ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
A história da atenção às urgências e
emergências no Brasil
. Até o período da monarquia:
- Não há nada para se falar em urgência no Brasil.
. Década de 30:
- As caixas de aposentadoria e pensões (CAP), criada pela lei Eloy Chaves em
1923, foram os primeiros órgãos a oferecer aposentadoria, pensão e assistência
médica a trabalhadores, de determinas empresas (Ferroviária, Banco do Brasil).
Atendimento Pré-hospitalar
Fonte: [Link]
. Década de 50:
- Os trabalhadores, de outras categorias (bancários, industriais), criam, com
auxílio do governo, os institutos de aposentadoria e pensão (IAPs).
- O presidente, Eurico Gaspar Dutra, edita o decreto 27.664 de 30/12/1949 que
cria o serviço de atendimento médico domiciliar e urgência da previdência
social:
SAMDU (embrião do atual SAMU).
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Fonte: [Link]
. Década de 70:
- 02 grandes incêndios: Edifício Andraus (1972) e Joelma (1974):
Bombeiros perceberam que precisavam se capacitar em primeiros socorros e
resgate (foram se capacitar em diversos países).
Fonte: [Link]
Fonte: [Link]
- Movimento da reforma sanitária: Gestores e trabalhadores da saúde e
população não estavam satisfeitos com a situação da saúde no país.
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Fonte: [Link]
. Década de 80:
- 8ª conferência nacional da saúde (Brasília, 1986):
Contou com a participação popular e de vários setores da sociedade.
O relatório final base serviu para a elaboração do capítulo sobre a saúde na
constituição federal de 1988.
Fonte: [Link]
- Constituição federal de 1988:
Criou o sistema único de saúde (SUS).
“A saúde passa a ser um dever do estado e um direito de todo cidadão.”
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Fonte: [Link]
E as urgências e emergências como ficaram?
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
- MODELO HOSPITALOCÊNTRICO.
- FALTA DE COMUNICAÇÃO ENTRE OS NÍVEIS DE ATENÇÃO A
SAÚDE (“AMBULÂNCIA TERAPIA”).
- NÃO HAVIA ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR.
- NÃO HAVIA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL.
- ATENDIMENTO FEITOS POR ORDEM DE CHEGADA.
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
. Em 1990:
- O médico e ex-deputado, José Aristodemo Pinotti, foi escolhido Secretário de
Saúde do Estado de São Paulo.
- Ele criou o Grupo de Gestão de Pessoas GEPRO: Fonte: [Link]
Colocou profissionais de saúde junto com os profissionais de segurança pública
(Polícia e Bombeiro militar) para discutir a situação das emergências no estado.
. Colocou um médico na triagem dos atendimentos às chamadas para os
bombeiros: Projeto Resgate (embrião do atendimento Pré-hospitalar no Brasil)
com níveis hierarquizados das equipes.
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Fonte: [Link]
- Demais Estados Brasileiros criaram Grupos Semelhantes:
As Urgências e Emergências passaram a funcionar com profissionais militares.
Fonte: [Link]
- Os médicos foram para o exterior para aprender a fazer:
Regulação.
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Fonte: [Link]
- Após ampla discussão nacional e cooperação internacional:
- Em 2002:
O Presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o Ministro da Saúde
Barjas Negri editam uma portaria em 05 de novembro.
. 2048 – Cria a Política Nacional de Atenção às Urgências:
É um marco na saúde brasileira, por definir os princípios e diretrizes para a organizar e
padronizar o atendimento de urgência e emergência em todo o país.
Ela possui 07 capítulos, que abrangem a estruturação física dos serviços, protocolos de
atendimento, os profissionais que irão trabalhar no serviço e a sua capacitação mínima,
a necessidade de educação continuada, entre outros.
Ela visa garantir um atendimento mais rápido, mais eficiente e humano.
A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Fonte: [Link]
Fonte: [Link]
- Em 2003:
O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro da Saúde
Humberto Costa editam 02 portarias em 29 de setembro:
. 1863 – Cria a Política Nacional de Atenção às Urgências.
. 1864 – Cria o SAMU.
Fonte: [Link] Fonte: [Link]
- A história da atenção às urgências e emergências no Brasil.
Legislação
Fonte: [Link]
Legislação no Atendimento Pré-Hospitalar no Brasil.
Legislação
Fonte: [Link]
Legislação no Atendimento Pré-Hospitalar no Brasil.
Legislação
Fonte: [Link]
Legislação no Atendimento Pré-Hospitalar no Brasil.
Legislação
Fonte: [Link]
Legislação no Atendimento Pré-Hospitalar no Brasil.
Legislação
Fonte: [Link]
Legislação no Atendimento Pré-Hospitalar no Brasil.
Legislação no Atendimento Pré-hospitalar no Brasil
Legislação no Atendimento Pré-hospitalar no Brasil
Primeiros Socorros X APH
Fonte: [Link]
Primeiros Socorros X APH
Conceitos
Primeiros Socorros: Conjunto de ações imediatas prestadas, por
qualquer pessoa, a uma vítima acometida por mal súbito, lesão ou
acidente, antes da chegada do atendimento profissional de emergência
com o objetivo de preservar a vida, evitar o agravamento do quadro e
promover a recuperação.
Atendimento Pré Hospitalar: Conjunto de ações realizadas, fora do
ambiente hospitalar, por profissionais capacitados, a uma vítima
acometida por mal súbito, lesão ou acidente, situações de violência,
emergências clínicas e psiquiátricas com o intuito de estabilizar a vítima
e a transferir para uma unidade de pronto atendimento ou hospitalar
adequada.
Primeiros Socorros X APH
Diferenças
Aspecto Primeiros Socorros APH
Quem realiza Leigos ou pessoas com treinamento básico Profissionais capacitados (bombeiros,
socorristas, policiais etc.)
Objetivo Manter a vítima viva até ajuda chegar. Estabilizar e preparar para transporte ao
hospital.
Equipamento Básicos Equipamentos próprios e profissionais.
Procedimentos Simples e não invasivos. Técnicos, organizados e possivelmente
invasivos.
Formação necessária Curso livre. Formação técnica ou superior.
Exemplo RCP básica, conter sangramento. Torniquete, cânulas, dispositivos para
ventilação, acesso venoso, monitoramento.
Primeiros socorros X APH
Cadeia de Sobrevivência
Fonte: [Link]
Atendimento Pré-hospitalar
Princípios X Preferências
Princípios
. São os fundamentos básicos, científicos ou baseados em evidências,
que guiam as ações dos socorristas para garantir a melhor chance de
sobrevida e recuperação da vítima.
. Eles são imutáveis e universais, ou seja, aplicam-se a qualquer tipo de
ocorrência, independentemente, do local ou da situação.
Exemplo: Controle de hemorragias; Abertura de vias aéreas.
Preferências
. As preferências são os métodos ou técnicas utilizadas para colocar os
princípios em práticas.
. Elas podem variar de acordo com a situação, da condição do paciente, do
conhecimento da equipe, dos recursos disponíveis e dos protocolos
institucionais.
Exemplo: Melhor método para controlar a hemorragia maciça em um
determinado paciente.
Atendimento Pré-hospitalar
Segurança no APH
Equipamento de proteção de individual
Segurança do paciente
Gerenciamento da cena
Atendimento Pré-hospitalar
Equipamento de proteção individual (EPI)
Macacão/Avental
Botas
Óculos
Máscara
Luvas
Outros equipamentos
Segurança no APH
Assegurar cirurgias com local de intervenção
Identificar o paciente corretamente correto, procedimento correto e paciente
correto
Reduzir o risco de infecções associadas
Melhorar a eficácia da comunicação a cuidados de saúde
Melhorar a segurança dos Reduzir o risco de danos ao paciente,
medicamentos de “alta-vigilância” decorrente de quedas
Segurança no APH
Gerenciamento da cena
Avaliação da cena
1 É seguro? 2 Preciso de ajuda? 3 Quantos pacientes?
Necessita de SAMU, Bombeiros,
Solicitar apoio?
apoio? HAZ MAT?
Fazer triagem?
