Resolução de Problemas em Matemática
Resolução de Problemas em Matemática
Sumário
0 Introdução 2
0.1 Bibliográfia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1 Conjuntos e lógica 2
1.1 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.3 Comentários e exemplos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2 Relações e funções 5
2.1 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
7 Estruturas algebricas 14
7.1 Monoids, grupos, anéis e corpos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
7.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
10 Função exponencial 21
10.1 Exercícios do livro Iezzi et al. Matemática Elementar, Vol. 2 (Edição 10, 2013) . . . . . . . . . . . 23
11 Função logaritmica 23
11.1 Definição e propriedades da função logaritmica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
11.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
1
0 INTRODUÇÃO 2
14 Geometria 2 - triângulos 28
14.1 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
14.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
15 Geometria 3 - circunferências 36
15.1 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
15.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
16 Trigonométria 44
16.1 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
16.2 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
0 Introdução
0.1 Bibliográfia
1. Iezzi et al. Matemática Elementar, Vol. 1 (Edição 9, 2013) - conjuntos, lógica, funções, etc.
2. Iezzi et al. Matemática Elementar, Vol. 2 (Edição 10, 2013) - logaritmos e a função exponencial
3. Dan Avritzer, Hamilton Prado Bueno, Marília Costa de Faria, Ângela Maria Vidigal Fernandes, Maria Cristina
Costa Ferreira, e Eliana Farias e Soares. Fundamentos de Álgebra, UFMG. - Capítulo 2, Indução e Boa
Ordenação.
4. Serge Lang. Basic Mathematics, Adison Wesley Publishing Company Inc., 1971.
1 Conjuntos e lógica
1.1 Resumo
1. N := {0, 1, 2, . . .} – o conjunto dos números naturais.
4. Q := o conjunto dos números racionais (frações a/b onde a, b são números inteiros e b ̸= 0).
√
5. R := o conjunto dos números reais (números racionais, números irracionais como, por exemplo, 2, π, e).
√
6. C := o conjunto dos números complexos (os números da forma a + ib, onde a, b são números reais e i = −1).
Nós consideramos todos os conjuntos como subconjuntos de um universo U . Seja A, B, C conjuntos (subcon-
juntos de U ). As seguintes definições e as notações são importantes.
9. ∅ := o conjunto vazio (não contem nenhum elemento).
11. a ̸∈ A – a não pertence ao conjunto A ou a não é um elemento do conjunto A. Por exemplo, 2 ̸∈ {3, 4}, 2 ̸∈ ∅.
1 CONJUNTOS E LÓGICA 3
14. A ̸⊆ B – A não é subconjunto de B; equivalentemente, existe algum elemento de A que não é elemento de
B. Por exemplo, se A := {1, 2} e B := {1, 3}, então A ̸⊆ B. Analogamente, A ̸⊂ B significa que A não é
subconjunto próprio de B.
15. A ∪ B, chamado a união dos conjuntos A e B, é o conjunto de todos os elementos x em U tais que x é
elemento de A ou é elemento de B (x pode ser elemento dos dois conjuntos).
16. A ∩ B, chamado a intersecção dos conjuntos A e B, é o conjunto de todos os elementos x em U tais que x é
elemento de A e é elemento de B.
17. A ou AC , chamado o complemento do conjunto A, é o conjunto de todos os elementos de U que não pertencem
ao conjunto A. Por exemplo, U C = U = ∅, ∅C = ∅ = U .
18. A \ B é o conjunto de todos os elementos em A que não pertencem em B. Por exemplo, seja A := {1, 2, 3} e
B := {3, 4}; então A \ B = {1, 2} e B \ A = {4}.
20. A×B – produto cartesiano dos conjuntos A e B, isto é, o conjuntos de todos os pares ordenados (a, b) onde a ∈
A e b ∈ B. Por exemplo, seja A := {1, 2, 3} e B := {3, 4}. Então A×B = {(1, 3), (1, 4), (2, 3), (2, 4), (3, 3), (3, 4)}.
21. Dado um conjunto A, denotamos por 2A o conjunto de partes de A, isto é, o conjunto de todos os subconjuntos
de A.
22. |A| – cardinalidade do conjunto A. Para conjuntos finitos, a cardinalidade de A é o número de elementos em
A. (Essa ideia é um pouco complicada no caso de conjuntos infinitos.)
Teorema 1.1. Regras de De Morgan: Seja A, B conjuntos. Temos que
A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) (3)
A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) (4)
23. ∀ – para todo. Por exemplo, para todo x em {2, 3, 5}, x é um número primo; em símbolos (∀x ∈ {2, 3, 5})(x ∈
P).
24. ∃ – existe. Por exemplo, existe um número primo no conjunto {2, 3, 4} (é possivel que existem mais de um).
Em símbolos, (∃x ∈ {2, 3, 4})(x ∈ P).
25. ∄ – não exists. Por exemplo, (∄x ∈ {2, 4})(3 x) (não existe x no conjunto {2, 4} tal que 3 divide x).
28. ¬P – negação da proposição P (se P é verdadeira, então ¬P é falsa; se P é falsa, então ¬P é verdadeira;
ou seja, P é verdadeira se e somente se ¬P é falsa). (Note que o livro de Iezzi usa a notação (∼ P ) para a
negação de P .)
P ∨ (Q ∧ R) ⇐⇒ (P ∨ Q) ∧ (P ∨ R) (7)
P ∧ (Q ∨ R) ⇐⇒ (P ∧ Q) ∨ (P ∧ R) (8)
31. A negação da proposição (∀x)(∃y)(∀z)(P (x, y, z)) é (∃x)(∀y)(∃z)(¬P (x, y, z)). (Observa o padrão.)
1.2 Exercícios
1. Faça a lista de todos os números primos menor ou igual 100.
2. Escreva varias definições nessa secção usando símbolos (por exemplo, A ∪ B := {x ∈ U | x ∈ A ∨ x ∈ B}).
8. Seja A, B, C conjuntos finitos. Verifique |A ∪ B| = |A| + |B| − |A ∩ B|. Ache analogamente um formula para
|A ∪ B ∪ C|.
9. Seja {an | n ∈ N} uma sequência de números reais (por exemplo, 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, . . . , 1/2n , . . . é uma
sequência). Dizemos que a sequência possui limite a se para todo ϵ ∈ R+ existe m ∈ N tal que para todo
n > m, |an − a| < ϵ. (Notação: |an − a| é o valor absoluto de an − a.) Escreva essa definição em símbolos.
Analogamente escreva a definição negativa (a definição para dizer que a não é o limite da sequência).
11. Considere a afirmação: Se o triângulo △ABC é equilátero, então todos os ângulos dele são iguais. Escreva a
inversa, a recíproca e a contrapositiva da afirmação?
13. Dado proposições P e Q verdadeiras, e uma proposição R falsa, determine se as seguintes proposições são
verdadeiras (V) ou falsas (F) . (Use as tabelas de verdade.)
(a) (P ∨ R) ⇐⇒ Q
(b) P =⇒ (Q =⇒ R)
2 Relações e funções
2.1 Resumo
1. Seja A, B conjuntos (podem ser vazios). Uma relação R de A a B é um subconjunto de A × B. Então uma
relação é um conjunto de pares (a, b) ordenados tais que a ∈ A, b ∈ B. O subconjunto vazio também é uma
relação. Note que R não necessariamente contem todos os pares ordenados. Se (a, b) ∈ R dizemos que a é
relacionado a b, e escrevemos aRb. Se a não é relacionado a b, escrevemos a Rb.
2. Seja R uma relação de A a B. Definimos o domínio da relação por Dom(R) := {a ∈ A | ∃b ∈ B, (a, b) ∈ R}.
Definimos imagem da relação R por Im(R) := {b ∈ B | ∃a ∈ A, (a, b) ∈ R}.
4. Uma função f de A a B é uma relação f de A a B tal que para todo a ∈ A existe único b ∈ B tal que
(a, b) ∈ f (em símbolos escrevemos (∀a ∈ A)(∃!b ∈ B)((a, b) ∈ f ) - onde usamos o símbolo ∃! para dizer
“existe único”). Escrevemos funções usando a notação f : A → B. Denotamos f (a) = b se (a, b) ∈ f .
