Cuidados de Enfermagem em Diabetes Mellitus
Cuidados de Enfermagem em Diabetes Mellitus
EINTRODUÇÃO - 10 -
OBJECTIVO DE INVESTIGAÇÃO...................................................................................- 12 -
JUSTIFIÇÃO DO TEMA....................................................................................................- 13 -
METODOLOGIA DE ESTUDO.........................................................................................- 14 -
CAMPO DE ACÇÃO.........................................................................................................- 14 -
CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS.........................................................- 16 -
1.1 DEFINIÇÕES DE TERMOS E CONCEITOS..............................................................- 16 -
1.2 ETIOLOGIA..............................................................................................................................- 16 -
1.3 Fisiopatologia.........................................................................................................................- 17 -
1.4 CLASSIFICAÇÃO DA DIABETE...................................................................................................- 17 -
1.4.1 Diabetes tipo 1....................................................................................................................- 18 -
1.4.2 Diabetes tipo 2....................................................................................................................- 18 -
1.4.3 Outros tipos de diabetes....................................................................................................- 18 -
1.4.4 Diabetes gestacional...........................................................................................................- 18 -
1.5 FATORES DE RISCO.................................................................................................................- 19 -
1.5.1 Causas da diabete................................................................................................................- 19 -
1.6 COMPLICAÇÕES DA DIABETES................................................................................................- 20 -
1.6.1 Complicações associadas a diabete mellitus.......................................................................- 20 -
1.7 SINAIS E SINTOMAS................................................................................................................- 23 -
1.8 QUADRO CLÍNICO...................................................................................................................- 23 -
1.9 TRATAMENTO.........................................................................................................................- 24 -
1.10 PREVENÇÃO..........................................................................................................................- 26 -
CAPÍTULO II -ANALISES E COLETAS DE DADOS.........................................................................- 29 -
2.1 DIFICULDADES E LIMITAÇÕES ENCONTRADAS.......................................................................- 29 -
2.2 CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO E AMOSTRA....................................................................- 29 -
2.3 PESQUISA DE DADOS.............................................................................................................- 30 -
CONCLUSÃO.................................................................................................................................- 31 -
REFERÊNÇIAS BIBIOGRÁFICAS......................................................................................................- 32 -
ANEXO..........................................................................................................................................- 33 -
CONSENTIMENTO INFORMADO...................................................................................................- 34 -
INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO AOS ENFERMEIROS DO HOSPITAL REGIONAL DO LOBITO.......- 35 -
9
INTRODUÇÃO
O Diabetes mellitus (DM) é considerado uma doença grave, crónica, de evolução lenta
e progressiva, caracterizada por altas concentrações de glicemia plasmática decorrente de
distúrbio metabólico no pâncreas, o qual necessita de tratamento intensivo e o paciente, de
orientação adequada que permita prevenir ou retardar as complicações agudas e crónicas da
doença. Para que isso aconteça, é preciso um envolvimento harmonioso e contínuo entre
crianças, adolescentes, sua família e profissionais de saúde, com vistas a atingir o equilíbrio
biológico, psíquico e social do indivíduo. Pode evoluir com complicações microvasculares, e
neuropáticas quando não manejado de forma adequada. Isso requer mudanças complexas no
contexto familiar, as quais incluem regime alimentar restritivo, injecções de insulina e
supervisão constante dos pais.
Tavares e Rodrigues (2002) apontam que ações educativas acerca da diabetes são
essenciais para seu controle, ainda mais ao considerarmos que tal enfermidade tem se
apresentado, nos âmbitos social, econômico, familiar e pessoal como um dos grandes
complicadores da Saúde Pública. Justamente considerando o quadro de complicações
invariavelmente conectadas ao cuidado pessoal diário e adequação do estilo de vida, tais
medidas informativas devem ser realizadas com pacientes, família e comunidade. A não
adesão ao tratamento, bem como a realização de monitoramento glicêmico deficitário e
dificuldades em acessar o Centro de Saúde atuam em conjunto com o desconhecimento geral
sobre a patologia como dificultadores da prevenção e potencializadores do desencadeamento
da doença (TAVARES; RODRIGUES, 2002). Isso abre passo a que se desenvolvam estudos
focados no pilar conscientização e prevenção da população acerca do problema de saúde
público: Diabetes Mellitus.
