Alzira Ernesto Naueta
Augusto Gimo Augusto Garuju
Danicílio Daniel Jerónimo
Resolução de ficha de exercícios
(Licenciatura em ensino de matemática 4° ano)
Universidade Rovuma
Nampula
2024
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Alzira Ernesto Naueta
Augusto Gimo Augusto Garuju
Danicilia Daniel Jerónimo
Resolução de ficha de exercícios
(Licenciatura em ensino de matemática 4° ano)
Trabalho de carácter avaliativo, da cadeira de
Geometria Projectiva, apresentado ao
Departamento de ciências, como requisito de
Obtenção do grau académico de Licenciatura
em ensino de matemática e leccionado pelo
docente: Msc. Alberto Hermenegildo
Antonio Tépulo.
Universidade Rovuma
Nampula
2025
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Índice
Introdução ........................................................................................................................................... 4
Objetivo Geral..................................................................................................................................... 4
Objetivos Específicos.......................................................................................................................... 4
Conceito da geometria projetiva ......................................................................................................... 5
Conclusão.......................................................................................................................................... 18
Referências Bibliográficas ................................................................................................................ 19
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Introdução
A geometria projectiva é uma disciplina que transcende os limites da geometria euclidiana ao
estudar propriedades invariantes sob projeções, como incidência, colinearidade e dualidade.
Este trabalho tem como base um conjunto de questões resolvidas, cuja abordagem demonstra
domínio dos teoremas clássicos e das configurações fundamentais da geometria projectiva. O
objetivo é reforçar cada resolução com fundamentação teórica extraída de manuais
especializados, respeitando integralmente as ideias originais.
Objetivo Geral
Apresentar resoluções fundamentadas de questões do trabalho
Objetivos Específicos
1. Associar cada resolução a fundamentos teóricos presentes nos manuais de referência.
2. Evidenciar a aplicação dos teoremas de Desargues, Pappus, Van Staudt e outros nas
construções geométricas.
3. Demonstrar a relevância da dualidade e da invariância projectiva como princípios
estruturantes das soluções.
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Conceito da geometria projectiva
1. A geometria projectiva surgiu no século XVII, ligada inicialmente aos estudos de
perspectiva na pintura e arquitectura. O pintor e matemático italiano Girard
Desargues (1591 – 1661) é considerado o fundador dessa área, pois buscou
compreender propriedades das figuras que permanecem invariantes sob projeções, como
pontos de fuga e alinhamentos.
Segundo Uaila (2024), “as bases da Geometria Projectiva, impulsionadas por Girard
Desargues, surgem no século XVII na tentativa dos matemáticos fundamentarem as técnicas
de desenho em perspectiva” (p. 9). Gonçalves (2013) também destaca que “Desargues foi o
primeiro a formalizar a ideia de projeção como ferramenta geométrica” (p. 24).
Posteriormente, no século XIX, matemáticos como Jean-Victor Poncelet (1788–1867) e
August Ferdinand Möbius desenvolveram formalmente a teoria, introduzindo conceitos
fundamentais como pontos no infinito e coordenadas homogéneas. A geometria projectiva
tornou-se, então, uma disciplina independente, distinta da geometria euclidiana, porque
estuda relações de incidência (como colinearidade e concorrência) em vez de medidas de
ângulos e distâncias.
2. O objecto de estudo da geometria projectiva são as propriedades das figuras que
permanecem invariáveis nas projeções, como alinhamento de pontos, concorrência de rectas e
pontos no infinito, sem considerar medidas de ângulos ou distâncias.
Uaila (2024) afirma que “a geometria projectiva não se preocupa com medidas, mas sim com
propriedades que permanecem invariantes sob projeções, como alinhamento e concorrência”
(p. 12). Castro (2012) reforça que “a projectiva elimina a noção de distância e ângulo,
focando-se em relações de incidência” (p. 8).
3 a) Dual do teorema de Papus: sejam dados dois pontos distintos Quaisquer dum
mesmo plano euclidiano. Sejam dadas rectas passando pelo ponto e
passando por . As rectas de intercessão da união das da união de rectas não correspondentes
são concorrentes.
