Eventos Aleatórios e Seleção de Currículos
Eventos Aleatórios e Seleção de Currículos
1
TU
PÍ
CA
UM EVENTO
Competências
• C5 e C6
Habilidades
PIXEL-SHOT/SHUTTERSTOCK
A diferença entre as situações que exploramos no parágrafo anterior é que escolher uma pessoa
para uma vaga de emprego não é uma situação aleatória, como colocar a mão em um pote com
balas coloridas e escolher uma delas, sem olhar ou utilizar nenhum critério. Quando selecionamos
uma pessoa para uma vaga de emprego, podemos adotar critérios que indiquem qual pessoa será
selecionada, como o caso dos quesitos buscados em currículos, de forma que, se houvesse duas
seleções acontecendo paralelamente para duas vagas iguais com os mesmos candidatos, utilizando
o mesmo critério, muito provavelmente a mesma pessoa seria selecionada para ambas as vagas. Já
no caso de retirarmos balas de dois potes iguais, dificilmente retiraríamos a mesma bala de cada um
deles se não houvesse nenhum critério de seleção.
Outras situações que envolvem eventos aleatórios são: a face que fica voltada para cima ao fim
do arremesso de uma moeda; o número que fica voltado para cima ao fim do arremesso de um dado;
o sexo de um filhote de gato que está prestes a nascer, dado que nenhum exame para detectá-lo
foi feito; o local a ser atingido por um raio durante uma tempestade; o momento em que um dos
processos que um computador executa irá falhar; a quantidade de pessoas que ficará doente dentro
de um grupo em que há uma infectada.
Qual é a chance? 7
Espaço amostral
Um evento dentro de um espaço amostral que já analisamos é a
retirada de uma bala, aleatoriamente, do interior de um pote.
No caso do pote da fotografia, as cores das balas que se espera retirar
do pote são: verde, amarela, roxa, laranja, preta, rosa , vermelha ou branca.
CHRISTINE GLADE/
SHUTTERSTOCK
Ou seja, são 8 opções de cores, e nenhuma outra cor deve ser esperada na
retirada de balas desse pote.
Quando, por falta de organização, temos parafusos de diversos tipos
misturados em uma caixa e precisamos usar um tipo específico de parafuso
para executar um serviço, retirar o parafuso correto aleatoriamente da caixa
pode ser considerado um evento.
JMARKOW/SHUTTERSTOCK
Todas essas situações que descrevemos anteriormente são exemplos de espaços amostrais. Um
espaço amostral é um conjunto que contém todas as possibilidades de ocorrência de um evento
em determinada situação. Vamos representá-lo pela letra grega : (ômega), e a quantidade de
elementos do espaço amostral por n(:).
Vamos analisar mais uma situação em que determinaremos o espaço amostral e a quantidade
de elementos dele. Exploremos a situação em que jogamos dois dados – um de 6 faces, numeradas
de 1 a 6, e outro de 12 faces, numeradas de 1 a 12 – e vamos somar os resultados obtidos.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
8 Qual é a chance?
Note que somas iguais se referem a parcelas diferentes. Por exemplo, 1 9 10 e 3 7 10
são eventos distintos.
n(:) 72
Outra situação em que podemos avaliar o espaço amostral é a escolha aleatória de uma das
peças em um jogo de dominó:
MIKHAIL GRACHIKOV/SHUTTERSTOCK
Evento
Qualquer um dos subconjuntos do espaço amostral Ω pode ser considerado um evento em uma
situação de experimento aleatório. Podemos representar um evento em um experimento aleatório
com uma letra maiúscula A, por exemplo, e utilizaremos n(A) para representar a quantidade de
elementos desse evento.