10
FERNANDES (2009). afirma que, para uma vida saudável, é de fundamental importância
a adesão ao tratamento, tanto medicamentoso quanto não medicamentoso. Para isso, a atuação
do profissional de saúde é imprescindível, ofertando uma assistência que visa à prevenção de
12 complicações e o tratamento que acompanha o decorrer da evolução da doença, além do
constante incentivo à adesão. Com os pacientes diabéticos, o enfermeiro tem o importante
papel de desenvolver ações educativas com o próprio indivíduo e sua família, num caminho
de facilitação da recuperação, mas também de prevenção e promoção de saúde.
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OBJECTIVO DE INVESTIGAÇÃO
Objectivo Específico
Definir correctamente a diabete melitus.
Identificar a faixa etária e sexo que acomete a doença.
Enumerar as causas e complicações da diabetes melitus.
Caracterizar as doenças relacionadas com a diabetes melitus.
Incentivar palestras nas escolas,igrejas e na comunidade.
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JUSTIFIÇÃO DO TEMA
Escolhemos o tema de diabetes melitus porque tem sido muito diagnosticado perante a
sociedade,e para termos mas conhecimento estamos a estudar esta enfermidade. Assim como
entende-se que o desenvolvimento deste estudo,beneficia a compreensão do cuidado a ser
levado as pessoas com diabetes melitos,pois a terminologia proporciona linguagem
padronizada e compartilhada para abordagem dos problemas de saúde,os estudos de risco e de
disposição para promoção da saúde.
Está entre os quadros mais graves pois além dos problemas físicos, que podem levar o
paciente a óbito pode gerar outros problemas, de ordem psicossocial, é notório que muito
desses casos poderiam ser evitadas através da implementação de programas educativos.
Objecto de estudo
O objecto de estudo desta investigação recairá A assistência de enfermagem a pacientes
com diabetes melitus HRL.
Perguntas de investigação
Com base nos problemas levantados, formulam as seguintes perguntas:
O que entendes por diabetes melitus?
Qual é a faixa etária,sexo que acomente a diabetes melitus?
Quais as causas e complicações da diabetes melitus?
Quais as doenças associadas a diabetes melitus?
Que importância tem as palestras nas comunidade?
METODOLOGIA DE ESTUDO
13
Os métodos utilizado para realização deste trabalho, foram baseados em pesquisas
bibliograicas e método por questionário.
CAMPO DE ACÇÃO
14
CAPÍTULO 1 - FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS
15
Definição
Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue
(hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na acção do harmónio insulina,
que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é
promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser
aproveitada para as diversas actividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua
acção resulta portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.
Conceito
O diabetes mellitus (DM) é uma síndrome de etiologia múltipla, decorrente dafalta
de insulina ou pela incapacidade da insulina exercer adequadamente seus efeitos. Caracteriza-
se por hiperglicemia com distúrbios do metabolismo dos carboidratos,Lipídeos e proteínas. As
complicações crónicas (cardiovasculares, neurológicas, renais,Oftalmológicas e o pé
diabético) ocorrem principalmente nos casos não controlados ede longa duração.
1.2 ETIOLOGIA
16
risco para o desenvolvimento da diabetes . O rápido aumento da prevalência da doença nas
últimas décadas reflete as alterações no estilo de vida.
1.3 Fisiopatologia
17
Atualmente a classificação proposta quer pela Associação de Diabetes Americana
(AAD), quer pela Organização Mundial de Saúde (OMS), quer pela Direcção-Geral de Saúde
(DGS) distingue-se entre tipo 1, tipo 2, outros tipos e gestacional.
