Vida, que palavra essa que nos traz um sentido tão profundo, um
sentido que a nossa mente não atinge. Mas... o que é VIDA, qual o seu
significado? tanto se ouve falar, mas não entendemos a sus essência.
Vivemos porque ela existe. VIDA, é algo que mexe, que faz mexer, que
tem movimento, que se sente que se vê os seus efeitos pois se não
houvesse VIDA, nada existia. Que fenómeno extraordinário é esse!!! De
onde veio? Quem a trouxe? Vida é movimento, é tudo, VIDA É DEUS.
Quando penso nas palavras do sábio Salomão, no livro de Eclesiastes,
“TUDO TEM O SEU TEMPO DETERMINADO, E HÁ TEMPO PARA TODO O
PROPÓSITO DEBAIXO DO CÉU” … Decerta forma diz-nos que Vida é esse
“TODO”, é um CICLO, é sorrir, é chorar, é estar alegre, é estar triste é saber
receber, é saber abraçar, de ver partir, e... tempo de deixar de ver... Esse
é o CICLO DA VIDA. O Saber desfrutar de tudo que a VIDA nos dá, é saber
Vivê-la, mas acima de tudo é saber reconhecer que o “nada, nada pode
criar”, logo, Deus existe.
Vida é tudo o que acontece, é o escrever da nossa história que, mesmo
sendo passado, continua viva nas nossas mentes, trazendo memórias que
seguem em movimento. O mais interessante de tudo é que não estamos
sós. Em cada momento, mesmo nos mais difíceis, há um propósito maior
que nos guia e sustenta. Vida é entrega, é confiança nesse tempo certo
que Deus nos concede. Aceitar essa verdade nos dá força para
continuar sabendo que tudo tem seu lugar e seu significado na grande
obra da criação.
A vida é, de facto, um livro em constante escrita. Cada momento, cada
segundo, é uma nova linha adicionada ao nosso enredo pessoal. Nesse
livro, registamos as nossas experiências, emoções e aprendizagens. A
cada vírgula, ponto e vírgula, e ponto final, vamos estruturando a
narrativa da nossa existência.
À medida que o tempo avança, o passado fica para trás, mas
permanece gravado como capítulos que formam a nossa trajetória. Esses
registos não são apenas memórias, mas também lições que moldam
quem somos e influenciam o que seremos. Continuamos a escrever,
conscientemente ou não, um texto contínuo e interminável que compõe
a nossa vida.
Altos e baixos — É assim que chamamos a VIDA, essa “coisa” que passa
por nós dia após dia, enquanto respiramos, enquanto sentimos. Gosto de
pensar na vida como alguém que nos traz momentos bons e outros
menos bons. Talvez por isso ouvimos tantas vezes: “A vida nem sempre
corre como queremos.”
O segredo está em como recebemos o que ela nos entrega a cada dia.
Por vezes, vem algo tão pesado que dá vontade de fugir, de deixar a
vida para trás… não queremos enfrentar o que está à nossa frente. Mas
uma boa maneira de enfrentar essas dádivas é abraçá-las com toda a
nossa força e uma atitude de gratidão. Porque, no fim, tudo misturado —
como se fosse numa liquidificadora — o “sumo final” acaba por ser
agradável.
É aí que percebemos: vale a pena viver abraçados à vida. Fugir não vale
a pena; aproximarmo-nos dela será, para mim, sempre a melhor escolha.
Se andarmos de mãos dadas com a vida, nunca nos sentiremos sós.
Quando a abraçamos, a solidão afasta-se. No fundo, a vida é presença:
está sempre connosco, mesmo nos dias mais cinzentos. Abraçá-la é
escolher não caminhar sozinho. E é nesse abraço, simples e verdadeiro,
que descobrimos que vale a pena viver.
Ao continuar a refletir sobre a “VIDA”, sinto cada vez mais que existe algo
maior por trás de tudo. Para mim, o verdadeiro autor da vida é Deus. Sei
que nem todos partilham desta crença, e respeito isso sem qualquer
crítica. Cada um tem a sua forma de ver o mundo. Mas, no meu caso, a
cada dia que passa, reforça-se a convicção de que há um Criador por
trás de tudo o que nos rodeia — incluindo a própria vida, que, por si só,
nos dá sinais disso.
Ainda assim, cada um de nós é o autor da sua história. Sem papel ou
lápis, vamos registando as nossas experiências, escolhas e aprendizagens
ao longo do tempo.
O papá Machado (homem que conheci e que tive o privilégio de ter
como pai, mesmo não sendo o pai biológico), tinha uma visão
extraordinária da vida. No seu boletim de fim de ano, costumava
escrever: “O Balancé da Vida”. Enquanto criança, essa expressão não
me dizia nada. Mas, com o passar dos anos, comecei a perceber o seu
significado. Admirava-o, porque via a vida de uma forma diferente, era
notório — quase como se a olhasse de longe, com outra perspetiva.
“A vida é como um balancé”. Não é uma linha reta, mas um percurso
cheio de altos e baixos. É como subir uma montanha: às vezes
avançamos com firmeza, outras vezes escorregamos e voltamos a
descer. Mas o importante é levantar e continuar, como diz o povo, “Pr’a
frente é que é o caminho.” Pela minha experiência pessoal, posso dizer,
não é fácil, mas é possível.
É nesses movimentos de subida e descida que a nossa história se vai
desenhando. Nesse constante “balancé”, definimos o nosso caminho,
construímos o nosso futuro e formamos laços — primeiro com a nossa
família, onde nascemos e vivemos, depois, com as pessoas que se vão
cruzando connosco. O ser humano não foi criado para viver em solidão;
pelo contrário, sozinho somos mais frágeis. Somos como uma corda, que
se torna mais resistente quando entrelaçada com outras. Da mesma
forma, também nós devemos fortalecer-nos uns aos outros.
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu
trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas aí
do que estiver só; pois caindo não haverá outro que o levante.”
(Eclesiastes 4:9-10, Bíblia Sagrada)
Cada momento conta, cada decisão deixa uma marca. No fim, a soma
de tudo isto é a nossa jornada única.
Termino concluindo que, a VIDA tem “tempo” determinados por Deus,
cabe-nos a nós saber aproveitá-la, saber abraçá-la e
viver...viver...viver.
VIDA
Vida… mistério que nos atravessa. Mas o que é a VIDA? Movimento,
sentir, existir. Sem ela, nada seria. VIDA É DEUS.
Tudo tem o seu tempo: sorrir e chorar, abraçar e deixar partir. Cada
instante escreve uma linha no nosso livro, cada memória molda quem
somos.
Altos e baixos… luz e sombra entrelaçam-se. Caímos, levantamo-nos,
seguimos. É neste balancé que se desenha a nossa história, que os laços
se fortalecem, que o futuro se constrói.
A VIDA acompanha-nos sempre. Abraçá-la é caminhar lado a lado com
o presente, sentir o momento, confiar que tudo tem lugar.
No fundo, há algo maior. Para mim, DEUS. Mas cada um escreve a sua
própria história, instante a instante, entre luz e sombra, entre riso e silêncio.
VIVER é abraçar tudo isso… VIVER PLENAMENTE.
15 de Setembro, 2025,
Acácio Franco