Exemplificando: em uma urna com bolas azuis (A), verdes (V) e roxas (R), queremos retirar duas
bolas ao mesmo tempo e obter ao menos uma bola azul (evento Q). Veja que os resultados possíveis
seriam: (A; A), (A; V), (A; R), (V; A), (V; V), (V; R), (R; A), (R; V), (R; R). Mas, como as duas bolas devem
ser retiradas ao mesmo tempo, (A; V) (V; A), que significa que retiramos uma bola azul e uma
verde, não importa a ordem. Então:
:{(A; A), (A; V), (A; R), (V; V), (V; R), (R; R)}
n(:) 6
Q {(A; A), (A; V), (A; R)}
n(Q) 3
Podemos analisar uma aplicação a uma situação do cotidiano: a ocorrência de chuvas em uma
região. Nesse caso, os eventos a serem analisados são as áreas dessa região que estão sujeitas a deter-
minados intervalos de volume de chuva, e uma maneira de representar esses eventos é utilizando
um mapa com os dados indicados, como no exemplo a seguir:
Qual é a chance? 9
Minas Gerais – Previsão de chuva (válida até as 10 h do dia 28/1)
45° O
LAB212
BA
10 - 30 mm
DF
GO
50 - 80 mm
18° S
10 - 30 mm
80 - 120 mm
ES
SP
RJ
OCEANO
0 100
ATLÂNTICO
km
PARA AMPLIAR
Em países onde os jogos de azar são permitidos, é muito comum encontrarmos cassinos, ambientes
recheados de situações que envolvem eventos aleatórios.
Com base em estudos estatísticos, há grupos de pessoas que se propõem a tentar diminuir a
chance de serem “derrotadas” pelo cassino. O filme Quebrando a banca relata uma história com
base em aplicações probabilísticas.
REPRODUÇÃO/SONY PICTURES
Quebrando a banca (21). Direção: Robert Luketic, Estados Unidos, 2008 (123 min).
10 Qual é a chance?
PARA CONSTRUIR
1 c)
LINA KEIL/SHUTTERSTOCK
Marcos pertence à equipe de ciência de dados de uma em-
presa e, como parte de seu trabalho, deve identificar e analisar
H30 situações que podem ser descritas por eventos aleatórios.
Nas imagens a seguir estão exemplos de situações que ele
pôde identificar. Explique o motivo pelo qual as imagens
podem ser associadas a esse tipo de evento.
MINIWIDE/SHUTTERSTOCK
a)
b)
INSPIRING/SHUTTERSTOCK
Qual é a chance? 11
FAÇA VOCÊ MESMO
1 Um engenheiro genético está fazendo experimentos com 3 O CEO de uma empresa quer sortear funcionários com base
algumas cobaias e verificou que o evento que mais gera nos dias do mês de seu nascimento para receberem prêmios
H32 variabilidade genética nelas é o crossing-over, que está re- H33
de incentivo, de acordo com seus cargos. Para isso, ele deve
presentado na imagem a seguir. colocar todas as possibilidades de resultado em uma urna.
Quais são as possibilidades de resultado?
NASKY/SHUTTERSTOCK
Em seu relatório, esse engenheiro citou que esse é um evento
aleatório. Pesquise e relate a razão que lhe permite considerá-lo
dessa maneira. 4 Durante um campeonato de jogos de tabuleiro, os participan-
tes jogam com dois dados, um amarelo e um vermelho, de
H33
15 faces numeradas de 1 a 15. Como o jogo está terminando,
vence quem obtiver a soma 24 dos números nas faces dos
dados voltadas para cima. Assim, antes de se executarem
as últimas jogadas, quais os possíveis resultados a serem
projetados no telão?:
a) (12; 12), (11; 12), (10; 14), (9; 15), (13; 11), (14; 10) e (14; 9).
b) (10; 12), (11; 13), (10; 14), (9; 15), (13; 12), (14; 10) e (15; 9).
2 Ao organizar o sistema interno de um circuito elétrico com c) (12; 12), (11; 13), (10; 14), (9; 15), (13; 11), (14; 10) e (15; 9).
resistores em série, uma máquina arranja os resistores A, B, C e d) (11; 13), (10; 14), (9; 15), (13; 11), (14; 10) e (15; 9).
H33 D em linha dentro desse circuito. Mostre as diferentes formas
e) (12; 12), (11; 13), (10; 14) e (9; 15).
como essa máquina pode organizar esses componentes se
isso for feito de maneira aleatória.
LAB212
D A
C B
12 Qual é a chance?
PROBABILIDADE
Marta é empresária no ramo de alimentação saudável, fazendo tortinhas e biscoitos de massa
integral para vender. Seus produtos são oferecidos tanto como venda direta, nas ruas, quanto em
lojas que possam revendê-los.
Ela faz as tortinhas nos seguintes sabores: uva, morango, limão, abacaxi, maçã e banana; já os
biscoitos têm recheios de geleia nos sabores: goiaba, laranja, maçã e banana.