2 RELAÇÕES E FUNÇÕES 6
5. Uma função f : A → B é sobrejetiva (ou é uma sobrejeção) se para todo b ∈ B existe a ∈ A tal que f (a) = b.
A função f é injetiva (ou é uma injeção) se f (a) = f (b) =⇒ a = b (imagens de elementos distintos são
distintas). Se a função f é sobrejetiva e injetiva, dizemos que f é bijetiva (ou é uma bijeção). Se a função f
é bijetiva, então a relação inversa é chamada a função inversa de f (denotado por f −1 ).
7. Se uma relação é reflexiva, simetria e transitiva, dizemos que a relação é uma relação de equivalência. Seja ∼
uma relação de equivalência no conjunto A (escrevemos a ∼ b se a é relacionado a b). A relação particiona A
em blocos tais que a ∼ b se e somente se a, b pertencem a um mesmo bloco. Isso significa que A é particionado
em subconjuntos não vazios dois a dois disjuntos tais que a união deles é o conjunto A, e existem relações
somente entre elementos na mesma parte da partição, e na mesma parte da partição todos os elementos são
relacionados a todos. Por exemplo, vamos definir a relação em Z por: a ∼ b se e somente se a − b é par.
Formalmente, uma partição do conjunto A é um conjunto P que satisfaz as seguintes propriedades
(a) se X ∈ P então X ̸= ∅;
(b) se X, Y ∈ P, X ̸= Y , então X ∩ Y = ∅;
(c) ∪X∈P X = A (isso é a união de todos os conjuntos em P).
Se ∼ é uma relação de equivalência em A, então existe uma partição P de A tal que a ∼ b se e somente se
existe X ∈ P tal que a, b ∈ X.
2.2 Exercícios
1. Verifique que a função inversa de f não é definida (ou seja a relação inversa não é uma função) se f não é
sobrejetiva ou não é injetiva.
5. Qual é o número de relações de ∅ a A, onde A é um conjunto não vazio? Quantos são funções?
6. Qual é o número de relações de A a ∅, onde A é um conjunto não vazio? Quantos são funções?
7. Calcule o número de funções de A a B, onde |A| = m, |B| = k. Será que a formula é verdadeira se pelo
menos um dos conjuntos é vazio?
9. Verifique que a relação em Z no exemplo do item (7) é uma relação de equivalência. Quais são as partições
de Z geradas pela essa relação.
11. Exemplos de relações para todas as combinações das propriedades de reflexividade, simetria, transitividade.
Note que temos 8 combinações (porque?). Por exemplo, uma relação não reflexiva, não simétrica, não
transitiva é uma possibilidade.
12. Seja M2 o conjunto de todas as matrizes 2 × 2 com entradas números reais. Definimos uma relação em M2
por: A ∼ B se e somente se existe uma matriz S ∈ M2 tal que B = SAS −1 . Será que a relação ∼ é uma
equivalência? Se ∼ é uma equivalência, quais são os classes de equivalência (a partição de M2 ). Se ∼ não é
uma equivalência, qual condições na definição de equivalência não são satisfeitas?
14. Capítulos IV, V Iezzi et al. Matemática Elementar, Vol. 1 (Edição 9, 2013). Leia os capítulos em detalhes
e resolva vários exercícios. O sumário acima deve ser suficiente para resolver todos os exercícios. É abso-
lutamente importante (em outras disciplinas também) fazer gráficos das funções de R a R. O livro mostra
bastante gráficos em todos os capítulos.
8. Associatividade de multiplicação: (∀a, b, c ∈ N)((ab)c = a(bc)). Então podemos escrever abc := (ab)c = a(bc).
10. 00 := 1.
17. As vezes eu uso o simbolo :=, e em outros formulas uso =. O que é a diferença? Usamos := nas definições
- para definir uma expressão ou um objeto na esquerda pela expressão na direita. Quando escrevemos “uma
expressão = outra expressão”, isso é uma afirmação que as duas expressões são iguais. Por exemplo, nos
itens 10, 11, 12, temos a definição de ab . Nos itens 13, 14, temos afirmações que podemos provar usando as
definições em 10, 11, 12.
4. Inversa de adição: (∀a ∈ Z)(∃b ∈ Z)(a + b = 0). Dizemos que b é a inversa de adição, e denotamos a inversa
de a por −a, e x+(−y) por x−y. A inversa de 0 é 0. Os números em N\{0} são chamados números positivos.
As inversas dos números positivos são chamados números negativos. Escrevemos Z− := {. . . , −3, −2, −1} e
Z+ := {1, 2, 3, . . .}.
9. Associatividade de multiplicação: (∀a, b, c ∈ Z)((ab)c = a(bc)). Então podemos escrever abc := (ab)c = a(bc).
(a) Se a, b, c ∈ Z e a + c = b + c, então a = b.
(b) Se a, b, c ∈ Z, c ̸= 0 e ac = bc, então a = b.
17. Note que ab é definido em números inteiros para b ≥ 0, mas a pode ser negativo.
18. A relação de ordem: Seja a, b ∈ Z. Escrevemos a ≤ b ou b ≥ a se existe um número natural k tal que
a + k = b. Se a ≤ b e a ̸= b, escrevemos a < b ou b > a. A relação satisfaz as seguintes propriedades.
19. Os números . . . , −6, −4, −2, 0, 2, 4, 6, . . . (os números da forma 2k, onde k é inteiro) são os números pares, e
os números . . . , −5, −3, −1, 3, 5, . . . (os núemros da forma 2k + 1, onde k é inteiro) são números impares.
3 NÚMEROS NATURAIS E NÚMEROS INTEIROS 9
20. Seja a, d ∈ Z. Dizemos que d divide a ou a é divisível por d (escrevemos d a) se a é múltiplo de d, ou seja
existe k ∈ Z tal que dk = a. Por exemplo, 0 0. (Isso não disse que 00 é definido, só disse que existe k tal
que 0k = 0 (por exemplo, k = 13).)
21. Seja a, b, d ∈ Z, d > 0. Dizemos a é congruente a b módulo d (escrevemos a ≡ b (mod d)) se d divide a − b.
Por exemplo, −5 ≡ 3 (mod 4).
3.3 Exercícios
1. Prove a propriedade 14 ao usar outras propriedades anteriores.
4. Qual propriedades ou conceitos acima são verdadeiras ou definidos para os números inteiros, racionais, reais,
complexos?
9. Ache um fórmula para calcular 1 + 3 + · · · + (2n − 1) pela uma manipulação do formula (9). Verifique o seu
fórmula usando a serie aritmética. Será que possível usar a mesma ideia para calcular 12 + 32 + · · · + (2n − 1)2 .
12. Ache infinitos de triplos (a, b, c) de números naturais tais que a2 + b2 = c2 . Esses triplos são chamados triplos
Pitagóricos.
13. Se am = an , será que isso implica que m = n? Ou existem alguns exemplos contrários?
c c
14. No item 15, eu disse que em geral (ab )c ̸= a(b ) . Em outras palavras, (ab )c = a(b ) não é verdadeira para todo
c
a, b, c ∈ N. Será que existem alguns a, b, c ∈ N para que (ab )c = a(b ) ? Ache alguns exemplos se existem.
15. Em geral qual é maior ab ou ab ? Será que existem alguns exemplos de a, b tais que ab = ab ?
c
16. Ao usar a conclusão da questão acima, analise qual é maior em geral, ab ou (ab )c ?
18. Seja k > 2. Será que o conjunto {n ∈ N | 1000000n2 > nk } é finito. Analise o caso n ∈ Z.
19. Seja a, b > 0, a < b. Será que o conjunto {n ∈ N | 1000000na > nb } é finito. Analise o caso n ∈ Z.
20. A população de uma cidade é 50000 em 2020. A população dobra a cada 25 anos. Qual será a população em
2120?
22. Prove que todo inteiro é congruente a 0, 1 ou 2 módulo 3. Seja d > 0. Prove que todo inteiro é congruente a
0, 1, . . . ou (d − 1) módulo d.
23. Seja d > 0, k > 0. Suponha que a ≡ b (mod d) e x ≡ y (mod d). Prove que
b ≡ a (mod d)
(a + x) ≡ (b + y) (mod d)
ax ≡ by (mod d)
ak ≡ bk (mod d)
24. Seja k, k + 1, k + 2 tres números consecutivos. Prove que exatamente um dos números é múltiplo de 3.
25. Determinar verdadeira (V) ou falsa (F) . Se falsa, ache um exemplo contrario ou (melhor) ache todos os
exemplos contrários. Analise em N e em Z.
