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Conceitos Básicos de Matemática e Operações

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo teoria dos conjuntos, números naturais, inteiros e racionais, além de operações com frações e porcentagens. Também discute equações e inequações do 1º e 2º grau, geometria, trigonometria, e estatística. Por fim, apresenta a metodologia científica e conceitos de biologia celular, fotossíntese e respiração celular.
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Conceitos Básicos de Matemática e Operações

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo teoria dos conjuntos, números naturais, inteiros e racionais, além de operações com frações e porcentagens. Também discute equações e inequações do 1º e 2º grau, geometria, trigonometria, e estatística. Por fim, apresenta a metodologia científica e conceitos de biologia celular, fotossíntese e respiração celular.
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Matemática

Teoria dos Conjuntos: Estudamos conjuntos e suas operações básicas. Um elemento x pertence a um
conjunto A indica-se por x∈A; caso contrário, escreve-se x∉A. Dizemos que A está contido em B (ou A é
subconjunto de B) se todos os elementos de A estão em B (símbolo ⊂). A união de dois conjuntos A∪B
reúne todos os elementos que estão em A ou em B (ou em ambos), sem repetições. A interseção A∩B
contém apenas os elementos em comum a A e B. A diferença A–B é o conjunto dos elementos que
estão em A mas não em B. O complementar de A (em relação a um universo dado) é o conjunto de
elementos que não estão em A. Imagem: representação das operações em diagramas de Venn A figura
acima ilustra a união de A e B (todos os pontos sombreados) e, abaixo, a interseção (somente área
comum). Existem também os quantificadores lógicos, importantes em definições formais: ∀ (para
todo) e ∃ (existe), que indicam, por exemplo, "para todo elemento x em A, ...", ou "existe algum x em A
tal que ...".

Números Naturais, Inteiros e Racionais: Os números naturais (ℕ) são 0,1,2,3,…; inteiros (ℤ) incluem os
naturais e seus opostos negativos (por exemplo,…,–2,–1,0,1,2,…) 1 . Números racionais (ℚ) são frações
de inteiros. Para adição e subtração de inteiros positivos e negativos, aplica-se: se os sinais são iguais,
soma-se os módulos e conserva-se o sinal; se diferentes, subtrai-se o menor do maior e mantém-se o
sinal do maior 2 . Na multiplicação e divisão de inteiros, o produto/ quociente tem sinal positivo se
os fatores têm sinais iguais e negativo se tiverem sinais diferentes. Com números racionais (frações),
usamos: para somar, iguala-se denominadores (usando mínimo múltiplo comum); para multiplicar,
multiplica-se numerador com numerador e denominador com denominador; para dividir, multiplica-se
pela inversa do divisor 3 . Por exemplo: ab : dc = ab × dc . Decimais seguem as mesmas regras (alinha-
se as casas decimais na adição/subtração; na multiplicação/divisão, remove-se a vírgula convertendo
em inteiros). Raízes e potências de inteiros e fracionários seguem propriedades usuais (por exemplo,
(am )n = amn ). Em contextos de problemas, aplicam-se essas operações para situações concretas
(converter unidades, resolver equações lineares, proporções etc).

Divisibilidade: Dizemos que a é divisor de b se b = a·k para algum inteiro k. Os múltiplos de um


número são os produtos desse número por inteiros. Números primos têm exatamente dois divisores (1
e ele mesmo). O Máximo Divisor Comum (MDC) de dois números é o maior inteiro que divide ambos,
e o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) é o menor inteiro positivo múltiplo comum aos dois. Para
encontrar o MDC, factoramos ambos os números e tomamos o produto dos menores expoentes
comuns; para o MMC, o produto dos maiores expoentes. Por exemplo, MDC(18,24)=6 e MMC(18,24)=72.

Razões, Proporções, Regra de Três, Porcentagens, Juros Simples: A razão entre dois números a e b
(com b≠0) é a fração a/b, que compara as grandezas. Por exemplo, a densidade d é razão entre massa
e volume. A proporção é uma igualdade entre duas razões: por exemplo, a/b = c/d . Nesse caso, vale
a propriedade fundamental: produto dos meios = produto dos extremos (ou seja, a⋅ d = b⋅ c ) 4 .
Usamos isso em regra de três: para achar um termo desconhecido em proporção direta ou inversa. Por
exemplo, se 2 laranjas custam R\$3 e queremos saber o preço de 5 laranjas, montamos 2/3 = 5/x ,
logo x = (5⋅ 3)/2 = 7,5 reais.

