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PRIMEIRA PARTE
ASSUNTOS NORMATIVOS
ESTADO-MAIOR
Memorando nº 30.129.3/2024 – EMPM
Belo Horizonte,18 de dezembro de 2024.
Aos: Coronéis PM Comandantes de UDI da atividade-fim e DOp
Assunto: Gestão do Desempenho Operacional 2025.
Anexo: Extrato da metodologia GDO 2025.
Considerando que em 2015 a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) desenvolveu a
Gestão do Desempenho Operacional (GDO), uma metodologia de mensuração de
desempenho estruturada na contratualização de resultados, sob uma perspectiva analítica de
solução de problemas.
2 Considerando que, ao longo desses dez anos, significativas adequações na
GDO levaram ao seu aprimoramento, refletindo em consistentes resultados para a segurança
pública, especialmente na redução dos crimes violentos em Minas Gerais.
3 Considerando que foi designada, pelo Chefe do Estado-Maior (CHEM) da
PMMG, uma comissão para reavaliar a metodologia e os indicadores da GDO para o ano de
2025, tendo os resultados dos trabalhos sido aprovados pelo comando da Insituição.
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4 Considerando que as mudanças propostas para a GDO 6ª edição serão
realizadas em caráter experimental no primeiro trimestre de 2025, oportunidade que tanto a
metodologia quanto os indicadores serão avaliados pelo comando da PMMG ao final desse
período.
5 DETERMINO:
5.1 1ª a 19ª RPM
5.1.1 Realizar o desdobramento das metas para as Unidades e Frações subordinadas.
5.1.2 Aplicar a metodologia proposta para a GDO 2025, conforme Anexo Único, no
nível tático e operacional.
5.1.3 Enviar para a Diretoria de Operações (DOp), até 31 de janeiro de 2025, o Plano
de Emprego Operacional (PLEMOP) contendo como anexo o Plano de Ação para cumprimento
dos indicadores, de cada UEOp (BPM e Cia PM Ind.) sob sua responsabilidade.
5.2 Diretoria de Operações (DOp)
5.2.1 Confeccionar, por meio do Centro de Gestão e Análise de Dados (CGA), o
Caderno Metodológico - GDO 2025.
5.2.2 Acompanhar a execução da nova metodologia de GDO em seu período
experimental e, ao final, apresentar relatório com avaliação e eventuais sugestões de melhoria
ao Chefe do Estado-Maior, por intermédio da Terceira Seção do Estado-Maior (PM3).
(a) MAURÍCIO JOSÉ DE OLIVEIRA, CORONEL PM
CHEFE DO ESTADO-MAIOR
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ANEXO ÚNICO ao Memorando nº 30.129.3/2024
1 DINÂMICA DE ACOMPANHAMENTO DA GDO
O funcionamento do modelo se desenvolve por um ciclo, conforme Figura 1. Antes
mesmo do início da execução, são definidos os indicadores e metas a serem pactuadas entre
os níveis organizacionais. Após, ocorre a formalização do que será acompanhado para, então,
se desenvolver a GDO nas Unidades Operacionais.
Figura 1 – Ciclo de funcionamento da GDO
Confecção do Plano de
Emprego Operacional com
o Plano de Ação da UEOp
Confecção do Plano de UDIs deverão remeter os
intervenção (Relatório Planos de Ação à DOp
A3, se necessário)
Fonte: Comissão nº 21 / 2024 - EMPM
1.1 Definição de indicadores e metas: Pactuação de indicadores e metas entre o
nível estratégico e tático, bem como os desdobramentos no nível operacional.
1.2 Formalização: Nível estratégico - Memorando CHEM / Nível tático e operacional
- Documento interno com ampla divulgação.
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1.3 Planejamento e execução da estratégia operacional pelas UEOp: Confecção
de Plano de Emprego Operacional (PLEMOP), contendo Plano de Ação para cada indicador,
desenvolvido pela UEOp (estratégia e ações para obter resultados satisfatórios).
1.4 Relatório mensal de desempenho: Documento produzido pela DOp que
comunica o desempenho consolidado das Unidades nos indicadores pactuados.
1.5 Monitoramento e avaliação da estratégia operacional: os gestores das
Unidades devem realizar o monitoramento contínuo, promovendo ajustes sempre que
necessário. Além disso, as Unidades convocadas no nível estratégico deverão elaborar e
remeter à DOp seus respectivos PLEMOP, com os Planos de Ação, sendo que as Unidades
convocadas por desempenho desfavorável deverão apresentar também o Relatório A3.
1.6 Reuniões mensais de acompanhamento: momento em que os Comandantes,
nos três níveis organizacionais, têm a possibilidade de alinhar estratégias e realizar feedback.
Se a estratégia operacional não se mostrar condizente com as metas pactuadas, deve ser
acompanhada do Relatório A3.
