0% acharam este documento útil (0 voto)
11 visualizações2 páginas

Porta-enxerto ES8161 Goytacá na cafeicultura

O porta-enxerto 'ES8161 Goytacá' demonstrou eficácia na redução da mortalidade e aumento da produtividade de cafeeiros em solos infestados com M. parananensis. O uso de silicato de magnésio foi avaliado em comparação a outras fontes de magnésio, apresentando resultados semelhantes, mas com superioridade em teor de magnésio na folha. A aplicação de dessecantes como Diquate melhorou a eficiência da colheita do café, sem impactar negativamente o crescimento vegetativo das plantas.

Enviado por

Agro Vga
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
11 visualizações2 páginas

Porta-enxerto ES8161 Goytacá na cafeicultura

O porta-enxerto 'ES8161 Goytacá' demonstrou eficácia na redução da mortalidade e aumento da produtividade de cafeeiros em solos infestados com M. parananensis. O uso de silicato de magnésio foi avaliado em comparação a outras fontes de magnésio, apresentando resultados semelhantes, mas com superioridade em teor de magnésio na folha. A aplicação de dessecantes como Diquate melhorou a eficiência da colheita do café, sem impactar negativamente o crescimento vegetativo das plantas.

Enviado por

Agro Vga
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

O porta-enxerto ‘ES8161 Goytacá’ foi plantado em condições de campo em um solo altamente infestado com M.

parananensis. Nessas condições, observou- se nas áreas plantadas com o porta-enxerto, redução significativa da mortalidade, elevado
vigor das plantas, além da manutenção de produtividade economicamente viável (Figura 2). A produtividade dos clones não
enxertados com o porta-enxerto resistente ao nematoide, foram drasticamente afetadas, com redução de até 80% (Clone 1V).
Diante dos resultados promissores, recomenda-se o uso do porta-enxerto cultivar ES8161 Goytacá para produção de mudas
de cafeeiro conilon que serão cultivadas em solos infestados com Meloidogyne sp.

clone 1V Clone 12V


400

Nematoide (J2) 200 cm3/solo


350
300
250
200
150
100
50
0

nov/12

nov/16
nov/10

nov/11

nov/13

nov/14

nov/15
jul/11

mar/14

jul/15
mar/11

mar/12
jul/12

mar/13
jul/13

jul/14

mar/15

mar/16
jul/16
Período de avaliação

Flutuação populacional de Meloidogyne paranaensis na rizosfera dos clones 1V e 12V da cultivar clonal Vitória Incaper 8142,
comparada à cultivar ES8161 Goytacá enxertada com os mesmos clones, Sooretama-ES.

90
1V 12V
80
70
Sacas (60 kg)/ha

60
50
40
30
20
10
0
Clones 1V e 12V (suscetiveis) sem Clones 1V a 12V enxertados com
enxertia ES8161 Goytacá

Produtividade média de seis colheitas dos clones 1V e 12V de cafeeiros conilon da Cv. Vitória Incaper ES8142 cultivados em solo
infestado com M. paranaensis, enxertados ou não sobre o porta-enxerto cultivar ES8161 Goytacá. Sooretama-ES.