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1.5 FATORES DE RISCO
Excesso de peso
Ter mais de 40 anos
Predisposição genética
Sedentarismo
Pressão alta
Dar luz a uma criança com mais de 4kg
Apneia do sono.
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1.6 COMPLICAÇÕES DA DIABETES
Complicações agudas
A cetoacidose, o estado hiperosmolar hiperglicémico e a hipoglicémia são
ocorrências que estão relacionadas com elevada mortalidade e morbilidade, bem
como elevados custos de saúde, sendo por isso essencial prevenir .
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do processo poderá ocorrer hipovolémia, diminuindo assim a filtração glomerular e piorando
a hiperglicémia .
Hipoglicémia
A maioria dos episódios relacionados com hipoglicémia na DMT2 deve-se à
terapêutica inadequada da insulina, por exemplo uma dose demasiado elevada ou um intervalo
entre administrações demasiado curto ou à terapêutica oral com secretagogos em doses
demasiado elevadas.
A hipoglicémia pode ser definida como moderada quando a glicémia se encontra entre
0,4 e 0,7 mg/dL, sendo que neste estadio, a hipoglicémia é reversível tomando as medidas
adequadas em casa. O estadio severo, em que a maioria dos doentes não se encontra
consciente, corresponde a uma glicémia inferior a 0,4mg/dL e são necessários cuidados
hospitalares . Taquicardia, suores, fome, dificuldade em concentrar, irritabilidade e ansiedade
são sintomas agudos deste tipo de desregulação da glicose .
Complicações crónicas
Os doentes diabéticos apresentam um risco elevado de desenvolvimento de diferentes
complicações associadas à exposição crónica de elevadas concentrações de glicose . O
excesso de glicose conduz à libertação de espécies reativas de oxigénio, ativando diversas
vias de sinalização, como a do poliol, a da hexosamina, a formação de produtos finais
glicados e a ativação da proteína cinase C que resultam na inflamação. Para além disso, a
ativação dessas vias de sinalização induz a transcrição de genes, modificações epigenéticas, a
metilação do DNA entre outros processos. A transcrição de genes na presença de espécies
reativas de oxigénio favorece a hipertrofia, remodelação e proliferação celular e a sinalização
apoptótica que conduzem às complicações micro e macrovasculares da doença da diabetes.
Complicações microvasculares
Neuropatia
A neuropatia diabética é a causa mais comum de neuropatia no mundo. É a
complicação diabética com maior prevalência de hospitalizações, sendo responsável por cerca
de 50% a 75% das amputações não traumáticas . A presença de altos níveis de glicose no
sangue afeta o sistema nervoso periférico, provocando neuropatias . As diferentes formas de
neuropatias podem ser classificadas de acordo com a sua distribuição anatómica (proximal,
distal, assimétrica, simétrica), o seu curso clínico (aguda, crónica), sintomatologia específica
(dor, sensibilidade) ou a sua fisiopatologia . A polineuropatia distal simétrica é a forma mais
21
comum de neuropatia diabética, sendo que o único tratamento provado que retarda a
progressão da mesma é o controlo glicémico intensivo. A sintomatologia associada a lesões
nas grandes fibras passa por parestesias, sensação de dormência distal e reflexos anormais na
zona do tornozelo. Alterações ao nível das pequenas fibras resulta em sensação de
queimadura e picadas . A consequência mais severa da polineuropatia distal simétrica é a
ulceração do pé e possível amputação. A neuropatia autonómica diabética acompanha muitas
vezes a polineuropatia distal imétrica e raramente se apresenta sozinha. A neuropatia
autonómica diabética envolve distúrbios nos órgãos de inervação autonómica como o sistema
cardiovascular, gastrointestinal, genitourinário e outros. Contudo os sintomas só aparecem
numa situação de avanço moderado da patologia.