Observar a vítima
Mecanismo da lesão Natureza da doença
Impressão geral Observação inicial
Queixa principal Visão geral dos
Segurança no APH problemas e
prioridades
Fonte: [Link]
ANATOMIA E FISIOLOGIA BÁSICA
APLICADA AO APH
Anatomia
- Estuda a estrutura e a organização dos seres vivos.
- Ela pode ser divida em:
. Anatomia macroscópica: Estuda as estruturas visíveis a olho nu: Órgãos e
Sistemas.
. Anatomia microscópica: Estuda as estruturas que só podem ser vistas com a
ajuda de um microscópio: Tecidos e células.
Fisiologia
- Estuda como o corpo humano funciona.
- Estuda:
. Homeostase: Capacidade do corpo em manter um ambiente interno estável e
equilibrado.
. Funções do sistemas corporais: Como cada sistema do corpo funciona
individualmente e como eles se interagem.
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Estrutura organizacional do organismo
humano
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Nível Celular
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Estrutura celular
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Respiração celular (Aeróbia)
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Homeostase
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistemas de órgãos
Sistema respiratório
Sistema circulatório
Sistema nervoso
Sistema digestivo
Sistema urinário
Sistema endócrino
Sistema reprodutor
Sistema tegumentar
Sistema esquelético
Sistema muscular
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Componentes
Vias aéreas
Alvéolos
Pulmões
Músculos ventilatórios + Nervos
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Via aérea superior
Nasofaringe
Orofaringe
Laringofaringe
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Via aérea inferior
Traqueia
Árvore brônquica
Alvéolos
Pulmões
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Componentes
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Funções
Ventilação
Oxigenação
Respiração
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Ventilação
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Oxigenação
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Respiração
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Respiratório
Respiração
. Princípio de Fick:
- Descreve como ocorre a difusão de partículas, de uma região de maior concentração para uma de
menor concentração, por um órgão em relação ao fluxo sanguíneo e às concentrações da
substância no sangue arterial e venoso.
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Fonte: AMLS 2ª Ed.
Sistema Circulatório
Componentes
Sangue
Coração
Vasos Sanguíneos e circulação
Sistema linfático
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Circulatório
Sangue
Fonte: [Link]
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Circulatório
Coração
Fonte: [Link] Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Circulatório
Coração
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Circulatório
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Sistema Circulatório
Sistema linfático
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Choque
“Estado progressivo de hipoperfusão celular, no qual a disponibilidade de oxigênio
não é suficiente para suprir as demandas teciduais, resultando em produção
inadequada de energia para o desempenho das atividades celulares”.
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Tolerância isquêmica
Fonte: [Link]
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Mecanismos Compensatórios
1- Ativação do Sistema Nervoso Simpático:
- Liberação de adrenalina e noradrenalina
- Aumento da frequência cardíaca (taquicardia)
- Vasoconstrição periférica para manter a pressão arterial
- Redução do fluxo sanguíneo para pele, músculos e vísceras menos vitais
2- Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (RAA):
- Estímulo à retenção de sódio e água nos rins
- Aumento do volume intravascular
- Vasoconstrição mediada pela angiotensina II
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
Mecanismos Compensatórios
3- Liberação de Vasopressina (ADH):
- Promove reabsorção de água nos túbulos renais
- Contribui para manter a pressão arterial e o volume circulante
4- Redistribuição do Fluxo Sanguíneo:
- Prioriza órgãos nobres: cérebro, coração e rins
- Reduz perfusão de tecidos periféricos e digestivos
5- Aumento da Captação de Oxigênio:
- Taquipneia (respiração acelerada) para compensar a hipoxemia
- Estímulo ao metabolismo anaeróbico em tecidos periféricos
Anatomia e fisiologia básica aplicada ao APH
SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV)
Conceito de Parada Cardiorespiratória
(PCR)
É a ausência de ventilação associada a uma ausência de débito cardíaco
suficiente que gere uma perfusão mínima para os órgão nobres.
Suporte básico de vida
Suporte Básico de Vida no adulto
Início da puberdade
Adultos
Até o final da vida
Adolescente Adulto Velho
Principal causa de PCR
CARDIOGÊNICA
Suporte básico de vida
Problema
350 mil casos de Parada Cardiorespiratória (PCR), fora do hospital, ocorrem nos EUA/ano.
39,2% dos adultos em PCR receberam ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
Em 11,9% dos casos o Desfibrilador externo automático foi aplicado (DEA).
10,4% recebem alta hospitalar.
8,2% recebem alta com boa capacidade funcional.
Suporte básico de vida
Importância
A sobrevida reduz em 7 a 10% por minuto sem
RCP.
Tempo é vida
Após 04 minutos sem RCP já começa ocorrer
lesões irreversíveis em encéfalo, coração e
pulmão.
Suporte básico de vida
Objetivos
Educar e capacitar leigos e profissionais que possam atuar em emergências e urgências
em:
1) Suporte Básico de Vida
2) Uso público do DEA
3) Contribuir para “Zerar” as mortes por PCR não assistidas adequadamente
4) Atuar como multiplicadores do conteúdo de Suporte Básico de Vida.
Suporte básico de vida
Bibliografia
Suporte básico de vida
Outras Bibliografias
Suporte básico de vida
Acesso
Suporte básico de vida
4 passos que salvam vidas
1
Reconhecer a PCR [Link]
Vida
2
Pedir ajuda adequadamente.
3
RCP de Alta Qualidade
(Ventilações e Compressões).
4
Uso do DEA assim que possível.
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Protocolo de Suporte Básico de Vida do European Recussitation Council - 2021
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Cadeia da Sobrevivência do adulto da American Heart Association - 2020
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Protocolo de Suporte Básico de Vida no adulto e na criança da European Resuscitation Council - 2021
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
Como reconhecer uma vítima em Parada
Cardiorespiratória
Suporte básico de vida
Checar a segurança inicial
1) Checar e garantir a segurança do local (acidentes).de Vida
2) Checar e garantir a segurança dos profissionais e da vítima (biossegurança).
Suporte básico de vida
Checar a responsividade
1) Tocar os ombros e chamar a vítima em voz alta. de Vida
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
Chamar por ajuda
1) Pedir apoio do suporte avançado de vida (ligar para o 192). de Vida
2) Providenciar um DEA/equipamentos de emergência.
Fonte: [Link] Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
Realizar a abertura de Vias aéreas no SBV
HEAD TILT/CLIN-LIFT
Suporte básico de vida
Checar a ventilação, entre 5 e 10 segundos.
1) Respiração: Expor o tórax da vítima e verificar expansão torácica (AHA).
e Vida
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
Como realizar as compressões no SBV no adulto
Posicionamento Relação Frequência
Ergonomia: Mãos, 01 ou 02 Socorristas: 100 a 120 ipm/min
cotovelos, braços e joelhos 30 para 2 30 compressões (15 a 18”)
USAR 02 MÃOS
Deixar o tórax retornar Trocar o socorrista a cada
Força completamente 2 minutos
Comprimir o tórax por 05 a Apoiar a vítima sobre uma
06 cm Não interromper as
compressões por mais de superfície rígida
10 segundos
Prancha de RCP
Suporte básico de vida
Como realizar as ventilações no SBV no adulto e na criança
Pocket Mask Dispositivo BVM
Boca a Boca
Dispositivo de Barreira “AMBU”
Hands Only
Iniciar com as Ventilações primeiro na Parada
Primeiro abrir vias aéreas
Respiratória
Relação de 30 compressões para 02 ventilações para
Cuidado com a Ventilações excessivas
01 ou 02 socorristas
01 ventilação a cada 06 segundos com a chegada do
Acompanhar a expansibilidade torácica
suporta avançado
Suporte básico de vida
Componentes do Kit DEA
Aparelho Luvas
Bateria Lâmina para Tricotomia
Pás (adulto e pediátrica) Compressas
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
Passo a Passo para o uso do DEA no adulto
1
Posicionar o DEA ao lado da cabeça da vítima + LIGAR
2
Colocar as pás no tórax da vítima (ântero-lateral)
3
Encaixar o conector das pás
Fonte: [Link]
4
OUVIR!
