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Transtorno do Processamento Auditivo Central

O documento aborda o Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPA(C)), que se refere à dificuldade do cérebro em processar informações auditivas, afetando habilidades como discriminação e reconhecimento de sons. Apresenta sinais e sintomas comuns, causas frequentes, comorbidades e a importância de uma avaliação detalhada realizada por fonoaudiólogos para diagnóstico e intervenção. A avaliação inclui anamnese, testes auditivos e observação do desenvolvimento auditivo em crianças.

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Transtorno do Processamento Auditivo Central

O documento aborda o Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPA(C)), que se refere à dificuldade do cérebro em processar informações auditivas, afetando habilidades como discriminação e reconhecimento de sons. Apresenta sinais e sintomas comuns, causas frequentes, comorbidades e a importância de uma avaliação detalhada realizada por fonoaudiólogos para diagnóstico e intervenção. A avaliação inclui anamnese, testes auditivos e observação do desenvolvimento auditivo em crianças.

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TPA(C)

TRANSTORNO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL


LUCIANA CORDEIRO FELIPETTO
FONOAUDIÓLOGA
O que é TPA(C)

 Segundo ASHA ( AMERICAN SPEECH-LANGUAGE-HEARING ASSOCIATION)


o processamento auditivo refere-se a eficiência, eficácia através das
quais o sistema nervoso central utiliza informações auditivas.

 O Processamento Auditivo Central é a capacidade que o cérebro tem


de discriminar o som, separá-lo do ruído de fundo, filtrá-lo em ambiente
ruidoso, reconhecer e processar os diferentes estímulos auditivos e ocorre
em áreas periféricas e centrais.
Fisiologia da Audição

 O som entra pelo conduto auditivo e chega até a membrana timpânica


fazendo ela vibrar.
 Com sua vibração o som é transferido pelos ossículos (martelo, bigorna e
estribo) até a cóclea.
 Na cóclea estas vibrações fazem com que o líquido que se encontra
dentro dela se movimente e gere contração das células ciliadas
internas( que dependendo de sua localização enviam sons de baixa ou
alta frequência, em forma de sinais neurais) que serão captados pelo
nervo auditivo e serão conduzidos ao SNC, onde serão processados e
ocorrerá a decodificação dos estímulos em diferentes áreas cerebrais.
Sistema Auditivo Periférico

 Anatomy of the Ear

The ear is made up of three parts: the


outer, middle, and inner ear. All three
parts of the ear are important for
detecting sound by working together to
move sound from the outer part through
the middle and into the inner part of the
ear. Ears also help to maintain balance.

Anatomy of the Ear © 2018 EarQ. All Rights Reserved.


[Link]
Sistema Auditivo Periférico

 The Outer Ear


• auricle (cartilage covered by skin
placed on opposite sides of the head)
• auditory canal (also called the ear
canal)
• eardrum outer layer (also called the
tympanic membrane)
The outer part of the ear collects sound.
Sound travels through the auricle and
the auditory canal, a short tube that
ends at the eardrum.

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[Link]
Sistema Auditivo Periférico

 The Middle Ear


• eardrum
• cavity (also called the tympanic
cavity)
• ossicles (3 tiny bones that are
attached)
o malleus
(or hammer) - long
handle attached to the eardrum
o incus
(or anvil) - the bridge bone
between the malleus and the
stapes
o stapes
(or stirrup) - the footplate;
the smallest bone in the body

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[Link]
Sistema Auditivo Periférico

 The Inner Ear


• oval window - connects the middle
ear with the inner ear
• semicircular ducts - filled with fluid;
attached to cochlea and nerves;
send information on balance and
head position to the brain
• cochlea - spiral-shaped organ of
hearing; transforms sound into signals
that get sent to the brain
• auditory tube - drains fluid from the
middle ear into the throat behind the
nose

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[Link]
Sistema Auditivo Central

Los sistemas receptores 13: La audición II. Procesos superiores. { 2017 10 09 } [Link]
Onde estão as falhas?