4.1 Exercícios
0 1
1. Seja M = .
1 1
Fn Fn+1
(a) Prove que M n+1 = , onde Fn é o n-ésimo número de Fibonacci.
Fn+1 Fn+2
(b) Prove que Fn Fn+2 −Fn+1
2 = (−1)n+1 . (Observe que det(M n+1 ) = (det(M ))n+1 . Ou prove por indução.)
(c) Prove que Fm+n = Fm Fn + Fm−1 Fn−1 . (Use a identidade M m+n+2 = M m+1 M n+1 .)
7 n
3. Prove que Fn < para todo n ≥ 0. (Use o segundo princípio de indução.)
4
5.1 Resumo
1. Em inteiros nós não podemos resolver a equação 3x = −5. O conjunto de números racionais é uma extensão
do conjunto de números inteiros para permitir divisão de inteiros. Formalmente, definimos Q := {(a, b) | a, b ∈
Z, b ̸= 0}, e definimos adição por (a, b) + (c, d) := (ad + bc, bd) e definimos multiplicação por (a, b) × (c, d) :=
(ac, bd). Identificamos o inteiro m com a par (m, 1), e definimos que as pares (a, b) e (c, d) de inteiros, onde
b ̸= 0, d ̸= 0, são equivalentes se ad = bc (para que tenhamos a propriedade familiar 2/3 = 4/6 = 6/9 = · · · ).
Convenientemente, denotamos a par (a, b) por a/b ou ab , e a par (a, 1) por a, para não distinguir a fração a/1
ou a par (a, 1) e o inteiro a.
2. Obtemos
√ R (os números reais) pela uma extensão dos números racionais para incluir números irracionais
como 2, π etc. que não podem ser expressados como frações de inteiros.
3. Os conjuntos dos números naturais, inteiros, racionais, reais são totalmente ordenados, isso é, para qualquer
números a, b, c, temos que
(a) exatamente uma das relações é valida: a < b ou a = b ou a > b (equivalentemente, b < a);
(b) se a ≤ b e b ≤ c, então a ≤ c (transitividade)
4. Obtemos C (os números complexos) pela uam extensão dos números reais para incluir raízes dos polinômios
como x2 = −1. Denotamos elementos de C por a + bi onde a, b são números reais. Dizemos que a é a parte
real do número a + bi e e b é a parte imaginária do número a + bi. O conjunto dos números complexos
não é ordenado. Um número real (ou racional ou inteiro) a pode ser denotado por a + 0i como um número
complexo. O número a − bi é chamado o conjugado do número a + bi. Denotamos o conjugado do número z
por z.
5. Temos que N ⊆ Z ⊆ Q ⊆ R ⊆ C.
(a) i2 = −1.
(b) Seja a, b, c, d ∈ R. Então (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i.
(c) Seja a, b, c, d ∈ R. Então (a + bi)(c + di) = (ac − bd) + (bc + ad)i. (Lembre se que i2 = −1.)
(d) (Também em Q, R.) Seja b ̸= 0, d ̸= 0. Então
a c ad + bc
+ = .
b d bd
5 NÚMEROS RACIONAIS, NÚMEROS REAIS E NÚMEROS COMPLEXOS 12
8. Seja z := a + ib ∈ C. Denotamos a parte real de z por R(z) := a e a parte imaginária de z por I(z) = b.
Leia na Wikipédia os tópicos: número natural, número inteiro, número racional, número real,
número complexo
5.2 Exercícios
1. Exercícios do livro de Lang (1971) Basic Mathematics, Capítulo 1, páginas 48–50, exercícios 1–5. Para
resolver estes exercícios, você não precisa ler em inglês. Exercício 1: Resolva para x em números racionais.
Exercício 2: Prove as identidades (a)–(d). Exercício 3: Prove as relações (a)–(d). Exercício 4: Prove as
relações. Em 4(c), seja x = ... e y = ...,
(a) z1 = z2 ⇐⇒ z1 = z2 .
(b) z = z.
(c) z + z = 2 R(z).
(d) z − z = 2 I(z).
(e) z1 + z2 = z1 + z2 .
(f) z1 z2 = z1 z2 .
(g) Seja P (z) = a0 + a1 z + · · · + an z n . Então P (z) = a0 + a1 z + · · · + an z n .
6.1 Resumo
1. Polinômios: Os polinômios são expressões formais em x e números (coeficientes). Em símbolos, escrevemos
polinômios na seguinte forma:
an xn + an−1 xn−1 + · · · + a0
onde an , an−1 , . . . , a0 são coeficientes (em Z ou Q ou R ou C ou algum outro conjunto). Os exponentes de
x sempre são números naturais. Se o polinômio não é 0, assumimos que an não é 0. Em outras palavras,
nós não escrevemos 0x3 + 2x2 − 1, mas equivalentemente escrevemos 2x2 − 1. No exemplo acima, o grau do
polinômio é n, e a0 é o termo constante (que pode ser 0).
(a) Z[x] – conjunto de polinômios com coeficientes em Z. Por exemplo, 2x2 + 2x + 1, 2x, 2x5 − 1, 6, 0 são
polinômios. No polinômio 5x3 + 2x + 1, 1 é o termo constante, o grau do polinômio é 3 (o exponente do
termo de máxima ordem). O grau do polinômio c (um constante não igual 0) é 0. Por exemplo, o grau
do polinômio 6 é 0. Grau do polinômio 0 é definido -1 ou −∞. (Eu prefiro −∞; veja o exercício 1.)
(b) Q[x] - o conjunto de polinômiais com coeficientes racionais. Por exemplo, (3/4)x5 +3x+1 é um polinômio
de grau 5 com coeficientes racionais.
√
(c) R[x] - o conjunto de polinômiais com coeficientes reais. Por exemplo, (3/4)x2 + 2x + 1 é um polinômio
de grau 2, ou uma quadrática, com coeficientes reais.
√ √
(d) C[x] - o conjunto de polinômiais com coeficientes complexos. Ppor exemplo, (2+i)x5 +( 2+i)x3 + 3x+1
é um polinômio de grau 5.
2. Temos as relações
Z[x] ⊆ Q[x] ⊆ R[x] ⊆ C[x]
Z ⊆ Z[x]
Q ⊆ Q[x]
R ⊆ R[x]
C ⊆ C[x]
7 ESTRUTURAS ALGEBRICAS 14
(Um número complexo c pode ser considerado como um polinômio constante em C[x]).
3. Adição de polinômios: para fazer adicão de dois polinômios p(x) e q(x), adicionamos termos de mesmo grau.
Por exemplo,
Então
p(x) + q(x) = am xm + am−1 xm−1 + · · · + an+1 xn+1 + (an + bn )xn + (an−1 + bn−1 )xn−1 + · · · + (a0 + b0 ).
4. Multiplicação de polinômios: multiplicamos todos os termos de um polinômio por termos do outro. Por
exemplo,
6.2 Exercícios
1. Seja p(x), q(x) polinômios (em Z[x] ou Q[x] ou R[x] ou C[x]). O grau de p(x) é m e o grau de q(x) é n. Qual
é o grau de p(x) + q(x)? Qual é o grau de p(x) × q(x)? (Analise também o case de p(x) = 0 ou q(x) = 0 ou
os dois 0 polinômios.)
2. Seja P (x) ∈ R[x]. Suponha que a + ib, onde a, b ∈ R, é uma raiz. Prove que a − ib é uma raiz. (Verifique
que para todo z ∈ C, P (z) = P (z), então, em particular, se P (z) = 0, então P (z) = 0.)
7 Estruturas algebricas
Ignorar para Prova 1
3. Todos os conjuntos Z, Q, R, C, Z[x], Q[x], R[x], C[x] satisfazem as seguintes propriedades algébricas.
5. Uma estrutura algébricas (M, +, ×) (um conjunto M com uma operação binária de adição e uma operação
binária de multiplicação) é chamado um anel comutativo se (M, +, ×) satisfaz as propriedades no item 3. (Se
a multiplicação não é comutativa, o anel é chamado anel não comutativa. Mas em qualquer caso, a adição
num anel é comutativo.)