5
ANALISAR RITMO: AFASTAR
6
CHOQUE INDICADO ?
NÃO SIM
Carregar/Chocar
Reiniciar RCP
Suporte básico de vida
Reiniciar RCP
Os 4 Ritmos de PCR
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Uso do DEA - European Resuscitation Council - 2021
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
European Resuscitation Council - 2021
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
Posição de recuperação
Suporte básico de vida
Suporte Básico de Vida no Criança
> 01 ano de idade
Crianças
< Puberdade
Principal causa de PCR
HIPOXÊMICA
Suporte básico de vida
Problema
19% de Sobrevida à PCR Intra-hospitalar em 2000.
38% de Sobrevida à PCR Intra-hospitalar em 2018.
6,7% a 10,2% se Sobrevida à PCR Extra-hospitalar 2007-2012.
Suporte básico de vida
Importância
Reconhecimento precoce da PCR
RCP de alta qualidade
(Compressões e ventilações)
Cuidados Pós PCR
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Cadeia da Sobrevivência da criança da American Heart Association - 2020
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Suporte Básico de Vida da criança da American Heart Association - 2020
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
International Liaison Committee on Resuscitation
Protocolo de Suporte Básico de Vida da European Resuscitation Council - 2021
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
Avaliação inicial da criança
1 Checar e garantir a segurança da cena, vítima e
profissionais
2 Checar responsividade: Tocar nos ombros e chamar em
voz alta
3
Pedir ajuda: Chamar 192 e pedir um DEA
4
Checar respiração
Se estiver sozinho na cena: Faça RCP por 02 minutos
Cuidado: Respiração agônica
Suporte básico de vida
Como realizar as compressões no SBV na criança
Posicionamento Relação Frequência
Ergonomia: Mãos, 1 ou 2 Socorristas: 30 para 2 100 a 120 ipm/min
cotovelos, braços e joelhos
USAR 01 OU 02 MÃOS
Deixar o tórax retornar Trocar o socorrista a cada
Força completamente 2 minutos
< 1/3 Diâmetro AP Tórax Apoiar a vítima sobre uma
Não interromper as
Comprimir o tórax por 05 superfície rígida
compressões por mais de
cm
10 segundos
Prancha de RCP
Suporte básico de vida
Como realizar ventilações no SBV na criança
Pocket Mask Dispositivo BVM
Boca a Boca
Dispositivo de Barreira “AMBU”
Usar máscaras de pediatria ou adulto invertida
Iniciar com as Ventilações primeiro na Parada
Primeiro abrir vias aéreas
Respiratória
Relação de 30 para 02 para 1 ou 2
socorristas Cuidado com a Ventilações excessivas
Acompanhar a expansibilidade torácica 01 ventilação a cada 06 segundos
Suporte básico de vida
Passo a Passo para o uso do DEA no criança
1
Posicionar o DEA ao lado da cabeça da vítima + LIGAR
2
Colocar as pás no tórax da vítima (anteroposterior)
3
Encaixar o conector das pás
4
OUVIR! Fonte: [Link]
5
ANALISAR RITMO: AFASTAR
6
CHOQUE INDICADO ?
NÃO SIM
Carregar/Chocar
Reiniciar RCP
Suporte básico de vida
Reiniciar RCP
Suporte Básico de Vida no Lactente
> 29 dias de vida
Lactente
< 01 ano de idade
Principal causa de PCR
HIPOXÊMICA
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Cadeia da Sobrevivência no lactente da American Heart Association - 2020
Fonte: [Link]
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Suporte Básico de Vida no lactente da American Heart Association - 2020
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
International Liaison Committee on Resuscitation
Protocolo de Suporte Básico de Vida da European Resuscitation Council - 2021
Suporte básico de vida
Fonte: [Link]
Avaliação inicial do lactente
1 Checar e garantir a segurança da cena, vítima e
profissionais
2 Checar responsividade: Tocar nos pés e chamar em voz
alta
3
Pedir ajuda: Chamar 192 e pedir um DEA
4
Checar respiração
Se estiver sozinho na cena: Faça RCP por 02 minutos
Cuidado: Respiração agônica
Suporte básico de vida
Como realizar as compressões no SBV no lactente
Posicionamento Relação Frequência
1 ou 2 Socorristas: 30 para 2 100 a 120 ipm/min
USAR 02 DEDOS
Deixar o tórax retornar Trocar o socorrista a cada
Força completamente 2 minutos
< 1/3 Diâmetro AP Tórax Apoiar a vítima sobre uma
Não interromper as
Comprimir o tórax por 04 superfície rígida
compressões por mais de
cm
10 segundos
Prancha de RCP
Suporte básico de vida
Como realizar as compressões no SBV no lactente
Suporte básico de vida
Como realizar as compressões no SBV no lactente
Suporte básico de vida
Como realizar ventilações no SBV no lactente
Pocket Mask Dispositivo BVM
Boca a Nariz-Boca
Dispositivo de Barreira “AMBU”
Usar máscaras de pediatria ou adulto invertida
Iniciar com as Ventilações primeiro na Parada
Primeiro abrir vias aéreas
Respiratória
Relação de 30 para 02 para 1 ou 2
Cuidado com a Ventilações excessivas
socorristas
Acompanhar a expansibilidade torácica 01 ventilação a cada 06 segundos
Suporte básico de vida
Passo a Passo para o uso do DEA no lactente
1
Posicionar o DEA ao lado da cabeça da vítima + LIGAR
2
Colocar as pás no tórax da vítima (anteroposterior)
3
Encaixar o conector das pás
4
OUVIR!
5
ANALISAR RITMO: AFASTAR
6
CHOQUE INDICADO ?
NÃO SIM
Carregar/Chocar
Reiniciar RCP
Suporte básico de vida
Reiniciar RCP
O que é engasgo?
É quando algo bloqueia parcial ou totalmente as vias respiratórias,
geralmente por alimento, líquido ou algum objeto estranho que entrou
pela boca e foi parar na traqueia em vez do esôfago.
Isso pode causar dificuldade para respirar, tosse intensa, sensação de
sufocamento e, em casos graves, até perda de consciência.
Suporte básico de vida
Problema
Mais de 2.000 pessoas morreram engasgadas em 2023
319 destas mortes ocorreram em crianças com idade entre 0 e 4 anos.
Crianças pequenas são especialmente vulneráveis porque ainda não têm controle total da
mastigação e costumam colocar objetos pequenos na boca.
Idosos também têm risco elevado, principalmente por dificuldades de deglutição ou
reflexos mais lentos.
Suporte básico de vida
Importância
PREVENÇÃO
Suporte básico de vida
Prevenção do Engasgo
Alimentos sólidos X Alimentos Pastosos
Supervisão ao alimentar SEMPRE
Ensinar a comer devagar e Mastigar
Não falar com a boca cheia
Comer sentado
Cuidado com objetos pequenos
Cuidado com plásticos e borrachas de
balões
Suporte básico de vida
International Liaison Committee on Resuscitation
Protocolo de Engasgo Australiano - 2021
Suporte básico de vida
Engasgo
TOSSE
Efetiva Ineficaz/Ausente
Incentivar a
Tossir Realizar
Posicionar Manobras
Lactente
Observar Inconsciência
Resolução
Protocolo pra
vítimas
inconscientes
Suporte básico de vida
Engasgo Parcial
INCENTIVAR
A TOSSIR
MAIS
Resolução ENGASGO
TOTAL
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
MANOBRAS DE DESOBSTRUÇÃO
Golpes dorsais
Compressões abdominais
Compressões torácicas
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Situações Especiais
Gestantes/Obesos
Pacientes acamados
Cadeirantes
Crianças
Lactentes
Auto desengasgo
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Engasgo Severo/Total
Suporte básico de vida
Inconsciência após Engasgo
Posicionar o paciente em decúbito dorsal
Pedir ajuda + DEA
30 compressões torácicas
Abrir via aérea e verificar se objeto pode ser retirado
em “Pinça”
Objeto retirado?
Sim Não
02 Ventilações de 02 Ventilações de
resgate resgate
Suporte básico de vida
Avaliar respiração
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
Avaliação primária
Checar a segurança inicial:
- Checar e garantir a segurança do local
(acidentes).
