Contato e Coordenação da Fundação Cecierj
Contato e Coordenação da Fundação Cecierj
Presidente
Masako Oya Masuda
Vice-presidente
Mirian Crapez
e Estatística
Material Didático
Volume 2 - Módulos 2 e 3 Jean Louis Valentin
Departamento de Produção
2ª edição Luiz Manoel Figueiredo ELABORAÇÃO DE CONTEÚDO
Jean Louis Valentin EDITORA PROGRAMAÇÃO VISUAL
Mario Olivero Luiz Manoel Figueiredo Tereza Queiroz Sanny Reis
Mario Olivero Yozo Kono
Mariza Ortegoza Mariza Ortegoza COORDENAÇÃO EDITORIAL
Ronaldo d´Aguiar Silva
Jane Castellani
COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO ILUSTRAÇÃO
INSTRUCIONAL REVISÃO TIPOGRÁFICA
Jefferson Caçador
Cristine Costa Barreto Jane Castellani
Morvan Neto
Sandra Valéria Oliveira
DESENVOLVIMENTO INSTRUCIONAL E CAPA
REVISÃO COORDENAÇÃO DE
Eduardo Bordoni
Anna Maria Osborne PRODUÇÃO
Anna Carolina da Matta Machado Jorge Moura PRODUÇÃO GRÁFICA
Maria Helena Hatschbach Patricia Seabra
COORDENAÇÃO DE LINGUAGEM
Maria Angélica Alves
Copyright © 2005, Fundação Cecierj / Consórcio Cederj
Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio
eletrônico, mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Fundação.
V156e
Valentin, Jean Louis.
Elementos de matemática e estatística. v. 2 / Jean Louis
Valentin. 2ª ed. – Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2009.
120p.; 19 x 26,5 cm.
ISBN: 85-7648-033-6
Apoio:
1. Variável aleatória. 2. Distribuição binomial. 3. Distribuição
de frequência. 4. Análise de variância. 5. Estimativa. I. Figueiredo,
Luiz Manoel. II. Olivero, Mario. III. Ortegoza, Mariza. IV. Título.
CDD: 519.5
2009/2
Referências Bibliográficas e catalogação na fonte, de acordo com as normas da ABNT.
Governador
Elementos de Matemática
Sérgio Cabral Filho e Estatística Volume 2
Módulo 3
Universidades Consorciadas
UENF - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO UFRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL DO Aula 16 – O que é Estatística? A distribuição de freqüências _________________ 27
NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO RIO DE JANEIRO Jean Louis Valentin
Reitor: Almy Junior Cordeiro de Carvalho Reitor: Aloísio Teixeira
Aula 17 – Um modelo teórico de distribuição de freqüência:
a distribuição normal ______________________________________ 45
Jean Louis Valentin
UERJ - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO UFRRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL
RIO DE JANEIRO DO RIO DE JANEIRO Aula 18 – Estimativas e testes de hipóteses _____________________________ 55
Reitor: Ricardo Vieiralves Reitor: Ricardo Motta Miranda Jean Louis Valentin
Anexo ____________________________________________101
Gabarito ____________________________________________111
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MÓDULO 2
Elementos de Matemática e Estatística | Variável aleatória e valor esperado Elementos de Matemática e Estatística | Variável aleatória e valor esperado
se é (sim) ou não (não) defeituosa". Você deve achar estranho chamar uma função de variável aleatória. E é mesmo!
Os resultados de um experimento aleatório podem ser numéricos
AULA
Mas essa terminologia já é consagrada na área e por isso vamos adotá-la. Não
- espaço amostral associado:
AULA
6 0
resultado valor numérico associado Ω → X
(C, C) 0 (C, C) → 0
Pelos exemplos acima, você pode notar que, a cada resultado,
(C, K) → 1
(K, C) 1 corresponde um e apenas um valor numérico. Esse procedimento pode
(K, C) → 1
(C, K) 1 ser visto, matematicamente, como a criação de uma função. Tal função
(K, K) → 2
é chamada variável aleatória.
(K, K) 2
Temos, então, a seguinte definição: Para cada valor de , identificamos os resultados do
experimento que lhe são associados:
Variável aleatória é uma função numérica definida em um espaço
evento numérico eventos associados
amostral.
X=0 → {(C, C)}
X=1 → {(C, K), (K, C)}
X=2 → {(K, K)}
MÓDULO 2
Elementos de Matemática e Estatística | Variável aleatória e valor esperado Elementos de Matemática e Estatística | Variável aleatória e valor esperado
Exemplo 2 3.
uma variável aleatória que assume os valores½ com
14
14
Sendo Ω = {(K,K), (K,C), (C,K), (C,C)} eqüiprovável, cada Retomemos os experimentos do exemplo 1, e vamos supor que X evento probabilidade Seja
. O valor esperado
AULA
AULA
resultado tem probabilidade 1/4. Podemos determinar a probabilidade os espaços amostrais sejam todos eqüiprováveis: probabilidades
0 {2, 4, 6} P(X = 0) = 3/6
de ocorrência de cada evento numérico, a partir das probabilidades dos da variável aleatória , representado por , é dado por:
eventos do experimento: 1. 1 {1, 3, 5} P(X = 1) = 3/6
½ ½
X evento probabilidade
1 3/6 Exemplo 3
X P
Distribuição de probabilidade da variável aleatória X: Consideremos as famílias constituídas de três filhos.
0 1/4
Representando por a criança de sexo masculino e por a de sexo
X P feminino, o espaço amostral associado a essa observação pode ser
1 2/4 VALOR ESPERADO DE UMA VARIÁVEL ALEATÓRIA
0 1/4 representado por:
Note que essa tabela, na qual anotamos e suas respectivas pro- 2 1/4 Suponha que lancemos um dado equilibrado 300 vezes e anotemos O número de meninas é uma variável aleatória que assume os
babilidades, caracteriza uma função que a cada valor de associa um o resultado da face de cima. Queremos determinar a média dos valores valores 0, 1, 2 e 3. A tabela abaixo mostra a distribuição de probabilidade
observados. dessa variável:
número real do intervalo [0,1]. Esta função é denominada distribuição
de probabilidade da variável aleatória . 2. Como os resultados possíveis são eqüiprováveis, é de se esperar
X evento associado probabilidade
que cada um ocorra uma quantidade de vezes próxima de 50 (já que são
Observação: é importante destacar que foram definidas duas X evento probabilidade
funções:
300 lançamentos e 6 resultados possíveis). A média dos valores deve ser, 0 {hhh} 1/8
0 {não} P(X = 0) = 1/2 então, um valor próximo de:
1. variável aleatória, que associa a cada resultado de um experi- 1 {mhh, hmh, hhm} 3/8
mento um número real; e 1 {sim} P(X = 1) = 1/2
média = 2 {mmh, mhm, hmm} 3/8
2. distribuição de probabilidade de uma variável aleatória, que
associa a cada valor assumido pela variável um número real restrito ao Note que 3 {mmm} 1/8
½
média =
intervalo [0,1]. Distribuição de probabilidade da variável aleatória X:
Resumindo: Dado um experimento aleatório de espaço amostral , O número esperado de meninas é a soma dos produtos de cada
uma variável aleatória é uma função X P
média = valor de pela sua probabilidade de ocorrência. Neste caso, temos que
½
0 1/2 o valor esperado para essa variável é
A somatória dos produtos de cada resultado (numérico) do
1 1/2
A escolha dos números , é de- experimento pela sua probabilidade de ocorrência fornece um valor
terminada a partir das probabilidades associadas aos eventos no espaço médio da variável aleatória. Esse valor é chamado valor esperado ou Observe que o valor esperado para o número de meninas é
amostral , no qual está definida. esperança matemática ou ainda média da variável aleatória. impossível de ocorrer na realidade: nenhuma família de três filhos tem
1,5 menina!
MÓDULO 2
Elementos de Matemática e Estatística | Variável aleatória e valor esperado
Isso muitas vezes ocorre com o valor esperado de uma variável Exemplo 5
EXERCÍCIOS
14
14
aleatória. Como dissemos anteriormente, ele indica uma média dos valores Numa loteria, o jogador paga 1 real para marcar cinco algarismos
AULA
AULA
observados, se o experimento for realizado um grande número de vezes. quaisquer numa cartela. O jogo paga 1.000 reais para o jogador que
Os próximos exemplos ilustram aplicações do valor esperado na acerta os cinco algarismos. Vamos encontrar o valor esperado de ganho 1. Uma urna contém 3 bolas brancas e 2 bolas azuis. Duas bolas são retiradas dessa
análise de alguns jogos. para o jogador nesse jogo. urna, uma após a outra, sem reposição, e suas cores são anotadas. Seja a variável
Exemplo 4 Os algarismos podem ser repetidos e a escolha de cada um inde- aleatória que associa a cada resultado desse experimento o número de bolas
Um jogador paga 1 real para jogar um dado. Se a face observada pende da escolha de outro qualquer. Logo, a probabilidade de escolher os brancas observadas. Determine a distribuição de probabilidade dessa variável.
é 6, ele recebe 10 reais (lucra 9, visto que já pagou 1). Se sai qualquer cinco corretos é ½ ½ ½ ½ ½
½¼ ½¼ ½¼ ½¼ ½¼
½¼¼½¼¼¼ e a probabilidade de escolher
2. Para lançar um dado, um jogador paga 1 real. O jogo paga:
outro número, ele nada recebe. Podemos definir a variável aleatória ( ) pelo menos um algarismo errado é ½ ½
½
Se ele acerta, lu-
que fornece o ganho do jogador em cada partida: cra 1000-1 = 999 reais e se erra, perde 1 real. Então, o valor esperado (a) 3 reais para o resultado 6.
de ganho é:
face observada ganho
(b) 2 reais para o resultado 5.
1, 2, 3, 4, 5 -1
(c) 1 real para o resultado 4.
6 9 (d) O jogo não paga qualquer dos resultados 1, 2, 3.
Supondo que ele vá jogar um grande número de vezes, vamos Logo, a expectativa é de que o jogador perca cerca de 99 centavos Determine o valor esperado de ganho nesse jogo.
calcular o valor esperado de seu ganho, . Para isso, vamos com- de real por jogada. O jogo é desequilibrado contra o jogador.
3. Uma loja de departamentos vende aparelhos de ar-condicionado. A tabela a
pletar a tabela anterior, acrescentando as colunas com as probabilidades
seguir lista dados compilados sobre as vendas em um dia:
de cada evento numérico e com o produto de cada valor assumido pela
unidades de
variável e sua probabilidade: 0 1 2 3 4
aparelhos
probabilidade
face observada ganho probabilidade produto 0,10 0,35 0,30 0,20 0,05
RESUMO de venda
½ ½
regras de pontuação e pagamento de dificuldade para resolver os exercícios propostos, releia as definições e os exemplos
de real por partida. Por exemplo, se ele jogar 100 vezes, algum deles, pode determinar o valor é dado por
esperado de ganho. resolvidos, com atenção. Se as dúvidas persistirem, solicite a ajuda do tutor da
ganhará algumas vezes, perderá outras, mas deverá
disciplina.
ganhar, ao final, cerca de 100 x 0,67 = 67 reais.
O exemplo 4 trata de um jogo em que o valor esperado do ganho
é positivo. Jogos desse tipo são chamados desequilibrados a favor do
jogador. Quando o valor esperado de ganho é nulo, o jogo é dito
equilibrado e, quando é negativo, dizemos que o jogo é desequilibrado
contra o jogador. CEDERJ 15 16 CEDERJ CEDERJ 17
15
MÓDULO 2
Elementos de Matemática e Estatística | Distribuição binomial Elementos de Matemática e Estatística | Distribuição binomial
INTRODUÇÃO Vamos considerar experimentos aleatórios que apresentam dois O problema que queremos resolver é: como calcular , onde • Em cada lançamento:
= 1/2
15
resultados possíveis aos quais denominaremos sucesso e fracasso. (obter exatamente k sucessos nas n tentativas)? sucesso: cara
= 1/2
AULA
Por exemplo:
AULA
fracasso: coroa
1. Experimento: lançar uma moeda e observar se dá cara ou não Em outras palavras, como calcular a probabilidade de ocorrerem • Número de lançamentos (tentativas): n=5
exatamente k sucessos nas n realizações do experimento? • Número desejado de sucessos: k=3
Distribuição binomial sucesso: cara
• Uma possibilidade de ocorrerem k sucessos nas n tentativas é: • Probabilidade pedida:
fracasso: coroa
2. Experimento: lançar um dado e observar se dá 5 ou 6 pontos, ou não
sucesso: sair 5 ou 6
fracasso: sair 1 ou 2 ou 3 ou 4
3. Experimento: retirar uma bola de uma urna que contém 10 bolas, sendo onde S indica Sucesso; F indica Fracasso
7 bolas brancas e 3 bolas não-brancas, e observar se é branca ou não. • Devido à independência dos resultados de cada tentativa, a proba-
sucesso: branca bilidade de ocorrer o caso descrito acima é
¿ ¾
fracasso: não-branca
objetivo
Nesta aula você deverá ser capaz de: Representemos por p a probabilidade de ocorrer sucesso e q=1p Exemplo 7
Qual a probabilidade de, em dez lançamentos de um dado honesto,
• Estudar a distribuição de probabilidades de experimentos com apenas a probabilidade de fracasso. Nos exemplos anteriores, supondo a moeda
dois tipos de resultados, realizados uma certa quantidade de vezes.
e o dado equilibrados, temos: ou seja, é . serem obtidos 5 ou 6 pontos em exatamente quatro das dez tentativas?
• Os k sucessos e os nk fracassos podem ocorrer em qualquer ordem Solução:
1.
e ocupar quaisquer posições na seqüência. O total de possibilidades é o total Definimos a variável aleatória X = número de vezes em que são
2. de permutações de n elementos, com k e nk elementos repetidos. Vimos no observadas as faces 5 ou 6, nos dez lançamentos. Queremos calcular
3. Módulo 2 que esse total é dado por P(X=4). Temos:
Suponhamos que o experimento considerado seja repetido n vezes,
Então
e que o resultado de cada tentativa seja independente dos resultados das
demais tentativas. • Conclusão: Como são
tentativas, temos:
Vamos definir a variável aleatória
X= número de sucessos nas n tentativas Exemplo 8
A variável aleatória X tem uma distribuição de probabilidade: Uma urna contém dez bolas das quais sete, e apenas sete, são
brancas. Cinco bolas são retiradas, uma a uma, com reposição. Qual a
A expressão fornece o termo geral do desenvolvi-
X P probabilidade de serem retiradas exatamente três bolas brancas?
mento do binômio . Por isso, essa distribuição de probabilidade
0 ¼ é denominada distribuição binomial.