 Normalmente os indivíduos com TPAC apresentam falhas nas habilidades


auditivas que são processadas predominantemente em diferentes áreas
do sistema nervoso central.
 Ele inclui mecanismos auditivos que fundamentam as seguintes
habilidades:
• Localização sonora e lateralização;
• Discriminação auditiva;
• Reconhecimento de padrões auditivos;
• Aspectos temporais da audição(integração temporal, discriminação temporal,
ordenação temporal e mascaramento, desempenho auditivo em sinais
acústicos concorrentes). 1996
Sinais e Sintomas do TPA(C)

 Tem ou teve muitos casos de otite de repetição;


 Não consegue fazer de forma eficiente um reconto;
 Tem dificuldade de memorizar as coisas; Tem déficit de memória a curto
prazo. Não guarda conteúdos aprendidos a pouco tempo.
 É agitado ou muito calmo;
 Pede com frequência para que as pessoas possam repetir ordens dadas
ou conteúdos ensinados principalmente em ambientes ruidosos;
 Não entende ordens complexas;
 Escutam televisão, rádio ou outros aparelhos eletrônicos em volume muito
alto ou aumentam o som para tentar compreender o que estão ouvindo;
Sinais e Sintomas do TPA(C)

 Tem dificuldade de entender o ritmo, entonação e ênfase principalmente em


sílabas tônicas;
 Tem dificuldade de aprender a separar as sílabas das palavras;
 Tem dificuldade de compreender o sotaque das pessoas;
 Demonstra ser preguiçoso, desatento, desinteressado, desmotivado com os
processos escolares e de aprendizagem e sempre deixa de concluir atividades que
exigem decodificação de enunciados e esforço mental;
 Tem dificuldade de decodificar a leitura e fazer inferências para interpretar histórias
e metáforas;
 Não consegue seguir o ritmo de músicas, comandos de voz e executar movimentos
ao mesmo tempo.
Sinais e Sintomas do TPA(C)

 Dificuldade para entender a linguagem falada em mensagens concorrentes, ou seja,


em ambientes ruidosos ou reverberantes,
 Tem reação de lentidão ao responder questionamentos e a estímulos auditivos,
 Tem dificuldade de localizar de onde vem os estímulos auditivos,
 Apresenta erros frequentes na escrita – principalmente aglutinações, omissões e
trocas de fonemas surdo/sonoros como F/V; T/D; K/G; P/B e outros que tem apoio na
oralidade.
Causas Frequentes:

 95% das causas do TPAC se relacionam a outros transtornos associados:


• Otites de repetição principalmente na primeira infância quando o cérebro está
se maturando e desenvolvendo habilidades linguísticas, sociais e prontidões
importantes no desenvolvimento do indivíduo;
• Lesões Cerebrais;
• Perdas Auditivas ou privações sensoriais;
• Fatores genéticos;
• Traumatismo craniano;
• Imaturidade do SNC ou envelhecimento natural;
• Distúrbios neurológicos.
Comorbidades

 O TPAC pode estar presente separadamente ou em conjunto com patologias,


distúrbios ou disfunções importantes em seu portador. Geram grandes
dificuldades para o individuo que o possui no âmbito familiar, escolar e social.
 As comorbidades mais frequentes relacionadas a alterações do processamento
auditivo são os diferentes tipos de transtornos de aprendizagem.
 As comorbidades mais observadas nos diagnósticos clínicos e relatórios são:
1. Pac e Dislexia;
2. Pac e Discalculia;
3. Pac e TDAH;
4. Pac e DEL;
5. Pac e Perdas Auditivas
Avaliação TPA(C)

ANAMNESE
Todas as informações obtidas podem ajudar a determinar a natureza e o impacto da
desordem e suas ramificações funcionais.
Toda avalição deve conter dados da família/ história genética dos pais do paciente,
dados do pré-natal e do parto. Estado de saúde (medicamentos e outros
antecedentes médicos), desenvolvimento motor, de linguagem, do comportamento
auditivo, fatores de desenvolvimento social, contexto cultural e de linguagem, se
houve perda de alguma habilidade já adquirida, se acompanha as crianças da
mesma faixa etária na escola.
Avaliação do TPA(C)

