A primazia da dignidade da pessoa humana impõe-se como núcleo básico e informador
da prática jurídica de conexão mundial, devendo ser adotada como parâmetro de valoração
orientador da interpretação e compreensão do sistema de valores fundamentais, em
âmbito
processual transnacional.
Os direitos humanos de dimensão internacional foram inseridos nas Constituições
nacionais, o que propiciou a preconização do acesso à justiça como princípio fundamental e
o consequente reconhecimento da obrigação de os Estados cooperarem juridicamente
entre
si com o escopo de realização e de proteção dos direitos humanos, em especial do direito
de
acesso à justiça em escala transnacional
A Defensoria Pública como interveniente: amicus curiae e custos vulnerabilis
Administrativo Advocacia Política
A atuação da Defensoria Pública como instituição interveniente pode se dar tanto como
amicus curiae quanto na condição de custos vulnerabilis. Em ambos os casos temos a
hipótese de intervenção institucional em um processo judicial que visa ampliar a
democratização do debate, nos moldes propostos por Peter Härbele[1], legitimando a
decisão judicial e possibilitando a participação em casos que tenham o condão de servir
como indexadores jurisprudenciais ou precedentes que interessem ao papel constitucional
da Defensoria Pública.
Contudo, não obstante existirem pontos em comum, têm-se evidentes diferenças entre as
duas formas de intervenção processual.
O amicus curiae – figura consolidada no Código de Processo Civil de 2015 (artigo 138) e
traduzida normalmente para o vernáculo como amigo da corte ou colaborador da corte –
quando demonstrar adequada representatividade e possibilidade de contribuir para a
solução da causa em juízo, desempenhará papel atrelado a um “interesse institucional”
(metaindividual)[2].
A legislação processual traz como pressupostos (alternativos) para intervenção os seguintes:
1) relevância da matéria, 2) especificidade do tema objeto da demanda, 3) repercussão
social da controvérsia.
Temos nessas circunstâncias a estruturação de um modelo cooperativo de processo que
permite uma decisão judicial mais justa e que possa levar em conta os interesses dispersos
na sociedade civil ou no próprio Estado[3].
A cooperação do amicus curiae, espécie de fiscal da ordem jurídica (em
complementariedade ao Ministério Público), se dá quando opina sobre a causa em trâmite,
sobretudo no que atine a alguma questão técnico-jurídica. Essa é sua natureza jurídica e a
razão pela qual foram criados os primeiros dispositivos legais prevendo sua existência
(artigo 31 da lei 6.385/76, Comissão de Valores Mobiliários; artigo 89 da lei 8.884/94,
Conselho Administrativo de Defesa Econômica; artigo 49 da lei 8.906/94, Ordem dos
Advogados do Brasil, artigo 5° lei 9.494/07, pessoas administrativas federais)[4].
Dessa forma, o amicus fornece subsídios que possam aprimorar a qualidade da decisão, em
especial quando existe uma dificuldade técnica em relação a determinadas matérias[5],
intervindo (com finalidade instrutória) para enriquecer o debate sobre as mais diversas
questões jurídicas, pluralizando e legitimando decisão jurisdicional, na medida em que
propicia maior influência por meio da abertura do seu procedimento.
Qualquer pessoa, natural ou jurídica, com representatividade adequada, que possua
expertise sobre determinada questão e cuja opinião seja relevante para o debate do tema
tem possibilidade de vir a intervir como amicus curiae.
Em resumo, o amicus curiae atua no ‘interesse institucional’ como fiscal da ordem jurídica
ao prestar, com sua expertise, informações relevantes complementares com finalidade
instrutório-cooperativa, contribuindo assim com a pluralização e legitimação do debate
judicial.
Ressalte-se, por outro lado, que são expressos os limites legais impostos ao amicus curiae.
Primeiro, a admissão dessa figura se dará através de decisão discricionária de autoridade
judicial que analisará, nesse momento, a adequação da representatividade do solicitante.
