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Densidade e Viscosidade de Líquidos Testados

O relatório investiga as propriedades físicas de densidade e viscosidade em líquidos como água deionizada, etanol 70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja. Foram realizadas medições de massa e volume para calcular a densidade e testes de escoamento para determinar a viscosidade em diferentes temperaturas. O estudo destaca a relação entre estrutura molecular, forças intermoleculares e propriedades físico-químicas dos líquidos analisados.
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Densidade e Viscosidade de Líquidos Testados

O relatório investiga as propriedades físicas de densidade e viscosidade em líquidos como água deionizada, etanol 70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja. Foram realizadas medições de massa e volume para calcular a densidade e testes de escoamento para determinar a viscosidade em diferentes temperaturas. O estudo destaca a relação entre estrutura molecular, forças intermoleculares e propriedades físico-químicas dos líquidos analisados.
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ESCOLA ESTADUAL TÉCNICA SÃO JOÃO BATISTA

Curso Técnico em Química

EDUARDO LOPES DA SILVA​


WILLIAN RIBEIRO MARTINS​



RELATÓRIO SOBRE DENSIDADE E VISCOSIDADE

Montenegro
2025
EDUARDO LOPES DA SILVA​
WILLIAN RIBEIRO MARTINS

RELATÓRIO SOBRE DENSIDADE E VISCOSIDADE

Relatório de pesquisa, apresentado ao


componente curricular Operações e Processos e
Gestão da Produção, do Curso Técnico em
Química, da Escola Estadual Técnica São João
Batista.

Montenegro
2025
RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo determinar e comparar as propriedades


físicas de densidade e viscosidade em diferentes líquidos: água deionizada, etanol
70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja usado. Para isso, foram realizadas
medições de massa e volume para o cálculo da densidade, além de testes de
escoamento em diferentes temperaturas (20 °C e 5 °C) para a determinação da
viscosidade por meio da vazão volumétrica. O estudo permitiu compreender de
forma prática a relação entre estrutura molecular, forças intermoleculares e
propriedades físico-químicas.

Palavras-chave: Densidade; Viscosidade; Vazão volumétrica; Temperatura; Forças


intermoleculares; Estrutura molecular; Propriedades físico-químicas.
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO......................................................................................................... 5
2. OBJETIVOS............................................................................................................. 5
2.1 Objetivo Geral..................................................................................................5
2.2 Objetivos Específicos.....................................................................................5
3. MATERIAIS.............................................................................................................. 6
3.1 Vidrarias...........................................................................................................6
3.2 Reagentes........................................................................................................ 6
4. REFERENCIAL TEÓRICO.......................................................................................7
4.1 Densidade........................................................................................................ 7
4.1.1 Densidade dos Reagentes Utilizados na Aula Prática............................. 8
4.2 Viscosidade..................................................................................................... 8
4.2.1 Vazão Volumétrica (cm3/s)....................................................................... 9
[Link] Cálculo para Vazão Volumétrica (cm3/s)......................................... 9
4.2.2 Viscosidade dos Reagentes Utilizados na Aula Prática........................... 9
4.2.3 Importância da Determinação da Viscosidade em Sistemas de
Bombeamento..................................................................................................11
4.3 Propriedades dos Reagentes Utilizados na Aula Prática..........................11
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES........................................................................... 13
6. CONCLUSÃO........................................................................................................ 15
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................17
5

1. INTRODUÇÃO

Neste experimento foram utilizados como reagentes a água deionizada,


etanol 70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja usado. O teste consistiu em
determinar e comparar as propriedades físicas de densidade e viscosidade desses
líquidos em diferentes condições de temperatura, por meio de medições de massa,
volume, tempo de escoamento e cálculo de vazão volumétrica.

O relatório apresentará uma análise teórica sobre densidade e viscosidade,


os métodos experimentais aplicados, os resultados obtidos em laboratório, a
comparação com valores de referência e a discussão sobre possíveis fatores de erro
e implicações das propriedades observadas.