Porcentagem: É um tipo especial de razão em que o todo é dividido em 100 partes. O símbolo “%”
indica “por cem”. Por exemplo, 25% significa 25/100 (um quarto). Para calcular porcentagem de um

1
valor, multiplicamos pelo valor decimal correspondente (por exemplo, 20% = 0,20). Como observado, a
porcentagem é útil para comparar crescimentos ou decréscimos no cotidiano 5 .

Juros Simples: Em finanças simples, os juros J de um capital C aplicados a uma taxa i por tempo t (em
anos ou meses) é dado por J = C × i × t 6 . O montante final é M = C + J. Esse cálculo linear (juros
calculados sempre sobre o capital inicial) é comum em empréstimos de curto prazo e operações
financeiras elementares.

Equações e Inequações do 1º Grau: Equações do primeiro grau têm forma geral ax + b = 0. Para
resolver, isolamos x (por exemplo, ax = −b , logo x = −b/a se a≠0). Inequações lineares seguem
raciocínio similar, lembrando de inverter o sinal da desigualdade ao multiplicar por um número
negativo. Exemplo: resolver 2x − 3 > 7 dá 2x > 10 e, então, x > 5 .

Sistemas com Duas Variáveis: Um sistema de duas equações lineares (ex.: a1 x + b1 y = c1 e a2 x +


b2 y = c2 ) pode ser resolvido por substituição, adição ou regra de Cramer. A ideia é encontrar valores
(x,y) que satisfaçam ambas as equações simultaneamente. Ex.:

x + 2y = 5
3x - y = 4

Multiplique a segunda eq. por 2 e some para eliminar y: 2 ∗ (3x − y) = 2 ∗ 4 ⇒ 6x − 2y = 8 .


Somando com a primeira, obtemos 7x = 13 ⇒ x = 13/7 , depois y.

Resolução de Problemas: Envolve traduzir o enunciado para expressões matemáticas, usar equações,
sistemas, proporções etc. Ex.: “Em uma escola, há o dobro de meninas que meninos. Se há 300 alunos,
quantos meninos?” Traduzimos: se m = número de meninos, então 2m = número de meninas, total
m + 2m = 300 . Logo 3m = 300 , m = 100 , meninas = 200.

Cálculo Algébrico – Monômios e Polinômios: Um monômio é uma expressão algébrica com um único
termo (produto de coeficiente numérico e variáveis potências não negativas). Um polinômio é soma de
monômios (ex.: 3x2 − 5xy + 7 ). Operações: adição/subtração de polinômios combina termos
semelhantes (mesma parte literal); multiplicação distribui termo a termo; divisão de polinômios (no
Ensino Médio) trata casos simples (por exemplo, dividir cada termo por monômio comum). Para avaliar
um polinômio numericamente, substituímos x pelo valor dado e calculamos.

Produtos Notáveis e Fatoração: Produtos notáveis são identidades algébricas úteis, por exemplo:
- (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 (quadrado da soma)
- (a − b)2= a2 − 2ab + b2 (quadrado da diferença)
- a2 − b2 = (a − b)(a + b) (diferença de quadrados).

x2 − 9
A partir disso, fatoração envolve escrever uma expressão como produto de fatores. Ex.: fatorar
usando diferença de quadrados: x − 9 = (x − 3)(x + 3) . Outros casos: fator comum (ex.: 2x2 +
2

4x = 2x(x + 2) ), trinômio quadrado perfeito, fatoração de trinômios gerais (buscando dois números
cujo produto seja ac e soma b para ax^2+bx+c).

Frações Algébricas: Simplificamos frações com polinômios no numerador e denominador cancelando


2 (x−1)(x+1)
−1
fatores comuns. Ex.: xx−1 = x−1 = x + 1 (desde que x  1 =
). Antes de somar/subtrair duas

2
frações algébricas, obtemos denominador comum (geralmente MMC de monômios denominadores),
multiplicamos e combinamos termos semelhantes.

Números Reais: Conjunto que abrange todos os racionais e irracionais (√2, π etc). As operações
básicas (+, –, ×, ÷) estendem-se aos reais sob as regras habituais. Propriedades operacionais
(associativa, comutativa, distributiva) valem para reais.