É comum que os familiares ou pacientes com alterações do PAC sempre relatem na


primeira consulta que não compreendem o que escutam, que sons parecem sem
sentido, que tem dificuldades ao telefone ou em conversas onde não podem ver a
boca do interlocutor.
Relatam ter péssimas notas principalmente em português e matemática. Relatam não
conseguir entender o que a professora diz em sala de aula e que sentar perto de portas
e janelas torna a concentração ainda mais difícil para eles.
Relatam não conseguir concluir as provas em tempo hábil, pois tem que reler várias
vezes para entender o enunciado.
Avaliação

 A avaliação do TPAC é feita por um fonoaudiólogo experiente e começa no


momento da anamnese e quando aplicamos Checklists para avaliar a condição
em que o indivíduo está inserido no ambiente sonoro no âmbito social, familiar e
escolar.
 CHAPS (CHILDREN’S AUDITORY PERFORMANCE SCALE). SMOSKI,1990.
 CHILD ( CHILDREN’S HOME INVENTORY OF LISTENING DIFFICULTIES). ANDERSON &
SMALDINO, 2000.
 SAB (SCALE AUDITORY BEHAVIOR) ou escala de comportamento auditivo. CONLIN,
2003; R.L: SCHOW & SEIKEL, 2006; SHIFFMAN,1999; SIMPSON, 1981; SUMMERS, 2003.
 Estudos apontaram que a maioria dos indivíduos com desempenho inferior a 46
pontos no SAB apresentam alteração de um ou mais testes do PA. Com escore
inferior a 35 tinham dois ou mais testes alterados e com escores superior a 56
apresentavam ótimo desempenho nas provas do PA.
Avaliação

 Avaliação otorrinolaringológica para verificação de alguma alteração anatômica


ou funcional, principalmente no sistema auditivo periférico (doença de Meniere,
otosclerose, presbiacusia, perda auditiva, condutiva ou perda sensorial, disfunção
tubária e outros) que alteram a condução e resposta auditiva que será
processada no sistema auditivo central.
 Também contempla uma bateria de exames audiológicos, dentre eles:
audiometria tonal e vocal, imitânciometria, logoaudiometria, exame do
processamento auditivo central e provas comportamentais.
Avaliação

 Exame do Processamento Auditivo Central – PAC: Aplicado por um audiologista, o exame é feito em
cabine acústica, com uso de audiômetro de dois canais, e consiste de várias baterias que vão avaliar
as habilidades auditivas e possíveis alterações que comprometam o processamento auditivo do
paciente.
 A escolha dos testes que devem ser utilizados fica a critério do fonoaudiólogo responsável pela
avaliação. Porém, o recomendado é o uso de um teste com distorção de fala, um com ruído
competitivo, um de ordenação temporal, um de detecção de intervalos, um de interação
binaural e um dicótico (Bellis, 2003).
 Os que são mais utilizados nas baterias dos Audiologistas são:
1. Teste de Localização sonora;
2. Memória seguencial;
3. Memória Verbal;
4. Memória Não verbal;
5. Fala com ruído
6. Dicótico de dígitos;
7. Padrão Harmônico.
Avaliação

 Aplicação de protocolos de linguagem, consciência fonológica, fala, leitura, escrita


e outros;
 Observação dos marcos de desenvolvimento infantil voltados ao desenvolvimento
esperado para cada faixa etária e possíveis correspondências com a função
auditiva:
• Gestação:
O sentido da audição se desenvolve a partir da 21ª semana intra- uterina. Nesta fase o feto
percebe sons internos do corpo da mãe (batimento cardíaco, respiração, sons do
movimento do corpo e a voz materna).
Ele não reconhecerá palavras, mas a entonação, ritmo e musicalidade do ambiente
sonoro em que sua mãe está inserida.
Assim o cérebro já está desenvolvendo as habilidades auditivas e iniciando as primeiras
teias neuronais que vão envolver o sentido da audição.
Avaliação