Nefropatia
A nefropatia afeta essencialmente 25% dos doentes diabéticos e é considerada a principal
causa de morte por doença renal em último estadio . É um síndrome caracterizado por
albuminúria insistente que deverá ser confirmada em duas ocasiões distintas, separadas por
um período entre 3 e 6 meses, por um declínio na taxa de filtração glomerular e por um
aumento da pressão arterial . Os principais fatores que previnem o desenvolvimento e
progressão da nefropatia diabética são o controlo glicémico, controlo da pressão arterial para
um alvo inferior a 130/80mmHg e o controlo lipídico, já que baixos níveis de colesterol LDL
e triglicéridos foram associados à regressão de albuminúria moderada para valores de
albuminúria normais na DMT2.
Retinopatia
A retinopatia é uma das principais causas de cegueira na população ativa . De acordo
com a OMS, a retinopatia está presente em cerca de 35% dos doentes diabéticos e foi
responsável por 2,6% dos casos de cegueira em 2010 . A redução da prevalência desta
patologia passa pela intervenção nos fatores de risco modificáveis como o controlo da
glicémia, da hipertensão e da dislipidémia.
Complicações macrovasculares
Estudos epidemiológicos estabeleceram uma clara relação entre a doença da diabetes e
complicações macrovasculares, isto é, o risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular
cerebral e doença arterial periférica está aumentado. Os doentes diabéticos têm 2 a 4 vezes
maior risco cardiovascular que não-diabéticos, sendo a principal causa de morte de doentes
com essa condição . A nível fisiopatológico os elevados valores de glicémia inibem a
22
produção de óxido nítrico, reduzindo a ação vasodilatadora do tecido vascular liso e endotelial
e são responsáveis pela upregulation de genes responsáveis pela produção de citocinas pró--
inflamatórias e pela disfunção plaquetária, aumentando a produção de substâncias pro--
trombóticas. Para minimizar eventos cardiovasculares, o controlo glicémico parece importante
se for realizado agressivamente em estadios iniciais da diabetes, contudo não se verificaram
resultados positivos em doentes com diabetes de longa duração. A terapêutica para redução de
lípidos é uma intervenção essencial para a prevenção de complicações cardiovasculares. O
valor do colesterol LDL deverá ser inferior a 70mg/dL. Também a manutenção de valores de
pressão arterial inferiores a 130/80mmHg parece ser um fator importante na diminuição da
mortalidade cardiovascular nestes doentes.
É um inicio relativamente rápido ( alguns dias até poucos meses ) de sintomas como:
sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento, cansaço e fraqueza.
Polifagia;
Polidipsia;
Poliuria;
Glucosuria;
Prurito;
Perda de Peso;
23
1.9 TRATAMENTO
A insulina é o único tratamento para diabetes tipo 1. Hoje ela só pode ser administrada
por injeção, seja com canetas de insulina ou sistemas de infusão contínua (bombas de
insulina).É necessário ajustar a administração de insulina ao que a pessoa come, à atividade
que realiza e aos seus níveis de glicose, pelo que o paciente deve medir a sua glicemia com
frequência, utilizando glicosímetros (picando os dedos) ou com sensores intersticiais de
glicose (alguns são já financiado em várias comunidades autónomas), de forma mais simples
e menos penosa.
A diabetes tipo 2 tem uma gama terapêutica mais ampla. Neste caso, ao contrário dos
pacientes com diabetes tipo 1, a administração de insulina nem sempre será necessária. Ao
adotar um estilo de vida saudável e perder peso, os níveis de glicose podem ser normalizados.