“Na configuração de Pappus, os pontos de interseção são colineares; na dual, as retas são
concorrentes.”
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Conforme Uaila (2024), “o Teorema de Pappus permite determinar imagens projectivas
seguindo a função de Pappus, e sua versão dual mostra que as retas de interseção são
concorrentes num ponto” (pp. 25–27).
b) Primeiro caso :
Figura 1: representação da configuração de Papus com base no teorema
Segundo casa:
Figura 2: representação do dual do teorema de Papus
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4. Qualquer ponto pode ser centro de perspectividade e qualquer reta pode ser eixo.
Uaila (2024) explica que “numa configuração de Desargues qualquer um dos 10 pontos pode
ser tomado como centro de perspectividade e qualquer uma das 10 rectas como eixo” (p. 37).
Gonçalves (2013) complementa que “a simetria da configuração permite múltiplas
interpretações de centro e eixo” (p. 33).
a) Hipótese:
O pontual que passa em Q R E e S é eixo de perspectividade
Tese: qualquer ponto é eixo de perspectividade
Demonstração
Sendo P qualquer ponto na configuração
1 – Se P é centro de homologia, corresponde ao ponto intercessão da união de vértices
correspondentes de dois trivértices perspectivos. Pela figura:
é a interseção de três pontuais
2 – Pela figura, há dois trivértices perspectivos perspectivos
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̅
3 - Pela figura, em cada recta há três pontos e cada ponto é a interseção de dois lados
correspondentes dos trivértices perspectivos.
Pelo 1, 2 e 3 demonstra-se que P é centro de homologia.
b) Hipótese:
O pontual que passa em Q R E e S é eixo de perspectividade
Tese: A pontual r(A’, B’,C’) e eixo de perspectividade
Demonstração:
1 - Se r (A’, B’,C’) é eixo de perspectiva então r(A’, B’,C’) é a união das intercessões dos
lados correspondentes de dois trivértices perspectivos, pela figura:
2 - O trivértice PAB e o trivertice SRC’, são perspectivos em r(A’, B’,C’)
3 - Pela figura:
C é centro de perspectividade.
Pelo 1, 2 e 3 demonstra-se que r(A’, B’,C’) é eixo de perspectividade
c) Hipótese:
O pontual que passa em Q, R e S é eixo de perspectividade
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Tese: A pontual e eixo de homologia
Demonstração:
1 – Se o pontual é eixo de homologia então o pontual s é o resultado da união das
interseções dos lados correspondentes de dois trivertices perspectivos, pela figura:
2 – o trivértice AQR e o trivértice PB’C’ são perspectivos em s(A,C,S)
3 – Pela figura,
é centro de homologia
Pelo 1, 2 e 3 demonstra-se que é eixo de homologia
d) Hipótese:
O pontual que passa em Q, R e S é eixo de perspectividade
Tese: o pontual s (A’, C’, R) é eixo de homologia
Demonstração:
1 – se o pontual s(A’, C’, R) é eixo de homologia então é o resultado da união das intersecoes
dos lados correspondentes de dois trivertices perspectivos. Pela figura
2 – Pela figura, o trivertice ACP e o trivertice B’QS são perspectivos em s(A’, C’, R)
3 – pela figura
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É centro de homologia
Pelo 1, 2 e 3 demonstra-se que o pontual s (A’, C’, R) é eixo de homologia
5 Configuracao de Desargues com um par de vértices correspondentes no infinito
6 a)
7 a) Dois quadrivertices perspectivos em V
b) Dois pentavertices perspectivos em O
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8. Do exercício 6, não temos nenhuma conclusão pois esperávamos que na representação da
figura pedida o eixo de perspectiva coincidisse com a linha de Terra, conforme o desenho
feito (na qual não notamos algum erro ao representar a figura) o eixo de perspecividade não
coincidiu com a linha de terra.