- Checar e garantir a segurança dos
profissionais e da vítima (biossegurança).
Avaliação primária
Métodos Mnemónicos
XABCDE
X - Controlar hemorragias externas graves de forma imediata.
A - Abrir e manter a via aérea pérvia utilizando as manobras adequadas.
B - Avaliar e auxiliar a ventilação da vítima se necessário.
Fonte: PHTLS 10ª Ed; ATLS 11ª Ed
C - Avaliar a circulação e identificar sinais de choque.
D - Verificar o nível de consciência da vítima (AVDI).
E - Expor a vítima em busca de outras lesões e prevenir hipotermia.
Avaliação primária
Outros Métodos Mnemónicos
X M
A A A
B R B
C C C
D H D
E E
Fonte: PHTLS 2025; ATLS 2025; TCCC 2024; ACLS 2024.
Avaliação primária
Objetivos primários
Identificar
Tratar
Reavaliar
Avaliação primária
Objetivos secundários
Instável?
RMC?
Decisão
Avaliação primária
Pressão direta;
X Preenchimento
Buscar e controlar hemorragias ex-sanguinantes
Agente
hemostático
A
Vias aéreas Curativo
Aspiração compressivo
Avaliar a pervidade Estabilização
Garantir as medidas Torniquete
Abertura das vias aéreas e verbal e manual
iniciais de RMC +
manual eventuais manobras
avaliar necessidade de
para liberação das
oxigênio suplementar O2 via máscara
Cânula mesmas
não reinalante
nasofaríngea
Ventilação por
B Possíveis pressão +
Inspeção Exame do tórax Respiração condutas
Pneumotórax
aberto/Curativo
valvulado
Tórax Hemorragia
Abdome Pele C
Possíveis
HPPP Circulação condutas
Controle de hemorragias
Pelve Pulso
Perfusão
Membros
D
Escala de Exame das
Coma de
Disfunção neurológica pupilas
Glasgow
Buscar
E
Prevenir
lesões Exposição hipotermia
Avaliação primária ocultas
Avaliação secundária
1
Checar os sinais vitais
- Nível de Consciência: (AVDI)
- Respiração (se está presente, frequência, se há esforço;
regularidade).
- Pulso radial ( se está presente, frequência, regularidade).
- Perfusão capilar: (tempo de enchimento capilar)
- Pele (temperatura, cor e umidade).
2
Checar a história clínica com a vítima,
familiares ou terceiros (SAMPLE)
Avaliação secundária
Fonte: https:// [Link]
Avaliação secundária
3 Enxergar
Exame físico detalhado quando indicado
- Cabeça Não apenas olhar
- Pescoço
- Tórax
Sentir
- Abdome Não apenas tocar
- Dorso quando necessário
- Pelve e genitálias
- Extremidades
- Neurológico
4
Exames complementares quando indicado
- Monitorização da saturação com uso do oximetria.
- Monitorização cardíaca e realização de ECG quando
indicado.
- Realização de glicemia capilar quando indicado e
necessário.
Avaliação secundária
Avaliação secundária
5
Aplicação de Escalas e/ou Scores:
Fonte: [Link]
Fonte: [Link]
Fonte: [Link]
Avaliação secundária
EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
DOR TORÁCICA AGUDA
Problema
A dor torácica é uma das causas mais importantes de procura ao pronto atendimento e de
acionamento dos serviços móveis de emergência em todo o mundo.
A síndrome coronariana aguda (SCA) é uma das principais causas de dor torácica aguda e
a primeira causa de mortalidade no Brasil e no mundo.
Cerca de metade das pessoas que sofrem um infarto agudo do miocárdio (IAM) não
chegam aos hospitais vivos.
A abordagem da dor torácica aguda será focada na síndrome coronariana aguda.
Dor torácica aguda
Conceitos
Síndrome Conjunto de Sinais e Sintomas
Síndrome Coronariana Aguda
Conjunto de Sinais e Sintomas
ocasionado pela redução abrupta do
suprimento sanguíneo do coração
Obstrução de artéria coronariana
Obstrução total
Síndrome Coronariana aguda
Fisiopatologia
Síndrome Coronariana aguda
Fisiopatologia
OBSTRUÇÃO
PARCIAL TOTAL
Síndrome Coronariana aguda
Dor torácica do tipo anginosa
A dor é do tipo opressiva, “em aperto”, contínua, com duração de vários minutos.
Localiza-se nas regiões retroesternal, epigástrica, abdominal alta ou precordial
Pode ou não irradiar para dorso, pescoço, ombro, mandíbula ou membros superiores,
principalmente o esquerdo.
Ela, geralmente, é desencadeada por estresse emocional, esforço físico, mas pode surgir
em repouso, durante o sono ou durante exercício leve.
Pode ser acompanhada de náuseas e vômitos, sudorese fria, dispneia, sensação de morte
iminente e ansiedade.
Síndrome coronariana aguda
Fatores de risco
Fatores modificáveis:
Fatores não
modificáveis: - Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Idade avançada - Dislipidemia
- História prévia ou familiar - Tabagismo
de SCA. - Obesidade
- Sedentarismo
- Estresse.
Síndrome Coronariana aguda
Fatores de risco
Fatores modificáveis:
Fatores não
modificáveis: - Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Idade avançada - Dislipidemia
- História prévia ou familiar - Tabagismo
de SCA. - Obesidade
- Sedentarismo
- Estresse.
Síndrome Coronariana aguda
Cadeia da Sobrevivência
Síndrome Coronariana aguda
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Identificar o tipo de dor, fatores de risco presentes
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Caso o paciente, tenha uma prescrição e já faça uso de AAS e não tenha alergia, ajude-o a
mastigar e engolir 03 comprimidos de AAS imediatamente
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Síndrome coronariana aguda
ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
Problema
O Acidente vascular encefálico é uma das principais causas de óbito no Brasil e no
mundo.
Muitos sobreviventes ficam com limitações motoras, cognitivas, na deglutição e/ou na fala.
Gera custos elevados com internações, reabilitação e perda de produtividade.
Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVE, maiores serão as chances de
recuperação completa.
Acidente Vascular Encefálico
Importância
O reconhecimento precoce do AVE isquêmico agudo é importante
porque o tratamento fibrinolítico (Alteplase) deve ser fornecido em até 3
horas depois do início dos sintomas ou em até 4,5 horas do início dos
sintomas em pacientes selecionados.
O tratamento endovascular pode ser administrado dentro de 6 a 8 horas
do início dos sintomas, mas resultados melhores são associados a prazos
de tratamento menores.
Acidente Vascular Encefálico
Sinais de alerta para o AVE
Inicio súbito de um déficit neurológico, especialmente, se ocorre de forma
assimétrica:
- Paresia, plegia e/ou parestesia.
- Paralisia ou perda de expressão facial e/ou desvio de rima labial.
- Distúrbios da fala.
- Alteração da consciência: de confusão à completa ausência de responsividade.
- Ocorrência de crise convulsiva (primeiro episódio) sem história prévia de crise anterior
ou trauma.
- Cefaleia súbita e intensa sem causa conhecida.
- Alteração súbita da visão (parcial ou completa).
- Tontura tipo vertigem, desequilíbrio ou perda da coordenação motora.
- Dificuldade súbita para deambular.
Acidente Vascular Encefálico
Escala de Cincinnati
Acidente Vascular Encefálico
Critérios de Inclusão
Escala de Cincinnati
1. Paralisia facial: peça ao paciente que sorria ou tente mostrar os dentes.
a. Normal: os dois lados do rosto se movem igualmente.
b. Anormal: um dos lados do rosto não se move tão bem quanto o outro.
2. Queda do braço: peça ao paciente que feche os olhos e estenda os dois braços retos, com as
palmas para cima, por 10 segundos.
a. Normal: os dois braços se movem ou nenhum dos braços consegue se mover.
b. Anormal: um dos braços se move ou um dos braços apresenta desvio para baixo em
comparação com o outro.
