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Plano de Ensino Individualizado Inclusivo

O documento apresenta um modelo de plano de ensino individualizado para alunos com necessidades educacionais especiais, abordando identificação, histórico, habilidades e propostas de ensino. Além disso, discute a evolução da legislação brasileira sobre educação inclusiva, destacando marcos importantes desde a Constituição de 1988 até a Lei Brasileira de Inclusão de 2015. A inclusão educacional deve ir além da presença física, promovendo a valorização e desenvolvimento das potencialidades dos alunos com deficiência.

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O documento apresenta um modelo de plano de ensino individualizado para alunos com necessidades educacionais especiais, abordando identificação, histórico, habilidades e propostas de ensino. Além disso, discute a evolução da legislação brasileira sobre educação inclusiva, destacando marcos importantes desde a Constituição de 1988 até a Lei Brasileira de Inclusão de 2015. A inclusão educacional deve ir além da presença física, promovendo a valorização e desenvolvimento das potencialidades dos alunos com deficiência.

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MATERIAL RODA DE CONVERSA COGNOS: EDUCAÇÃO INCLUSIVA

MODELO – PLANO DE ENSINO INDIVIDUALIZADO

Elaborado por Catarina Pierno Dionelo – Psicopedagoga


Contato: (41) 99212-9467 - psicopedagogacatarina@[Link]

1. IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO
NOME / DATA DE NASCIMENTO

RESPONSÁVEIS
PAIS

DIAGNÓSTICO
LAUDO MÉDICO

DEFICIÊNCIA
FÍSICA / INTELECTUAL/ SENSORIAL/ MÚLTIPLA

TGD
AUTISMO/ SÍNDROME DE RETT/ OUTROS

NECESSIDADES EDUCACIONAIS:
AEE
TECNOLOGIA ASSISTIVA
FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR
TUTOR / PROFESSOR DE APOIO
ACESSIBILIDADE

ESCOLARIDADE

2. RELATÓRIO CIRCUNSTANCIADO
AQUI DEVEMOS DESCREVER A HISTÓRIA DE VIDA DA CRIANÇA/ ADOLESCENTE E
DEVER SER ATUALIZADO TODO ANO COM AS NOVAS INFORMAÇŌES.
DEVE-SE FAZER UM BREVE HISTÓRICO DO NASCIMENTO ATÉ OS DIAS ATUAIS,
TERAPIAS QUE REALIZA E MEDICAMENTOS QUE UTILIZA.

3. HABILIDADES COGNITIVAS
ATENÇÃO/ MEMÓRIA/ INTERESSES

4. HABILIDADES METACOGNITIVAS
RECONHECE SUAS DIFICULDADES? COMO LIDA COM ISSO.

5. HABILIDADES INTERPESSOAIS/ AFETIVAS

6. SEGUE REGRAS / PERMANECE EM SALA/ RELAÇŌES SOCIAIS / ROTINAS

7. HABILIDADES COMUNICACIONAIS
RECONHECE SUAS DIFICULDADES? COMO LIDA COM ISSO.

8. HABILIDADE MOTORA / PSICOMOTORA


DOMINÂNCIA MANUAL/ COORDENAÇÃO FINA E GROSSA

ALIMENTAÇÃO

CONTROLE ESFINCTERIANO

PROPOSTA DE PEI PARA 20____

DISCIPLINA:

CONTEÚDO AQUISIÇŌES NÍVEL PROCEDIENTOS


SUGERIDOS

NORMALMENTE SEPARA-SE POR DISCIPLINA (PORTUGUÊS, MATEMÁTICA).


CRIA-SE UM QUADRO POR DISCIPLINA.
MARCOS IMPORTANTES NA LEGISLAÇÃO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL
Elaborado por Evelyn Ferreira Salles - Advogada OAB/MA nº 13407,
PsicopedagogaABPp/MA 2020018 e Professora
Contato: (98) 98910-7718 - [Link]@[Link]

