Universidade do Estado do Amazonas
Escola Superior de Ciências da Saúde - UEA/ESA
Difteria
Agentes Infectoparasitários II - Microbiologia
Discentes: Profº Dr. Daniel Saito
Danilo Lemes Reis
Emanuelle Campos Amaral
Julya Kemily Jaime de Morais
Luiza Vieira Werneck
Luiz Alberto Nascimento Vilhena
Sumário
1. Introdução
2. Agente Etiológico
3. Características clínicas
4. Fatores de virulência
5. Mecanismos de patogenicidade
6. Vias de transmissão
7. Vetores e Reservatórios
8. Epidemiologia
9. Diagnóstico
10. Tratamento
11. Prevenção e Controle
12. Referências Bibliográficas
Doença do trato respiratória superior, podendo acometer o trato respiratório
inferior, grave que geralmente infecta as crianças.
Devido a imunização, linhagens não virulentas são encontradas na garganta de muitos
portadores assintomáticos.
Fonte: Microbiologia Tortora (2016) Fonte: Microbiologia Tortora (2016)
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Introducción a la microbiología. 12ª Edição. Buenos Aires: Médica Panamericana, 2017.
1826: Pierre Bretonneau denominou a doença como
difteritis .
1883: Edwin Klebs identificou a bactéria causadora.
1888: Emile Roux e Alexander Yersin descobriram que o
bacilo da difteria produzia uma exotoxina.
1890: Shibasaburo Kitasato e Emil Von Behring sobre
imunização.
1948: Vacina da DPT é formulada.
2006: Vacina pentavalente é qualificada pela OMS.
Pierre-Fidèle Bretonneau.
Fonte: Portraits de Médecins (2017)
SHARMA, N. C.; EFSTRATIOU, A.; MOKROUSOV, I.; MUTREJA, A.; DAS, B.; RAMAMURTHY, T. Diphtheria. Nature Reviews Disease Primers, v. 5, n. 1, 2019.
AGENTE ETIOLÓGICO
Bactéria Gram-positiva, imóvel e aeróbia. Formadora de células bacilares
irregulares e pleomórficas ou claviformes.
Outras espécies raramente já
diagnosticadas: C. ulcerans e C.
pseudotuberculosis .
Fonte: Microbiologia de Brock (2016)
Fonte: Microbiologia Tortora (2016)
MADIGAN, M. T.; MARTINKO, J. M.; BENDER, K. S.; BUCKLEY, D. H.; STAHL, D. A. Microbiologia de Brock. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Introducción a la microbiología. 12ª Edição. Buenos Aires: Médica Panamericana, 2017.
CARACTERÍSTICAS
CLÍNICAS
Linhagens patogênicas carreiam um
bacteriófago lisogênico, cujo genoma
codifica uma potente exotoxina.
Difteria hipertóxica: placas de aspecto
necrótico e pescoço taurino.
Fonte: Revista médica de Minas Gerais (2019)
VIEIRA, S.; MEIRA, A. M. de M.; DE CARVALHO, A. L.; NEPOMUCENO, I. de A.; DINIZ, L. M. O.; ROMANELLI, R. M. de C. Suplemento da Sociedade Mineira de Pediatria.
Revista Médica de Minas Gerais, 2019.
CARACTERÍSTICAS
CLÍNICAS
Lesão característica que surge como
Fonte: Microbiologia de Brock (2016)
resposta inflamatória dos tecidos da
orofaringe.
Membrana rígida que contem fibrina
e tecido morto e células bacterianas .
Faringe, laringe, fossas nasais,
conjuntiva, pele, conduto auditivo,
vulva, pênis e cordão umbilical.
Fonte: New England Journal of Medicine (2019)
MADIGAN, M. T.; MARTINKO, J. M.; BENDER, K. S.; BUCKLEY, D. H.; STAHL, D. A. Microbiologia de Brock. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
SAH, R.; NEUPANE, S. Diphtheria. New England Journal of Medicine, v. 381, n. 13, p. 1267–1267, 2019.