Essa decisão é irrecorrível e eventual não acolhimento do pedido interventivo não vicia o
feito. Segundo, o juiz (ou relator) irá definir e delinear os poderes do amicus curiae. Dessa
forma, sustentação oral, participação em audiência, apresentação de meios de prova, etc.,
somente poderão se dar com autorização judicial específica. Terceiro, as possibilidades de
recursos são ínfimas, restringindo-se a oposição de embargos de declaração (artigo 138,
parágrafo 1º, CPC/2015) e possibilidade de recorrer da decisão que julgar o incidente de
resolução de demandas repetitivas (artigo 138, parágrafo 3º, CPC/2015).
Dessa maneira, além de manifestação por escrito (caso instada de ofício ou após admitida
por pedido espontâneo), poucas são as possibilidades processuais garantidas por lei à
participação do amicus.
Mas fato é que a participação como amicus curiae pode, conforme já destacado e não
obstante todos os requisitos, ser realizada pela Defensoria Pública como instituição
interveniente. Não se trata, porém, de única hipótese interventiva. Em complementação,
dada a diferença na natureza jurídica e nos limites processuais, a Defensoria poderá intervir
em feito judicial também através da figura custos vulnerabilis.
A coexistência de duas posições interventiva-institucionais é admitida pelo Supremo
Tribunal Federal para o Ministério Público (em que, além da atuação como custos legis,
admitiu-se a participação como amicus curiae)[6]. Assim, ao custos vulnerabilis (análogo ao
custos legis) aplica-se o mesmo entendimento.
A intervenção da Defensoria Pública na condição de custos vulnerabilis, por sua vez, será
possível em qualquer processo no qual estejam sendo discutidos interesses de vulneráveis.
Nesse caso, a participação defensorial parte de interesses subjetivos para um debate do
direito objetivo. Assim, como custos vulnerabilis, a instituição defensorial atua não
especificamente vinculada aos interesses subjetivos (individuais ou coletivos) em jogo, mas
sim exerce atuação processual que transcende os interesses subjetivados, próprios, das
partes que estão na relação processual perante o Estado-Juiz, visando construir e consolidar
teses defensivas que repercutam nos vulneráveis. Ora, a Defensoria Púbica é guardiã dos
direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade, logo sua atuação em juízo nos casos
em que estejam sendo discutidos temas que reflitam nos necessitados se impõe, a fim de
que possa reforçar a tese defensiva/protetiva.
Logo, o papel do custos vulnerabilis não será de mero auxílio ao Judiciário, nem estará
adstrito a uma cooperação por expertise, mas sim estará atrelado à defesa de vulneráveis
através do posicionamento (vinculado) sobre questões que nesse grupo repercutam,
caracterizando uma atuação em prol do interesse organizacional, entendido como
vulnerabilidade além da econômica.
Ressalte-se que a natureza jurídica dessa posição processual (custos vulnerabilis), isto é, sua
verdadeira essência é potencializar a integralidade da prestação jurídico-assistencial através
do reforço na atuação da instituição defensorial.
Quanto às possibilidades processuais da Defensoria Pública na condição de custos
vulnerabilis, podemos enumerar (de forma análoga) às atribuídas pelo Código de Processo
Civil de 2015 ao Ministério Público quando atua como custos legis, quais sejam: artigos 178,
179 e 279, podendo ainda recorrer, nos termos do artigo 1.015, inciso IX. Dessa forma, a
Defensoria como custos poderá trazer para os autos argumentos, documentos e outras
informações que reflitam o ponto de vista das pessoas vulneráveis, dando-lhes voz
amplificada[7]. Em casos tais, tem-se ainda a possibilidade de interpor qualquer espécie de
recurso.
