recondução; e
III - dois anos para o representante da sociedade civil organizada, podendo ser reconduzido.
§ 2º Os representantes constantes dos incisos IV, V, VI, VII serão indicados por seus pares
em listas tríplices.
§ 3º Todos os membros serão designados pelo Presidente do Conselho Universitário.
§ 4º A Presidência será exercida pelo Reitor, que terá direito ao voto de qualidade.
6
§ 5º O funcionamento do Conselho Universitário será regido por Regulamento próprio.
§ 6º A perda do vínculo com o Centro Universitário de qualquer membro do Conselho
Universitário implicará, automaticamente, na perda do respectivo mandato.
Art. 5º São atribuições do Conselho Universitário:
I - apreciar a proposta orçamentária do Centro Universitário a ser submetida à Entidade
Mantenedora;
II - decidir os recursos interpostos de decisões dos demais órgãos, em matéria didático-
científica e disciplinar;
III - aprovar e reformar o Estatuto do Centro Universitário, ouvido o Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão em matérias didático-pedagógicas, para encaminhamento ao Conselho
Nacional de Educação;
IV - aprovar e reformular este Regimento, ouvido o Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão em matérias de sua competência;
V - aprovar o regulamento disciplinar do corpo docente, discente e técnico-administrativo,
assim como exercer o poder disciplinar originariamente ou em grau de recurso;
VI - aprovar projetos para o planejamento geral e de desenvolvimento do Centro
Universitário;
VII - aprovar relatórios da Reitoria e seus diversos órgãos;
VIII - aprovar seu regimento interno, assim como as normas de funcionamento dos órgãos
do Centro Universitário, excetuadas as do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e Colegiados
de Curso;
IX - aprovar, por indicação da Reitoria, a concessão de títulos honoríficos;
X - autorizar o Reitor a celebrar convênios com entidades públicas ou privadas, assim como
homologar os que forem firmados;
XI - decretar o recesso parcial ou total das atividades acadêmicas de cursos e programas;
XII - aprovar o quadro de pessoal docente e técnico-administrativo e suas alterações, bem
como estabelecer normas referentes à administração dos recursos humanos, considerando os meios
existentes, ouvida previamente a Entidade Mantenedora;
XIII - deliberar sobre atos de indisciplina individual ou coletiva, por solicitação do Reitor;
XIV - deliberar sobre atos praticados pelo Reitor ad referendum deste Conselho;
XV - deliberar sobre o plano de capacitação do corpo docente e técnico-administrativo,
encaminhado pelo Reitor;
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XVI - estabelecer critérios e normas referentes à sistemática para expedição de atos
normativos do Centro Universitário;
XVII - estabelecer procedimentos referentes ao processo de avaliação institucional do
Centro Universitário e de seus cursos;
XVIII - exercer as demais atribuições que, por sua natureza, sejam de sua competência,
assim como aprovar normas complementares à execução das atividades previstas no Estatuto;
XIX - exercer jurisdição superior e delinear a política geral do Centro Universitário;
XX - instituir símbolos, bandeiras e flâmulas no âmbito do Centro Universitário;
XXI - intervir, esgotadas as vias ordinárias, nos órgãos do Centro Universitário, bem como
avocar a si atribuições a eles conferidas;
XXII - julgar originariamente, ou em grau de recurso, matéria relativa à aplicação de
sanções disciplinares ou administrativas aos membros da comunidade universitária;
XXIII - sugerir medidas que visem ao aperfeiçoamento das atividades do Centro
Universitário;
XXIV - decidir, à vista de planos aprovados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão,
sobre a criação, agregação, incorporação, modificação ou extinção de cursos;
XXV - propor à Entidade Mantenedora a destinação de verbas adicionais e suplementares na
vigência do exercício, para o atendimento a eventuais necessidades;
XXVI - exercer as demais atribuições de sua competência, por força da lei, deste Regimento
e do Estatuto;
XXVII - decidir os casos omissos deste Regimento e do Estatuto.
§ 1º O Conselho Universitário atua em conformidade com este Regimento e com as normas
estabelecidas no Estatuto.
§ 2º As decisões do Conselho Universitário envolvendo questões financeiras não previstas
no plano de execução orçamentária do Centro Universitário devem ser precedidas de parecer
favorável da Entidade Mantenedora.
§ 3º O Conselho Universitário reúne-se, ordinariamente uma vez a cada semestre letivo e,
extraordinariamente tantas vezes quantas necessárias, por convocação do Reitor ou pela maioria
absoluta de seus membros;
§ 4º As decisões do Conselho Universitário podem, conforme a natureza, assumir forma de
Resolução, Parecer ou Portaria a serem fixadas pelo Reitor.
8
Subseção II
Da Reitoria e seus Órgãos
Art. 6º A Reitoria é o órgão executivo superior do Centro Universitário que centraliza,
superintende, coordena e fiscaliza todas as atividades universitárias de acordo com os
procedimentos definidos neste Regimento, no Estatuto e nos regulamentos aprovados pelos
Conselhos Superiores.
Art. 7º São órgãos da Reitoria:
I - Gabinete da Reitoria;
II - Pró-Reitoria Acadêmica;
III - Pró-Reitoria Administrativa;
IV - Assessorias e órgãos suplementares;
Parágrafo único. Mediante a aprovação da Reitoria poderão ser criados outros órgãos na sua
estrutura.
Subseção III
Do Reitor
Art. 8º O Reitor será designado pela Entidade Mantenedora para um mandato de dois anos,
permitida a recondução, ao qual compete a administração geral do Centro Universitário, sua
articulação com a Entidade Mantenedora e suas relações com órgãos governamentais e instituições
congêneres, nacionais e internacionais.
Art. 9º São atribuições do Reitor:
I - dirigir o Centro Universitário e representá-lo, em juízo e fora dele;
II - zelar pela fiel observância da legislação vigente;
III - convocar e presidir os Conselhos Superiores do Centro Universitário e implementar
suas decisões;
IV - presidir qualquer reunião universitária a que comparecer;
V - propor à Entidade Mantenedora a admissão, a contratação, a licença e a dispensa de
professores e servidores do Centro Universitário, na forma estabelecida na Lei, neste Regimento e
no Estatuto;
VI - designar os coordenadores de curso, os dirigentes dos órgãos da Reitoria e demais
órgãos do Centro Universitário, na forma estabelecida por este Regimento e pelo Estatuto;
VII - zelar pela manutenção da ordem e disciplina, no âmbito de suas atribuições,
respondendo por abuso ou omissão;
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VIII - supervisionar a formulação do Plano de Desenvolvimento Institucional do Centro
Universitário, e a do planejamento orçamentário, para exame e aprovação dos órgãos competentes;
IX - organizar e submeter ao Conselho Universitário e à Entidade Mantenedora, nos prazos
estabelecidos, o relatório e as contas de sua gestão;
X - enviar às autoridades educacionais competentes relatório anual sobre o funcionamento
do Centro Universitário;
XI - conferir grau, por si ou por delegado seu, aos diplomados pelo Centro Universitário;
XII - desempenhar funções e praticar atos outros não especificados neste Regimento e no
Estatuto, mas inerentes à função de Reitor;
XIII - expedir e assinar diplomas e certificados de cursos e programas de educação superior
e de títulos honoríficos concedidos pelo Centro Universitário;
XIV - propor a concessão de títulos honoríficos especiais e de prêmios, conforme previsto
neste Regimento e no Estatuto;
XV - constituir grupos de trabalho ou comissões especiais, permanentes ou temporárias, para
fins específicos e comissões encarregadas de processos administrativos;
XVI - firmar contratos, acordos e convênios;
XVII - baixar portarias, resoluções e demais atos normativos referentes a deliberações dos
colegiados que preside e a decisões da instância executiva;
XVIII - intermediar qualquer documento ou proposta a ser encaminhada aos Órgãos
Colegiados Superiores;
XIX - propor alteração ou reforma deste Regimento e do Estatuto; e
XX - adotar, em casos excepcionais, decisão ad referendum do Conselho Universitário e do
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, devendo encaminhar para deliberação do respectivo
Conselho, na reunião imediata.
Parágrafo único. Em seus afastamentos e impedimentos, o Reitor é substituído pelo Vice-
Reitor, que também o sucederá em caso de vacância, até novo provimento.
Subseção IV
Do Vice-Reitor
Art. 10. O Vice-Reitor, designado pelo Reitor para um mandato de dois anos, tem
atribuições permanentes no âmbito do Centro Universitário, definidas pela Reitoria, assim como
atribuições delegadas, competindo-lhe ainda:
I - substituir o Reitor nos seus impedimentos eventuais;
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II - exercer outras funções para as quais tenha sido designado pelo Reitor.
Subseção V
Dos Órgãos da Reitoria
Art. 11. O Gabinete da Reitoria é o órgão de apoio executivo e administrativo do Reitor e do
Vice-Reitor, ao qual compete prestar-lhes toda assistência e assessoramento administrativo
necessários ao desempenho de suas funções, cuja organização, funcionamento e demais
competências são definidas em regulamento próprio, sendo o seu titular escolhido e designado pelo
Reitor.
Art. 12. A Pró-Reitoria Acadêmica é o órgão executivo responsável pelo planejamento,
coordenação, execução, controle e avaliação de todas as atividades acadêmicas de ensino, iniciação
científica, extensão e cultura do Centro Universitário, cujas atribuições serão fixadas em
regulamento próprio.
§ 1º Na organização da Pró-Reitoria Acadêmica, as Coordenadorias de Curso ficarão a ela
subordinadas.
§ 2º A Pró-Reitoria Acadêmica está a cargo de um Pró-Reitor Acadêmico, designado pelo
Reitor.
Art. 13. A Pró-Reitoria Administrativa é o órgão executivo responsável pelo planejamento,
coordenação, execução, controle e avaliação de todas as atividades administrativas, financeiras e de
pessoal do Centro Universitário, cujas atribuições serão fixadas em regulamento próprio.
Parágrafo único. A Pró-Reitoria Administrativa está a cargo de um Pró-Reitor
Administrativo, designado pelo Reitor.
Art. 14. As Assessorias e órgãos suplementares são órgãos de assessoramento e de apoio às
atividades acadêmicas e administrativas da Reitoria e Pró-Reitorias, criadas pelo Reitor, cuja
organização, competências e atribuições são por ele definidas em regulamento próprio.
Subseção VI
Dos Órgãos Suplementares
Art. 15. Os órgãos suplementares do Centro Universitário, subordinados à Pró-Reitoria
Acadêmica, são:
I - Laboratórios;
II - Núcleo de Educação a Distância;
III - Biblioteca.