CARACTERÍSTICAS
CLÍNICAS
Infecta a pele, geralmente em um Pode ser inaparente ou manifestar-se
ferimento ou lesão cutânea e há sob forma de conjuntivite aguda, com
circulação sistêmica mínima da toxina. possível formação da
Úlceras arredondadas com exsudato pseudomembrana.
fibrinopurulento e borda definidas e
membrana acinzentada.
Fonte: Infection Control (2013)
Fonte: Revista médica de Minas Gerais (2019)
EGUCHI, H. Ocular Infections Caused by Corynebacterium Species, 2013.
VIEIRA, S.; MEIRA, A. M. de M.; DE CARVALHO, A. L.; NEPOMUCENO, I. de A.; DINIZ, L. M. O.; ROMANELLI, R. M. de C. Suplemento da Sociedade Mineira de Pediatria. Revista Médica de Minas Gerais, 2019.
CARACTERÍSTICAS
CLÍNICAS
Angina diftérica, faringoamigdalina
ou faringotonsilar.
Laringite diftérica: tosse, rouquidão,
disfonia e dificuldade respiratória.
Difteria maligna.
Rinite diftérica: secreção nasal
serossanguinolenta.
Traqueobrônquica : infartamento
ganglionar nos hilos, enfisema,
atelectasia e obstrução respiratória. Fonte: Revista médica de Minas Gerais (2019)
BRASIL. Ministério Da Saúde. Guia de Vigilância em saúde - 5 ed. Rev. atual Brasilia, 2022.
VIEIRA, S.; MEIRA, A. M. de M.; DE CARVALHO, A. L.; NEPOMUCENO, I. de A.; DINIZ, L. M. O.; ROMANELLI, R. M. de C. Suplemento da Sociedade Mineira de Pediatria. Revista Médica de Minas Gerais, 2019.
CARACTERÍSTICAS
CLÍNICAS
Desde o início ou entre 6-8 semanas.
Miocardite: ação direta da toxina no
miocárdio ou intoxicação do sistema
de condução cardíaco.
Neurite: alterações transitórias devido
a exotoxina no sistema nervoso
periférico.
Renais: presença de albuminúria.
Fonte: Seminars in Neurology (2009)
Fonte: Canva Pro (2023)
ERMAN, A. B.;KEJNER, A. E.; HOGIKYAN, N. D.; FELDMAN, E.L. Disorders of Cranial Nerves IX and X. Seminars in Neurology, v. 29, n. 01, p. 085–092, fev. 2009.
FATORES DE VIRULÊNCIA
Pilus do tipo SpaA, SpaD Catalase Toxina diftérica do tipo
e SpaH. Metionina sulfóxido AB codificada pelo gene
O tipo SpaA é o principal redutase (Msr) tox.
para aderir em células Cisteinase (halo marrom
epitelias da faringe. no ágar Tinsdale)
Fonte: Genomics, Pathogenicity and Applications (2014) Fonte: Microbe Online (2022) Fonte: Protein Science (1994)
REARDON-ROBINSON, M. E.; Melissa, E.; TON-THAT, H. Assembly and function of Corynebacterium diphtheriae pili. Corynebacterium diphtheriae and Related Toxigenic Species: Genomics, Pathogenicity
and Applications, p. 123-141, 30 out. 2014.
TANKESHWAR, A. Tinsdale Agar: Composition, Preparation, Uses. Microbe Online, Nepal, 5 nov. 2022.
BENNETT, M.J.; CHOE, S.; EISENBERG, D. Refined at 2.0 A structure of dimeric diphtheria toxin resolution. Protein Science, v. 3, p. 1444-1463, 1994.
MECANISMOS DE
PATOGENICIDADE
Advém de um fago-β.
Codificada pelo gene tox.
Uma proteína dimérica.
Alta disponibilidade de Fe ativa o
repressor da toxina diftérica (DTxR).
Ela se liga ao fator de crescimento
epidermal de ligação a heparina
presente na célula.
