0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações51 páginas

Fundamentos de Lógica Proposicional

O documento aborda conceitos fundamentais de raciocínio lógico, incluindo relações lógicas, proposições, conectivos lógicos e tabelas-verdade. Ele explora a lógica sentencial, a lógica de argumentação e a classificação de proposições, além de apresentar princípios de contagem e probabilidade. O conteúdo é essencial para desenvolver habilidades analíticas e de resolução de problemas complexos.

Enviado por

leolminuzzo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações51 páginas

Fundamentos de Lógica Proposicional

O documento aborda conceitos fundamentais de raciocínio lógico, incluindo relações lógicas, proposições, conectivos lógicos e tabelas-verdade. Ele explora a lógica sentencial, a lógica de argumentação e a classificação de proposições, além de apresentar princípios de contagem e probabilidade. O conteúdo é essencial para desenvolver habilidades analíticas e de resolução de problemas complexos.

Enviado por

leolminuzzo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

sumário

TJ-RS

Raciocínio Lógico

Relações lógicas: estruturas de relações entre pessoas, lugares, objetos ou eventos


fictícios; dedução de novas informações a partir das relações fornecidas; avaliação
de condições necessárias e suficientes para estabelecer a lógica da relação. Lógica
e proposições: conceito de proposição: afirmações que podem ser verdadeiras ou

Raciocínio Lógico
falsas; conectivos lógicos (e, ou, não, se…então, se e somente se); equivalências lógi-
cas: identificação de proposições equivalentes e simplificação de expressões lógicas.
Lógica sentencial (proposicional): proposições simples e compostas; tabelas-verdade
para verificar a validade de argumentos e relações entre proposições; equivalências
lógicas e simplificação de proposições complexas; leis de morgan e outras regras de
transformação lógica. Diagramas lógicos para visualização de condições e relações.
Lógica de argumentação: analogias: identificação de padrões ou relações equivalen-
tes entre elementos distintos; inferências: dedução de conclusões a partir de premis-
sas fornecidas; deduções: análise passo a passo para chegar a uma conclusão lógica;
validade de argumentos: reconhecer falácias ou inconsistências. Quantificadores: uni-
versais (para todo) e existenciais (existe), aplicados a predicados; predicados: relação
entre sujeito e propriedades ou ações, interpretação de enunciados complexos........... 1
Problemas clássicos de lógica envolvendo hierarquias, ordens, preferências e asso-
ciações............................................................................................................................ 24
Conjuntos e operações: conceito de conjunto e elementos; operações: união, interse-
çãodiferença, complemento; representação gráfica: diagramas de venn para análise
de problemas de inclusão e exclusão............................................................................. 27
Princípios de contagem e probabilidade (lógica aplicada); noções básicas de conta-
gem: combinações e permutações aplicadas a situações lógicas; probabilidade: cálcu-
lo de chances em contextos de lógica e tomada de decisão; problemas de raciocínio
envolvendo múltiplas possibilidades e análise combinatória simplificada...................... 34
Questões......................................................................................................................... 40
Gabarito........................................................................................................................... 49

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Relações lógicas: estruturas de relações entre pessoas, lugares, objetos ou eventos
fictícios; Dedução de novas informações a partir das relações fornecidas; Avaliação
de condições necessárias e suficientes para estabelecer a lógica da relação. Lógica e
Proposições: conceito de proposição: afirmações que podem ser verdadeiras ou falsas;
Conectivos lógicos (e, ou, não, se…então, se e somente se); Equivalências lógicas:
identificação de proposições equivalentes e simplificação de expressões lógicas.
Lógica sentencial (proposicional): proposições simples e compostas; Tabelas-verdade
para verificar a validade de argumentos e relações entre proposições; Equivalências
lógicas e simplificação de proposições complexas; Leis de Morgan e outras regras de
transformação lógica. Diagramas lógicos para visualização de condições e relações.
Lógica de argumentação: analogias: identificação de padrões ou relações equivalentes
entre elementos distintos; Inferências: dedução de conclusões a partir de premissas
fornecidas; Deduções: análise passo a passo para chegar a uma conclusão lógica;
Validade de argumentos: reconhecer falácias ou inconsistências. Quantificadores:
universais (para todo) e existenciais (existe), aplicados a predicados; Predicados:
relação entre sujeito e propriedades ou ações, interpretação de enunciados complexos

A habilidade de discernir e construir relações lógicas entre entidades diversas é uma competência
fundamental no pensamento analítico. Ela permite que um indivíduo percorra informações e estabeleça
conexões significativas, mesmo quando os elementos envolvidos são abstratos ou hipotéticos. Ao explorar
este domínio, desenvolve-se a capacidade de extrair conclusões válidas e verificar a solidez das premissas
subjacentes. Tal habilidade é crucial para a resolução de problemas complexos e para a tomada de decisões
informadas em uma variedade de contextos.
Agora, veremos os conteúdos necessários para aprimorar essa habilidade:

LÓGICA PROPOSICIONAL
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

Antes de tudo, é essencial compreender o conceito de proposições. Uma proposição é um conjunto de


palavras ou símbolos que expressa um pensamento ou uma ideia completa, transmitindo um juízo sobre algo.
Uma proposição afirma fatos ou ideias que podemos classificar como verdadeiros ou falsos. Esse é o ponto
central do estudo lógico, onde analisamos e manipulamos proposições para extrair conclusões.

Valores Lógicos
Os valores lógicos possíveis para uma proposição são:
− Verdadeiro (V), caso a proposição seja verdadeira.
− Falso (F), caso a proposição seja falsa.
Os valores lógicos seguem três axiomas fundamentais:
− Princípio da Identidade: uma proposição é idêntica a si mesma. Em termos simples: p≡p
Exemplo: “Hoje é segunda-feira” é a mesma proposição em qualquer contexto lógico.
− Princípio da Não Contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Exemplo: “O céu é azul e não azul” é uma contradição.
− Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição é ou verdadeira ou falsa, não existindo um terceiro caso
possível. Ou seja: “Toda proposição tem um, e somente um, dos valores lógicos: V ou F.”
Exemplo: “Está chovendo ou não está chovendo” é sempre verdadeiro, sem meio-termo.

1
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Classificação das Proposições
Para entender melhor as proposições, é útil classificá-las em dois tipos principais:

• Sentenças Abertas
São sentenças para as quais não se pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso, pois elas não expri-
mem um fato completo ou específico. São exemplos de sentenças abertas:
− Frases interrogativas: “Quando será a prova?”
− Frases exclamativas: “Que maravilhoso!”
− Frases imperativas: “Desligue a televisão.”
− Frases sem sentido lógico: “Esta frase é falsa.”

• Sentenças Fechadas
Quando a proposição admite um único valor lógico, verdadeiro ou falso, ela é chamada de sentença fecha-
da. Exemplos:
− Sentença fechada e verdadeira: “2 + 2 = 4”
− Sentença fechada e falsa: “O Brasil é uma ilha”

Proposições Simples e Compostas


As proposições podem ainda ser classificadas em simples e compostas, dependendo da estrutura e do nú-
mero de ideias que expressam:

• Proposições Simples (ou Atômicas)


São proposições que não contêm outras proposições como parte integrante de si mesmas. São representa-
das por letras minúsculas, como p, q, r, etc.
Exemplos:
p: “João é engenheiro.”
q: “Maria é professora.”

• Proposições Compostas (ou Moleculares)


Formadas pela combinação de duas ou mais proposições simples. São representadas por letras maiúscu-
las, como P, Q, R, etc., e usam conectivos lógicos para relacionar as proposições simples.
Exemplo:
P: “João é engenheiro e Maria é professora.”

Classificação de Frases
Ao classificarmos frases pela possibilidade de atribuir-lhes um valor lógico (verdadeiro ou falso), consegui-
mos distinguir entre aquelas que podem ser usadas em raciocínios lógicos e as que não podem. Vamos ver
alguns exemplos e suas classificações.
“O céu é azul.” – Proposição lógica (podemos dizer se é verdadeiro ou falso).
“Quantos anos você tem?” – Sentença aberta (é uma pergunta, sem valor lógico).
“João é alto.” – Proposição lógica (podemos afirmar ou negar).
“Seja bem-vindo!” – Não é proposição lógica (é uma saudação, sem valor lógico).
“2 + 2 = 4.” – Sentença fechada (podemos atribuir valor lógico, é uma afirmação objetiva).

2
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
“Ele é muito bom.” – Sentença aberta (não se sabe quem é “ele” e o que significa “bom”).
“Choveu ontem.” – Proposição lógica (podemos dizer se é verdadeiro ou falso).
“Esta frase é falsa.” – Não é proposição lógica (é um paradoxo, sem valor lógico).
“Abra a janela, por favor.” – Não é proposição lógica (é uma instrução, sem valor lógico).
“O número x é maior que 10.” – Sentença aberta (não se sabe o valor de x)

Agora veremos um exemplo retirado de uma prova:


1. (CESPE) Na lista de frases apresentadas a seguir:
– “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
– A expressão x + y é positiva.
– O valor de √4 + 3 = 7.
– Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
– O que é isto?
Há exatamente:
(A) uma proposição;
(B) duas proposições;
(C) três proposições;
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições.

Resolução:
Analisemos cada alternativa:
(A) A frase é um paradoxo, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. Não é uma proposição lógica.
(B) Não sabemos os valores de x e y, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. É uma sentença
aberta e não é uma proposição lógica.
(C) Podemos verificar se é verdadeira ou falsa. É uma proposição lógica.
(D) Podemos verificar se é verdadeira ou falsa, independente do número exato. É uma proposição lógica.
(E) É uma pergunta, então não podemos dizer se é verdadeira ou falsa. Não é uma proposição lógica.

Resposta: B.