3. Fala anormal: peça ao paciente que diga “não dá para perder os velhos hábitos”.
a. Normal: o paciente diz as palavras corretas, sem fala arrastada.
b. Anormal: o paciente pronuncia as palavras de forma arrastada, diz as palavras erradas ou é
incapaz de falar.
Acidente Vascular Encefálico
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Reconhecimento precoce dos sintomas (Escala Cincinnati).
Anote o horário do início dos sintomas – isso será vital para os médicos decidirem o
tratamento.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Coloque o paciente deitado de lado (posição lateral de segurança) se estiver inconsciente e
respirando.
. Não ofereça alimentos, água ou medicamentos.
. Não tente movimentar o paciente sem necessidade, especialmente se ele estiver fraco de um lado.
. Afrouxe roupas apertadas.
. Se possível, monitore os sinais vitais da vítima.
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Acidente Vascular Encefálico
ASMA
Problema
A asma é uma doença respiratória crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Ela se caracteriza por uma inflamação das vias aéreas, que causa dificuldade para respirar,
chiado no peito, tosse e sensação de aperto no tórax.
Ela afeta pessoas de todas as idades, mas é mais prevalente na infância e na adolescência
Entre 2018 e 2023, foram registradas mais de 441 mil internações por asma no Brasil.
Crianças e adolescentes de 0 a 19 anos concentraram cerca de 73% das internações.
Uma crise aguda de asma é uma emergência médica que se não tratada e revertida, pode
levar o indivíduo a morte.
Asma
Crise de Asma
A agudização da asma é uma piora súbita e acentuada de sintomas como falta de ar,
chiado no peito, tosse e aperto no peito.
Sintomas de uma Crise de Asma
- Falta de ar intensa
- Chiado no peito (sibilância)
- Tosse persistente
- Sensação de aperto torácico
- Respiração acelerada e superficial
- Cansaço extremo
- Em casos graves: lábios ou unhas azulados, confusão mental, ou até perda de
consciência e morte.
Asma
Fisiopatologia
Asma
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Identificar sinais de emergência respiratória, como chiado no
peito, dificuldade para falar, uso da musculatura acessória, cianose (lábios ou dedos
arroxeados) e sudorese.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Tente Manter o paciente calmo. Posicione sentado, pois facilita a respiração.
Não deite o paciente!
Caso o paciente já tenha prescrição de medicação, ajude-o a usar o broncodilatador
(bombinha/spray, como Salbutamol – Aerolin), se ele tiver.
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Asma
CONVULSÃO
Problema
Convulsão é uma alteração súbita da atividade elétrica no encéfalo que provoca
contrações musculares involuntárias, podendo afetar todo o corpo ou apenas uma parte
dele. Pode haver perda ou não da consciência.
Ela pode estar associada a alterações estruturais no sistema nervoso central, distúrbios
metabólicos, infecções, intoxicações medicamentosas e, em crianças, pode estar
associada a febre.
Entre 2019 e 2024 foram registrados cerca de 296.000 casos de convulsão no Brasil.
As faixas etárias mais susceptíveis são crianças de 01 a 09 anos (25% dos casos) e idosos.
Cerca de 90% dos casos foram atendidos em Atendimento Pré Hospitalares fixos e móveis
de Urgências.
Convulsão
Crise Convulsiva
Sinais de uma Crise Convulsiva
- Parada súbita de resposta: a pessoa fica imóvel ou com olhar fixo.
- Movimentos involuntários: tremores, espasmos ou contrações musculares repetidas.
- Rigidez muscular seguida de movimentos rítmicos (fase tônico-clônica).
- Perda de consciência.
- Salivação excessiva ou mordida da língua.
- Respiração irregular ou cianose.
Convulsão
Crise Convulsiva
Quando se preocupar mais
- A crise durar mais de 5 minutos.
- A pessoa tiver várias crises seguidas sem recuperar a consciência.
- Quando houver um trauma associado.
- A pessoa estiver grávida, for diabética, tiver histórico de cardiopatia ou etilismo.
- For a primeira crise.
Convulsão
Fisiopatologia
Convulsão
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Reconhecer a crise como a perda ou não de consciência súbita,
a queda ao chão, a presença de rigidez (fase tônica), os movimentos involuntários (fase
clônica), a salivação excessiva ou espuma na boca, a eliminação de fezes e urina.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Durante a crise: mantenha a segurança da vítima a fim de afastar objetos que possam machucá-
la (móveis, pedras etc.), proteja a cabeça com um casaco, mochila ou segure-a com as mãos;
não contenha os movimentos (deixe a crise seguir seu curso); não introduza nada na boca da
vítima (ela não irá se sufocar com a língua), procure anotar a duração da convulsão (crises com
durações superiores a 05 minutos tendem a ser mais graves); observe a cor da pele e a
respiração.
Asma
Condutas
Após a crise: Verifique se a vítima está respirando, coloque-a de lado para evitar aspiração de
saliva ou vômito, afrouxe roupas apertadas, fique ao lado dela até recobrar a consciência e evite
aglomeração de curiosos.
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Convulsão
LESÕES PROVOCADAS PELO CALOR
Problema
As lesões provocadas pelo calor ocorrem quando o corpo não consegue regular
a temperatura corporal interna em ambientes quentes.
Geralmente, as lesões acontecem:
1) Superaquecimento do corpo (com temperaturas retais atingindo 40ºC ou mais)
devido à exposição a altas temperaturas.
2) Atividade física em altas temperaturas por muito tempo.
Cerca de 700 mortes ocorrem por ano no EUA, por lesões provocadas pelo calor.
A incidência de lesões provocadas pelo calor está em ascensão globalmente e
está diretamente relacionada às mudanças climáticas.
Lesões provocadas pelo Calor
Problema
As lesões provocadas pelo calor são comuns de acontecer em pessoas jovens,
atletas e militares.
A gravidade das lesões provocadas pelo calor podem não ser aparentes durante
a apresentação inicial.
A morbidade e a mortalidade estão diretamente relacionadas à duração da
elevação da temperatura central.
Lesões provocadas pelo Calor
Estágios evolutivos
- Lesões cutâneas: A transpiração excessiva pode criar uma erupção cutânea
irritante na pele que geralmente aparece como aglomerados avermelhados de
espinhas ou pequenas bolhas, usualmente, encontradas na parte superior do
tórax e pescoço, sob os seios, na região da virilha e nas dobras do cotovelo.
- Cãibras musculares: São causadas pelo uso excessivo dos músculos durante
atividades físicas em ambientes quentes.
- Exaustão pelo calor: Resulta da perda de líquidos e sais minerais através do
suor excessivo. Pode provocar tontura, fadiga, náuseas, vômitos e desmaios.
- Insolação (Heatstroke): É uma condição grave, em que a temperatura corporal
sobe rapidamente e pode causar danos a vários órgãos, podendo levar a morte.
Lesões provocadas pelo calor
Fatores de risco
- Idade.
- Esforço em clima quente.
- Exposição repentina ao clima quente.
- Medicamentos.
- Estimulantes: legais ou ilegais tornam as pessoas mais vulneráveis.
- Determinadas condições clínicas: doenças cardíacas, doenças
pulmonares, obesidade, entre outras.
Lesões provocadas pelo calor
Apresentação clínica
- Temperatura corporal elevada.
- Mudança no estado mental ou do comportamento.
- Mudança no padrão de sudorese.
- Náuseas e vômitos.
- Pele avermelhada.
- Respiração rápida.
- Frequência cardíaca acelerada.
- Dor de cabeça.
Lesões provocadas pelo calor
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Avaliar os sinais vitais, inclusive, a temperatura retal.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Colocar o paciente em repouso, em decúbito dorsal.
Colocar o paciente em um local fresco e arejado. O uso de ventiladores e do ar
condicionado podem auxiliar.
Lesões provocadas pelo calor
Condutas
Elevar os membros inferiores.
Iniciar a hidratação oral com reposição de água e eletrólitos.
Iniciar o resfriamento rápido do corpo.
Monitore, frequentemente, os dados vitais, o nível de consciência, o estado de
alerta e o volume de urina.