Solução:
Definimos a variável aleatória X= número de bolas brancas nas
1 ½ Vamos retomar os experimentos do exemplo anterior: 5 retiradas. Queremos calcular P(X=3). Temos:
2 ¾ Exemplo 6
Qual a probabilidade de, em cinco lançamentos de uma moeda
º º
equilibrada, serem observadas exatamente três caras? Então
º º Solução:
º º Sendo X o número de caras nos 5 lançamentos.
20 CEDERJ CEDERJ 21 22 CEDERJ
MÓDULO 2
MÓDULO 2
Elementos de Matemática e Estatística | Distribuição binomial Elementos de Matemática e Estatística | Distribuição binomial
Exemplo 9 Diante de uma probabilidade tão pequena, este exemplo pode ser 4. A probabilidade de um homem de 50 anos viver mais 20 anos é 0,6. Considerando Para saber mais deste assunto ou entender melhor algum conceito visto, indicamos uma
15
15
No lançamento de quatro moedas, dê a distribuição de proba- usado para incentivar um aluno a estudar, não é? um grupo de 8 homens de 50 anos, qual a probabilidade de que pelo menos 4 bibliografia básica:
AULA
AULA
CEDERJ 23 24 CEDERJ CEDERJ 25 26 CEDERJ
16
Elementos de Matemática e Estatística | O que é Estatística? A distribuição de freqüências Elementos de Matemática e Estatística | O que é Estatística? A distribuição de freqüências
MÓDULO 3
Você vai saber o que é a Estatística e como podemos representar os dados c) fazer comparações. Ex.: testar qual de duas substâncias é mais
16
AULA
alguns parâmetros básicos de uma distribuição de dados. metade do século XVIII, a palavra “Estatística” do latim Status (Estado) d) construir um modelo que descreva como um fenômeno é
O que é Estatística? afetado por vários fatores. Ex.: estimar a taxa de crescimento de um
sobre a qual acumularam-se descrições e dados relativos ao Estado.
A distribuição de freqüências O QUE É ESTATÍSTICA? A Estatística, nas mãos dos estadistas, constitui-se então verdadeira peixe cultivado em aquário, de acordo com a temperatura da água e o
ferramenta administrativa. tipo e quantidade de alimento.
Você deve ter percebido que o tema da aula é Bioestatística,
Nascida como simples compilação de números, a Estatística tem
porém vamos sempre usar a palavra Estatística durante as aulas. Qual
evoluído até nossos dias como um poderoso instrumento destinado a
é a diferença? Nenhuma! Na realidade, não existe uma Bioestatística,
pesquisar as relações de causa e efeito dos fenômenos, possibilitando
mas simplesmente uma Estatística aplicada à Biologia.
suas previsões dentro de uma razoável margem de erro.
Você, certamente, ouviu falar de Estatística e até comentado
A Estatística encontra aplicações em quase todos os campos
sobre ela com amigos. Por exemplo, teve a oportunidade de ouvir no
da atividade humana, desde a política, a sociologia, até a indústria, o
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: noticiário que:
objetivos
MÓDULO 3
MÓDULO 3
ESTATÍSTICA DESCRITIVA E INDUTIVA Agora que conhecemos a variável, vamos descobrir quais as AMOSTRAGEM ALEATÓRIA
16
16
Na coluna “Freqüência” encontra-se o número de indivíduos
causas da variabilidade de uma medida. Existem dois tipos (fontes) de de cada categoria (macho ou fêmea). É uma freqüência absoluta,
AULA
AULA
A parte da estatística que procura somente descrever e analisar Uma amostragem é considerada ALEATÓRIA quando todos os ALEATÓRIO
variabilidade, como mostrado na figura a seguir: que chamaremos simplesmente de “freqüência”. O total da coluna
um certo grupo de elementos é chamada estatística descritiva. Por outro elementos de uma população têm igual chance de serem selecionados. Um evento que
depende do acaso. corresponde ao tamanho da amostra (80 indivíduos). Na coluna
lado, se uma amostra é representativa de uma população, ou seja, se É isso que acontece quando se faz o sorteio da loteria: cada número Sua realização é “Freqüência relativa” o número de indivíduos é dividido pelo total
ela contém, em proporção, tudo o que a população possui qualitativa e contido na bola tem a mesma chance de ser sorteada. A aleatorização regida pela teoria das
probabilidades. de indivíduos observados (80). Neste caso o total da coluna é 1,00.
quantitativamente, então podemos tirar conclusões importantes sobre a é exigida em estatística inferencial, para poder extrapolar os resultados
Em outras palavras, podemos dizer que nessa amostra há 44% de
população a partir dessa amostra. Nesse caso, dizemos que vamos inferir de uma amostra para a população.
machos (multiplicando 0,44 por 100). O cálculo da freqüência relativa
os resultados obtidos com a amostra para a população, e realizamos uma
é necessário quando se pretende comparar a razão sexual de duas ou
estatística chamada estatística indutiva ou inferencial. Essa inferência VARIÁVEL ALEATÓRIA
mais amostras com número diferente de indivíduos.
(transferência de conclusões da amostra para a população) nunca dará um
É chamada de “aleatória” a variável cujos valores variam mesmo
resultado exato, mas somente uma estimativa da população, estimativa
após ter fixado todos os fatores possíveis de influenciar. Essa variável Exemplo 2 – Dados quantitativos discretos
que será sempre acompanhada de um certo erro, cujo tamanho pode ser
não pode ser prevista exatamente. Somente podemos ter uma idéia das Numa amostra de 2000 legumes contamos o número de sementes
avaliado pela teoria das probabilidades. Não se assuste nem se apresse,
suas características (média, dispersão). (X) em cada legume. Na segunda coluna da tabela colocamos as
esse conceito de estimativa e suas aplicações serão vistos mais tarde.
freqüências (F), isto é, o número de legumes contendo aproximadamente
a) a variabilidade externa, ligada aos fatores e à variação das
! DISTRIBUIÇÃO DE FREQÜÊNCIAS 4, 5, 6 até 14 sementes. Na terceira coluna calculamos a freqüência
Você deve ter visto a teoria das probabilidades condições de experiência ou do meio natural, como por exemplo o efeito
em aula de Matemática. Mas não se preocupe,
relativa (Fr), dividindo cada freqüência pelo total de legumes (2000).
da temperatura sobre o crescimento de um organismo, da intensidade Você concorda que as tabelas com grande número de dados são
faremos uma pequena revisão sobre o assunto, Na quarta coluna são as freqüências acumuladas (Fac). Elas são obtidas
na próxima aula. luminosa sobre a fotossíntese etc. O estudo do efeito desses fatores cansativas e não dão ao leitor uma visão rápida e global do conjunto somando as freqüências sucessivas de cada valor de semente.
constitui geralmente o objetivo da pesquisa. de dados? Para facilitar essa visão podemos organizar os dados em A tabela pode ser interpretada da seguinte maneira: na amostra
VARIABILIDADE DE UMA MEDIDA b) a variabilidade interna (intrínseca, própria) aparece sempre, uma tabela de distribuição de freqüências. Ela pode ser feita com dados de 2000 legumes, 310, por exemplo, contêm 7 sementes (ou seja, 15,5%
mesmo quando todas as condições são mantidas constantes. Essa qualitativos, quantitativos discretos ou quantitativos contínuos. Vamos
Uma variável é um caractere suscetível de variar. Vamos começar dos legumes), e 520 legumes contêm ATÉ 7 sementes (quer dizer, 4, 5,
variabilidade interna pode mascarar a variabilidade externa que que- ver um exemplo para cada tipo de dados.
pelo exemplo para que você possa entender. Os organismos de uma 6 ou 7 sementes).
remos estudar. O pesquisador deve tentar diminuir ao máximo essa
comunidade podem ser estudados sob diversos ângulos. Por exemplo,
fonte de variabilidade, aperfeiçoando os equipamentos ou o método de Exemplo 1 – Dados qualitativos
podem ser classificados quanto ao sexo, ao tamanho dos indivíduos, ou Tabela 16.2
amostragem, por exemplo. Numa amostragem de 80 indivíduos, realizada numa população X F Fr Fac
seu peso etc. Sexo, tamanho, peso, são variáveis, isto é, são propriedades
Em Biologia, ao inverso de outras áreas como a Física, quaisquer de camarões em cativeiro, obtivemos 35 machos e 45 fêmeas. Com esses 4 0 0,000 0
às quais podemos associar conceitos ou números e assim expressar
que sejam as precauções haverá sempre uma certa variabilidade interna, dados foi possível elaborar a seguinte tabela: 5 60 0,030 60
informações sob forma de medidas. 6 150 0,075 210
pois não existem dois seres vivos rigorosamente idênticos. Logo, é inútil
Cada variável tem um domínio, que é o conjunto de valores entre Tabela 16.1 7 310 0,155 520
tentar suprimir a variabilidade interna de um fenômeno biológico. É
os valores mínimo e máximo que ela pode alcançar. Uma variável pode 8 590 0,295 1110
uma parte intrínseca do fenômeno. Não é um “erro”! Numa série Sexo Freqüência
Freqüência 9 420 0,210 1530
conter diversos tipos de dados: relativa
de medidas, essas duas variabilidades são misturadas. Os métodos Machos 35 0,44
10 230 0,115 1760
a) dados qualitativos ou categóricos. Eles apenas discriminam 11 150 0,075 1910
estatísticos (a “Estatística”) têm como objetivo separar essas duas fontes
Fêmeas 45 0,56
objetos em categorias ou atributos (ex.: sexo, cor dos olhos); 12 60 0,030 1970
de variabilidade e permitir, assim, o estudo do fenômeno.
b) dados quantitativos que podem ser contínuos, assumindo TOTAL 80 1,00 13 28 0,014 1998
14 2 0,001 2000
qualquer valor entre duas observações (ex.: peso de um indivíduo),
N 2000 1,000
ou discretos, assumindo somente valores inteiros (ex.: número de
crianças numa família).
Elementos de Matemática e Estatística | O que é Estatística? A distribuição de freqüências Elementos de Matemática e Estatística | O que é Estatística? A distribuição de freqüências
MÓDULO 3
MÓDULO 3
Observamos que na primeira coluna são colocados os intervalos
16
16
Os dados dessa tabela de freqüências podem ser representados PARÂMETROS DE POSIÇÃO existir e, quando existe, pode não ser única.
graficamente sob forma de um diagrama de barra ou histograma, como de classe. Eles devem ser escolhidos de maneira adequada, de acordo Exemplo 1
AULA
AULA
Os parâmetros de posição são também chamados de medidas de
representado na figura abaixo. com os valores mínimo e máximo dos dados, a precisão das medidas O conjunto 2, 2, 5, 7, 9, 9, 9, 10, 10, 1, 12, 18 tem uma moda 9.
tendência central, pois são valores próximos ao centro de um conjunto
e o número total de dados. Não deve haver ambigüidade nos limites É denominado unimodal.
de dados. Veremos três medidas de tendência central (ou parâmetros de
inferiores e superiores de cada classe. Na segunda coluna é calculado o Exemplo 2
posição): a média aritmética, a mediana e a moda.
ponto médio das classes, isto é, a média entre o limite inferior e superior O conjunto 3, 5, 8, 10, 12, 15, 16 não tem moda.
de cada classe. Média aritmética Exemplo 3
Você pode então traçar a figura a seguir: O conjunto 2, 3, 4, 4, 4, 5, 5, 7, 7, 7, 9 tem duas modas 4 e 7.
A média aritmética, ou média, de um conjunto de N números Ele é chamado bimodal.
X1 , X2 ,..., XN , é representada por m ou (leia-se X-barra) e é
definida por No caso de dados agrupados em classes, a moda é a classe de
maior freqüência. Da mesma maneira, pode haver nenhuma, uma ou
mais de uma moda.
Em vez de utilizar barras, podemos reunir o topo de cada barra No símbolo lê-se: somatório de todos os Xi (xis-i),
por uma linha (como feito para as freqüências acumuladas), e obter um PARÂMETROS DE DISPERSÃO
quando i varia de 1 a N. Por exemplo, a média aritmética de 2, 5, 8, 13
polígono de freqüências. é: m = (2+5+8+13) / 4 = 7. Cada valor corresponde a um Xi. Assim: Se a natureza fosse estável, se as mesmas causas produzissem
(X1 = 2), (X2 = 5), (X3 = 8) e (X4 = 13) sempre os mesmos efeitos, é bem possível que o homem nunca tivesse
Exemplo 3 – Dados quantitativos contínuos
cm desenvolvido a noção de variação, mas a realidade é outra: o mundo
Para montar a tabela de distribuição de freqüências de uma Mediana
está em permanente oscilação. Ao conjunto das medidas, isto é, das
variável contínua é preciso dividir a variável em classes e calcular a No caso hipotético onde o número de classes tende para o infinito
A mediana de um conjunto de dados organizados em ordem de Estatísticas, que medem as oscilações de uma variável deu-se o nome de
freqüência dos dados em cada classe. Vejamos como isso acontece. e o intervalo de classe tende para o zero, o histograma de freqüências
grandeza, é o valor que divide o conjunto em 2 partes iguais, isto é, que medidas de variabilidade. Existem várias medidas de variabilidade, ou
Medimos o comprimento de 100 plantas (cm) e elaboramos a se transforma numa curva contínua, representada por Y = f(x). A área
contem o mesmo número de dados. Em outras palavras, corresponde parâmetros de dispersão de uma distribuição de dados. Veremos agora
tabela a seguir: delimitada por essa curva corresponde à probabilidade de ocorrência de
ao valor central quando a série de dados é par, ou à média dos valores a variância e o desvio padrão. Fique atento!
determinados valores dentro de um intervalo. Assim, a probabilidade
Tabela 16.3 centrais quando ela é ímpar.
Classes de Ponto médio Freq. abs. Freq. relat. de um valor exato x é nula. A probabilidade de que x esteja dentro de Variância
Freqoluta Freq. relativa
tamanho X acumulada acumulada
10,0-10,9 10.5 5 5 0,05 0,05 um intervalo muito pequeno é mínima. Ela é chamada probabilidade
Exemplo 1 Imaginemos dois conjuntos de 8 amostras de peixes coletados em
11.0-11.9 11.5 5 10 0,05 0,10
elementar no ponto x.