Parágrafo único. Outros órgãos suplementares poderão ser criados, de acordo com as
necessidades do Centro Universitário.
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Subseção VII
Dos Laboratórios
Art. 16. As competências, estrutura e funcionamento dos Laboratórios serão especificados
em regulamento próprio.
Subseção VIII
Do Núcleo de Educação a Distância
Art. 17. O Núcleo de Educação a Distância coordena as atividades desenvolvidas na
modalidade de ensino a distância.
Art. 18. As competências, estrutura e funcionamento do Núcleo de Educação a Distância
serão especificados em regulamento próprio.
Subseção IX
Da Biblioteca
Art. 19. A Biblioteca é responsável pelo contínuo provimento, guarda, manutenção,
atualização e divulgação do acervo e da produção científica e cultural do Centro Universitário,
constituindo-se em foco de cultura, de informação e de conhecimento, podendo apoiar e
desenvolver programas e projetos de incentivo à cultura em geral, à leitura e à formação de leitores.
Art. 20. As competências, estrutura e funcionamento da Biblioteca serão especificados em
regulamento próprio.
Seção II
Da Administração Acadêmica
Subseção I
Do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão
Art. 21. O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE, órgão superior de
natureza consultiva, normativa e deliberativa, em matérias relativas ao ensino, à pesquisa e à
extensão, tem a seguinte constituição:
I - Reitor, seu presidente nato;
II - Vice-Reitor;
III - Pró-Reitores;
IV - um representante dos coordenadores de cursos de graduação;
V - um representante dos coordenadores de programas de pós-graduação;
VI - um representante do corpo docente;
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VII - um representante do corpo discente;
VIII - um representante da sociedade civil organizada.
§ 1º Os membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE serão
designados pelo Reitor e têm os seguintes mandatos:
I - dois anos para Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores, representante dos coordenadores de
cursos de graduação, representante dos coordenadores de programas de pós-graduação e
representante do corpo docente, podendo ser reconduzido;
II - um ano para o representante discente, vedada a recondução; e
III - dois anos para o representante da sociedade civil organizada, podendo ser reconduzido.
§ 2º Os membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão relativos aos incisos IV, V,
VI, VII serão indicados por seus pares em listas tríplices e escolhidos pelo Reitor, sendo vedada a
indicação do representante do corpo docente com assento obrigatório em função de cargo.
§ 3º Poderá ser convocado para participar das reuniões do Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão, com direito a voz, dirigente de órgão ou setor do Centro Universitário, sempre que
houver matéria de interesse, a critério do Reitor.
§ 4º A perda do vínculo com o Centro Universitário de qualquer membro do Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão implicará, automaticamente, na perda do respectivo mandato.
Art. 22. Compete ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, visando garantir sua
autonomia didático-científica, no limite dos recursos orçamentários postos à sua disposição pela
Entidade Mantenedora, a decisão de:
I - aprovar a criação, expansão, modificação e extinção de cursos e programas de educação
superior, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, observada a legislação vigente;
II - aprovar a programação das atividades e o respectivo calendário acadêmico do Centro
Universitário;
III - aprovar as normas complementares a este Regimento e ao Estatuto referentes à
verificação do rendimento escolar e promoção de alunos para os cursos e programas de educação
superior;
IV - aprovar as normas e os procedimentos a serem adotados para as diversas formas de
processo seletivo de ingresso aos cursos e programas de educação superior;
V - aprovar as normas e os procedimentos complementares a este Regimento e ao Estatuto
relativas a aproveitamento e adaptação de estudos de alunos regulares, transferidos e das diversas
formas de ingresso nos cursos e programas de educação superior;
VI - aprovar as normas gerais para a elaboração e o cumprimento dos planos de ensino de
disciplinas a serem adotados pelas respectivas coordenadorias de curso;
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VII - aprovar as normas para a concessão de láurea acadêmica aos concluintes dos cursos de
graduação e pós-graduação;
VIII - aprovar as normas para o desenvolvimento e verificação da aprendizagem de estágio,
trabalho de conclusão de curso, monografia, disciplinas com características especiais e outras, dos
cursos e programas de educação superior;
IX - aprovar o regulamento referente à organização e ao funcionamento dos Colegiados de
Curso;
X - aprovar os projetos pedagógicos dos cursos e programas de educação superior, de cursos
e programas experimentais, em suas diferentes modalidades, assim como suas alterações,
observadas as diretrizes gerais pertinentes e legislação em vigor;
XI - aprovar seu regimento interno;
XII - deliberar sobre atos praticados pelo Reitor ad referendum deste Conselho;
XIII - emitir parecer sobre proposta de alteração deste Regimento e do Estatuto do Centro
Universitário em matérias de natureza didático-pedagógicas;
XIV - estabelecer a política do Centro Universitário para o ensino, a iniciação científica e a
extensão, nas várias áreas do conhecimento, bem como de outras atividades de caráter científico,
cultural ou social;
XV - estabelecer normas e procedimentos para a elaboração, aprovação e acompanhamento
de planos, programas e projetos de ensino, iniciação científica, monitoria, produção artística,
atividades de extensão e outros, inclusive quanto à expedição de documentos e certificados, quando
for o caso;
XVI - estabelecer normas e procedimentos para avaliar o desempenho do Centro
Universitário nas áreas do ensino, da iniciação científica e da extensão, estabelecendo medidas que
assegurem o constante crescimento de sua qualidade;
XVII - estabelecer normas para antecipação da conclusão de curso aos alunos que tenham
extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado por meio de provas e outros instrumentos
de avaliação específicos, aplicados por banca examinadora especial, observada a legislação vigente;
XVIII - exercer quaisquer outras atribuições que, por sua natureza, lhe estejam afetas;
XIX - fixar normas acadêmicas complementares às contidas neste Regimento e no Estatuto
sobre ingresso, matrícula, trancamento, cancelamento, reingresso, transferência, monitoria, bolsa,
adaptação e dependência de alunos, nas diversas modalidades de cursos e programas de educação
superior, observada a legislação vigente;
XX - estabelecer o número inicial e deliberar sobre a ampliação ou redução das vagas nos
cursos e programas de educação superior, de acordo com a capacidade estrutural e financeira do
Centro Universitário e as exigências do seu meio;
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XXI - julgar recursos contra decisões dos Colegiados de Curso, no caso de arguição de
ilegalidade, em matéria de sua competência;
XXII - propor ao Conselho Universitário normas para a elaboração do Plano de Carreira do
Magistério;
XXIII - propor ao Conselho Universitário normas sobre as condições de admissão,
promoção, licença e capacitação de professores;
XXIV - sugerir e apreciar medidas que visem ao aperfeiçoamento das atividades acadêmicas
do Centro Universitário.
§ 1º O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão atua em conformidade com este Regimento
e com as normas estabelecidas no Estatuto e em seu regimento interno.
§ 2º Das decisões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão só cabe recurso ao Conselho
Universitário, no caso de estrita arguição de nulidade ou ilegalidade.
§ 3º As decisões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão que envolvam questões
financeiras não previstas no plano de execução orçamentária do Centro Universitário, devem ser
precedidas de parecer favorável da Entidade Mantenedora.
§ 4º O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão reúne-se, ordinariamente, uma vez a cada
semestre letivo e extraordinariamente tantas vezes quantas necessárias, por convocação do Reitor
ou da maioria absoluta do seu colegiado.
§ 5º As decisões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão podem, conforme a natureza,
assumir a forma de Resolução, Parecer ou Portaria a serem fixadas pelo Reitor.
Art. 23. O Reitor pode vetar, total ou parcialmente, decisões do Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão, devendo, neste caso, apresentar as razões do veto no prazo máximo de quinze
dias, contados da data da decisão, convocando o Conselho, neste mesmo prazo, para conhecimento
e deliberação final.
Parágrafo único. A rejeição do veto do Reitor pode ocorrer somente pelo voto de, no
mínimo, dois terços dos membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Subseção II
Da Administração Acadêmica de Cursos e Programas
Art. 24. Os cursos e programas de educação superior do Centro Universitário são
administrados em consonância com o respectivo projeto pedagógico, objetivando a formação de
profissionais em uma determinada área ou campo de atuação, cujo perfil deve adequar-se
permanentemente às exigências da sociedade e à legislação vigente.
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Subseção III
Do Colegiado de Curso
Art. 25. O Colegiado de Curso, órgão de natureza consultiva e auxiliar, com função de
analisar e propor medidas didático-pedagógicas para o funcionamento do curso e para a sua
integração nos diversos programas de ensino, de iniciação científica e de extensão, tem a seguinte
constituição:
I - coordenador do curso, seu presidente nato;
II - cinco representantes do corpo docente que participam das atividades didáticas do curso;
III - um representante do corpo discente.
§ 1º O Colegiado de Curso é presidido pelo Coordenador do curso e em seu afastamento ou
impedimento, pelo professor mais antigo na carreira docente no Centro Universitário.
§ 2º Os representantes do corpo docente são escolhidos por seus pares, participantes das
atividades didáticas do curso, para mandato de dois anos, permitida a recondução, observada a
representação docente por série do curso, sempre que for possível.
§ 3º O representante discente é indicado de acordo com as normas aprovadas pelo Conselho
Universitário.
§ 4º O funcionamento do Colegiado de Curso, assim como as normas complementares para
sua constituição, obedece a dispositivos estabelecidos em regulamento próprio, aprovado pelo
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Art. 26. Compete ao Colegiado de Curso:
I - propor ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão normas para a concessão de láurea
acadêmica aos concluintes dos cursos de graduação e pós-graduação;
II - aprovar o planejamento das atividades do curso incluindo a programação da semana
acadêmica, proposta pela Coordenadoria do Curso;
III - aprovar, para encaminhamento ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, o projeto
pedagógico de curso, assim como suas alterações, observadas as diretrizes gerais pertinentes e a
legislação em vigor;
IV - manifestar-se, quando consultado, sobre processos de matrícula, aproveitamento de
estudos, trancamento, cancelamento, reingresso, transferência, monitoria, bolsas, adaptação e
dependência de aluno;
V - elaborar regulamento referente à organização e ao funcionamento do Colegiado de
Curso, para aprovação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão;
VI - encaminhar proposta de normas para o desenvolvimento e verificação da aprendizagem
de estágio, trabalho de conclusão de curso, monografia, disciplinas com características especiais e
16
outras, contidas no currículo do curso, a serem aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão;
VII - exercer quaisquer outras atribuições que, por sua natureza, lhe estejam afetas;
VIII - emitir parecer nos recursos que envolvam questões referentes à verificação da
aprendizagem e do rendimento escolar;
IX - sugerir à Pró-Reitoria Acadêmica, para os encaminhamentos necessários, os
procedimentos a serem adotados para as diversas formas de processo seletivo de ingresso no curso;
X - sugerir e apreciar medidas que visem ao aperfeiçoamento das atividades acadêmicas do
curso.
