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Cuidados de Enfermagem em Diabetes Mellitus

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Diogo Tchimuco
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INDÍC

EINTRODUÇÃO - 10 -
OBJECTIVO DE INVESTIGAÇÃO...................................................................................- 12 -
JUSTIFIÇÃO DO TEMA....................................................................................................- 13 -
METODOLOGIA DE ESTUDO.........................................................................................- 14 -
CAMPO DE ACÇÃO.........................................................................................................- 14 -
CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS.........................................................- 16 -
1.1 DEFINIÇÕES DE TERMOS E CONCEITOS..............................................................- 16 -
1.2 ETIOLOGIA..............................................................................................................................- 16 -
1.3 Fisiopatologia.........................................................................................................................- 17 -
1.4 CLASSIFICAÇÃO DA DIABETE...................................................................................................- 17 -
1.4.1 Diabetes tipo 1....................................................................................................................- 18 -
1.4.2 Diabetes tipo 2....................................................................................................................- 18 -
1.4.3 Outros tipos de diabetes....................................................................................................- 18 -
1.4.4 Diabetes gestacional...........................................................................................................- 18 -
1.5 FATORES DE RISCO.................................................................................................................- 19 -
1.5.1 Causas da diabete................................................................................................................- 19 -
1.6 COMPLICAÇÕES DA DIABETES................................................................................................- 20 -
1.6.1 Complicações associadas a diabete mellitus.......................................................................- 20 -
1.7 SINAIS E SINTOMAS................................................................................................................- 23 -
1.8 QUADRO CLÍNICO...................................................................................................................- 23 -
1.9 TRATAMENTO.........................................................................................................................- 24 -
1.10 PREVENÇÃO..........................................................................................................................- 26 -
CAPÍTULO II -ANALISES E COLETAS DE DADOS.........................................................................- 29 -
2.1 DIFICULDADES E LIMITAÇÕES ENCONTRADAS.......................................................................- 29 -
2.2 CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO E AMOSTRA....................................................................- 29 -
2.3 PESQUISA DE DADOS.............................................................................................................- 30 -
CONCLUSÃO.................................................................................................................................- 31 -
REFERÊNÇIAS BIBIOGRÁFICAS......................................................................................................- 32 -
ANEXO..........................................................................................................................................- 33 -
CONSENTIMENTO INFORMADO...................................................................................................- 34 -
INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO AOS ENFERMEIROS DO HOSPITAL REGIONAL DO LOBITO.......- 35 -

9
INTRODUÇÃO

O Diabetes mellitus (DM) é considerado uma doença grave, crónica, de evolução lenta
e progressiva, caracterizada por altas concentrações de glicemia plasmática decorrente de
distúrbio metabólico no pâncreas, o qual necessita de tratamento intensivo e o paciente, de
orientação adequada que permita prevenir ou retardar as complicações agudas e crónicas da
doença. Para que isso aconteça, é preciso um envolvimento harmonioso e contínuo entre
crianças, adolescentes, sua família e profissionais de saúde, com vistas a atingir o equilíbrio
biológico, psíquico e social do indivíduo. Pode evoluir com complicações microvasculares, e
neuropáticas quando não manejado de forma adequada. Isso requer mudanças complexas no
contexto familiar, as quais incluem regime alimentar restritivo, injecções de insulina e
supervisão constante dos pais.

Em 1997, a Associação Americana de Diabetes (ADA) propôs nova classificação do


diabetes, baseada em aspectos fisiopatológicos, dividindo-o em quatro grandes classes
clínicas: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, outros tipos de diabetes e diabetes gestacional, sendo
consequentemente adotada pela Organização Mundial da Saúde e pela Sociedade Brasileira de
Diabetes, surgindo a classificação que cortou os termos insulinodependentes e
insulinoindependentes (GROSSI, 2009).

Tavares e Rodrigues (2002) apontam que ações educativas acerca da diabetes são
essenciais para seu controle, ainda mais ao considerarmos que tal enfermidade tem se
apresentado, nos âmbitos social, econômico, familiar e pessoal como um dos grandes
complicadores da Saúde Pública. Justamente considerando o quadro de complicações
invariavelmente conectadas ao cuidado pessoal diário e adequação do estilo de vida, tais
medidas informativas devem ser realizadas com pacientes, família e comunidade. A não
adesão ao tratamento, bem como a realização de monitoramento glicêmico deficitário e
dificuldades em acessar o Centro de Saúde atuam em conjunto com o desconhecimento geral
sobre a patologia como dificultadores da prevenção e potencializadores do desencadeamento
da doença (TAVARES; RODRIGUES, 2002). Isso abre passo a que se desenvolvam estudos
focados no pilar conscientização e prevenção da população acerca do problema de saúde
público: Diabetes Mellitus.

10
FERNANDES (2009). afirma que, para uma vida saudável, é de fundamental importância
a adesão ao tratamento, tanto medicamentoso quanto não medicamentoso. Para isso, a atuação
do profissional de saúde é imprescindível, ofertando uma assistência que visa à prevenção de
12 complicações e o tratamento que acompanha o decorrer da evolução da doença, além do
constante incentivo à adesão. Com os pacientes diabéticos, o enfermeiro tem o importante
papel de desenvolver ações educativas com o próprio indivíduo e sua família, num caminho
de facilitação da recuperação, mas também de prevenção e promoção de saúde.