12.0-12.9 12.5 10 20 0,10 0,20
A mediana de 3, 4, 5, 6, 8, 8, 9 é 6 diversas pontos de dois lagos A e B. Medimos o número de indivíduos
13.0-13.9 13.5 20 40 0,20 0,40 Exemplo 2 em cada amostra:
14.0-14.9 14.5 20 60 0,20 0,60 OS PARÂMETROS DE UMA DISTRIBUIÇÃO A mediana de 5, 5, 7, 9, 11, 12, 15, 18 é (9+11)/2 = 10 Lago A : 8, 9, 10, 8, 6,11, 7, 13
15.0-15.9 15.5 20 80 0,20 0,80
16.0-16.9 16.5 10 90 0,10 0,90 Vimos que um conjunto de dados (chamado também de série Lago B : 7, 3, 10, 6, 5, 13, 18, 10
17.0-17.9 17.5 5 95 0,05 0,95
Moda
estatística) pode ser representado por tabelas e gráficos. Porém, para obter
18.0-18.9 18.5 5 100 0,05 1,00
uma descrição sumária mais objetiva que gráficos e tabelas, devemos A moda de um conjunto de dados é o valor que ocorre com a O total de peixes é o mesmo nos dois conjuntos de amostras (= 72).
19.0-19.9 19.5 0 100 0,00 1,00
Total 100 1,00 encontrar descritores mensuráveis desses dados. Esses descritores são maior freqüência, ou seja, é o valor mais comum. A moda pode não Podemos fazer a seguinte pergunta: Qual dos dois lagos tem uma distribuição
chamados de Estatísticas ou Parâmetros da distribuição dos dados. São de peixes mais regular (homogênea)? Ou seja, em que lago a variação entre as
medidas que servem para caracterizar a distribuição dos dados. Há dois amostras é menor? Observe que o cálculo da média de peixes entre amostras
Elementos de Matemática e Estatística | O que é Estatística? A distribuição de freqüências Elementos de Matemática e Estatística | O que é Estatística? A distribuição de freqüências
MÓDULO 3
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Desvio padrão
16
16
não ajuda, pois é a mesma (m= 72/8 = 9 peixes). Porém verificamos que: Mas se a série for de somente10 dados, então, nesse caso, dividir por Tabela 16.5
– no lago A, os dados variam entre 6 e 13 peixes, isto é, n=10 ou por n-1=9 faz uma diferença importante e você deve dividir Parâmetro População Amostra
AULA
AULA
indicado por gl, ou pela letra grega γ (lê-se nu). TOTAL 72 684 72 812
25,2 % e o do lago B é: 4,84/9 x 100 = 53,8 %.
76 75 70 82 65 84 69 76 74 72
78 82 77 75 76 78 79 64 82 64
Você deve estar imaginando o que é grau de liberdade? Em
Estatística, uma exigência básica é a independência entre os dados de Ao calcular, concluímos que a variância no Lago A é igual a: a) Considere os dados e construa uma tabela em que aparecem as classes de altura
uma série, isto é, o conhecimento de um valor da série não permite com 5 mm de intervalo, o ponto médio das classes e as freqüências absolutas,
descobrir o valor exato de um outro. Quando conhecemos a soma dos !
vA = (684 – 722 / 8) / (8-1) = 5,14 relativas e acumuladas.
IMPORTANTE!
dados, é possível recalcular facilmente qualquer um dado que falta, ou
Por convenção, a média, a variância e o desvio padrão de uma b) Trace o histograma de freqüências absolutas e de freqüências acumuladas.
seja, a introdução da soma resulta na perda de 1 grau de liberdade. e a variância no Lago B é igual a: série de dados amostras são representados, respectivamente,
pelas letras m ou x-barra,v ou s2 e s. Quando se trata da
Quando n é grande, utilizar n ou n – 1 não acarreta grande di- 2. Dada a série estatística: 1, 6, 6, 3, 7, 4, 10, calcule a média, o desvio padrão e o
população, esses parâmetros devem ser representados pelas
ferença nos resultados, porém não é o caso com amostras pequenas. Por 2 letras gregas µ2, σ2 . coeficiente de variação.
vB = (812 – 72 / 8) / (8-1) = 23,43.
exemplo, se você precisar calcular a variância de uma série de 100 dados,
tanto faz dividir por 100 ou por 99. O erro cometido será pequeno.
17
Elementos de Matemática e Estatística | Um modelo teórico de distribuição de freqüência:
MÓDULO 3
a distribuição normal
16
3. Em 10 amostragens numa praia foram coletadas 3 espécies de conchas com as INTRODUÇÃO Nesta aula você vai relembrar noções de probabilidades que você deve ter já
Um modelo teórico de
AULA
seguintes abundâncias: visto nas aulas de matemática. Essas noções são importantes em estatística. Elas
AULA
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: e distribuídos entre um valor mínimo e um valor máximo. Para cada
Calcule a média, a variância, o desvio padrão e o coeficiente de variação de
• Adquirir noções de probabilidade e saber a relação classe (evento) calculamos a freqüência de ocorrência, obtendo assim uma
cada espécie. entre probabilidade e freqüência.
distribuição de freqüências observadas. Mas será que essa distribuição
• Conhecer as características da distribuição normal, de freqüência é a imagem da realidade? Aprofundando nosso estudo e
a equação da curva normal e o cálculo das
probabilidades. aumentando o número de observações, constatamos que as freqüências
4. Num estudo de crescimento de uma população de moluscos (mexilhões), um
relativas são modificadas. Para ter a certeza de que um evento (classe)
pesquisador mediu o comprimento da concha em milímetros, os dias 5/1/92 e
ocorrerá x vezes num total de n observações, seria necessário fazer uma
5/6/92. Os resultados foram:
infinidade de medidas, o que é impossível na prática. Para tanto, os
Dia 5/1/92 matemáticos estabeleceram leis baseadas nas distribuições teóricas. Na
CEDERJ 43 46 CEDERJ
Elementos de Matemática e Estatística | Um modelo teórico de distribuição de freqüência: Elementos de Matemática e Estatística | Um modelo teórico de distribuição de freqüência:
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a distribuição normal a distribuição normal
Em caso afirmativo, poderemos transformar nossas observações Probabilidades compostas: a probabilidade de ocorrer um evento DISTRIBUIÇÃO NORMAL (DN) Você deve lembrar, das suas aulas de matemática, que cada curva
em previsões, ou seja, transformar as freqüências observadas em E outro evento em seguida, é igual ao produto das probabilidades de (como aparece na figura acima) corresponde a uma equação matemática.
AULA
AULA
A distribuição normal é, pelos recursos que ela oferece, uma das
probabilidades; faremos, assim, uma inferência, com o conhecimento da cada evento. Por exemplo: num jogo de dados, a probabilidade de obter A Distribuição Pois existe também um equação que define a curva de distribuição
mais importantes distribuições de probabilidades conhecidas. Vamos Normal é também
margem do erro. Antes disto, porém, é necessário definir a probabilidade 3 na primeira vez e um número ímpar na segunda é igual a 1/6 x 3/6 = chamada de normal. Vamos ver como ela é definida.
conhecer suas características gerais: Distribuição de
e descrever os diversos modelos teóricos de distribuição de freqüência. 3/36 = 1/12.
a) A distribuição normal é uma distribuição contínua: x pode GAUSS ou de
Para conhecer as noções de probabilidade você precisará definir Relação entre Probabilidade e Frequência: vamos supor que LAPLACE-GAUSS, EQUAÇÃO DA CURVA NORMAL
assumir qualquer valor entre + α e - α. em homenagem aos
ou recordar alguns conceitos. lançamos uma moeda 10 vezes. Pode acontecer de obtermos, por seus inventores,
b) Ela é simétrica em relação à média aritmética, que corresponde A distribuição normal é definida pela equação:
exemplo, 6 vezes coroa e 4 vezes cara. Nesse caso, a freqüência relativa o astrônomo e
Acaso: conjunto de causas que agem em sentidos opostos e regem
matemático francês
também à mediana e à moda da distribuição.
um evento aleatório. observada de coroa é 6/10 = 0,60. De outro modo, lançando 100 vezes a Pierre Simon Laplace
c) Ela é definida por dois parâmetros populacionais: a média (µ) (1749-1827) e o
Evento aleatório: evento imprevisível, embora se conheça todas mesma moeda podemos obter, por exemplo, 48 vezes coroa. A freqüência alemão Karl Friedrich
e o desvio padrão (σ). , onde µ e σ são a média e o desvio
Gauss (1777-1855).
as condições de realizar-se. É apenas o acaso que decide. Vejamos alguns será então 0,48. Você deve estar concluindo que, aumentando o número
d) Ela é representada, graficamente, por uma curva contínua, padrão da população.
exemplos: de lances, a freqüência observada se aproxima de 0,50, o que corresponde
em forma de “sino”. A cada valor do desvio padrão σ corresponde
a) Vamos jogar a cara ou coroa. Lançamos a moeda (um à probabilidade do evento coroa. Assim, quando n tende para o infinito,
uma forma de curva, mais fechada para pequeno σ, mais aberta para Ao conhecer os parâmetros µ e σ, podemos calcular para cada
lançamento de moeda é chamada de “prova”) e apostamos, por exemplo, a freqüência relativa f tende para a probabilidade p. É a lei dos grandes
elevado σ. Veja na figura a seguir as 3 curvas que representam 3 séries valor de x a probabilidade que nos interessa. Porém, é preciso refazer
em obter coroa (coroa corresponde ao “evento esperado”). Nós temos números: .
de dados (A, B e C), com mesma média (na classe 9), porém com 3 o cálculo para cada µ e σ diferentes. Para evitar essa dificuldade,
uma certa esperança de que o evento coroa se realize. Essa esperança é
desvios padrões diferentes. Olhe para a curva A, ela é mais fechada e aplicamos uma transformação que torna a equação independente de µ
chamada de probabilidade p, que é calculada pela fórmula , onde
! corresponde a dados com menor desvio padrão, isto é, os dados são e σ, multiplicando os dois lados da equação por σ e fazendo
x = número de eventos favoráveis e n =número de eventos possíveis. A freqüência relativa é uma medida experimental da
muito mais próximos à média. x-m
Logo, a probabilidade de tirar “coroa” é igual a 1/2 = 0,5, ou seja, há probabilidade e, inversamente, a probabilidade é uma Z= e Y= σ.y. Nesse caso, temos uma nova equação da
freqüência prevista. σ
50% de chance de obter coroa.
curva normal, chamada “equação da curva normal reduzida”:
b) No jogo de dados são 6 eventos possíveis. A probabilidade de !
Você se lembra do que é o desvio padrão? Senão,
tirar um determinado número é igual a 1/6. dê uma olhada na aula passada. Esse conceito é
Pode-se aplicar então às probabilidades tudo que se aplica às básico e muito importante para toda a disciplina.
c) No jogo de 32 cartas são 32 eventos possíveis. A probabilidade
freqüências relativas.
de tirar uma determinada carta é igual a 1/32.
Distribuição aleatória: uma distribuição aleatória representa as Essa curva é única. Ela tem por média µ = 0 e desvio padrão
Os exemplos anteriores servem para mostrar que a probabilidade
probabilidades de uma variável aleatória. Ela constitui o limite para σ = 1. A transformação de x em Z faz com que o eixo das abscissas seja
varia entre 0 (evento impossível) e 1 (evento certo). A probabilidade de
o qual tende a distribuição experimental quando se repete um grande independente das unidades e represente somente unidades de desvio em
um evento complementar (não-ocorrência do evento) é q = 1-__
p.
m número de vezes as observações. relação à média.
Vamos conhecer um pouco mais sobre probabilidades. Observe! Agora que conhecemos a Lei Normal e sua equação, vamos ver
Soma de probabilidades: a probabilidade de ocorrer um OU como calcular as probabilidades.
outro evento é igual à soma das probabilidades de cada evento. Por
exemplo: CÁLCULO DAS PROBABILIDADES
Agora, veremos um modelo teórico de distribuição de freqüência:
a) A probabilidade de tirar uma dama num jogo de 32 cartas =
a distribuição normal. Primeiro, você deve saber de uma coisa importante: as proba-
4/32.
bilidades são representadas pela área sob a curva. Assim, a probabi-
b) A probabilidade de tirar um rei de copas, ou um dez de espadas,
lidade px de um valor x ocorrer entre dois valores x1 e x2 é igual
ou um nove = 1/32+1/32+4/32 = 6/32.
à área sob a curva entre x1 e x2. Do mesmo modo, a área total
( ) corresponde à probabilidade total (px = 1).
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a distribuição normal a distribuição normal
Você deve estar pensando: como vou medir a área sob a curva? Exemplo PROBABILIDADES PARA ALGUNS VALORES PECULIARES
Você poderia usar a equação da curva que dá as probabilidades Y para Sabendo que a distribuição de tamanho da microalga Skeletonema DE Z RESUMO
AULA
AULA
cada valor de x, mas não se assuste. Felizmente, os estatísticos fizeram costatum segue a lei normal de média 10 µm e desvio padrão 4 µm, a) Se Z = 1 a tabela dá 2ϕ=0,68 , isto é, há 68% de probabilidade
No final do Você aprendeu a calcular a probabilidade de um evento ocorrer. Essa
todos os cálculos para nós e colocaram os resultados em tabela que volume há um calcule, para uma série de 100 células, o número de células tendo um de que x se encontre entre Z=+1 e Z = –1 (pontos simétricos em relação probabilidade, que varia entre 0 (evento impossível de ser realizado) e 1
Anexo com as
você vai poder consultar no final do livro. Vamos falar um pouco mais tamanho:
Tabelas de 1 a 5. à média 0). Como = 1, temos x = µ + σ. ⇒ A probabilidade para que x (evento sempre realizado), é regida por leis. Uma delas é a Lei Normal. Seu uso
sobre essas probabilidades e o uso da Tabela 1. (a) menor que 10 µm; se encontre entre (µ + σ) e (µ -σ) é de 0,68, e 0,32 fora deste intervalo. é freqüente em Biologia. Você observou que a Lei Normal se aplica a dados
Você sabe como utilizar a tabela? São duas maneiras de “ler” (b) maior que 14 µm; b) Se Z = 2 a tabela dá 2ϕ = 0,95. Seguindo o mesmo raciocínio contínuos com distribuição simétrica em relação à média. Ela permite calcular
uma probabilidade nessa tabela. Vejamos: (c) compreendido entre 8 µm e 13 µm. anterior temos x = µ + 2σ.⇒ A probabilidade para que x se encontre a probabilidade de um determinado valor ocorrer dentro de um determinado
a) a primeira é “ler” a probabilidade, chamada px, para um valor
entre (µ + 2σ) e (µ -2σ) é de 0,95, e 0,05 fora deste intervalo. intervalo, a partir da média e do desvio padrão.
x estar no intervalo entre -∞ e x1 (ou seja, até o limite x1). Respostas: c) Se Z = 2,6 a tabela dá 2ϕ = 0,99 ⇒ A probabilidade para que
b) a segunda é “ler” a probabilidade, chamada 2ϕx, de um Para entrar na tabela que dá as probabilidades ligadas a cada x se encontre entre (µ + 2.6σ) e (µ -2.6σ) é de 0,99, e de 0,01 fora deste
valor x estar incluído num intervalo formado por dois valores x1 e x2 limite de tamanho (x) é preciso em primeiro lugar transformar x em intervalo.
simétricos em relação à média. , ou seja: Veja como esses intervalos são representados na figura abaixo: EXERCÍCIOS
Fora desses intervalos, as probabilidades são 1 – px ou 1 – 2ϕx.