Subseção IV
Do Núcleo Docente Estruturante
Art. 27. A concepção, implantação e consolidação dos Projetos Pedagógicos de cada curso
são de responsabilidade do Núcleo Docente Estruturante (NDE), órgão consultivo constituído por
membros escolhidos dentre os docentes de cada curso.
§ 1º O Coordenador do Curso será o presidente nato do NDE.
§ 2º O NDE deverá ser composto, obrigatoriamente, por, pelo menos, 5 professores
pertencentes ao corpo docente do curso.
§ 3º O NDE deverá ter pelo menos 60% de seus membros com titulação acadêmica obtida
em programas de pós-graduação stricto sensu.
§ 4º O NDE deverá ter seus membros em regime de trabalho de tempo parcial ou integral,
sendo pelo menos 20% em tempo integral.
Art. 28. Compete ao Núcleo Docente Estruturante (NDE):
I - elaborar o Projeto Pedagógico do Curso definindo sua concepção e fundamentos;
II - estabelecer o perfil profissional do egresso do Curso;
III - atualizar periodicamente o Projeto Pedagógico do Curso;
IV - conduzir os trabalhos de reestruturação curricular sempre que necessário;
V - supervisionar as formas de avaliação e acompanhamento do curso;
VI - analisar e avaliar os Planos de Ensino dos componentes curriculares;
VII - promover a integração horizontal e vertical do curso, respeitando os eixos
estabelecidos pelo projeto pedagógico; e
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VIII - acompanhar as atividades do corpo docente, recomendando ao Colegiado de Curso a
indicação ou substituição de docentes, quando necessário.
Subseção V
Da Coordenadoria de Curso
Art. 29. A Coordenadoria de curso constitui o núcleo básico da estrutura do Centro
Universitário para os efeitos de organização didático-pedagógica, visando ao avanço do
conhecimento e a sua atualização em todos os campos do saber e áreas do conhecimento.
Parágrafo único. Cada Coordenadoria tem um Coordenador, cuja escolha e designação ficará
a cargo do Reitor, tendo por função a superintendência, a coordenação e fiscalização das atividades
didático-científicas, disciplinares e administrativas do curso.
Art. 30. São atribuições dos Coordenadores de curso:
I - definir ou redefinir a concepção, os objetivos e finalidades e o perfil do profissional a ser
formado pelo curso;
II - colaborar com os docentes na elaboração de planos de ensino e em projetos de natureza
pedagógica;
III - sugerir alterações curriculares e o ajustamento de planos de ensino de disciplinas, de
acordo com os objetivos do curso e do perfil do profissional a ser formado e com as diretrizes
curriculares aprovadas pelo Ministério da Educação;
IV - promover a discussão e análise das ementas e conteúdos programáticos das disciplinas,
visando à interdisciplinaridade e à integração do corpo docente aos objetivos do curso;
V - fomentar a discussão teórica e o avanço prático de metodologias de ensino adequadas às
diferentes disciplinas do curso;
VI - estabelecer normas para o desenvolvimento e controle dos estágios curriculares e
extracurriculares;
VII - executar periodicamente a autoavaliação do curso e a avaliação institucional;
VIII - opinar nos processos de seleção, contratação, afastamento e substituição de
professores;
IX - apreciar as recomendações dos docentes e discentes sobre assuntos de interesse do
curso;
X - decidir sobre a dependência de disciplinas na programação acadêmica do aluno,
respeitado o disposto neste Regimento e em normas do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão;
XI - definir a organização e a administração de laboratórios e materiais relativos ao ensino;
XII - estimular o programa de monitoria;
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XIII - incentivar o desenvolvimento de projetos de aplicação prática;
XIV - estimular práticas de estudo independente, visando à progressiva autonomia
intelectual e profissional do estudante;
XV - encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas
fora do ambiente escolar;
XVI - elaborar o horário escolar do curso e fornecer à Pró-Reitoria Acadêmica os subsídios
para a organização do Calendário Escolar;
XVII - orientar, coordenar e supervisionar as atividades do curso;
XVIII - fiscalizar a observância do regime escolar e o cumprimento dos programas e planos
de ensino, bem como a execução dos demais projetos;
XIX - emitir parecer sobre aproveitamento de estudos e propostas de adaptações de curso;
XX - exercer o poder disciplinar no âmbito do curso; e
XXI - exercer outras atribuições conferidas por este Regimento e por normas
complementares emanadas do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Seção III
Dos Serviços Técnico-Administrativos
Art. 31. Os serviços técnico-administrativos do Centro Universitário, órgãos de apoio
ligados diretamente à Pró-Reitoria Administrativa, são:
I - Secretaria;
II - Biblioteca; e
III - Administração.
Subseção I
Da Secretaria
Art. 32. A Secretaria, órgão de coordenação e execução dos serviços escolares, é dirigida por
um Secretário, contratado pela Mantenedora.
Art. 33. São atribuições da Secretaria:
I - organizar, conferir e manter atualizada a escrituração escolar;
II - assegurar a preservação dos documentos escolares;
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III - publicar, regularmente, o quadro de aproveitamento de notas e de faltas, para
conhecimento dos alunos;
IV - organizar e atualizar a coleção de leis, regulamentos, instruções e os livros de
escrituração;
V - redigir e publicar os editais de chamada para exames e matrículas, após aprovação da
Pró-Reitoria Acadêmica;
VI - secretariar e lavrar a competente ata das reuniões do Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão - CONSEPE;
VII - expedir a correspondência do Centro Universitário;
VIII - atender pedido de informação ou de esclarecimento de interessados;
IX - expedir diplomas e demais documentos que lhe são afeitos; e
X - exercer as demais atribuições previstas em Lei e neste Regimento ou que lhe forem
conferidas pela Pró-Reitoria Acadêmica.
Subseção II
Da Biblioteca
Art. 34. A Biblioteca é dirigida por profissional devidamente habilitado na área, contratado
pela Entidade Mantenedora.
Art. 35. São atribuições do Bibliotecário:
I - registrar, catalogar, classificar e conservar o material bibliográfico do Centro
Universitário;
II - organizar coleções de referência bibliográfica e mantê-las atualizadas;
III - manter serviços de informações e intercâmbios; e
IV - exercer as demais atribuições previstas em Lei e neste Regimento ou que lhe forem
conferidas pela Pró-Reitoria Administrativa.
Subseção III
Da Administração
Art. 36. A Administração do Centro Universitário é feita por profissional devidamente
credenciado, contratado pela Entidade Mantenedora, com as seguintes atribuições:
I - subsidiar a Pró-Reitoria Administrativa na elaboração do orçamento anual do Centro
Universitário;
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II - efetuar os controles financeiro, de pessoal, de material e de manutenção, e a conservação
do Centro Universitário;
III - acompanhar a execução orçamentária;
IV - efetuar compras de materiais de consumo, quando autorizadas pela Entidade
Mantenedora;
V - efetuar a contratação de serviços de terceiros, quando autorizada pela Entidade
Mantenedora; e
VI - exercer as demais atribuições previstas neste Regimento ou que lhe forem conferidas
pela Pró-Reitoria Administrativa.
Parágrafo único. Outros serviços administrativos, incluindo tesouraria, contabilidade,
manutenção e zeladoria poderão ser prestados diretamente por órgãos da própria Mantenedora.
TÍTULO III
DA ATIVIDADE ACADÊMICA
CAPÍTULO I
DO ENSINO
Art. 37. O ensino, a iniciação científica e as atividades de extensão são exercidos de forma
articulada e obedecem a uma política geral de prioridades voltadas para a realidade regional, sem
prejuízo da liberdade acadêmica.
Art. 38. O ensino é a principal forma de conduzir o Centro Universitário ao cumprimento de
sua dimensão educativa, com vistas à formação do profissional de nível superior e à difusão de
valores éticos e sociais, da ciência e da tecnologia, desenvolvendo assim o entendimento do ser
humano e do meio em que vive.
Seção I
Dos Níveis e Modalidades De Ensino
Art. 39. Para a consecução de suas finalidades de ensino, iniciação científica e extensão, o
Centro Universitário ministra cursos e programas de educação superior, compreendendo as
seguintes categorias:
I - cursos de graduação;
II - programas de pós-graduação;
III - cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização;
IV - cursos de extensão;
V - cursos sequenciais;
21
VI - outros cursos e programas de diferentes níveis e modalidades de ensino.
Subseção I
Dos Cursos de Graduação
Art. 40. Os cursos de graduação têm por finalidade a transmissão do conhecimento
científico, da capacidade de análise e a formação profissional básica de nível superior, viabilizando,
simultaneamente, o preparo, a especialização, a atualização constante e a integração do profissional
ao mercado de trabalho.
Art. 41. O acesso aos cursos de graduação obedece aos procedimentos e requisitos de
ingresso e matrícula aprovados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, observada a
legislação vigente.
Subseção II
Dos Programas de Pós-Graduação
Art. 42. Os programas de pós-graduação têm por objetivo o enriquecimento da formação
didático-científica, artística ou profissional aprofundada, desenvolvendo o domínio das técnicas de
investigação, a capacidade de pesquisa e a produção de conhecimento nos diferentes campos do
saber.
Art. 43. Os programas de pós-graduação são abertos a candidatos diplomados em cursos de
graduação e que atendam às normas estabelecidas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão,
observada a legislação vigente.
Subseção III
Dos Cursos de Especialização, Aperfeiçoamento e Atualização
Art. 44. Os cursos de especialização têm por finalidade proporcionar formação técnica,
científica e cultural, aprofundada nos diferentes ramos do saber, cujas normas e procedimentos para
organização, funcionamento e acesso são aprovados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão,
observada a legislação vigente.
Art. 45. Os cursos de aperfeiçoamento e atualização visam rever conhecimentos e técnicas
específicas e apresentar inovações em qualquer área do conhecimento, aplicáveis ao campo
profissional, do ensino e da pesquisa.
Subseção IV
Dos Cursos de Extensão
Art. 46. Os cursos de extensão, abertos a candidatos portadores dos requisitos exigidos em
cada caso, têm o objetivo de divulgar conhecimentos e técnicas dentro da área de atuação do Centro
Universitário, cujos critérios para ingresso, organização e funcionamento obedecem a normas
aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
22
Subseção V
Dos Cursos Sequenciais
Art. 47. Os cursos sequenciais por campo de saber, de nível superior e com diferentes níveis
de abrangência, destinam-se à obtenção ou atualização de qualificações técnicas e profissionais nos
campos das ciências, das humanidades e das artes.