JORDI C/SHUTTERSTOCK
Marta procura vender suas tortinhas e biscoitos em saquinhos contendo 3 tortinhas e 2 biscoi-
tos. Os clientes, em geral, não gostam quando o sabor da tortinha coincide com o sabor do biscoito.
Isso acaba sendo um problema para Marta, pois faz com que ela precise dedicar especial atenção à
seleção dos quitutes que irão em cada saquinho.
Com a expansão das vendas, ficou quase impossível para Marta evitar essa coincidência. Com
isso, ela deve analisar se pode contar com a sorte na distribuição das tortinhas e dos biscoitos ou se
é necessário melhorar o processo de seleção e organização deles.
Analisando as possíveis combinações nos saquinhos que poderia formar, Marta concluiu que
a quantidade de saquinhos diferentes apenas nos sabores é dada pela combinação de 6 elementos
tomados 3 a 3 no caso da organização das tortinhas, e de 4 elementos tomados 2 a 2 no caso da
organização dos biscoitos. Ou seja, o número de possíveis configurações de sabores é:
6! 4! 6! 4!
C6, 3 ⋅ C4, 2 = 3! 2! = 20 ⋅ 6 120
3! ( 6 3 ) 2! ( 4 2 ) 3! 2!
Das 120 maneiras que Marta tem para organizar os pacotes, ela poderá ter maior chance de
rejeição no caso de o sabor da tortinha ser o mesmo do recheio do biscoito, que pode ocorrer ao
repetir o sabor maçã, o sabor banana, ou ambos os sabores.
Inicialmente, vamos calcular de quantas maneiras é possível repetir o sabor maçã. Considerando
que ele já é um item repetido dos saquinhos, resta escolher 2 sabores de tortinha em 5 e 1 sabor de
biscoito em 3:
5! 3!
C5, 2 ⋅ C3, 1 10 ⋅ 3 30
2! 3! 1! 2!
Qual é a chance? 13
O mesmo ocorre para a repetição do sabor banana, que pode ser de 30 maneiras também.
Como nesses dois casos contamos também as ocorrências de repetição dos dois sabores, devemos
retirá-las da contagem, pois estão sendo contadas duas vezes. A quantidade de maneiras que isso
pode ocorrer é:
4! 2!
C4, 1 ⋅ C2, 0 4⋅14
1! 3! 0! 2!
Portanto, Marta pôde concluir que os clientes poderiam não ficar satisfeitos com a combi-
nação de sabores dos quitutes em 30 30 − 4 56 casos em um total de 120 casos possíveis.
Ou seja, eles podem não ficar satisfeitos com a combinação dos sabores em, aproximadamente,
47% dos casos. Isso significa, também, que a probabilidade de um cliente ficar insatisfeito é de,
aproximadamente, 47%.
Definição de probabilidade
Perceba que a probabilidade de um cliente ficar insatisfeito é de 47%, o que significa que,
no longo prazo, a cada 100 clientes, 47 estarão insatisfeitos. Com isso, pode-se estimar o número
aproximado de clientes que estarão descontentes com o produto após um determinado número
de vendas.
Buscando um serviço de auxílio ao microempreendedor de sua cidade, Marta obteve acesso às
seguintes informações sobre o plano de ação que se sugere seguir em microempresas:
Uma vez que, escolhendo-se a distribuição dos sabores das tortinhas e biscoitos aleatoriamente,
a probabilidade de insatisfação com o produto pode atingir 47%, Marta concluiu que, segundo a
tabela, deve readequar seu produto. Portanto, não deve selecionar os sabores aleatoriamente e pre-
cisará seguir outro plano para a distribuição.
A gestão do risco é fundamental em inúmeras empresas para o sucesso e a implementação das
suas políticas. Quando se fala em gestão de risco, deve ser introduzido um fator notável: a probabi-
lidade de ocorrência de um evento.
No entanto, nem sempre é fácil mensurar eventos. Por exemplo, a chance de um projeto espacial
dar errado, como ocorreu com o acidente com o ônibus espacial Challenger em 1982.
Outras probabilidades são mais dimensionáveis, inclusive baseando-se em experiências passadas.
Por exemplo, observou-se que, a cada 100 peças usinadas por um torneiro mecânico, aproximada-
mente 1 apresenta alguma imprecisão. Com isso, pode-se concluir que a probabilidade de 1 peça
14 Qual é a chance?
ser produzida com imprecisão é de 1%. Assim, a empresa pode avaliar se o risco de erro de execução
está dentro ou fora do padrão da empresa e até analisar se vale a pena o investimento em maquinário
que melhore essa precisão no serviço.