Junto a isso, acrescenta o endocrinologista, “o uso de um ou mais medicamentos que ajudem a
insulina a funcionar melhor será a melhor opção de tratamento”. Segundo Ávila, o
medicamento que for prescrito “vai depender fundamentalmente das características clínicas
do paciente”. Os grupos terapêuticos disponíveis são os seguintes:
24
Inibidores da alfa descarboxilase, os inibidores da alfaglucosidase foram
inicialmente isolados a partir de bactérias Atuam no intestino através de um
mecanismo de competição com as enzimas alfaglucosidase, presente no epitélio
intestinal, que facilitam a conversão dos polissacáridos em monossacáridos. A sua
inibição por competição impede assim a degradação dos polissacáridos , portanto, a
sua absorção. Esta classe de compostos atrasa a absorção intestinal de hidratos de
carbono, reduzindo a hiperglicemia pósprandial. Por isso, devem ser administrados no
início da refeição. A acarbose tem a capacidade de reduzir o peso corporal melhorar a
tensão arterial, baixar os níveis de glicose, diminuir a incidência de eventos
cardiovasculares e atenuar a hipertrigliceridemia em jejum e pósprandial, tornando-o
num ótimo fármaco para utilizar na prédiabetes em caso de contraindicação ou
intolerabilidade da metformina.
25
idealmente subcutânea (SC). A insulina deve ser administrada na parte superior dos
braços, coxas, ancas ou abdómen, de forma rotativa para evitar a lipodistrofia. Outros
efeitos adversos são metabólicos, imunológicos e locais . As insulinas existentes
diferem quanto ao seu início de ação, duração de ação e tempo necessário para atingir
a sua concentração máxima. Consoante essas características podem então enumerar-se
as insulinas de ação ultra-rápida ou ultra-curta, de rápida ou curta duração, de ação
intermédia, de longa duração de ação ou de ação lenta e ultralenta.
1.10 PREVENÇÃO
de atividade física. A intervenção durou 6 anos e ao fim desse tempo constatou-se que
a incidência de diabetes era bastante mais reduzida nos grupos em que houve intervenção
comparativamente com o grupo controlo. Deste modo, o grupo da dieta teria uma incidência
de 43.8%, o do exercício de 41.1%, o da dieta e do exercício de 46.0% e o grupo controlo de
67.7%. Relativamente ao Programa de Prevenção da Diabetes realizado nos Estados Unidos,
intervenções ao nível do estilo de vida durante 3 anos, obtiveram um resultado semelhante ao
estudo finlandês ao reduzir o risco de desenvolvimento da doença em 58%. Alterações ao
nível da dieta, atividade física e comportamento em indivíduos com idade superior a 60 anos
demonstraram ser essenciais à prevenção da diabetes já que nesta faixa etária o risco foi
reduzido em 71%.
Intervenção na dieta
26
A importância da intervenção dietética já é compreendida desde a antiguidade.
Contudo, a primeira dieta proposta para doentes em risco de diabetes é bastante diferente da
recomendada atualmente, dado que ao longo dos tempos surgiram novas observações e novas
evidências clínicas. Atualmente, a intervenção nutricional desempenha um papel essencial a
nível primário, secundário e terciário, pois poderá atrasar/impedir a progressão da diabetes,
poderá prevenir o aparecimento de complicações ou então controlar complicações já
existentes, respetivamente . Para evitar o aparecimento da diabetes e das suas complicações, a
dieta recomendada tem como objetivo a manutenção dos níveis normais de glicose e de
lípidos no sangue, do peso saudável e dos níveis normais de pressão arterial. Para que estes
objetivos sejam atingidos deve-se controlar a ingestão de gordura total e saturada, de
colesterol, de sódio, de fibra e de álcool, considerando os níveis recomendados por guidelines
. De acordo com a AAD, existem vários padrões alimentares que poderão ser seguidos
nomeadamente a dieta mediterrânica, a Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) e a
baseada em plantas .
Hidratos de Carbono
A AAD (Agencia Americana de Diabete) recomenda a ingestão de hidratos de carbono
presentes nos cereais, vegetais, frutas, legumes e produtos lácteos, especialmente ricos em
fibra e com baixo índice glicémico. Para além disso, deve-se evitar o consumo de bebidas e
comida com adição de açúcares .