§ 1º Os cursos sequenciais são de dois tipos:
I - cursos superiores de formação específica, com destinação coletiva, conduzindo a
diploma;
II - cursos superiores de complementação de estudos, com destinação coletiva ou individual,
conduzindo a certificado.
§ 2º Os cursos sequenciais são abertos a candidatos portadores de certificados de nível
médio ou estudo equivalente, observados, além da legislação vigente, os requisitos e procedimentos
para ingresso aprovados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Subseção VI
Dos Outros Cursos e Programas de Diferentes Níveis e Modalidades
Art. 48. O Centro Universitário, visando à melhoria contínua dos processos educativos em
todos os graus e ao melhor atendimento das demandas da sociedade ou às necessidades do mercado
de trabalho, pode organizar cursos de diferentes níveis, modalidades e duração, desde que não
caracterizados como graduação e pós-graduação, abertos à comunidade, observada a legislação
vigente e as normas estabelecidas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Art. 49. Os programas de educação a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino
e de educação continuada, observadas as normas e a legislação vigente, são aprovados e
regulamentados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Seção II
Da Estrutura dos Cursos
Art. 50. O currículo dos cursos oferecidos abrangerá uma sequência ordenada de disciplinas
hierarquizadas por meio de períodos letivos cuja integralização dará direito ao correspondente
diploma ou certificado.
§ 1º Cada período letivo é constituído por um bloco de disciplinas que, a depender da turma
de entrada, poderá ter uma composição diferente.
§ 2º As disciplinas, observada a legislação em vigor e o disposto neste Regimento, poderão
ser agrupadas ou seriadas de formas diferentes nos períodos letivos que compõem cada curso, não
sendo obrigatoriamente oferecidas na mesma ordem e podendo, inclusive, ser cursadas
concomitantemente por alunos que ingressaram na Instituição em diferentes épocas.
23
Art. 51. O currículo de cada curso de graduação, organizado segundo as diretrizes
curriculares emanadas dos órgãos competentes do Ministério da Educação e integrado por
disciplinas com respectivas seriação, carga horária, duração total e prazos de integralização,
encontra-se formalizado no projeto pedagógico.
Parágrafo único. O currículo dos cursos oferecidos originalmente pela instituição de ensino
superior incorporada, quando não unificados, permanecerá inalterado, em consonância com seu
projeto pedagógico.
Art. 52. Entende-se por disciplina um conjunto homogêneo de conhecimentos ou técnicas
correspondentes a um programa de estudos e atividades, a serem desenvolvidas em determinado
número de horas-aula distribuídas ao longo do ano letivo.
§ 1º O conteúdo programático de cada disciplina será elaborado pelo respectivo Professor e
encaminhado pelo Coordenador de curso ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão para fins de
aprovação.
§ 2º A carga horária mínima dos cursos superiores é mensurada em horas de atividades
acadêmicas e de trabalho discente efetivo, observado o disposto na Resolução CNE/CES nº 3/2007.
§ 3º Em qualquer período semestral, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e
observado o disposto neste Regimento e na legislação educacional correlata, poderá ser introduzida
uma nova disciplina cuja função será reforçar a unicidade do curso e integrar os conteúdos das
diferentes disciplinas ministradas no referido período e nos períodos anteriores, se houver.
§ 4º A disciplina estipulada no parágrafo anterior receberá denominação composta pelo
nome do curso seguido da palavra “Integrada” ou “Integrado”, conforme exigir a concordância
nominal, podendo ser introduzida nos semestres anteriores mediante proposta do Coordenador de
curso, a ser encaminhada ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão para aprovação.
§ 5º Obedecida à legislação em vigor, até o limite de 20% (vinte por cento) da carga horária
do curso e as disciplinas em regime de dependência poderão, a critério do Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão, ser oferecidas por meio da metodologia de ensino a distância.
Art. 53. A integralização curricular será feita pelo sistema seriado semestral.
CAPÍTULO II
DA INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Art. 54. O Centro Universitário incentiva a iniciação científica, diretamente, por meio da
concessão de auxílio para a execução de projetos ou outras formas de incentivo, com o objetivo de
produzir conhecimento de forma crítica, estimulando sua produção científica.
Art. 55. As normas regulamentares referentes à iniciação científica, nos aspectos relativos à
sua organização, funcionamento, administração, financiamento, assim como os relacionados à sua
avaliação e divulgação, são aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
24
CAPÍTULO III
DAS ATIVIDADES DE EXTENSÃO
Art. 56. As atividades de extensão têm como objetivo o desenvolvimento de programas e
projetos integradores do Centro Universitário com a comunidade, de cunho educativo, científico,
tecnológico e/ou artístico-cultural, seja de forma integralizadora das atividades de ensino ou de
iniciação científica, seja como ação comunitária desenvolvida com a finalidade de intensificar as
inter-relações transformadoras com a sociedade.
Parágrafo único. A normatização das atividades de extensão, nos aspectos de sua
coordenação, supervisão, acompanhamento e divulgação, constam de regulamento próprio aprovado
pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
CAPÍTULO IV
DO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
Art. 57. O Instituto Superior de Educação terá uma coordenação formalmente constituída, a
qual será responsável por articular a formação, execução e avaliação do projeto institucional de
formação de professores.
§ 1º O Instituto Superior de Educação será organizado na forma de um colegiado,
conglomerando todos os Coordenadores de curso que possuam habilitação em formação de
professores.
§ 2º O Coordenador será designado pela Mantenedora, por indicação da Pró-Reitoria
Acadêmica do Centro Universitário, devendo ter titulação compatível com aquela prevista na
legislação.
§ 3º O corpo docente do Centro Universitário participará, em seu conjunto, da elaboração,
execução e avaliação dos respectivos projetos pedagógicos específicos.
Art. 58. O Instituto Superior de Educação tem como objetivos:
I - a formação de profissionais para a educação infantil;
II - a promoção de práticas educativas que considerem o desenvolvimento integral da
criança até os seis anos, em seus aspectos físico, psicossocial e cognitivo-linguístico;
III - a formação de profissionais para o magistério dos anos iniciais do ensino fundamental;
IV - a formação de profissionais destinados à docência nos anos finais do ensino
fundamental e no ensino médio; e
V - a adequação dos conteúdos da língua portuguesa, da matemática, de outras linguagens e
códigos, do mundo físico e natural e da realidade social e política, de modo a assegurar sua
aprendizagem pelos alunos a partir dos seis anos.
Art. 59. O Instituto Superior de Educação pode ministrar as seguintes modalidades de cursos
e programas:
25
I - Curso Normal Superior, para licenciatura de profissionais em educação infantil e de
professores para os anos iniciais do ensino fundamental;
II - cursos de licenciatura destinados à formação de docentes dos anos finais do ensino
fundamental e do ensino médio;
III - programas de formação continuada, destinados à atualização de profissionais da
educação básica nos diversos níveis;
IV - programas especiais de formação pedagógica, destinados a portadores de diploma de
nível superior; e
V - cursos de pós-graduação, de caráter profissional, voltados para a atuação na educação
básica.
§ 1º O Curso Normal Superior e os demais cursos de licenciatura incluirão obrigatoriamente
parte prática de formação, estágio curricular e atividades acadêmico-científico-culturais oferecidas
ao longo dos estudos, na forma da legislação vigente, vedada a sua oferta exclusivamente ao final
do curso.
§ 2º A parte prática da formação será desenvolvida em escolas de educação básica e
compreenderá a participação do estudante na preparação de aulas e no trabalho de classe em geral,
incluindo o relacionamento com a família dos alunos e com a comunidade, acompanhando a
proposta pedagógica da escola.
§ 3º Os alunos que exerçam atividade docente regular na educação básica poderão ter
redução de carga horária do estágio curricular supervisionado, nos termos da legislação em vigor.
§ 4º A carga horária dos cursos de formação de professores, obedecidos os 200 (duzentos)
dias letivos anuais dispostos na LDB, será integralizada em, no mínimo, 3 (três) anos letivos.
Seção I
Do Curso de Pedagogia
Art. 60. O curso de Pedagogia, licenciatura, aberto a concluintes do ensino médio, deverá
preparar profissionais capazes de:
I - promover práticas que considerem o desenvolvimento integral da criança até os seis anos,
em seus aspectos físico, psicossocial e cognitivo-linguístico; e
II - conhecer e adequar os conteúdos da língua portuguesa, matemática, de outras linguagens
e códigos, do mundo físico e natural e da realidade social e política, de modo a assegurar a
aprendizagem pelos alunos a partir dos seis anos.
§ 1º A formação mencionada nos incisos I e II do caput deste artigo poderá oferecer, a
critério do Centro Universitário, a preparação específica em áreas de atuação profissional, tais
como:
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I - cuidado e educação em creches;
II - ensino em classes de educação infantil;
III - atendimento e educação inclusive de portadores de necessidades educativas especiais;
IV - educação de comunidades indígenas; e
V - educação de jovens e adultos equivalente aos anos iniciais do ensino fundamental.
Art. 61. A conclusão do Curso de Pedagogia, licenciatura, dará direito a diploma de
licenciado com habilitação para atuar na educação infantil ou para a docência nos anos iniciais do
ensino fundamental.
Parágrafo único. É permitida mais de uma habilitação mediante complementação de estudos.
Seção II
Dos Cursos de Licenciatura
Art. 62. Os cursos de licenciatura do Centro Universitário estarão abertos a concluintes do
ensino médio e serão destinados à docência nos anos finais do ensino fundamental e à docência no
ensino médio.
§ 1º Os cursos referidos no caput deste artigo serão organizados em habilitações polivalentes
ou especializadas por disciplina ou área de conhecimento.
§ 2º A conclusão do curso de licenciatura dará direito a diploma de licenciado para a
docência nos anos finais do ensino fundamental e para a docência no ensino médio, com a
habilitação prevista.
Art. 63. O programa de cada disciplina, sob a forma de plano de ensino, é elaborado pelo
respectivo Professor e aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do Centro
Universitário.
Art. 64. É obrigatório o cumprimento integral do conteúdo e da carga horária estabelecidos
no plano de ensino de cada disciplina.
Seção III
Dos Programas de Formação Continuada
Art. 65. Os programas de formação continuada estarão abertos a profissionais da educação
básica nos diversos níveis, sendo organizados de modo a permitir atualização profissional,
obedecida a legislação pertinente.
