0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações5 páginas

Transmissão e Ciclo da Malária

A malária é transmitida pela picada do mosquito Anófeles infectado com Plasmódios, com o ciclo de vida do parasita variando entre as espécies. Os fatores de risco incluem condições biológicas, ambientais, econômicas e socioculturais, e o período de incubação varia conforme a espécie de Plasmódio. Os sintomas da malária podem variar de leves a graves, dependendo da espécie, sendo o Plasmódio falcíparum o mais perigoso.

Enviado por

isidoriozuco
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações5 páginas

Transmissão e Ciclo da Malária

A malária é transmitida pela picada do mosquito Anófeles infectado com Plasmódios, com o ciclo de vida do parasita variando entre as espécies. Os fatores de risco incluem condições biológicas, ambientais, econômicas e socioculturais, e o período de incubação varia conforme a espécie de Plasmódio. Os sintomas da malária podem variar de leves a graves, dependendo da espécie, sendo o Plasmódio falcíparum o mais perigoso.

Enviado por

isidoriozuco
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1.7.

Transmissão da Malária
Segundo Torres em 2006, a transmissão da malária ocorre por meio da picada da fêmea
do mosquito Anófeles, quando infectada pelos Plasmódios. Ao picar uma pessoa
infectada, os plasmódios circulantes no sangue humano, na fase de gametócitos, são
sugados pelo mosquito, que atua como hospedeiro principal e permite o desenvolvimento
do parasito, gerando esporozoítos no chamado ciclo Esporogônico. Por sua vez, os
esporozoítos são transmitidos aos humanos pela saliva do mosquito no momento das
refeições sanguíneas.
O ciclo do parasito dentro do mosquito tem duração variada conforme as espécies
envolvidas, com duração média de 12 a 18 dias, sendo, em geral, mais longo para o
Plasmódio falcíparum do que para Plasmódio vívax, o risco de transmissão depende do
horário de actividade dos vetores e são abundantes nos horários corpusculares, ao
entardecer, ao amanhecer, toda via, são encontrados picando todo o período noturno.
Não há transmissão direita de pessoa a pessoa, as outras formas de transmissão da malária
são:

 Transfusão Sanguínea;
 Compartilhamento de agulhas contaminadas;
 Transmissão Congénita
1.7.1- Factores de riscos de transmissão da malária
Para Torres (2006), a transmissão e a distribuição da malária humana estão diretamente
relacionadas a interação entre o vector, o parasita e o hospedeiro humano.
Fator de risco para a malária é qualquer variável ou conjunto de variáveis que tenham
relação direita com a incidência da malária, ou seja qualquer condição que aumente a
probabilidade de surgimento, agravamento e morte pela doença num determinado
momento, os factores de risco podem ser classificados em:

 Biológicos: relacionada à população susceptível, agente etiológico e presença do


vector;
 Ambientais: modificação do meio ambiente, temperatura, humidade e presença
de criadouros;
 Económicos: relacionados a baixa renda, ao desemprego e as condições de
trabalho, moradia e migrações;
 Sociocultural: relacionados ao nível educacional, hábitos e costumes culturais;
1.7.2.- Período de Incubação da Malária
Segundo Arruda em 1998, o período de encubação é o tempo que decorre desde a
exposição de um agente patogênico até o aparecimento dos sinais e sintomas da doença.
O período de encubação da malária, varia de acordo a espécie de plasmódio:

 Plasmódio Falciparum: varia de 8 a 12 dias


 Plasmódio Vivax: varia de 13 a 17 dias;
 Plasmódio malariae: Varia de 18 a 30 dias
 Plasmódio ovale: Varia entre 10 a 18 dias;
1.8. Morfologia do Plasmódio
A maioria dos organismos deste gênero tem principalmente três formas encontradas no
homem, dependendo da espécie, essas formas ou estágios terão uma morfologia diferente:

Trofozóito: É a forma parasitária ativa que é capaz de se reproduzir e se alimentar. É


aquele que fica nas células para a se alimentar delas.

Esquizonte: É uma fase intermediária no ciclo de vida dos organismos do gênero


Plasmódio.

Gametócito: O gametócito é a própria célula sexual. Eles podem ser de dois tipos:
macrogametócitos ou microgametócito.