Dessa forma, busca-se relacionar os conceitos estudados em sala com a


prática laboratorial, fortalecendo a compreensão dos fenômenos físico-químicos que
envolvem líquidos de diferentes naturezas.

2. OBJETIVOS

2.1 Objetivo Geral

●​ Determinar e comparar a densidade e a viscosidade de diferentes líquidos,


relacionando seus valores experimentais com dados de referência e
fundamentos teóricos.

2.2 Objetivos Específicos

●​ Medir a densidade de água deionizada, etanol 70%, álcool isoamílico,


glicerina e óleo de soja usado, analisando as diferenças entre os valores
obtidos e os teóricos.
6

●​ Avaliar a viscosidade dos mesmos líquidos em duas condições de


temperatura (ambiente e 5 °C), verificando a influência da temperatura no
tempo de escoamento e na vazão volumétrica.

●​ Comparar os resultados experimentais com as propriedades estruturais e


intermoleculares de cada substância, identificando fatores que explicam as
variações observadas.

3. MATERIAIS

3.1 Vidrarias

●​ Copo de bécker;

●​ Pipeta volumétrica de 10 mL;

●​ Pipeta graduada de 10 mL;

●​ Erlenmeyer.

3.2 Reagentes

●​ Água deionizada;

●​ Etanol 70%;

●​ Álcool isoamílico;

●​ Glicerina;

●​ Óleo de soja usado.


7

4. REFERENCIAL TEÓRICO

4.1 Densidade

Densidade é a relação existente entre a massa e o volume de um material, a


uma dada pressão e temperatura. Essa relação pode ser expressa pela fórmula: d =
m/v, onde d é a densidade, m é a massa de uma substância e v é o volume da
mesma substância. No SI (Sistema Internacional de Unidades), a unidade de
densidade é o quilograma por metro cúbico (kg/m3). No entanto, os mais utilizados
são g/cm3 e o g/mL, lembrando que 1 cm3 equivale a 1 mL. A densidade pode ser
expressa para uma substância ou para uma mistura de substâncias. Por exemplo, a
densidade da água nas condições ambientes é igual a 1,00 g/cm3, o que quer dizer
que em 1 cm3 ou em 1 mL, há 1,0 g de água. Já a densidade de uma mistura varia
de acordo com as quantidades das substâncias envolvidas. Um exemplo é se
prepararmos meio litro de uma solução, misturando 50 gramas de um sal em 500 g
de água. A densidade dessa solução será dada por: d = m/v. D = 550g (massa do sal
+ massa da água) dividido por 500 mL, D = 1,1g/mL. A densidade também varia
conforme a temperatura. Por exemplo, ao se tornar gelo a uma temperatura abaixo
de 0ºC, a densidade da água fica menor do que no estado líquido, passando para
0,92 g/cm3. É inclusive por isso que o gelo flutua na água, pois ele é menos denso.
Já no álcool, o gelo afunda, pois a densidade do etanol é menor que a do gelo (0,79
g/cm3) (FOGAÇA, 2025).

A massa molar das moléculas influencia diretamente: substâncias cujas


partículas possuem maior massa tendem a apresentar densidade mais elevada,
desde que ocupem volumes semelhantes. Além disso, a intensidade das forças
intermoleculares desempenha papel crucial. Interações mais fortes, como as
ligações de hidrogênio presentes na água e na glicerina, aproximam as moléculas,
reduzindo o volume ocupado e, consequentemente, aumentando a densidade. A
estrutura química também é determinante, uma vez que moléculas lineares ou
compactas empacotam-se de forma mais eficiente, enquanto moléculas ramificadas
tendem a apresentar menores densidades devido à presença de “espaços vazios”
em sua organização. Condições ambientais, como temperatura e pressão, também
8

afetam a densidade: o aumento da temperatura fornece energia cinética às


moléculas, ampliando o volume ocupado e reduzindo a densidade; já a pressão
exerce efeito pequeno em líquidos, mas é significativa nos gases (CHANG, 2008).

4.1.1 Densidade dos Reagentes Utilizados na Aula Prática

Tabela 1 - Densidade dos reagentes utilizados na aula prática.