11
OBJECTIVO DE INVESTIGAÇÃO

Comummente, a realização de qualquer trabalho pressupõe em primeira instancia um


objectivo a alcançar, que actua como instrumento orientador. Feita a formulação do problema
da investigação, impera a necessidade de definir claramente os objectivos da investigação:
Gerais e Específicos.
Geral:
 Avaliar os cuidados de enfermagem prestada a pacientes com diabetes melitus no
Hospital Geral do Lobito.

Objectivo Específico
 Definir correctamente a diabete melitus.
 Identificar a faixa etária e sexo que acomete a doença.
 Enumerar as causas e complicações da diabetes melitus.
 Caracterizar as doenças relacionadas com a diabetes melitus.
 Incentivar palestras nas escolas,igrejas e na comunidade.

12
JUSTIFIÇÃO DO TEMA

Escolhemos o tema de diabetes melitus porque tem sido muito diagnosticado perante a
sociedade,e para termos mas conhecimento estamos a estudar esta enfermidade. Assim como
entende-se que o desenvolvimento deste estudo,beneficia a compreensão do cuidado a ser
levado as pessoas com diabetes melitos,pois a terminologia proporciona linguagem
padronizada e compartilhada para abordagem dos problemas de saúde,os estudos de risco e de
disposição para promoção da saúde.
Está entre os quadros mais graves pois além dos problemas físicos, que podem levar o
paciente a óbito pode gerar outros problemas, de ordem psicossocial, é notório que muito
desses casos poderiam ser evitadas através da implementação de programas educativos.

Objecto de estudo
O objecto de estudo desta investigação recairá A assistência de enfermagem a pacientes
com diabetes melitus HRL.
Perguntas de investigação
Com base nos problemas levantados, formulam as seguintes perguntas:
 O que entendes por diabetes melitus?
 Qual é a faixa etária,sexo que acomente a diabetes melitus?
 Quais as causas e complicações da diabetes melitus?
 Quais as doenças associadas a diabetes melitus?
 Que importância tem as palestras nas comunidade?

METODOLOGIA DE ESTUDO
13
Os métodos utilizado para realização deste trabalho, foram baseados em pesquisas
bibliograicas e método por questionário.

CAMPO DE ACÇÃO

O campo de acção desta investigação e Hospital Geral do Lobito.

CARACTERIZAÇÃO DO HOSPITAL REGIONAL DO LOBITO


Hospital regional do Lobito está situada na província de Benguela, município do lobito perto
da Universidade Católica de Angola (UCA) e do colégio Pre-Universitário.

14
CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS

CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS

1.1 DEFINIÇÕES DE TERMOS E CONCEITOS

15
Definição
Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue
(hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na acção do harmónio insulina,
que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é
promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser
aproveitada para as diversas actividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua
acção resulta portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.

Conceito
O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente dafalta
de insulina ou pela incapacidade da insulina exercer adequadamente seus efeitos. Caracteriza-
se por hiperglicemia com distúrbios do metabolismo dos carboidratos,Lipídeos e proteínas. As
complicações crónicas (cardiovasculares, neurológicas, renais,Oftalmológicas e o pé
diabético) ocorrem principalmente nos casos não controlados ede longa duração.

Segundo MARTINS( 2000), a Diabetes de Mellitus é uma síndrome metabólica que


se caracteriza por um excesso de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia), devido à falta ou
ineficácia da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas endócrino. Como tal, o Diabetes
afeta o modo pelo qual o organismo utiliza a glicose. Esta glicose, por sua Vez, é conduzida
pelo sangue até as células, sendo introduzida em seu interior através da insulina. Assim a
glicose é convertida em energia para a utilização imediata, ou armazenada para futuro uso.

1.2 ETIOLOGIA

A diabetes mellitus é causada por uma combinação de fatores genéticos envolvidos na


secreção insulínica e/ou na resistência à insulina e de fatores ambientais como a obesidade,
inatividade física, stress e envelhecimento (23). As anormalidades genéticas relacionadas com
o metabolismo da glicose são assumidas como um fator importante no desenvolvimento da
diabetes fundamentalmente a do tipo 2 . Atualmente, já foram identificados mais de 50 genes
relacionados com a sua patogénese incluindo os genes da glucocinase, mitocondriais e do
recetor de insulina . No entanto, alterações a nível genético não justificam por si só o seu
aparecimento. A obesidade, a dieta e outros fatores como o avançar da idade são fatores de

16
risco para o desenvolvimento da diabetes . O rápido aumento da prevalência da doença nas
últimas décadas reflete as alterações no estilo de vida.

1.3 Fisiopatologia

A homeostasia da glicémia baseia-se num mecanismo de feedback entre as células-beta


pancreáticas e os tecidos insulinodependentes. A presença de altos níveis de glicose no
sangue estimula as célulasbeta a produzirem insulina, que suprime a produção de glicose no
fígado e facilita o armazenamento de aminoácidos, ácidos gordos e glucose no tecido adiposo
e nos músculos . Contudo, eventos fisiopatológicos como a resistência à insulina ou a
secreção deficiente de insulina comprometem o mecanismo de equilíbrio da glicose acima
explicitado . A resistência à insulina é o sinal metabólico anormal mais precoce antes do
desenvolvimento da DMT2, que poderá estar presente cerca de uma década antes do
aparecimento da hiperglicemia pós-prandial e/ou em jejum. A manutenção dos níveis normais
de glicose durante esse tempo explicase pelo aumento da produção de insulina resultante de
uma maior atividade das célulasbeta pancreáticas que compensa a resistência dos tecidos à
insulina . Esta atividade compensatória por parte das célulasbeta do pâncreas leva à sua perda
progressiva e, portanto, como resultado dáse um aumento progressivo da concentração de
glicose no sangue, inicialmente manifestada como hiperglicemia intermédia. À medida que a
doença evolui mais células se perdem, maior a glicémia e eventualmente ocorre a diabetes .