Radicais e Potências: Nos reais: potência de expoente inteiro (positivos e negativos) e radiciação
(raízes). A simplificação de radicais envolve fatorar o radicando para extrair potências perfeitas. Ex.:
50 = 5 2 . Multiplicação/ divisão de radicais: a b = ab , desde que considere domínio.
Propriedades de potências (como a−n = 1/an , (am )n = amn ).

Equação do 2º Grau: Forma geral ax2 + bx + c = 0 . A solução usa a fórmula de Bhaskara: x =


−b± b2 −4ac
2a . O discriminante Δ = b2 − 4ac determina o número de raízes reais: Δ>0 duas raízes, Δ=0
uma raiz (raiz dupla), Δ<0 sem raízes reais. A soma das raízes é −b/a e o produto é c/a . Exemplos: Para
2x2 − 3x − 2 = 0 , Δ=25, raízes x = 3±5 4 , ou seja, 2 e –0.5. Muitas vezes surgem problemas de
movimento (física) ou econômicos que levam à equação quadrática.

Geometria:

• Ângulos: Classificam-se quanto à medida em agudos (<90°), retos (=90°), obtusos (>90°) e rentes
(>180°). Ângulos notáveis: suplementares (somam 180°), complementares (somam 90°), opostos
pelo vértice (iguais), adjacentes (em linha reta somam 180°), etc. A soma de ângulos internos de
um polígono de n lados é (n − 2)⋅ 180° .

• Triângulos: Elementos: vértices (A,B,C), lados (a,b,c) e ângulos opostos. Classificam-se por lados
(isósceles, equilátero, escaleno) e por ângulos (retângulo, acutângulo, obtusângulo). Pontos
notáveis: baricentro, circuncentro, incentivro etc. Triângulos semelhantes têm proporção
constante entre lados correspondentes. Critérios de congruência: LAL, LLL, ALA etc. Teorema de
Pitágoras: Em triângulo retângulo, c2 = a2 + b2 (c=hipotenusa) 7 . Áreas: A =
base⋅ altura/2 . Por exemplo, se base=5 e altura=4, área=10.

• Quadriláteros e outros polígonos: Quadriláteros regulares têm área = lado², mas cada tipo tem
fórmula específica. Em geral, perímetro é soma dos lados e área segue fórmulas próprias (ex.:
trapézio A = (B + b)⋅ h/2 , losango A = D⋅ d/2 – diagonais –, retângulo A = base⋅ altura ,
P erˊımetro⋅apotema
etc.). Polígonos regulares (todos lados e ângulos iguais) têm área = 2 .

• Circunferência e Círculo: Circunferência tem elementos: centro, raio (r), diâmetro (d=2r).
Comprimento da circunferência: C = 2πr . Arco é porção da circunferência. Ângulo central em
graus é proporcional ao arco (360° corresponde à circunferência inteira); ângulo inscrito mede
metade do ângulo central correspondente. Para o círculo (região interna à circunferência): área
= πr 2 . Segmento circular e setor têm áreas proporcionais (setor de ângulo θ:
A = θ/360°⋅ πr2 ).

• Sistema Métrico Decimal: Conversões básicas: 1m=100cm, 1km=1000m, 1cm²=100mm²,


1m²=10000cm², 1m³=1000L. Para volume de sólidos: Cilindro: V = πr 2 h ; Prisma (base
qualquer): V = base⋅ altura . (Ex.: prisma retangular de dimensões 2m×3m×4m tem V =
2·3·4=24 m³.)

3
• Trigonometria no Triângulo Retângulo: Definimos em triângulo retângulo: seno, cosseno e
tangente de um ângulo θ (não reto):

oposto
• sin θ = hipotenusa ,
adjacente
• cos θ = hipotenusa ,
oposto
• tan θ = adjacente .

Estas relações permitem calcular comprimentos de lados ou ângulos quando conhecemos algumas
medidas. Ex.: se em um triângulo retângulo um cateto = 3, hipotenusa = 5, então sin θ = 3/5 .

• Estatística: Médias (aritmética, geométrica, harmônica) são medidas de tendência central.


Gráficos (barras, pizza) e tabelas organizam dados. Ex.: média aritmética de {2,4,6} é (2+4+6)/3 =
4.