Reagente Temperatura Densidade ≈

Água deionizada 20°C 1 g/cm3

Etanol 70% 19°C 0,87 g/cm3

Álcool isoamílico 20,1°C 0,81 g/cm3

Glicerina 21°C 1,26 g/cm3

Óleo de soja usado 20°C 0,918 g/cm3


Fonte: Adaptado de LIMA, 2025.

4.2 Viscosidade

A viscosidade é uma propriedade física que todos os fluidos têm,


fornecendo-lhes resistência ao seu movimento e escoamento. Dessa forma, fluidos
de maior viscosidade apresentam maior resistência ao escoamento, como o mel e o
piche. A viscosidade é uma característica intrínseca dos fluidos que indica o quanto
eles resistem ao seu escoamento. Em razão disso, quanto mais resistência ao
escoamento um fluido tem, maior será a sua viscosidade e menor será a sua fluidez.
Existem dois tipos de viscosidade: viscosidade dinâmica e viscosidade cinemática
(MELO, 2025).

Viscosidade dinâmica: ou viscosidade absoluta, mede a viscosidade dos


fluidos com base na sua resistência interna ao movimento quando submetidos a
uma força. É medida em Pascal-segundo ou Poise (MELO, 2025).
9

Viscosidade cinemática: é uma forma alternativa de medição da viscosidade


dos fluidos com base na razão entre a viscosidade dinâmica e a massa específica
do fluido. É medida em metros quadrados por segundo ou Stokes (MELO, 2025).

Um líquido é mais viscoso que outro porque as forças de atração entre suas
moléculas (coesão) são mais fortes, o que aumenta o atrito interno e a resistência ao
escoamento, dificultando o seu movimento. Moléculas maiores ou com maior
número de ligações intermoleculares, bem como a temperatura (geralmente mais
baixa em líquidos), são fatores que influenciam a composição e a forma como as
partículas se movem e interagem (MELO, 2025)

4.2.1 Vazão Volumétrica (cm3/s)

A vazão volumétrica (Q) em cm3/s, definida como o volume escoado por


unidade de tempo, é uma grandeza útil para comparar o comportamento de
diferentes líquidos quanto à sua resistência ao escoamento. A vazão volumétrica
está indiretamente ligada à viscosidade do líquido, pois fluidos de baixa viscosidade
escoam mais rápido → maior Q. Fluidos de alta viscosidade escoam mais devagar
→ menor Q. Ou seja, quanto maior a viscosidade, menor a vazão volumétrica, se a
pressão que empurra o líquido for a mesma (ATKINS, 2012).

[Link] Cálculo para Vazão Volumétrica (cm3/s)

Para realizar o cálculo utilizamos a seguinte equação: Q = V (cm​³) / t (s) →


cm³/s, onde Q = vazão, V = volume e t = tempo (ATKINS, 2012).
10

4.2.2 Viscosidade dos Reagentes Utilizados na Aula Prática

Tabela 2 - Viscosidade dos reagentes utilizados na aula prática.

Reagente Temperatura Viscosidade Absoluta ≈


em (10-3 Pa ∙ s )

Água deionizada 20°C 1,003

Etanol 70% 19°C 1,1

Álcool isoamílico 20°C 3,692

Glicerina 21°C 1420

Óleo de soja usado 20°C 69


Fonte: Adaptado de MELO, 2025.

É importante notar que, quanto maior a viscosidade absoluta de um líquido,


maior será sua viscosidade, e, consequentemente, menor será sua capacidade de
escoamento (HOWARD, 2011).

A temperatura é um dos principais fatores que influenciam a viscosidade dos


líquidos. À medida que ela aumenta, a viscosidade geralmente diminui, tornando o
fluido menos resistente ao escoamento. O calor reduz as forças intermoleculares,
facilitando o movimento das moléculas. Em temperaturas mais baixas, os líquidos se
tornam mais viscosos, como ocorre com óleos lubrificantes em climas frios
(OLIVEIRA, 2025).