1.7 Validação e identificação de pontos de melhorias na estratégia operacional:
esse processo deve ser conduzido sob uma perspectiva técnica, com foco na validação e
verificação de pontos de melhoria do PLEMOP.
2 REUNIÕES DE ACOMPANHAMENTO
Em relação as reuniões de acompanhamento, devem estar presentes nas reuniões os
Comandantes de Unidades e Frações a depender do nível organizacional, o Estado-Maior da
Unidade, além daqueles que o Comandante entender necessários no contexto da reunião.
A critério dos respectivos comandantes, após precedida análise preliminar da
estratégia operacional apresentada, dos resultados nos indicadores e da pauta da reunião, não
há impedimento da participação de outros atores do sistema de segurança pública nas reuniões
da GDO.
Em nível estratégico, será convocado o Comandante de UEOp, acompanhado do
Comandante da UDI, para que o desempenho operacional das Unidades envolvidas seja
avaliado, destacando-se a capacidade de gestão operacional.
Em síntese, os Comandantes, em seus diversos níveis, serão convocados para
apresentarem o desempenho e a capacidade de gestão operacional de sua Unidade ou
Subunidade.
Os critérios de convocação se basearão em práticas exitosas de gestão operacional,
apresentação do PLEMOP e estratégias de prevenção e repressão à criminalidade. Também
será critério de convocação, após análise dos indicadores, a sinalização de necessidade de
adequação da estratégia operacional. Para este critério, a Unidade ou Subunidade,
representada pelo respectivo Comandante de Setor / Pelotão / Grupamento, comparecerá na
reunião para supervisão do seu plano de emprego e das estratégias de prevenção e repressão
à criminalidade. Na Figura 2 a seguir, apresenta-se um resumo por nível organizacional.
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Figura 2 - Critérios de convocação para as reuniões
Fonte: Comissão nº 21 / 2024 – EMPM
3 FICHA DE INDICADORES
3.1 Mortes Violentas (MV)
O Indicador tem por finalidade aferir a taxa de mortes violentas em Minas Gerais, tendo como
parâmetro as naturezas de homicídios, roubo, lesão corporal, tortura, sequestro e cárcere
Descrição
privado. Serão contabilizadas as vítimas em qualquer das naturezas com o resultado morte
em relação à população no estado de Minas Gerais.
Unidade de
Taxa.
medida
Base Integrada de Segurança Pública (BISP).
Fonte
População: IBGE.
Polaridade Quanto menor, melhor.
MV = (Homicídio + Roubo + Lesão Corporal + Tortura + Sequestro e cárcere privado) x 100.000
População
Fórmula de
cálculo (*) Para qualquer das naturezas é necessário o grau de lesão “fatal”.
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O MV irá computar as vítimas dos crimes em que se verifica o resultado morte em que haja:
- Crime de homicídio (assassinato) de uma pessoa por outra pessoa (elemento objetivo)
- A intenção do agressor de matar ou ferir gravemente a vítima, mesmo que por meio de
outros crimes (elemento subjetivo)
- A morte de uma pessoa quando a lei considere o autor responsável, mesmo que na
ausência de dolo no resultado final (elemento legal)
Como não há marcação em campo parametrizado sobre o "dolo" do resultado morte no
Notas do REDS e como, em alguns casos, o policial relator do REDS não possui elementos suficientes
usuário para a classificação exata conforme a intenção do autor, adota-se o padrão
internacionalmente reconhecido de pessoas mortas e que (1) não tiveram lesão
autoprovocada e (2) em que houve algum tipo de ação violenta mesmo que inicialmente
diversa do homicídio.
O filtro terá carga com base nas naturezas indicadas na fórmula em que a morte da vítima
conste nos campos parametrizados do REDS (natureza do envolvido e grau da lesão fatal),
entretanto o indicador irá somar os casos em que a morte violenta for informada pela PCMG
através da BISP, bem como durante auditorias realizadas pelo CGA/DOP.
1. Tipo de Envolvimento no REDS: Vítima (*) (Grupo)
2. Natureza do Envolvido: B01.121 – Homicídio, C01.157 – Roubo, B02.001 – Tortura,
B01.129 – Lesão corporal, B 01.148 – Sequestro e cárcere privado.
[Link] da Lesão: Fatal
4. Unidade Federativa: MG
5. Registros da Polícia Militar e Polícia Civil
6. Tipo de Relatório: Boletim de Ocorrência Policial / REFAP
7. Contagem de vítimas
8. População: IBGE
Para determinar onde ocorreu o fato serão consideradas as Unidades de Área Militar e os
registros das Unidades Especializadas ficam na Unidade de Área do fato.