USO DO SILICATO DE MAGNÉSIO EM COMPARAÇÃO A OUTRAS FONTES DE MAGNÉSIO


UTILIZADAS NA CAFEICULTURA
C.H.P.S. Lemes - Graduando em Eng. Agronômica UNIS, G.R.R. Almeida, V. Bartelega, Engs Agrs [Link]. e J.M.D. Silva Eng Agr
– SIMCAFÉ PESQUISAS.
O termo pó de rocha está muito comum na agricultura gerando várias dúvidas em relação a qualidade e solubilidade dos
nutrientes. Tem-se no mercado o pó de rocha amplamente conhecido como os calcários e em contrapartida tem pó estraído de
diversos tipos de pedreiras quimicamente pobre em nutrientes sem respaldo técnico na utilização. Entre estes dois extremos, o silicato
de magnésio conhecido como dunito apresenta-se como uma opção para o fornecimento de magésio. Neste mesmo sentido, o
objetivo foi avaliar o comportamento do silicato de magnésio comparando a outras fontes de magnésio na adubação do cafeeiro,
avaliando o comportamento das plantas, apontando as seguintes variáveis: teor de clorofila, correção do solo, área foliar e número
de novos nós produtivos.
O experimento foi realizado na Fazenda Triunfo, campo experimental da SIMCAFÉ PESQUISAS, localizada no
município de Três Pontas – MG, com início em 16/03/2021 e término em 16/09/2021. A lavoura tinha 10 anos da cultivar Mundo
Novo, implantado no espaçamento de 3,7m entre ruas e 0,80m entre plantas, totalizando 3.378 plantas/ha, escolhido por estar com
um maior déficit de magnésio (0,42 Cmol/dm³). O delineamento experimental foi feito em blocos casualizados (DBC), constituídos
por 4 tratamentos (tabela 1) distribuídos em 6 blocos totalizando 24 parcelas, sendo cada parcela constituída por 10 plantas.
Para obtenção dos dados, coletou-se 8 folhas de cada parcela, totalizando 32 folhas por bloco e 192 folhas no total. Foram
realizadas seis coletas, mensalmente, na região do terço médio da planta, analisando-se o segundo ou terceiro par de folhas. Com
essas folhas, mediu-se o índice relativo de clorofila com um clorofilômetro portátil, e após, mediu-se o comprimento da nervura
central e a máxima largura da folha. A partir disso, as folhas foram ensacadas com a descrição de cada parcela e secadas em estufa
a 60ºC, até atingir o seu peso constante e, em seguida, aferiu-se o peso das folhas de cada parcela, assim tendo a matéria seca. O
índice foliar foi estimado com base na equação: 13 AF:(comprimento x largura) x 0,667 IF=AF/PS IF= índice foliar; AF= área foliar;
PS= peso das folhas secas. Foi realizada a análise de variância (ANAVA) para as variáveis avaliadas. As variáveis significativas no
teste de F da ANAVA foram submetidas ao teste de médias de Scott-Knott.
Resultados e conclusões –
Na Tabela 1 são apresentados os resultados do teste de médias do mês de abril e julho, para números de novos nós
produtivos. Comparando os tratamentos, observa-se que, em abril, o óxido e o sulfato foram superiores e diferiram dos demais
tratamentos. Já em julho, os resultados superiores foram para óxido e silicato, porém não diferiram entre si, e diferiram dos demais
331
tratamentos. Correlacionando o tamanho da folha com a matéria seca o indicador área foliar sob matéria seca, quanto menor for
indicador, melhor o resultado. No mês de maio, nenhum tratamento diferenciou da testemunha, já no mês de julho, o sulfato de
magnésio pela melhor solubilidade se destacou estatisticamente.
Na molécula de clorofila tem-se no centro um magnésio ligado a quatro nitrogênios. O teor de magnésio mais alto irá
expressar no teor de clorofila. Observa-se que o sulfato de magnésio em julho apresentou um valor maior 72,60, mas não diferenciou
na estatística, em agosto, o sulfato reduziu com diferença estatística e as fontes de óxido e silicato mantiveram mais alto

Tabela 1. Tratamentos ensaiados e resultados do teste de médias para as avaliações de número de novos nós produtivos , de
indicador de área foliar sob matéria seca da folha e teor de clorifila (ICF), nos meses.
Número de novos nós Área foliar sob
produtivos matéria seca da folha Teor de clorofila (ICF)
Tratamento Abril Julho Maio Julho Maio Julho Agosto
Testemunha 7,10 b 7,79 b 14,34 a 15,16 b 65,83 a 66,55 a 65,86 a
Silicato de Magnésio -24% Mg 7,00 b 8,54 a 14,00 a 15,38 b 65,21 a 68,24 a 67,95 a
Óxido de Magnésio – 52% Mg 7,60 a 8,87 a 15,58 a 15,04 b 62,05 b 69,56 a 69,63 a
Sulfato de Magnésio 9% Mg 7,80 a 8,00 b 14,34 a 14,01 a 67,60 a 72,60 a 62,30 b
CV (%) 7,2 8,3 5,8 5,2 3,5 6,0 6,2
Médias seguidas por mesmas letras não diferem entre si por meio do teste Scott-Knott a 5% de probabilidade (p<0,05).
Na análise de solo e folha realizada no mês de setembro de 2021, o teor de magnésio na análise química da folha, o
tratamento com silicato de magnésio apresentou melhor resultado. Na análise química do solo, após seis meses de implantação do
ensaio, não teve diferença significativa no teor de magnésio no solo conforme a figura 1.