3
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

Conectivos Lógicos
Para formar proposições compostas a partir de proposições simples, utilizamos conectivos lógicos. Esses
conectivos estabelecem relações entre as proposições, criando novas sentenças com significados mais com-
plexos. São eles:

Estrutura Exemplos
Operação Conectivo
Lógica p q Resultado
"Hoje é
Negação ~ ou ¬ Não p - ~p: "Hoje não é domingo"
domingo"
"Passei na p ^ q: "Estudei e passei na
Conjunção ^ peq "Estudei"
prova" prova"
Disjunção "Vou ao p v q: "Vou ao cinema ou vou
v p ou q "Vou ao teatro"
Inclusiva cinema" ao teatro"
Disjunção "Ganhei na "Recebi uma p ⊕ q: "Ou ganhei na loteria
⊕ Ou p ou q
Exclusiva loteria" herança" ou recebi uma herança"
Se p então "Está "Levarei o p → q: "Se está chovendo,
Condicional →
q chovendo" guarda-chuva" então levarei o guarda-chuva"
p se e
"O número é "O número é p ↔ q: "O número é par se e
Bicondicional ↔ somente
par" divisível por 2" somente se é divisível por 2"
se q

Exemplo:
2. (VUNESP) Os conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem comum) ou símbolos (da lin-
guagem formal) utilizados para conectar proposições de acordo com regras formais preestabelecidas. Assinale
a alternativa que apresenta exemplos de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
(A) ¬ p, p v q, p ^ q
(B) p ^ q, ¬ p, p → q
(C) p → q, p v q, ¬ p
(D) p v p, p → q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q

Resolução:
Precisamos identificar cada conectivo solicitado na ordem correta. A conjunção é o conectivo ^, como em
p ^ q. A negação é representada pelo símbolo ¬, como em ¬p. A implicação é representada pelo símbolo →,
como em p → q.

Resposta: B.

Proposições Condicionais e suas Relações


− Condições Necessárias e Suficientes: As proposições condicionais podem ser interpretadas com base
nos conceitos de condição necessária e suficiente. p → q significa que:
– p é uma condição suficiente para q: se p ocorre, q deve ocorrer.
– q é uma condição necessária para p: q deve ocorrer para que p ocorra.
Exemplo:
“Se uma planta é uma rosa, então ela é uma flor”

4
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
– Ser uma rosa é suficiente para ser uma flor
– Ser uma flor é necessário para ser uma rosa.
− Negação: Negar uma proposição significa trocar seu valor lógico.
Exemplo:
p: “Hoje é domingo.” → ¬p: “Hoje não é domingo.”
− Contra-positiva: A contra-positiva de uma proposição p→q é ¬q→¬p.
Exemplo:
“Se está chovendo, então levarei o guarda-chuva.” → Contra-positiva: “Se não levo o guarda-chuva, então
não está chovendo.”
− Recíproca: A recíproca de uma proposição p→q é q→p.
Exemplo:
“Se está chovendo, então levarei o guarda-chuva.” → Recíproca: “Se levo o guarda-chuva, então está cho-
vendo.”

Tabela Verdade
A tabela verdade é uma ferramenta para analisar o valor lógico de proposições compostas. O número de
linhas em uma tabela depende da quantidade de proposições simples (n):
Número de Linhas = 2n
Vamos agora ver as tabelas verdade para cada conectivo lógico:

p q ~p p^q pvq p⊕q p→q p↔q


V V F V V F V V
V F F F V V F F
F V V F V V V F
F F V F F F V V

Exemplo:
3. (CESPE/UNB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples e distintas, então o número de linhas da
tabela-verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.

Resolução:
Temos 4 proposições simples (A, B, C e D), então aplicamos na fórmula 2n, onde n é o número de proposi-
ções. Assim, 24 = 16 linhas.

Resposta D.

5
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Tautologia, Contradição e Contingência
As proposições compostas podem ser classificadas de acordo com o seu valor lógico final, considerando
todas as possíveis combinações de valores lógicos das proposições simples que as compõem. Essa classifica-
ção é fundamental para entender a validade de argumentos lógicos:

− Tautologia
Uma tautologia é uma proposição composta cujo valor lógico final é sempre verdadeiro, independentemente
dos valores das proposições simples que a compõem. Em outras palavras, não importa se as proposições sim-
ples são verdadeiras ou falsas; a proposição composta será sempre verdadeira. Tautologias ajudam a validar
raciocínios. Se uma proposição complexa é tautológica, então o argumento que a utiliza é logicamente consis-
tente e sempre válido.
Exemplo: A proposição “p ou não-p” (ou p v ~p) é uma tautologia porque, seja qual for o valor de p (verda-
deiro ou falso), a proposição composta sempre terá um resultado verdadeiro. Isso reflete o Princípio do Terceiro
Excluído, onde algo deve ser verdadeiro ou falso, sem meio-termo.

− Contradição
Uma contradição é uma proposição composta que tem seu valor lógico final sempre falso, independente-
mente dos valores lógicos das proposições que a compõem. Assim, qualquer que seja o valor das proposições
simples, o resultado será falso. Identificar contradições em um argumento é essencial para determinar incon-
sistências lógicas. Quando uma proposição leva a uma contradição, isso significa que o argumento em questão
não pode ser verdadeiro.
Exemplo: A proposição “p e não-p” (ou p ^ ~p) é uma contradição, pois uma proposição não pode ser
verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Esse exemplo reflete o Princípio da Não Contradição, que diz que uma
proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e falsa.

− Contingência
Uma contingência é uma proposição composta cujo valor lógico final pode ser tanto verdadeiro quanto falso,
dependendo dos valores das proposições simples que a compõem. Diferentemente das tautologias e contra-
dições, que são invariavelmente verdadeiras ou falsas, as contingências refletem casos em que o valor lógico
não é absoluto e depende das circunstâncias. Identificar contradições em um argumento é essencial para deter-
minar inconsistências lógicas. Quando uma proposição leva a uma contradição, isso significa que o argumento
em questão não pode ser verdadeiro.
Exemplo: A proposição “se p então q” (ou p → q) é uma contingência, pois pode ser verdadeira ou falsa
dependendo dos valores de p e q. Caso p seja verdadeiro e q seja falso, a proposição composta será falsa. Em
qualquer outra combinação, a proposição será verdadeira.
Exemplo:
4. (CESPE) Um estudante de direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda,
na qual identificava, por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por
meio de sentenças (proposições). No seu vocabulário particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o crime B, lembrou que ele era ina-
fiançá[Link] como referência essa situação hipotética, julgue o item que se segue.

6
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadeira, independentemente das valorações de P e Q
como verdadeiras ou falsas.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Resolução:
Temos a sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)).
Sabemos que (~Q)→(~P) é equivalente a P→Q, entao podemos substituir:
P→Q ↔ P→Q
Considerando P→Q = A, temos:
A↔A
Uma bicondicional (↔) é verdadeira quando ambos os lados têm o mesmo valor lógico.
Como ambos os lados são A, eles sempre terão o mesmo valor.
Logo a sentença é sempre verdadeira, independentemente dos valores de P e Q.

Resposta: Certo.

Equivalências
Duas ou mais proposições compostas são equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas dife-
rentes, apresentam a mesma solução em suas respectivas tabelas verdade.
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES,
então são EQUIVALENTES.

Exemplo:
5. (VUNESP/TJSP) Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
(A) Se João é rico, então Maria é pobre.
(B) João não é rico, e Maria não é pobre.
(C) João é rico, e Maria não é pobre.
(D) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(E) João não é rico, ou Maria não é pobre.

7
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Resolução:
Nesta questão, a proposição a ser negada trata-se da disjunção de duas proposições lógicas simples. Para
tal, trocamos o conectivo por “e” e negamos as proposições “João é rico” e “Maria é pobre”. Vejam como fica:

Resposta: B.

Leis de Morgan
Com elas:
– Negamos que duas dadas proposições são ao mesmo tempo verdadeiras equivalendo a afirmar que pelo
menos uma é falsa
– Negamos que uma pelo menos de duas proposições é verdadeira equivalendo a afirmar que ambas são
falsas.

ATENÇÃO
As Leis de Morgan exprimem que CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO
NEGAÇÃO transforma: DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO

Implicações
A proposição P(p,q,r,...) implica logicamente a proposição Q(p,q,r,...) quando Q é verdadeira todas as vezes
que P é verdadeira. Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, simbolicamente temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).
Atenção: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional,
que é um conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação lógica que pode ou não existir entre
duas proposições.

Exemplo:

Observe:
- Toda proposição implica uma Tautologia:

8
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
- Somente uma contradição implica uma contradição:

Propriedades
• Reflexiva:
– P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
– Uma proposição complexa implica ela mesma.
• Transitiva:
– Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
– Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R

Regras de Inferência
• Inferência é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de proposições conhecidas ou decididamen-
te verdadeiras. Em outras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir de proposições verdadeiras já
existentes.
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

Regras de Inferência obtidas da implicação lógica

• Silogismo Disjuntivo

• Modus Ponens

9
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
• Modus Tollens

Tautologias e Implicação Lógica

• Teorema
P(p,q,r,..) ⇒ Q(p,q,r,...) se e somente se P(p,q,r,...) → Q(p,q,r,...)

Observe que:
→ indica uma operação lógica entre as proposições. Ex.: das proposições p e q, dá-se a nova proposição
p → q.
⇒ indica uma relação. Ex.: estabelece que a condicional P → Q é tautológica.

Inferências

• Regra do Silogismo Hipotético

Princípio da inconsistência
– Como “p ^ ~p → q” é tautológica, subsiste a implicação lógica p ^ ~p ⇒ q
– Assim, de uma contradição p ^ ~p se deduz qualquer proposição q.
A proposição “(p ↔ q) ^ p” implica a proposição “q”, pois a condicional “(p ↔ q) ^ p → q” é tautológica.

10
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
Chama-se argumento a afirmação de que um grupo de proposições iniciais redunda em outra proposição
final, que será consequência das primeiras. Ou seja, argumento é a relação que associa um conjunto de pro-
posições P1, P2,... Pn , chamadas premissas do argumento, a uma proposição Q, chamada de conclusão do
argumento.

Exemplo:
P1: Todos os cientistas são loucos.
P2: Martiniano é louco.
Q: Martiniano é um cientista.
O exemplo dado pode ser chamado de Silogismo (argumento formado por duas premissas e a conclusão).
A respeito dos argumentos lógicos, estamos interessados em verificar se eles são válidos ou inválidos! En-
tão, passemos a entender o que significa um argumento válido e um argumento inválido.

Argumentos Válidos
Dizemos que um argumento é válido (ou ainda legítimo ou bem construído), quando a sua conclusão é uma
consequência obrigatória do seu conjunto de premissas.