6. Uma estrutura algébricas (M, +, ×) (um conjunto M com uma operação binária de adição e uma operação
binária de multiplicação) é chamado um corpo se (M, +, ×) satisfaz as propriedades no item 3 e no item 4.
7. As estruturas Q[x], R[x], C[x] são anéis mas não são corpos pois nessas estruturas não temos a definição
da inversa de multiplicação. Por isso, estendemos Q[x] para Q(x) e definimos para polinômio p(x) ̸= 0 a
inversa multiplicativa 1/p(x), e regras de adição e multiplicação como na extensão de Z para Q. Então seja
a(x), b(x), c(x), d(x) polinômios em Q[x] (ou R[x] ou C[x]) tais que b(x) ̸= 0, d(t) ̸= 0, então
7.2 Exercícios
1. Seja M2 o conjunto de matrizes 2 × 2 com entradas números reais.
2. Porque nós não definimos uma extensão de Z[x] para obter Z(x) como as outras extensões no item 7?
3. Fazer uma tabela com N, Z, Q, R, C, Z[x], Q[x], R[x], C[x], Q(x), R(x), C(x), (M2 , +, ×), (M2∗ , +, ×) nas linhas
e propriedades algébricas (propriedades das operações, existência de inversa, etc.) nas colunas, e preencher
na cada linha e coluna se a operação é definida na estrutura, se a operação satisfaz a propriedade, etc. Por
exemplo, em N a adição é definida, adição é comutativa, associativa, existe identidade de adição, não existe
inversa de adição, não existe inversa de multiplicação, (N, +, ×) não é anel, (N, +, ×) não é corpo, etc. Vou
dar algumas perguntas de verdadeira ou falsa baseadas nessa tabela.
4. Seja Z5 := {0, 1, 2, 3, 4}. Vamos definir a adição e a multiplicação modulo 5. Por exemplo, 4 + 3 = 7 ≡ 2
(mod 5), então definimos 4+3 = 2; e 4×3 = 12 ≡ 2 (mod 5), então definimos 4×3 = 2. Construa a tabela de
adição e multiplicação. Será que (Z5 , +, ×) é um anel ou um corpo? Analogamente, seja Z12 = {0, 1, . . . , 11},
e vamos definir a adição e a multiplicação modulo 12. Será que (Z12 , +, ×) é um anel ou um corpo?
2. Teorema fundamental de álgebra: todo polinômio de grau n > 0 com coeficientes complexos possui exatamente
n raízes complexas (alguns raízes podem ser iguais). Equivalentemente, todo polinômio p(z) com coeficientes
complexos de grau n > 0 possui fatoração da forma
p(z) = a(z − α1 )(z − α2 ) · · · (z − αn ).
Isso implica que p(αi ) = 0 (αi é uma raiz) para todo i = 1, 2, . . . , n.
3. Se os coeficientes são reais, então a + ib, onde a, b ∈ R, é uma raiz se e somente se a − ib é uma raiz.
√
−b ± b2 − 4ac
4. Formula de Bhaskara: As raízes da quadrática ax + bx + c são
2 . Dizemos que o discriminante
2a
do polinômio é D := b − 4ac.
2
5. Seja ax2 + bx + c ∈ R[x] uma quadrática. Seja D o discriminante. As raízes são complexos, não reais se a
discriminante D < 0; o polinômio possui uma raiz de multiplicidade 2 (raiz repetida) se e somente se D = 0
(neste caso a raiz é real); as raízes são reais e distintas se e somente se D > 0.
6. Seja α, β raízes da quadrática ax2 + bx + c. Então
b
α+β =−
a
c
αβ =
a
7. Seja p(z) := a0 +a1 z +· · ·+an z n ∈ R[z] um polinômio de grau n > 0 (um polinômio não constante). Suponha
que α + iβ é uma raiz de p(x). Então, temos que
p(α + iβ) = a0 + a1 (α + iβ) + · · · + an (α + iβ)n = 0.
Então, conjugando os dois lados da equação, temos que
p(α + iβ) = a0 + a1 (α + iβ) + · · · + an (α + iβ)n
= a0 + a1 (α + iβ) + · · · + an (α + iβ)n
= a0 + a1 (α − iβ) + · · · + an (α − iβ)n
= p(α − iβ) = 0 = 0
Isso implica que se p(α + iβ) = 0, então p(α − iβ) = 0; ou seja se α + iβ é uma raiz, então α − iβ também é
uma raiz. Nos cálculos acima, usamos as propriedades do conjugado que provamos na Seção 5.
8. Se α + iβ e α − iβ são raízes de p(x), então (x − α − iβ) e (x − α + iβ) são fatores de p(x), então a quadrática
(x − α − iβ)(x − α + iβ) = (x − α)2 + β 2 é um fator. Isso é um polinômio em R[x]. Agora pelo teorema
fundamental de álgebra (Seção 8), podemos escrever p(x) na forma
p(x) = an q1 (x)q2 (x) · · · qk (x)(x − α1 )(x − α2 ) · · · (x − αm ),
onde q1 (x), . . . , qk (x) são quadráticas em R[x] com discriminante negativo (com raízes não reais em pares
conjugados) e α1 , . . . , αm são raízes reais. Por exemplo,
√ o polinômio p(x) := x3 − 1 = (x − 1)(x2 + x + 1).
−1 ± i 3
Uma raiz de p(x) é 1, outras duas raízes são , que são conjugados.
2
9. Agora vamos ver vários exemplos de polinômios e os gráficos deles mostrando as ideias acima.
(a) p(x) := x2 − 2x − 3 com duas raízes reais (duas interseções com o eixo x).
8 POLINÔMIOS: RAÍZES E GRÁFICOS 17
(b) p(x) := x2 − 4x + 4 com duas raízes reais (mas iguais). O gráfico é tangente a o eixo x.
(c) p(x) := x2 − 4x + 6 com duas raízes não reais. O gráfico é acima do eixo x: para ver isso, o coeficiente
de x2 é positivo, e limx→∞ x2 − 4x + 6 = ∞, então x2 − 4x + 6 > 0 para todo x. (Se isso não for o caso,
o gráfico deveria interseccionar o eixo x em algum ponto, mas o polinômio não possui uma raiz real.).
(e) A cúbica p(x) := (x − 2)(x2 + 4x + 4) com todas as raízes reais. A raiz -2 é repetida. O gráfico é tangente
ao eixo x no ponto x = −2, e tem mais uma interseção x = 2.
8 POLINÔMIOS: RAÍZES E GRÁFICOS 18
(f) A cúbica p(x) := (x − 2)(x2 + 3x + 3) com duas raízes não reais. O grau é impar, então se algumas
raízes são não reais, eles formam pares conjugados, então pelo menos uma raiz é real.
(g) Polinômio quártico: p(x) := (x − 1)(x − 3)(x − 5)(x − 7) com todas as raízes reais.
(h) Polinômio quártico: p(x) := (x − 1)(x − 4)(x − 4)(x − 7) com todas as raízes reais, onde a raiz 4 é
repetida.
(i) Polinômio quártico: p(x) := (x − 0.5)(x2 − 8x + 17)(x − 7) com duas raízes reais e duas raízes não reais.
(j) Polinômio quártico: p(x) := (x − 0.5)(x2 − 8x + 17)(x − 7) + 44 com nenhumas raízes reais.
8 POLINÔMIOS: RAÍZES E GRÁFICOS 19
8.2 Exercícios
1. Será que a formula de Bhaskara é verdadeira para polinômios em C[x]? Ou é valido somente para polinômios
em R[x]?
11. Ache p ∈ R tais que uma raiz do polinômio 3x2 + 2x + p(1 − p) é positiva e a outra é negativa.
12. Seja α, β as raízes do polinômio (x − a)(x − b) + c. Quais são as raízes do polinômio (αβ − c)x2 + (α + β)x + 1?
15. Analise os padrões de raízes e os gráficos dos polinômios de grau 5. (Analise o padrão do gráfico com uma
raiz repetida 2 ou 3 ou 4 ou 5 vezes, ou uma raiz repetida duas vezes e a outra repetida 3 vezes, ou algumas
raízes não reais e algumas reais repetidas, etc.)
16. Analise o padrão do gráfico de um polinômio de grau 4 com uma raiz real repetida e outras duas raízes não
reais.
