0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações3 páginas

A Régua de 24 Polegadas na Maçonaria

O documento explora a importância da Régua de 24 polegadas na maçonaria, destacando seu simbolismo e aplicação no grau de aprendiz maçom. A régua representa a necessidade de diretrizes e administração do tempo, enfatizando a busca por equilíbrio entre trabalho, lazer e espiritualidade. O autor, Ir. Cristian Rizzardi, argumenta que a sabedoria no uso do tempo é crucial para a felicidade e o bem-estar na vida moderna.

Enviado por

procardiocvel
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
7 visualizações3 páginas

A Régua de 24 Polegadas na Maçonaria

O documento explora a importância da Régua de 24 polegadas na maçonaria, destacando seu simbolismo e aplicação no grau de aprendiz maçom. A régua representa a necessidade de diretrizes e administração do tempo, enfatizando a busca por equilíbrio entre trabalho, lazer e espiritualidade. O autor, Ir. Cristian Rizzardi, argumenta que a sabedoria no uso do tempo é crucial para a felicidade e o bem-estar na vida moderna.

Enviado por

procardiocvel
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

AGDGADU

ARLS FRATERNIDADE V
ORDE CAXIAS DO SUL/RS
REAA – GORGS

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS NO GRAU DE AM

IRCRISTIAN RIZZARDI - MM


A RÉGUA DE 24 POLEGADAS NO GRAU DE APRENDIZ MAÇOM

Apesar de ser um símbolo amplamente conhecido e divulgado em praticamente todos os ritos


da maçonaria, é escasso o material proveitoso que podemos encontrar sobre a RÉGUA DE 24
POLEGADAS.

Apesar de ser um objeto de estudo aplicado mais ao grau de companheiro do que ao grau de
aprendiz que se detém ao uso do maço e do cinzel, também podemos introduzir o estudo da
régua, já que faz parte das ferramentas do grau de aprendiz de muitos ritos, mas não de todos.

A origem da palavra régua é francesa (règle) e significa “lei ou regra”. Trata-se de um


instrumento cuja primeira ideia que nos impõe é a do traçado reto e de medida. Junto ao
Malho e o Cinzel, a Régua completa os instrumentos de trabalho do aprendiz maçom, para
grande parte dos ritos da maçonaria universal. Ela servirá para medir e traçar sobre a pedra
bruta o corte a ser efetuado. De nada nos serve o Cinzel, símbolo da razão e discernimento, e
do Malho, símbolo da vontade, determinação e força executiva, sem as propriedades diretivas
da régua. Sem diretrizes podemos fazer com que nossa pedra bruta se torne mais irregular
ainda. Sem o uso da régua, não há perfeição no plano de cortes.

O traço de retidão é visto de uma maneira muita rígida nos ensinos orientais. No budismo, o
Iluminado traçou aos seus discípulos os Oito Caminhos Nobres. “Compreensão correta,
Pensamento correto, Linguagem correta, Comportamento correto, Modo de vida correto,
Esforço correto, Desígnio correto, Meditação correta”. Buda traçou com sua régua o código
para que seus seguidores evitassem dissabores e tristezas no caminho da vida. São as medidas
do bem viver para os orientais que seguem esta filosofia. Evidencia-se o uso de uma “règle”.

Analogamente, todo credo, nação ou instituição depende de regras para sua identidade e
funcionamento. Sem critérios, a vida seria por demais defeituosa e complicada. Daí a
necessidade que o homem teve em estabelecer leis e padrões de conduta que norteassem
suas ambições. As 24 polegadas da régua que representa o total de horas de um dia ainda
relembram que o dia deve ser vivido com critério dividido entre o trabalho, laser,
espiritualidade e o descanso físico e mental. O filósofo grego Demócrito, do século V a.C,
escreveu, - “Ocupe-se de pouco para ser feliz”. Demócrito não pregava a ociosidade, mas sim a
administração do tempo. Dizia que uma única coisa deveria ser feita por vez. Hoje vivemos na
era da hiperatividade e da multitarefa. A dinâmica do trabalho na vida moderna nos exige cada
vez mais padrões de eficiência e resultado. Em nome da competitividade, somos obrigados
ainda a consumir enormes quantidades de informações. Política, mercado, informações
técnicas, MBA´s, segundas línguas, cursos de especialização, seminários, etc. Uma única edição
de domingo da “Folha de São Paulo” contém mais informação do que um leitor médio
encontraria durante toda a vida no século XVII. As novas tecnologias de informação, ao invés
de proporcionar mais tempo livre, nos tornam escravos em tempo integral. Somem-se ao
trabalho todos os outros papeis que temos que cumprir. Somos filhos, pais, cônjuges, irmãos,
amigos, membros de uma igreja e maçons. Como reagir diante deste caos de demandas
simultâneas? A Dra. Yuhong Jiang, pesquisadora da Universidade de Harvard – E.U.A. vem
reafirmar hoje o ensinamento feito por Demócrito 2.500 anos atrás. Seu trabalho científico
mostra que o cérebro humano é incapaz de processar duas coisas ao mesmo tempo. O cérebro
é capaz de receber estímulos simultâneos, mas não é capaz de tomar decisões simultâneas. Ao
receber múltiplas demandas, o cérebro sofre alterações orgânicas e entra em exaustão. Por
tempo prolongado, os danos são catastróficos: Estresse, depressão, síndrome do pânico,
psicoses, insônia, mialgias, doenças gastrintestinais, alteração de pressão arterial, etc.

A administração do tempo expressa na lição das 24 polegadas nunca foi tão necessária como
hoje em nossos dias. Para sermos felizes temos que reconhecer e aceitar nossos limites,
aprender a dizer não. Eliminar atividades desperdiçadoras de tempo. Estabelecer metas para
vida e realizá-las em ordem de prioridade. A Régua nos ensina que devemos ser justos,
corretos, equânimes no relacionamento humano; o Compasso é o símbolo da Sabedoria e da
prudência. A Arquitetura é a mais nobre das Artes manuais; é a ciência com a qual os antigos
expressavam a beleza; as cidades por eles construídas, com seus colossais monumentos,
desapareceram, mas permaneceram as notícias. Caim construiu a cidade de Enoc: Noé, a Arca
com que se salvou do dilúvio, Nemrot construiu a Torre de Babel e construiu os alicerces da
Babilônia, Hiram Abif adornou o Grande Templo de Salomão; Piteu edificou o templo a
Minerva na Ásia Menor; Dédalo construiu em Creta o famoso Labirinto e Vitrúvio foi o mais
célebre arquiteto romano. Todos os grandes construtores precisaram de uma régua para
traçar cortes, planos e medidas. O que seria da humanidade sem uma régua? E o que seria do
homem sem o justo uso do tempo?

Que possamos nós, meus irmãos, usar a régua de maneira à distribuir com sabedoria nosso
tempo, nas 24 horas do dia, para que possamos ser amigos leais, jovens cidadão de nossa
grande nação, pais, amigos, filhos, e dignos dos elogios de todos os homens de bem.

___________________________

Ir. Cristian Rizzardi - MM

Bibliografia consultada:
 REAA do grau 1 ao 33 – Rizzardo da Camino. Ed Madras
 A Régua de 24 polegadas – Revista Universo Maçônico de 22 de dezembro de 2010
 DRINKS, José. A Régua de 24 Polegadas: Em [Link]

Você também pode gostar