Exemplo:
O silogismo...
P1: Todos os homens são pássaros.
P2: Nenhum pássaro é animal.
Q: Portanto, nenhum homem é animal.
... está perfeitamente bem construído, sendo, portanto, um argumento válido, muito embora a veracidade
das premissas e da conclusão sejam totalmente questionáveis.

ATENÇÃO: O que vale é a CONSTRUÇÃO, E NÃO O SEU CONTEÚDO! Se a construção está perfeita,
então o argumento é válido, independentemente do conteúdo das premissas ou da conclusão!

• Como saber se um determinado argumento é mesmo válido?


Para se comprovar a validade de um argumento é utilizando diagramas de conjuntos (diagramas de Venn).
Trata-se de um método muito útil e que será usado com frequência em questões que pedem a verificação da
validade de um argumento. Vejamos como funciona, usando o exemplo acima. Quando se afirma, na premissa
P1, que “todos os homens são pássaros”, poderemos representar essa frase da seguinte maneira:

11
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Observem que todos os elementos do conjunto menor (homens) estão incluídos, ou seja, pertencem ao
conjunto maior (dos pássaros). E será sempre essa a representação gráfica da frase “Todo A é B”. Dois círculos,
um dentro do outro, estando o círculo menor a representar o grupo de quem se segue à palavra TODO.
Na frase: “Nenhum pássaro é animal”. Observemos que a palavra-chave desta sentença é NENHUM. E a
ideia que ela exprime é de uma total dissociação entre os dois conjuntos.

Será sempre assim a representação gráfica de uma sentença “Nenhum A é B”: dois conjuntos separados,
sem nenhum ponto em comum.
Tomemos agora as representações gráficas das duas premissas vistas acima e as analisemos em conjunto.
Teremos:

Comparando a conclusão do nosso argumento, temos:


NENHUM homem é animal – com o desenho das premissas será que podemos dizer que esta conclusão é
uma consequência necessária das premissas? Claro que sim! Observemos que o conjunto dos homens está
totalmente separado (total dissociação!) do conjunto dos animais. Resultado: este é um argumento válido!

Argumentos Inválidos
Dizemos que um argumento é inválido – também denominado ilegítimo, mal construído, falacioso ou sofisma
– quando a verdade das premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão.

Exemplo:
P1: Todas as crianças gostam de chocolate.
P2: Patrícia não é criança.

12
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Q: Portanto, Patrícia não gosta de chocolate.
Este é um argumento inválido, falacioso, mal construído, pois as premissas não garantem (não obrigam) a
verdade da conclusão. Patrícia pode gostar de chocolate mesmo que não seja criança, pois a primeira premissa
não afirmou que somente as crianças gostam de chocolate.
Utilizando os diagramas de conjuntos para provar a validade do argumento anterior, provaremos, utilizando-
-nos do mesmo artifício, que o argumento em análise é inválido. Comecemos pela primeira premissa: “Todas as
crianças gostam de chocolate”.

Analisemos agora o que diz a segunda premissa: “Patrícia não é criança”. O que temos que fazer aqui é
pegar o diagrama acima (da primeira premissa) e nele indicar onde poderá estar localizada a Patrícia, obede-
cendo ao que consta nesta segunda premissa. Vemos facilmente que a Patrícia só não poderá estar dentro
do círculo das crianças. É a única restrição que faz a segunda premissa! Isto posto, concluímos que Patrícia
poderá estar em dois lugares distintos do diagrama:
1º) Fora do conjunto maior;
2º) Dentro do conjunto maior. Vejamos:
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

Finalmente, passemos à análise da conclusão: “Patrícia não gosta de chocolate”. Ora, o que nos resta para
sabermos se este argumento é válido ou não, é justamente confirmar se esse resultado (se esta conclusão) é
necessariamente verdadeiro!
- É necessariamente verdadeiro que Patrícia não gosta de chocolate? Olhando para o desenho acima, res-
pondemos que não! Pode ser que ela não goste de chocolate (caso esteja fora do círculo), mas também pode
ser que goste (caso esteja dentro do círculo)! Enfim, o argumento é inválido, pois as premissas não garantiram
a veracidade da conclusão!

Métodos para validação de um argumento


Aprenderemos a seguir alguns diferentes métodos que nos possibilitarão afirmar se um argumento é válido
ou não!
1º) Utilizando diagramas de conjuntos: esta forma é indicada quando nas premissas do argumento apare-
cem as palavras TODO, ALGUM E NENHUM, ou os seus sinônimos: cada, existe um etc.

13
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2º) Utilizando tabela-verdade: esta forma é mais indicada quando não for possível resolver pelo primeiro
método, o que ocorre quando nas premissas não aparecem as palavras todo, algum e nenhum, mas sim, os co-
nectivos “ou” , “e”, “•” e “↔”. Baseia-se na construção da tabela-verdade, destacando-se uma coluna para cada
premissa e outra para a conclusão. Este método tem a desvantagem de ser mais trabalhoso, principalmente
quando envolve várias proposições simples.
3º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos e considerando as premissas verdadeiras.
Por este método, fácil e rapidamente demonstraremos a validade de um argumento. Porém, só devemos
utilizá-lo na impossibilidade do primeiro método.
Iniciaremos aqui considerando as premissas como verdades. Daí, por meio das operações lógicas com os
conectivos, descobriremos o valor lógico da conclusão, que deverá resultar também em verdade, para que o
argumento seja considerado válido.
4º) Utilizando as operações lógicas com os conectivos, considerando premissas verdadeiras e conclusão
falsa.
É indicado este caminho quando notarmos que a aplicação do terceiro método não possibilitará a descober-
ta do valor lógico da conclusão de maneira direta, mas somente por meio de análises mais complicadas.
Em síntese:

14
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Exemplo:
Diga se o argumento abaixo é válido ou inválido:
(p ∧ q) → r
_____~r_______
~p ∨ ~q
Resolução:
-1ª Pergunta) O argumento apresenta as palavras todo, algum ou nenhum?
A resposta é não! Logo, descartamos o 1º método e passamos à pergunta seguinte.
- 2ª Pergunta) O argumento contém no máximo duas proposições simples?
A resposta também é não! Portanto, descartamos também o 2º método.
- 3ª Pergunta) Há alguma das premissas que seja uma proposição simples ou uma conjunção?
A resposta é sim! A segunda proposição é (~r). Podemos optar então pelo 3º método? Sim, perfeitamente!
Mas caso queiramos seguir adiante com uma próxima pergunta, teríamos:
- 4ª Pergunta) A conclusão tem a forma de uma proposição simples ou de uma disjunção ou de uma con-
dicional? A resposta também é sim! Nossa conclusão é uma disjunção! Ou seja, caso queiramos, poderemos
utilizar, opcionalmente, o 4º método!
Vamos seguir os dois caminhos: resolveremos a questão pelo 3º e pelo 4º métodos.

Resolução pelo 3º Método


Considerando as premissas verdadeiras e testando a conclusão verdadeira. Teremos:
- 2ª Premissa) ~r é verdade. Logo: r é falsa!
- 1ª Premissa) (p ∧ q)•r é verdade. Sabendo que r é falsa, concluímos que (p ∧ q) tem que ser também falsa.
E quando uma conjunção (e) é falsa? Quando uma das premissas for falsa ou ambas forem falsas. Logo, não é
possível determinamos os valores lógicos de p e q. Apesar de inicialmente o 3º método se mostrar adequado,
por meio do mesmo, não poderemos determinar se o argumento é ou NÃO VÁLIDO.

Resolução pelo 4º Método


Considerando a conclusão falsa e premissas verdadeiras. Teremos:
- Conclusão) ~p v ~q é falso. Logo: p é verdadeiro e q é verdadeiro!
Agora, passamos a testar as premissas, que são consideradas verdadeiras! Teremos:
- 1ª Premissa) (p∧q)•r é verdade. Sabendo que p e q são verdadeiros, então a primeira parte da condicional
acima também é verdadeira. Daí resta que a segunda parte não pode ser falsa. Logo: r é verdadeiro.
- 2ª Premissa) Sabendo que r é verdadeiro, teremos que ~r é falso! Opa! A premissa deveria ser verdadeira,
e não foi!
Neste caso, precisaríamos nos lembrar de que o teste, aqui no 4º método, é diferente do teste do 3º: não
havendo a existência simultânea da conclusão falsa e premissas verdadeiras, teremos que o argumento é vá-
lido! Conclusão: o argumento é válido!

Exemplos:
(DPU – AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE) Considere que as seguintes proposições sejam verdadei-
ras.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.

15
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
• Durante a noite, faz frio.
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue o item subsecutivo.
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
( ) Certo
( ) Errado

Resolução:
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as premissas chegamos a uma conclusão. Enume-
rando as premissas:
A = Chove
B = Maria vai ao cinema
C = Cláudio fica em casa
D = Faz frio
E = Fernando está estudando
F = É noite
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional:

A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª falsa, utilizando isso temos:


O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. // B → ~E
Iniciando temos:
4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → ~B = V – para que o argumento seja válido temos
que Quando chove tem que ser F.
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema (V). // C → B = V - para que o argumento seja
válido temos que Maria vai ao cinema tem que ser V.
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C → ~D = V - para que o argumento seja válido
temos que Quando Cláudio sai de casa tem que ser F.
5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove (V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernan-
do está estudando pode ser V ou F.
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi ao cinema (V), então Fernando estava estu-
dando (V ou F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V ou F).

Resposta: Errado

16
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
(PETROBRAS – TÉCNICO (A) DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO JÚNIOR – INFORMÁTICA – CES-
GRANRIO) Se Esmeralda é uma fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então Monarca é um
centauro. Se Monarca é um centauro, então Tristeza é uma bruxa.
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.

Resolução:
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza não é bruxa, considerando ela como (V), precisa-
mos ter como conclusão o valor lógico (V), então:
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo (F) → V
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro (F) → V
(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma bruxa(F) → V
(1) Tristeza não é uma bruxa (V)
Logo:
Temos que:
Esmeralda não é fada(V)
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V)
Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será verdadeiro quando todas as afirmativas forem
verdadeiras, logo, a única que contém esse valor lógico é:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.