Você vai entender melhor olhando a figura abaixo: para x1=10 ⇒ = 0 ⇒ a tabela nos dá: px1 = 0,50 ,
1. A média de uma população é de 21,65 cm e desvio padrão 3,21. Qual a
probabilidade de que um indivíduo retirado ao acaso tenha um valor maior do
para x2=14 ⇒ = +1 ⇒ px2 = 0,84 ,
que 28,55 cm ou menor do que 14,75 cm?
,
para x3=8 ⇒ = -0.50 ⇒ px3 = 0,31 e 2. A média de chuva em certa cidade é de 18,75 milímetros com desvio padrão
, de 6,25 milímetros. Considerando normal a distribuição desses dados, calcule
para x4=13 ⇒ = 0.75 ⇒ px4 = 0,77. a probabilidade de nos próximos anos as chuvas estarem entre 15,00 e 25,00
,
milímetros.
Logo, concluímos que:
3. Após uma pesca de camarões medimos as fêmeas ovadas. A média é 12 cm e
Assim, retirando um dado ao acaso de uma série estatística de
o desvio padrão 1,5 cm. Suponhamos que os tamanhos estejam seguindo a Lei
a) Há 50% das células de tamanho entre -∞ e 10 µm. Resultado dados aleatórios, de média m e desvio padrão s, há 99% de chance
Normal. Pergunta-se:
óbvio, pois 10 µm corresponde à média. de que ele seja compreendido entre (m + 2,6s) e (m – 2,6s), 95% entre
b) Há 84% das células de tamanho entre -∞ e 14 µm, e (m + 2s) e (m – 2s).e 68% entre (m + s) e (m – s). a) Qual a proporção de indivíduos de tamanho superior a 14 cm, a 8,5 cm
conseqüentemente, 100 – 84 = 16% acima de 14 µm. e compreendido entre 14 e 8,5 cm ?
c) Há 31% das células de tamanho até 8 µm e 77% de tamanho até !
Acompanhe também os exemplos a seguir. Você vai entender b) Qual o tamanho ultrapassado por 10% dos camarões?
13µm, logo 77 – 31 = 46% de células de tamanho entre 8 e 13 µm. Os valores 2 e 2,6 foram arredondados. Os
valores exatos seriam 1,96 e 2,58. Daí em
melhor como se calcula a probabilidade de um determinado valor Você está vendo que não é tão difícil! O importante é lembrar que, diante usaremos sempre 2 e 2,6 para facilitar c) Entre quais tamanhos, simétricos em relação à média, estão compreendidos
de x, tirado ao acaso na população, estar incluído entre determinados os cálculos.
antes de consultar a tabela normal, você deve transformar os valores de x 95% dos camarões?
limites da distribuição. em Z, pois são os valores de Z que estão na tabela e não os valores de x.
Aproveitando esse comentário, vamos procurar na tabela
Você deve começar a perceber o quanto a Lei Normal é interessante
alguns valores peculiares de Z e verificar a qual probabilidade eles
para fazer previsões e vai ser convencido disso com os exercícios que
correspondem.
irá resolver a seguir.
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Elementos de Matemática e Estatística | Estimativas e testes de hipóteses Elementos de Matemática e Estatística | Estimativas e testes de hipóteses
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INTRODUÇÃO Na Aula 6, você viu as origens e as primeiras noções da Estatística. Hoje, verá é 100% e o de risco 0%. O intervalo escolhido é chamado intervalo de Como fazer isso?
AULA
confiança. Diminuindo o intervalo de confiança, aumentamos os riscos Vamos relembrar a aula passada onde vimos que, retirando um
AULA
Elementos de Matemática e Estatística | Estimativas e testes de hipóteses Elementos de Matemática e Estatística | Estimativas e testes de hipóteses
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Lembre que os valores 2,0 e 2,6 que utilizamos, até agora, para Observe que, para n = 9 plantas, o intervalo dentro do qual Estamos inclinados a rejeitar uma hipótese nula (Ho = não há e d seria pequeno. Então, será que o valor d obtido entre as duas amostras
A distribuição t de
o cálculo do intervalo de confiança, nas probabilidades de p = 0,05 e a média da população tem 95% de chance de se encontrar é agora: diferença entre amostras), quando a diferença observada é grande demais
AULA
AULA
Student foi criada é grande demais para concluirmos que se trata da mesma população ou
por um pesquisador
de p = 0,01, respectivamente, foram obtidos a partir da Lei Normal. irlandês de nome 10 ± 2,31.1,0 ⇒ [7,69-12,31]. para ser unicamente devido ao acaso. de duas populações iguais?
William Sealy
Isso é válido quando o número de dados é relativamente grande (> 30). Verifique que, para uma mesma probabilidade de erro de Concluímos, então, que a diferença é significativa. Essa decisão Vamos aplicar um teste ao valor de d, chamado teste t de
Gosset (1876-1936).
Mas quando n é pequeno (<30), o que acontece freqüentemente nas pes- Ele publicou seus p = 0,05, o intervalo de confiança da média aumentou, comparativamente é tomada na base do cálculo da probabilidade de errar ao rejeitar Ho Student.
trabalhos sob o
quisas, a distribuição dos dados não é normal. A curva é mais achatada pseudônimo de ao exercício anterior com 100 plantas, isto é, a estimativa da média ficou e afirmar que duas amostras são significativamente diferentes. Os Vamos imaginar que você repita a amostragem, nas duas
Student.
(chamada hipernormal), e existe uma curva diferente para cada valor de menos precisa, o que é coerente, pois trabalhamos com menos dados. processos que permitem tomar essa decisão são chamados de testes de populações, um grande número de vezes e calcule as diferenças. Você
n, até n=30. Em conseqüência, seria necessário recalcular as probabilida- Você percebe a importância de uma boa amostragem em Estatística? hipóteses ou de significância. terá uma série de valores de d distribuídos normalmente de média dm e
des para cada curva e cada valor de n. Não se preocupe, o matemático Em razão do caráter aleatório da amostragem, uma tomada de desvio padrão Sd, chamado erro padrão das diferenças. Considerando a
STUDENT fez esses cálculos para você. Ele calculou, para cada valor de n, decisão é sempre acompanhada de um probabilidade de erro. Existem hipótese nula (d = 0), isto é, se as duas populações fossem iguais, haveria
um valor limite chamado pela letra t, que deve ser usado no lugar de 2,0 Qual seria o n ideal para uma boa estimativa? Como você viu, a dois tipos de erro: 95% dos valores de d dentro do intervalo:
ou 2,6. Esses valores de t estão na Tabela 2, no Anexo. distribuição é normal a partir de n=3, quando o valor de t esta- – Erro do Tipo I = rejeitar uma hipótese quando ela é dm ± [Link]
biliza em volta de 2,0 (para p=0,05). Mas, não é sempre possível
Como usar a tabela? Você deve escolher uma probabilidade de verdadeira. Você já viu isso quando estimamos a média. Agora é a mesma
conseguir um n tão grande. Então qual seria o n mínimo possível?
erro (coluna 0,05 ou 0,01, por exemplo) e a linha correspondendo ao – Erro do Tipo II = aceitar (= não rejeitar) uma hipótese quando coisa, pois trata-se da média das diferenças.
Observe a tabela de Student: para n–1 = 1 (isto é, 2 dados), o valor
grau de liberdade que vale n – 1. O valor encontrado na intersecção de t é elevadíssimo (=12,7), mas cai bastante (= 4,3) com n–1=2 ela é falsa. Logo, há uma probabilidade 2ϕ = 0,95 de que um valor de d,
dessa coluna e dessa linha é o valor de t que você vai utilizar para o (isto é, 3 dados). Em conclusão, aconselha-se ter pelo menos n-3. Ao testar uma hipótese, a probabilidade máxima com a qual tirado ao acaso, seja situado no intervalo ± [Link] e uma probabilidade
cálculo do intervalo de confiança da média. Veremos mais tarde outras estaremos dispostos a correr o risco de um erro tipo I é denominada 1–2ϕ = 0,05, que seja situado fora desse intervalo. Podemos dizer, então,
aplicações dessa tabela. nível de significância. Essa probabilidade é geralmente representada que 95% dos valores de d devem ser inferiores ou iguais ao limite 2 Sd
por α. Na prática, é usual escolher um nível de significância de 0,05 ou do intervalo, ou seja, .
TESTES DE HIPÓTESES E SIGNIFICÂNCIA
0,01, embora possam ser usados outros valores. Assim, ao dizer que
!
Você se lembra do que é o grau de liberdade? Não? Na prática, somos freqüentemente levados a tomar decisões uma população A é significativamente diferente de uma população B,
então recorde esse conceito na Aula 6. !
acerca de populações, baseadas nas informações das amostras. São ao nível de significância de α = 0,05, temos 5% de chance de errar, ou
Você deve saber que 2ϕ é a probabilidade de
decisões chamadas de decisões estatísticas. Por exemplo, podemos seja, temos uma confiança de 95% de que essa decisão esteja certa. ocorrer um valor dentro de um intervalo simétrico
em relação à média. Retorne à Aula 17 sobre
querer decidir se um novo remédio é eficaz na cura de uma doença, se Na sua tomada de decisão, o pesquisador procura sempre distribuição normal para relembrar.
um método de coleta é melhor que outro etc. Ao se tentar chegar às diminuir ao máximo o erro. Para isso ele deve aumentar o número n
decisões, é conveniente a formulação de hipóteses ou de conjecturas de amostras, o que não é sempre possível.
Vamos exemplificar com o mesmo exercício, mas supondo que a
acerca das populações interessadas. Essas suposições, que podem ser
amostragem foi somente de 9 plantas em vez de 100, a média e o desvio
verdadeiras ou não, são denominadas hipóteses estatísticas. COMPARAÇÃO DE DUAS MÉDIAS
padrão permanecendo os mesmos. Nesse caso, qual será a estimativa Observe que, se d for muito grande, poderemos ter maior do
Em alguns casos, formula-se uma hipótese estatística com o único
da média da população? que 2, logo, fora do intervalo dos 95%, e, nesse caso, deveremos rejeitar
Agora, você acumulou conhecimento suficiente para começar a
propósito de rejeitá-la. Por exemplo, desejando decidir se uma área da
O intervalo de confiança Ic da média é agora igual a , onde a hipótese nula de igualdade das médias. Poderemos, então, afirmar que
aplicar a estatística como ferramenta de decisão. Pode, por exemplo,
floresta é mais rica em espécies de plantas do que outra, formula-se
t = 2,31 para n – 1 = 8 graus de liberdade (veja na tabela de Student as duas médias são, significativamente, diferentes, com probabilidade
comparar as médias m1 e m2 de duas populações, obtidas a partir de
a hipótese de que não há diferença entre elas (isto é, que a diferença
na interseção da coluna 0,05 e da linha 8), e o erro padrão da média, de errar de p = 0,05.
2 amostras de efetivo n1 e n2 e variâncias v1 e v2. Queremos saber se
observada é somente devida à flutuação das amostras provenientes
. Ao acompanhar os exemplos anteriores você, certamente,
as duas médias são significativamente diferentes.
da mesma população). Essa hipótese é denominada hipótese nula e é
percebeu que precisamos do erro padrão das diferenças, Sm. Ele é
Calculamos a diferença d entre as médias, d = m1-m2.
representada por Ho. Qualquer hipótese diferente de Ho é chamada de
desconhecido, mas os estatísticos demonstram que ele pode ser calculado
O raciocínio é o seguinte: se as duas amostras tivessem sido
hipótese alternativa.
pela fórmula: , onde v1 e v2 são as variâncias e n1 e n2
retiradas da mesma população, haveria pouca diferença entre as médias,
o número de dados das amostras.
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Você vai se familiarizar com esse importante teste observando o Neste caso, a fórmula do erro padrão é: Vamos praticar o teste F com o exercício a seguir:
!
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exemplo a seguir: Sejam 2 lotes de mudas de uma espécie de planta, com adubação
Para relembrar: cometer um erro tipo
Sejam 2 amostras, A e B, com os seguintes parâmetros na II consiste em aceitar a hipótese nula diferente. Medimos os indivíduos de cada lote para verificar se houve
(igualdade entre médias) quando deveria
Tabela 18.1. = 0,37, logo, ter sido rejeitada. Ao contrário, o erro tipo uma diferença de crescimento significativa, isto é, se houve influência
, I consiste em rejeitar uma hipótese nula
quando deveria ter sido aceita. do adubo:
Tabela 18.1
,
amostra A amostra B Tabela 18.2
Comparamos esse valor com o valor limite t da tabela de Student,
número de dados (n) 200 100 lote 1 lote 2
para n1+ n2 _ 2 = 20 graus de liberdade. A tabela de t indica 2,09 (p = 0,05). Até o momento, você aprendeu a comparar duas populações
média (m) 2,5 2,8
O valor calculado é bem inferior a 2,09. Não é possível rejeitar a hipótese utilizando as médias como critério de comparação. A média é um efetivo (n) 31 17
variância (v) 0,8 0,6
nula. Se eu afirmasse que as médias são diferentes, cometeria um erro maior parâmetro da população, mas você já viu que existem outros, como variância (v) 10 3
do que 5%. a variância. Por que não usar a variância para comparar duas
Será que a diferença observada entre as 2 amostras permite dizer
populações? Isso é possível, já que, se duas populações são iguais,
que elas foram coletadas em 2 populações diferentes? Ou seja, que as Calculamos:
! não apenas as médias devem ser iguais, mas também as variâncias.
duas médias são significativamente diferentes, ao nível de probabilidade Observe que quando as duas amostras têm o mesmo
Vamos então comparar as variâncias...
de errar de p = 0,05? número de dados (n1 = n2), a fórmula do erro padrão
19
Elementos de Matemática e Estatística | Estimativas e testes de hipóteses Elementos de Matemática e Estatística | A análise de variância
MÓDULO 3
18
INTRODUÇÃO Na aula passada, você aprendeu a comparar duas médias e duas variâncias para
EXERCÍCIOS 3. Peixes são submetidos a dois regimes alimentares com taxa de proteínas
AULA
saber se duas populações podiam ser consideradas estatisticamente diferentes.