1.4 CLASSIFICAÇÃO DA DIABETE

A classificação da diabetes é importante na compreensão da etiologia, da história


natural da doença, da fisiopatologia e das consequências da doença e é crucial para a
determinação da estratégia terapêutica mais adequada . No entanto, nem sempre é fácil
designar individualmente o tipo da diabetes, já que as características dos doentes diabéticos
podem pertencer a diferentes classes ou a própria circunstância à data do diagnóstico poderá
alterar-se ao longo do tempo . Contudo, é essencial um diagnóstico correto, pois caso
contrário, os fármacos utilizados no controlo da hiperglicemia poderão ser inadequados .

17
Atualmente a classificação proposta quer pela Associação de Diabetes Americana
(AAD), quer pela Organização Mundial de Saúde (OMS), quer pela Direcção-Geral de Saúde
(DGS) distingue-se entre tipo 1, tipo 2, outros tipos e gestacional.

1.4.1 Diabetes tipo 1

Primeiramente conhecida como insulinodependente, a diabetes tipo 1 caracteriza-se


pela deficiência na produção de insulina, esultante da destruição das células beta do pâncreas.
Estes danos celulares poderão resultar de um processo auto-imune ou de outra etiologia
desconhecida . A sintomatologia associada a este tipo de diabetes é repentina e severa .

1.4.2 Diabetes tipo 2

Enquanto a diabetes tipo 1 se caracteriza pela deficiente produção de insulina, a


DMT2 caracteriza-se por uma resistência do organismo à insulina . Neste grupo classificativo
a atividade secretória de insulina pode ou não estar diminuída. Os sintomas, apesar de
semelhantes aos da diabetes tipo 1, geralmente são mais ligeiros.

1.4.3 Outros tipos de diabetes

Neste grupo encontram-se as causas menos comuns de diabetes mellitus. Integram-se


assim neste grupo defeitos genéticos das células beta pancreáticas e/ou da ação da insulina ,
patologias do pâncreas exócrino como a pancreatite, trauma ou infeção endocrinopatias ,
diabetes induzida por fármacos, entre outras.

1.4.4 Diabetes gestacional

A Diabetes Gestacional refere-se à deteção do valor da glicémia acima dos valores


normais durante a gravidez. Geralmente é detetada na avaliação pré-natal, já que a
sintomatologia nem sempre é denotada. Mulheres com diabetes gestacionais, bem como o
filho resultante dessa gravidez, têm um risco mais elevado de desenvolvimento de diabetes
tipo 2 no futuro.

18
1.5 FATORES DE RISCO

O risco de diabetes deve-se à interação entre fatores genéticos e metabólicos Múltiplos


fatores como a hereditariedade, o estilo de vida ou a dieta têm sido amplamente estudados e
correlacionados com o risco de desenvolver diabetes .
Podemos classificar esses fatores de risco como modificáveis ou não modificáveis.
Dentro da categoria dos não modificáveis integrase a etnia, o sexo, a idade, patologias como
a dislipidemia ou hipertensão arterial e história familiar de diabetes . A hereditariedade é um
importante fator de risco. Estimase que cerca de 40% dos indivíduos em que um dos
progenitores seja diabético tipo 2, venham a desenvolver a mesma patologia durante a vida.
Por outro lado, se forem os dois pais que apresentem a patologia, o risco sobe para 70%.
Descendentes em 1º grau de diabéticos têm 3 vezes mais probabilidade de desenvolver a
patologia do que indivíduos sem historial familiar de diabetes.
Os principais fatores de risco modificáveis incluem os hábitos sedentários, a
inatividade física, consumo deficiente de fibra na dieta, elevado consumo de gordura saturada,
o consumo de tabaco, o consumo de álcool e a obesidade. Embora todos se tenham revelado
importantes fatores de risco no desenvolvimento da DMT2, o principal fator apontado pelo
desenvolvimento de resistência à insulina tem sido a obesidade. O excesso de peso é
responsável por cerca de 90% dos casos de DMT2.

1.5.1 Causas da diabete

 Excesso de peso
 Ter mais de 40 anos
 Predisposição genética
 Sedentarismo
 Pressão alta
 Dar luz a uma criança com mais de 4kg
 Apneia do sono.

19
1.6 COMPLICAÇÕES DA DIABETES

A diabetes está associada a diversas complicações que culminam muitas vezes na


morte. Alterações agudas no metabolismo da glicose, como uma acentuada elevação dos
níveis de glicose no sangue poderá resultar em cetoacidose diabética, enquanto uma descida
predispõe ao coma. A exposição crónica a elevadas concentrações de glicose está associada
ao aumento do risco de complicações micro e macrovasculares.

1.6.1 Complicações associadas a diabete mellitus

Complicações agudas
A cetoacidose, o estado hiperosmolar hiperglicémico e a hipoglicémia são
ocorrências que estão relacionadas com elevada mortalidade e morbilidade, bem
como elevados custos de saúde, sendo por isso essencial prevenir .