Resposta: B

DIAGRAMAS LÓGICOS
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários problemas. É uma ferramenta para resolvermos
problemas que envolvam argumentos dedutivos, as quais as premissas deste argumento podem ser formadas
por proposições categóricas.

ATENÇÃO: É bom ter um conhecimento sobre conjuntos para conseguir resolver questões que en-
volvam os diagramas lógicos.

17
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:

TIPO PREPOSIÇÃO DIAGRAMAS

TODO
A
AéB

Se um elemento pertence ao conjunto A, então pertence também


a B.

NENHUM
E
AéB

Existe pelo menos um elemento que pertence a A, então não


pertence a B, e vice-versa.

Existe pelo menos um elemento comum aos conjuntos A e B.


Podemos ainda representar das seguintes formas:

ALGUM
I
AéB

18
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
ALGUM
O
A NÃO é B

Perceba-se que, nesta sentença, a atenção está sobre o(s)


elemento (s) de A que não são B (enquanto que, no “Algum A é B”,
a atenção estava sobre os que eram B, ou seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a diferença entre conjuntos, que
forma o conjunto A - B

Exemplo:
(GDF–ANALISTA DE ATIVIDADES CULTURAIS ADMINISTRAÇÃO – IADES) Considere as proposições:
“todo cinema é uma casa de cultura”, “existem teatros que não são cinemas” e “algum teatro é casa de cultura”.
Logo, é correto afirmar que
(A) existem cinemas que não são teatros.
(B) existe teatro que não é casa de cultura.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro.
(D) existe casa de cultura que não é cinema.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema.

Resolução:
Vamos chamar de:
Cinema = C
Casa de Cultura = CC
Teatro = T
Analisando as proposições temos:
- Todo cinema é uma casa de cultura

19
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

- Existem teatros que não são cinemas

- Algum teatro é casa de cultura

Visto que na primeira chegamos à conclusão que C = CC


Segundo as afirmativas temos:
(A) existem cinemas que não são teatros- Observando o último diagrama vimos que não é uma verdade,
pois temos que existe pelo menos um dos cinemas é considerado teatro.

(B) existe teatro que não é casa de cultura. – Errado, pelo mesmo princípio acima.
(C) alguma casa de cultura que não é cinema é teatro. – Errado, a primeira proposição já nos afirma o con-
trário. O diagrama nos afirma isso

(D) existe casa de cultura que não é cinema. – Errado, a justificativa é observada no diagrama da alternativa
anterior.
(E) todo teatro que não é casa de cultura não é cinema. – Correta, que podemos observar no diagrama
abaixo, uma vez que todo cinema é casa de cultura. Se o teatro não é casa de cultura também não é cinema.

20
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Resposta: E

PRINCÍPIO DA REGRESSÃO OU REVERSÃO


Princípio da regressão é uma abordagem que visa encontrar um valor inicial requerido pelo problema com
base em um valor final fornecido. Em outras palavras, é um método utilizado para resolver problemas de
primeiro grau, ou seja, problemas que podem ser expressos por equações lineares, trabalhando de forma
inversa, ou “de trás para frente”.

Esteja atento:
Você precisa saber transformar algumas operações:
– Soma – a regressão é feita pela subtração.
– Subtração – a regressão é feita pela soma.
– Multiplicação – a regressão é feita pela divisão.

– Divisão – a regressão é feita pela multiplicação

Exemplo:
1. SENAI
O sr. Altair deu muita sorte em um programa de capitalização bancário. Inicialmente, ele apresentava um
saldo devedor X no banco, mas resolveu depositar 500 reais, o que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou uma
certa quantia A. Essa quantia A, ele resolveu aplicar no programa e ganhou quatro vezes mais do que tinha,
ficando então com uma quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair resolveu aplicar no programa, agora a quantia
B que possuía, e novamente saiu contente, ganhou três vezes o valor investido. Ao final, ele passou de devedor
para credor de um valor de R$ 3 600,00 no banco. Qual era o saldo inicial X do sr. Altair?
(A) -R$ 350,00.
(B) -R$ 300,00.
(C) -R$ 200,00.
(D) -R$ 150,00.
(E) -R$ 100,00.

Resolução:
Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última aplicação é 3B, logo:
3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200
A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A → A = 1200/4 → A = 300
A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com os 500 reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X →
-X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200.

21
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Como o valor de X representa uma dívida representamos com o sinal negativo: a dívida era de R$ -200,00.

Resposta: C.

LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM


Alguns argumentos utilizam proposições que empregam quantificadores, essenciais em proposições
categóricas para estabelecer uma relação consistente entre sujeito e predicado. O foco é na coerência e no
sentido da proposição, independentemente de sua veracidade.
As formas comuns incluem:
Todo A é B.
Nenhum A é B.
Algum A é B.
Algum A não é B. Aqui, “A” e “B” representam os termos ou características envolvidas nas proposições
categóricas.

Classificação de uma proposição categórica de acordo com o tipo e a relação


As proposições categóricas podem ser diferenciadas observando dois critérios essenciais: qualidade e
quantidade ou extensão.
– Qualidade: esse concurso distingue as proposições categóricas em afirmativas ou negativas, baseando-
se na natureza da afirmação feita.
– Oferta ou extensão: esta classificação é denominada como proposições categóricas, como universais ou
particulares, dependendo do quantificador do destinatário na proposição.

Dentro dessas categorias, baseando-se na qualidade e na extensão, identificam-se quatro tipos principais
de proposições, simbolizados pelas letras A, E, I, e O.
Universal Afirmativa (Tipo A) – “Todo A é B”.
Existem duas interpretações possíveis.

Essas proposições declararam que o conjunto “A” está incluído dentro do conjunto “B”, significando que
cada elemento de “A” pertence também a “B”. Importante notar que “Todo A é B” difere de “Todo B é A”.

22
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”.
Essas proposições estabelecem que os conjuntos “A” e “B” não consideram nenhum elemento. Vale ressaltar
que afirmar “Nenhum A é B” equivale a dizer “Nenhum B é A”. Esta negativa universal pode ser representada
pelo diagrama em que A e B não se intersectam (A ∩ B = ø):

Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”


Podemos ter 4 diferentes situações para representar esta proposição:

Estas proposições, expressas como “Algum A é B”, indicam que há pelo menos um elemento do conjunto
“A” que também pertence ao conjunto “B”. No entanto, ao afirmar “Algum A é B”, subentende-se que nem todos
os elementos de “A” são elementos de “B”. É importante notar que “Algum A é B” possui o mesmo significado
de “Algum B é A”.

Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A não é B”


Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as três representações possíveis:

Proposições formuladas como “Algum A não é B” indicam que existe pelo menos um elemento no conjunto
“A” que não faz parte do conjunto “B”. É importante observar que a afirmação “Algum A não é B” não tem o
mesmo significado que “Algum B não é A”.

Negação das Proposições Categóricas


Quando negamos uma proposição categórica, é importante seguir estas regras de equivalência:
– Negar uma proposição categórica universal resulta em uma proposição categórica particular.
– Inversamente, ao negar uma proposição categórica particular, obtemos uma proposição categórica
universal.

23
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
– Negar uma proposição afirmativa sempre produz uma proposição negativa; reciprocamente, negar uma
proposição negativa sempre resultará em uma proposição afirmativa.
Em síntese:

Problemas clássicos de lógica envolvendo hierarquias, ordens, preferências e


associações

Problemas clássicos de lógica trabalham com hierarquias, ordens, preferências e associações. Para re-
solvê-los, identifique as restrições, traduza-as em relações (>, antes/depois, pertence/não pertence) e reduza
possibilidades até restar a única compatível com todas as pistas.
1. Em uma empresa, Alice, Bruno, Célia e Daniel ocupam cargos distintos na hierarquia: Diretor, Gerente,
Coordenador e Assistente (em ordem decrescente). Sabe-se que:
• Alice não é Diretora nem Gerente.
• Bruno está acima de Célia na hierarquia.
• Daniel ocupa um cargo imediatamente acima do de Alice.
• O cargo de Coordenador é ocupado por uma mulher.
• Célia não é a Diretora.
Quem é o Gerente?
A) Alice
B) Bruno
C) Célia
D) Daniel

resolução:
Se o Coordenador é mulher, então é Alice ou Célia. Como Alice não é Diretora nem Gerente, uma opção
natural é Alice = Coordenadora. Daniel está imediatamente acima de Alice, logo Daniel = Gerente. Sobram
Diretor e Assistente para Bruno e Célia; como Bruno está acima de Célia, Bruno = Diretor e Célia = Assistente.
Tudo se encaixa.
resposta: alternativa D
2. Numa corrida, Fábio, Gabi, Heitor e Inês chegaram em posições distintas de 1º a 4º. Sabe-se que:
• Fábio chegou antes de Heitor.
• Gabi não foi a primeira.
• Inês chegou imediatamente depois de Fábio.
• Heitor não foi o último.

24
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Quem chegou em segundo?
A) Fábio
B) Inês
C) Heitor
D) Gabi

resolução:
Se Fábio fosse 2º, Inês seria 3ª e Heitor teria de ser 1º ou 4º; 4º é proibido e 1º violaria “Fábio antes de Hei-
tor”. Se Fábio fosse 3º, Inês seria 4ª (proibido, pois Heitor não é último e “Fábio antes de Heitor” não se cumpre).
Logo Fábio é 1º, Inês 2ª, Heitor 3º e Gabi 4ª.
resposta: alternativa B

3. Quatro amigos — Lara, Miguel, Nuno e Paula — escolheram, cada um, uma bebida distinta dentre: café,
chá, suco e refrigerante. Considere que café e chá são bebidas quentes; suco e refrigerante são frias. Sabe-se
que:
• Lara não pediu refrigerante nem suco.
• Miguel pediu uma bebida fria.
• Quem tomou chá foi Nuno ou Paula.
• Paula não tomou bebida quente.
• Nuno não tomou refrigerante.
• Quem tomou suco é mulher.
Quem pediu suco?
A) Lara
B) Miguel
C) Nuno
D) Paula

resolução:
De “quem tomou chá foi Nuno ou Paula” e “Paula não tomou bebida quente”, conclui-se que Nuno = chá.
Como as bebidas são todas diferentes, Lara (que não pode suco nem refrigerante) fica com café. Miguel precisa
de bebida fria, logo resta-lhe refrigerante. Sobra suco para Paula, que é mulher, coerente com a última pista.
resposta: alternativa D
4. Quatro professores — Augusto, Beatriz, Caio e Diana — lecionam quatro disciplinas distintas (História,
Matemática, Biologia e Geografia) para quatro turmas (6ºA, 7ºB, 8ºC e 9ºD), uma disciplina por professor e uma
turma por disciplina. Sabe-se que:
• Augusto não leciona Matemática nem para o 9ºD.
• A disciplina de Biologia é para o 8ºC.
• Caio está com o 7ºB.
• Beatriz não leciona História.
• Diana não está com o 7ºB nem com o 8ºC.
• A turma 6ºA tem aula de Geografia.
• Matemática é a disciplina do 9ºD.