§ 1º Os programas de formação continuada para professores terão duração variável,
dependendo de seus objetivos e das características dos profissionais neles matriculados.
§ 2º A conclusão de programa de formação continuada dará direito a certificado.
27
Seção IV
Dos Programas Especiais de Formação Pedagógica
Art. 66. Os programas especiais de formação pedagógica têm como finalidade oferecer
sólida base de conhecimentos na área de estudos a portadores de diploma de nível superior, em
cursos relacionados à habilitação pretendida, estruturados em conformidade com a legislação
vigente.
Parágrafo único. A verificação da compatibilidade entre a formação do candidato e a
disciplina para a qual pretende habilitar-se será realizada pela Coordenadoria de curso.
TÍTULO IV
DO REGIME ESCOLAR
CAPÍTULO I
DO ANO LETIVO
Art. 67. O período letivo semestral, independentemente do ano civil, abrangerá no mínimo
100 (cem) dias de atividades escolares efetivas, não computados os dias reservados a exames.
§ 1º O período letivo prolongar-se-á sempre que necessário para que se completem os dias
letivos e para que se cumpram integralmente os conteúdos e as cargas horárias estabelecidos nos
programas das disciplinas nele ministradas.
§ 2º Entre os períodos letivos regulares poderão ser executados programas de ensino
extracurriculares.
Art. 68. Antes de cada período letivo, o Centro Universitário informará aos interessados,
inclusive por meio do Manual de Informações Acadêmicas e de página eletrônica permanentemente
atualizada, os programas e demais componentes curriculares dos cursos, assim como sua duração,
requisitos, qualificação dos professores, recursos disponíveis e critérios de avaliação, obrigando-se
a cumprir as respectivas condições.
CAPÍTULO II
DO PROCESSO SELETIVO
Art. 69. A admissão nos cursos de graduação e outros oferecidos pelo Centro Universitário a
candidatos que tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente, far-se-á após processo seletivo
destinado a avaliar a formação recebida pelos candidatos e a classificá-los dentro do limite de vagas
autorizadas pelo Ministério da Educação.
Parágrafo único. As inscrições para o processo seletivo serão abertas em edital, do qual
constarão os cursos oferecidos e as respectivas vagas, prazos e documentação exigida para
inscrição, relação das provas, critérios de classificação e desempate e demais informações úteis.
Art. 70. O processo seletivo, idêntico para grupos de cursos afins e unificado em sua
realização, abrangerá conhecimentos comuns às diversas formas de escolaridade do ensino médio,
28
sem ultrapassar este nível de complexidade, a serem avaliados em provas escritas, na forma
disciplinada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Art. 71. A classificação será feita pela ordem decrescente dos resultados obtidos, sendo
excluídos os candidatos que não obtiverem os níveis mínimos estabelecidos pelo Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão.
§ 1º A classificação obtida será válida para a matrícula no período letivo para o qual estará
sendo realizado o processo seletivo, tornando-se nulos seus efeitos se o candidato classificado
deixar de requerê-la ou, em o fazendo, não apresentar a documentação regimental completa dentro
dos prazos fixados.
§ 2º Na hipótese de restarem vagas não preenchidas, poderá realizar-se novo processo
seletivo, ou nelas poderão ser recebidos, também mediante processo seletivo, alunos transferidos de
outra instituição ou portadores de diploma de graduação.
CAPÍTULO III
DA MATRÍCULA
Art. 72. A matrícula, ato formal de ingresso no curso e de vinculação ao Centro
Universitário, será realizada na Secretaria, em prazos estabelecidos no Calendário Escolar, instruído
o requerimento com a seguinte documentação:
I - documento oficial de identidade;
II - prova de quitação com o serviço militar e obrigação eleitoral;
III - certificado de conclusão do curso de ensino médio ou equivalente;
IV - duas fotos 3 x 4 recentes;
V - cartão de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF; e
VI - comprovante de pagamento ou de isenção da primeira parcela da anuidade.
Parágrafo único. No caso de diplomado em curso de graduação será exigida a apresentação
do diploma, devidamente registrado, em substituição ao documento previsto no inciso III.
Art. 73. A matrícula será renovada semestralmente, dependendo da estrutura curricular de
cada curso, e conforme os prazos estabelecidos no Calendário Escolar.
§ 1º O requerimento de renovação de matrícula deverá ser acompanhado do contrato de
prestação de serviços educacionais, devidamente assinado pelo aluno ou pelo seu responsável legal,
do comprovante de pagamento da primeira parcela da semestralidade e do comprovante de quitação
dos pagamentos anteriores.
§ 2º Ressalvado o disposto no art. 75, a não renovação da matrícula implicará abandono do
curso e desvinculação do aluno do Centro Universitário.
29
Art. 74. O Centro Universitário, quando da ocorrência de vagas, abrirá matrícula nas
disciplinas de seus cursos a alunos não regulares que demonstrem capacidade de cursá-las com
proveito, mediante processo seletivo próprio.
Art. 75. Será concedido o trancamento de matrícula pelo prazo de dois anos, para efeito de
continuidade do vínculo entre Instituição e aluno, ainda que interrompidos temporariamente os
estudos, não podendo ser negado em virtude de inadimplência;
§ 1º O trancamento, uma vez requerido pelo aluno, será concedido nos termos da legislação
vigente.
§ 2º A concessão de trancamentos consecutivos deverá ser justificada e dependerá de
manifestação da Pró-Reitoria Acadêmica, que poderá ou não concedê-los, desde que não
ultrapassem, em seu conjunto, o período de três anos letivos.
§ 3° Ao retornar aos estudos, o aluno que tenha trancado matrícula deverá cumprir o
currículo vigente.
§ 4º Os períodos de efetivo trancamento de matrícula não são considerados para efeito de
contagem de tempo de integralização curricular.
Art. 76. A inclusão e exclusão de disciplinas serão admitidas em caráter extraordinário, no
período previsto pelo Calendário Escolar.
Art. 77. De acordo com as diretrizes fixadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão,
o aluno regular do Centro Universitário poderá optar por curso diverso do iniciado, desde que haja
vaga.
Art. 78. Será cancelada a matrícula do aluno nos seguintes casos:
I - a requerimento do interessado; ou
II - por aplicação de pena disciplinar, nos termos deste Regimento.
CAPÍTULO IV
DA TRANSFERÊNCIA E DO APROVEITAMENTO DE ESTUDOS
Art. 79. Será concedida matrícula a aluno transferido de curso superior de instituição
congênere nacional ou estrangeira, na estrita conformidade das vagas existentes e desde que
requerida nos prazos fixados, para prosseguimento de cursos afins, mediante processo seletivo.
§ 1º Quando se tratar de servidor público, civil ou militar, removido ex officio, e de seus
dependentes, a matrícula será concedida independentemente de vaga e de prazos.
§ 2º O requerimento de matrícula por transferência deverá ser instruído com a documentação
constante do art. 72, além do histórico escolar do curso de origem, programas e cargas horárias das
disciplinas nele cursadas com aprovação.
30
§ 3º A documentação pertinente à transferência, necessariamente original, não poderá ser
fornecida ao interessado, tramitando diretamente entre as Instituições envolvidas, por via postal.
§ 4º A matrícula do aluno transferido será efetivada mediante a apresentação de guia de
transferência.
Art. 80. As disciplinas componentes da estrutura curricular de qualquer curso superior
estudadas com aprovação na instituição de origem serão automaticamente reconhecidas pelo Centro
Universitário, e serão atribuídos, ao aluno, sua respectiva carga horária e aproveitamento obtidos no
estabelecimento de procedência.
Parágrafo único. Observado o disposto neste artigo, o Centro Universitário exigirá do aluno
transferido, para integralização do currículo e expedição do diploma, o cumprimento regular das
demais disciplinas e da carga horária, bem como o disposto nas diretrizes curriculares nacionais
referentes ao curso.
Art. 81. A apreciação dos requerimentos de transferência para o Centro Universitário, o
exame das adaptações exigidas do interessado e a elaboração de plano de estudo do aluno serão
objeto de apreciação do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, ouvido o Professor da disciplina,
quando for o caso.
Art. 82. Os alunos que obtiverem extraordinário aproveitamento nos estudos, demonstrado
por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos, aplicados por banca
examinadora especial, poderão ter abreviada a duração dos cursos de graduação, observadas as
normas específicas pertinentes.
Art. 83. A transferência poderá ser requerida a qualquer época do ano e não poderá ser
negada em razão de inadimplência, de processo disciplinar em trâmite ou em função do aluno estar
frequentando o primeiro ou o último período do curso.
CAPÍTULO V
DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR
Art. 84. O aproveitamento escolar é avaliado por meio de verificações parciais e exames,
expressando-se o resultado de cada avaliação em notas de zero a dez.
Art. 85. São atividades curriculares as preleções, pesquisas, exercícios, arguições, trabalhos
práticos, seminários, excursões, atividades culturais e esportivas e estágios, inclusive os realizados
em unidade avançada, provas escritas e orais e previstas nos respectivos Planos de Ensino.
Parágrafo único. O Professor, a seu critério ou a critério do Coordenador de curso,
obedecidos os limites definidos pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão, pode promover
trabalhos, exercícios, provas e outras atividades em classe ou extraclasse.
Art. 86. A apuração do rendimento escolar é feita por disciplina, conforme as atividades
curriculares, abrangendo os aspectos de frequência e aproveitamento.
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§ 1º Cabe ao professor a atribuição de duas notas de avaliação (NP1 e NP2) para as
atividades curriculares, com pesos iguais na composição da Média Semestral (MS) de cada
disciplina.
§ 2º É atribuída nota zero ao aluno que usar meios ilícitos ou não autorizados pelo Professor,
por ocasião da execução dos trabalhos, das provas parciais, dos exames ou de qualquer outra
atividade que resulte na avaliação do conhecimento por atribuição de nota, sem prejuízo da
aplicação de sanções cabíveis por este ato de improbidade.
Art. 87. O aluno pode requerer revisão de prova ou exame escrito definidos no Calendário
Escolar, dentro dos prazos estipulados.
Art. 88. A Pró-Reitoria Acadêmica do Centro Universitário, em conjunto com a
Coordenadoria de curso, elabora e encaminha ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, para
aprovação, as normas que definem formas e critérios para:
I - aplicação de exames;
II - possível realização de período de recuperação;
III - apuração das médias parciais e finais de aproveitamento;
IV - aplicação de provas substitutivas em segunda chamada e revisão de prova;
V - estruturação e coordenação de estágios supervisionados; e
VI - arredondamento de médias finais, desde que obedecido o máximo de cinco décimos.