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Lesões provocadas pelo calor
Medidas preventivas recomendadas
1) Identificar possíveis sinais de desidratação: Boca seca; sede intensa; cefaleia, confusão
mental, tontura, redução do volume urinário, fraqueza, dor muscular.
2) Hidratar antes, durante e após a prática de esforço físico intenso ou a exposição a
ambientes com temperatura elevada. Ingerir líquidos com eletrólitos.
3) Utilizar protetor solar: a pele queimada pelo sol não consegue regular a temperatura do
corpo tão eficientemente.
4) Limitar a transpiração: prestar atenção à umidade do ambiente. Níveis mais altos de
umidade fazem com que o corpo transpire e perca mais fluidos.
Lesões provocadas pelo calor
Medidas preventivas recomendadas
5) Usar roupas leves, de cor clara e folgadas.
6) Evitar o consumo de bebidas alcoólicas: o álcool provoca vasodilatação e alguns tipos
de bebidas possuem um efeito diurético.
7) Fazer pausas durante atividades prolongadas e esforços extenuantes em ambientes
quentes, faça pausas para hidratar e resfriar o corpo.
8) Para prevenir a hiponatremia, é recomendado beber líquidos com base na sede e no tipo
de atividade, e incluir fontes de sódio na dieta, especialmente durante exercícios
prolongados em climas quentes.
Lesões provocadas pelo calor
LESÕES PROVOCADAS PELO FRIO
Problema
As lesões provocadas pelo frio ocorrem quando o corpo perde calor mais
rapidamente do que é capaz de produzi-lo.
Estima-se que cerca de 1.500 mortes ocorram por ano nos EUA devido a
hipotermia.
No Brasil, há registros de mortes, principalmente, em idosos e moradores de rua
em estados do Sul e Sudeste.
As lesões provocadas pelo frio são comuns de acontecer em pessoas jovens,
atletas e militares que ficam muito tempo expostos a ambientes com
temperaturas baixas ou em casos onde ocorram traumas, com hemorragias
maciças, em situações operacionais.
Lesões provocadas pelo frio
Tipos de lesão
- Úlcera de frio: Os danos à pele e aos tecidos ocorrem quando estes são expostos
a temperaturas congelantes (que estão em ou abaixo de 0ºC) e podem provocar dor
e potencial necrose.
- Lesões teciduais não congelantes: O frio pode reduzir a circulação sanguínea e
pode causar danos sem, necessariamente, congelar os tecidos.
- Frostbite: São lesões causadas pelo congelamento. dos tecidos que pode resultar em
danos permanentes.
Lesões provocadas pelo frio
Tipos de lesão
Hipotermia:
- Leve (32 a 35ºC): Manifesta-se por tremores intensos, pele fria e pálida, taquipneia,
taquicardia, confusão mental, ataxia e disartria.
- Moderada (28 a 32ºC): Manifesta-se por redução dos tremores, redução da
frequência respiratória, redução da frequência cardíaca (arritmias), redução do nível
de consciência, midríase e hiporreflexia.
- Severa (<28ºC): manifesta-se por ausência de tremores, respiração superficial ou
ausente, bradicardia (arritmias ventriculares), coma, midríase sem reação à luz e
arreflexia.
tecidos que pode resultar em danos permanentes.
Lesões provocadas pelo frio
Fatores de risco para a hipotermia
- Idosos.
- Pacientes portadores de doenças psiquiátricas.
- Uso de bebidas alcoólicas.
- Exposição a ambientes frios.
- Medicamentos.
- Determinadas condições clínicas.
Lesões provocadas pelo frio
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Avaliar os sinais vitais.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Colocar o paciente em repouso, em decúbito dorsal.
Evite movimentar o paciente devido ao risco elevado de arritmias cardíacas.
Lesões provocadas pelo frio
Condutas
Oferecer líquidos quentes e energizantes nos casos de hipotermia leve, em
paciente consciente e alerta.
Reaquecimento externo (manter a temperatura do ambiente em 28ºC) :
Passivo: Ativo:
- Remover roupas molhadas. - Calor radiante.
- Usar cobertores. - Almofadas térmicas.
- Usar mantas aluminizadas - Ar quente forçado.
- Usar mantas térmicas. - Usar cobertores aquecidos;
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Lesões provocadas pelo frio
Queimaduras
Conceito
Queimadura é uma lesão nos tecidos do corpo causada por agentes externos
como calor, frio extremo, eletricidade, produtos químicos, radiação ou até alguns
seres vivos como águas-vivas e urtigas
A pele é o órgão mais afetado, mas queimaduras graves podem atingir
músculos, nervos e até ossos.
Queimaduras
Problema
Dados do DATASUS revelam que 142.291 internações e 4.315 óbitos ocorreram
devido a queimaduras, no período de 2019-2023.
Cerca de 70% das queimaduras ocorreram no ambiente doméstico.
A faixa etária mais acometida são crianças com até 09 anos de idade.
Queimaduras
Classificação
Profundidade Extensão
Queimaduras de 1º Grau: A Regra dos Nove é a forma mais comum
- Atingem apenas a epiderme. de estimar a porcentagem de superfície
- A pele fica vermelha, seca e dolorida, corporal queimada (SCQ) em adultos:
sem a formação de bolhas.
Queimaduras de 2º Grau: Cabeça e Pescoço: 9%
- Atingem a epiderme e a derme. Cada Membro Superior: 9%
- São muito dolorosas, apresentam bolhas Tronco (Anterior): 18%
e a pele pode estar avermelhada ou com Tronco (Posterior): 18%
aparência de cera. Cada Membro Inferior: 18%
Queimaduras de 3º Grau: Região Genital: 1%
- Atingem todas as camadas da pele,
incluindo a gordura, músculos e até ossos. * Em crianças, a cabeça e o tronco
- A área queimada pode parecer branca, representam uma porcentagem maior da
carbonizada ou seca, e a ausência de dor superfície corporal, enquanto os membros
ocorre devido à destruição das inferiores representam uma porcentagem
terminações nervosas. menor.
Queimaduras
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Avaliar os sinais vitais.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Afaste a fonte de calor (fogo, eletricidade, químico).
Resfriamento: Resfrie a queimadura com água corrente em temperatura ambiente
por 10 a 20 minutos.
Não use água gelada ou gelo, pois podem causar hipotermia e piorar a lesão.
Queimaduras
Condutas
Cubra a lesão com compressas limpas, lençóis ou gaze estéril.
Não use algodão ou outros materiais que possam grudar na ferida.
Não estourar bolhas, não passar pomadas, pasta de dente, manteiga etc.
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Queimaduras
HIPOGLICEMIA
Conceito
A hipoglicemia é uma emergência clínica que ocorre quando a glicose sanguínea
cai abaixo de 70 mg/dl, podendo comprometer a função cerebral rapidamente.
Hipoglicemia
Problema
A hipoglicemia é uma condição em que o nível de glicose no sangue fica abaixo
de 70 mg/dl.
A hipoglicemia grave é uma emergência médica.
A glicose é a principal fonte de energia para o corpo e a falta dela pode afetar o
funcionamento de todos os órgãos, especialmente, o cérebro.
Embora a hipoglicemia seja mais conhecida como uma complicação do diabetes,
ela pode ocorrer em pessoas sem a doença.
Hipoglicemia
Hipoglicemia
Sinais de uma hipoglicemia
Sintomas leves (Glicose entre 55-70 mg/dL)
- Tremores e sudorese
- Palpitações e nervosismo
- Náuseas
Sintomas Moderados (Glicose entre 40-55 mg/dL):
- Confusão e dificuldade de concentração
- Visão turva
- Cefaleia
Sintomas Graves (Glicose abaixo de 40 mg/dL):
- Dificuldade para falar e andar
- Convulsões
- Perda de consciência e coma
Hipoglicemia
Causas de Hipoglicemia
- Excesso de insulina ou de medicamentos orais para controle do Diabetes
Mellitus.
- Pular refeições ou comer em horários irregulares.
- Exercício físico intenso sem ajuste da medicação ou alimentação.
- Consumo de álcool.
- Doenças renais ou hepáticas.
Hipoglicemia
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Avaliar os sinais vitais.