(*) Nos registros em que não houver envolvido cadastrado como 'VITIMA', será considerado
qualquer outro envolvimento com grau de lesão fatal, exceto “AUTOR”, “COAUTOR” OU
“SUSPEITO”, de forma que todo crime tenha pelo menos uma vítima qualificada.
Não serão contabilizadas as mortes por intervenção de agente de segurança pública
no exercício da função, tampouco os crimes ocorridos em estabelecimentos
destinados ao acautelamento de pessoas (presos, apreendidos ou submetidos à
medida de segurança).
3.2 Crimes Violentos Contra a Pessoa (CVPe)
O Indicador tem por finalidade avaliar a quantidade de vítimas de Crimes Violentos contra a
Descrição Pessoa (Homicídio, Tortura e Sequestro e Cárcere Privado) em relação à população no
estado de Minas Gerais.
Unidade de
Taxa.
medida
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Base Integrada de Segurança Pública (BISP).
Fonte
População: IBGE.
Polaridade Quanto menor, melhor.
Fórmula de CVPe = Homicídio +Tortura + Sequestro e cárcere privado* x 100.000
cálculo População
*Grau da lesão diferente de “fatal”
Para análise da viabilidade deste Indicador, foi verificado na BISP se os dados disponíveis
permitem a apuração dos fenômenos criminais das naturezas selecionadas, sendo
considerado os seguintes critérios de apuração:
1. Tipo de Envolvimento no REDS: Vítima (*) (Grupo)
2. Natureza do Envolvido: B01.121 – Homicídio, B01.148 – Sequestro e Cárcere Privado,
B02.001 – Tortura
3. Grau da Lesão: todas, exceto Fatal
4. Modalidade: Tentada e consumada
5. Unidade Federativa: MG
6. Registros da Polícia Militar e Polícia Civil
7. Tipo de Relatório: Boletim de Ocorrência Policial / REFAP
8. Contagem de vítimas
Notas do 9. População: IBGE
usuário
Para determinar onde ocorreu o fato serão consideradas as Unidades de Área Militar e os
registros das Unidades Especializadas ficam na Unidade de Área do fato.
(*) Nos registros em que não houver envolvido cadastrado como 'VITIMA', será considerado
qualquer outro envolvimento, exceto “AUTOR”, “COAUTOR” OU “SUSPEITO”, de forma que
todo crime tenha pelo menos uma vítima qualificada.
Não serão contabilizados os homicídios tentados por intervenção de agente de
segurança pública no exercício da função, tampouco os crimes em estabelecimentos
destinados ao acautelamento de pessoas (presos, apreendidos ou submetidos à
medida de segurança).
3.3 Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPa)
O Indicador tem por finalidade avaliar a quantidade de vítimas de Crimes Violentos contra
Descrição o patrimônio (roubo, extorsão e extorsão mediante sequestro) em relação à população no
estado de Minas Gerais.
Unidade de
Taxa.
medida
Base Integrada de Segurança Pública (BISP).
Fonte
População: IBGE.
Polaridade Quanto menor, melhor.
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CVPa = Roubo + Extorsão + Extorsão Mediante Sequestro* x 100.000
População
Fórmula de
Sendo:
cálculo
O indicador avalia a quantidade de vítimas de roubo, extorsão e extorsão mediante
sequestro (PMMG+PCMG).
*Grau da lesão diferente de “fatal”
Para análise da viabilidade deste Indicador, foi verificado na BISP se os dados disponíveis
permitem a apuração dos fenômenos criminais das naturezas selecionadas, sendo
considerado os seguintes critérios de apuração:
1. Tipo de Envolvimento no REDS: Vítima (*) (Grupo)
2. Natureza do Envolvido: C01.157 - Roubo, C01.158 - Extorsão, C01.159 - Extorsão
Mediante Sequestro
[Link] da Lesão: todas, exceto Fatal
4. Modalidade: Tentada e consumada
5. Unidade Federativa: MG
6. Registros da Polícia Militar e Polícia Civil
7. Tipo de Relatório: Boletim de Ocorrência Policial / REFAP
Notas do 8. Contagem de vítimas
usuário 9. População: IBGE
Para determinar onde ocorreu o fato serão consideradas as Unidades de Área Militar e os
registros das Unidades Especializadas ficam na Unidade de Área do fato.
(*) Nos registros em que não houver envolvido cadastrado como 'VITIMA', será considerado
qualquer outro envolvimento, exceto “AUTOR”, “COAUTOR” OU “SUSPEITO”, de forma
que todo crime tenha pelo menos uma vítima qualificada.
Não serão contabilizados os crimes em estabelecimentos destinados ao
acautelamento de pessoas (presos, apreendidos ou submetidos à medida de
segurança).
(a) MAURÍCIO JOSÉ DE OLIVEIRA, CORONEL PM
CHEFE DO ESTADO-MAIOR