25
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
• Diana não leciona Geografia.
Quem leciona Matemática?
A) Augusto
B) Beatriz
C) Caio
D) Diana

resolução:
Matemática é do 9ºD. Augusto não leciona para o 9ºD; Caio já está com 7ºB; Diana não está com 7ºB nem
8ºC e não leciona Geografia (que é do 6ºA), restando-lhe o 9ºD — logo, Diana leciona Matemática.
resposta: alternativa D
5. Quatro palestrantes — Rafa, Sônia, Tiago e Úrsula — falarão em uma conferência nas posições 1 a 4,
sem empates. Sabe-se que:
• Tiago apresenta antes de Úrsula.
• Sônia não é a primeira.
• Rafa apresenta imediatamente depois de Sônia.
• Úrsula é a última.
Quem apresenta em terceiro?
A) Rafa
B) Sônia
C) Tiago
D) Úrsula

resolução:
Se Úrsula é 4ª, o par (Sônia, Rafa) ocupa posições consecutivas. Como Sônia não é 1ª e não pode estar nas
posições (3,4), resta (2,3) para (Sônia, Rafa). Logo Sônia é 2ª, Rafa é 3º e Tiago fica em 1º (antes de Úrsula).
resposta: alternativa A
6. Quatro amigas — Joana, Karla, Lívia e Maíra — farão viagens para quatro cidades diferentes — Bogotá,
Cusco, Lima e Quito — em quatro meses distintos: março, abril, maio e junho (uma cidade e um mês por pes-
soa). Sabe-se que:
• Joana viajará em abril.
• Karla não irá para Lima nem para Cusco.
• Quem vai para Quito viajará no mês imediatamente após a viagem de Lívia.
• Maíra não viajará em junho.
• A viagem para Cusco ocorrerá em maio.
• A viagem para Quito ocorrerá em junho.
• Lívia não vai para Bogotá.
Quem viajará para Cusco?
A) Joana
B) Karla

26
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
C) Lívia
D) Maíra

resolução:
Se Quito é em junho e ocorre no mês imediatamente após a viagem de Lívia, então Lívia viaja em maio. Mas
maio é o mês de Cusco; logo Lívia é quem vai para Cusco. Todas as demais pistas permanecem consistentes.
resposta: alternativa C

Conjuntos e operações: conceito de conjunto e elementos; Operações: união,


interseçãodiferença, complemento; Representação gráfica: diagramas de Venn para
análise de problemas de inclusão e exclusão

Os conjuntos estão presentes em muitos aspectos da vida, seja no cotidiano, na cultura ou na ciência. Por
exemplo, formamos conjuntos ao organizar uma lista de amigos para uma festa, ao agrupar os dias da semana
ou ao fazer grupos de objetos. Os componentes de um conjunto são chamados de elementos, e para represen-
tar um conjunto, usamos geralmente uma letra maiúscula.
Na matemática, um conjunto é uma coleção bem definida de objetos ou elementos, que podem ser núme-
ros, pessoas, letras, entre outros. A definição clara dos elementos que pertencem a um conjunto é fundamental
para a compreensão e manipulação dos conjuntos.

Símbolos importantes
∈: pertence
∉: não pertence
⊂: está contido
⊄: não está contido
⊃: contém
⊅: não contém
/: tal que
⟹: implica que
⇔: se,e somente se
∃: existe
∄: não existe
∀: para todo(ou qualquer que seja)
∅: conjunto vazio
N: conjunto dos números naturais
Z: conjunto dos números inteiros
Q: conjunto dos números racionais
I: conjunto dos números irracionais
R: conjunto dos números reais

27
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Representações
Um conjunto pode ser definido:
• Enumerando todos os elementos do conjunto
S={1, 3, 5, 7, 9}
• Simbolicamente, usando uma expressão que descreva as propriedades dos elementos
B = {x∈ℕ|x<8}
Enumerando esses elementos temos
B = {0,1,2,3,4,5,6,7}
Através do Diagrama de Venn, que é uma representação gráfica que mostra as relações entre diferentes
conjuntos, utilizando círculos ou outras formas geométricas para ilustrar as interseções e uniões entre os con-
juntos.

Subconjuntos
Quando todos os elementos de um conjunto A pertencem também a outro conjunto B, dizemos que:
• A é subconjunto de B ou A é parte de B
• A está contido em B escrevemos: A⊂B
Se existir pelo menos um elemento de A que não pertence a B, escrevemos: A⊄B

Igualdade de conjuntos
Para todos os conjuntos A, B e C,para todos os objetos x∈U (conjunto universo), temos que:
(1) A = A.
(2) Se A = B, então B = A.
(3) Se A = B e B = C, então A = C.
(4) Se A = B e x∈A, então x∈B.
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisamos apenas comparar seus elementos. Não importa
a ordem ou repetição dos elementos.
Por exemplo, se A={1,2,3}, B={2,1,3}, C={1,2,2,3}, então A = B = C.

Classificação
Chama-se cardinal de um conjunto, e representa-se por #, o número de elementos que ele possui.
Por exemplo, se A ={45,65,85,95}, então #A = 4.

28
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Tipos de Conjuntos:
• Equipotente: Dois conjuntos com a mesma cardinalidade.
• Infinito: quando não é possível enumerar todos os seus elementos
• Finito: quando é possível enumerar todos os seus elementos
• Singular: quando é formado por um único elemento
• Vazio: quando não tem elementos, representados por S = ∅ ou S = { }.

Pertinência
Um conceito básico da teoria dos conjuntos é a relação de pertinência, representada pelo símbolo ∈. As
letras minúsculas designam os elementos de um conjunto e as letras maiúsculas, os conjuntos.
Por exemplo, o conjunto das vogais (V) é
V = {a, e, i, o, u}
• A relação de pertinência é expressa por: a∈V.
Isso significa que o elemento a pertence ao conjunto V.
• A relação de não-pertinência é expressa por: b ∉ V.
Isso significa que o elemento b não pertence ao conjunto V.

Inclusão
A relação de inclusão descreve como um conjunto pode ser um subconjunto de outro conjunto. Essa relação
possui três propriedades principais:
• Propriedade reflexiva: A⊂A, isto é, um conjunto sempre é subconjunto dele mesmo.
• Propriedade antissimétrica: se A⊂B e B⊂A, então A = B.
• Propriedade transitiva: se A⊂B e B⊂C, então, A⊂C.

Operações entre conjuntos

1) União
A união de dois conjuntos A e B é o conjunto formado pelos elementos que pertencem a pelo menos um dos
conjuntos.
A∪B = {x|x∈A ou x∈B}

Exemplo:
A = {1,2,3,4} e B = {5,6}, então A∪B = {1,2,3,4,5,6}

Fórmulas:
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A∩B)
n(A ∪ B ∪ C) = n(A) + n(B) + n(C) + n(A∩B∩C) - n(A∩B) - n(A∩C) - n(B C)

29
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
2) Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos elementos que pertencem simultaneamente a
A e B.
A∩B = {x|x∈A e x∈B}

Exemplo:
A = {a,b,c,d,e} e B = {d,e,f,g}, então A∩B = {d, e}

Fórmulas:
n(A∩B) = n(A) + n(B) − n(A∪B)
n(A∩B∩C) = n(A) + n(B) + n(C) − n(A∪B) − n(A∪C) − n(B∪C) + n(A∪B∪C)

3) Diferença
A diferença entre dois conjuntos A e B é o conjunto dos elementos que pertencem a A mas não pertencem
a B.
A\B ou A – B = {x | x∈A e x∉B}.

Exemplo: x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10

A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}, então A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.

Fórmula:
n(A−B) = n(A) − n(A∩B)

4) Complementar
O complementar de um conjunto A, representado por A ou Ac, é o conjunto dos elementos do conjunto uni-
verso que não pertencem a A.

30
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A = {x∈U | x∉A}

Exemplo:
U = {0,1,2,3,4,5,6,7} e A = {0,1,2,3,4}, então A = {5,6,7}

Fórmula:
n(A) = n(U) − n(A)

Exemplos práticos
1. (MANAUSPREV – Analista Previdenciário – FCC/2015) Em um grupo de 32 homens, 18 são altos, 22
são barbados e 16 são carecas. Homens altos e barbados que não são carecas são seis. Todos homens altos
que são carecas, são também barbados. Sabe-se que existem 5 homens que são altos e não são barbados
nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e não são altos nem carecas. Sabe-se que
existem 5 homens que são carecas e não são altos e nem barbados. Dentre todos esses homens, o número de
barbados que não são altos, mas são carecas é igual a
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.
(D) 5.
(E) 8.

Resolução:
Primeiro, quando temos três conjuntos (altos, barbados e carecas), começamos pela interseção dos três,
depois a interseção de cada dois, e por fim, cada um individualmente.

Se todo homem careca é barbado, então não teremos apenas homens carecas e altos. Portanto, os homens
altos e barbados que não são carecas são 6.

31
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Sabemos que existem 5 homens que são barbados e não são altos nem carecas e também que existem 5
homens que são carecas e não são altos e nem barbados

Sabemos que 18 são altos

Quando resolvermos a equação 5 + 6 + x = 18, saberemos a quantidade de homens altos que são barbados
e carecas.
x = 18 - 11, então x = 7
Carecas são 16

então 7 + 5 + y = 16, logo número de barbados que não são altos, mas são carecas é Y = 16 - 12 = 4

Resposta: A.