AULA
objetivo
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de:
3 25 23 18 adequação do desenho experimental para poder tirar proveito dessa
• Conhecer os princípios, os cálculos e as condições de
4 188 24 22 aplicação de uma análise de variância. eficiência.
5 89 25 31
Elementos de Matemática e Estatística | A análise de variância Elementos de Matemática e Estatística | A análise de variância
MÓDULO 3
MÓDULO 3
CÁLCULO DAS VARIÂNCIAS EXERCÍCIO Tabela 19.3 Esse teste consiste em:
19
19
AULA
Você já sabe calcular uma variância. Vamos relembrar a fórmula: Sejam medidas de intensidade fotossintética (em µl de oxigênio por mg de peso
Fonte de variação Dispersão Grau de Lib. Variância F F0,05 F0,01 b) calcular a Menor Diferença Significativa MDS = [Link] , onde t =
seco e por hora) de uma espécie de alga marinha incubada em 3 intensidades de D γ v
(∑ x ) 2 valor da tabela de Student para o grau de liberdade do resíduo,
luz diferentes L1, L2 e L3. Foram efetuadas 8 medidas para cada experimento.
∑ x 2- e Sd = erro padrão da diferença. Ele é calculado pela fórmula:
n-1 Geral 312,25 23 13,58
v = ––––––––––– Queremos verificar se existe uma influência significativa do fator Luz sobre a
n-1 fotossíntese dessa planta: Fatorial 122,23 2 61.12 6,76 3,47 5,78
quando o número de dados n é igual em todos os
Residual 190,02 21 9,04
Você deve organizar os seus dados conforme a tabela a seguir: tratamentos, sendo k o número de tratamentos, e vr a variância
O numerador é chamado de “Dispersão D”, e o denominador de
1 1 1
“Grau de liberdade γ”.
Df
Tabela 19.2
Observe:
residual, ou Sd = vr ()–––
n1
+–––
––– + ... +–––
n 2
–––
n k
, quando os n são
Logo, vamos calcular a variância fatorial vf = –––– e a variância diferentes.
Dr γf L1 L2 L3 Dispersão geral = Dispersão fatorial + Dispersão residual; de fato
residual vr = –––– .
γr Réplicas X X2 X X2 X X2 temos: 312,25=122,23 + 190,02. No exercício, temos 3 tratamentos (as 3 intensidades de luz)
Observe, na tabela a seguir, todas as fórmulas que você vai precisar Grau de liberdade geral = Grau de liberdade fatorial + Grau de 3x9,04
(1) 6.14 4.47 9.63 com 8 dados em cada, logo Sd = –––––– = 1,84 .
para fazer os cálculos. liberdade residual; de fato temos: 23 = 2+21. 8
(2) 3.86 9.90 6.38 vf 61,12 A Menor Diferença Significativa vale, então, MDS = 2,09 x
Tabela 19.1 O valor F foi obtido fazendo F = ––––– = ––––––– = 6,76
(3) 10.04 5.75 13.40
vr 9,04 1,84 = 3,85.
Esse valor é comparado ao valor da tabela de F para p=0,05 e p=0,01. c) comparar as diferenças das médias com a MDS. Se a diferença
Dispersão Grau de liberdade Variância (4) 7.49 11.80 14.50
Como utilizar a tabela? Você já viu isso na aula anterior. for maior que a MDS, afirmamos, então, que essa diferença é
(5) 6.80 4.95 14.50 Agora você escolherá a coluna para o grau de liberdade da significativa na probabilidade de 0,05.
Geral
(6) 10.00 6.49 10.20 variância fatorial e a linha para o grau de liberdade da variância residual.
Veja o que acontece com as médias dos 3 tratamentos L1, L2 e
Ou seja, encontrará o valor de F que está na intersecção da coluna 2 e da
(7) 11.60 5.44 17.70 L3 do exercício:
Fatorial linha 21. Você concluirá que o valor é 3,47 na tabela com probabilidade
(8) 5.80 9.90 12.30 0,05 e 5,78 na tabela com probabilidade 0,01. L2 – L1 = 0,42 ⇒ diferença não significativa a p<0,05, pois 0,42 < 3,85;
Residual Observe que 6,76 > 5,78. Podemos rejeitar a hipótese nula e L3 – L1 = 4,99 ⇒ diferença significativa a p<0,05, pois 4,99>3,85;
T 62.09 58.70 98.61 Tg2/N=2005,68
afirmar ao nível de probabilidade de 0,01 que existe uma influência L3 – L2 = 4,57 ⇒ diferença significativa a p<0,05, pois 4,57 >3,85.
n 8 8 8 N = 24
altamente significativa do fator “luz” sobre a fotossíntese da alga. Você pode, então, concluir que é somente a intensidade L3 de luz
Vejamos o que representa cada letra nas fórmulas: A análise que você acaba de fazer mostrou uma influência global que proporciona um aumento significativo da fotossíntese das algas.
531.30 484.51 1302.12
=2317,93
• x é o valor de cada dado; do fator luz. Mas você pode se perguntar: qual das três intensidades de
• Tg é o total geral dos dados; luz tem influência mais significativa? CONDIÇÕES DE APLICAÇÃO DA ANÁLISE DA VARIÂNCIA
• T é o total dos dados em cada tratamento; 481,71 430,71 1215,49
=2127,91
Para isso você pode aplicar o Teste da MDS (Menor Diferença
Você está vendo que a análise de variância é uma ferramenta bastante
• N é o número total de dados; Significativa).
importante para tirar conclusões sobre resultados de experimentos. Mas, atenção,
• n é o número de dados em cada tratamento; Var. 7.05 7.69 12.38
ela deve ser aplicada adequadamente e tem uma exigência que deve ser respeitada:
• k é o número de tratamentos; Média 7.76 7.34 12.33
as variâncias de cada grupo devem ser, teoricamente, idênticas (homogêneas).
• γ é o grau de liberdade.
Verifique que Dg = Df. + Dr e γg = γf + γr Observe que, na última coluna, você tem todas as informações
Nada melhor do que um pequeno exercício para você entender o necessárias para calcular as variâncias.
desenvolvimento dos cálculos. Com isso, chega aos resultados finais que são expressos na Tabela 19.3.
Elementos de Matemática e Estatística | A análise de variância Elementos de Matemática e Estatística | A análise de variância
MÓDULO 3
MÓDULO 3
Existem testes para verificar a homogeneidade das variâncias. Um deles é o A análise de variância que você acaba de conhecer tem por objetivo Tabela 19.4 EXERCÍCIOS
19
19
teste de Hartley, bastante simples. Ele consiste em: estudar o efeito de um único fator, por exemplo a luz, como vimos no
AULA
AULA
T1 T2
1. Uma espécie de camarão apresenta duas variedades com o mesmo valor econômico.
a) calcular a razão F entre a variância máxima e a variância mínima; exercício (análise monofatorial). Esse mesmo tipo de análise pode ser aplicado L1 L2 L3 L1 L2 L3
A fim de rentabilizar ao máximo a produção, estuda-se a idade média da desova de
b) comparar F ao valor limite da tabela de F para 2 e n-1 graus também para testar o efeito de 2 fatores (análise bifatorial). Os cálculos são x x x x x x
cada variedade. Constata-se que, para cada variedade, a idade média de 7 lotes de
de liberdade; complexos demais para serem realizados sem ajuda do computador, mas os x x x x x x
fêmeas é a seguinte:
c) se o F calculado for inferior ao F da tabela, podemos aceitar a princípios são os mesmos. Vamos explicar um pouco. x x x x x x
hipótese de homogeneidade das variâncias. Suponha que você quisesse testar a ação de um fator A com “a” níveis x x x x x x Variedade I 72 71 91 72 73 72 75
(tratamentos) diferentes e de um fator B com “b” tratamentos diferentes.
Observe que, no exercício, temos F = 12,38 / 7,05 = 1,76 bem Variedade II 88 75 77 76 74 67 72
Você teria então k = a.b tratamentos (grupos de dados), e um total de N =
inferior ao valor da tabela de F que é F = 19,36 a p = 0,05 (para 2 e 7 graus A tabela final dos resultados de uma análise bifatorial será mostrada
n.a.b dados (sendo n o número de repetições igual em cada grupo).
de liberdade). Logo, podemos aceitar a hipótese de homogeneidade das Compare as duas variedades com um teste t e com uma análise de variância.
a seguir:
No caso de 2 fatores A e B, a dispersão fatorial se subdivide em:
variâncias. A análise de variância pode ser realizada sem problema.
a) dispersão DA, devida ao fator A, com graus de liberdade γA ; 2. O crescimento do mexilhão serve de teste numa experiência sobre a toxidade
E se o teste mostrar que as variâncias não são homogêneas, o que
b) dispersão DB, devida ao fator B, com graus de liberdade γA; Tabela 19.5 de detergentes. Compõe-se 5 lotes de 10 indivíduos do mesmo tamanho:
fazer? Procure verificar por que isso aconteceu. Às vezes, um dado pode estar
c) dispersão DAB, devida à interação AB, com graus de liberdade γAB.
bem diferente dos outros por motivo conhecido (um erro de experiência, Dispersão Grau de Lib. Variância Lote 1 = sem detergente (testemunho);
Fonte de variação F F0,05 F0,01
D γ v
por exemplo). Nesse caso é permitido eliminar esse dado. Em razão da maior complexidade, as fórmulas das dispersões e Lote 2 = com detergente DT1;
grau de liberdade não serão apresentadas aqui. Porém, os demais cálculos Fator T DT γT vT FT Lote 3 = com detergente DT2;
! e a interpretação são idênticos à análise monofatorial. As variâncias Lote 4 = com detergente DT3.
Fator L DL γL vL FL
Não seja esperto demais eliminando todos os dados que divergem muito Lote 5 = com mistura de detergentes.
da média. Isso se chama “trapacear” e não condiz com a ética de uma devidas ao fator A, ao fator B e à Interação AB são calculadas dividindo
pesquisa honesta.
Interação TL DTL γTL vTL FTL
as dispersões pelo respectivo grau de liberdade, e testadas calculando os
Mede-se o crescimento dos mexilhões após um mês de experiência:
VA VB VAB Residual Dr γr vr
valores de F para cada uma: F = –––– , F = –––– e F = –––– . Quando
Vr Vr Vr Lote 1 Lote 2 Lote 3 Lote 4 Lote 5
F é superior ou igual ao F da tabela, a ação do fator é significativa.
É possível também tentar homogeneizar as variâncias, isto é, 73 57 58 62 58
Uma diferença em relação à análise monofatorial é a inclusão do
reduzir as diferenças entre dados, aplicando uma transformação aos
efeito da “interação”. Uma “interação AB“ significa que a influência 67 58 61 66 59
dados, como por exemplo, uma transformação logarítmica. Em último
do fator A depende do nível do fator B, ou vice-versa.
caso, a sugestão é utilizar um teste não paramétrico que independe de RESUMO 70 60 56 65 58
Baseado no mesmo raciocínio podemos efetuar uma análise com
qualquer exigência. 72 59 58 63 61
mais de 2 fatores (análise multifatorial). O procedimento é o mesmo, Nós vimos, nesta aula, como realizar uma análise de variância. É uma técnica muito
apenas aumentando o número de interações. Por exemplo, com três usada em experiência para verificar, através de vários tratamentos e repetições,
65 62 57 64 57
!
A estatística que estamos aprendendo nesta disciplina é chamada
fatores A, B e C, teremos o efeito das interações AB, AC, BC e ABC. a influência de um ou mais fatores sobre uma determinada variável. Ela permite 71 60 56 62 56
de paramétrica, pois, como você está percebendo, utilizamos nos Por fim, o que é essencial para realizar uma análise bi ou
cálculos os parâmetros das distribuições (média, variância). Existe uma comparar, simultaneamente, várias médias através de testes F.
67 60 61 65 58
estatística chamada não paramétrica que não utiliza esses parâmetros, multifatorial, é um bom planejamento do experimento. Todas as
e conseqüentemente, não exige a normalidade dos dados ou a
homogeneidade das variâncias. Ela é de fácil aplicação, mas com muitos combinações de tratamento devem ser previstas. Por exemplo, se você 67 57 60 65 57
menos recursos que a estatística paramétrica. Você terá oportunidade de
conhecer essa estatística em outros cursos mais avançados.
testar 3 níveis de luz L1, L2 e L3 e 2 níveis de temperatura, T1 e T2, 70 59 57 62 57
sobre o crescimento de uma planta, você deverá planejar 6 tratamentos,
68 61 58 67 59
com um certo número de repetições em cada um. Veja como deverá ser
montada a tabela de dados com 4 repetições (x).
Quais são as conclusões?
MÓDULO 3
20
INTRODUÇÃO Você aprendeu, até agora, a realizar testes de hipóteses, comparando duas Você sabe o quanto é importante que dados observados, oriundos Vamos dar uma olhada, primeiro, no gráfico das distribuições de
AULA
AULA
médias pelo teste t, e mais de duas médias pela análise de variância. Podemos de amostragens, estejam distribuídos de acordo com a lei normal (curva em freqüências observadas e de freqüências teóricas:
também comparar, não apenas os parâmetros de duas distribuições, mas as duas sino) para poder fazer estimativas e aplicar testes de hipóteses (teste t, por
Figura 10.1
O teste do Qui-quadrado distribuições por completo, isto é, o conjunto dos dados de duas distribuições. exemplo). Desse modo, é essencial que você verifique inicialmente se seus
Existe um teste para isso que se chama teste do QUI-QUADRADO. Vamos ver dados seguem a Lei Normal. Para isso, você deve calcular as freqüências
como ele funciona e quais suas aplicações. teóricas, e comparar suas freqüências observadas com essas freqüências
Como você já sabe, de acordo com as regras da probabilidade, os resultados teóricas através do cálculo χ2, como você vai ver no exercício a seguir.
obtidos por meio de amostras nem sempre concordam exatamente com os Imagine que você tenha medido o tamanho de uma amostra de
Freqüencias
teóricos esperados. Por exemplo, embora a teoria permita esperar 50 caras e 100 indivíduos. Os tamanhos se distribuem em 11 classes de 1 em 1 cm
50 coroas num lançamento de 100 moedas, raramente obtemos um resul- até 11 cm, da maneira seguinte (veja coluna f da Tabela 20.1)
tado exato. Deseja-se, então, saber se as freqüências observadas diferem de
QUI-QUADRADO
2
Indicado por χ , é uma
modo significativo das esperadas. O teste do χ2 permitirá responder a essa Tabela 20.1
objetivos
Nesta aula você deverá ser capaz de: estatística concebida pergunta. Classes (X)
por Karl Pearson em
cm
f ϕ
• Compreender um conceito muito importante nos estudos 1899.