Cetoacidose e estado hiperosmolar hiperglicémico


A mortalidade associada a crises hiperglicémicas diminuiu significativamente entre os
anos de 1980 e 2009. No entanto, continuam a acontecer e a causar mortes por vezes
evitáveis, sendo que a taxa de mortalidade associada ao estado hiperosmolar hiperglicémico é
cerca de 10 vezes superior à da cetoacidose .
A cetoacidose resulta do défice de insulina antes de um diagnóstico de diabetes, má
adesão à terapêutica insulínica, infeções e/ou utilização concomitante com outros fármacos
que afetam o metabolismo da glicose . O défice insulínico estimula a produção de hormonas
com ação contrária, como o glucagon, as catecolaminas, o cortisol e a hormona do
crescimento. Na presença dessas hormonas a glicose deixa de poder ser utilizada na produção
de energia e, por isso, o organismo aumenta a atividade da lípase que origina ácidos gordos
livres a partir do tecido adiposo. Alguns ácidos gordos são convertidos a Coenzima e entram
no ciclo de Krebs para produzir energia, enquanto outros são convertidos em cetonas. A
acumulação de cetonas pode levar a acidose metabólica . O estado hiperosmolar
hiperglicémico caracteriza-se pela presença de hiperglicémia, de hiperosmolaridade e
desidratação tal como a cetoacidose, no entanto não estão presentes quantidades de cetonas
significativas. De modo semelhante ao que acontece na cetoacidose, dá-se o aumento de
hormonas contra-reguladoras da insulina. Assim, o processo de gliconeogénese aumenta e
acelera a conversão de glicogénio em glicose, causando hiperglicemia. A osmolaridade do
fluído extracelular aumenta, tal como a filtração glomerular, para compensar a hiperglicémia,
aumenta a excreção de glicose na urina e promove-se a diurese osmótica. Com a continuação

20
do processo poderá ocorrer hipovolémia, diminuindo assim a filtração glomerular e piorando
a hiperglicémia .
Hipoglicémia
A maioria dos episódios relacionados com hipoglicémia na DMT2 deve-se à
terapêutica inadequada da insulina, por exemplo uma dose demasiado elevada ou um intervalo
entre administrações demasiado curto ou à terapêutica oral com secretagogos em doses
demasiado elevadas.

A hipoglicémia pode ser definida como moderada quando a glicémia se encontra entre
0,4 e 0,7 mg/dL, sendo que neste estadio, a hipoglicémia é reversível tomando as medidas
adequadas em casa. O estadio severo, em que a maioria dos doentes não se encontra
consciente, corresponde a uma glicémia inferior a 0,4mg/dL e são necessários cuidados
hospitalares . Taquicardia, suores, fome, dificuldade em concentrar, irritabilidade e ansiedade
são sintomas agudos deste tipo de desregulação da glicose .

Complicações crónicas
Os doentes diabéticos apresentam um risco elevado de desenvolvimento de diferentes
complicações associadas à exposição crónica de elevadas concentrações de glicose . O
excesso de glicose conduz à libertação de espécies reativas de oxigénio, ativando diversas
vias de sinalização, como a do poliol, a da hexosamina, a formação de produtos finais
glicados e a ativação da proteína cinase C que resultam na inflamação. Para além disso, a
ativação dessas vias de sinalização induz a transcrição de genes, modificações epigenéticas, a
metilação do DNA entre outros processos. A transcrição de genes na presença de espécies
reativas de oxigénio favorece a hipertrofia, remodelação e proliferação celular e a sinalização
apoptótica que conduzem às complicações micro e macrovasculares da doença da diabetes.

Complicações microvasculares
Neuropatia
A neuropatia diabética é a causa mais comum de neuropatia no mundo. É a
complicação diabética com maior prevalência de hospitalizações, sendo responsável por cerca
de 50% a 75% das amputações não traumáticas . A presença de altos níveis de glicose no
sangue afeta o sistema nervoso periférico, provocando neuropatias . As diferentes formas de
neuropatias podem ser classificadas de acordo com a sua distribuição anatómica (proximal,
distal, assimétrica, simétrica), o seu curso clínico (aguda, crónica), sintomatologia específica
(dor, sensibilidade) ou a sua fisiopatologia . A polineuropatia distal simétrica é a forma mais

21
comum de neuropatia diabética, sendo que o único tratamento provado que retarda a
progressão da mesma é o controlo glicémico intensivo. A sintomatologia associada a lesões
nas grandes fibras passa por parestesias, sensação de dormência distal e reflexos anormais na
zona do tornozelo. Alterações ao nível das pequenas fibras resulta em sensação de
queimadura e picadas . A consequência mais severa da polineuropatia distal simétrica é a
ulceração do pé e possível amputação. A neuropatia autonómica diabética acompanha muitas
vezes a polineuropatia distal imétrica e raramente se apresenta sozinha. A neuropatia
autonómica diabética envolve distúrbios nos órgãos de inervação autonómica como o sistema
cardiovascular, gastrointestinal, genitourinário e outros. Contudo os sintomas só aparecem
numa situação de avanço moderado da patologia.

Nefropatia
A nefropatia afeta essencialmente 25% dos doentes diabéticos e é considerada a principal
causa de morte por doença renal em último estadio . É um síndrome caracterizado por
albuminúria insistente que deverá ser confirmada em duas ocasiões distintas, separadas por
um período entre 3 e 6 meses, por um declínio na taxa de filtração glomerular e por um
aumento da pressão arterial . Os principais fatores que previnem o desenvolvimento e
progressão da nefropatia diabética são o controlo glicémico, controlo da pressão arterial para
um alvo inferior a 130/80mmHg e o controlo lipídico, já que baixos níveis de colesterol LDL
e triglicéridos foram associados à regressão de albuminúria moderada para valores de
albuminúria normais na DMT2.