 Bebês:
Do nascimento ao primeiro ano de vida:
Ao nascer ele faz o teste da orelhinha.
Por volta dos 4 meses observamos um grande marco de desenvolvimento dos bebês, que é a
sustentação do pescoço e sua rotação em busca da fonte sonora que produziu um determinado
estímulo. Eles também reagem com choro ou reflexo de abertura dos braços e pernas a estímulos
de alta intensidade e repentinos.
Em bebês com a audição normal é possível observarmos a presença do reflexo cócleo- palbebral
na presenças de sons próximos dele.
Os 5 meses é outro momento de grande importância. O bebê conseguir sustentar sua cabeça e
tronco e acontece o desenvolvimento da atenção compartilhada. Neste momento eles
começam a perceber o espaço ao redor e associar objetos aos sons.
Aos 6 meses eles demonstram atenção a fala humana e reações sociais e motoras a diferentes
situações sonoras a que estão expostos no ambiente.
É comum nesta época que a criança comece a balbuciar e sinta prazer em fazer este jogo
vocálico. A função auditiva é de fundamental importância, pois se não existe o retorno auditivo, a
criança deixa de balbuciar e a linguagem começa a não se desenvolver. Isto também
compromete a função de socialização.
Avaliação

• Aos 9 meses a criança reconhece o próprio nome quando chamada , já consegue


localizar de onde vem o estímulo sonoro e já responde as tentativas de interação.
• Com 1 ano a criança já engatinha ou fica de pé com apoio. Fala as primeiras
palavras, geralmente papai e mamãe. Está explorando intensamente o ambiente e
os estímulos sonoros de diferentes fontes, tessitudes e está ampliando suas
habilidades auditivas. Estas vão contribuir para o rápido desenvolvimento do léxico
da língua materna.
• Aos 3 anos ela já tem habilidade de comunicação e aos 4 ela já tem todo o seu
repertório fonético e fonológico completo. Já entende comandos mais complexos,
utiliza pronomes como eu e você. A audição está auxiliando no desenvolvimento
da linguagem e ajudando no desenvolvimento dos pré- requisitos para a leitura e
escrita.
Até aqui podemos avaliar como está o sistema auditivo periférico com audiometria
comportamental, audiometria do tronco cerebral e prever que se algum destes
MILESTONES, não foram atingidos pela criança, haverá alteração do PAC.
Avaliação

 Aos 5- 6 anos a criança ainda está em desenvolvimento de habilidades que vão levar ao
aprendizado da leitura, escrita, cognição e outras necessárias para que a maturação do SNC
ocorra. Para avaliar o PAC deste grupo podemos utilizar o teste de localização sonora em cinco
direções, o teste de memória sequencia verbal com três silabas e o teste memória sequencial
não-verbal com três instrumentos sonoros, e as perguntas referentes ao desenvolvimento
auditivo da escala SAB. Quem mostrar incompetência neste rastreio deverá ser referenciado
para um aprimoramento do processamento auditivo. Como sugestões indicamos atividades
motoras e de educação musical buscando aperfeiçoar a integração sensorial-motora.
Avaliação

 Aos 11-13 anos - Podemos aplicar o questionário SAB e adicionar a medida de avaliação da
resolução temporal/processamento temporal com a utilização do teste GIN. Caso haja
incompetência do comportamento auditivo nesses procedimentos realizar a avaliação
completa do processamento auditivo incluindo as demais competências de localização,
ordenação/processamento temporal, figura-fundo e fechamento/atenção seletiva. Assim o
conjunto de testes para avaliação do processamento auditivo deverá incluir: Rastreio de
localização e de memória sequencia verbal e não verbal com quatro estímulos sonoros), o teste
PD, o teste FR (monótico de baixa redundância) e o teste DD (dicótico). Quem mostrar
incompetência nesse momento deverá ser referenciado para o treinamento auditivo.
Diagnóstico do TPA(C)