Parágrafo único. As normas entram em vigor no período letivo seguinte ao de sua
aprovação, ou imediatamente, se não acarretarem prejuízo à vida escolar do aluno.
Art. 89. O aluno somente poderá ser aprovado e/ou prestar exames com o mínimo de 75%
(setenta e cinco por cento) de frequência às aulas e demais atividades programadas para a disciplina.
Parágrafo único. A critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, nos casos em que o
conteúdo programático de uma disciplina de um período semestral for estritamente ligado ao
conteúdo de uma disciplina do período semestral que imediatamente o antecede, poderá ser feita
uma avaliação global, que definirá a aprovação ou a reprovação do aluno nas duas disciplinas, dos
dois períodos semestrais consecutivos. Nesses casos, também o cômputo da frequência será global,
envolvendo os dois períodos semestrais consecutivos.
Art. 90. Os critérios de promoção, envolvendo simultaneamente a frequência e o
aproveitamento escolar, são os seguintes:
I - Se a frequência do aluno for inferior a 75% (setenta e cinco por cento), ele estará
reprovado na disciplina. Em caso contrário, serão considerados os resultados das avaliações
realizadas de acordo com o previsto no art. 86 e seus parágrafos.
II - A média semestral (MS) será composta pelas duas notas de avaliação (NP1 e NP2) para
as atividades curriculares. Assim: MS = (NP1 + NP2) / 2.
32
III - Se a média semestral (MS) for igual ou maior que 7,0 (sete), o aluno estará aprovado na
disciplina, naquele semestre, com média final (MF) igual a MS.
IV - Se MS for menor que 7,0 (sete), o aluno será submetido a um exame, quando lhe será
atribuída a nota EX.
V - Após o exame, a média final da disciplina será a média aritmética simples entre MS e
EX. Assim: MF = (MS + EX) / 2.
VI - Se MF for igual ou maior que 5,0 (cinco), o aluno estará aprovado na disciplina.
VII - Se MF for menor que 5,0 (cinco), o aluno estará reprovado ou poderá, a critério do
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, ser submetido a uma avaliação especial.
VIII - Mantida a reprovação, mesmo após a realização da avaliação especial, se concedida, o
aluno ficará sujeito ao regime de dependência na disciplina.
§ 1º O aluno que deixar de comparecer a uma prova poderá, a critério do Coordenador de
curso, substituí-la por nova prova ou pelo exame.
§ 2º Nas disciplinas cursadas em regime de Dependência, Adaptação ou Antecipação e nas
disciplinas optativas ou eletivas serão considerados os mesmos critérios das disciplinas regulares
para o cálculo da MF.
§ 3º O aluno reprovado em período letivo que não seja oferecido no semestre seguinte
deverá matricular-se em período indicado pela Coordenadoria de curso.
§ 4º Cabe à Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos (CQA), quando for o caso,
acompanhar, avaliar e validar as avaliações de aprendizagem, podendo realizar, em qualquer
momento do curso, Avaliação Geral de Curso (AGC), mediante a aplicação de uma prova ou a
solicitação de um trabalho. Nesse caso, a nota dessa avaliação, que será designada por AG, passará
a compor, juntamente com as notas do professor (NP1 e NP2), a média semestral (MS) de cada
disciplina, da seguinte forma: MS = (3 x NP1 + 3 x NP2 + 4 x AG) / 10.
§ 5º Quando a Avaliação Geral de Curso (AGC) for aplicada, sua nota (AG) será utilizada
para compor a média semestral de todas e somente das disciplinas do período em que o aluno está
matriculado, não sendo utilizada para calcular a média semestral de disciplinas cursadas em regime
de Dependência, Adaptação ou Antecipação e de disciplinas optativas ou eletivas.
§ 6º Todos os alunos terão que realizar Atividades Práticas Supervisionadas (APS), que
constarão de atividades de biblioteca (frequência e utilização), atividades relacionadas aos
laboratórios (relatórios de experiências e outras), trabalhos individuais ou em grupo determinados
pelo professor, trabalhos de iniciação científica, resolução de exercícios do Portal ou de listas,
programadas para serem supervisionadas pelos professores em suas aulas. Para os cursos de
licenciatura, acrescentam-se a essas atividades os seminários de práticas e outras atividades
inerentes às licenciaturas.
§ 7º Os Estudos Disciplinares (ED) são unidades de estudos de caráter obrigatório nos
cursos de graduação, constituindo um eixo estruturante de formação inter e multidisciplinar que
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perpassa todos os períodos dos cursos. Os ED utilizam a resolução sistemática de exercícios,
indutores do desenvolvimento das competências e habilidades para sua área de formação. Os ED
são desenvolvidos com recursos educacionais combinados do ensino presencial e da educação a
distância, utilizando, entre outros, a plataforma de Tecnologia de Informação e Comunicação da
IES. A avaliação de desempenho dos alunos nos ED resultará da combinação do seu
aproveitamento nas diferentes atividades.
§ 8º Em cada semestre, o aluno deverá cumprir a quantidade de horas de Atividades Práticas
Supervisionadas (APS), Estudos Disciplinares (ED) e Atividades Complementares (AC), definida
para seu curso. Será atribuído também um conceito semestral (Aprovado ou Reprovado) às APS,
ED e AC.
§ 9º O desempenho do aluno é avaliado numa escala de 0 (zero) a 10 (dez), com
aproximação de até 0,5 (cinco décimos); MS será arredondada para 7,0 (sete), quando for maior ou
igual a 6,7 (seis-vírgula-sete) e menor que 7,0 (sete); MF será arredondada para 5,0 (cinco), quando
for maior ou igual a 4,75 (quatro- vírgula-setenta e cinco) e menor que 5,0 (cinco).
§ 10. O exame e/ou a avaliação especial, exceção feita àqueles dos antepenúltimo e último
período letivo, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, poderão ser realizados em
épocas especiais, após recuperação.
§ 11. A recuperação poderá ter duração variável, dependendo da disciplina, e poderá,
inclusive, estender-se por um semestre ou mais, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão.
§ 12. O aluno, em casos especiais e depois de ouvida a Coordenadoria de curso, poderá ser
autorizado a realizar o exame e/ou a avaliação especial em épocas distintas daquela determinada
para os alunos de sua turma.
§ 13. A critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, poderá ser incorporado às
normas vigentes o conceito de aproveitamento médio global do período letivo, que é determinado
pela média aritmética das médias semestrais das disciplinas cursadas no semestre regular,
excetuando-se adaptações, dependências ou tutorias.
§ 14. Se o aproveitamento médio global do período letivo for maior ou igual a 7,0, o aluno
poderá, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, ser dispensado de fazer o exame
também nas disciplinas em que obteve média semestral maior ou igual a 5,0.
§ 15. O lançamento da nota de aproveitamento médio global obedecerá ao critério de
arredondamento do valor obtido para o meio ou inteiro imediatamente superior.
§ 16. Para todos os cursos, se a média de qualquer disciplina oferecida pela modalidade de
educação a distância (MD) for maior ou igual a 6,0 (seis), o aluno estará aprovado na disciplina; se
for menor que 6,0 (seis), o aluno será submetido a exame.
Art. 91. O número máximo de disciplinas em regime de dependência e de adaptação para a
promoção ao período letivo subsequente fica assim definido:
I - para a promoção ao 2º período letivo: sem limite;
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II - para a promoção ao 3º período letivo: 5 disciplinas;
III - para promoção aos períodos letivos situados entre o 3º e o antepenúltimo: 5 disciplinas;
IV - para promoção ao antepenúltimo período letivo: 3 disciplinas; e
V - para o penúltimo e o último períodos letivos do curso não serão aceitas matrículas de
alunos com dependência, recuperação ou adaptação em qualquer disciplina de períodos letivos
anteriores.
§ 1º O aluno reprovado em um período letivo poderá optar pelo regime de progressão
tutelada, que foi instituído visando a oferecer orientação acadêmica diferenciada aos alunos que
apresentarem desempenho acadêmico irregular no decorrer do seu processo de formação. Entende-
se por desempenho acadêmico irregular, o acúmulo de disciplinas em regime de dependência e/ou
adaptação, em número maior que o permitido conforme o caput deste artigo.
§ 2º O ingresso no regime de progressão tutelada de matrícula decorre do interesse
manifesto do aluno.
§ 3º Será facultado aos alunos que estariam se promovendo para o segundo ou para até o
antepenúltimo período de qualquer curso de graduação, que tenham ultrapassado o limite de
disciplinas em regime de dependência, previsto no caput deste artigo, adotarem o regime de
progressão tutelada de matrícula.
§ 4º Os alunos que atenderem às condições previstas no parágrafo anterior poderão optar
pelo regime de progressão tutelada durante o período de renovação da matrícula fixado no
Calendário Escolar do Centro Universitário.
§ 5º O aluno que ultrapassar o limite de disciplinas em dependência e optar pelo regime de
progressão tutelada de matrícula receberá orientação diferenciada sobre a reestruturação do seu
percurso acadêmico, inclusive sobre a distribuição das disciplinas em dependência, ou ainda a
cursar, atividades e estágios incompletos. A orientação definirá como e quando o aluno poderá
cumpri-los.
§ 6º Compete à Coordenadoria de curso, a partir da análise do histórico escolar do aluno
optante, orientá-lo quanto à melhor alternativa para conduzir a sua progressão acadêmica,
considerando tudo o que é exigido pela matriz curricular para uma formação plena (disciplinas,
trabalhos de curso, estágios, entre outros).
§ 7º Caberá à Coordenadoria de curso, juntamente com o aluno optante pelo regime de
progressão tutelada, estabelecer um plano de estudos definindo como, quando e quais disciplinas
deverão ser cursadas, assim como as condições e as medidas a serem adotadas para a conclusão das
demais atividades curriculares ainda pendentes. Esse plano de estudos poderá ultrapassar, conforme
o caso, o período mínimo de integralização curricular.