Não encontramos a relação direta entre viscosidade e densidade; no


entanto, ambas são afetadas pela temperatura. O mel apresenta alta densidade
durante o inverno, pois se solidifica e, no estado sólido, as partículas interatômicas
se ligam. Quando o mel é mantido sob o sol ou quando o pote de mel é mantido sob
um recipiente com água quente, o mel derrete. Assim, o que observamos é que as
partículas interatômicas se distanciam sob o efeito do aumento da temperatura, e
também o atrito entre as camadas de mel ao despejá-lo em outra tigela diminui (XÁ,
2025).
11

4.2.3 Importância da Determinação da Viscosidade em Sistemas de Bombeamento

Ao selecionar uma bomba para uma aplicação específica, é importante


considerar a viscosidade do fluido que será transferido. Isso garantirá que a bomba
seja dimensionada corretamente e que seu desempenho seja otimizado para lidar
com as características específicas do fluido em questão. Os dados de viscosidade
permitem um cálculo mais preciso de perfis de pressão e rastreamento de
propriedades de fluido. Em operações de mistura, ter medição de viscosidade iria
aprimorar as operações do sistema (HELIBOMBAS, 2023).

4.3 Propriedades dos Reagentes Utilizados na Aula Prática

A água deionizada é formada por moléculas polares que apresentam


geometria angular e ângulo de ligação próximo de 104,5°. Cada molécula possui
ligações covalentes polares O–H e é capaz de formar até quatro pontes de
hidrogênio. Sua viscosidade é baixa devido à reduzida massa molecular e elevada
mobilidade das moléculas (ATKINS, 2012).

O etanol é uma molécula pequena, polar, com um grupo hidroxila (-OH) que
participa de pontes de hidrogênio, e uma cadeia etílica apolar que contribui para
interações de van der Waals. A solução 70% possui densidade de aproximadamente
0,87 g/mL e viscosidade levemente maior que a da água pura, pois as pontes de
hidrogênio coexistem com interações hidrofóbicas (SOTIRIADOU, 2023).

O álcool isoamílico é um álcool de cadeia maior, com um grupo hidroxila


ligado a uma cadeia apolar ramificada. Essa estrutura confere caráter polar
moderado, mas com predominância da porção apolar. Suas principais forças
intermoleculares são as pontes de hidrogênio (menos numerosas que na água e no
etanol) e interações de dispersão de London. A densidade é próxima de 0,81 g/mL,
menor que a da água, enquanto a viscosidade é superior à do etanol devido ao
maior tamanho molecular e menor mobilidade (ATKINS, 2012).

A glicerina ou glicerol é um poliálcool com três grupos hidroxila em uma


molécula compacta. Essa estrutura permite a formação de uma extensa rede de
12

pontes de hidrogênio, tanto intra quanto intermoleculares. Como consequência,


apresenta elevada viscosidade (ATKINS, 2012).

O óleo de soja é uma mistura complexa de triglicerídeos, formados por


glicerol esterificado com ácidos graxos insaturados e saturados de cadeia longa.
Sua estrutura é predominantemente apolar, com pequenas regiões polares nos
grupos éster. O óleo apresenta densidade próxima de 0,92 g/mL e elevada
viscosidade, não devido a ligações de hidrogênio, mas sim ao grande tamanho
molecular e ao entrelaçamento das cadeias carbônicas (ATKINS, 2012).
13

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Na primeira parte da prática nós testamos a densidade de 5 reagentes, que


foram a água deionizada, etanol 70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja
usado. Nós primeiro medimos a temperatura dos reagentes, depois, pipetamos 10
mL de cada reagente em uma pipeta volumétrica e por fim pesamos os mesmos em
um copo de bécker. O copo de bécker pesava cerca de 102,8576 g. O primeiro
reagente que testamos foi a água deionizada, ela estava a cerca de 20°C e quando
pesamos o peso total, junto do copo de bécker, deu próximo a 112,7645 g (9,9069 g
de água deionizada). O segundo reagente foi o etanol 70%, medimos a temperatura
e deu 19°C, peso total de 111,1690 g (8,3114 g de etanol 70%). O terceiro reagente
foi o álcool isoamílico, ele estava a uma temperatura de 20,1°C, peso total de
111,0010 g (8,1434 g de álcool isoamílico). O quarto reagente foi a glicerina, estava
a uma temperatura de 21°C, e o peso total foi de 115,1262 g (12,2686 g de
glicerina). O quinto e último reagente foi o óleo de soja usado, ele estava a uma
temperatura de 20°C, e teve um peso total de 112,2674 g (9,4098 g de óleo de soja
usado).