32
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Nesse exercício, pode parecer complicado usar apenas a fórmula devido à quantidade de detalhes. No en-
tanto, se você seguir os passos e utilizar os diagramas de Venn, o resultado ficará mais claro e fácil de obter.
2. (SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Suponha que, dos 250 candidatos selecionados
ao cargo de perito criminal:
1) 80 sejam formados em Física;
2) 90 sejam formados em Biologia;
3) 55 sejam formados em Química;
4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
5) 23 sejam formados em Química e Física;
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Biologia.
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta.
(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são físicos nem biólogos nem químicos.
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são formados apenas em Física.
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são formados apenas em Física e em Biologia.
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são formados apenas em Química.
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecionados, a probabilidade de ele ter apenas as duas
formações, Física e Química, é inferior a 0,05.

Resolução:
Para encontrar o número de candidatos que não são formados em nenhuma das três áreas, usamos a fór-
mula da união de três conjuntos (Física, Biologia e Química):
n(F∪B∪Q) = n(F) + n(B) + n(Q) + n(F∩B∩Q) - n(F∩B) - n(F∩Q) - n(B∩Q)
Substituindo os valores, temos:
n(F∪B∪Q) = 80 + 90 + 55 + 8 - 32 - 23 - 16 = 162.
Temos um total de 250 candidatos
250 - 162 = 88

Resposta: A.
Observação: Em alguns exercícios, o uso das fórmulas pode ser mais rápido e eficiente para obter o re-
sultado. Em outros, o uso dos diagramas, como os Diagramas de Venn, pode ser mais útil para visualizar as
relações entre os conjuntos. O importante é treinar ambas as abordagens para desenvolver a habilidade de
escolher a melhor estratégia para cada tipo de problema na hora da prova.

33
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Princípios de contagem e probabilidade (lógica aplicada); Noções básicas de contagem:
combinações e permutações aplicadas a situações lógicas; Probabilidade: cálculo
de chances em contextos de lógica e tomada de decisão; Problemas de raciocínio
envolvendo múltiplas possibilidades e análise combinatória simplificada

ANÁLISE COMBINATÓRIA
A análise combinatória ou combinatória é a parte da Matemática que estuda métodos e técnicas que
permitem resolver problemas relacionados com contagem1.
Muito utilizada nos estudos sobre probabilidade, ela faz análise das possibilidades e das combinações
possíveis entre um conjunto de elementos.

Princípio Fundamental da Contagem


O princípio fundamental da contagem, também chamado de princípio multiplicativo, postula que:
“quando um evento é composto por n etapas sucessivas e independentes, de tal modo que as possibilidades
da primeira etapa é x e as possibilidades da segunda etapa é y, resulta no número total de possibilidades de o
evento ocorrer, dado pelo produto (x) . (y)”.
Em resumo, no princípio fundamental da contagem, multiplica-se o número de opções entre as escolhas
que lhe são apresentadas.
Exemplo: Uma lanchonete vende uma promoção de lanche a um preço único. No lanche, estão incluídos um
sanduíche, uma bebida e uma sobremesa. São oferecidas três opções de sanduíches: hambúrguer especial,
sanduíche vegetariano e cachorro-quente completo. Como opção de bebida pode-se escolher 2 tipos: suco
de maçã ou guaraná. Para a sobremesa, existem quatro opções: cupcake de cereja, cupcake de chocolate,
cupcake de morango e cupcake de baunilha. Considerando todas as opções oferecidas, de quantas maneiras
um cliente pode escolher o seu lanche?
Solução: Podemos começar a resolução do problema apresentado, construindo uma árvore de possibilidades,
conforme ilustrado abaixo:

Acompanhando o diagrama, podemos diretamente contar quantos tipos diferentes de lanches podemos
escolher. Assim, identificamos que existem 24 combinações possíveis.
Podemos ainda resolver o problema usando o princípio multiplicativo. Para saber quais as diferentes
possibilidades de lanches, basta multiplicar o número de opções de sanduíches, bebidas e sobremesa.
Total de possibilidades: 3.2.4 = 24.
Portanto, temos 24 tipos diferentes de lanches para escolher na promoção.

Tipos de Combinatória
O princípio fundamental da contagem pode ser usado em grande parte dos problemas relacionados com
contagem. Entretanto, em algumas situações seu uso torna a resolução muito trabalhosa.

1 [Link]

34
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Desta maneira, usamos algumas técnicas para resolver problemas com determinadas características.
Basicamente há três tipos de agrupamentos: arranjos, combinações e permutações.
Antes de conhecermos melhor esses procedimentos de cálculo, precisamos definir uma ferramenta muito
utilizada em problemas de contagem, que é o fatorial.
O fatorial de um número natural é definido como o produto deste número por todos os seus antecessores.
Utilizamos o símbolo ! para indicar o fatorial de um número.
Define-se ainda que o fatorial de zero é igual a 1.
Exemplo:
0! = 1.
1! = 1.
3! = 3.2.1 = 6.
7! = [Link].3.2.1 = 5.040.
10! = [Link].[Link].2.1 = 3.628.800.
Note que o valor do fatorial cresce rapidamente, conforme cresce o número. Então, frequentemente usamos
simplificações para efetuar os cálculos de análise combinatória.

— Arranjos
Nos arranjos, os agrupamentos dos elementos dependem da ordem e da natureza dos mesmos.
Para obter o arranjo simples de n elementos tomados, p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte expressão:

Exemplo: Como exemplo de arranjo, podemos pensar na votação para escolher um representante e um
vice-representante de uma turma, com 20 alunos. Sendo que o mais votado será o representante e o segundo
mais votado o vice-representante.
Dessa forma, de quantas maneiras distintas a escolha poderá ser feita? Observe que nesse caso, a ordem
é importante, visto que altera o resultado.

Logo, o arranjo pode ser feito de 380 maneiras diferentes.

— Permutações
As permutações são agrupamentos ordenados, onde o número de elementos (n) do agrupamento é igual ao
número de elementos disponíveis.
Note que a permutação é um caso especial de arranjo, quando o número de elementos é igual ao número
de agrupamentos. Desta maneira, o denominador na fórmula do arranjo é igual a 1 na permutação.
Assim a permutação é expressa pela fórmula:

Exemplo: Para exemplificar, vamos pensar de quantas maneiras diferentes 6 pessoas podem se sentar em
um banco com 6 lugares.
Como a ordem em que irão se sentar é importante e o número de lugares é igual ao número de pessoas,
iremos usar a permutação:

35
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Logo, existem 720 maneiras diferentes para as 6 pessoas se sentarem neste banco.

— Combinações
As combinações são subconjuntos em que a ordem dos elementos não é importante, entretanto, são
caracterizadas pela natureza dos mesmos.
Assim, para calcular uma combinação simples de n elementos tomados p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte
expressão:

Exemplo: A fim de exemplificar, podemos pensar na escolha de 3 membros para formar uma comissão
organizadora de um evento, dentre as 10 pessoas que se candidataram.
De quantas maneiras distintas essa comissão poderá ser formada?
Note que, ao contrário dos arranjos, nas combinações a ordem dos elementos não é relevante. Isso quer
dizer que escolher Maria, João e José é equivalente a escolher João, José e Maria.

Observe que para simplificar os cálculos, transformamos o fatorial de 10 em produto, mas conservamos o
fatorial de 7, pois, desta forma, foi possível simplificar com o fatorial de 7 do denominador.
Assim, existem 120 maneiras distintas formar a comissão.

Probabilidade e Análise Combinatória


A Probabilidade permite analisar ou calcular as chances de obter determinado resultado diante de um
experimento aleatório. São exemplos as chances de um número sair em um lançamento de dados ou a
possibilidade de ganhar na loteria.
A partir disso, a probabilidade é determinada pela razão entre o número de eventos possíveis e número de
eventos favoráveis, sendo apresentada pela seguinte expressão:

Sendo:
P (A): probabilidade de ocorrer um evento A.
n (A): número de resultados favoráveis.
n (Ω): número total de resultados possíveis.
Para encontrar o número de casos possíveis e favoráveis, muitas vezes necessitamos recorrer as fórmulas
estudadas em análise combinatória.
Exemplo: Qual a probabilidade de um apostador ganhar o prêmio máximo da Mega-Sena, fazendo uma
aposta mínima, ou seja, apostar exatamente nos seis números sorteados?
Solução: Como vimos, a probabilidade é calculada pela razão entre os casos favoráveis e os casos possíveis.
Nesta situação, temos apenas um caso favorável, ou seja, apostar exatamente nos seis números sorteados.
Já o número de casos possíveis é calculado levando em consideração que serão sorteados, ao acaso, 6
números, não importando a ordem, de um total de 60 números.
Para fazer esse cálculo, usaremos a fórmula de combinação, conforme indicado abaixo:

36
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Assim, existem 50 063 860 modos distintos de sair o resultado. A probabilidade de acertarmos então será
calculada como:

PROBABILIDADE
A teoria da probabilidade é o campo da Matemática que estuda experimentos ou fenômenos aleatórios e
através dela é possível analisar as chances de um determinado evento ocorrer2.
Quando calculamos a probabilidade, estamos associando um grau de confiança na ocorrência dos resultados
possíveis de experimentos, cujos resultados não podem ser determinados antecipadamente. Probabilidade é a
medida da chance de algo acontecer.
Desta forma, o cálculo da probabilidade associa a ocorrência de um resultado a um valor que varia de 0 a 1
e, quanto mais próximo de 1 estiver o resultado, maior é a certeza da sua ocorrência.
Por exemplo, podemos calcular a probabilidade de uma pessoa comprar um bilhete da loteria premiado ou
conhecer as chances de um casal ter 5 filhos, todos meninos.

Experimento Aleatório
Um experimento aleatório é aquele que não é possível conhecer qual resultado será encontrado antes de
realizá-lo.
Os acontecimentos deste tipo quando repetidos nas mesmas condições, podem dar resultados diferentes e
essa inconstância é atribuída ao acaso.
Um exemplo de experimento aleatório é jogar um dado não viciado (dado que apresenta uma distribuição
homogênea de massa) para o alto. Ao cair, não é possível prever com total certeza qual das 6 faces estará
voltada para cima.