Em outras situações, mensurar a probabilidade é ainda mais simples, sem necessidade de ob-
servações anteriores, como na escolha aleatória de um diretor da empresa, entre 6 disponíveis, para
representá-la em um congresso internacional. Como apenas 1 será selecionado em 6 possibilidades,
podemos notar que a probabilidade de escolha é de 1 em 6.
12
Branca 12 24%
50
14
Vermelha 14 28%
50
11
Preta 11 22%
50
13
Verde 13 26%
50
Total 50 100%
Assim, podemos dizer que a chance de retirarmos aleatoriamente uma caneca branca dessa
caixa é de 24%, a de retirarmos uma caneca vermelha é de 28%, a de retirarmos uma caneca preta
é de 22% e a de retirarmos uma caneca verde é de 26%. Entretanto, a probabilidade de retirarmos
uma caneca amarela dessa caixa é 0%, já que não há nenhuma caneca dessa cor. Por outro lado, a
probabilidade de retirarmos uma caneca que não seja azul é 100%, uma vez que todas as canecas
contidas na caixa não são azuis.
PARA AMPLIAR
YETI STUDIO/SHUTTERSTOCK
Qual é a chance? 15
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
1 (Enem-MEC) Rafael mora no Centro de uma cidade e decidiu se mudar, por recomenda-
ções médicas, para uma das regiões: Rural, Comercial, Residencial Urbano ou Residencial
H30 Suburbano. A principal recomendação médica relaciona-se com as temperaturas das
“ilhas de calor” da região, que deveriam ser inferiores a 31 °C. Tais temperaturas são
apresentadas no gráfico:
LAB212
92
33
91
Temperatura (ºC)
Temperatura (ºF)
90 32
89
88 31
87
86 30
85
Fonte: EPA.
Escolhendo, aleatoriamente, uma das outras regiões para morar, a probabilidade de ele
escolher uma região que seja adequada às recomendações médicas é:
1
a)
5
1
b)
4
2
c)
5
3
d)
5
3
e)
4
RESOLUÇÃO
Como Rafael mora no centro da cidade, ele tem 4 opções para mudar de região. Como a
região que ele precisa escolher deve ter temperatura inferior a 31 °C, ele só tem três opções
de escolha: Rural, Residencial Urbano ou Residencial Suburbano. Portanto, a probabilida-
3
de de que a mudança atenda às recomendações médicas é de .
4
Resposta: alternativa e.
16 Qual é a chance?
CONEXÃO CIÊNCIAS DA NATUREZA
FUSEBULB/S
Probabilidade na genética de populações HUT
TER
S TO
CK
Alelos do pai
IA IB
Alelos da mãe
i IAi IBi
i IAi IBi
Ou seja, para essa composição sanguínea dos pais, temos 50% de chance de o filho ter sangue
do tipo A e 50% de chance de ter sangue do tipo B, excluindo totalmente a possibilidade de
terem um filho com tipo sanguíneo O.
Sabendo que os tipos sanguíneos A e B podem ter configuração de dois alelos dominantes
(IAIA ou IBIB) ou um alelo dominante e um recessivo (IAi ou IBi), determine as probabilidades de um
casal, formado por um homem com sangue do tipo A e uma mulher com sangue do tipo B, ter
um filho com tipo sanguíneo AB para cada combinação possível de alelos dos pais.
Alelos do pai
Alelos da mãe
Alelos do pai
Alelos da mãe
Alelos do pai
Alelos da mãe
Qual é a chance? 17
PARA CONSTRUIR
1 Em uma empresa, o quadro de funcionários pode ser descrito pela tabela a seguir:
H33
Escolaridade por gênero
Escolaridade Homem Mulher
Ensino Superior completo 12 18
Ensino Médio completo 120 130
Dados fictícios. Elaborada em 2020.
Se o diretor dessa empresa, que não está representado na tabela anterior, precisa selecionar aleatoriamente funcionários, calcule
a probabilidade de que seja escolhido:
a) um homem entre todos os funcionários que constam na tabela;
b) uma mulher com Ensino Superior completo entre todos os funcionários que constam na tabela;
c) um homem e uma mulher, ambos com Ensino Superior completo, entre todas as duplas possíveis.