A finalidade de se solicitar o exame do PA é dar apoio na investigação de


prováveis alterações do PAC e quantificar para os envolvidos as dificuldades. Assim
podemos elaborar as estratégias para reabilitar cada parâmetro.
Muitos profissionais da área de educação e de saúde poderão se beneficiar
com esta sondagem e conseguir ter base ou suporte para atender estes indivíduos
em suas necessidades e se possível encaminhá-los para uma avaliação
fonoaudiológica e propedêutica se necessário.
Ainda é comum no Brasil existirem locais onde o exame do processamento central
não é de fácil acesso.
Examinar se existem ou não integridade de áreas envolvidas no processamento
auditivo e determinar a presença de possíveis alterações nestas áreas ajuda na
elaboração de condutas que vão ajudar a desenvolver plasticidade neuronal,
melhorar o volume de sinapses e consequentemente tornar o paciente mais
conectado com o intenso mundo sonoro a que está exposto em casa, na escola,
no trabalho.
Quando não indicar para o Exame do
Processamento auditivo

Pacientes menores de 6 anos não devem ser encaminhados para fazer o exame do
PAC;
Paciente com problemas neurológicos, com demência, senilidade, autistas, fóbicos;
Pacientes com perdas auditivas severas ou profundas.
Diagnóstico do TPA(C)

Após a avaliação e de posse de todos os dados clínicos, anamneses, questionários,


laudos necessários e do exame do PAC com as provas adequadas para cada faixa
etária e nível de maturação das vias auditivas vamos confirmar nossa hipótese
diagnóstica e fechar o diagnóstico .
Assim vamos escolher a melhor abordagem para se trabalhar o PAC, direcionar a
reabilitação e fazer um planejamento auditivo para o paciente que deve conter várias
sugestões de trabalho e condutas a serem seguidas pela família e escola para
favorecer o aprendizado, a inclusão deste indivíduo no ambiente acadêmico e sua
auto- estima.
Considerações Finais

Outras estratégias devem ser reservadas para perfis específicos (Bellis, 2003):
 1. Assento preferencial na sala de aula, no qual a criança tenha uma boa visão do professor torna-se
especialmente útil para os déficits de decodificação. Pode ser recomendado também para crianças
com déficits de prosódia e associação, mas não para as que apresentam déficit de integração, uma
vez que tendem a se confundir com o aumento de pistas visuais.
 Repetição da mensagem com articulação mais clara, aumento do volume da voz, ou com ênfase na
entonação, são úteis para crianças com déficits de decodificação, integração e prosódia, mas
podem não ajudar as com déficits de associação e organização de resposta.
 3. Refraseamento da mensagem com simplificação da estrutura lingüística é recomendado para
crianças com déficits de associação, organização de resposta e prosódia (desde que a entonação
usada reforce o conteúdo da mensagem), mas podem dificultar ainda mais a tarefa auditiva das que
apresentam déficits de decodificação e integração.
 O uso de figuras e gestos que representem a mensagem verbal pode ser útil a crianças com déficits
de decodificação, associação e organização de resposta, mas não traz nenhum proveito as que
apresentam déficits de integração e prosódia.
Considerações Finais

Algumas recomendações para o ambiente educacional, terapêutica e até familiar aplicam-se a todos os
casos de TPA(C) (Bellis, 2003):