Retinopatia
A retinopatia é uma das principais causas de cegueira na população ativa . De acordo
com a OMS, a retinopatia está presente em cerca de 35% dos doentes diabéticos e foi
responsável por 2,6% dos casos de cegueira em 2010 . A redução da prevalência desta
patologia passa pela intervenção nos fatores de risco modificáveis como o controlo da
glicémia, da hipertensão e da dislipidémia.

Complicações macrovasculares
Estudos epidemiológicos estabeleceram uma clara relação entre a doença da diabetes e
complicações macrovasculares, isto é, o risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular
cerebral e doença arterial periférica está aumentado. Os doentes diabéticos têm 2 a 4 vezes
maior risco cardiovascular que não-diabéticos, sendo a principal causa de morte de doentes
com essa condição . A nível fisiopatológico os elevados valores de glicémia inibem a

22
produção de óxido nítrico, reduzindo a ação vasodilatadora do tecido vascular liso e endotelial
e são responsáveis pela upregulation de genes responsáveis pela produção de citocinas pró--
inflamatórias e pela disfunção plaquetária, aumentando a produção de substâncias pro--
trombóticas. Para minimizar eventos cardiovasculares, o controlo glicémico parece importante
se for realizado agressivamente em estadios iniciais da diabetes, contudo não se verificaram
resultados positivos em doentes com diabetes de longa duração. A terapêutica para redução de
lípidos é uma intervenção essencial para a prevenção de complicações cardiovasculares. O
valor do colesterol LDL deverá ser inferior a 70mg/dL. Também a manutenção de valores de
pressão arterial inferiores a 130/80mmHg parece ser um fator importante na diminuição da
mortalidade cardiovascular nestes doentes.

1.7 SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas clássicos da diabetes traduzem-se por poliúria, polifagia e polidipsia. No


entanto, estes só se verificam na presença de uma hiperglicemia severa, muito comum na
diabetes tipo 1 e rara na diabetes tipo 2. Assim, é essencial estar atento aos sintomas discretos
da DMT2. Os principais sinais/sintomas da diabetes são uma perda de peso inexplicável,
cansaço, irritabilidade, infeções repetidas na área genital, trato urinário, pele e cavidade oral,
dificuldade na cicatrização, dor/insensibilidade nos pés, boca seca, perda de visão, disfunção
erétil ou impotência sexual. A deteção precoce da doença permitirá intervir no controlo da
hiperglicemia com medidas preventivas no caso de pré-diabetes ou farmacologicamente e
com alterações no estilo de vida no caso de diagnóstico da doença. Ambas as estratégias irão
prevenir o desenvolvimento de complicações associadas aos altos níveis de glicose no sangue.

1.8 QUADRO CLÍNICO

É um inicio relativamente rápido ( alguns dias até poucos meses ) de sintomas como:
sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento, cansaço e fraqueza.

 Polifagia;
 Polidipsia;
 Poliuria;
 Glucosuria;
 Prurito;
 Perda de Peso;
23
1.9 TRATAMENTO

O tratamento da diabetes assenta em três pilares: alimentação, exercício físico e


medicação. Seu objetivo é manter os níveis de glicose no sangue dentro dos limites normais
para minimizar o risco de complicações associadas à doença.

A insulina é o único tratamento para diabetes tipo 1. Hoje ela só pode ser administrada
por injeção, seja com canetas de insulina ou sistemas de infusão contínua (bombas de
insulina).É necessário ajustar a administração de insulina ao que a pessoa come, à atividade
que realiza e aos seus níveis de glicose, pelo que o paciente deve medir a sua glicemia com
frequência, utilizando glicosímetros (picando os dedos) ou com sensores intersticiais de
glicose (alguns são já financiado em várias comunidades autónomas), de forma mais simples
e menos penosa.

A diabetes tipo 2 tem uma gama terapêutica mais ampla. Neste caso, ao contrário dos
pacientes com diabetes tipo 1, a administração de insulina nem sempre será necessária. Ao
adotar um estilo de vida saudável e perder peso, os níveis de glicose podem ser normalizados.
Junto a isso, acrescenta o endocrinologista, “o uso de um ou mais medicamentos que ajudem a
insulina a funcionar melhor será a melhor opção de tratamento”. Segundo Ávila, o
medicamento que for prescrito “vai depender fundamentalmente das características clínicas
do paciente”. Os grupos terapêuticos disponíveis são os seguintes:

 Biguanidas, das quais apenas a metformina é usada , é atualmente recomendada como


fármaco de primeira linha na terapêutica da DMT2, tendo um bom perfil de segurança
e tolerabilidade quer em monoterapia, quer em combinação com outros antidiabéticos.
Os mecanismos de ação deste fármaco baseiam-se no decréscimo da produção da
glucose hepática devido à supressão da gluconeogénese, no aumento da sensibilidade
periférica à insulina e no decréscimo da absorção intestinal de glicose. Estes efeitos
devem-se à ativação da proteína cinase AMP. A metformina está associada a uma
perda de peso pelo que é o fármaco de escolha em obesos . A metformina não está
associada a hipoglicémia quando utilizada em monoterapia, mas pode potenciar os
efeitos hipoglicemiantes da insulina e das Sulfonilureias.

24
 Inibidores da alfa descarboxilase, os inibidores da alfaglucosidase foram
inicialmente isolados a partir de bactérias Atuam no intestino através de um
mecanismo de competição com as enzimas alfaglucosidase, presente no epitélio
intestinal, que facilitam a conversão dos polissacáridos em monossacáridos. A sua
inibição por competição impede assim a degradação dos polissacáridos , portanto, a
sua absorção. Esta classe de compostos atrasa a absorção intestinal de hidratos de
carbono, reduzindo a hiperglicemia pósprandial. Por isso, devem ser administrados no
início da refeição. A acarbose tem a capacidade de reduzir o peso corporal melhorar a
tensão arterial, baixar os níveis de glicose, diminuir a incidência de eventos
cardiovasculares e atenuar a hipertrigliceridemia em jejum e pósprandial, tornando-o
num ótimo fármaco para utilizar na prédiabetes em caso de contraindicação ou
intolerabilidade da metformina.