§ 8º Na condição de ingressante no penúltimo período, uma vez aceita a opção pelo regime
tutelado, o aluno será matriculado provisoriamente nesse período de seu curso. A matrícula e o
regime de estudos definido pela Coordenadoria de curso serão homologados, segundo normas
fixadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
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§ 9º Na condição de ingressante no último período, uma vez aceita a opção pelo regime
tutelado, o aluno será matriculado provisoriamente nesse período de seu curso. A matrícula e o
plano de estudos definido pela Coordenadoria de curso serão homologados, segundo normas fixadas
pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
§ 10. Enquanto optante pelo regime de progressão tutelada, o aluno obriga-se a cumprir
integralmente o plano acadêmico estabelecido pela Coordenadoria de curso e referendado pelo
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
§ 11. O desligamento do aluno do regime de progressão tutelada poderá ocorrer quando o
desempenho acadêmico do aluno for avaliado como insuficiente pela instância competente do
Centro Universitário e decidido/homologado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Art. 92. Os critérios de promoção dos Cursos Superiores de Tecnologia, envolvendo
simultaneamente a frequência e o aproveitamento escolar, são os seguintes:
I - Se a frequência do aluno for inferior a 75% (setenta e cinco por cento), ele estará
reprovado na disciplina. Em caso contrário, serão considerados os resultados das avaliações
realizadas de acordo com o previsto no art. 86 e seus parágrafos.
II - A média semestral (MS) será composta pelas duas notas de avaliação (NP1 e NP2) para
as atividades curriculares, com peso 4 (quatro) cada uma, e uma nota referente ao Projeto Integrado
Multidisciplinar (PIM), com peso 2 (dois). Assim: MS = (4 x NP1 + 4 x NP2 + 2 x PIM) / 10.
III - Se MS for igual ou maior que 5,0 (cinco), o aluno estará aprovado na disciplina,
naquele semestre, com média final (MF) igual a MS.
IV - Se MS for menor que 5,0 (cinco), o aluno estará reprovado.
§ 1º O aluno deverá entregar, obrigatoriamente, um Projeto Integrado Multidisciplinar (PIM)
por semestre e a sua avaliação poderá ser considerada como parte da nota de uma ou mais
disciplinas.
§ 2º A nota obtida no Projeto Integrado Multidisciplinar (PIM) não incide nas disciplinas
cursadas em regime de Dependência, Adaptação ou Antecipação e nas disciplinas optativas ou
eletivas. Para estas disciplinas, a MS será calculada pela média aritmética simples entre NP1 e NP2.
§ 3º Se a média final do PIM for inferior a 5,0 (cinco), o trabalho será considerado
insuficiente para a validação das 100 horas de atividade, ou seja, o aluno estará reprovado na
disciplina PIM. Entretanto, esta nota fará parte da média final do aluno no semestre cursado.
§ 4º Em cada semestre, o aluno deverá cumprir a quantidade de horas de Atividades
Complementares (AC) e Estudos Disciplinares (ED), definida para seu curso. Será atribuído
também um conceito semestral (Aprovado ou Reprovado) às AC e ED.
§ 5º Os Estudos Disciplinares (ED) são unidades de estudos de caráter obrigatório nos
cursos de graduação, constituindo um eixo estruturante de formação inter e multidisciplinar que
perpassa todos os períodos dos cursos. Os ED utilizam a resolução sistemática de exercícios,
indutores do desenvolvimento das competências e habilidades para sua área de formação. Os ED
são desenvolvidos com recursos educacionais combinados do ensino presencial e da educação a
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distância, utilizando, entre outros, a plataforma de Tecnologia de Informação e Comunicação do
Centro Universitário. A avaliação de desempenho dos alunos nos ED resultará da combinação do
seu aproveitamento nas diferentes atividades.
§ 6º O desempenho do aluno é avaliado numa escala de 0 (zero) a 10 (dez), com
aproximação de até 0,5 (cinco décimos); MS será arredondada para 5,0 (cinco), quando for maior
ou igual a 4,75 (quatro- vírgula-setenta e cinco) e menor que 5,0 (cinco).
§ 7º O aluno reprovado em período letivo que não seja oferecido no semestre seguinte
deverá matricular-se em período indicado pela Coordenadoria de curso.
§ 8º A reprovação em uma ou mais disciplinas não impede o aluno de continuar seus estudos
nos períodos seguintes.
Art. 93. Os casos omissos serão analisados por uma comissão especialmente indicada pelo
Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Art. 94. A avaliação de desempenho dos alunos dos Cursos Superiores de Formação
Específica oferecidos pelo Centro Universitário obedecerá, no que couber, aos mesmos critérios
dispostos neste Capítulo.
Parágrafo único. Eventuais alterações nos critérios de avaliação dos cursos referidos no
caput, após aprovação do Conselho Universitário, constarão do Manual de Informações
Acadêmicas e Calendário Escolar do Centro Universitário, a ser disponibilizado anualmente aos
alunos.
CAPÍTULO VI
DOS ESTÁGIOS
Art. 95. Os estágios supervisionados consistirão em atividades de prática pré-profissional,
exercidas em situações reais de trabalho, sem vínculo empregatício.
Parágrafo único. Para cada aluno será obrigatória a integralização da carga horária total de
estágio prevista no currículo do curso, nela podendo ser incluídas as horas destinadas ao
planejamento, orientação paralela e avaliação das atividades.
Art. 96. Os estágios serão organizados e supervisionados pelo Coordenador de curso.
Parágrafo único. Observadas as normas gerais deste Regimento, os estágios obedecerão a
regulamentos próprios, aprovados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
CAPÍTULO VII
DA COMPENSAÇÃO DE AUSÊNCIAS
Art. 97. Será assegurado aos alunos amparados por prescrições estabelecidas em Lei o
direito a tratamento excepcional, com dispensa de frequência regular às aulas e provas, em
conformidade com as normas constantes deste Regimento e outras aprovadas pelo Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão.
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Art. 98. A ausência às atividades escolares poderá ser compensada pela reposição de prova
ou aula, a ser realizada em data alternativa, ou pela elaboração de trabalhos e exercícios
domiciliares durante o regime excepcional, com acompanhamento do Professor da disciplina, os
quais deverão ser realizados de acordo com o Plano de Curso fixado para cada caso, consoante as
possibilidades do Centro Universitário, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.
Parágrafo único. Ao elaborar o Plano de Curso a que se refere este artigo, o Professor leva
em conta a sua duração, de forma que sua execução não ultrapasse, em cada caso, o máximo
admissível para a continuidade do processo psicopedagógico da aprendizagem neste regime.
Art. 99. Os requerimentos relativos ao regime excepcional, disciplinado neste Regimento,
devem ser feitos antes ou no início do impedimento do aluno, por ele ou por seu procurador
constituído, instruídos com a documentação competente.
TÍTULO V
DA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA
CAPÍTULO I
DO CORPO DOCENTE
Art. 100. Os membros do corpo docente são selecionados pelo Coordenador de curso e
indicados à Pró-Reitoria Acadêmica, que os encaminhará à Entidade Mantenedora para admissão
mediante contrato de trabalho nos termos do Regulamento do Magistério Superior do Centro
Universitário e da legislação trabalhista em vigor.
Art. 101. O regime de trabalho do corpo docente tem as seguintes modalidades:
I - regime integral, com exigência de quarenta horas semanais de trabalho;
II - regime parcial, com exigência de vinte horas semanais de trabalho efetivo; e
III - regime de horas-aula.
Art. 102. São atribuições do corpo docente:
I - ministrar o ensino das disciplinas e assegurar a execução da totalidade do programa
aprovado, de acordo com o horário pré-estabelecido;
II - registrar a matéria lecionada e controlar a frequência dos alunos;
III - elaborar, para cada período letivo, os planos de ensino de sua disciplina e submetê-los à
Coordenadoria de curso;
IV - responder pela ordem nas salas de aula, pelo uso do material e pela sua conservação;
V - cumprir e fazer cumprir as disposições referentes à verificação do aproveitamento
escolar dos alunos;
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VI - fornecer à Secretaria as notas correspondentes aos trabalhos, provas e exames dentro
dos prazos fixados pelo órgão competente;
VII - comparecer às reuniões dos colegiados aos quais pertence;
VIII - propor à Coordenadoria de curso medidas para assegurar a eficácia do ensino e da
pesquisa;
IX - realizar e orientar projetos científicos, estudos e publicações, de acordo com o plano
aprovado pela Entidade Mantenedora e submetê-los periodicamente à sua avaliação;
X - participar de comissões e atividades para as quais for convocado ou eleito;
XI - a frequência obrigatória nos cursos de natureza presencial; e
XII - cumprir quaisquer outras obrigações previstas neste Regimento, no Estatuto, no Plano
de Carreira Docente ou nos atos normativos baixados por órgão competente inerentes à sua função.
Art. 103. O pessoal docente é admitido pela Entidade Mantenedora, por meio de contrato de
trabalho, aplicando-se a legislação, o Estatuto, o Regimento e o Regulamento do Magistério
Superior do Centro Universitário.
Parágrafo único. A dispensa de Professor por motivo didático-pedagógico deve ser proposta
à Pró-Reitoria Acadêmica, ouvido o Coordenador de curso, cabendo ao Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão propor a dispensa diretamente à Entidade Mantenedora nos demais casos.
CAPÍTULO II
DO CORPO DISCENTE
Art. 104. Constituem o Corpo Discente do Centro Universitário os alunos regulares e não
regulares.
§ 1º Alunos regulares são aqueles que mantêm o seu vínculo formalizado com a Instituição.
§ 2º Alunos não regulares são aqueles que não podem ostentar o status de aluno em face do
não atendimento às condições indispensáveis ao vínculo institucional, bem como aqueles inscritos
em disciplinas isoladas de qualquer dos cursos oferecidos.
§ 3º Os alunos da instituição de ensino superior incorporada que constituem o Corpo
Discente do Centro Universitário gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres
dos alunos da instituição incorporadora.
Art. 105. São direitos do aluno:
I - receber o ensino referente aos cursos em que se matriculou;
II - pleitear aproveitamento de estudos de disciplinas já cursadas;
III - eleger a Diretoria dos Diretórios;
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IV - recorrer das decisões dos órgãos administrativos para os órgãos da hierarquia superior;
V - propor a realização de atividades ligadas aos interesses da vida acadêmica; e
VI - requerer transferência para outra Instituição de Ensino.
Art. 106. São deveres do aluno:
I - a frequência obrigatória e aproveitamento as aulas e demais atividades do curso em que
estiver matriculado;
II - cumprir fielmente os horários e os prazos determinados em suas atividades acadêmicas;
III - abster-se de toda manifestação, propaganda ou prática que implique desrespeito às leis,
às instituições, às autoridades, ao Estatuto e a este Regimento, sendo garantidas as liberdades
constitucionais; e
IV - efetuar, pontualmente, todos os pagamentos das mensalidades e taxas escolares.
Art. 107. A organização, estrutura e funcionamento dos Diretórios serão regidos por
estatutos próprios elaborados nos termos da legislação vigente, respeitadas as disposições do
Regimento.
Parágrafo único. Ficam vedadas, no âmbito da Instituição, as atividades de natureza político-
partidária e a participação em entidades estranhas ao propósito do Centro Universitário, sendo
garantidas as liberdades constitucionais.