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Paciente consciente e capaz de engolir
- Administrar carboidrato de absorção rápida (15-20 g):
. Sachê de glicose oral,
. Água com açúcar,
. Refrigerante comum (não diet/light),
. Suco de fruta.
Reavaliar em 15 minutos → se mantiver sintomas, repetir.
Hipoglicemia
Condutas
Paciente consciente, mas com dificuldade para deglutir / confuso
- Se disponível, administrar glicose gel na mucosa oral (bochecha).
Paciente inconsciente (risco de broncoaspiração)
- Não oferecer nada por via oral!
- Manter via aérea pérvia, posição lateral de segurança se não houver trauma.
Receba as orientações/Aguarde a chegada do SAMU. Esteja preparado para iniciar SBV
Registre a ocorrência
Hipoglicemia
AFOGAMENTO
Conceitos
Afogamento
Problema
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2023, cerca de
236.000 mortes por afogamento ocorrem anualmente no mundo.
Estima-se que, no Brasil, cerca de 7.200 mortes por afogamento ocorram por ano,
com uma taxa de 5,2 por 100 mil habitantes.
Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA), estima-se
que cerca de 16 pessoas morrem por afogamento diariamente no país.
Segundo a Sobrasa, estima-se que o gasto com cada óbito por afogamento, no
Brasil, seja em torno de R$ 210.000,00.
O afogamento é a segunda principal causa de morte acidental em crianças de 1 a
9 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito.
Os ambientes mais comuns:
- Água doce (rios, lagoas, represas e açudes) – mais frequentes nas zonas rurais.
- Piscinas – grande risco para crianças pequenas.
- Praias e mar – maior número de casos em adolescentes e adultos jovens.
Afogamento
Grupos de risco
- Crianças pequenas: Crianças de 1 a 4 anos são particularmente suscetíveis, pois
muitas vezes o afogamento acontece de forma rápida e silenciosa em ambientes
domésticos, como banheiras, piscinas e baldes.
- Adolescentes e adultos jovens: Neste grupo, os afogamentos estão frequentemente
ligados a comportamentos de risco, como o consumo de álcool e drogas, natação em
locais perigosos (rios, lagos, mar com correnteza) e a falta de supervisão.
- Homens: Estatisticamente, os homens têm uma probabilidade maior de afogamento
em comparação com as mulheres. Isso pode ser atribuído a uma maior exposição a
ambientes aquáticos e a comportamentos de risco mais frequentes.
- Pessoas com condições médicas: Indivíduos com epilepsia, arritmias cardíacas ou
outras condições que possam causar perda de consciência têm um risco aumentado de
afogamento.
Afogamento
Fatores de risco
- Falta de supervisão: A ausência de vigilância é um dos principais fatores,
especialmente em relação a crianças.
- Falta de conhecimento sobre segurança aquática: A incapacidade de nadar ou o
desconhecimento de medidas de segurança em rios, lagos e praias aumentam o risco.
- Álcool e drogas: O consumo de substâncias que alteram a percepção e o julgamento
aumenta significativamente a chance de afogamento.
- Áreas de risco: O acesso a piscinas desprotegidas, corpos d'água naturais (rios,
lagos) e a falta de barreiras de proteção.
- Condições climáticas e desastres: Eventos como inundações e enchentes são uma
causa importante de afogamentos em massa.
Afogamento
Tipos de Afogamento
Afogamento primário: Quando não existe indícios da causa do
afogamento.
Afogamento secundário: Quando há determinador fatores de risco e
grupos de risco relacionados a causa do afogamento.
(Drogas 36,2% dos casos; Epiléticos têm 15 a 19 vezes mais chances).
Afogamento
Graus de Afogamento
GRAU CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS CONDUTA INICIAL MORTALIDADE
1 Vítima apenas tosse, sem sinais de Pode ser liberada após 0%
aspiração significativa observação
2 Pouca espuma na boca ou nariz, Monitoramento e oxigênio se 1%
respiração preservada necessário
3 Muita espuma na boca/nariz, pulso Oxigênio, avaliação hospitalar 4a5%
radial presente urgente
4 Muita espuma, sem pulso radial RCP imediata, suporte 18 a 22%
avançado de vida
5 Parada respiratória Ventilação de resgate e RCP 31 a 44%
6 Parada cardiorrespiratória RCP prolongada (mínimo 1 88 a 93%
hora), uso de DEA se disponível
Afogamento
Fisiopatologia do Afogamento
Afogamento
Prevenção Ativa
Medidas que impedem que o incidente ocorra
Presença do Guarda Vida
Correta sinalização das áreas de risco
Placas de advertência
Regras de uso e segurança
Isolar a piscina: Grades de 1,5 m de altura e 12 cm entre as verticais
Utilizar tampas de ralos “anti-hair”
Desligamento automático das bombas de sucção
Difusão do ensino de primeiros socorros na população
Afogamento
Prevenção Reativa
Medidas que são tomadas após a identificação de um evento ou de um risco iminente
São intervenções no comportamento de risco.
Identificação de um potencial afogamento
Utilização do apito para retirar o banhista de um área de risco
Dar comandos que evitem o perigo: Não mergulhar em águas rasas
Retirar um banhista ou um grupo da água antes que uma situação de
stress ocorra.
Mover um grupo de pessoas da área funda da piscina
Orientação dos banhistas sobre os risco de afogamento em um dia de
mar agitado ou com presença de correntes de arrasto.
Afogamento
Cadeia da Sobrevivência do Afogamento
Afogamento
Condutas
Reconhecer o afogado
Pedir ajuda adequadamente (Acionar os Bombeiros 193)
Forneça Flutuação – Evite a Submersão.
O grande objetivo é retirar as vias aéreas de dentro da água e parar o processo de
afogamento.
Socorro na água só se tiver treinamento adequado e preparo físico.
Remova da água - Se for seguro para você
Só entre na água para ajudar se tiver treinamento adequado e preparo físico:
O RISCO A SUA VIDA É GRANDE
Afogamento
Condutas
Afogamento
Condutas
Aguarde a chegada dos Bombeiros.
Registre a ocorrência
Afogamento
ASSISTÊNCIA AO PARTO IMINENTE
Conceitos
Segundo a Organização Mundial de Saúde, “nascimento normal é:
- Tem inicio espontâneo
- Ocorre entre 37 a 42 semanas de gestação.
- Apresentação cefálica
Parto iminente: Quando o nascimento está tão próximo que não há tempo para o
transporte seguro até uma maternidade.
Exige preparo técnico, agilidade e sensibilidade.
Assistência ao Parto Iminente
Apresentação
Fonte: [Link]
Assistência ao Parto Iminente
Como identificar a apresentação
Fonte: [Link]
Assistência ao Parto Iminente
Escore de Malinas
É uma avaliação para determinar se a gestante está prestes a dar à luz.
- Pontuação inferior a cinco: É possível transportar a gestante para uma maternidade
- Pontuação igual ou superior a seis: É provável que haja um parto iminente.
Fonte: [Link]
Assistência ao Parto Iminente
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Pedir ajuda adequadamente (Acionar 192)
Garantir a privacidade da paciente e solicitar o consentimento da mesma
Colocar a gestante em local limpo, seguro e confortável, de preferência deitada com o
tronco levemente elevado e joelhos flexionados
Forrar com panos limpos ou campos estéreis a região genital
Assistência ao Parto Iminente
Condutas
Controle de desprendimento da cabeça (saída do ombro anterior)
Fonte: [Link]
Controle de desprendimento do ombro posterior
Assistência ao Parto Iminente
Fonte: [Link]
Condutas
Verificação de circular de cordão: Se apertada, clampear e cortar
Limpe as vias aéreas do bebê assim que a cabeça sair
Seque o bebê com um pano limpo e coloque-o junto ao peito e/ou barriga da mãe
Não corte nem amarre o cordão umbilical, a menos que a equipe do SAMU instrua você a
fazê-lo.
O mais seguro é esperar a ajuda chegar.
Registre a ocorrência
Assistência ao Parto Iminente
PICADAS POR ANIMAIS PEÇONHENTOS
Conceito
Animais peçonhentos são aqueles que produzem veneno e possuem estruturas,
como dentes, quelíceras, cerdas, nematocistos, ferrões ou aguilhões, para injetar
esse veneno em suas presas.