Ao cair na corrente sanguínea, causa
os sintomas sistêmicos.
Fonte: Microbiologia de Brock (2016)
MADIGAN, M. T.; MARTINKO, J. M.; BENDER, K. S.; BUCKLEY, D. H.; STAHL, D. A. Microbiologia de Brock. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
Vias de Transmissão
Transmissão Direta
Transmitida pelo indivíduo doente ou portador assintomático
Contato direto
- secreções oronasais (imediato)
Projeção de gotículas de Flügge (mediato)
- tosse
- espirros
- saliva
Lesões na pele
Fonte: Canva Pro (2023)
VERONESI, R. et al. Tratado de Infectologia. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
Vias de Transmissão
Transmissão Indireta
Transmitida por secreções do indivíduo doente ou portador assintomático em
objetos
Fômites
Contato com objetos contaminados
- leite (ordenha)
Poeiras infectantes
Baixa frequência
Fonte: Instituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie - IZSVe (2022)
VERONESI, R. et al. Tratado de Infectologia. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
Vias de Transmissão
Fonte: American Chemical Society - Omega (2021)
VERONESI, R. et al. Tratado de Infectologia. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
Hospedeiros e Reservatórios
Hospedeiro: Homem
Período de Incubação: pode levar de 1 a 6 dias
- Angina diftérica: 3 a 6 dias
Período de Transmissibilidade: 14 dias após os primeiros sintomas
Reservatórios: o portador pode eliminar os bacilos por mais de 6 meses
Antibactoterápico: erradicação do bacilo entre 24 e 48 horas.
Secretária de Saúde do Estado do Goiás. Comunicado de risco. 2022.
Hospedeiros e Reservatórios
Entrada no Hospedeiro
organismo
Comunicante
Indivíduo em
Transmissão por
contato com
contato direto ou
indireto
caso de difteria
Agente
etiológico
Saída do Corynebacterium
organismo Reservatório diphtheriae
Fonte: Autoria própria
VERONESI, R. et al. Tratado de Infectologia. 5ª ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
Epidemiologia
AMORETTI, M.; AMSLER, C.; BONOMI, G.; BOUCHTA, A.; BOWE, P.; CARRARO, C.; CESAR, C. L.; CHARLTON, M.; COLLIER, M. J. T.; DOSER, M.; FILIPPINI, V.; FINE, K. S.; FONTANA, A.; FUJIWARA, M.
C.; FUNAKOSHI, R.; GENOVA, P.; HANGST, J. S.; HAYANO, R. S.; HOLZSCHEITER, M. H.; JØRGENSEN, L. V. Production and detection of cold antihydrogen atoms. Nature, v. 419, n. 6906, p. 456–
459, 2020.
Epidemiologia
• Maior incidência em países subdesenvolvidos
• Surtos no Haiti, Venezuela e Iêmen (2015-2018) - crises sociopolíticas
• Casos em alguns países em 2021:
- República dominicana: 13 casos
- Haiti: 12 casos
TRUELOVE, S. A.; KEEGAN, L. T.; MOSS, W. J.; CHAISSON, L. H.; MACHER, E.; AZMAN, A. S.; LESSLER, J. Clinical and Epidemiological Aspects of Diphtheria: A Systematic Review and Pooled
Analysis. Clinical Infectious Diseases: An Official Publication of the Infectious Diseases Society of America, v. 71, n. 1, p. 89–97, 2020.
Fonte: Organização mundial da Saúde (2018)
AMORETTI, M.; AMSLER, C.; BONOMI, G.; BOUCHTA, A.; BOWE, P.; CARRARO, C.; CESAR, C. L.; CHARLTON, M.; COLLIER, M. J. T.; DOSER, M.; FILIPPINI, V.; FINE, K. S.; FONTANA, A.; FUJIWARA, M.
C.; FUNAKOSHI, R.; GENOVA, P.; HANGST, J. S.; HAYANO, R. S.; HOLZSCHEITER, M. H.; JØRGENSEN, L. V. Production and detection of cold antihydrogen atoms. Nature, v. 419, n. 6906, p. 456–
459, 2020.