Portanto, tratam-se – amicus curiae e custos vulnerabilis – de posições processuais distintas
que se alinham na busca por influenciar na formação de precedentes, viabilizar a
democratização do processo e robustecer a legitimação da decisão judicial, mas se
distanciam notoriamente no tocante à natureza jurídica e ao papel exercido em juízo, sendo
a figura do amicus enraizada na proteção (tutela) da ordem jurídica e de perfil colaborativo
ao Judiciário (interesse institucional) e a do custos fincado na integralidade da assistência
jurídica e com função vinculada à defesa dos direitos de vulneráveis (interesse
organizacional).
Ao tratar das condições da Ação Penal, estudamos que existem determinadas
especificidades a depender da espécie de ação penal a ser proposta. Ela pode variar de
acordo com a legitimidade para a proposição, com o tipo de crime e também por outros
motivos.
Nós iremos agora destacar brevemente cada espécie de ação penal para, posteriormente,
fazer uma análise aprofundada. Existem os seguintes tipos de ação penal:
Ação Penal Pública Incondicionada
Ação Penal Pública Condicionada à Representação
Ação Penal Pública Condicionada à Requisição
Ação Penal Privada Exclusiva
Ação Penal Privada Subsidiária da Pública
Ação Penal Privada Personalíssima
A regra geral é a utilização da Ação Penal Pública Incondicionada, em que a titularidade é do
Ministério Público. Entretanto, existem algumas circunstâncias que demandam as outras
espécies de ação, as quais iremos estudar agora.
Ação Penal Pública
A Ação Penal Pública é utilizada para o processamento dos crimes que envolvem não
somente o bem jurídico violado da vítima, mas também o interesse comum de punição pelo
Estado.
A grande maioria dos crimes é processada desta forma, é a regra geral. A identificação de
um delito que deve ser processado por meio de Ação Penal Pública se dá no próprio tipo
penal , quando não prevê outro procedimento.
Chama-se de "incondicionada" porque a proposição pelo Ministério Público não depende
da representação ou iniciativa de nenhuma outra pessoa (seja o ofendido, os familiares ou
algum membro específico dos órgãos estatais).
Ação Penal Pública Condicionada à Representação
Esta espécie de ação também envolve o interesse comum de punição pelo Estado, mas
possui um requisito especial para ser proposta pelo Ministério Público, que é a
representação pelo ofendido.
A pessoa que teve o seu bem jurídico lesado deve tomar a iniciativa em conseguir a punição
do agente e o Ministério Público fica condicionado à esta representação para poder efetuar
os procedimentos de acusação.
Ação Penal Pública Condicionada à Requisição
Situação ainda mais específica é a existência de crime contra a honra do Presidente da
República, onde a proposição de Ação Penal depende da requisição do Ministro da Justiça. É
uma situação semelhante à representação, com a diferença de que no presente caso a
iniciativa não é do ofendido, mas sim do titular de um cargo oficial do governo.
Ação Penal Privada
Diferentemente das Ações Penais Públicas, as Ações Penais Privadas se relacionam mais
intimamente com o ofendido e o seu bem jurídico que foi violado ou ofendido.
Apesar de considerar a gravidade da conduta do agente, entende-se que a ofensa é
extremamente específica à vítima e que, portanto, é ela quem devem tomar a iniciativa de
propor a ação. Portanto, a titularidade é do ofendido.
Ação Penal Privada Exclusiva
Trata-se da ação usada nas hipóteses em que a lei confere ao ofendido a possibilidade de
escolher entre provocar ou não o poder judiciário. Isso porque considera-se que a possível
exposição da vítima ao processo pode ser mais onerosa do que a impunidade do agente.
Ação Penal Privada Personalíssima
Esta espécie de ação é muito semelhante à exclusiva, entretanto possui um caráter ainda
mais íntimo, tendo em vista que somente o ofendido poderá iniciar a persecução penal.
Quando se trata da outra espécie, ainda é possível que o cônjuge ou parentes próximos
entrem com a queixa-crime no poder judiciário, mas a ação personalíssima é restrita à
vítima do crime.