Metodologia Científica
O método científico organiza a investigação de forma sistemática 8 . Suas etapas principais são:
observação (recolher dados e qualificar o fenômeno), questionamento (formular perguntas sobre o
que se observa), hipótese (sugerir explicações provisórias), experimentos (testar as hipóteses em
condições controladas), análise das hipóteses (verificar se os resultados concordam com a hipótese) e
conclusão (interpretar resultados e validar ou rejeitar hipóteses) 8 . Esse processo garante que os
resultados sejam reprodutíveis e objetivos.

Biologia
Biologia Celular: Células são procariontes (sem núcleo definido, como bactérias) ou eucariontes (com
núcleo e organelas). Organelas celulares incluem o núcleo (guarda DNA), mitocôndria (gera energia
pela respiração), ribossomos (sintetizam proteínas), retículo endoplasmático e complexo golgiense
(processam e transportam substâncias), lisossomos (digestão intracelular), cloroplastos (nas plantas,
realizam fotossíntese), entre outros. Osmose é a passagem de água por membrana semipermeável do
meio hipotônico (menos solutos) para hipertônico (mais solutos).
Fotossíntese: Processo em cloroplastos onde plantas convertem luz, CO₂ e H₂O em glicose e O₂.
Respiração celular: nas mitocôndrias converte glicose em ATP (energia) usando O₂, produzindo CO₂ e
H₂O. Fermentação: ocorre sem O₂; ex.: fermentação alcoólica (glicose → etanol + CO₂) e lática (glicose
→ lactato).
Divisão Celular: Mitose é a divisão que origina duas células-filhas geneticamente idênticas
(crescimento e reparo); prófase, metáfase, anáfase, telófase e citocinese. Meiose é a divisão para formar
gametas (metade dos cromossomos), ocorrendo em duas etapas (meiose I e II) e aumenta variabilidade
genética.

Genética: A Lei de Segregação de Mendel (1ª lei) diz que cada indivíduo tem dois alelos por gene e os
separa igualmente nos gametas, de modo que cada gameta recebe apenas um alelo 9 . Na formação
dos gametas (ovos e espermatozoides), ocorrem combinação e segregação aleatória dos genes,
determinando as características dos descendentes. O genótipo (informação genética) determina o
fenótipo (características observáveis), seguindo padrões de herança dominante-recessiva,
codominância etc.

Reino Vegetal: Plantas evoluíram de algas simples a vasculares e com sementes. Divisões principais:
briófitas (musgos, sem vasos condutores), pteridófitas (samambaias, sem sementes), gimnospermas

4
(como pinheiros, sementes expostas) e angiospermas (plantas com flores, sementes protegidas).
Geralmente apresentam fotossíntese, células com parede celular de celulose, e alternância de gerações
(esporofito e gametófito). Na reprodução, muitas plantas usam polinização e sementes.

Reino Animal: Animais vão de simples (esponjas) a complexos (cordados). Phylum exemplares:
poríferos (esponjas), cnidários (água-viva, pólipos), platelmintos (vermes achatados), nematelmintos
(vermes cilíndricos), anelídeos (minhocas), moluscos (sapos), artrópodes (insetos, aranhas, crustáceos),
equinodermos (estrelas-do-mar) e cordados (peixes, anfíbios, répteis, aves, mamíferos). Sistemas
digestório, respiratório, circulatório, etc., evoluíram conforme a complexidade: animais vertebrados
possuem sistema nervoso central (cérebro, medula) e órgãos especializados. Reprodução varia
(sexuada com fertilização interna ou externa, e às vezes assexuada). Regulação térmica: Animais
endotérmicos (homeotérmicos) mantêm temperatura constante (mamíferos, aves); ectotérmicos
(peixes, répteis) variam com ambiente.

Corpo Humano: Orgãos:


- Digestório: boca (mastigação), estômago (ácido digestivo), intestinos (absorção).
- Respiratório: traqueia, brônquios, pulmões (troca gasosa: O₂ entra no sangue, CO₂ é eliminado).
- Circulatório: coração bombeia sangue por artérias e veias; transporte de nutrientes, gás O₂ e CO₂.
- Excretor: rins filtram sangue e produzem urina (excreção de resíduos e regulação de água/sais).
- Endócrino: glândulas (tireóide, suprarrenais, pâncreas etc.) produzem hormônios que regulam
funções (crescimento, metabolismo, reprodução).
- Ósseo e Muscular: ossos formam esqueleto e articulam-se, músculos se prendem nos ossos para
movimentação.
- Nervoso: cérebro, medula espinhal e nervos controlam ações e processam sentidos.
- Reprodutor: masculino (testículos produzem espermatozoides), feminino (ovários produzem óvulos).