Na segunda parte da prática nós testamos a viscosidade dos mesmos


reagentes, água deionizada, etanol 70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja
usado. Nós medimos a temperatura dos reagentes, pipetamos 10 mL em uma pipeta
graduada e deixamos escoar os líquidos medindo o tempo. Repetimos 3 vezes o
processo de pipetar, deixar escoar e medir o tempo e também fizemos isso com os
reagentes a uma temperatura de 5°C, repetindo 3 vezes o processo de pipetar e
escoar. O primeiro reagente foi a água deionizada ela estava a uma temperatura de
20°C, no primeiro escoamento obtivemos um tempo de 6,55 segundos, no segundo
6,17 segundos e no terceiro 6,29 segundos, dando uma velocidade média de 6,33
segundos. A 5°C o primeiro escoamento foi de 6,35 segundos, o segundo de 6,40
segundos e o terceiro de 7 segundos, dando uma velocidade média de 6,58
segundos. O segundo reagente foi o etanol 70%, a uma temperatura de 19°C,
tivemos tempos de 6,35 segundos, 6,30 segundos e 6,80 segundos, dando uma
velocidade média de 6,48 segundos. A 5°C tivemos tempos de 6,63 segundos, 6,65
segundos e 7,08 segundos, dando uma velocidade média de 6,78 segundos. O
terceiro reagente foi o álcool isoamílico. A 20°C tivemos tempos de 7,80 segundos,
14

6,97 segundos e 7,24 segundos, dando uma velocidade média de 7,33 segundos. A
5°C tivemos tempos de 7,35 segundos, 7,44 segundos e 7,45 segundos, dando uma
velocidade média de 7,41 segundos. O quarto reagente foi o óleo de cozinha usado.
A 20°C tivemos tempos de 40 segundos, 35,55 segundos e 31,35 segundos, dando
uma velocidade média de 35,63 segundos. A 5°C tivemos tempos de 42 segundos,
43 segundos e 47 segundos, dando uma velocidade média de 44 segundos. O
quinto reagente foi a glicerina. A 21°C obtivemos tempos de 482,12 segundos,
479,34 segundos e 483,52 segundos, dando uma velocidade média de 481,66
segundos. A 5°C tivemos tempos de 518,49 segundos, 516,55 segundos e 520,29
segundos, dando uma velocidade média de 518,44 segundos.

A vazão volumétrica dos reagentes utilizados na aula prática, dada em Q =


V/t, onde Q indica a vazão volumétrica, V indica o volume do líquido, e t o tempo de
escoamento foram de: 1,58 cm3/s para a água deionizada a 20°C e 1,52 cm3/s a
5°C. Para o etanol 70%, tivemos uma vazão de 1,54 cm3/s a 19°C e 1,47 cm3/s a
5°C. O álcool isoamílico teve uma vazão de 1,36 cm3/s a 20°C e 1,35 cm3/s a 5°C.
Em relação a glicerina, tivemos vazão de 0,021 cm3/s a 21°C e 0,019 cm3/s a 5°C.
Para o óleo de soja usado obtivemos uma vazão de 0,281 cm3/s a 20°C e 0,227
cm3/s a 5°C.