As discussões a respeito das políticas públicas voltadas para a pessoa com


necessidades especiais é um tema recente na legislação brasileira. Antes da Constituição
Federal de 1988, a matéria havia sido tratada apenas na Emenda Constitucional nº 12, de
17 de outubro 1978, e, ainda assim, o texto era tímido e genérico. A Constituição de 1988
inovou com a inserção efetiva do tema no marco legal federal brasileiro.
Contudo, a verdadeira constitucionalização ocorreu com o Decreto nº
6.949/2009 - Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência,
dotada do propósito de promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de
todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com
deficiência, promovendo o respeito pela sua inerente dignidade (art. 1º).
Destarte, a edição do decreto seguiu os ditames previstos no art. 5º, § 3º, da
Constituição Federal, o que lhe confere status equivalente ao de emenda constitucional,
reforçando o compromisso internacional da República com a defesa dos direitos
humanos e compondo o bloco de constitucionalidade que funda o ordenamento jurídico
pátrio.
Todavia, no ano de 2015 a legislação pátria deu grande salto na questão, ao
editar o Estatuto da Pessoa com Deficiência, através da Lei nº 13146/2015, a qual trouxe
grandes avanços na luta dos direitos das pessoas com necessidades especiais.
Não há dúvidas que a existência deste arcabouço legal, afora toda a legislação
estadual e municipal que disciplina o assunto deve-se, principalmente, à luta do
movimento de pessoas com deficiência e assegura a preservação de seus respectivos
direitos, preservando as suas garantias constitucionalmente previstas.
No âmbito acadêmico, à escola é estabelecido o dever de agregar, ensinar,
incluir, permitir (com)vivências, assim como é de nosso dever aprender a desenvolver o
binômio tolerância/acolhimento.
A inclusão na rede regular de ensino não deve consistir apenas na
permanência física dos alunos com necessidades educacionais especiais, mas representar
a intrepidez de rever históricos, concepções e padrões, bem como de desenvolver o
potencial dessas pessoas nas instituições, sejam elas públicas ou privadas.
Para que ocorra a inclusão na prática, é preciso romper barreiras atitudinais
e estruturais que estão intrinsecamente ligadas à nossa cultura, que por vezes permite a
fluidez de estereótipos, preconceitos e estigmas.
Outrossim, a normatização rege as condutas para que a pluralidade seja
contemplada nas mais diversas facetas educacionais em uma linha do tempo que vale à
pena conhecer.
1988 – CONSTITUIÇÃO FEDERAL – ART. 205: A educação é para todos. ART. 208, III: é
dever do Estado garantir atendimento educacional especializado aos portadores de
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
1944 – PORTARIA MEC Nº 1793: recomendação de inclusão de conteúdos relativos a
aspectos educacionais da normalização e integração da pessoa portadora de
necessidades especiais nos currículos de formação dos docentes.
1996 – LEI Nº 9394 – LDB – LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL: define
educação especial e assegura o atendimento aos educandos com necessidades especiais.
Redação modificada pela Lei 12796/2013 – Os sistemas de ensino assegurarão aos
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades
ou superdotação: currículos e terminalidades específicas, professores com especialização
adequada para integração de educandos nas classes comuns e educação especial para o
trabalho, visando a sua integração na sociedade.
1999 – DECRETO Nº 3298 – Política nacional para a integração da pessoa portadora de
deficiência. Transversalidade da educação especial a todos os níveis e modalidades de
ensino.
2001 – DECRETO Nº 3.956/01 – CONVENÇÃO DA GUATEMALA - promulga a Convenção
Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas
Portadoras de Deficiência.
RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 2: diretrizes nacionais para a educação especial na educação
básica. Afirma que todos os estabelecimentos de ensino devem matricular os alunos,
cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com
necessidades educacionais especial.
2005 – DECRETO Nº 5.626: inclusão de libras como disciplina curricular; organização da
educação bilíngue no ensino regular.
2007 – PDE – Plano de Desenvolvimento Educacional: recomenda acessibilidade
arquitetônica dos prédios escolares, a implantação de salas de recursos multifuncionais
e a formação docente para o atendimento educacional especializado (AEE).
2009 – DECRETO Nº 6.949 – Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência: determina a exclusão de qualquer tipo de discriminação contra pessoas com
deficiência.
RESOLUÇÃO MEC CNDE/CEB Nº 4: institui as diretrizes operacionais para o atendimento
educacional especializado na educação básica, modalidade de educação especial. Afirma
que o AEE deve ser oferecido no turno inverso da escolarização, prioritariamente nas
salas de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular.
2011 – DECRETO N° 7.611: dispõe sobre a educação especial, o atendimento
especializado e outras providências.
NOTA TÉCNICA MEC/SEESP/GAB Nº 6: dispõe sobre a avaliação de estudante com
deficiência intelectual. Cabe ao professor do AEE a identificação das especificidades;
afirma sobre a importância da interlocução entre os professore do AEE e da sala de aula
regular.
2012 – LEI 12764 – POLÍTICA NACIONAL DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM
TRANSTONO DO ESPECTRO AUTISTA: estabelece que nos casos em que houver
comprovada necessidade de apoio às atividades de comunicação ou interação social, a
escola deverá disponibilizar acompanhante especializado no contexto escolar, atuando
em parceria com o professor e demais atividades escolares.
2015 – LEI 13146 – LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA (LBI): tem
base na Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência, que deve ser inclusiva
e de qualidade em todos os níveis de ensino; garantir condições de acesso, permanência,
participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e recursos de acessibilidade
que eliminem as barreiras. O AEE também está contemplado, entre outras medidas –
oferta de profissionais de apoio escolar.
2016 – ADI 5357 MC-ref, Relator(a) Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em
09/06/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-240 DIVULG 10-11-2016 PUBLIC 11—11-2016:
julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade em face da Lei 13.146/2015
(Estatuto da Pessoa com Deficiência). A Confederação Nacional dos Estabelecimentos de
Ensino (CONFENEM) ajuizou a ação sob o argumento de que as medidas de inclusão
trariam custos adicionais ao ensino provado, impondo ônus aos estudantes. No entanto,
o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a ação improcedente, entendendo que a escola
deve prover meios para inclusão sem repassar os ônus financeiros nas mensalidades.
2020 – LEI 13977 – LEI ROMEO MION: criação da carteira de identificação da pessoa com
transtorno do espectro autista (CIPTEA). Assegura além de uma catalogação mais segura,
pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e
privados, em especial saúde, educação e assistência social.

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