Doenças comuns decorrem de falhas nesses sistemas: por exemplo, hipertensão (circulatório), diabetes
(endócrino), infecções respiratórias (gripe), osteoporose (esquelético). Sentidos: órgãos dos sentidos
(olhos, ouvidos, nariz, língua, pele) captam estímulos (luz, som, cheiro, gosto, toque) e enviam ao
cérebro.

Saúde: Dividimos em pessoal (higiene, alimentação equilibrada) e coletiva (saneamento, vacinação em


massa). Infecções: vírus (ex.: gripe, covid-19), bactérias (ex.: tuberculose), protozoários (ex.: malária),
vermes (ex.: ascaridíase). ISTs (DSTs): evitáveis por preservativos; incluem HIV/Aids, sífilis, hepatite B,
clamídia, gonorreia etc. Deficiências de vitaminas/minerais causam doenças (ex.: escorbuto por falta de
vitamina C, anemia por falta de ferro). Nutrientes: carboidratos (energia), proteínas (reparo de tecidos),
lipídios (energia de reserva e ácidos graxos essenciais); todos fundamentais, em equilíbrio, para a
saúde. O sistema imune combate invasores: glóbulos brancos reconhecem e destroem micro-
organismos; linfócitos B produzem anticorpos, T destroem células infectadas. Vacinas introduzem
antígenos atenuados/imunizantes para que o corpo desenvolva memória imunológica. Soros
(imunoglobulinas) fornecem anticorpos prontos para uma ação imediata contra toxinas (ex.: antídotos
para veneno de serpente).

Ecologia: Estudo das relações entre seres vivos e ambiente. Cadeias alimentares mostram quem come
quem (produtor → consumidor → decompositor). Teias alimentares são redes interligadas. Relações
ecológicas: predação, competição, mutualismo, parasitismo etc. Atividades humanas (desmatamento,
poluição, queima de combustíveis fósseis) causam impactos (chuva ácida, efeito estufa, perda de
biodiversidade, aquecimento global) 10 . Soluções envolvem ação individual (reciclagem, economia de
água) e coletiva (políticas de conservação, energias renováveis).

5
Evolução: Teorias principais: Lamarckismo (as espécies mudam ao longo do tempo por uso ou desuso
de órgãos) e Darwinismo (seleção natural: variabilidade genética favorece sobreviventes em cada
ambiente). Evidências da evolução incluem fósseis (registros de formas antigas), anatomia comparada
(estruturas homologas), biologia molecular (DNA semelhante entre espécies relacionadas) e
distribuição geográfica de espécies.

Física
Grandezas Físicas: Uma grandeza física tem valor (quantidade) e unidade. Escalares (só têm valor, ex.:
massa, tempo) e vetoriais (valor + direção, ex.: velocidade, força). Unidades seguem o SI: metro (m) para
comprimento, segundo (s) tempo, quilograma (kg) massa, etc. Para converter unidades do sistema
métrico decimal: multiplica ou divide por potências de 10 (1 km = 1000 m, 1 cm = 0,01 m, 1 km² = 10^6
m², etc). Em gráficos de grandezas, a inclinação pode indicar variação (ex.: velocidade média é
inclinação do gráfico posição-tempo).

Adição Vetorial: Para somar vetores, usamos a regra do paralelogramo: se A e B são vetores, então
A+B é o vetor diagonal no paralelogramo construído por A e B. Caso vetores estejam na mesma
direção, soma-se ou subtrai-se seus módulos conforme sinais (direções) 11 12 .

Ar e Água – Pressões e Altitude: A atmosfera tem massa (1 atm de pressão equivale a ~101325 Pa ao
nível do mar) 13 . A pressão atmosférica decresce com a altitude (menos ar acima = menor pressão). Em
líquidos, a pressão hidrostática aumenta com a profundidade: p = ρgh (onde ρ é densidade do líquido,
g aceleração da gravidade, h profundidade) 14 . Por exemplo, a pressão aumenta em ~0,01 atm a cada
1 m de profundidade na água.