17. Seja p(x) ∈ R[x]. Prove que se α é uma raiz repetida de p(x), então α é uma raiz da primeira derivada de
p(x). O que é a sua conclusão se α é uma raiz repetida k vezes, k > 1? Porque o eixo x é um tangente ao
gráfico do polinômio se uma raiz é repetida?
18. Analise os gráficos das funções f, g : R → R, e ache o conjunto solução das inequações f (x) ≤ g(x) nos
seguintes casos. (Neste tipos de problemas, se necessário, ache uma ou duas raízes pelas tentativas x =
±1, x = ±2, etc.)
2. Capítulo 2 (Conjuntos) 13, 20, 25, 30, 31, 40, 44, 47, 54, 60, 61
4. Capítulo 4 (Relações)
5. Capítulo 5 (Funções)
• Função composta: 429 – 434, 444, 445, 448, 449, 455, 457
• Função bijetora: 462, 467
• Função inversa: 484, 486, 492, 503, 504
10 Função exponencial
O objetivo deste capítulo é definir a função exponencial (isto é, dado a ∈ R, a > 0, a ̸= 1, chamado a base,
definimos uma função f : R → R, denotado por f (x) = ax ) e estudar suas propriedades. Verifique as condições
em a,b,m,n etc. para as quais as definições e os resultados afirmados são válidos. Verifique também
se as condições em a,b,m,n, etc. são as condições mais gerais permitidas pelas definições nas quais
um determinado resultado é válido.
Definimos a função exponencial em várias etapas, de inteiros para racionais e para reais.
r √n
a a
(c) Se b ̸= 0, então . (Então, n f (x)g(x) = n f (x) n g(x) somente se f (x) ≥ 0 e g(x) ≥ 0.)
p p p
n
= √ n
b b
10 FUNÇÃO EXPONENCIAL 22
√ √
(d) ( n a)m = n am onde a ̸= 0 ou m ̸= 0.
p √ √
q
(e) n
a = pn a
(f) Se b ∈ R e n ∈ N, n > 0, então
√ √
bna = n abn se b ≥ 0
√
se b < 0.
p
b n a = − n a|b|n
√
5. Se a ∈ R, a > 0 e b = p/q ∈ Q onde p, q ∈ Z, q > 0, definimos ab = ap/q = q ap . Note que ap é definido pelo
√
item (1), e q é definido pelo item (3). Se a = 0, b = p/q, p > 0, e q > 0, definimos ap/q = 0p/q := 0, e se
a = 0 e b = 0, ab não é definido.
6. Se a ∈ R, a > 0, e b ∈ R, e b irracional: seja (bi , i = 0, 1, 2, . . .) uma sequência de números racionais
convergente a b; então definimos ab como o limite da sequência (abi , i = 0, 1, 2, . . .). Se a = 0 e b > 0,
definimos ab = 0. Para a = 0 e b = 0, ab não é definido.
7. Propriedades da potência com expoente real. Sejam a, b ∈ R, a > 0, b > 0, x, y ∈ R.
(a) ax ay = ax+y
ax
(b) y = ax−y
a
(c) (ab)x = ax bx
a x a x
(d) = x
b b
(e) (ax )y = axy
8. Dado a ∈ R, a > 0, a ̸= 1, a função f : R → R definida por f (x) = ax é chamada função exponencial com a
base a.
9. Nos seguintes gráficos, mostramos ax para 0 < a < 1 (por exemplo, a = 0.5) e para a > 1 (por exemplo,
a = 1.5).
10.1 Exercícios do livro Iezzi et al. Matemática Elementar, Vol. 2 (Edição 10, 2013)
11. Capítulos I. Problemas 15, 16, 18, 23, 32, 33, 36–44, 49(e,f,g), 52, 53, 54, 55.
13. Capítulo II, Equações. Problemas 72, 76, 82–90, 98, 99–105, 107–111.
14. Capítulo II. Inequações. Deixemos esse tópico para a última prova. Problemas 113(i,j), 114(g,h), 116,
117(l,m), 120(c), 123(e,f), 125(k,l), 129, 133.
11 Função logaritmica
O objetivo deste capítulo é definir a função logaritmica (isto é, dado um número real 0 < a ̸= 1, chamado a base
do logaritmo, definimos uma função f : R+ → R, denotado por f (x) = loga x) e estudar suas propriedades.
(a) aloga b = b
(b) loga (bc) = loga (b) + loga (c). (A propriedade generaliza quando o logaritmando é produto de quaisquer
números reais e positivos.)
(c) loga cb = loga b − loga c.
3. Nos seguintes gráficos, mostramos y = log0.5 x (à esquerda) e y = log1.5 x (à direta). Observe que a curva
y = log0.5 x é a reflexão da curve y = 0.5x na reta y = x, e analogamente, a curva y = log1.5 x é a reflexão da
curve y = 1.5x na reta y = x.
12 PERMUTAÇÕES, COMBINAÇÕES E O TEOREMA BINOMIAL 24
11.2 Exercícios
Iezzi et al. Matemática Elementar, Vol. 2 (Edição 10, 2013). Resolva os seguintes problemas.
Quando achamos solução de uma equação ou inequação, é necessário verificar que para os valores do variável no
conjunto solução, todos os termos na equação são definidos. Por exemplo, se um termo na equação é loga (x2 − 4),
então x2 − 4 não pode ser negativo, então se valores de x tais que -2 < x < 2 devem ser excluídos do conjunto
solução. Se um termo na equação é logf (x) g(x), então todo x no conjunto solução deve satisfazer g(x) > 0 e
0 < f (x) ̸= 1.
5. Capítulo III, página 75-77: problemas 177, 180, 183, 184, 187, 188, 189, 194
7. Capítulo V, Equações. Problemas 231, 233, 237, 242, 245, 248, 249, 253, 256,
8. Capítulo VI,Inequações. Deixemos esse tópico para a última prova. Problemas 325(d,e), 332(a,b),
339(d,e), 344, 345, 360.
Por exemplo, suponha que uma atividade pode ser feita em k passos, e o número de maneiras de fazer o passo
i é αi , i = 1, . . . , k. Então a atividade pode ser feita em α1 × α2 × · · · × αk maneiras.
se k > n,
n 0
:= n!
k se k ≤ n.
(n − k)!k!
12 PERMUTAÇÕES, COMBINAÇÕES E O TEOREMA BINOMIAL 25
Por exemplo, se os objetos são as 26 letras do alfabeto de inglês (ignorando a diferença entre letras maiúsculas
e minusculas), de quantas maneiras podemos formar palavras de 3 letras (sem repetir as letras numa palavra)?
Para a primeira letra temos 26 opções. Para qualquer primeira letra, temos 25 opções para a segunda letra
(pois a primeira letra não pode ser usada de novo). Para qualquer seleção de primeiras duas letras, temos
24 opções para o 3◦ lugar. No total temos 26 × 25 × 24 palavras. Note que existe uma palavra que não
contem nenhuma letra! Se k = n, temos n! arranjos sem repetição. Então a interpretação combinatória (ou
enumerativa) de n! é: o número de permutações (arranjos) de n objetos sem repetição.
Note que Pnk = 0 se k > n. Isso é claro da formula de Pnk . Isso também é claro combinatóriamente: se k > n,
não é possível construir um arranjo de k objetos distintos de um conjunto de n objetos.
6. Permutações circulares. O número de maneiras colocar n objetos num círculo é (n − 1)!. Considere o
exemplo de 3 objetos a, b, c. Vamos colocar cada permutação (temos 3! = 6 permutações) no círculo. Ob-
serva que as permutações abc, bca, cab são equivalentes quando colocamos no círculo no sentido horário.
(‘Equivalentes’ significa que uma permutação pode ser transformado à outra pela rotação.) Analogamente,
acb, cba, bac são equivalentes quando colocamos no círculo no sentido horário. Mas acb e abc não são equivalen-
tes (precisamos fazer reflexão para transformar uma para a outra). Então temos 6/3 permutações circulares.
Analogamente, se temos 4 objetos a, b, c, d, as permutações acdb, cdba, dbac e bacd são equivalentes quando
colocamos no círculo. Então no caso geral, temos n!/n permutações circulares. Se consideradas equivalentes
duas permutações que são reflexões de uma da outra, temos n!/(2n) permutações para n ≥ 2.