 Sulfoniluréias As sulfonilureias são categorizadas como agentes de primeira ou


segunda geração consoante a sua potência, sendo que os de segunda geração são cerca
de 100 vezes mais potentes que os de primeira e menos propensos a efeitos
[Link] as sulfonilureias de primeira geração podemos enumerar a
lorpropamida e atolbutamida. Contudo esta categoria já não é utilizada. Atualmente,
devido à menor prevalência de efeitos adversos, as sulfonilureias de segunda geração,
como a glimepirida, a gli clazida, a glipizida e a glibenclamida são as escolhas
terapêuticas mais usuais . O principal efeito destes fármacos é o aumento das
concentrações plasmáticas de insulina, pois as sulfonilureias estimulam a secreção de
insulina pelas células beta-pancreáticas e diminuem a clearence hepática de insulina.
Para além disso, as sulfonilureias parecem aumentar a utilização da glucose periférica,
pela estimulação da gluconeogénese e pelo aumento do número e da sensibilidade dos
recetores . A administração crónica destes secretagogos origina down-regulation dos
recetores das sulfonilureias na superfície das células-beta, reduzindo a secreção de
insulina . As sulfonilureias devem ser administradas 15 a 30 minutos antes das
refeições, à exceção das de libertação prolongada.

 Insulinas A insulina é uma hormona polipeptídica de estrutura complexa, sendo


principalmente obtida a partir do pâncreas do porco com posterior purificação. Pode
ainda ser obtida de forma biossintética, por tecnologia do DNA recombinante a partir
da E. coli ou de forma semissintética por modificação enzimática. A insulina é
inativada pelas enzimas gastrointestinais pelo que a sua administração é por injeção,

25
idealmente subcutânea (SC). A insulina deve ser administrada na parte superior dos
braços, coxas, ancas ou abdómen, de forma rotativa para evitar a lipodistrofia. Outros
efeitos adversos são metabólicos, imunológicos e locais . As insulinas existentes
diferem quanto ao seu início de ação, duração de ação e tempo necessário para atingir
a sua concentração máxima. Consoante essas características podem então enumerar-se
as insulinas de ação ultra-rápida ou ultra-curta, de rápida ou curta duração, de ação
intermédia, de longa duração de ação ou de ação lenta e ultralenta.

1.10 PREVENÇÃO

O número de doentes diabéticos tem aumentado substancialmente durante as últimas


décadas . Embora a perda de peso seja o principal fator responsável pela redução do risco da
diabetes, diversos ensaios clínicos evidenciaram que alterações na dieta e o aumento da
atividade física poderá prevenir ou atrasar o aparecimento da diabetes em indivíduos com
hiperglicemia intermédia.
O primeiro ensaio clínico realizado que demonstrou que alterações no estilo de vida,
diminuíam a incidência da diabetes em indivíduos em risco foi o ensaio Da Qing na China.
Os voluntários incluídos no estudo foram divididos aleatoriamente em quatro grupos, um
grupo de controlo, um grupo em que se interviu na dieta apenas, outro em que se institui a
prática de exercício fisico e o quarto grupo em que se combinou a alteração da dieta com a
prática

de atividade física. A intervenção durou 6 anos e ao fim desse tempo constatou-se que
a incidência de diabetes era bastante mais reduzida nos grupos em que houve intervenção
comparativamente com o grupo controlo. Deste modo, o grupo da dieta teria uma incidência
de 43.8%, o do exercício de 41.1%, o da dieta e do exercício de 46.0% e o grupo controlo de
67.7%. Relativamente ao Programa de Prevenção da Diabetes realizado nos Estados Unidos,
intervenções ao nível do estilo de vida durante 3 anos, obtiveram um resultado semelhante ao
estudo finlandês ao reduzir o risco de desenvolvimento da doença em 58%. Alterações ao
nível da dieta, atividade física e comportamento em indivíduos com idade superior a 60 anos
demonstraram ser essenciais à prevenção da diabetes já que nesta faixa etária o risco foi
reduzido em 71%.
Intervenção na dieta

26
A importância da intervenção dietética já é compreendida desde a antiguidade.
Contudo, a primeira dieta proposta para doentes em risco de diabetes é bastante diferente da
recomendada atualmente, dado que ao longo dos tempos surgiram novas observações e novas
evidências clínicas. Atualmente, a intervenção nutricional desempenha um papel essencial a
nível primário, secundário e terciário, pois poderá atrasar/impedir a progressão da diabetes,
poderá prevenir o aparecimento de complicações ou então controlar complicações já
existentes, respetivamente . Para evitar o aparecimento da diabetes e das suas complicações, a
dieta recomendada tem como objetivo a manutenção dos níveis normais de glicose e de
lípidos no sangue, do peso saudável e dos níveis normais de pressão arterial. Para que estes
objetivos sejam atingidos deve-se controlar a ingestão de gordura total e saturada, de
colesterol, de sódio, de fibra e de álcool, considerando os níveis recomendados por guidelines
. De acordo com a AAD, existem vários padrões alimentares que poderão ser seguidos
nomeadamente a dieta mediterrânica, a Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) e a
baseada em plantas .