Picadas por animais peçonhentos
Importância
Acidentes causados animais peçonhentos podem ser graves e até fatais
Estes dependem do animal, da quantidade de veneno injetado, da região
do corpo afetada e da idade e das comorbidades das vítimas acometidas.
Picadas por animais peçonhentos
Serpentes
Serpentes são répteis que apresentam o corpo alongado, revestido por escamas, sem
membros e sem pálpebras.
Elas podem ser encontradas em praticamente todos os ambientes.
Todas as serpentes podem morder, mas, apenas as que possuem dentições proteróglifa
e solenóglifa são consideradas de interesse em saúde, pois são capazes de inocular o
veneno que causa significativo dano à saúde humana.
Picadas por animais peçonhentos
Fonte: [Link]
Serpentes
No Brasil, as serpentes que causam acidentes graves pertencem aos
gêneros Bothrops (Jararacas), Crotalus (Cascavéis) e Lachesis (Surucucus).
O gênero Bothrops é responsável pela maioria dos acidentes ofídicos no país
Fonte: [Link]
Fonte: [Link] Fonte: [Link]
Picadas por animais peçonhentos
Condutas
Após um acidente ofídico, o paciente deve ser tranquilizado e removido para o hospital ou
centro de saúde mais próximo para receber o soro antiofídico específico intravenoso.
O local da picada deve ser lavado com água e sabão.
Deve-se evitar que a pessoa ande ou corra.
Deve-se manter a vítima deitada com o membro picado elevado.
Não se deve, chupar o veneno, fazer o uso de torniquetes, incisões ou passar substâncias
(folhas, pó de café, couro da cobra etc.) no local da picada.
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Picadas por animais peçonhentos
Medidas preventivas
Usar calçados fechados, de preferência de cano alto, ao andar ou trabalhar no mato.
Usar luvas grossas para manipular folhas secas, lixo, lenha e palhas.
Não colocar as mãos em buracos e tomar cuidado ao revirar cupinzeiros.
Evitar acúmulo de lixo e entulho.
Picadas por animais peçonhentos
Aranhas
As aranhas compõem a ordem mais numerosa dos aracnídeos.
Apesar de todas possuírem veneno, nem todas provocam acidentes.
Os três gêneros de aranhas considerados mais perigosos no Brasil, de acordo com o
Ministério da Saúde, são a Aranha-armadeira (gênero Phoneutria), a Aranha-
marrom (gênero Loxosceles) e a Viúva-negra (gênero Latrodectus).
Fonte: [Link] Fonte: [Link] Fonte: [Link]
Picadas por animais peçonhentos
Condutas
O local da picada deve ser lavado com água e sabão.
Compressas mornas na região ajudam a aliviar o quadro até a chegada a um serviço de
saúde, onde será avaliada a necessidade ou não de aplicação de soro.
Não é recomendável colocar gelo no local.
Não é recomendado o uso de pomadas no local, pois elas podem alterar a cor da pele,
além de serem ineficazes para impedir a penetração do veneno.
Torniquete, incisão e sucção no local da picada são prejudiciais.
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Picadas por animais peçonhentos
Escorpiões
Todas as espécies de escorpiões possuem veneno, podendo injetá-lo através do ferrão
ou agulhão.
O veneno da maioria desses animais é pouco tóxico para o homem, mas determinadas
espécies podem representar perigo, especialmente para crianças.
Os escorpiões mais venenosos do Brasil são as espécies do gênero Tityus,
especialmente o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), que causa mais acidentes
graves, e também o escorpião-marrom (Tityus bahiensis).
Fonte: [Link] Fonte: [Link]
Picadas por animais peçonhentos
Condutas
O local da picada deve ser lavado com água e sabão.
Crianças menores de 12 meses devem ser levadas para uma avaliação médica, o mais
rápido possível.
Quando indicado, o soro antiaracnídico será utilizado para de neutralizar a ação do
veneno.
Compressas mornas na região ajudam a aliviar o quadro.
Não é recomendado o uso de pomadas no local pois elas podem alterar a cor da pele, além
de serem ineficazes para impedir a penetração do veneno.
Torniquete, incisão e sucção no local da picada são prejudiciais.
Registre a ocorrência
Picadas por animais peçonhentos
Lagartas
A ordem Lepidoptera, que inclui as mariposas (noturnas), borboletas (diurnas) e
taturanas constituem uma das maiores ordens da classe Insecta, com mais de 150 mil
espécies.
Lagartas de algumas mariposas apresentam o corpo coberto por estruturas
pontiagudas, que, penetrando a pele humana, podem causar acidentes que vão desde
simples irritações locais até morte por hemorragia.
A Lonomia é a lagarta mais perigosa encontrada no Brasil.
O acidente com ela recebe o nome de Lonomismo e pode ser grave ou até fatal se não
houver atendimento rápido.
Fonte: [Link]
Picadas por animais peçonhentos
Condutas
O local deve ser lavado com água corrente.
Compressas com água fria podem ajudam a aliviar a dor.
Levar a taturana para a identificação da espécie ajuda a distinguir a Lonomia das outras
lagartas, visto que, neste caso, pode ser necessário o uso de soro para neutralizar o efeito
do veneno.
Não é recomendado colocar nenhum produto químico ou orgânico sobre a queimadura,
como café, folhas, pasta de dente, gasolina, etc.
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Picadas por animais peçonhentos
Medidas preventivas
Manter jardins e quintais limpos.
Usar calçados e luvas grossas nas atividades de jardinagem.
Evitar folhagens densas junto a paredes e muros das casas e manter a grama aparada.
Não colocar as mãos em buracos, sob pedras e em troncos podres.
Picadas por animais peçonhentos
Abelhas, Vespas e Maribondos
Acidentes com abelhas, vespas e marimbondos fazem parte dos acidentes por animais
peçonhentos e são bem relevantes, principalmente, em áreas rurais.
Abelhas: geralmente atacam em enxame, ferroam e deixam o ferrão preso na pele.
Vespas e marimbondos: ferroam repetidamente, pois não perdem o ferrão.
Reações locais (mais comuns)
- Dor intensa no local.
- Inchaço, vermelhidão e calor.
- Coceira.
Reações graves (anafilaxia)
- Edema de face, lábios, língua e garganta.
- Dificuldade para respirar (edema de glote, broncoespasmo).
- Urticária generalizada.
- Queda de pressão, choque anafilático (em casos mais severos).
Picadas por animais peçonhentos
Abelhas, Vespas e Maribondos
Fonte: [Link] Fonte: [Link] Fonte: [Link]
Picadas por animais peçonhentos
Condutas
Avaliação da segurança da cena: Verificar se o local é seguro para agir e usar EPI
Avaliação inicial XABCDE: Avaliar os sinais vitais.
Remover o ferrão (se abelha)
- Raspar com lâmina, cartão ou objeto rígido.
- Nunca apertar com pinça → isso injeta mais veneno.
Se sinais de gravidade ou de múltiplas picadas
Pedir ajuda adequadamente (Acionar os Bombeiros 193)
Picadas por animais peçonhentos
Condutas
Lavar o local com água e sabão
Compressas com água fria podem ajudam a aliviar a dor.
Registre a ocorrência
Picadas por animais peçonhentos
Medidas preventivas
Usar roupas de proteção em trabalhos rurais.
Não toque em colmeias, mesmo que pareçam abandonadas.
Caminhe em silêncio.
Evite caminhar perto de colmeias ou enxames visíveis
Use roupas claras e lisas
Corra em zigue-zague e procure abrigo em local fechado
Não bata ou tente espanta-las com as mãos.
Picadas por animais peçonhentos
Medidas preventivas
Sacudir e verificar roupas e sapatos antes de usá-los.
Preservar os predadores naturais: coruja, lagartos, sapos, galinhas, gansos e quatis.
Afastar as camas e berços das paredes, evitar que roupas de cama e mosquiteiros
encostem no chão.
Vedar ralos, frestas, buracos e soleiras de portas e janelas.
Picadas por animais peçonhentos