Ação Penal Privada Subsidiária da Pública
Por fim, existe a previsão constitucional da Ação Privada Subsidiária da Pública, que pode
ser proposta nos casos em que o Ministério Público é omisso ou inerte, deixando correr o
prazo para fazer a denúncia. Nesta hipótese, o particular pode tomar a iniciativa.
AS 3 ONDAS DE MAURO CAPPELLETTI
acesso à justiça pode ser conceituado de diferentes maneiras. Alguns autores
entendem que é o acesso ao judiciário, já outros entendem que vai além disso e
se trata de acesso efetivo aos direitos garantidos na legislação. Há um consenso de
que o direito ao acesso é justiça é um direito fundamental e que este é a porta de acesso
aos
demais direitos.
Contudo, para que o acesso à justiça seja efetivado o autor Mauro Cappelletti dispôs
em sua obra “O Acesso à justiça” publicada em 1988, sobre três ondas que visam transpor
os
obstáculos enfrentados pela sociedade da época. A primeira onda diz respeito a assistência
judiciária gratuita, em que as pessoas que não possuem condições de arcar com advogados
1 Graduada pela Faculdade de Direito de Vitória – FDV, pós-graduada em Direito
Previdenciário pela
Damásio Educacional, advogada supervisora do Núcleo de Pratica Jurídica e mediadora do
CCMA (Centro
de Conciliação, Mediação e Arbitragem) da Universidade de Vila Velha/ES.
2 Mestranda em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo, na linha de pesquisa
Processo,
Constitucionalidade e Tutela de Direito Existenciais e Patrimoniais. Advogada do Escritório
Caetano e Carneiro
Advogados Associados. Assessora Jurídica na Câmara Municipal de Vila Velha/ES. E-mail:
yandriagc@[Link].
Anais do III Congresso de Processo Civil Internacional, Vitória, 2018.196A jurisdição e a
cooperação jurídica internacional e os métodos adequados de tratamento de conflitos
e os custos do processo, o Estado iria proporcionar o acesso a demanda jurisdicional de
forma gratuita.
A segunda onda está relacionada a representatividade nos direitos difusos e coletivos.
Com isso, quando se tratar de direitos que envolve várias pessoas num mesmo caso
concreto,
tais pessoa poderão ser representadas, fazendo com que o processo aconteça da melhor
forma possível e todos os envolvidos alcance a justiça.
Por sua vez, a terceira onda proposta pelo Cappelletti, visa o acesso à justiça, além do
mero acesso ao judiciário, propondo que os conflitos sejam resolvidos da melhor forma, e
através de métodos adequados, visando efetivação dos direitos e solução dos litígios. Para
tanto o autor demonstra que os métodos autocompositivos, como a mediação e conciliação
podem ser uma alternativa para alcançar o acesso à justiça.
Desse modo, após três décadas que o autor apresentou essas ondas para um efetivo
acesso à justiça, a sociedade passou por mudança e hoje, com a globalização, é cada vez
mais
comum os conflitos internacionais.
Nesse sentido, a quarta onda do acesso à justiça que se propõe está relacionada a
justiça transnacional, a qual através a harmonização dos sistemas jurídicos internacionais,
convergindo as legislações para obterem valores semelhantes fundamentais, será possível
efetivar o acesso à justiça no âmbito internacional.
Para uma melhor compreensão, faz necessário mencionar o conceito de justiça, na qual
se divide em “comutativa”, “distributiva” e “social”. A primeira diz respeito a uma dimensão
individual, que relaciona o indivíduo com o seu próximo. A segunda, porém, relaciona o
justo
com o adequado, proporcional, trazendo a ideia de igualdade entre as pessoas. Por sua vez,
a justiça social é aquela que envolve todas as relações dentro de uma sociedade, trazendo
consigo a noção do que é comum a todos (RAMIRO, 2006, p. 59).
com a virtude. Existem quatro categorias de justiça. Todas são indispensáveis à vida em
sociedade: Justiça comutativa. É a que deve existir entre você, por exemplo, e seus colegas;
entre você e seus familiares; entre você e seus professores; empregados e patrões. Exigindo
que cada pessoa dê a outra o que lhe é devido. Justiça Legal. Geralmente, essa justiça legal
é o nosso dever de cooperar com os governantes, para que eles possam trabalhar pelo bem
comum. O dinheiro recolhido da cobrança dos impostos, por exemplo, é empregado na
construção de estradas, escolas, pontes, em Serviços Públicos tais como: Pronto-Socorro,
Corpo de Bombeiros, Correios e Telégrafos, Delegacia de Polícia etc. Justiça Distributiva.