8. Combinações (seleções). Dado um conjunto de n objetos, de quantas maneiras podemos escolher k objetos
distintos do conjunto? Denotamos este número por Cnk .
Primeiro vamos fazer arranjos (ordem importante) de k objetos distintos do conjunto de n objetos. Temos
Pnk arranjos. Para cada seleção (combinação) de k objetos, temos k! arranjos diferentes. Então Pnk = Cnk × k!.
Então
Pnk
k n(n − 1) · · · (n − k + 1) n
Cn = = = .
k! k! k
Por isso, lemos o coeficiente binomial como “n escolhe k”.
Exemplo: Suponha que os objetos são a, b, c, d, e k = 2. Primeiro construímos todas as palavras de duas letras
(ordem importante). Temos as palavras: ab, ba, ac, ca, ad, da, bc, cb, bd, db, cd, dc (total 4 × 3 = 12 palavras).
Mas se a ordem de letras não importa, temos que considerar ab equivalente a ba (ab ∼ ba, ignorando a ordem),
ac ∼ ca, . . .. Então temos 12/6 grupos de palavras equivalentes, e cada grupo contem 2! = 2 palavras. Então,
o número de combinações (ou seleções) de duas letras distintas de 4 letras é 4 × 3/2 = 6. A idea pode ser
generalizada para qualquer k e n.
12.2 Exercícios
1. Seja A, B, C conjuntos finitos. Prove que
2. Qual é o número de sequências binárias de n dígitos? Quantas sequências contêm exatamente k zeros?
Quantas sequências de 8 dígitos não contêm igual número de 0s e 1s?
3. Um restaurante serve 3 tipos de entradas, 2 tipos de pratos principais e 2 sobremesas. De quantas maneiras
você pode pedir sua refeição? De quantas maneiras você pode pedir sua refeição de dois pratos, incluindo
um prato principal?
4. Qual é o numero de números inteiros com 3 algarismos? Qual é o numero de números pares com 3 algarismos?
6. Prove o teorema binomial algebricamente. Se necessário, use o método de indução e a identidade de Pascal.
Prove o teorema combinatóriamente. Por exemplo, se abrimos todos os parenteses no produto
(x + y)(x + y) · · · (x + y), obtemos quantos termos de xk y n−k ?
| {z }
n vezes
7. Prove as identidades binomiais algebricamente e (se possível) combinatóriamente. Para provar as identidades
algebricamente, use as formulas para Pnk e nk , e o método de indução.
Para provar as identidades combinatóriamente, ache uma demonstração enumerativa. Por exemplo, para
provar a primeira identidade, podemos dizer que escolher k objetos de n objetos é equivalente a não escolher
n − k objetos de n objetos. Em outras palavras, dado um conjunto S de n elementos, seja Fk a família
de subconjuntos
de S de k elementos, e Fn−k a família de subconjuntos de S de n − k elementos. É claro
que |Fk | = nk e |Fn−k | = n−kn
. Agora o mapa f : Fk → Fn−k definido por f (A) = S \ A é uma bijeção.
(Verifique.) Então as famílias Fk e Fn−k contem o mesmo número de elementos. Isso é uma demonstração
combinatória ou enumerativa, sem cálculos algébricos.
8. Dados n pontos no plano em posição geral (que significa que não existem 3 pontos colineares). Quantas retas
no plano passam por pelo menos 2 pontos?
10. Quantos caminhos existem de (0, 0) a (m, n) tais que cada passo de um caminho é uma unidade para a direita
ou uma unidade para acima?
11. Capítulo 1: Problemas 6, 7, 8, 10, 11, 13, 14, 15, 16, 20, 22.
Problemas de T7, T8
13. De quantos modos 8 pessoas podem ser dividas em 4 duplas? Solução: 105.
14. De quantos modos podemos formar uma roda com 4 meninos e 6 meninas de modo que os meninos fiquem
dois a dois separados? Solução: 43200.
15. Quantos são os números naturais de 7 algarismos nos quais o algarismo 0 figura exatamente 2 vezes e o
algarismo 1 exatamente 3 vezes? Solução: 9600.
(a) Postulado 1: Dados dois pontos distintos, há um único segmento de reta que os une;
(b) Postulado 2: Um segmento de reta pode ser prolongado indefinidamente para construir uma reta;
(c) Postulado 3: Dados um ponto qualquer e uma distância qualquer, pode-se construir uma circunferência
de centro naquele ponto e com raio igual à distância dada;
(d) Postulado 4: Todos os ângulos retos são congruentes;
(e) Postulado 5: Se duas retas intersectam uma terceira reta de tal forma que a soma dos ângulos internos
em um lado é menor que dois ângulos retos, então as duas retas devem se intersectar neste lado se
forem estendidas indefinidamente. (Também chamado Postulado de Euclides ou Postulado das
Paralelas.) Por exemplo, no seguinte desenho α + β < 180◦ , então as retas interseccionam no lado dos
ângulos. Se α + β > 180◦ , as retas interseccionam no outro lado dos ângulos. Se α + β = 180◦ , as retas
não interseccionam (são paralelas).
3. Medida em radianos de um ângulo: na seguinte figura o ângulo θ em radianos é dado por s/r.
14 Geometria 2 - triângulos
14.1 Resumo
Usaremos a seguinte convenção: no triângulo ABC, denotaremos comprimento do lado AB por c (escrevemos
AB = c), AC = b e BC = a. Também, se não tiver ambiguidade, denotaremos os ângulos por ∠A, ∠B, ∠C. A
seguir estão algumas definições e propriedades de triângulos.
1. Soma de ângulos de um triângulo é 180◦ = π radianos.
2. O teorema de ângulo externo. Dado ∆ABC, e D um ponto na reta BC tal que C é entre B e D. Então
∠ACD = ∠ABC + ∠BAC. (A soma de ângulos internos é igual o ângulo externo.)
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 29
3. Desigualidade triangular. Seja ∆ABC um triângulo. Então a + b > c, a + c > b, b + c > a. Também,
dados a, b, c > 0 tais que a + b > c, a + c > b, b + c > a, existe um triângulo com lados a, b, c.
5. Triângulo isósceles. Pelo menos dois lados iguais. Um triângulo é isósceles se e somente se dois ângulos
do triângulo são iguais.
6. Triângulo equilátero. Todos os lados iguais. Um triângulo é equilátero se e somente se ele é equiangular
(todos os ângulos iguais).
8. Teorema de Pitágoras. Se ∆ABC é um triângulo retângulo com hipotenusa (o maior lado) AC, e catetos
(os menor lados) AB e BC, então AC 2 = AB 2 + BC 2 .
9. Semelhança de triângulos. Os triângulos ABC e DEF são semelhantes se existe uma bijeção f : {A, B, C} →
{D, E, F } tal que
AB BC AC
= = .
f (A)f (B) f (B)f (C) f (C)f (C)
Em geral quando escrevemos ∆ABC ∼ ∆DEF , assumimos que a correspondência é A → D, B → E, C → F .
Temos que: ∆ABC ∼ ∆DEF se e somente se ∠A = ∠D, ∠B = ∠E, ∠C = ∠F . Note que nessas relações a
ordem de lados e de ângulos é importante. É possível que os triângulos satisfazem essas relações para uma
outra ordem. Para provar a semelhança, é suficiente achar uma ordem de vértices que mostra as relações.
10. Congruência de triângulos. Os triângulos ABC e DEF são congruentes, denotado por ∆ABC ∼ = ∆DEF ,
se existe uma bijeção f : {A, B, C} → {D, E, F } tal que AB = f (A)f (B), BC = f (B)f (C), AC = f (A)f (C).
Como no caso de semelhança, quando escrevemos ∆ABC ∼ = ∆DEF , assumimos que a correspondência é
A → D, B → E, C → F , ou AB = DE, BC = EF, AC = DF . As seguintes condições são suficientes para
congruência de triângulos:
(a) LLL - lado-lado-lado. A definição acima - dois triângulos são congruentes se os lados correspondentes
são iguais.
(b) LAL - lado-ângulo-lado. ∆ABC = ∼ ∆DEF se e somente se AB = DE, ∠B = ∠E, BC = EF .
(c) ALA - ângulo-lado-ângulo. ∆ABC ∼
= ∆DEF se e somente se ∠A = ∠D, AB = DE, ∠B = ∠E.