Epidemiologia
• Notificação compulsória
• Redução dos casos desde 1991
• Desde 2020, o país registrou 5 casos de Difteria
16
4 5
3 2 2
1 1
2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022
Fonte: Ministério da Saúde (2023)
BRASIL. Ministério da Saúde. DIFTERIA. Brasília. 2023.
Epidemiologia
• Aumento de casos no Amazonas em 1997 (15 casos) e 2000 (11 casos)
• Não registra nenhum caso desde 2010
• Região Norte não registra casos desde 2020
• De 1998 até 2022 registrou apenas 2 mortes, estando em 0 desde 2002
15
13 11
3 4 4 4
0
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004
Fonte: Ministério da Saúde (2023)
BRASIL. Ministério da Saúde. DIFTERIA. Brasília, 2023.
Diagnóstico
• Sintomas Clínicos:
- Até 10 dias para expressão
- Assintomáticos: infectivos por até 6 meses
• Diagnóstico laboratorial:
- Bacterioscopia e cultura do bacilo em exsudato colhido
- Uso de swabs estéreis no aparelho respiratório superior ou de lesões cutâneas
- Coloração por método de Gram ou de Albert-Laybourn
- PCR da subunidade A da toxina diftérica
- Cultura em meio ágar sangue e do ágar com telurito de potássio
- Segue por análise da morfologia da Corynebacterium spp.
Fonte: Canva Pro (2023)
AMORETTI, M.; AMSLER, C.; BONOMI, G.; BOUCHTA, A.; BOWE, P.; CARRARO, C.; CESAR, C. L.; CHARLTON, M.; COLLIER, M. J. T.; DOSER, M.; FILIPPINI, V.; FINE, K. S.; FONTANA, A.; FUJIWARA, M.
C.; FUNAKOSHI, R.; GENOVA, P.; HANGST, J. S.; HAYANO, R. S.; HOLZSCHEITER, M. H.; JØRGENSEN, L. V. Production and detection of cold antihydrogen atoms. Nature, v. 419, n. 6906, p. 456–
459, 2020.
Diagnóstico
• Testes de toxigenicidade:
- Teste de Elek in vitro
- Responsável por determinar as cepas
patogênicas e as não patogênicas baseado
no princípio de antígenos e
imunopreciptação de anticorpos
- A identificação geneticamente baseada
no RNA ribossomal 16S
Fonte: Jennifer Oosthuizen (2016)
TRUELOVE, S. A.; KEEGAN, L. T.; MOSS, W. J.; CHAISSON, L. H.; MACHER, E.; AZMAN, A. S.; LESSLER, J. Clinical and Epidemiological Aspects of Diphtheria: A Systematic Review and Pooled
Analysis. Clinical Infectious Diseases: An Official Publication of the Infectious Diseases Society of America, v. 71, n. 1, p. 89–97, 2020.
OOSTHUIZEN, J. Details - Public Health Image Library (PHIL). 2017.
Diagnóstico diferencial
Angina Diftérica
Fonte: Universidade federal de Pernambuco (2012)
Angina estreptocócica
Fonte: Mayo Clinic (2022)
AMIGDALITIS ESTREPTOCÓCICA-AMIGDALITIS ESTREPTOCÓCICA - SÍNTOMAS Y CAUSAS. Mayo Clinic, 2022.
PROVA TEÓRICO-PRÁTICA CATEGORIA MÉDICO/ÁREA -INFECTOLOGIA. Universidade Federal de Pernambuco, 2012.
Diagnóstico diferencial
Rinite Diftérica
Fonte: Revista médica de Minas Gerais (2019)
Rinite sifílitica
Fonte: Revista de Medicina e Saúde de Brasília (2016)
FEITOSA, J. A. da S.; ROCHA, C. H. R. da; COSTA, F. S. Artigo de Revisão: Sífilis congênita. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, v. 5, n. 2, 10 out. 2016.