CAPÍTULO III
DO CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
Art. 108. O corpo técnico-administrativo é constituído por todos os servidores não docentes,
tendo a seu cargo os serviços necessários ao bom funcionamento do Centro Universitário, de acordo
com as normas fixadas pela Consolidação das Leis do Trabalho e em regulamentos da Entidade
Mantenedora.
Parágrafo único. O Centro Universitário zelará pela manutenção de padrões de
recrutamento, de condições de trabalho condizentes com sua natureza de instituição educacional e
oferecerá oportunidade de aperfeiçoamento técnico-profissional a seus funcionários.
TÍTULO VI
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DO REGIME DISCIPLINAR GERAL
Art. 109. O ato de matrícula e de investidura em cargo ou função docente e técnico-
administrativo implica compromisso formal de respeito aos princípios éticos que regem o Centro
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Universitário, à dignidade acadêmica e às normas contidas na legislação do ensino e neste
Regimento.
Art. 110. Constitui infração disciplinar, punível na forma deste Regimento, o
desatendimento ou transgressão do compromisso a que se refere o artigo anterior.
§ 1º Na aplicação das sanções disciplinares será considerada a gravidade da infração, à vista
dos seguintes elementos:
I - primariedade do infrator;
II - dolo ou culpa; e
III - valor do bem moral, cultural ou material atingido.
§ 2º Ao acusado será sempre garantido o respeito à dignidade da pessoa humana, bem como
assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
§ 3º A aplicação a aluno ou a docente de penalidade que implique afastamento temporário
ou definitivo das atividades acadêmicas será precedida de processo disciplinar instaurado pela Pró-
Reitoria Acadêmica.
§ 4º Em caso de dano material ao patrimônio do Centro Universitário, além da sanção
disciplinar aplicável, o infrator estará obrigado ao seu ressarcimento.
CAPÍTULO II
DO REGIME DISCIPLINAR DO CORPO DOCENTE
Art. 111. Os membros do corpo docente estão sujeitos às seguintes penalidades
disciplinares:
I - advertência oral e sigilosa por:
a) inobservância às normas estabelecidas pelo Centro Universitário; ou
b) faltas reiteradas às aulas e atividades de sua disciplina;
II - suspensão, com perda de vencimentos, por:
a) reincidência, após repreensão por escrito, nas faltas previstas nas alíneas "a" e "b" do
inciso I; ou
b) não cumprimento, sem motivo justo, do programa ou carga horária de disciplina a seu
cargo;
III - demissão por reincidência na falta prevista na alínea "b" do inciso II, configurando-se
esta como abandono de emprego na forma da Lei.
§ 1º São competentes para aplicação das penalidades:
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I - de advertência, o Coordenador de curso;
II - de repreensão e de suspensão, o Pró-Reitor Acadêmico; e
III - de demissão, a Entidade Mantenedora, por proposta do Pró-Reitor Acadêmico.
§ 2º Da aplicação da pena de suspensão e da proposta de demissão, cabe recurso nos termos
deste Regimento pela parte que se sentir injustiçada ou prejudicada.
CAPÍTULO III
DO REGIME DISCIPLINAR DO CORPO DISCENTE
Art. 112. Os alunos estão sujeitos às seguintes penalidades disciplinares:
I - advertência verbal, por inobservância às normas estabelecidas pelo Centro Universitário;
II - repreensão, por:
a) reincidência nas faltas previstas no inciso I; ou
b) fraude na execução de provas ou trabalhos escolares;
III - suspensão, por:
a) reincidência nas faltas previstas no inciso II; ou
b) desrespeito à Direção, professores ou funcionários do Centro Universitário;
IV - desligamento, por:
a) reincidência nas faltas previstas no inciso III;
b) aplicação de trotes a alunos novos que importem em danos físicos ou morais,
humilhação ou vexames pessoais; ou
c) casos disciplinares graves, a critério do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do
Centro Universitário.
§ 1º São competentes para a aplicação das penalidades:
I - de advertência, os Coordenadores de curso e o Pró-Reitor Acadêmico; e
II - de repreensão, suspensão e desligamento, o Pró-Reitor Acadêmico.
§ 2º A pena de suspensão implica na consignação de ausência do aluno durante o período em
que perdura a punição, ficando, durante esse tempo, impedido de frequentar as dependências do
Centro Universitário e participar de qualquer atividade acadêmica.
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§ 3º A aplicação de sanção que implique em afastamento das atividades acadêmicas é
precedida de processo disciplinar, de acordo com os princípios constitucionais do processo legal e
da ampla defesa.
§ 4º Cabe ao Pró-Reitor Acadêmico ou, em sua ausência, ao seu substituto legal, determinar
a instauração de processo disciplinar e constituir Comissão formada por, no mínimo, três
professores por ele designados.
§ 5º O processo disciplinar deverá ser concluído no prazo de trinta dias, contados a partir de
sua instalação, assegurando-se ao aluno o prazo de dez dias para defesa e de cinco dias para
apresentação de recurso, a partir de sua ciência.
Art. 113. O registro da penalidade aplicada será feito em documento próprio, não constando
do histórico escolar do aluno.
Parágrafo único. Será cancelado o registro das penalidades de advertência e repreensão, se,
no prazo de um ano de sua aplicação, não houver reincidência.
CAPÍTULO IV
DO REGIME DISCIPLINAR DO CORPO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
Art. 114. Aos membros do corpo técnico-administrativo aplicam-se as penalidades previstas
na legislação trabalhista.
Parágrafo único. A aplicação das penalidades é de competência do Pró-Reitor Acadêmico,
ressalvada a de dispensa ou rescisão de contrato, de competência da Entidade Mantenedora, por
proposta do Pró-Reitor Administrativo.
TÍTULO VII
DOS TÍTULOS E DIGNIDADES ACADÊMICAS
CAPÍTULO I
DOS DIPLOMAS E CERTIFICADOS
Art. 115. O Centro Universitário confere aos concluintes de cursos e programas de educação
superior, os seguintes diplomas e certificados:
I - Diplomas:
a) de curso sequencial superior de formação específica;
b) de graduação;
c) pós-graduação, quando for o caso.
II - Certificados:
a) de complementação de estudos em cursos sequenciais;
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b) de especialização;
c) de aperfeiçoamento;
d) de atualização;
e) de extensão e outros.
Parágrafo único. A outorga de graus acadêmicos é de competência do Reitor em sessão
solene e pública, na qual os graduandos prestam o compromisso de praxe.
Art. 116. O diploma é assinado pelo Reitor, pelo Pró-Reitor Acadêmico e pelo diplomado.
Parágrafo único. As normas complementares para a expedição e o registro de diplomas e
certificados constam de regulamentos próprios, aprovados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão.
CAPÍTULO II
DOS TÍTULOS HONORÍFICOS
Art. 117. O Centro Universitário outorga os títulos honoríficos de:
I - “Professor Honoris Causa”, a professores ou cientistas ilustres, não pertencentes aos
quadros do Centro Universitário, que tenham prestado relevantes serviços;
II - Professor Emérito, aos seus professores, inclusive aposentados, que tenham alcançado
posição eminente no ensino, na pesquisa ou na extensão;
III - Benemérito do Centro Universitário, à pessoa ou entidade que faça à Instituição doação
de alto valor ou a ele preste os serviços considerados de alta e inestimável relevância;
IV - Mérito Cultural, a personalidades nacionais ou estrangeiras que se destaquem por
relevantes atividades ou trabalhos prestados ao desenvolvimento da cultura em qualquer das suas
áreas;
V - Mérito Universitário, a personalidades nacionais ou estrangeiras, cuja contribuição ao
ensino, pesquisa, extensão ou à causa universitária seja considerada de alta valia à coletividade ou
ao Centro Universitário;
VI - Láurea Estudantil, ao estudante do Centro Universitário que obtiver o melhor
desempenho no seu curso de graduação, especialização ou pós-graduação, quando for o caso.
§ 1º A concessão de qualquer dignidade acadêmica se faz mediante proposta do Reitor ao
Conselho Universitário, devidamente instruída com o curriculum vitae da personalidade a ser
agraciada ou a demonstração de relevância dos serviços prestados, quando se tratar de entidades,
dependendo de aprovação da maioria de seus membros.
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§ 2º As dignidades são concretizadas em diplomas e medalhas a serem entregues à
personalidade ou entidade homenageada, em sessão solene e pública.
§ 3º A dignidade de Láurea Estudantil, concedida segundo as normas do Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão, consta de certificado e medalha, entregues na sessão solene de colação
de grau.
TÍTULO VIII
DAS RELAÇÕES COM A ENTIDADE MANTENEDORA
Art. 118. A Entidade Mantenedora é responsável, perante as autoridades públicas e o público
em geral, pelo Centro Universitário, cabendo-lhe tomar as medidas necessárias ao seu bom
funcionamento, respeitados os limites da Lei e deste Regimento, a liberdade acadêmica do corpo
docente e discente e a autoridade própria de seus órgãos deliberativos e executivos.
Art. 119. Compete à Entidade Mantenedora promover adequadas condições de
funcionamento às atividades do Centro Universitário, colocando à disposição os bens móveis e
imóveis necessários, de seu patrimônio ou de terceiros a ela cedidos, e assegurando os suficientes
recursos financeiros de custeio.
§ 1º À Entidade Mantenedora reserva-se a administração orçamentária e financeira do
Centro Universitário, podendo esta ser delegada no todo ou em parte ao Pró-Reitor Administrativo
ou a quem represente;
§ 2º Dependem de aprovação da Entidade Mantenedora as decisões dos órgãos colegiados
que impliquem aumento de despesas.
TÍTULO IX
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 120. Salvo disposição em contrário prevista neste Regimento, o prazo para a
interposição de recursos é de até dez dias, contados da data da publicação do ato recorrido ou de sua
comunicação ao interessado.
Art. 121. Os encargos educacionais serão fixados pela Entidade Mantenedora, obedecidas as
normas legais vigentes, e constarão de contrato de prestação de serviços a ser firmado entre as
partes.
Art. 122. Os casos omissos neste Regimento serão resolvidos pelo Reitor do Centro
Universitário ad referendum do Conselho Universitário.
Art. 123. O presente Regimento somente poderá ser alterado mediante proposta sancionada
pelo Conselho Universitário e encaminhada ao órgão competente do Ministério da Educação para
fins de aprovação e publicação.
Art. 124. Este Regimento entra em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho
Universitário do Centro Universitário e será disponibilizado de acordo com o disposto na legislação
em vigor.
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