Diversos estudos demonstram que a ingestão de fibra, especialmente de origem cereal,
está associada à diminuição do risco de obesidade e diabetes. A qualidade dos hidratos de
carbono é importante para que se opte pelo alimento mais adequado. A qualidade avaliase
pela determinação da resposta glicémica após a ingestão do produto. A resposta glicémica
depende do índice glicémico e da carga glicémica. O índice glicémico de um alimento rico em
hidratos de carbono reflete o aumento da glicémia em comparação com um padrão
(normalmente é o pão branco), enquanto a carga glicémica é o resultado do produto do índice
glicémico e da quantidade de hidratos de carbono numa determinada porção.
Proteína
27
seu modelo dietético. No entanto em indivíduos com doença renal não se deverá ultrapassar o
valor diário recomendado de 0,8g/kg.
Actividade física
CAPÍTULO II
28
CAPÍTULO II -ANALISES E COLETAS DE DADOS
O HRL é uma unidade com capacidade instalada de 463 leitos. O HRL alberga 658
trabalhadores divididos em 428 enfermeiros 43 médicos , 47 apoio hospitalar , 90 técnicos
de diagnostico terapêuticos e 50 para o Regime Geral.
Tivemos muitas dificuldades a realizar a pesquisa de campo devido a falta de casos
com diabete mellitus, no HRL entretanto houve á necessidade de fazer uma pesquisa de dados
Segundo os dados fornecidos pelo Hospital Regional do Lobito no ano de 2023 do mês de
Janeiro e no mês de Março registou-se casos de 10 sendo 7 F e 3 M.
O sexo mais afectado é o Femenino.
Idade compreendida: 30-70 anos.
Incidência nos últimos meses o seu aparecimento não tem sido tão frequente.
30
CONCLUSÃO
31
REFERÊNÇIAS BIBIOGRÁFICAS
32
ANEXO
33
CONSENTIMENTO INFORMADO
Estimado senhor/a:
O questionário que se segue tem como finalidade complementar o trabalho final
curricular para área de técnico de enfermagem.
Pelo que, solicitamos a sua autorização para participação neste trabalho, com a garantia
de que não será identificado quando a divulgação dos resultados e que as informações obtidas
serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao presente trabalho.
Diante do exposto expresso a minha concordância em participar de livre espontânea
vontade no presente estudo na investigação com o tema: Assistência de enfermagem a
paciente com Diabetes Mellitus.
________________________________________
34
Data 18 / 02 / 2023
Neste capitulo, destacam-se resultados produzidos pela aplicação de recolha de dados por
questionários dirigidos aos enfermeiros do Hospital Regional do Lobito, durante o segundo
semestres do ano 2023.
Caracterizaçaõ dos participantes
No período de Janeiro a Março de 2023, foram realizadas as pesquisas com destaques
positivos, foram 11 enfermeiros no universo estabelecido, dos quais apresentaram idade
compreendida de 21 aos 47 anos de idades, dos quais foram 6 Femininos e 5 masculinos, com
tempo de serviço entre 2 a 15 anos e possuíam os seguintes níveis de escolaridade: Técnicos
básicos 2 Médio 7 e 2 Licenciados.
21 25 2 X X X
26 30 1 X X
31 35 1 X
36 40 1 1 X X X
41 47 1 1 1 X
TOTAL 6 5 2 7 2 3 2 2
35
INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AOS
ENFERMEIROS DA SECÇÃO DE MEDICINA DO HOSPITAL REGIONAL DO
LOBITO.
IDENTIFICAÇÃO DOS INQUÉRITOS
NOME
IDADE
SEXO
ENSINO BÁSICO (CONCLUIDO) SIM
NÃO
ENSINO MÉDIO (CONCLUIDO) SIM
NÃO
ENSINO SUPERIOR (CONCLUIDO) SIM
NÃO
36
4- Quais são as causas e factores de riscos da Diabetes Mellitus?
Excesso de peso
37
1.-Tem conhecimento sobre Diabetes Mellitus?
OPÇÕES FREQUÊNCIAS PERCENTAGEM
SIM
NÃO
TOTAL
TOTAL
38
5- Quais são as principais complicações da Diabetes Mellitus
TOTAL
TOTAL
39