VIEIRA, S.; MEIRA, A. M. de M.; DE CARVALHO, A. L.; NEPOMUCENO, I. de A.; DINIZ, L. M. O.; ROMANELLI, R. M. de C. Suplemento da Sociedade Mineira de Pediatria. Revista Médica de Minas Gerais, 2019.
Diagnóstico diferencial
Difteria cutânea
Impetigo
Fonte: Revista médica de Minas Gerais (2019)
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (2021)
VIEIRA, S.; MEIRA, A. M. de M.; DE CARVALHO, A. L.; NEPOMUCENO, I. de A.; DINIZ, L. M. O.; ROMANELLI, R. M. de C. Suplemento da Sociedade Mineira de Pediatria. Revista Médica de Minas
Gerais, 2019.
IMPETIGO. Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2021
TRATAMENTO
Soro antidiftérico (SAD): Inativar a toxina da
bactéria o mais rapidamente possível;
Produzido pelo Instituto Butatan e
disponibilizada no Brasil pelo Ministério da
Saúde;
Fonte: Ministério da Saúde, 2018.
As doses dependem da gravidade e do
tempo da doença e não do peso e da idade
do paciente;
Via endovenosa, sendo diluída em 100ml de
soro fisiológico em dose única.
Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, 2022..
BRASIL. Ministério da Saúde. DIFTERIA. Brasília, 2023.
BRASIL. Ministério Da Saúde. Guia de Vigilância em saúde - 5 ed. Rev. atual Brasilia, 2022.
Fonte: Canva Pro, 2023.
TRATAMENTO
O uso do antibiótico como medida auxiliar do
tratamento;
Função: interromper a produção de exotoxina Fonte: MD saúde, 2023.
pela destruição dos bacilos diftéricos;
Fonte: Laboratório Teuto, 2021.
Eritromicina, clindamicina, penincilina G
cristalina ou procaína, tendo todos a mesma
eficácia;
tratamento com duração de 14 dias. Fonte: Guia de Vigilância em Saúde , 2022.
Laboratório Teuto. Produtos. 2021.
BRASIL. Ministério Da Saúde. Guia de Vigilância em saúde - 5 ed. Rev. atual Brasilia, 2022.
PINHEIRO, D. P. Benzetacil (penicilina benzatina) - Bula simplificada | [Link]úde. 2023.
TRATAMENTO
Isolamento respiratório por 14 dias após
a introdução da antibioticoterapia;
Suspensão do isolamento apenas após
resultado negativo de duas culturas de
secreção obtidas de nasofaringe coletadas
após 24h do término da antibioticoterapia
e com intervalo de 24h entre elas.
Fonte: Universidade Federal do Estado de Alagoas, 2020.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS -UFAL HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR ALBERTO ANTUNES -HUPAA. Maceió, 2020.
Fonte: Canva Pro, 2023.
TRATAMENTO
Complicações:
2. Problemas cardíacos
1. Insuficiência respiratória
Miocardite: natureza tóxica e tem instalação
Paralisia da musculatura respiratória: instalação súbita;
de aparelhos de respiração assistida;
Tratamento por repouso absoluto, durante 3
Casos leves e moderados de laringite, com alto semanas , com restrição de sódio e uso de
comprometimento respiratório: dexametasona cardiotônicos e diuréticos;
0,6mg/kg por via endovenosa de 6/6h;
Realização de eletrocardiograma.
Obstruçao alta: traqueostomia.
Fonte: SES-GO, 2023. Fonte: BBC New, 2020. Fonte: Tua saúde, 2023.
Secretária de Saude do Estado do Goiás. SES apoia ação do Dia Nacional da Criança Traqueostomizada - Secretaria da Saúde. 2023.
O que é e como é feito o eletrocardiograma. São Paulo, 2023.
TRATAMENTO
3. Polineurites 4. Insuficiência renal aguda
Acão da toxina no sistema nervoso Diálise peritoneal.
periférico;
Cura costuma ser espontânea, mas
/
paciente deve ser mantido internado e
em observação constante.