Fórmula da Probabilidade
Em um fenômeno aleatório, as possibilidades de ocorrência de um evento são igualmente prováveis.
Sendo assim, podemos encontrar a probabilidade de ocorrer um determinado resultado através da divisão
entre o número de eventos favoráveis e o número total de resultados possíveis:

Sendo:
P(A): probabilidade da ocorrência de um evento A.
n(A): número de casos favoráveis ou, que nos interessam (evento A).
n(Ω): número total de casos possíveis.
O resultado calculado também é conhecido como probabilidade teórica.
Para expressar a probabilidade na forma de porcentagem, basta multiplicar o resultado por 100.
Exemplo: Se lançarmos um dado perfeito, qual a probabilidade de sair um número menor que 3?

2 [Link]

37
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Solução: Sendo o dado perfeito, todas as 6 faces têm a mesma chance de caírem voltadas para cima.
Vamos então, aplicar a fórmula da probabilidade.
Para isso, devemos considerar que temos 6 casos possíveis (1, 2, 3, 4, 5, 6) e que o evento “sair um número
menor que 3” tem 2 possibilidades, ou seja, sair o número 1 ou 2. Assim, temos:

Para responder na forma de uma porcentagem, basta multiplicar por 100.

Portanto, a probabilidade de sair um número menor que 3 é de 33%.

Ponto Amostral
Ponto amostral é cada resultado possível gerado por um experimento aleatório.
Exemplo: Seja o experimento aleatório lançar uma moeda e verificar a face voltada para cima, temos os
pontos amostrais cara e coroa. Cada resultado é um ponto amostral.

Espaço Amostral
Representado pela letra Ω(ômega), o espaço amostral corresponde ao conjunto de todos os pontos
amostrais, ou, resultados possíveis obtidos a partir de um experimento aleatório.
Por exemplo, ao retirar ao acaso uma carta de um baralho, o espaço amostral corresponde às 52 cartas que
compõem este baralho.
Da mesma forma, o espaço amostral ao lançar uma vez um dado, são as seis faces que o compõem:
Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
A quantidade de elementos em um conjunto chama-se cardinalidade, expressa pela letra n seguida do
símbolo do conjunto entre parênteses.
Assim, a cardinalidade do espaço amostral do experimento lançar um dado é n(Ω) = 6.

Espaço Amostral Equiprovável


Equiprovável significa mesma probabilidade. Em um espaço amostral equiprovável, cada ponto amostral
possui a mesma probabilidade de ocorrência.
Exemplo: Em uma urna com 4 esferas de cores: amarela, azul, preta e branca, ao sortear uma ao acaso,
quais as probabilidades de ocorrência de cada uma ser sorteada?
Sendo experimento honesto, todas as cores possuem a mesma chance de serem sorteadas.

Tipos de Eventos
Evento é qualquer subconjunto do espaço amostral de um experimento aleatório.

– Evento certo
O conjunto do evento é igual ao espaço amostral.
Exemplo: Em uma delegação feminina de atletas, uma ser sorteada ao acaso e ser mulher.

38
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
– Evento Impossível
O conjunto do evento é vazio.
Exemplo: Imagine que temos uma caixa com bolas numeradas de 1 a 20 e que todas as bolas são vermelhas.
O evento “tirar uma bola vermelha” é um evento certo, pois todas as bolas da caixa são desta cor. Já o
evento “tirar um número maior que 30”, é impossível, visto que o maior número na caixa é 20.

– Evento Complementar
Os conjuntos de dois eventos formam todo o espaço amostral, sendo um evento complementar ao outro.
Exemplo: No experimento lançar uma moeda, o espaço amostral é Ω = {cara, coroa}.
Seja o evento A sair cara, A = {cara}, o evento B sair coroa é complementar ao evento A, pois, B={coroa}.
Juntos formam o próprio espaço amostral.

– Evento Mutuamente Exclusivo


Os conjuntos dos eventos não possuem elementos em comum. A intersecção entre os dois conjuntos é
vazia.
Exemplo: Seja o experimento lançar um dado, os seguintes eventos são mutuamente exclusivos
A: ocorrer um número menor que 5, A = {1, 2, 3, 4}.
B: ocorrer um número maior que 5, A = {6}.

Adição de probabilidades
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, finito e não vazio. Tem-se:

Exemplo
No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de se obter um número par ou menor que 5, na face
superior?

Solução
E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
Sejam os eventos
A={2,4,6} n(A)=3
B={1,2,3,4} n(B)=4

39
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Eventos Simultâneos
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço amostral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada
por:

Probabilidade Condicional
A probabilidade condicional relaciona as probabilidades entre eventos de um espaço amostral equiprovável.
Nestas circunstâncias, a ocorrência do evento A, depende ou, está condicionada a ocorrência do evento B.
A probabilidade do evento A dado o evento B é definida por:

Onde o evento B não pode ser vazio.


Exemplo de caso de probabilidade condicional: Em um encontro de colaboradores de uma empresa que
atua na França e no Brasil, um sorteio será realizado e um dos colaboradores receberá um prêmio. Há apenas
colaboradores franceses e brasileiros, homens e mulheres.
Como evento de probabilidade condicional, podemos associar a probabilidade de sortear uma mulher
(evento A) dado que seja francesa (evento B).
Neste caso, queremos saber a probabilidade de ocorrer A (ser mulher), apenas se for francesa (evento B).

QUESTÕES

1. FGV - 2024

Considere como verdadeiras as afirmações:


• Todo carro novo não tem defeitos.
• Se um carro não tem defeitos então é seguro para viajar.
A partir dessas afirmações é correto concluir que
(A) se um carro não é novo, então tem defeitos.
(B) se um carro tem defeitos, então não é seguro para viajar.
(C) se um carro não tem defeitos, então é novo.
(D) se um carro é seguro para viajar, então não tem defeitos.
(E) se um carro não é seguro para viajar então não é novo.

2. FGV - 2023

São logicamente verdadeiras as seguintes afirmações:


I. Eu sou casado ou eu não sou policial.
II. Eu não tenho filho e eu não sou casado.

40
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
A partir dessas informações, pode-se afirmar que
(A) eu não sou casado, sou policial e não tenho filho.
(B) eu não sou casado, não sou policial e não tenho filho.
(C) eu sou casado, sou policial e tenho filho.
(D) eu sou casado, não sou policial e tenho filho.

3. FGV - 2023 - Câmara dos Deputados - Analista Legislativo - Técnica Legislativa (Manhã)

Julia, Leda e Mariana estavam discutindo se iriam tomar um banho de cachoeira no domingo. As seguintes
afirmações foram feitas:
Mariana disse que iria se Leda fosse.
Leda disse que iria se Mariana fosse.
Se Júlia for, Leda disse que iria e Mariana disse que não iria.
Se as três afirmações estão corretas, podemos concluir que:
(A) se Júlia não for, Mariana não irá.
(B) ninguém irá.
(C) ou Leda não irá ou Mariana não irá.
(D) somente uma das três irá.
(E) se Leda for, Júlia não irá.

4. FGV - 2023

Uma casa tem, ao todo, 7 portas. Se é verdade que pelo menos 3 portas não estão abertas, pode-se con-
cluir que, nessa casa
(A) a maioria das portas está fechada.
(B) a maioria das portas está aberta.
(C) há, no mínimo, 4 portas fechadas.
(D) há, no mínimo, 3 portas fechadas.
(E) há, no máximo, 3 portas fechadas.

5. FGV - 2021

Considere verdadeira a afirmação:


“Todo vegetal verde é saudável.”
É correto concluir que:
(A) Todo vegetal saudável é verde.
(B) Todo vegetal que não é saudável não é verde.
(C) Todo vegetal que não é verde não é saudável.
(D) Alguns vegetais verdes não são saudáveis.
(E) Alguns vegetais que não são saudáveis são verdes.

41
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
6. FGV - 2024

Em um grupo de 50 guardas, 35 estão de bermuda e 27 estão de boné. Sabe-se também que, nesse grupo,
todos estão usando bermuda ou boné.
O número de guardas, nesse grupo, que estão usando bermuda e boné é
(A) 35.
(B) 27.
(C) 23.
(D) 15.
(E) 12

7. FGV - 2025

Em um grupo de 30 jogadores de futebol, 16 sabem chutar com a perna esquerda e 20 sabem chutar com
a perna direita. Alguns sabem chutar tanto com a perna esquerda como com a perna direita.
O número de jogadores desse grupo que só sabem chutar com uma das pernas é igual a
(A) 28.
(B) 26.
(C) 24.
(D) 20.
(E) 18.

8. FGV - 2024

Um conjunto A possui 7 elementos. Outro conjunto B possui 4 elementos. Se a união desses dois conjuntos
tem exatos 9 elementos, a interseção de A e B
(A) é um conjunto vazio.
(B) é um conjunto unitário.
(C) é um conjunto com apenas 2 elementos.
(D) é um conjunto com apenas 3 elementos.
(E) é um conjunto com apenas 4 elementos.

9. FGV - 2025

Cada uma das letras x, y e z assume um dos valores 1, 2 ou 3, sendo que letras diferentes assumem valores
diferentes.
Das afirmativas a seguir, apenas uma é verdadeira.
• x = 2; • z = 3; • y ≠ 1.
Nesse caso, é correto afirmar que
(A) x = 2.
(B) y = 1.
(C) z = 3.

42
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
(D) se z = 1 então x = 3.
(E) se x ≠ 2 então z = 3.

10. FGV - 2025

Uma lei penal fictícia estabelece o seguinte:


É crime praticar qualquer ato que gere dano a outra pessoa e ocorra de forma premeditada ou com intenção
de lucro.
Com base no que é estabelecido textualmente por esta lei e de acordo com os fundamentos da lógica pro-
posicional, é correto concluir que
(A) um indivíduo que aja premeditadamente e cause dano a outra sem intenção de lucro comete crime.
(B) um indivíduo que cause a outrem dano não premeditado e sem intenção de lucro não poderá ser crimi-
nalizado.
(C) um indivíduo que cause a outrem dano não premeditado e sem intenção de lucro deverá ser criminali-
zado.
(D) apenas atos premeditados e que gerem lucro são considerados crime.
(E) não há crime se o dano causado a outrem não gerar lucro, independentemente de premeditação.