1.9. Tipos de Plasmódio


 Plasmódio falcíparum: é o parasita mais perigoso, e é o responsável pela maioria
dos casos graves de malária. Ele causa Infecções que podem levar á morte se não tratadas
adequadamente. Os sintomas da malária causada pelo P. falcíparum são geralmente mais
graves, com febre alta, calafrios intensos, dores musculares e nas articulações, distúrbios
gastrintestinais e complicações como anemia, icterícia, insuficiência renal e cerebral.
 Plasmódio Vívax: é o parasita mais comum e amplamente distribuído em áreas
tropicais e Sub tropicais. A malária causada pelo P. vívax geralmente provoca sintomas
mais brandos, com episódios febris recorrentes a cada 48 horas. Além disso, o P. vivax
tem uma característica única, pois pode permanecer dormente no fígado por um longo
período (hipnozóitos), levando a recaídas da doença meses ou anos apois a infecção
inicial.
 Plasmódio ovale: é menos comum do que o P. vivax, mas apresenta comportamento
semelhante em relação a capacidade de formar hipnozóitos e causas recaídas. O sintoma
da malária causada pelo P. ovale são semelhantes aos da malária por P. vívax, incluindo
febre recorrente a cada 48 horas.
 Plasmódio malariae: causa uma forma mais crônica e menos grave de malária. Os
sintomas podem ser leves e a febre recorrente ocorre a cada 72 horas, em vez de 48 horas
como nos anteriores. O P. malariae também pode permanecer dormente no organismo por
um longo tempo, mas as recaídas são menos frequentes em comparação com P. vívax e
P. ovale.
 Plasmódio knowlesi: é um parasita encontrado principalmente em macacos, mas que
pode infetar os seres humanos. Recentemente, tem sido reconhecido como uma espécie
causadora de malária em humanos e é prevalente em certas áreas da Ásia. A malária
causada por P. knowlesi pode ter sintomas semelhantes aos de outras espécies de
plasmódio. É importante ressaltar que cada espécie de plasmódio tem suas caraterísticas
únicas em termo de patogenicidade, ciclo de vida e distribuição geográfica. Uma correta
identificação do parasita envolvido é essencial para indicar o tratamento adequado. Além
de permitir o monitoramento da resistência aos medicamentos antimaláricos.

1.10. Ciclo Biológico do Plasmódio


O ciclo é denominado heterógeno (completa-se em dois hospedeiros), com o hospedeiro
definitivo (mosquito), e intermediário (homem). Dando origem aos ciclos:

 No Homem ou Ciclo Esquizogónico


 Fase esquizogónica pré-eritrocítica

No homem ocorre no ciclo assexuado do plasmódio, denominado esquizogónico, que se


inicia quando a fêmea do mosquito infetada pelo plasmódio, ao exercer hematofagia,
inocula os esporozoítos (forma infetante) na corrente sanguínea, os quais migram pela
circulação periféricas aos hepatócitos. Neste estágio, os esporozoítos se diferenciam em
trofozóito pré-eritrocítica e se multiplica por reprodução assexuada do tipo esquizogonia,
dando Origem aos esquizontes teciduais e se multiplica por reprodução assexuada do tipo
esquizogonia, dando origem aos esquizontes teciduais e, posteriormente, a miliares de
merozoitos (MILLER, CDC,2019).

 Fase esquizogónica eritrocítica


A segunda fase do ciclo é denominada eritrocítica e se inicia quando os merozoitos,
liberados na corrente sanguínea, invadem os eritrócitos e estabelecem a infecção
(MARSH KINYANJUI,2016).

Os merozoitos se desenvolvem esquizogonia eritrocítica e sofrem maturações.


Morfologicamente distintas, compreendendo três etapas, respetivamente, forma em anel,
trofozóito e esquizonte. Os eritrócitos se rompem liberando os parasitas na circulação
sanguínea, os quais invadirão novas células, reiniciando o ciclo. Após sucessivas gerações
de merozoitos sanguíneos, uma proporção dos parasitas assexuadas se diferencia em
formas sexuadas, os microgametócito (masculino) e
macrogametócitos(feminino),(MOTA, RODRIGUEZ,2020).

 No mosquito ou Ciclo Esporogônico

Durante o repasto sanguíneo, a fêmea do mosquito ingere os gametócitos, que ao


alcançarem o trato digestivo, realizam o ciclo sexuado (esporogonia), no qual o micro
gameta formando o zigoto, que torna móvel e alongado (oocineto) e invade o epitélio
gástrico, originado oocisto, que ruptura e libera numerosos esporozoítos, os quais
migram para as glândulas salivares do mosquito, e durante o repasto serão inoculados no
ser humano, dando início a um novo ciclo do plasmódio (VALE et al, 2018;CDC,2019)

1.11. Quadro Clínico da Malária


 Malária simple ou não complicada

O quadro clínico da malária envolve a clássica tríade febril, cefaleias e calafrios. Sintomas
gerais como mal-estar, fadiga, dores articulares, transpiração, anorexia, desconforto
abdominal e vómitos podem preceder ou acompanhar a tríade, podendo muitos dos
feridos sintomas estar ausentes.

Em pacientes com a imunidade adquirida, a infeção pode ocorrer de forma assintomática.


Ao exame físico o paciente pode não apresentar qualquer alteração; os principais sinais
físicos incluem: taquicardia, palidez, ictéria, hepatomegalia e esplenomegalia. (World
Healt Organization, 2015)

 Malária grave ou complicada

Adultos não imunes, bem como crianças e gestantes, podem apresentar manifestações
mais grave da infecção, podendo ser fatal no caso de P. falcíparum. Classifica-se como
grave quando está presente “qualquer um” dos seguintes critérios: (CITAÇÃO
BIBLIOGRAFICA)

Alteração do estado de consciência ou coma;

Fraqueza significativa, de tal forma que a pessoa não é capaz de caminhar;

Incapacidade de se alimentar;

Mais de dois episódios de convulsões em menos de 24 horas;

 Icterícia;
 Insuficiência renal;
 Hemorragia espontânea;
 Edema pulmonar;
 Hipoglicémia;
 Anemia severa e hemorragia;
 A malária cerebral.

Você também pode gostar