Fonte: Tua saúde , 2023.
BRASIL. Ministério Da Saúde. Guia de Vigilância em saúde - 5 ed. Rev. atual Brasilia, 2022.
TRATAMENTO
ABORDAGEM DOS COMUNICANTES
Comunicantes são todos aqueles indivíduos Todos os comunicantes de um caso
que tiveram contato com caso suspeito de suspeito de difteria deverão ser
difteria, sob o risco de adoecimento, quer submetidos a exame clínico, coleta de
sejam moradores do mesmo domicílio ou material de naso e orofaringe e devem
não. ficar sob vigilância por um período
mínimo de sete dias.
Importante observar as orientações
sobre o calendário vacinal direcionadas
especificamente aos contactantes.
Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, 2022
BRASIL. Ministério Da Saúde. Guia de Vigilância em saúde - 5 ed. Rev. atual Brasilia, 2022.
Fonte: Canva Pro, 2023.
TRATAMENTO
Tratamento dos animais contaminados
USAR EM:
Bovinos, suínos, equinos, ovinos, caprinos, cães, gatos.
DOSE:
Apresentações de 100 mL (30 milhões) e 250 mL (75 milhões):
Bovinos, suínos, equinos, ovinos, caprinos, caninos e felinos: 1
mL por 20 kg de peso corporal.
Apresentação de 20 mL (4 milhões): Bovinos, suínos, equinos,
ovinos, caprinos, caninos e felinos: 1,5 mL por 20 kg de peso
vivo.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Fonte: Laboratório Tornel, 2021.
Exclusivamente intramuscular.
Penicilina G Procaina Oleosa 4 Millones. São Paulo, 2021.
Fonte: Canva Pro, 2023.
PREVENÇÃO E CONTROLE
A vacinação é o principal meio de controle e
prevenção da difteria.
Crianças em idade pré-escolar são o grupo
mais suscetível.
Fonte: Secretária da Educação de Salvador, 2018.
É preciso manter o esquema vacinal de
crianças, adolescentes e adultos sempre
atualizado.
Fonte: Prefeitura Municipal de Itapemirim, 2020.
Secretaria Municipal da Educação do Salvador. Visita Creche Escola Mãe Nildete. Salvador, 2018.
Fonte: Canva Pro, 2023.
PREVENÇÃO E CONTROLE
O esquema básico de vacinação na infância no
Brasil:
As 3 doses da vacina pentavalente (difteria, tétano,
pertussis, hepatite B e Haemophilus influenzae) aos 2, 4
e 6 meses de vida; Fonte: FioCruz, 2022.
O 1° reforço é feito com a (difteria, tétano e
pertussis) aos 15 meses;
O 2° entre 4 e 6 anos de idade;
dT (difteria e tétano) a cada 10 anos
Fonte: Secretária de Saúde do Distrito Federal, 2020. Fonte: Prefeitura de Santos, 2020.
Secretária de Saúde do Distrito Federal. Cobertura vacinal abaixo da meta eleva alerta para difteria. Brasília, 2020.
BRASIL, Ministério da Saúde, FIOCRUZ. DTP e Haemophilus influenzae b (Hib), São Paulo, 2022.
REFERÊNCIAS
AMIGDALITIS ESTREPTOCÓCICA-AMIGDALITIS ESTREPTOCÓCICA - SÍNTOMAS Y CAUSAS. Mayo Clinic, 2022.
AMORETTI, M.; AMSLER, C.; BONOMI, G.; BOUCHTA, A.; BOWE, P.; CARRARO, C.; CESAR, C. L.; CHARLTON, M.; COLLIER, M.
J. T.; DOSER, M.; FILIPPINI, V.; FINE, K. S.; FONTANA, A.; FUJIWARA, M. C.; FUNAKOSHI, R.; GENOVA, P.; HANGST, J. S.;
HAYANO, R. S.; HOLZSCHEITER, M. H.; JØRGENSEN, L. V. Production and detection of cold antihydrogen atoms. Nature, v.
419, n. 6906, p. 456–459, 2002.