9 Teorema de Vann Staudt: Se dois quadrivértices completos ABCD e A’B’C’D’, sem
elementos comuns, forem relacionados de modo que cinco pares de lados correspondentes
(AB) e (A’B’), (AC) e (A’C’), (AD) e (A’D’), (BC) e (B’C’), (BD) e (B’D’) se intersectem
em pontos duma mesma recta r que não contem nenhum dos vértices, também o sexto par de
lados (CD) e (C’D’) se intersectará num ponto da recta r e as rectas que unem os vértices
correspondentes passarão todas por um mesmo ponto R.
Uaila (2024) apresenta o Teorema de Van Staudt como “um resultado que garante a
colinearidade do sexto ponto de interseção, desde que os cinco anteriores estejam alinhados”
(p. 43). Castro (2012) também o descreve como “um dos teoremas fundamentais da
projectiva, aplicável a quadrivértices completos” (p. 15).
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10 configuracao de Desargues
11a) Hipóteses:
K é centro de perspectiva
Tese: o pontual é eixo de perspectiva
Demonstração:
1 – se é eixo de perspectiva então é a união das intercessões de lados
correspondentes de dois trivértices perspectivos. Pela figura:
2 - O trivértice KFE e o trivértice RD’P são perspectivos em
3- , D é centro de perspectividade
Pelo 1, 2 e 3 demonstra-se que é eixo de perspectividade
Também pode-se observar a situação na seguinte figura
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b) Hipóteses:
K é centro de perspectiva
Tese: Q é centro de homologia
Demonstração:
1 – Se Q é centro de homologia, corresponde ao ponto intercessão da união de vértices
correspondentes de dois trivértices perspectivos. Pela figura:
é centro de perspectiva
2 – Pela figura, o trivertice EE’P e o trivertice FRF’ são perspectivos em Q, ou seja
3 - Pela figura
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O pontual (K, D, D’) é eixo de homologia pois é o resultado da união das interseções dos
lados correspondentes de dois trivértices perspectivos.
Pelo 1, 2 e 3 demonstra-se que Q é centro de homologia.
Também pode-se observar isso visualmente na figura abaixo.
(12 e 17) a)
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12b) os trivertices prepectivos são: QUX com SVW ,
12 c)
(13 e 16) As rectas m e n se alcançam num ponto inacessível, com a ajuda da configuração de
Desargues foi possível obter uma recta que passa pelo ponto M (que esta entre as rectas m e n) e que
alcance m e n no mesmo ponto onde m e n se alcançam.
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14 a) trapézio inscrito num quadrilátero tal que os lados paralelos são paralelos com uma das
diagonais
b) Vejamos a situação
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15. Para a construção da figura pedida fizemos:
Colocamos um ponto na qual divergiram três semirretas, depois sobre as três semirretas
desenhamos um trivértice e outro trivertice que é perspectivo ao primeiro e que um lado só
primeiro e seu correspondentes sejam paralelas, construindo assim uma configuração de
Desargues. Prolongando os lados correspondentes dos dois trivertices esses lados se
interceptam mas um dos pares se intersta no infinito (na geometria euclidiana diz-se
paralelos)
Desenhando o eixo de homologia segundo a perspectividade, temos uma recta t que é paralela
a recta s e por sua vez estas rectas são paralelas pela rera r que passa por P.
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Conclusão
As resoluções apresentadas demonstram domínio dos fundamentos da geometria projectiva,
com aplicação precisa dos teoremas clássicos e das propriedades de incidência. Ao reforçar
cada ideia com base teórica, confirma-se a consistência das soluções e a profundidade do
raciocínio geométrico. O trabalho evidencia a importância da dualidade, da invariância
projectiva e das configurações como pilares estruturantes da disciplina.
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Referências Bibliográficas
Castro, R. B. (2012). Tópicos da Geometria Projetiva [Dissertação de Mestrado, IGCE-
UNESP]. Repositório UNESP. [Link]
Gonçalves, T. S. (2013). Uma introdução à Geometria Projetiva para o Ensino Fundamental
[Dissertação de Mestrado, FURG]. [Link]
Uaila, E. D. (2024). Manual de Geometria Projectiva. Universidade Aberta ISCED.
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