11. FGV - 2024

Sejam p, q e r proposições simples. Se a proposição composta p ∨ q → r tem valor lógico falso, é correto
concluir que
(A) r é falso e que p e q não são simultaneamente falsos.
(B) q é verdadeiro e que p e r são simultaneamente falsos.
(C) p é verdadeiro e que q e r são simultaneamente falsos.
(D) r é falso e que p e q são simultaneamente verdadeiros.
(E) q é verdadeiro e que p e r não são simultaneamente verdadeiros.

12. FGV - 2024

Sabe-se que a sentença “Se faz sol e o mar está calmo, então vou remar” é FALSA.
Nesse caso, é correto concluir que
(A) Não faz sol ou o mar não está calmo.
(B) Faz sol e o mar não está calmo.
(C) Não faz sol e o mar está calmo.
(D) Vou remar ou não faz sol.
(E) Não vou remar e o mar está calmo.

13. FGV - 2024

Entre Xavier, Vladimir e Zilmar, um deles tem cabelos castanhos, o outro tem cabelos ruivos e o terceiro,
cabelos loiros. Os olhos também têm cores distintas sendo que um deles tem olhos castanhos, outro tem olhos
verdes, e o terceiro, olhos azuis.
Xavier não tem olhos azuis. Quem tem olhos verdes não possui cabelos loiros. Zilmar não tem cabelos e
nem olhos castanhos. Quem tem cabelos castanhos também tem olhos azuis.

43
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Nesse caso, é correto afirmar que
(A) Xavier tem olhos castanhos.
(B) Xavier tem cabelos ruivos.
(C) Vladimir tem olhos verdes.
(D) Vladimir tem cabelos loiros.
(E) Zilmar tem olhos azuis.

14. FGV - 2025

Considere verdadeira a afirmação:


Se tomo café, não durmo.
Analise as afirmações a seguir como consequência lógica da afirmação dada.
I. Se dormi então não tomei café.
II. Se não tomo café então durmo.
III. Se não dormi então tomei café.
Decorre(m) logicamente da afirmação dada
(A) apenas a I.
(B) apenas a II.
(C) apenas as II e III.
(D) apenas as I e III.
(E) I, II e III.

15. FGV - 2025

Duas urnas A e B têm 10 bolas cada uma. Na urna A, há 7 bolas brancas e 3 azuis e na urna B há 5 bolas
brancas e 5 azuis.
Todas as bolas da urna A são passadas para a urna B e, a seguir, sem ver a cor, 10 bolas são passadas da
urna B para a urna A.
Nesse caso, é correto concluir que agora
(A) há mais bolas brancas do que azuis na urna A.
(B) há mais bolas brancas do que azuis na urna B.
(C) há, no máximo, cinco bolas azuis na urna A.
(D) há, no mínimo, duas bolas brancas na urna A.
(E) não há bolas azuis na urna A.

16. FGV - 2025

Os meninos Bruno e Luís, e as meninas Olívia e Ana formam uma fila na seguinte ordem: Bruno, Olívia,
Luís, Ana.
Uma nova fila deverá ser formada de forma que nenhum dos dois meninos ocupe o lugar em que estava
antes.

44
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
O número de novas filas possíveis é
(A) 10.
(B) 12.
(C) 14.
(D) 16.
(E) 18.

17. FGV - 2025

Considere as 5 letras da sigla TCERR.


O número de maneiras distintas de escrever essas 5 letras em sequência de modo que as duas letras R
não fiquem juntas é
(A) 60.
(B) 48.
(C) 36.
(D) 24.
(E) 12.

18. FGV - 2024

Um clube de futebol disponibilizou para venda em suas lojas um conjunto de seis copos americanos trans-
parentes, cada um com um emblema diferente estampado na sua lateral.
Sabendo que o clube produziu oito emblemas diferentes para estampar nos copos, o total de conjuntos
distintos com seis copos que podem ser vendidos é
(A) 6.
(B) 12.
(C) 14.
(D) 28.
(E) 56.

19. FGV - 2024

Augusto, Breno, Caio e Diego deverão formar uma fila, mas Augusto não quer ser o primeiro e Diego não
quer ser o último. O número de filas possíveis é:
(A) 8;
(B) 10;
(C) 12;
(D) 14;
(E) 16;

45
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
20. FGV - 2025

Para escapar do rebaixamento em um campeonato de futebol, o time F precisa ganhar pelo menos um dos
dois jogos restantes do campeonato.
Baseado no histórico desse time no campeonato, estima-se que a probabilidade de ele ganhar um jogo,
dado que ele ganhou o jogo anterior, é de 50%, e que a probabilidade de ele ganhar um jogo, dado que ele não
ganhou o jogo anterior, é de 30%.
Sabendo que o time F vem de uma derrota, a probabilidade de que ele não seja rebaixado é estimada em
(A) 51%.
(B) 50%.
(C) 49%.
(D) 45%.
(E) 40%.

21. FGV - 2025

Em um jogo, só existe a possibilidade de serem sorteados 3 números: 2, 3 e 4. A probabilidade de que cada


um desses números seja o resultado do sorteio é inversamente proporcional ao quadrado do próprio número.
Sorteando-se um desses números aleatoriamente, a probabilidade de que tal número seja par é
(A) 36/61.
(B) 38/61.
(C) 41/61.
(D) 43/61.
(E) 45/61.

22. FGV - 2024

Uma delegacia recebeu, no mês de dezembro de 2024, denúncias relacionadas a três tipos de crimes: rou-
bo, fraude eletrônica e tráfico de drogas.
Após uma triagem, constatou-se que:
• 44% das denúncias são sobre roubos;
• 36% das denúncias são sobre fraudes eletrônicas;
• 20% das denúncias são sobre tráfico de drogas.
Historicamente, sabe-se que 30% das denúncias contra fraudes eletrônicas são improcedentes, assim como
10% das denúncias contra roubo e 20% das denúncias contra tráfico de drogas.
Se uma denúncia é escolhida ao acaso, a probabilidade de ela ser contra roubo, sabendo-se que é uma
denúncia procedente, é de aproximadamente
(A) 50%
(B) 49%.
(C) 48%.
(D) 47%.
(E) 46%.

46
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
23. FGV - 2024

Em uma urna, há 4 bolas brancas e 6 bolas pretas. Três dessas bolas serão retiradas da urna simultanea-
mente e ao acaso.
A probabilidade de que as bolas sorteadas não sejam todas de uma mesma cor é igual a
(A) 18/90.
(B) 24/90.
(C) 48/90.
(D) 60/90.
(E) 72/90.

24. FGV - 2024

Um povoado tem 50 habitantes, dos quais 30 são do sexo feminino. Se duas pessoas diferentes desse
povoado forem aleatoriamente escolhidas, a probabilidade de que ambas sejam do sexo feminino é aproxima-
damente igual a
(A) 25%
(B) 35%
(C) 43%
(D) 60%

25. FGV - 2024

Considere os conjuntos A, B e C tais que:


A = {conjunto dos múltiplos inteiros e positivos de 3};
B = {conjunto dos múltiplos inteiros e positivos de 8};
C = {conjunto dos múltiplos inteiros e positivos de 12}.
É correto afirmar que A ∩ C − B corresponde ao conjunto
(A) dos múltiplos inteiros e positivos de 12.
(B) dos múltiplos inteiros e positivos de 24.
(C) dos números inteiros e positivos que, divididos por 24, deixam resto 12.
(D) dos números inteiros e positivos que, divididos por 24, deixam resto 6.
(E) vazio.

26. FGV - 2024

Considere dois conjuntos A e B cujos elementos são números naturais tais que:
A ∪ B tem apenas 9 elementos;
A ∩ B tem apenas 4 elementos;
A – B tem apenas 3 elementos.
É correto concluir que B – A
(A) é um conjunto vazio.
(B) é um conjunto unitário.

47
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
(C) tem 2 elementos, apenas.
(D) tem 3 elementos, apenas.
(E) tem 4 elementos, apenas.

27. FGV - 2024

Se o conjunto A está contido no conjunto B, então, necessariamente,


(A) A ∪ B = A
(B) A ∩ B = B
(C) A ∩ B = A
(D) A ∩ B = ∅
(E) A = B

28. FGV - 2024

Dados três conjuntos finitos A, B e C, é verdade que


(A) A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C).
(B) B ∪ (A ∩ C) = (A ∩ B) ∪ (B ∩ C).
(C) C ∩ (A ∪ B) = (A ∪ C) ∩ (B ∪ C).
(D) B ∩ (A ∪ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∩ C).
(E) A ∪ (B ∪ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C).

29. FGV - 2024

Dois conjuntos A e B têm a mesma quantidade de elementos. Se A ∪ B tem 11 elementos e A ∩ B tem 3


elementos, então A tem
(A) 4 elementos.
(B) 5 elementos.
(C) 6 elementos.
(D) 7 elementos.
(E) 8 elementos.

30. FGV - 2025

Cinco amigos – Ana, Bruno, Carla, Daniel e Elisa – participaram de uma competição de lógica. Cada um
terminou em uma colocação diferente (1º ao 5º lugar).
Sabe-se que:
– Ana não ficou em primeiro nem em último.
– Bruno ficou exatamente uma posição à frente de Carla.
– Daniel ficou à frente de Elisa, mas não foi o vencedor.
– Carla não ficou em nenhuma das posições extremas (1º ou 5º).

48
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
– Elisa ficou duas posições atrás de Ana.
Com base nas informações acima, assinale a opção que indica a pessoa que ficou em terceiro lugar.
(A) Ana.
(B) Bruno.
(C) Carla.
(D) Daniel.
(E) Elisa.

GABARITO

1 E
2 B
3 E
4 D
5 B
6 E
7 C
8 C
9 D
x1y2z3 b7aa1a6b9fb91c9a499f4e067aac4a441b98afd4b89f8994d78bf70d3f2afd10
10 A
11 A
12 E
13 A
14 A
15 D
16 C
17 C
18 D
19 D
20 A
21 E
22 B
23 E
24 B
25 C
26 C
27 C
28 A
29 D
30 A

49
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para ELIANE RYCERZ DE OLIVEIRA - 969.690.400-20, vedada, por quaisquer meios e a
qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

Você também pode gostar