Movimento: O conceito de movimento depende do referencial: algo pode estar em movimento num
sistema e em repouso noutro 15 . A velocidade escalar média é vm = Δs/Δt (deslocamento sobre
tempo) 16 Δv/Δt (variação de velocidade sobre tempo) 17 . No Movimento
. A aceleração média é
Uniforme (MU), a velocidade é constante (sem aceleração); a posição obedece s = s0 + vt 18 . No
Movimento Uniformemente Variado (MUV), a aceleração é constante; formulas clássicas: v = v0 +
at e s = s0 + v0 t + 12 at2 .

Força: A força mede-se em newtons (N). O peso é uma força: P = m⋅ g (m massa, g ≈9,8 m/s²) 19 ; por
exemplo, um corpo de 10 kg pesa ~98 N na Terra. Massa é quantidade de matéria (kg) e independe da
gravidade; peso varia com a gravidade (ex.: peso da mesma massa na Lua é menor). Forças que se
opõem ao movimento: atrito (força de contato que resiste ao deslizamento entre superfícies 20 ) e
resistência de fluidos (vento, água). A resultante de um sistema de forças é a soma vetorial dessas
forças; se for zero, o corpo pode manter movimento uniforme ou repouso (1ª Lei de Newton).

Energia: Existem várias formas – cinética (de movimento), potencial (gravítica, elástica), térmica, química,
elétrica etc. Energia não se cria nem destrói (conservação); apenas se transforma (ex.: frear um carro
converte energia cinética em térmica/sonora). Potência é a taxa de transferência de energia: P =
E/Δt , medida em watts (1 W = 1 J/s) 21 . Em eletricidade, por exemplo, potência de um aparelho é
energia consumida por segundo.

Ondas – Som e Luz:


- Som: O som é onda mecânica longitudinal que precisa de meio (ar, água) para propagar-se. Sua
velocidade no ar é ~340 m/s 22 . Características: frequência (Hz) determina a altura do som; amplitude,
a intensidade (volume); timbre, a qualidade. O som pode refletir (eco) e refratar (variação de velocidade

6
em meios diferentes).
- Luz: O som difere da luz, que é onda eletromagnética (não precisa de meio) e viaja a ~3×10^8 m/s no
vácuo. A luz visível forma o espectro de cores; cada cor tem comprimento de onda específico. A luz
pode refletir e refratar ao passar entre meios, dando fenômenos como arco-íris (refração e dispersão).
No vácuo, luz não sofre perda de intensidade (som sim).

Calor:
- Temperatura mede o grau de agitação térmica (escala Celsius, Kelvin etc.). Calor (Q) é energia em
trânsito devido à diferença de temperatura. Condução, convecção e radiação são modos de
transferência de calor. Bons condutores (metais) facilitam calor; isolantes (madeira, ar) retardam.
Materiais se expandem quando aquecidos (dilatação térmica): comprimento aumenta ΔL =
L0 ⋅ α⋅ ΔT (α coeficiente de dilatação). Mudanças de estado: fusão, vaporização, sublimação etc. Ao
fundir ou vaporizar, a temperatura se mantém constante enquanto o calor latente é consumido.

Óptica:
- Reflexão: Ocorre quando luz incide em superfície lisa; ângulo de incidência = ângulo de reflexão (em
relação à normal). Ex.: espelhos planos formam imagens simétricas.
- Refração: Luz muda de meio (por ex., do ar para a água), muda de velocidade e direção; Lei de Snell:
n1 sin i = n2 sin r (n índices de refração dos meios, i ângulo de incidência, r de refração) 23 .
Refringindo, luz se curva em direção à normal ao entrar em meio mais denso. Fenômenos: lentes
formam imagens por refração; prisma dispersa cores.
- Luz, cor e visão: Objetos têm cor devido à luz refletida (por ex., um objeto vermelho reflete luz
vermelha). O olho humano tem fotorreceptores (cones – cores, bastonetes – iluminação baixa) que
enviam sinais ao cérebro. A luz branca do sol contém todas as cores; cada cor é percebida por
diferentes comprimentos de onda (≈700 nm para vermelho, ≈400 nm para violeta).

Eletricidade:
- Condutores (metais têm elétrons livres) transmitem fácil corrente; isolantes (borracha, madeira) não
24 .