1 4 1
estatísticos: a variável aleatória. DEFINIÇÃO 2 2 2
cm
• Saber como calcular seu valor esperado. 3 6 6
O teste do χ2 serve para comparar uma distribuição de freqüência
4 12 9
observada com um distribuição de freqüências teóricas. Esse tipo de teste 5 20 16 Observe que a curva teórica é bastante parecida com as freqüências
é chamado de prova de aderência ou prova de independência. 6 16 18
observadas (em barra), mas que existem algumas discrepâncias. Será
Seja uma distribuição de k freqüências observadas, f1, f2, f3...fk, e 7 19 17
que essa diferença entre freqüências é grande demais para ser somente
uma distribuição de k freqüências teóricas, ϕ1, ϕ2, ϕ3 ... ϕk. Queremos 8 11 14
9 3 10 devida ao acaso? Ou seja, devo rejeitar a hipótese nula (igualdade entre
verificar se a distribuição de f segue a lei teórica ϕ. Em outros termos,
10 6 5 distribuições)?
queremos verificar se as divergências entre f e ϕ podem ser atribuídas 11 1 2 Você vai, então, aplicar a prova de aderência calculando o. χ2.
unicamente à flutuação da amostragem (hipótese nula). Total 100 100
Mas antes, ATENÇÃO! O cálculo do . χ2 tem uma exigência que
A fórmula para o cálculo do χ2 é bastante simples:
você deve respeitar: as freqüências teóricas não devem ser inferiores a 5.
( f − ϕ)
2
k
x2 = ∑
1ϕ Na terceira coluna da tabela foram colocadas as freqüências
Vejamos alguns exemplos de aplicação dessa fórmula. teóricas, já calculadas para você, a partir da Tabela 20.1. !
Os estatísticos mostram que se j for inferior a 5, o valor do
A sua pergunta é: posso dizer que meus dados de tamanho estão Qui-quadrado é superestimado, o que quase sempre leva
você a rejeitar erradamente a hipótese nula.
EXEMPLOS DE APLICAÇÃO DO QUI-QUADRADO distribuídos de acordo com a Lei Normal?
PROVA DE ADERÊNCIA Este primeiro exemplo é uma PROVA DE ADERÊNCIA, para ver se seus
É, como diz o dados estão distribuídos de acordo com a Lei Normal.
nome, para ver se a
distribuição observada
adere ou se ajusta à
distribuição teórica.
Elementos de Matemática e Estatística | O teste do Qui-quadrado Elementos de Matemática e Estatística | O teste do Qui-quadrado
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MÓDULO 3
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20
Observe que as classes de 1 cm, 2 cm e 11 cm estão com j <5. ! É simples! Vamos deduzir as freqüências teóricas das freqüências
Exemplo 2: ajustamento sobre duas classes (k=2).
O que você deve fazer? Simplesmente, reunir as classes 1, 2 e 3 cm em Você está constatando que sempre aparece esse famoso
AULA
AULA
grau de liberdade. Se você esqueceu o seu significado, Seja uma amostra com N=100 plantas em que se encontram observadas, fazendo o seguinte raciocínio. Preste atenção! Num total
uma única classe, bem como as classes 10 e 11 cm. Assim você terá a volte à Aula 11. de 370 plantas, temos 150 masculinas. Respeitando essa proporção,
20 plantas masculinas e 80 femininas. Sabendo, pela literatura, que a
nova tabela a seguir: deveríamos ter, teoricamente, na amostra A: (150 x 240)/370 = 97,3
proporção de plantas masculinas desta população é normalmente de
30%, podemos dizer que nossa amostra é conforme à população da masculinas e 240 – 97,3 = 142,7 femininas. Da mesma maneira, para
Tabela 20.2 a amostra B, deveríamos ter, teoricamente, (150 x 130)/370 = 52,7
GRAU DE LIBERDADE literatura?
Vamos calcular o χ2 para comparar essas duas distribuições de masculinas e 130 – 52,7 = 77,3 femininas. Pronto, conseguimos nossas
Classes (X) Existe uma curva de distribuição do χ2 para cada valor de k, mas freqüências teóricas (aquelas esperadas em caso de independência entre
f. ϕ freqüências:
cm certos valores não são independentes. O grau de liberdade χ2 é igual a k sexo e amostra) que colocamos na Tabela 20.3.
ϕ. χ
1-3 12 9 2
menos o número de relações entre os dados. O número de relações varia f.
4 12 9 Masculinas 20 30 (20-30)2/30=3,33 Tabela 20.3: Tabela das freqüências teóricas.
de acordo com o problema e deve ser calculado a cada caso. Em alguns
Femininas 80 70 100/70 =1,43
5 20 16 casos, já sabemos calcular.
χ2 = 4,76 Masc. Fem. Total
6 16 18
Amostra A 97,3 142,7 240
Caso 1
7 19 17 No caso de 2 freqüências apenas, k=2, você entra na tabela Amostra B 52,7 77,3 130
MENDEL Para comparar as freqüências observadas com a Lei de MENDEL, só
8 11 14 com χ2 = k-1 = 1 grau de liberdade (linha 1). Na probabilidade de Total 150 220 370
Você já teve aulas precisamos conhecer o número de indivíduos utilizados, ou seja, a soma
de Genética? Então p=0,05, a tabela do χ2 dá 3,84 como valor limite. Como 4,76>3,84,
9 3 10
deve saber quem era das freqüências. Logo, só temos uma relação, e assim χ2 =k-1.
podemos rejeitar a hipótese nula: a amostra não é conforme à teoria.
Gregor J, Mendel, o
e calculamos o χ =
2
10-11 7 7
monge e naturalista A percentagem de plantas masculinas é significativamente menor.
austríaco (1822- Caso 2
( 91 − 97, 3) (149 − 142, 7 ) ( 59 − 52, 7 ) ( 71 − 77, 3)
Total 100 100 2 2 2 2
1884) que estabeleceu 2
as leis básicas da Para comparar com a Lei Normal, precisamos da soma, da média x = + + + = 1, 95
hereditariedade
Exemplo 3: teste de independência entre duas distribuições de 97, 3 142, 7 52, 7 77, 3
das características e do desvio padrão, para calcular as freqüências teóricas. São 3 relações,
freqüências observadas.
biológicas.
Agora sim, você pode fazer o cálculo do Qui-quadrado. Veja a logo χ2 = k_3.
Seja uma amostra A com 240 plantas e uma amostra B com 130
seguir: Vamos, então, entrar na tabela do χ2 escolhendo a coluna 0,05 No caso de uma tabela com a colunas e b linhas, o grau de
plantas. Contando as plantas masculinas e femininas, obtivemos os
(12 − 9 ) (12 − 9 ) ( 20 − 16 ) ( 7 − 7 )
2 2 2 2
(para 5% de probabilidade de erro) e a linha χ2 = k-3 = 8-3 = 5 (como liberdade é:
2
x = + + + = 9, 0 seguintes resultados.
χ = (a-1)(b-1)= 1. Pela tabela do Qui-quadrado, para 0,05 e χ = 1,
2 2
9 9 16 7 se trata de comparação com a Lei Normal, vimos que tem 3 graus de
temos χ = 3,84. Como conseqüências, não podemos rejeitar a hipótese
2
E agora, o que você pode dizer desse valor 9,0? Você deve testar liberdade a menos). O valor limite é 11,07. Masculinas Femininas Total
sua significância, comparando-o com o valor limite que está na Tabela Como 9,0 < 11,07, não podemos rejeitar a hipótese nula (f = ϕ). Amostra A 91 149 240 nula. Não há diferença significativa entre as duas amostras, em termos
4 em anexo. Vamos ver como se faz isso. Não há diferença significativa entre a distribuição de tamanho dos Amostra B 59 71 130 de proporção sexual.
indivíduos e a curva da Lei Normal. Podemos concluir que a distribuição Total 150 220 370 O mesmo procedimento pode ser aplicado para mais de 2 amostras
LIMITES DE SIGNIFICÂNCIA de tamanho dos indivíduos coletados segue a Lei Normal. e mais de 2 caracteres, como no exemplo a seguir:
Nós formulamos a hipótese nula Ho: não há diferença entre as
Os valores do χ2 variam entre 0 e +∞. Existe uma distribuição de
! duas amostras em termos de proporção sexual. Podemos rejeitar esta
χ2 diferente para cada valor de k.
Lembre que k representa o hipótese? Há uma diferença significativa entre as duas amostras, em
Para cada valor de k, Pearson calculou a probabilidade de ter χ2 número de freqüências, isto
é, o número de linhas da sua termos de proporção sexual?
superior ou inferior a um determinado limite. Para entrar na Tabela 4, tabela, ok!
Você percebe que, nesse exemplo, não temos freqüências teóricas.
você deve escolher um nível de probabilidade (coluna 0,05 por exemplo),
Como podemos então aplicar um Qui-quadrado a esses dados?
e o grau de liberdade (linha). Qual é esse grau de liberdade?
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20
Exemplo 4: teste de independência entre 2 caracteres. 3. Para conhecer a importância relativa de diversas doenças em relação ao meio
RESUMO
AULA
AULA
Sejam 3 espécies parasitas A1, A2, A3 sobre 3 espécies hospedeiras social foi feito uma pesquisa que deu os seguintes resultados:
B1, B2, B3. Para cada hospedeiro conta-se o número de parasitas de cada Você aprendeu a aplicar o teste do Qui-quadrado para comparar uma
Meios sociais
espécie. Os resultados estão na tabela seguinte: distribuição observada e uma distribuição teórica (teste de aderência), ou duas
Doenças A B C
distribuições observadas (teste de independência). Verificou que a hipótese Tuberculose 70 79 38
A1 A2 A3 Total
nula de igualdade entre distribuições é testada com os valores limites da Alcoolismo 24 14 15
B1 130 (120) 160 (150) 10 (30) 300
B2 180 (160) 180 (200) 40 (40) 400 tabela e o grau de liberdade varia caso a caso. Observamos que uma correção Obesidade 27 50 40
B3 90 (120) 160 (150) 50 (30) 300 Doença cardíaca 14 13 18
é necessária quando as freqüências teóricas são pequenas (<5).
Total 400 500 100 1000 Doença venérea 19 35 26
Câncer 24 31 23
2
k f − ϕ − 0, 5
x2 = ∑
,
1 ϕ
21
Elementos de Matemática e Estatística | Regressão e correlação Elementos de Matemática e Estatística | Regressão e correlação
MÓDULO 3
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INTRODUÇÃO Nas aulas passadas, você aprendeu a aplicar Exemplo 1: Observe a Figura 21.1. A forma da nuvem de Nestas figuras, onde cada ponto representa um par de dados Y-X,
os métodos estatísticos a uma série de dados pontos parece revelar uma certa relação entre Y e X. Há uma tendência você já pode perceber se existe ou não uma certa relação de dependência
AULA
AULA
independentes. Você viu como representar de aumento de Y quando X aumenta. Podemos prever o que se chama entre as duas variáveis. Vamos estudar melhor estas relações, e ver alguns
uma distribuição de freqüências, estimar e de correlação linear positiva. exemplos de aplicações.
Regressão e correlação comparar uma ou mais médias e comparar
duas distribuições. Nesta aula, você vai ver
NOÇÃO DE RETA DE REGRESSÃO
uma abordagem um pouco diferente da
Estatística. Vamos considerar, não mais uma
única série de dados, mas sim duas séries de
dados medidos simultaneamente em cada Figura 21.1
Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: Nas áreas da Biologia e da Ecologia, somos Na Figura 21.2 os pontos são alinhados. Há uma perfeita correlação Figura 21.5
• Analisar e representar graficamente uma série estatística dupla. freqüentemente levados a estudar o compor- linear positiva.
• Calcular a reta de regressão e o coeficiente de correlação linear. tamento conjunto de duas séries de dados, ou seja da possível relação entre
duas variáveis. Por exemplo, o aumento do peso de um animal em função da
Veja a Figura 21.5. Ela é igual à figura do exemplo 2, acrescentada
idade ou do tamanho, a relação entre o metabolismo de um organismo e a
de uma linha traçada entre todos os pontos e passando pelo ponto médio
temperatura, da fotossíntese em função da luz etc. Para esse tipo de estudo
M de Y e X. Essa linha imaginária é chamada de reta de regressão. Ela
é preciso obter uma série estatística dupla, chamada também de variável
Figura 21.2 representa a relação matemática entre Y e X. Sua equação é Y = aX + b.
bidimensional, em que cada amostra é descrita por duas variáveis entre as
quais queremos verificar a existência de uma relação e quantificar a intensidade
dessa relação. !
Exemplo 2: Neste exemplo, Y diminui quando X aumenta. Diz-se Lembra o que representam os coeficientes a e
b da equação da reta, que você deve ter visto
que há uma correlação linear negativa. em aula de Matemática? a é o coeficiente
REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE UMA SÉRIE ESTATÍSTICA angular, também chamado de coeficiente
DUPLA Exemplo 3: Os pontos estão distribuídos dentro de um círculo. de regressão em estatística; ele representa a
inclinação da reta. b é o coeficiente linear; é
Não existe relação entre Y e X, nenhuma tendência de aumento ou o valor onde a reta corta o eixo Y. Ele indica a
A melhor maneira de visualizar uma possível relação entre duas diminuição de Y quando X varia. A correlação entre Y e X é nula: posição da reta.
variáveis Y e X é, num primeiro passo, elaborar um gráfico chamado
diagrama de dispersão, onde Y é plotado em função de X num sistema
de eixos perpendiculares. Cada par de dados YX é representado por
um ponto. Constitui-se, assim, uma “nuvem” de pontos cuja forma é
reveladora da relação entre Y e X. Você vai entender melhor observando Essa equação permite estimar Y a partir de um dado valor de X.
os gráficos dos exemplos seguintes. É chamado de resíduo, Em razão da dispersão dos pontos em volta da reta, o valor de Y não será
a soma dos quadrados
das distâncias d entre exatamente conhecido, mas sim, estimado com uma certa probabilidade
os pontos e a reta, .