11. Mediana. Uma mediana de um triângulo é um segmento de um vértice do triângulo ao ponto médio do
lado oposto. As três medianas de um triângulo são concorrentes, e a interseção é chamado o centroide do
triângulo. O centroide divide cada mediana na proporção 2 : 1. No seguinte desenho, AO : OE = BO :
OF = CO : OD = 2 : 1.
12. Altura. Uma altura de um triângulo é um segmento de um vértice do triângulo à reta oposta tal que o
segmento é perpendicular à reta. As três alturas de um triângulo são concorrentes.
13. Bissetriz de um ângulo. A reta que divide um ângulo em duas partes iguais. As três bissetrizes angulares
de um triângulo são concorrentes. A intersecção de bissetrizes dos ângulos de um triângulo é o incentro do
triângulo (o centro da circunferência inscrita).
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 30
14. Mediatriz de um segmento. A reta que divide um segmento em duas partes iguais e que é perpendicular
ao segmento. As três mediatrizes de lados de um triângulo são concorrentes. A intersecção de mediatrizes de
lados de um triângulo é o circuncentro do triângulo (o centro da circunferência que passa pelos vértices do
triângulo).
15. Seja ABC um triângulo retângulo com a hipotenusa AB. Seja CD a altura de C ao lado AB. Então ∆ABC,
∆ACD e ∆CBD são semelhantes. (Construa um desenho e prove o resultado.)
16. Seja ABC um triângulo retângulo com a hipotenusa AB. Seja CE a mediana de C ao lado AB. Então
∆AEC e ∆BEC são isósceles e EA = EB = EC. (Construa um desenho e prove o resultado.)
17. A área de ∆ABC é AB · CD/2 onde CD é a altura de C ao lado AB. (A área de um retângulo ABCD é
igual base AB · BC. Usando isso, prove as formulas de área para paralelogramos e triângulos.)
18. Dado ∆ABC, e pontos D e E nos lados AB e CB, respetivamente, tais que DE é paralela a AC. Então
∆ABC ∼ ∆DBE.
14.2 Exercícios
1. No retângulo ABCD, suponha que AD = 1, e os√segmentos DP e DB dividem ∠ADC em ângulos iguais.
4 3
Calcule o perímetro de ∆BDP . Solução: 2 + .
3
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 31
3. No seguinte desenho, BD = 8 e CE = 12. Calcule a área de ∆ABC. Solução: 64. (Use os resultados no
item 11.)
5. Calcule a mínima altura no triângulo com lados 15, 20, e 25. Solução: 12.
area(∆DEF )
7. No seguinte desenho, ∆ABC e ∆DEF são triângulos equiláteros. Calcule . Solução: 1/3.
area(∆ABC)
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 32
8. No seguinte desenho, ∆ABC é um triângulo retângulo. Suponha que AC = 15, DB = 16. Calcule
area(∆ABC). Solução: 150.
10. Num triângulo retângulo ABC, ∠C = 90◦ . Pontos M e N são pontos médios dos lados AC e BC, respeti-
vamente. Suponha que AN = 19 e BM = 22. Calcule AB. Solução: 26.
11. Ponto D é no lado BC de ∆ABC. Suponha que AB = 3, AC = 6, e ∠CAD = ∠DAB = 60◦ . Calcule AD.
Solução: 2.
12. No triângulo ABC, AC = CD and ∠CAB = ∠ABC = 30◦ . Calcule ∠BAD. Solução: 15◦ .
13. Seja ABC um triângulo isosceles com BC = AC e ∠ACB = 40◦ . No desenho, BC é um diâmetro da
circunferência. Seja F a interseção de BD e EC. Calcule ∠BF C.
(A) 90 (B) 100 (C) 105 (D) 110 (E) 120
Solução: (D) 110◦
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 33
14. Os lados dos triângulos t1 , t2 , t3 no desenho são paralelos aos lados do triângulo ABC. As áreas dos triângulos
t1 , t2 , t3 são 4, 9, 49, respetivamente. Calcule a área do triângulo ABC. Solução: 144.
15. No seguinte desenho, ABCD é um retângulo com AB = 3 e BC = 11, e AECF é um retângulo com AF = 7
e F C = 9. Calcule a área da região sombreada. Solução: 105/4.
16. No seguinte desenho, ABCD, F GHJ e KLM N são√quadrados, e E é o ponto médio de AD. A área de
KLM N é 99. Calcule a área de F GHJ. Solução: 7 11.
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 34
18. No seguinte desenho, suponha que ∠C = 90◦ , AD = DB = 10, AC = 12, e DE é perpendicular a AB. Então
a área do quadrilátero ADEC é Solução: 58.5
20. Dado ∆(P QR). Segmento RS é bissetriz do ângulo R. O ângulo n é ângulo reto. Prove que ∠m =
(∠p + ∠q)/2.
14 GEOMETRIA 2 - TRIÂNGULOS 35
21. No seguinte desenho, AB = AC, AD = AE, ∠BAD = 30◦ . Calcule o ângulo X. Solução: 15.
22. ∆ABC é um triângulo retângulo com ∠C = 90◦ . Suponha que BC = 5, AC = 12, AM = x, e N é um ponto
no lado AB, e N M é perpendicular a AC, e N P é perpendicular a BC. Suponha que M N + N P = y. Prove
que y = (144 − 7x)/12.
23. Prove o teorema de Pitágoras utilizando o seguinte desenho: prove que as áreas azuis são iguais e as áreas
rosadas são iguais.
25. Prove o teorema de Pitágoras utilizando o seguinte desenho. (Use semelhança de triângulos.)
26. Prove que a intersecção de bissetrizes dos ângulos de um triângulo é o incentro (o centro da circunferência
inscrita).
28. Resolva exercícios dos capítulos 3 e 4 do livro: Paulo Antônio Fonseca Machado (2012) Fundamentos de
Geometria Plana e de Construções Geométricas
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15 Geometria 3 - circunferências
15.1 Resumo
1. Dado um ponto O no plano e um número real r > 0, a circunferência de raio r e centro O, denotado por
C(O, r), é o conjunto de pontos do plano cuja distância de O é r.
2. Uma tangente da circunferência é uma reta com exatamente um ponto de interseção com a circunferência.
Uma reta é um secante de uma circunferência quando elas se interceptam em dois pontos distintos.
3. Seja C(O, r) uma circunferência. Qualquer dois pontos na circunferência determinam dois arcos (um maior
arco e um menor arco, ou dois arcos iguais). Seja A, B, C pontos distintos na circunferência. Denotamos por
d o menor arco entre pontos A e B. Se os arcos são iguais ou para distinguir os dois arcos, denotamos o
AB
arco usando um ponto no arco, por exemplo, ACB.\ A medida do arco ACB \ é a medida do ângulo AOB
cujo interior contem o ponto C. Denotamos a medida por m(AB) ou m(ACB).
d \
4. Seja C(O, r) uma circunferência. A área da circunferência é πr2 , e o perímetro da circunferência é 2πr. Se A
e B são pontos na circunferência, a área do setor definido pelo AB
d (isto é, a região definida pelo arco AB,
d e
2
πr · m(AB)
d 2πr · m(AB)
d
segmentos OA e OB) é . O comprimento do arco é d Nestas formulas,
= r · m(AB).
2π 2π
d deve ser em radianos.
m(AB)
15 GEOMETRIA 3 - CIRCUNFERÊNCIAS 37
5. Um ângulo central numa circunferência é um ângulo com vértice no centro da circunferência. (Por exemplo,
se O é o centro, e A e B são pontos na circunferência, então ∠AOB é um ângulo central.)
6. O seguinte desenho mostra um ângulo inscrito (vértice do ângulo na circunferência) (primeira figura), um
ângulo secante interno (vértice do ângulo no interior) (segunda figura), e um ângulo secante externo (vértice
do ângulo no exterior) (terceira figura).
7. Uma secante perpendicular a uma corda de uma circunferência passa pelo centro se e somente se a secante é
a mediatriz da corda. (Faça um desenho para visualizar.)
(a) Existem exatamente duas retas que passam pelo ponto P que são tangentes à circunferência.
(b) Os segmentos determinados pelo ponto P e os pontos da tangência são congruentes.
(c) A reta OP é a bissetriz do ângulo determinado pelos tangentes cujo interior contem o ponto O.