Diferentes nutrientes e alimentos

Hidratos de Carbono
A AAD (Agencia Americana de Diabete) recomenda a ingestão de hidratos de carbono
presentes nos cereais, vegetais, frutas, legumes e produtos lácteos, especialmente ricos em
fibra e com baixo índice glicémico. Para além disso, deve-se evitar o consumo de bebidas e
comida com adição de açúcares .
Diversos estudos demonstram que a ingestão de fibra, especialmente de origem cereal,
está associada à diminuição do risco de obesidade e diabetes. A qualidade dos hidratos de
carbono é importante para que se opte pelo alimento mais adequado. A qualidade avaliase
pela determinação da resposta glicémica após a ingestão do produto. A resposta glicémica
depende do índice glicémico e da carga glicémica. O índice glicémico de um alimento rico em
hidratos de carbono reflete o aumento da glicémia em comparação com um padrão
(normalmente é o pão branco), enquanto a carga glicémica é o resultado do produto do índice
glicémico e da quantidade de hidratos de carbono numa determinada porção.

Proteína

Alguns estudos parecem revelar que o consumo elevado de proteínas aumenta


aresposta da insulina, sem que haja aumento da concentração de glucose no plasma. A OMS
recomenda que o nível proteico diário seja estipulado para cada indivíduo de acordo com o

27
seu modelo dietético. No entanto em indivíduos com doença renal não se deverá ultrapassar o
valor diário recomendado de 0,8g/kg.
Actividade física

A atividade física é considerada um fator importante no tratamento e controlo da


diabetes. Atualmente recomenda-se cerca de 30 minutos de atividade física de intensidade
moderada durante pelo menos 5 dias por semana para prevenir o aparecimento da diabetes.

CAPÍTULO II

28
CAPÍTULO II -ANALISES E COLETAS DE DADOS

2.1 DIFICULDADES E LIMITAÇÕES ENCONTRADAS

Tivemos dificuldades no princípio do trabalho porque nenhum dos elementos tinha em


conta este factor começamos o trabalho muito tarde.
 Raramente encontra-se site na internet e livros nas bibliotecas falando sobres a doença.
 Pesquisa de campo.
 Tivemos muitas dificuldades porque alguns técnicos limitavam-se a dar algumas
informações.
 Perdemos muito tempo com os inquéritos porque muitos dos técnicos não aceitavam
responder o que nos fazia repetir todo processo.

2.2 CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO E AMOSTRA

A População focalizada neste estudo é geral e centrada aos residente do município do


lobito. Considerando-se que a população é maior do que previsto, a população pode ser
classificada como infinita para efeito do cálculo do tamanho da amostra. Dotando o nível de
confiança o hospital tem a população total 658 trabalhadores dentre eles 428 enfermeiros e
com estes dados teremos a necessidade de uma amostra do tamanho aproximadamente de 30
enfermeiros.
A selecção da amostra e sua tipologia
O município do lobito limita-se ao norte com o município do sumbe,ao leste com o o
município do Bocoio , ao sul com o município da Catumbela e ao oeste com o
OceanosAtlântico.
29
2.3 PESQUISA DE DADOS

O HRL é uma unidade com capacidade instalada de 463 leitos. O HRL alberga 658
trabalhadores divididos em 428 enfermeiros 43 médicos , 47 apoio hospitalar , 90 técnicos
de diagnostico terapêuticos e 50 para o Regime Geral.
Tivemos muitas dificuldades a realizar a pesquisa de campo devido a falta de casos
com diabete mellitus, no HRL entretanto houve á necessidade de fazer uma pesquisa de dados
Segundo os dados fornecidos pelo Hospital Regional do Lobito no ano de 2023 do mês de
Janeiro e no mês de Março registou-se casos de 10 sendo 7 F e 3 M.
 O sexo mais afectado é o Femenino.
 Idade compreendida: 30-70 anos.
Incidência nos últimos meses o seu aparecimento não tem sido tão frequente.

30
CONCLUSÃO

A diabetes não é só uma preocupação do presente, mas também do futuro. A elevada


morbilidade e mortalidade associados a esta patologia e a sua crescente prevalência ao longo
das últimas décadas, torna a terapêutica da diabetes e a sua prevenção um dos principais
desafios do futuro. Os custos da diabetes para os sistemas de saúde são muito elevados, tendo-
se verificado um gasto superior a 500 mil milhões de dólares, durante o ano 2014, em todo o
mundo com esta doença. Por isso, é necessário prevenir a doença e as suas complicações. Até
há poucos anos atrás, não se interpretava a diabetes como uma patologia evolutiva, em que se
atuava para evitar o seu desenvolvimento. A terapêutica da diabetes passava apenas pelo
controlo da hiperglicemia quando esta era detetada. Atualmente a diabetes é vista como um
processo evolutivo, determinandose um estado de prédiabetes no qual se deverá atuar para
evitar a sua progressão. Alterações ao nível da dieta, cessação tabágica e incentivo ao
exercício físico são intervenções essenciais na prevenção da diabetes. Também a instituição
de uma estratégia terapêutica adequada a cada individuo, associada a um acompanhamento
farmacoterapêutico e a intervenções na educação do doente são cruciais para a otimização da
terapêutica.