A reta de regressão é de erro. Esse erro depende de quanto os pontos estão afastados da reta. Y
traçada de tal maneira
é exatamente conhecido unicamente quando os pontos são perfeitamente
que essa soma seja
Figura 21.3 Figura 21.4 mínima. alinhados, isto é, quando o resíduo é igual a zero.
MÓDULO 3
MÓDULO 3
21
21
Para traçar essa reta devemos então calcular os parâmetros a e
Cálculo da reta de regressão: O coeficiente é negativo e parece bastante elevado, próximo de 1,
b da equação cujas fórmulas são: -20,34
AULA
AULA
y = ayxX + byx ⇒ ayx = = −0, 59 KARL PEARSON
indicando uma forte correlação negativa. Porém, considerando a hipótese
! 34 , 64
nula r = 0, podemos afirmar, com uma probabilidade de erro inferior a
e byx = 12, 6 − ( −0, 59 . 10, 6 ) = 18, 9
(1857-1936)
a = CovYX / vX Não se justifica traçar a reta se não há nenhuma
relação linear aparente entre as duas variáveis. Desenvolveu esse 0,05, que -0,898 é estatisticamente diferente de zero e, por conseqüência,
Você vai aprender mais adiante como verificar se coeficiente, mas foi
essa relação existe com o cálculo do coeficiente de
Logo, a equação da reta de regressão é: Y = -0,59 X + 18,9. que existe uma correlação linear negativa significativa entre Y e X?
Bravais que lançou o
onde, = é correlação linear r de Pearson. Mas não se apresse, E agora, como você vai traçar a reta? Você sabe que ela passa conceito de correlação. Este teste de significância é realizado utilizando a tabela dos valores
vamos chegar lá! De tal forma que esse
pelo ponto médio M cujas coordenadas são Y = 12,6 e X = 10,6. Então coeficiente é também limites que r deve ultrapassar para serem significativamente diferente de
chamado de covariância e vX é a variância de x chamado de Bravais-
basta você calcular um segundo ponto para traçá-la. Para isso, você zero. Esses limites dependem da probabilidade escolhida (0,05 ou 0,01)
Pearson.
deve atribuir um valor qualquer a X e calcular Y pela equação. Por e do grau de liberdade n-2.
exemplo, se X=20, temos pela equação Y=7,1. No nosso exemplo, r = -0,898 é altamente significativo, pois superior
Veja, no exemplo a seguir, como você deve desenvolver os
Chegou o momento de conferir se podemos afirmar, dentro de ao valor limite da tabela a 0,01 que é de 0,765 para y = n-2 = 8 graus de
cálculos de uma reta de regressão.
uma probabilidade de errar de, por exemplo, p =0,05, que essa relação liberdade.
linear entre Y e X existe realmente. Em conclusão, podemos afirmar que existe uma correlação
Exemplo
Como vamos fazer isso? Calculando o coeficiente de correlação linear negativa altamente significativa entre as variáveis Y e X, na
Sejam duas variáveis aleatórias Y e X medidas simultaneamente
linear r de Pearson. probabilidade p < 0,01.
em n=10 amostras. Vamos, em primeiro lugar, fazer o gráfico de dispersão
de Y (ordenadas) em função de X (abscissas) e verificar visualmente se
ALGUMAS RECOMENDAÇÕES
aparece alguma relação linear entre Y e X. Em caso afirmativo, vamos
Y X Y2 X2 YX
calcular a equação da reta de regressão e traçar essa reta. O coeficiente de correlação linear, r de Pearson, é um dos mais
16 2 256 4 32 O COEFICIENTE DE CORRELAÇÃO LINEAR
utilizados pelo biólogos e ecólogos. Seu uso adequado exige, entretanto,
18 4 324 16 72
17 6 289 36 102 Definição e cálculo certos cuidados:
14 6 196 36 84 • Ele expressa exclusivamente a intensidade da relação linear entre
15 9 225 81 135 Chamado r de Pearson, o coeficiente de correlação linear é a
duas variáveis. Ele varia, em valor absoluto, entre 0 (nenhuma relação
11 11 121 121 121 imagem da dispersão dos pontos em relação à reta de regressão. Ele
linear) e 1 (relação linear perfeita, seja direta para r = +1, seja inversa
8 14 64 196 112 mede a intensidade da relação linear entre duas variáveis e varia entre
para r = -1).
12 16 144 256 192 _
1 e +1.
9 18 81 324 162 • A ausência de significância (baixo valor de r) revela somente a
Quando r = +1, a dispersão é nula, todos os pontos estão
6 20 36 400 120 ausência de relação linear entre duas variáveis, podendo ser não-linear. É
Figura 21.6
Total 126 106 1736 1470 1132 perfeitamente alinhados, e Y é diretamente proporcional a X.
sempre aconselhado traçar o diagrama de dispersão dos pontos e, assim,
Média 12,6 10,6 Quando r = _1, Y é inversamente proporcional a X.
visualizar a existência de uma possível relação não-linear. Por exemplo,
Variância (v) 14,84 34,64 Quando r = 0, a dispersão é máxima e não existe correlação
na Figura 21.7, os pontos não são distribuídos ao longo de uma linha,
D. padrão (s) 3,85 5,89
linear entre Y e X. As duas variáveis são consideradas independentes.
mas de uma curva que parece uma parábola. Nesse caso, o cálculo de r
Observe que a distribuição dos pontos revela uma certa relação não pode ser feito com os dados brutos, mas somente após aplicar uma
linear negativa entre Y e X. Vamos então traçar a reta de regressão e, Observe a fórmula de cálculo de r e vamos aplicá-la ao exemplo
transformação que lineariza a relação. A transformação sugerida aqui
para facilitar, elaborar a tabela seguinte que vai permitir fazer os cálculos Covariância: anterior:
seria da forma y=ax2+bx+c, que é a equação da parábola. Outros tipos
preliminares que servirão para calcular a equação da reta. Vejamos: de transformações são possíveis. Por exemplo, quando os pontos seguem
uma exponencial. A transformação indicada seria log(x).
= = -20,34 No exemplo anterior, temos: .
EXERCÍCIOS TABELA 1
AULA
Folha No Comprimento (X) Largura (Y) 0.0 0.5000 0.5040 0.5080 0.5120 0.5160 0.5199 0.5239 0.5279 0.5319 0.5359
1 12 10 0.1 0.5398 0.5438 0.5478 0.5517 0.5557 0.5596 0.5636 0.5675 0.5714 0.5753
Figura 21.7
2 12 14 Tabela 1 – Probabilidades da Lei Normal. Tabela de Gauss 0.2 0.5793 0.5832 0.5871 0.5910 0.5948 0.5987 0.6026 0.6064 0.6103 0.6141
3 11 9 Tabela 2 – Valores limites do t de Student 0.3 0.6179 0.6217 0.6255 0.6293 0.6331 0.6368 0.6406 0.6443 0.6480 0.6517
4 16 13 0.4 0.6554 0.6591 0.6628 0.6664 0.6700 0.6736 0.6772 0.6808 0.6844 0.6879
Tabela 3 – Valores críticos de F
5 13 10 0.5 0.6915 0.6950 0.6985 0.7019 0.7054 0.7088 0.7123 0.7157 0.7190 0.7224
Tabela 4 – Valores limites do Qui-quadrado
O teste de significância de r não pode ser aplicado 6 12 12 0.6 0.7257 0.7291 0.7324 0.7357 0.7389 0.7422 0.7454 0.7486 0.7517 0.7549
Tabela 5 – Valores críticos do r de Pearson
se as distribuições das variáveis não forem normais, isto é, 7 10 8 0.7 0.7580 0.7611 0.7642 0.7673 0.7704 0.7734 0.7764 0.7794 0.7823 0.7852
seguindo a lei de Gauss. Em certos casos, é possível tentar 8 9 7 0.8 0.7881 0.7910 0.7939 0.7967 0.7995 0.8023 0.8051 0.8078 0.8106 0.8133
Anexo
uma transformação que normalize os dados, por exemplo log(x); nesse 9 17 13 0.9 0.8159 0.8186 0.8212 0.8238 0.8264 0.8289 0.8315 0.8340 0.8365 0.8389
caso concluímos que Y é uma função logarítmica de x, e a equação da 10 15 14 1.0 0.8413 0.8438 0.8461 0.8485 0.8508 0.8531 0.8554 0.8577 0.8599 0.8621
reta de regressão será: Y = a. Log(x) + b. 1.1 0.8643 0.8665 0.8686 0.8708 0.8729 0.8749 0.8770 0.8790 0.8810 0.8830
2. A taxa de conversão alimentar (Y) varia com o peso (X) de um animal. Essas duas
A existência de uma correlação significativa não representa 1.2 0.8849 0.8869 0.8888 0.8907 0.8925 0.8944 0.8962 0.8980 0.8997 0.9015
variáveis foram medidas numa amostra de 6 animais (tabela abaixo). Verificar se
obrigatoriamente uma relação de causa/efeito, pois é possível encontrar 1.3 0.9032 0.9049 0.9066 0.9082 0.9099 0.9115 0.9131 0.9147 0.9162 0.9177
existe uma correlação linear significativa entre essas duas variáveis e traçar a reta
correlação entre quaisquer variáveis, sem significado biológico ou 1.4 0.9192 0.9207 0.9222 0.9236 0.9251 0.9265 0.9279 0.9292 0.9306 0.9319
de regressão de Y em função de X.
ecológico. 1.5 0.9332 0.9345 0.9357 0.9370 0.9382 0.9394 0.9406 0.9418 0.9429 0.9441
Peso (X) Taxa de conversão (Y) 1.6 0.9452 0.9463 0.9474 0.9484 0.9495 0.9505 0.9515 0.9525 0.9535 0.9545
35 3,8
1.7 0.9554 0.9564 0.9573 0.9582 0.9591 0.9599 0.9608 0.9616 0.9625 0.9633
40 3,4
1.8 0.9641 0.9649 0.9656 0.9664 0.9671 0.9678 0.9686 0.9693 0.9699 0.9706
45 3,2
50 2,8 1.9 0.9713 0.9719 0.9726 0.9732 0.9738 0.9744 0.9750 0.9756 0.9761 0.9767
55 2,6 2.0 0.9772 0.9778 0.9783 0.9788 0.9793 0.9798 0.9803 0.9808 0.9812 0.9817
60 2,3 2.1 0.9821 0.9826 0.9830 0.9834 0.9838 0.9842 0.9846 0.9850 0.9854 0.9857
2.2 0.9861 0.9864 0.9868 0.9871 0.9875 0.9878 0.9881 0.9884 0.9887 0.9890
RESUMO 3. Um estudo da diluição de compostos nitrogenados, rejeitados no mar por uma
2.3 0.9893 0.9896 0.9898 0.9901 0.9904 0.9906 0.9909 0.9911 0.9913 0.9916
usina, foi realizado medindo de hora em hora a salinidade (S) e os teores em
2.4 0.9918 0.9920 0.9922 0.9925 0.9927 0.9929 0.9931 0.9932 0.9934 0.9936
Você aprendeu a verificar se existe uma relação linear entre duas variáveis, nitrogênio (N):
2.5 0.9938 0.9940 0.9941 0.9943 0.9945 0.9946 0.9948 0.9949 0.9951 0.9952
através do cálculo do coeficiente de correlação linear de Pearson r , que varia
Horas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 2.6 0.9953 0.9955 0.9956 0.9957 0.9959 0.9960 0.9961 0.9962 0.9963 0.9964
entre +1 e _1. A hipótese nula (r = 0) é testada com os valores limites da tabela S 11 12 13 10 10 9 13 9 14 10 12 10 15 14 12 15
N 20 17 14 21 19 24 15 ? 17 22 16 20 15 16 19 15 2.7 0.9965 0.9966 0.9967 0.9968 0.9969 0.9970 0.9971 0.9972 0.9973 0.9974
de r. Se r for significativo podemos traçar a reta de regressão que representa a
2.8 0.9974 0.9975 0.9976 0.9977 0.9977 0.9978 0.9979 0.9979 0.9980 0.9981
relação matemática entre as duas variáveis, e permite estimar uma em função
a) existe uma relação linear significativa entre o nitrogênio e a salinidade? 2.9 0.9981 0.9982 0.9982 0.9983 0.9984 0.9984 0.9985 0.9985 0.9986 0.9986
da outra. Esse método tem muitas aplicações em Biologia e Ecologia, mas deve
3.0 0.9987 0.9987 0.9987 0.9988 0.9988 0.9989 0.9989 0.9989 0.9990 0.9990
ser usado com cuidado, respeitando a exigência de normalidade dos dados. b) na oitava hora faltou o dado de nitrogênio. Estimar este valor a partir da
salinidade.
TABELA 3
Uso da tabela: Valores críticos de F ao nível de significância de 0,05 para ν1 (numerador) e ν2 (denominador) graus de liberdade. Tabela 3 (continuação)
Tabela 3 (continuação ). Nível de significância: 0,01
TABELA 5
Tabela 3 (continuação ). Nível de significância: 0,01
ν1 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Valores críticos do r de Pearson aos níveis de significância de 0,05 e 0,01 para n – 2 graus de liberdade.