- Corrente elétrica: fluxo ordenado de cargas (elétrons) devido a uma diferença de potencial (tensão). É
medida em ampères (A): I = ΔQ/Δt (carga por tempo) 25 . Ex.: em circuito simples, fonte de tensão
empurra elétrons através de resistores (Lei de Ohm: V=RI).
- Eletricidade estática: acumulação de cargas elétricas (normalmente negativas) em um corpo, por
atrito ou indução 26 . Ex.: roçar um balão no cabelo faz o balão ficar eletrizado. A descarga súbita dessa
carga acumulada (ex.: choque ao tocar maçaneta) é eletricidade estática.

Magnetismo:
- Ímãs: Materiais como ferro podem se tornar ímãs, tendo dois polos (Norte e Sul). Polos iguais se
repelem; opostos se atraem 27 . Não se pode separar o imã em um só pólo: ao dividir um ímã, cada
pedaço ainda tem um Norte e um Sul 28 . Linhas de campo magnético saem do polo norte, entram no
sul.
- Magnetismo terrestre: A Terra comporta-se como um grande ímã: o polo magnético norte está perto
do polo geográfico sul e vice-versa. As bússolas alinham-se nesse campo. Campos magnéticos são
produzidos por correntes elétricas e por materiais ferromagnéticos (ferro, níquel, cobalto).

Matéria e Química
Propriedades da Matéria: Tudo que tem massa e ocupa lugar. Pode sofrer transformações físicas
(sem mudança na identidade química, ex.: fusão, evaporação) ou químicas (formam novas substâncias,
ex.: combustão, oxidação). Ao equilibrar equações químicas (Lei de Lavoisier: massa reagentes = massa

7
produtos 29 ), usamos coeficientes estequiométricos. As leis ponderais fundamentais: conservação
das massas (Lavoisier) 29 , proporções definidas (Proust, em todo composto a razão entre massas de
elementos é fixa), e proporções múltiplas (Dalton: ao combinar dois elementos, mantendo fixa a massa
de um, as massas do outro nos compostos resultantes obedecem a razões de números inteiros 30 ).

Átomo: A matéria é formada por átomos (na escala microscópica). A evolução dos modelos atômicos
foi:
- Dalton (bola de bilhar): átomos indivisíveis e indestrutíveis 31 .
- Thomson (pudim de passas): esfera positiva com elétrons incrustados 32 .
- Rutherford: núcleo pequeno positivo (prótons) e eletrosfera de elétrons orbitando, modelo semelhante
ao sistema solar 7 .
- Bohr: acrescentou níveis de energia quantizados para os elétrons 33 . Modelos modernos incluem
nuvem eletrônica (mecânica quântica).

Átomos podem ganhar ou perder elétrons, tornando-se íons (partículas eletricamente carregadas) 34 .
Se perde elétrons vira cátion (carga positiva) 35 ; se ganha vira ânion (carga negativa) 36 .

Elementos Químicos: Classificamos átomos pelo número atômico (Z = prótons). Isótopos têm mesmo Z,
diferentes massas (neutrons diferentes). Isóbaros têm mesma massa, mas Z diferentes. Isótonos têm
mesmo número de neutrons, Z diferentes.

Configuração Eletrônica: Elétrons ocupam camadas ao redor do núcleo (níveis de energia n=1,2,3…),
cada nível suporta até 2n² elétrons. Por exemplo, n=1 (até 2e), n=2 (até 8e), n=3 (até 18e). Dispositivos
como diagrama de Linus Pauling mostram a ordem de preenchimento de subníveis (s,p,d,f) 37 . Essa
distribuição determina propriedades químicas e posição do elemento na tabela periódica (mesma
família = mesmo nº de elétrons na camada externa) 38 .

Classificação Periódica: Elementos ordenados por número atômico formam a tabela periódica.
Periodicidade: propriedades se repetem em intervalos regulares. Linhas horizontais (períodos) indicam
camadas cheias progressivamente; colunas verticais (famílias) reúnem elementos com
comportamentos químicos similares (mesmo nº de elétrons de valência) 38 . Famílias importantes:
grupo 1 (metais alcalinos: Li, Na, K, …, ns¹) 39 ; grupo 2 (metais alcalino-terrosos: Be, Mg,… ns²) 40 ;
grupo 17 (halogênios: F, Cl,… ns²np⁵) 41 ; grupo 18 (gases nobres, nobres). A classificação considera
também blocos (s,p,d,f) e propriedades periódicas (tamanho atômico, eletronegatividade etc).

