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Trichomoníase: Causas e Prevalência Mundial

A trichomoníase é uma doença sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, com alta prevalência, especialmente entre mulheres. A infecção é frequentemente assintomática e pode levar a complicações como infertilidade e aumento do risco de HIV. O tratamento padrão é com metronidazol, mas a resistência a medicamentos está se tornando uma preocupação crescente.

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Trichomoníase: Causas e Prevalência Mundial

A trichomoníase é uma doença sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, com alta prevalência, especialmente entre mulheres. A infecção é frequentemente assintomática e pode levar a complicações como infertilidade e aumento do risco de HIV. O tratamento padrão é com metronidazol, mas a resistência a medicamentos está se tornando uma preocupação crescente.

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1-Conceitos
Trichomoníase: é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo protozoário
Trichomonas vaginalis, tendo como reservatório a vagina e a uretra. As tricomonas é um
parasita eucariota flagelado que possui quatro ou cinco flagelos e membrana ondulante
(LEWIS et al, 2020).

Gestação: é todo o período de crescimento e desenvolvimento do embrião dentro da


mulher. Para que ela aconteça, é necessário que a gameta feminina (óvulo) seja fecundada
pela gameta masculina (espermatozoide), dando origem ao ovo ou zigoto. Após várias
mitoses, o zigoto transforma-se no embrião e se implanta na parede do útero, processo
conhecido como nidação. A gravidez tem início a partir da nidação e termina com o
nascimento do bebê (LEWIS et al, 2020).

Trichomonas vaginalis: é um protozoário pertencente ao Reino Protista, Filo Sarcom


astigophora, Classe Zoomastigophorea, Ordem Trichomonadida, Família
Trichomonadidae, Subfamília Tricomonadinae, Gênero Trichomonas (SATTERWHITE
et al 2013).

1.2-Breve historial
Segundo Satterwhite et al (2013), a tricomoniase é uma doença causada pelo T. vaginalis,
um protozoario que foi descrito pela primeira vez em 1836 pelo bacteriologista frances
Alfred Donné, mas só em 1916 é que foi reconhecido como agente causador da doença.
Esse protozoario flagelado anaerobio é transmitido via relação sexual com pessoas
contaminadas, infecta o epitelio do trato vaginal. Ele é o principal causador de vulvo
vaginite.
Esse protozoario possui quatro flagelos e uma membrana ondulante que facilita a sua
movimentação. Possui forma ovalada e seu tamanho é de aproximadamente 15 micometro
de diametro e não possui mitocondrias (SATTERWHITE et al 2013).

1.3-Aspectos epidemiológicos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou em 170 milhões os casos de
tricomoníase no mundo anualmente em pessoas entre 15 e 49 anos, com a maioria (92%)
ocorrendo em mulheres. Apesar da alta prevalência e dos riscos associados à
tricomoníase, pouco é conhecido sobre a variabilidade biológica do parasito. O T.
vaginalis não é grande causador de sequelas e, por isso, muitos clínicos têm considerado
a doença mais um incômodo do que um problema de saúde pública (SATT ERWHITE et
al 2013).

Nos Estados Unidos, estima-se que 3,7 milhões de pessoas são infectadas com
Trichomonas vaginalis, o que representa um número maior que todos os casos de infecção
genito-urinária por chlamidia e gonorreia combinadas. Estima-se que ocorram mais de 1
milhão de casos novos de infecção ao ano nos EUA. Um estudo epidemiológico
demonstrou que pouco mais de 3% da população feminina dos Estados Unidos é
portadora de infecção por Trichomonas vaginalis, com uma prevalência que aumenta
significativamente com a idade (SONAS et al, 2018).

As infecções são mais comuns entre as mulheres, com uma estimativa de 16 mulheres
infectadas para cada dez homens. As infecções são mais comuns com o aumento da idade,
com pico de prevalência acima de 11% entre as mulheres com mais de 40 anos. As
infecções são mais comuns entre certos grupos raciais e étnicos, afetando 13,3% das
mulheres negras e 1,8% das mulheres hispânicas, em comparação com 1,3% de mulheres
brancas (SATTERWHITE et al 2013).

1.4-Taxa de prevalência da doença em mulheres em angola


Segundo MINSA (2019), em Angola estima-se que, anualmente, aproximadamente 184
mil pessoas estão infetados pelo parasito. Por ser considerada uma doença assintomática,
cerca de 60% dos casos não apresentam nenhum tipo de sintoma, logo o individuo não
percebe que foi infetado. A taxa de prevalência é ainda mais elevada em mulheres duque
em homens, a doença é mais recorrente e corresponde aproximadamente 76% dos casos.

1.5-Etiologia
Segundo Santos (2020), a trichomonas vaginalis é o agente etiológico da tricomoníase, a
doença sexualmente transmissível (DST) não-viral mais comum no mundo. Esse
protozoário flagelado atinge o parasitismo com sucesso em um ambiente hostil através
dos vários mecanismos pelos quais estabelece sua patogenicidade e também por sua
capacidade de evadir a resposta imune do hospedeiro.

A infecção apresenta uma ampla variedade de manifestações clínicas, desde quadro


assintomático até severa vaginite. A tricomoníase tem sido associada à transmissão do
vírus da imunodeficiência humana (HIV), à doença inflamatória pélvica, ao câncer
cervical, à infertilidade, ao parto prematuro e ao baixo peso de bebês nascidos de mães
infectadas. A investigação laboratorial é essencial na diagnose dessa patogenia, uma vez
que leva ao tratamento apropriado e facilita o controle da p ropagação da infecção
(SONAS et al, 2018).

A prevalência mundial anual da tricomoníase é de 180 milhões de casos, e na Europa é


responsável por 41% dos casos de vaginite. A terapia da tricomoníase inclui as mesmas
medidas profiláticas destinadas às outras DSTs, como prática de sexo seguro e uso de
preservativos. O metronidazol é o medicamento de escolha no tratamento da
tricomoníase, entretanto, devido à ineficácia dos tratame ntos de dose única e ao
iminente surgimento de cepas resistentes, outras alternativas terap êuticas estão sendo
investigadas (SONAS et al, 2018).

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