59.70
58.30
56.89
55.48
54.05
52.62
51.18
49.73
48.27
46.80
45.32
43.82
42.31
40.75
39.29
37.70
36.12
34.53
32.91
31.26
29.59
27.88
26.12
24.32
22.46
20.52
18.46
16.27
13.82
10.83
ν2
.001
GL 0,05 0,01
1 0.997 0,999
1. 6083 . 6106. 6125. 6142. 6157. 6170. 6181. 6191. 6200. 6208. 2 0,950 0,990
3 0,878 0,959
50.89
49.59
48.28
46.96
45.64
44.31
42.98
41.64
40.29
38.93
37.57
36.19
34.80
33.41
32.00
30.58
29.14
27.69
26.22
24.72
23.21
21.67
20.09
18.48
16.81
15.09
13.28
11.34
9.21
6.64
2. 99.40 99.41 99.42 99.42 99.43 99.43 99.44 99.44 99.44 99.44
.01
4 0,811 0,917
3. 27.13 27.05 26.98 26.92 26.87 26.82 26.78 26.75 26.71 26.69 5 0,755 0,875
47.96
46.69
45.42
44.14
42.86
41.57
40.27
38.97
37.66
36.34
35.02
33.69
32.35
31.00
29.63
28.26
26.87
25.47
24.05
22.62
21.16
19.68
18.17
16.62
15.03
13.39
11.67
4. 14.45 14.37 14.30 14.24 14.19 14.15 14.11 14.08 14.04 14.02
9.84
7.82
5.41
.02
6 0,707 0,834
5. 9.963 9.888 9.825 9.770 9.722 9.680 9.643 9.610 9.580 9.553 7 0,666 0,798
8 0.632 0.765
43.77
42.56
41.34
40.11
38.88
37.65
36.42
35.17
33.92
32.67
6. 7.790 7.718 7.657 7.605 7.559 7.519 7.483 7.451 7.422 7.396
31.41
30.14
28.87
27.59
26.30
25.00
23.68
22.36
21.03
19.68
18.31
16.92
15.51
14.07
12.59
11.07
9.49
7.82
5.99
3.84
9 0.602 0.735
.05
7. 6.538 6.469 6.410 6.359 6.314 6.275 6.240 6.209 6.181 6.155 10 0.576 0.708
Tabela 4. Valores limites do Qui-quadrado em função do grau de liberdade (GL) e do nível de significância.
8. 5.734 5.667 5.609 5.559 5.515 5.477 5.442 5.412 5.384 5.359
40.26
39.09
37.92
36.74
35.56
34.38
33.20
32.01
30.81
29.62
28.41
27.20
25.99
24.77
23.54
22.31
21.06
19.81
18.55
17.28
15.99
14.68
13.36
12.02
10.64
9.24
7.78
6.25
4.60
2.71
11 0.553 0.684
.10
9. 5.178 5.111 5.055 5.005 4.962 4.924 4.890 4.860 4.833 4.808 12 0.532 0.661
13 0.514 0.641
10. 4.772 4.706 4.650 4.601 4.558 4.520 4.487 4.457 4.430 4.405
36.25
35.14
34.03
32.91
31.80
30.68
29.55
28.43
27.30
26.17
25.04
23.90
22.76
21.62
20.46
19.31
18.15
16.98
15.81
14.63
13.44
12.24
11.03
9.80
8.56
7.29
5.99
4.64
14 0.497 0.623
3.22
1.64
.20
11. 4.462 4.397 4.342 4.293 4.251 4.213 4.180 4.150 4.123 4.099 15 0.482 0.606
12. 4.220 4.155 4.100 4.052 4.010 3.972 3.939 3.909 3.883 3.858
33.53
32.46
31.39
30.32
29.25
28.17
27.10
26.02
24.94
23.86
22.78
21.69
20.60
19.51
18.42
17.32
16.22
15.12
14.01
12.90
11.78
10.66
16 0.468 0.590
9.52
8.38
7.23
6.06
4.88
3.66
2.41
1.07
.30
13. 4.025 3.960 3.905 3.857 3.815 3.778 3.745 3.716 3.689 3.665 17 0.456 0.575
18 0.444 0.561
14. 3.864 3.800 3.745 3.698 3.656 3.619 3.586 3.556 3.529 3.505
29.34
28.34
27.34
26.34
25.34
24.34
23.34
22.34
21.24
20.34
19.34
18.34
17.34
16.34
15.34
14.34
13.34
12.34
11.34
10.34
19 0.433 0.549
9.34
8.34
7.34
6.35
5.35
4.35
3.36
2.37
1.39
.46
.50
15. 3.730 3.666 3.612 3.564 3.522 3.485 3.452 3.423 3.396 3.372 20 0.423 0.537
16. 3.616 3.553 3.498 3.451 3.409 3.372 3.339 3.310 3.283 3.259
25.51
24.58
23.65
22.72
21.79
20.87
19.94
19.02
18.10
17.18
16.27
15.35
14.44
13.53
12.62
11.72
10.82
25 0.381 0.487
9.93
9.03
8.15
7.27
6.39
5.53
4.67
3.83
3.00
2.20
1.42
.71
.15
.70
17. 3.519 3.455 3.401 3.353 3.312 3.275 3.242 3.212 3.186 3.162 30 0.349 0.449
35 0.325 0.418
18. 3.434 3.371 3.316 3.269 3.227 3.190 3.158 3.128 3.101 3.077
23.36
40 0.304 0.393
22.48
21.59
20.70
19.82
18.94
18.06
17.19
16.31
15.44
14.58
13.72
12.86
12.00
11.15
10.31
9.47
8.63
7.81
6.99
6.18
5.38
4.59
3.82
3.07
2.34
1.65
1.00
.064
.45
.80
19. 3.360 3.297 3.242 3.195 3.153 3.116 3.084 3.054 3.027 3.003 45 0.288 0.372
20. 3.294 3.231 3.177 3.130 3.088 3.051 3.018 2.989 2.962 2.938
50 0.273 0.354
20.60
19.77
18.94
18.11
17.29
16.47
15.66
14.85
14.04
13.24
12.44
11.65
10.86
10.08
9.31
8.55
7.79
7.04
6.30
5.58
4.86
4.17
3.49
2.83
2.20
1.61
1.06
.016
.58
.21
.90
21. 3.236 3.173 3.119 3.072 3.030 2.993 2.960 2.931 2.904 2.880 60 0.250 0.325
70 0.232 0.302
22. 3.184 3.121 3.067 3.019 2.978 2.941 2.908 2.879 2.852 2.827
18.49
17.71
16.93
16.15
15.38
14.61
13.85
13.09
12.34
11.59
10.85
10.12
80 0.217 0.283
.0039
9.39
8.67
7.96
7.26
6.57
5.89
5.23
4.58
3.94
3.32
2.73
2.17
1.64
1.14
.71
.35
.10
.95
23. 3.137 3.074 3.020 2.973 2.931 2.894 2.861 2.832 2.805 2.781 90 0.205 0.267
24. 3.094 3.032 2.977 2.930 2.889 2.852 2.819 2.789 2.762 2.738
.00063
16.31
15.57
14.85
14.12
13.41
12.70
11.99
11.29
10.60
9.92
9.24
8.57
7.91
7.26
6.61
5.98
5.37
4.76
4.18
3.61
3.06
2.53
2.03
1.56
1.13
.75
.43
.18
.04
.98
25. 3.056 2.993 2.939 2.892 2.850 2.813 2.780 2.751 2.724 2.699
26. 3.021 2.958 2.904 2.857 2.815 2.778 2.745 2.715 2.688 2.664
.00016
14.95
14.26
13.56
12.88
12.20
11.52
10.86
10.20
9.54
8.90
8.26
7.63
7.02
6.41
5.81
5.23
4.66
4.11
3.57
3.05
2.56
2.09
1.65
1.24
.87
.55
.30
.12
.02
.99
27. 2.988 2.926 2.871 2.824 2.783 2.746 2.713 2.683 2.656 2.632
28. 2.959 2.896 2.842 2.795 2.753 2.716 2.683 2.653 2.626 2.602
G.L.
30
29
28
27
26
25
24
23
22
21
20
19
18
17
16
15
14
13
12
11
10
29. 2.931 2.868 2.814 2.767 2.726 2.689 2.656 2.626 2.599 2.574
9
8
7
6
5
4
3
2
1
30. 2.906 2.843 2.789 2.742 2.700 2.663 2.630 2.600 2.573 2.549
50. 2.625 2.562 2.508 2.461 2.419 2.382 2.348 2.318 2.290 2.265
100. 2.430 2.368 2.313 2.265 2.223 2.185 2.151 2.120 2.092 2.067
65-69 67 7 0.14 13
4.
70-74 72 12 0.24 25
Classes (mm) Ponto médio X Freq. absolutas
75-79 77 17 0.34 42
Dia 05/01 Dia 05/06
80-84 82 6 0.12 48
0.5-1.4 1 0 0
Gabarito
85-89 87 1 0.02 50
1.5-2.4 2 16 4 Histograma do dia 05/06
90-94 92 1 0.02 50
2.5-3.4 3 0 10
3.5-4.4 4 0 10
TOTAL 50 1.00
4.5-5.4 5 1 0
b) histograma
5.5-6.4 6 3 2
6.5-7.4 7 4 1
7.5-8.4 8 6 2
8.5-9.4 9 4 3
9.5-10.4 10 2 5
10.5-11.4 11 5 11
A distribuição de freqüência é multimodal. O cálculo da média geral não faz sentido,
11.5-12.4 12 7 1
pois a série de medidas revela a presença de várias populações que correspondem
12.5-13.4 13 12 1 a gerações sucessivas. O pesquisador deverá calcular o crescimento de cada uma
LUZ ESCURO
2. Transformar x1 = 15 em z1 = (15 – 18,75)/6,25 = – 0,60 FATOR 0,64 1 0,64 0,014 4,75 termos, aceitando cometer um erro de 5%, podemos dizer que a luz tem influência
2.
Transformar x2 = 25 em z2 = (25 – 18,75)/6,25 = 1,00 sobre o comportamento dos crustáceos. Porém, para um erro de somente 1%, não é
RESÍDUO 548,58 12 45,71
px1 = 1 – 0,7257 = 0,2743 possível concluir sobre esta influência.
ÁREA 1 ÁREA 2
px2 = 0,8643 Não podemos rejeitar a hipótese nula. Não foi possível verificar, nas condições da
Nº de estações 20 20 3. χ2 = 22,17
Probabilidade entre px1 e px2 é p = 0,8643 – 0,2743 = 0,59 experiência, a influência do fator “variedade” sobre a idade da desova.
Para (3-1)(6-1) = 10 graus de liberdade, temos χ2 = 18,31 a 0,05 e χ2 = 23,20 a 0,01
Há 59% de chance de que as chuvas dos próximos anos estejam entre 15 e 25mm. Média 58,05 29,95
Significativo a p=0,05, mas não a p=0,01
Variância 2318 1152,8 2.
3. a) Para x1 = 14, temos z1 = (14 – 12)/1,5 = 1,333 e px1 = 0,9082 e 1-px1 = 0,0918. Para uma probabilidade de erro de 0,05, podemos dizer que existe uma certa
Cerca de 9,2 % dos indivíduos têm tamanho maior que 14cm; Diferença das médias 28,10 associação entre as doenças e o meio social. Porém, para um erro de somente 1%
Fonte de variação Dispersão G. de L. Variância F calculado F a 0,01
para x2 = 8,5, temos z2 = -2,33 e px2 = 1 – 0,9901 = 0,0099 (probabilidade até não é possível verificar essa associação.
Erro padrão 13,51 FATOR 907,5 4 226,87 62,8 3,78
8,5cm). Logo, acima de 8,5cm a probabilidade é 1 – 0,0099 = 0,9901.
Teste t 2,08 RESÍDUO 162,6 45 3,61 Aula 21
0,9082 – 0,0099 = 0,8983. Cerca de 89,8% dos indivíduos estão entre 8,5 e
14cm de tamanho. t a 0,05 2,09
Existe uma influência altamente significativa (p < 0,01) do fator “Detergente”
b) O problema é inverso ao anterior. Conhecemos a probabilidade
O teste t é praticamente igual ao valor de t da tabela de Student. Podemos dizer que as sobre o crescimento do mexilhão. Pelo cálculo da Menor Diferença Significativa, 1. Verificamos se pode existir uma relação entre Y e X pelo diagrama de dispersão.
1- px = 1 – 0,10 = 0,90 correspondendo a px. Procuramos esse valor na tabela
duas médias são, significativamente, diferentes ao nível de probabilidade de 0,05 MDS = 2.√3,61 5 = 2,69 verificamos que todos os detergentes têm efeito signifi-
Normal. Encontramos o valor mais próximo (0,8997) na intersecção da linha 10
cativo, porém, o de laboratório (DT3) tem ação significativamente menor que os
1,2 e da coluna 0,08, que corresponde a Z = 1,28. Sabemos que Z = (x – m)/s,
3. comerciais, entre os quais não há diferença.
ou seja, x = Z.s + m = 1,28.1,5 + 12 = 13,9cm. Logo, concluímos que 10% dos
indivíduos têm tamanho superior a 13,9cm. Regime rico Regime pobre Aula 20
Nº de peixes 12 7
c) Utilizamos a propriedade da distribuição normal, segundo a qual adicionando Média 120 101
e subtraindo 1,96.s à média de uma amostra, obtemos um intervalo dentro Variância 457,45 425,33
Diferença das médias 19
1. χ2 = 2,64 , inferior ao valor crítico da tabela de χ2 que é de 5,99 a p=0,05 para
do qual encontram-se 95% dos dados. Logo 95% dos indivíduos têm tamanho
Erro padrão 10,61 3-1=2 graus de liberdade. Logo, rejeitando a hipótese nula, faríamos um erro superior
entre 12 – 1,96.1,5 = 9,1cm e 12 + 1,96.1,5 = 14,9cm.
Teste t 1,79 a 5%. Consideramos os resultados coerentes com a lei de Mendel.
t a 0,05 2,11
3 11 121 9 81 99
, 9 788576 480334
4 16 256 13 169 208
,
5 13 169 10 100 130
8 9 81 7 49 63
3. r = - 0,868 (significativo a p < 0,01).
9 17 289 13 169 221
Equação da reta N = - 1,31 S + 33,7.
10 15 225 14 196 210 Para S = 9, o valor de N é estimado em 21,9 pela equação acima.
Atenção: nos cálculos de r e da reta, não devem ser considerados os dados da
TOTAL 127 1673 110 1268 1443
oitava hora em razão da falta de dado de nitrogênio. Logo, fazer n = 15.
Var (x) = (1673 – 1272 /10)/9 = 6,68 s (x) = 2,58
Var (y) = (1268 – 1102/10)/9 = 6,44 s (y) = 2,54
Cov (xy) = 1443 – 127 x 110/10)/9 = 5,11
r = 5,11 / ( 2,58 x 2,54) = 0,780
Para n-2 = 8 graus de liberdade, r95 = 0,632 e r99 = 0,735
O coeficiente de correlação linear é significativamente diferente de zero (p<0,01).
Podemos dizer que existe uma correlação linear entre o comprimento e a largura
das folhas.
2. r = -0,996
Para 4 graus de liberdade, r99 = 0,917. Logo, existe uma correlação linear negativa
altamente significativa (p<0,01) entre o peso e a taxa de conversão alimentar