Essa justiça atinge os governantes. Eles devem repartir, com justiça, os bens e os encargos
entre os membros da comunidade. Significa a distribuição eqüitativa e apropriada na
sociedade determinada para justificar normas que estruturam os termos da cooperação
social. Por isso, os Serviços Públicos são regulados pela Constituição. Em geral, justiça
distributiva é a responsabilidade dos governantes de promover o bem-estar e a paz de
todos os cidadãos. Justiça social. A justiça social é um dever que abrange todos os membros
da comunidade. Em caso de calamidade pública, por exemplo, devemos socorrer de alguma
forma as vítimas. Os problemas da fome, da falta de moradia e do analfabetismo competem
também a toda a sociedade resolver em conjunto, unida, solidária. Em suma, justiça
entende-se pelo principio basilar de um pacto que objetiva manter a ordem social através
da preservação dos direitos em sua forma positivista ou na sua aplicação a casos litigiosos
Nessa feita, iremos utilizar nesse trabalho a ideia de justiça “social”, como sendo uma
das necessidades básicas que o ser humano precisa para sobreviver no contexto da
sociedade
em que está inserido. Tais necessidades são positivadas no ordenamento jurídico brasileiro
na
Constituição Republicana de 1988, sendo denominadas de direitos fundamentais. Assim,
será
utilizado o conceito mais amplo de acesso à justiça, que não exclui o Poder Judiciário,
porém,
amplia para o acesso a todos os direitos fundamentais do ser humano.
ECCA – LEI N
LEI DE EXECUÇÃO PENAL- N
ESTATUTO DO IDOSO
ARTIGOS NA CF QUE GARATEM JUSTIÇA
ATIGOS QU EFALAM DA DPE
CPC- FALA DO AMICUS CURIAI
LEI DE ALIENAÇÃO PARENTAL
EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 80, DE 4 DE JUNHO DE 2014
134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação
jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV.
O art. 5º, LXXIV, da Constituição Federal, dispõe ´o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que
comprovarem insuficiência de recursos.
Altera o Capítulo IV - Das Funções Essenciais à Justiça, do Título IV - Da Organização dos Poderes, e acrescenta artigo
ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal,
promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
Art. 1º O Capítulo IV - Das Funções Essenciais à Justiça, do Título IV - Da Organização dos Poderes, passa a vigorar
com as seguintes alterações:
"TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
..........................................................................................................
CAPÍTULO IV
DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
..........................................................................................................
Seção III
Da Advocacia
..........................................................................................................
Seção IV
Da Defensoria Pública
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-
lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção
dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de
forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
.................................................................................................
§ 4º São princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional,
aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96 desta Constituição Federal."(NR)
Art. 2º O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar acrescido do seguinte art. 98:
"Art. 98. O número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda pelo
serviço da Defensoria Pública e à respectiva população.
§ 1º No prazo de 8 (oito) anos, a União, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores públicos
em todas as unidades jurisdicionais, observado o disposto no caput deste artigo.
§ 2º Durante o decurso do prazo previsto no § 1º deste artigo, a lotação dos defensores públicos ocorrerá,
prioritariamente, atendendo as regiões com maiores índices de exclusão social e adensamento populacional."
Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.
Diz-se do menor (até os dezesseis anos) que não pode responder civilmente pelos seus atos, por ser considerado
incapaz. Particular ou próprio de impúbere.