10. O teorema de ângulo central. No seguinte desenho, θ = 2α. (Prove o resultado nos dois casos no seguinte
desenho.)
11. Ângulo numa semicircunferência. Um ângulo de um triângulo inscrito numa circunferência é ângulo reto
se e somente se o lado oposto é um diâmetro. (Prove o resultado.)
12. Potência de um ponto. Se duas retas passam por um ponto P e interceptam uma circunferência em
pontos A, B e C, D, respetivamente, então P A · P B = P C · P D. Prove o resultado nos casos de ponto P no
interior e no exterior (como nos seguintes desenhos). Para provar o resultado, descubra semelhança de alguns
triângulos.
15 GEOMETRIA 3 - CIRCUNFERÊNCIAS 39
13. O teorema de tangente e secante. No seguinte desenho, AC 2 = BC · P C. (Para provar o resultado, pri-
meiro prove que ∆ABC ∼ ∆P AC. Ou verifique que o resultado é um caso particular do teorema de potência
de um ponto quando uma das retas que passam pelo ponto (no exterior) é tangencial à circunferência.)
15.2 Exercícios
1. No seguinte desenho, os centros das circunferências são colineares. Calcule a proporção da área sombreada à
área não sombreada. Solução: a/b.
15 GEOMETRIA 3 - CIRCUNFERÊNCIAS 40
2. No seguinte desenho, AB = AC, e os tangentes nos pontos B e C interceptam em D. Suponha que ∠ABC =
∠ACB = 2∠BDC. Calcule ∠BAC em radianos. Solução: 3π/7.
√
3. As cordas no seguinte desenho são paralelas. Calcule a. Solução: 2 46.
√
6 3−π
9. O diâmetro da menor semi circunferência é 1. Calcule a área da região sombreada. Solução: .
24
11. No seguinte desenho, os diametros AB e CD são perpendiculares, e AM é qualquer uma corda que intercepta
CD no ponto P . Prove que AP × AM = AO × AB.
12. No seguinte desenho, O é o centro da circunferência, CE = DE, e o arco AB é 1/4 da circunferência. Prove
que area(∆CED) : area(∆AOB) = 2 : 1
14. No seguinte desenho, O é o centro da circunferência e BC é igual o raio da circunferência. Ache a relação
entre os ângulos x e y? Solução: x = 3y.
√
15. Calcule r no seguinte desenho. Solução: 1 + 2
16. No seguinte desenho, o raio da maior circunferência é 13, e o raio das menor circunferências é 5. Calcule a
distância AB. Solução: 65/4
√
17. Calcule a área do triângulo ABC. Solução: 16 2.
16 TRIGONOMÉTRIA 44
18. No seguinte desenho, o diametro EB é paralelo a CD, e AB é paralelo a ED. ∠AEB : ∠ABE = 4 : 5.
Calcule ∠BCD. Solução: 130◦ .
19. No seguinte desenho, A é o centro da circunferência, AB = 86, AC = 97, e BX e CX são inteiros. Calcule
BC. Solução: 61.
16 Trigonométria
16.1 Resumo
1. Seja P := (x, y) um ponto na circunferência x2 + y 2 = r2 de raio r > 0. Seja Q := (r, 0). Denotamos por θ
o ângulo QOP , onde O é a origem e medimos o ângulo θ no sentido anti-horário a partir do sentido positivo
16 TRIGONOMÉTRIA 45
do eixo x. Definimos
y
sen θ :=
r
x
cos θ :=
r
x
tan θ :=
y
Temos a relação sen2 θ + cos2 θ = 1.
A seguinte figura mostra a convenção de sinais de ângulos. Note que sen(α) = − sen(2π − α) = sen(−β) e
cos(α) = cos(2π − α) = cos(−β). Também sen(−α) = − sen(α) e cos(−α) = cos(α).
2. Gráficos de sen(x), cos(x), tan(x). Observa a periodicidade. O período de uma função f : R → R é o mínimo
número real positivo T (se existe) tal que f (x) = f (x + kT ) para todo k ∈ Z.
16 TRIGONOMÉTRIA 46
3. Definimos uma série ou série infinita, a partir de uma sequência an a soma infinita
∞
X
an := a0 + a1 + a2 + · · · .
n=0
S0 = a0
S1 = a0 + a1
S2 = a0 + a1 + a2
...
k=n
X
Sn = ak
k=0
...
Dizemos que a série é convergente a S se a sequência das somas parciais é convergente a S (possui um limite
S), isto é,
lim Sn = S.
n→∞
4. Seja x ∈ R.
1
= 1 + x + x2 + · · · convergente para |x| < 1
1−x
x3 x5
sen(x) = x − + − ··· convergente para todo x (em radianos)
3! 5!
x2 x4
cos(x) = 1 − + − ··· convergente para todo x (em radianos)
2! 4!
x x2 x3
ex = 1 + + + + ··· convergente para todo x
1! 2! 3!
∞
X xn
ln(1 + x) = (−1)n+1 convergente para − 1 < x ≤ 1
n
n=1
7. As regras de sen e cosen: Seja ABC um triângulo de lados a, b, c e ângulos A, B, C (onde o lado a é oposto
a o ângulo A, ...). Então temos que
a2 = b2 + c2 − 2bc cos(A),
sen(A) sen(B) sen(C)
= = .
a b c
16 TRIGONOMÉTRIA 47
16.2 Exercícios
1. Escreva as séries em item 4 usando a notação de (como na série de logaritmo).
P
√
2. Escreva a série de eix (onde i = −1). Verifique que as séries de sen(x), cos(x), exp(ix) satisfazem a formula
de Euler.
3. Use as séries de sen(x) e cos(x) para calcular sen(30◦ ), cos(30◦ ), sen(15◦ ), cos(15◦ ). Por exemplo, você pode
usar alguns termos (5 ou 6 ou 7) das séries para calcular (usando a calculadora) uma aproximação. Comparar
com os valores obtidos pelas funções sen, cos na calculadora. (Note que as séries são definidos para x em
radianos.)
4. Use a formula de Euler para obter as formulas no item 6. (Observa que e2iθ = (eiθ )2 .)
5. Usando as definições geométricas das funções trigonométricas e algumas propriedades de triângulos, o teorema
de Pitágoras, calcule sen, cos, tan de 30◦ , 45◦ , 60◦ , 90◦ , . . . , 360◦ .
6. Prove as seguintes relações a partir das definições geométricas das funções trigonométricas e o teorema de
Pitágoras:
sen(π/2 − θ) = cos(θ)
cos(π/2 − θ) = sen(θ)
Ache outras formulas analogamente (por exemplo, para sen ou cos de π/2 + θ, π − θ, π + θ, . . .).
7. Calcule sen2 x, cos2 x usando as séries de sen(x), cos(x), respetivamente. Verifique a relação sen2 x+cos2 x = 1.
10. Num triângulo ABC, dado AB = 1, AC = 2 e a mediana de A ao lado BC é igual BC. Calcule BC.
11. Ache formulas para calcular sen(3θ) e cos(3θ) em termos de sen(θ) e cos(θ).
13. Seja OA e OB duas semi retas com ângulo π/6. Suponha que AB = 1. Qual é o valor máximo de OB?
14. No triângulo ABC, suponha que 3 sen(A) + 4 cos(B) = 6 e 4 sen(B) + 3 cos(A) = 1. Qual é a medida do
ângulo C?
15. Qual é o período das funções sen(x), cos(x), tan(x), sen(x/3), cos(3x/5), tan((2x − π)/3)?
(a) cos(3x) = 1
√
(b) cos(2x) = 3/2
√
(c) sen(3x) = 1/ 3
√
(d) tan(2x) = 1/ 2.
√ √ √
17. Expresse os seguintes números complexos na forma reiθ onde r ≥ 0: − 3/2 + i/2, 2 + 5i, (1/ 2 − i/ 2).
18. Determine as raízes do polinômio x3 − 1 pelos métodos algébricos (por exemplo, fatoração). Obtemos três
raízes (um delas é real, e outros não reais (conjugados complexos)). Agora determine as raízes usando a
formula de Euler. Por exemplo, suponha que a + ib é uma raiz. Podemos expressar a + ib na forma reiθ .
Verifique que r = 1. Então e3iθ = 1. Agora vamos usar a formula de Euler; temos que cos(3θ) = 1. Resolva
esta equação.