Universidade Presbiteriana Mackenzie
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: DIREITO Professor(a): MÁRCIA BRANDÃO CARNEIRO LEÃO
Componente Curricular: DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
Etapa: 4F-GABARITO TIA: 41900391 e 41900294 Data: 26 /05 /2021 NOTA:
Aluno: Kemmilyn Vitória de Oliveira e Letícia Sartori Thiago Benozzati
Orientações ao aluno: (1) Preencha o cabeçalho da avaliação; (2) Não é permitido o uso de qualquer aparelho que permita comunicação
(pagers, rádios, computadores portáteis, tablet's, celulares etc.); (3) Não será permitida a saída de alunos antes de decorridos 30
minutos de avaliação, nem a entrada de alunos em atraso depois de decorridos 30 minutos de avaliação; (4) A avaliação deve ser
preenchida com caneta; (5) Respostas rasuradas, incompletas ou que apresentem erros de grafia poderão ter sua pontuação
descontada parcial ou totalmente; (6) Para as questões de múltipla escolha não há “meio certo”; (7) Não destaque ou separe as
folhas da avaliação;(8) A duração da avaliação é de 80 minutos; (9) A utilização de“cola”resultaráem punição com nota zero,
respeitado o disposto no Regimento Geral da UPM.
1. Conforme o texto do Professor Debres é FALSO afirmar que: (1 ponto)
a. São os elementos de estraneidade (domicílio, nacionalidade, Lex voluntatis, localização da sede, centro
das principais atividades, foro, etc.) que ligam um contrato a mais de um sistema jurídico, determinando a
sua internacionalidade
b. No Direito Internacional, tradicionalmente, a autonomia da vontade é o princípio que deve reger as
obrigações, impondo em todos os casos, o ajuste entre as partes para a escolha da lei reguladora dos
contratos. Este princípio, não encontra barreiras no Brasil, apesar de a LINDB (art. 9°), regulamentar o
tema utilizando o princípio da aplicação da lei do local em que se constituiu a obrigação. X
c. A aplicação do art.9° já levou à desconsideração da norma contida no art. 814 do Código Civil, levando à
consideração da dívida de jogo como uma obrigação decorrente de um contrato; A redação da cláusula
de eleição de foro é outro elemento importante, pois se deve estar atento a mais de um ordenamento
jurídico, diferente do que ocorre no direito interno. Luiz Olavo Baptista entende que aquele que elabora o
contrato deve dedicar atenção especial à verificação de quais as regras de competência internacional que
regem a situação e a seguir determinar a norma de conflito aplicável pelo juiz competente em cada
hipótese, para então indicar o direito material aplicável.
d. Apesar de a regra brasileira ser a do local da celebração do contrato, a da execução teve preponderância
na jurisprudência, pois interpretou-se que à lei do local da constituição, somam-se as exigências do
ordenamento jurídico relativo à sua execução.
R. Alternativa B
2. Quanto ao texto do Professor Sidney Guerra é possível afirmar que: (1 ponto)
a. No Brasil, até a edição da Lei 13.445, de 24 de maio de 2017, não havia uma lei que tratasse da
condição jurídica dos estrangeiros.
b. A Lei 13.445/2017, por proteger os imigrantes não é considerada adequada, pois aumenta a
insegurança e favorece a adoção de mecanismos criminosos.
c. A nova Lei de Migração pretende dar concretude ao texto constitucional brasileiro, in casu o artigo
5, que consagra o princípio da igualdade entre os brasileiros e os não brasileiros, pugnando de
maneira clara o combate à discriminação, à xenofobia e outras práticas que sejam consideradas
atentatórias aos direitos humanos X
d. Serão concedidos pelo Estado brasileiro ao solicitante que pretenda ingressar ou permanecer no
território nacional, os seguintes tipos de vistos: visita; temporário; imigrante; diplomático; oficial;
e de cortesia (artigo 12), sendo que poderão ser cobrados taxas e emolumentos consulares pelo
processamento do visto.
R. Alternativa C
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: DIREITO Professor(a): MÁRCIA BRANDÃO CARNEIRO LEÃO
Componente Curricular: DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
Etapa: 4F-GABARITO TIA: 41900391 e 41900294 Data: 26 /05 /2021 NOTA:
Aluno: Kemmilyn Vitória de Oliveira e Letícia Sartori Thiago Benozzati
Orientações ao aluno: (1) Preencha o cabeçalho da avaliação; (2) Não é permitido o uso de qualquer aparelho que permita comunicação
(pagers, rádios, computadores portáteis, tablet's, celulares etc.); (3) Não será permitida a saída de alunos antes de decorridos 30
minutos de avaliação, nem a entrada de alunos em atraso depois de decorridos 30 minutos de avaliação; (4) A avaliação deve ser
preenchida com caneta; (5) Respostas rasuradas, incompletas ou que apresentem erros de grafia poderão ter sua pontuação
descontada parcial ou totalmente; (6) Para as questões de múltipla escolha não há “meio certo”; (7) Não destaque ou separe as
folhas da avaliação;(8) A duração da avaliação é de 80 minutos; (9) A utilização de“cola”resultaráem punição com nota zero,
respeitado o disposto no Regimento Geral da UPM.
3. Augusto Saccomani, restaurador italiano, domiciliado em Portugal, é contratado por Valquíria Lima, portuguesa,
domiciliada em Londres, para restaurar uma fazenda de sua propriedade, no Brasil. O contrato é assinado em
Madrid, Augusto recebe um adiantamento substancial e não realiza o serviço. Valquíria pretende ver o contrato
cumprido, ou ter seu dinheiro de volta. (3 pontos)
a. Que lei regerá o contrato? E a capacidade dos contratantes?