18 Qual é a chance?
2 Em uma máquina de sorteio de bichinhos de pelúcia, a chance de se conseguir um bichinho ao participar do jogo
uma vez é, inicialmente, 15%. Para que essa probabilidade possa ser alterada, a máquina considera uma quantidade
H32 n de bichinhos, com n 30, em que 30 bichinhos são reais e n − 30 são bichinhos virtuais simulados. Sabendo-se que essa probabi-
lidade é dada pela razão entre a quantidade de bichinhos de pelúcia, reais e a quantidade n de bichinhos, se o programador dessa
máquina quiser que a chance de se conseguir um bichinho de pelúcia ao participar desse jogo passe a ser 10%, qual é a quantidade
de bichinhos virtuais que ele deve adicionar aos já existentes no sistema?
LAB212
15 km
60 km
6 km
Um grupo de meteorologistas analisou essa região e determinou que, por toda ela, a probabilidade de incidência de raios é
homogênea. Assim, com base nesse estudo, qual é a probabilidade de que um raio, ao cair nessa região, caia em uma área
povoada? (Dado: Y 3,1)
Qual é a chance? 19
FAÇA VOCÊ MESMO
1 (Enem-MEC) Todo o país passa pela primeira fase de campanha de vacinação contra a gripe suína (H1N1). Segundo um médico
infectologista do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, a imunização “deve mudar”, no país, a história da epidemia. Com a vacina,
H30 de acordo com ele, o Brasil tem a chance de barrar uma tendência do crescimento da doença, que já matou 17 mil no mundo.
A tabela apresenta dados específicos de um único posto de vacinação.
Escolhendo-se aleatoriamente uma pessoa atendida nesse posto de vacinação, a probabilidade de ela ser portadora de
doença crônica é:
a) 8%
b) 9%
c) 11%
d) 12%
e) 22%
2 Na seleção de um profissional para uma vaga de emprego, uma empresa elabora um teste com perguntas de diferentes temáticas:
aplicações, negócios e gestão. Essas perguntas são colocadas em uma urna a fim de se sortear uma delas para ser respondida pelo
H33
candidato. Inicialmente, 30% das perguntas são sobre aplicações e 25% são sobre gestão. Como muitos candidatos falharam na
hora de responder a esses tipos de perguntas, a empresa pretende adicionar mais perguntas sobre negócios, a fim de torná-las
maioria na urna. Mostre qual deve ser o aumento percentual da quantidade de perguntas desse tipo para que se cumpra essa
proposta, sabendo que a quantidade inicial de perguntas sobre negócios era 135.
20 Qual é a chance?
3 (UFG-GO) A figura abaixo mostra os diversos caminhos que podem ser percorridos entre as cidades A, B, C e D e os valores dos
pedágios desses percursos.
H30
R$ 8,00 R$ 3,00
LAB212
R$ 3,00
A B C D
R$ 6,00 R$ 2,00
Dois carros partem das cidades A e D, respectivamente, e se encontram na cidade B. Sabendo-se que eles escolhem os caminhos
ao acaso, a probabilidade de que ambos gastem a mesma quantia com os pedágios é:
4 Em um programa de televisão, os participantes que aceitam participar de um jogo de sorte giram duas roletas. A primeira roleta
é numerada de 1 a 20 e a segunda, de 1 a 5. O participante ganha se o produto dos números sorteados for ímpar. Assim, qual é
H33
a probabilidade de um participante ganhar esse jogo?
Qual é a chance? 21
VOCÊ É O AUTOR
Pontos de solda
ZAHOVAEV K/SHUTTERSTOCK
É notório que a soldagem é parte importante dos
processos industriais que utilizam metais. A correta
execução dos processos pode determinar a qualidade
da solda e, consequentemente, da peça final e diminuir
o risco de quebra.
Um dos fatores que influenciam uma boa qua-
lidade da solda é a utilização de cordões alternados,
pois o excesso de pontos de solda em um material
gera sequenciais dilatações e contrações, podendo
provocar deformação nas peças e formação de tensões
internas, que enfraquecem a junta soldada.
LAB212
©SHUTTERSTOCK/GROUND PICTURE
Um estudo pode definir, para uma peça metálica específica, a relação entre a taxa de utilização
de solda em seus possíveis pontos de preenchimento e a probabilidade de rompimento da peça.
O gráfico abaixo apresenta um possível resultado desse estudo:
LAB212
Probabilidade de quebra (%)
30
25
20
15
10
22 Qual é a chance?