 O professor (terapeuta ou familiar) deve sempre se certificar de que a criança compreendeu a


instrução dada, seja por observação do comportamento do aluno ou por perguntas diretas.
 2. A criança deve ter acesso ao conteúdo das aulas com antecedência, para se familiarizar de antemão
com conceitos e novos vocabulários. Isso permite que preste mais atenção à aula do que às palavras
novas, aumentando sua auto-confiança.
 O professor (terapeuta ou familiar) deve ganhar a atenção auditiva da criança chamando-a pelo
nome ou, por exemplo, dando-lhe leves toques nos ombros.
 4. O uso de reforço positivo deve ser frequente, pois mantém a motivação da criança, melhorando-lhe
a auto-imagem.
 Programar pequenos intervalos em que a atenção auditiva não seja solicitada para evitar fadiga auditiva.
 Permitir que a criança assista a aula sem fazer anotações quando houver perda de informação
auditiva em decorrência de divisão de atenção. Nesse caso, as anotações de um outro aluno (escolhido
pela professora em função de suas boas anotações da aula) podem ser fotocopiadas .
Referências Bibliográficas

 KNOBEL, B.K.A., NASCIMENTO, R.C.L. Habilidades Auditivas e Consciência Fonológica: da teoria à


prática. Baureri/SP – Pró-Fono, 2009
 BARRERA, S.D.; MALUF, M.R.M. Consciência Metalinguística e Alfabetização: um estudo com crianças
da primeira série do ensino fundamental. Pscol. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.16, n.3, p.491-502, 2003.
 NUNES, Cristiane Lima. A avaliação do Processamento Auditivo em crianças de 10 a 13 anos: sua
função como indicador da perturbação da comunicação e do desempenho académico. Tese
(Doutorado em Estudos da Criança, Especialidade de Saúde Infantil) – Universidade do Minho,
Instituto de Educação, Portugal, fev. 2012
 AMERICAN SPEECH-LANGUAGE-HEARING ASSOCIATION (ASHA). (Central) Auditary processing disarders.
 ROCKVILLE: [s.n.], 2005. Disponível em: <[Link]
8a292e0761eO/0/v2tr_capd.pdf>. Acesso em: 20 maio. 2007.
 AUDITEC OF SAINT LOUIS. Evaluatian manual af pitch pattern sequence and duratian pattern
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Referências Bibliográficas

 BELLlS, T. J. Assessment and management af central auditary processing disarders in


the educatianal setting from science to practice. 2. ed. New York: Thomson Delmar
Learning, 2003. 488 p.
 BELLlS, T. J.; FERRE, J. M. Multidimensional approach to the differential diagnosis of
central processing disorders in children. J. Am. Acad. Audial., Canada, v. 10, n. 6, p.
319-328, jun. 1999.
 KATZ, J.; WILDE, L. Auditory processing disorders. In: KATZ, J. (Ed.) Handbook of clinical
audiology. 4. ed. Baltimore: Williams 8: Wilkins, 1994. p. 490-502, chapter 32.
 KEITH, R. W. Tests of central auditory processing. In: ROESER, R. J.; DOWNS, M. P. (Eds.).
Auditory disorders in children. New York: Thieme Medical Publishers, 1995. p. 110-116,
chapter 5.
Referências Bibliográficas

 MACHADO, S. F. Avaliação da percepção de fala. São Paulo: Editora Plexus, 1996. 54


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 MUSIEK, F. E.; SHINN, J. B.; JIRSA, R.; BAMIOU, D. E.; BARAN, J. A.; ZAIDAN, E. The GIN
(gaps in noise) test performance in subjects with confirmed central auditory nervous
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 PEREIRA, L. D.; SCHOCHAT, E. Processamento auditivo central: manual de avaliação.
São Paulo: Editora Lovise, 1997. 231 p.
Referências Bibliográficas

 HUNGRIA, H. Otorrinolaringologia. Oitava edição, 2000, 299-318.


 MINITI, A; Bento RF; Butugan, O. Otorrinolaringologia Clínica e Cirúrgica. Segunda
edição, 2000, 77-100.
 LOPES Filho, O. Anatomofisiologia Clínica dos Órgãos da Audição. In Otacílio &
Campos, Tratado de Otorrinolaringologia, 1994,481-509.
 OLIVEIRA, JA. Fisiologia Clínica da Audição - Cóclea Ativa. In Otacílio & Campos,
Tratado e Otorrinolaringologia, 1994,510-530.
Obrigada pela atenção
LUCIANA FELIPETTO

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