Figura 1 – Teores de magnésio no solo e na folha após seis meses de implantação do ensaio
Conclui-se que no período de seis meses o silicato de magnésio teve comportamento similar a outras fontes de magnésio, com
superioridade de 10% no teor de magnésio da análise química da folha quando comparado a testemunha e demais fontes.

EFEITO DA APLICAÇÃO DE MATURADOR E DESSECANTES NA COLHEITA DO CAFÉ


G.R.R. Almeida- Eng Agr SimCafé Pesquisas
O trabalho de dessecação, a cargo da SIMCafé pesquisa e consultoria agronômica, vem sendo realizado no Campo
Experimental SIMCafé, objetivando avaliar o efeito de um maturador e de dessecantes na lavoura de café, visando maior eficiência
na colheita do café. O ensaio foi delineado em blocos cazualizados, contendo 6 tratametnos e 4 repetiçoes e parcelas de 10 plantas
úteis, conduziando em uma lavoura com cultivar Icatu Amarelo IAC 3282, espaçada de 4.0x0,5 m. Os tratamentos consistiram em
uma testemunha (sem aplicação de maturador ou dessecante), Ethrel® (Etefom) a 0,5L/ha, Reglone® (Diquate) a 2 L/ha, Reglone®
(Diquate) a 2 L/ha + Óleo Mineral a 1 L/ha, Finale® (Glufosinato-Sal de Amônio) a 2 L/ha e Finale® (Glufosinato-Sal de Amônio)
a 2 L/ha + Óleo Mineral 1 L/ha. A aplicação foi realizada por meio de um pulverizador costal elétrico, com volume de calda na
proporção de 500 litros. As avaliações analisadas foram força de desprendimento dos frutos (Newtons), tempo de colheita em horas
por hectare para 2 pessoas colhendo com derriçadeira manual, rendimento de benefício em litros de café em coco para completar
uma saca de 60 kg beneficiada e brotações dos ramos no ciclo seguinte, dados pelos números de novos nós produtivos.
Os dados foram submetidos a análise de variância (ANAVA). As variáveis significativas no teste F (p < 0,05) foram
submetidas ao teste de médias de Scott-Knott.
Resultados e conclusões -
Na Figura 1 constam os resultados para o numero de novos nós produtivos, rendimento de benefício, força de
desprendimento e tempo de colheita gasto por hectare.
Os tratamentos Diquate e Diquate + Óleo, apresentaram menor tempo de colheita gasto por hectare, se diferenciando
estatísticamente dos demais, maximizando assim a eficiência do tempo gasto no processo de colheita manual do café. Para a variável
rendimento de benefício, os tratamentos não se diferenciaram estatisticamente entre si, com isso, todos os tratamentos proporcionram
demandas semelhantes de cafés em coco para gerar uma saca de 60 kg.
Com relação ao crescimento vegetativo, os tratamentos que receberam Glufosinato-Sal de Amônio apresentaram
crescimento inicial inferior aos demais. Com relação ao crescimento vegetativo, os tratamentos que receberam Glufosinato-Sal de
Amônio apresentaram crescimento inicial inferior aos demais. No mês de Janeiro, os tratamentos com Etefom e Diquate + Óleo se
destacaram com relação aos demais com crescimento de 4,9 nós produtivos em ambos. No mês de fevereiro os crecimentos não se
diferenciaram estatisticamente entre si, com isso, tem-se que a utilização de herbicidas com os ativos Diquate e Glufosinato-Sal de
Amônio como dessecantes foram semelhantes a testemunha quanto ao número de novos nós produtivos, mostrando que a aplicação
de herbicidas na lavoura de café não influencia o crescimento vegetativo do ciclo seguinte. A aplicação do herbicida com ingrediente
ativo Diquate maximizou a eficiência da colheita manual em tempo gasto por hectare, além de garantir menor força gasta para o
332

Você também pode gostar