BELL, C. E.; EISENBERG, D. Crystal structure of nucleotide-free diphtheria toxin. Biochemistry, v. 36, n. 3, p. 481-488,
1997.
BENNETT, M.J.; CHOE, S.; EISENBERG, D. Refined at 2.0 A structure of dimeric diphtheria toxin resolution. Protein
Science, v. 3, p. 1444-1463, 1994.
BRASIL, Ministério da Saúde, FIOCRUZ. DTP e Haemophilus influenzae b (Hib), São Paulo, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. DIFTERIA. Brasília, 2023.
BRASIL. Ministério Da Saúde. Guia de Vigilância em saúde - 5 ed. Rev. atual Brasilia, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA. Brasília, 2023.
CASTAÑO, N.; CORDTS, S. C.; JALIL, M. K.; ZHANG, K. S.; KOPPAKA, S.; BICK, A. D.; PAUL, R.; TANG, S. K. . Fomite
Transmission, Physicochemical Origin of Virus–Surface Interactions, and Disinfection Strategies for Enveloped
Viruses with Applications to SARS-CoV-2. ACS Omega, v. 6, n. 10, p. 6509–6527, 5 mar. 2021.
CHOE, S. et al. The crystal structure of diphtheria toxin. Nature, v. 357, n. 6375, p. 216-222, 1992.
COMUNICAÇÃO, M. K.-A. DE. Campanha de vacinação neste sábado 22 em Gomes, Retiro e Graúna.
Itapemirim, 2020.
Diálise peritoneal: o que é, como funciona e indicações. 2023.
EGUCHI, H. Ocular Infections Caused by Corynebacterium Species, 2013.
ERMAN, A. B.;KEJNER, A. E.; HOGIKYAN, N. D.; FELDMAN, E.L. Disorders of Cranial Nerves IX and X. Seminars in
Neurology, v. 29, n. 01, p. 085–092, fev. 2009.
FEITOSA, J. A. da S.; ROCHA, C. H. R. da; COSTA, F. S. Artigo de Revisão: Sífilis congênita. Revista de Medicina e
Saúde de Brasília, v. 5, n. 2, 10 out. 2016.
Governo do Estado de São Paulo -Prefeitura de Santos. Vacina pentavalente está disponível nas policlínicas. São
Paulo, 2020.
IMPETIGO. Sociedade Brasileira de Dermatologia, 2021.
Laboratório Teuto. Produtos. 2021.
MADIGAN, M. T.; MARTINKO, J. M.; BENDER, K. S.; BUCKLEY, D. H.; STAHL, D. A. Microbiologia de Brock. 14. ed. Porto
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MANDLIK, A. et al. Corynebacterium diphtheriae employs specific minor pilins to target human pharyngeal epithelial
cells. Molecular microbiology, v. 64, n. 1, p. 111-124, 2007.
O que é e como é feito o eletrocardiograma. São Paulo, 2023.
OOSTHUIZEN, J. Details - Public Health Image Library (PHIL). 2017.
PARVEEN, S.; BISHAI, W. R.; MURPHY, J. R. Corynebacterium diphtheriae: Diphtheria Toxin, the tox Operon, and Its
Regulation by Fe2+ Activation of apo-DtxR. Microbiology Spectrum, v. 7, n. 4, 5 jul. 2019.
Penicilina G Procaina Oleosa 4 Millones. São Paulo, 2021.
PINHEIRO, D. P. Benzetacil (penicilina benzatina) - Bula simplificada | [Link]úde. São Paulo, 2023.
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REARDON-ROBINSON, M. E.; Melissa, E.; TON-THAT, H. Assembly and function of Corynebacterium diphtheriae pili.
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REARDON-ROBINSON, M. E.; OSIPIUK, J.; JOOYA, N.; CHANG, C.; JOACHIMIAK, A.; DAS, A.; TON-THAT, H. A thiol-
disulfide oxidoreductase of the Gram-positive pathogen Corynebacterium diphtheriae is essential for viability,
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