Em relação a densidade, para a água deionizada, o valor encontrado foi de


0,9907 g/mL, muito próximo ao valor teórico de 1,00 g/mL a 20 °C, diferença
considerada aceitável dentro dos limites experimentais. No caso do etanol 70%, o
valor obtido foi de 0,8311 g/mL, enquanto o teórico é de aproximadamente 0,87
g/mL, o que representa uma diferença mais significativa. Essa variação pode estar
associada à volatilidade do etanol, que facilita perdas por evaporação durante a
manipulação, além de pequenas imprecisões na pesagem. Para o álcool isoamílico,
a densidade experimental de 0,8143 g/mL coincidiu com o valor teórico de 0,81
g/mL, confirmando a confiabilidade da medida. A glicerina apresentou 1,2269 g/mL,
ligeiramente inferior ao valor de referência de 1,26 g/mL, diferença explicável pelo
fato de ser uma substância higroscópica, que pode absorver umidade do ar e reduzir
levemente a densidade. Já o óleo de soja usado apresentou densidade de 0,9409
g/mL, superior ao valor de referência para óleo fresco (0,918 g/mL), o que é
esperado, pois o aquecimento e a reutilização em frituras promovem reações de
oxidação e polimerização parcial dos ácidos graxos, aumentando a densidade.
15

Quanto à viscosidade, os resultados experimentais obtidos a partir da vazão


volumétrica mostraram uma ordem coerente com a literatura: água < etanol < álcool
isoamílico < óleo de soja usado < glicerina. Os tempos de escoamento para água e
etanol foram próximos, refletindo as baixas viscosidades reportadas teoricamente. O
álcool isoamílico apresentou tempos ligeiramente superiores, o que condiz com seu
valor de viscosidade na literatura. O óleo de soja usado apresentou escoamento
muito mais lento, compatível com a viscosidade relatada em referências, e ainda
mais elevado a 5 °C, já que a viscosidade aumenta com a diminuição da
temperatura. A glicerina, por sua vez, apresentou tempos extremamente elevados
de escoamento, confirmando o valor teórico de alta viscosidade. Assim, embora os
valores absolutos não tenham sido diretamente calculados, o método qualitativo
adotado de medir a vazão volumétrica demonstrou com clareza as diferenças
relativas de viscosidade entre os reagentes, refletindo adequadamente suas
propriedades estruturais e intermoleculares.

6. CONCLUSÃO

O experimento permitiu comparar as densidades e viscosidades da água


deionizada, etanol 70%, álcool isoamílico, glicerina e óleo de soja usado,
evidenciando que líquidos com menores forças intermoleculares e massas molares
mais baixas, como água e etanol, apresentam menor densidade e escoam mais
rapidamente, enquanto substâncias como glicerina e óleo, com moléculas maiores e
mais interações, são mais densas e viscosas. Apesar da boa concordância, algumas
diferenças foram observadas, como a densidade do etanol, que apresentou valor
menor que o esperado, e a densidade do óleo de soja usado, que foi superior ao
valor de referência para óleo fresco. Essas variações podem ser explicadas,
respectivamente, pela volatilidade do etanol e pela degradação química sofrida pelo
óleo após utilização, que altera suas propriedades físicas.

É importante destacar também os possíveis fatores de erro experimentais


como a dificuldade em interromper o cronômetro exatamente no fim do escoamento,
o que pode gerar diferenças de segundos nos tempos de viscosidade; a presença de
16

pequenas irregularidades ou resíduos na pipeta, que podem afetar tanto o tempo de


escoamento quanto a precisão na medição de volume.

Em síntese, foi uma boa aula, para maior compreensão na prática da


densidade e viscosidade dos reagentes utilizados. Além disso, promoveu uma
cooperação em conjunto, não somente em dupla na bancada, como com todos os
colegas de laboratório. Foi muito interessante ver, como por exemplo, a água ter
uma capacidade de escoamento muito maior que a da glicerina, que demorou muito
mais tempo para escoar, até na hora de colocar a glicerina no copo de bécker foi
intrigante ver um líquido viscoso, algo quase sólido. Em relação a densidade
também, ver como diferentes líquidos podem ter “pesos” diferentes, como a água e o
etanol, que parecem ser líquidos praticamente iguais.
17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ATKINS, Peter; JONES, Loretta. Princípios Da Química Questionando A Vida


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SOTIRIADOU, Sofia; NTONTI, Eleftheria; VELLIADOU, Danai; ANTONIADIS,


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<[Link] Acesso em: 20 de setembro de
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