Substâncias e Misturas:
- Substância pura: composição fixa. Pode ser simples (elementos, ex.: O₂, Au) ou composta (compostos
químicos, ex.: H₂O, CO₂).
- Mistura: combinação física de substâncias. Homogênea (solução) tem uma fase só, sem distinguir
componentes (ex.: água salgada). Heterogênea tem duas ou mais fases visíveis (ex.: óleo + água) 42 .
Misturas aparentes homogêneas (como leite) são na verdade coloidais. Processos de separação:
filtração, decantação, centrifugação, destilação, catação, separação magnética, etc 43 .

Misturas Eutéticas e Azeotrópicas: Particularidades na fusão e ebulição. Eutética: mistura de sólidos


(ex.: liga metálica) que, ao fundir, mantém temperatura constante (como se fosse substância pura) 44 .
Azeotrópica: mistura de líquidos em que a ebulição ocorre a temperatura constante (ex.: etanol+água),
não permitindo separação por destilação simples 10 .

Ligaçōes Químicas: São forças que unem átomos em substâncias 45 . Principais tipos:
- Iônica: átomo doa elétrons e outro recebe, formando íons (ex.: Na⁺ e Cl⁻ formam NaCl) 46 . A ligação

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eletrostática prende os íons de cargas opostas. Compostos iônicos tendem a ser sólidos cristalinos de
altos pontos de fusão, conduzem eletricidade em solução ou fundidos.
- Covalente: átomos compartilham pares de elétrons para completar suas camadas de valência
(princípio do octeto) 47 . Formam moléculas. Ex.: H₂O (cada H compartilha elétron com O). Se átomos
diferentes compartilham, a ligação pode ser polar (desbalanço de cargas). Exemplos: O₂, N₂, CO₂, CH₄.
Compostos covalentes podem ser líquidos, gases ou sólidos moleculares, geralmente não conduzem
eletricidade.
- (Também há metálica, entre átomos de metal, formando mar de elétrons; e covalente coordenada
quando um átomo cede par de elétrons a outro.)

Funções Inorgânicas (Ácidos, Bases, Sais): Conjuntos de compostos com propriedades similares 48 .

• Ácidos: Segundo Arrhenius, liberam H⁺ em solução aquosa 49 . Geralmente têm fórmula


iniciada por H (ex.: HCl, H₂SO₄). Em água, aumentam a concentração de H₃O⁺. Ácidos fortes (ex.:
HCl, H₂SO₄) dissociam-se totalmente; ácidos fracos (H₂CO₃) dissociam-se parcialmente.

• Bases: Liberam OH⁻ em solução aquosa 50 51 . Ex.: NaOH (hidróxido de sódio) é base forte.
Outras bases incluem NH₃ em água (amônia em solução aquosa forma NH₄⁺ e OH⁻). Geralmente
têm metal + OH (hidróxido).

• Sais: Resultam da reação de neutralização entre ácido e base 50 . São formados por um cátion
(do sal) proveniente da base e um ânion proveniente do ácido 51 . Ex.: NaOH + HCl → NaCl +
H₂O. Sais são sólidos cristalinos à temperatura ambiente e, em solução, conduzem eletricidade
(pois ionizam-se). São classificados (sal neutro, sal ácido, sal básico) conforme acidez do cátion e
ânion.

Esses constituem os principais conteúdos de Química Geral para vestibulares como o do COTUCA,
cobrindo desde conceitos fundamentais até fórmulas essenciais e exemplos práticos 50 46 .

Observação: Cada um destes tópicos é vasto. Este guia resumido destaca definicões, fórmulas básicas
e exemplos ilustrativos para uma revisão completa. Para aprofundar, recomenda-se consulta de
material didático específico e exercícios práticos em cada assunto.

Fontes: Os conceitos acima foram revisados em materiais didáticos e artigos confiáveis (Todo Matéria,
Brasil Escola, Mundo Educação) 8 46 50 , garantindo cobertura dos tópicos solicitados. Cada seção
deste resumo incorpora esses fundamentos com citações das fontes.

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