31
REFERÊNÇIAS BIBIOGRÁFICAS

1. ADA - American Diabetes Association: Standards of Medical Care in Diabetes - 2017.


Diabetes Care 2017; 40 (Suppl. 1): S1-S135.
2. ANVISA (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA). Disponível em:
[Link] Acesso em: 13/11/2017
3. Atualização sobre Hemoglobina Glicada (A1c) para Avaliação do Controle Glicêmico
e para o Diagnóstico do Diabetes: Aspectos Clínicos e Laboratoriais. Grupo
Interdisciplinar de Padronização da Hemoglobina Glicada – A1C. Posicionamento
Oficial - 3ª Edição, 2009.
4. BARRETT, T. Type 2 diabetes mellitus: incidence, management and prognosis.
Pediatric and Child Health, v. 23, n. 4, p. 163–167, 2013.
5. BRUNTON, L.; KNOLLMAN, B.; CHABNER, B. GooDMan& Gilman’s- The
Pharmacological Basis of Therapeutics -12 ed. 2012.
6. CAMARGO JL, ZELMANOVITZ T, PAGGI A, FRIEDMAN R, GROSS JL.
Accuracy of conversion formulae for estimation of glycohemoglobin. Scand J
ClinLabInvest. 58:521-8, 1998.
7. CUPPARI, Lilian. Guia de Nutrição: Nutrição Clínica no Adulto. 2. ed. Revista e
Ampliada São Paulo: Manole, 2005.
8. DCCT Research Group. Diabetes Control and Complications Trial (DCCT). The
effect of intensive treatment of intensive treatment of diabetes on the development and
progression of long-term complications in insulin-dependent diabetes mellitus. N Engl
J Med. 1993; 329:977-986.

32
ANEXO

33
CONSENTIMENTO INFORMADO

Estimado senhor/a:
O questionário que se segue tem como finalidade complementar o trabalho final
curricular para área de técnico de enfermagem.
Pelo que, solicitamos a sua autorização para participação neste trabalho, com a garantia
de que não será identificado quando a divulgação dos resultados e que as informações obtidas
serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao presente trabalho.
Diante do exposto expresso a minha concordância em participar de livre espontânea
vontade no presente estudo na investigação com o tema: Assistência de enfermagem a
paciente com Diabetes Mellitus.

Assinatura do voluntário á entrevista

________________________________________

34
Data 18 / 02 / 2023

INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO AOS ENFERMEIROS DO HOSPITAL


REGIONAL DO LOBITO

Neste capitulo, destacam-se resultados produzidos pela aplicação de recolha de dados por
questionários dirigidos aos enfermeiros do Hospital Regional do Lobito, durante o segundo
semestres do ano 2023.
Caracterizaçaõ dos participantes
No período de Janeiro a Março de 2023, foram realizadas as pesquisas com destaques
positivos, foram 11 enfermeiros no universo estabelecido, dos quais apresentaram idade
compreendida de 21 aos 47 anos de idades, dos quais foram 6 Femininos e 5 masculinos, com
tempo de serviço entre 2 a 15 anos e possuíam os seguintes níveis de escolaridade: Técnicos
básicos 2 Médio 7 e 2 Licenciados.

SEXO NIVEL ACADEMICO TEMPO DE SERVIÇO

FEM MAS BÁSICO MÉDIO LICENCIATURA 5ANOS 10ANOS 20 ANO


IDADE

21 25 2 X X X
26 30 1 X X

31 35 1 X

36 40 1 1 X X X
41 47 1 1 1 X
TOTAL 6 5 2 7 2 3 2 2

Tabela nº 1: Característica dos participantes fonte: Inquéritos por questionário.

35
INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AOS
ENFERMEIROS DA SECÇÃO DE MEDICINA DO HOSPITAL REGIONAL DO
LOBITO.
IDENTIFICAÇÃO DOS INQUÉRITOS
NOME
IDADE
SEXO
ENSINO BÁSICO (CONCLUIDO) SIM
NÃO
ENSINO MÉDIO (CONCLUIDO) SIM
NÃO
ENSINO SUPERIOR (CONCLUIDO) SIM
NÃO

Este questionário tem como objectivo diagnosticar os pacientes e utentes da secção de


medicina do Hospital Regional do Lobito acerca de noções sobre a assistência de
enfermagem a pacientes com diabetes millitus.
Assinala com x as questões que conhece:
1.-Tem conhecimento sobre Diabetes Mellitus?
SIM
NÃO

2- Conhece os cuidados prestados a pacientes com Diabetes Mellitus?


SIM
NÃO

3- Aonde adquiriu estes conhecimentos?


Na escola
Outros (Seminário Palestras)

36
4- Quais são as causas e factores de riscos da Diabetes Mellitus?
Excesso de peso

Ter mais de 40 anos


Pressão alta
Dar luz a uma criança com
mais de 4kg

5- Quais são as principais complicações da Diabetes Mellitus


Complicações crónicas
Complicações microvasculares
Complicações macrovasculares
Complicações aguda

6- Quais são os sinais e sintomas da Diabetes Mellitus?


Cansaço
Perda de visão
Boca seca
Trato urinário

Tabela .2: Questões de inquéritos

37
1.-Tem conhecimento sobre Diabetes Mellitus?
OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM
SIM
NÃO
TOTAL

2- Conhece os cuidados prestados a pacientes com Diabetes Mellitus?


OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM
SIM
NÃO
TOTAL

3- Aonde adquiriu estes conhecimentos

OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM


NA ESCOLA
OUTROS
SEMINÁRIO
SE
PALESTRAS
TOTAL

4- Quais são as causas e factores de riscos da Diabetes Mellitus ?

OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM

TOTAL

38
5- Quais são as principais complicações da Diabetes Mellitus

OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM

TOTAL

6- Quais são os sinais e sintomas da Diabetes Mellitus?

OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM

TOTAL

39

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