R. A Lei que regerá o contrato é a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, disposto no art. 12, §1°. Art.
12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser
cumprida a obrigação. § 1º Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações relativas a imóveis
situados no Brasil.
A capacidade dos contratantes é perante o art. 7°, caput da LINDB: A lei do país em que domiciliada a pessoa
determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de
família.
b. O que você pode falar acerca da competência para julgar a ação que Valquíria pretende propor?
R. A competência para julgar a ação que Valquíria pretende propor se faz presente no art. 12, caput, da LINDB e
no art. 21, inciso II do Código de Processo Civil, portanto, a autoridade judiciaria brasileira é que deve processar e
julgar as ações em que no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação.
A competencia é exclusiva, pois compete à autoridade judiciaria brasileia a conhecer ações relativas a imóveis
situados no Brasil (art. 23 do CPC, inciso I).
c. Caso o contrato tenha uma cláusula de eleição de foro, designando Lisboa como foro competente, o que
acontecerá?
R. Caso o contrato tenha uma cláusula de eleição de foro não compete à autoridade judiciária brasileira o
processamento e julgamento da ação (art. 25, caput do CPC), competirá exclusivamente a lei de Portugal. Pois
houve entre os contratantes um pacto acessório determinando o foro competente, sendo nesse caso, o de
Lisboa, Portugal.
4. Ex-dirigente de federação sul-americana de futebol, após deixar o cargo que exercia em seu país
de origem, sabedor de que existe uma investigação em curso na Colômbia, opta por fixar residência
no Brasil, pelo fato de ser estrangeiro casado com brasileira, com a qual tem dois filhos pequenos.
Anos depois, já tendo se naturalizado brasileiro, o governo da Colômbia pede a sua extradição em
razão de sentença que o condenou por crime praticado quando ocupava cargo na federação sul-
americana de futebol. 4 pontos)
A. Essa extradição
a. Não poderá ser concedida, porque o Brasil não extradita seus nacionais.
b. Não poderá ser concedida, porque o extraditando tem filhos menores sob sua dependência
econômica.
c. Poderá ser concedida, porque o extraditando não é brasileiro nato. X
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Centro de Ciências e Tecnologia
Curso: DIREITO Professor(a): MÁRCIA BRANDÃO CARNEIRO LEÃO
Componente Curricular: DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
Etapa: 4F-GABARITO TIA: 41900391 e 41900294 Data: 26 /05 /2021 NOTA:
Aluno: Kemmilyn Vitória de Oliveira e Letícia Sartori Thiago Benozzati
Orientações ao aluno: (1) Preencha o cabeçalho da avaliação; (2) Não é permitido o uso de qualquer aparelho que permita comunicação
(pagers, rádios, computadores portáteis, tablet's, celulares etc.); (3) Não será permitida a saída de alunos antes de decorridos 30
minutos de avaliação, nem a entrada de alunos em atraso depois de decorridos 30 minutos de avaliação; (4) A avaliação deve ser
preenchida com caneta; (5) Respostas rasuradas, incompletas ou que apresentem erros de grafia poderão ter sua pontuação
descontada parcial ou totalmente; (6) Para as questões de múltipla escolha não há “meio certo”; (7) Não destaque ou separe as
folhas da avaliação;(8) A duração da avaliação é de 80 minutos; (9) A utilização de“cola”resultaráem punição com nota zero,
respeitado o disposto no Regimento Geral da UPM.
d. poderá ser concedida se o país de origem do extraditando tiver tratado de extradição com a França.
B. Fundamente sua resposta à questão anterior. (1,5 pontos)
R. Não há impedimento para que ocorra a extradição do Ex-dirigente de federação sul-americana de
futebol, pois ele praticou o crime antes de ser naturalizado, ele não é um brasileiro nato. Segundo o art.
82, §5° da Lei 13.445, de 24 de maio de 2017: Admite-se a extradição de brasileiro naturalizado, nas
hipóteses previstas na Constituição Federal. Entrementes, com base no Art. 5, inciso LI, da
Constituição Federal: nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime
comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; sendo assim, por não ser brasileiro nato e ter cometido
crimes fora do Brasil antes de sua naturalização, ainda poderá ser extraditado.
C. Defina expulsão, enumere suas causas. Fundamente. (2,5 pontos)
R. A expulsão refere-se a medida administrativa compulsória da retirada de migrante ou visitante do
território nacional, conjugada com a impossibilidade e o impedimento do regresso do mesmo por
tempo indeterminado, segundo o art. 54 da Lei Migração (Lei 13.445, de 24 de maio de 2017). As causas
que motivam a expulsão, são (art.54, §1°, inciso I e II): crime de genocídio, crime contra a humanidade,
crime de guerra ou crime de agressão; e no crime comum doloso passível de pena privativa de
liberdade, consideradas a gravidade e as possibilidades de ressocialização em território nacional.
D. Caso, ao invés de um pedido de extradição, o ex-dirigente houvesse sido condenado por crime
doloso, aqui, com sentença transitada em julgado, o que poderia acontecer com ele? Fundamente.
R. Caso o ex-dirigente houvesse sido condenado por crime doloso, com sentença transitada em
julgado, poderia segundo o art. 54, §1°, inciso II da Lei de Migração ser expulso do território nacional. §
1º Poderá dar causa à expulsão a condenação com sentença transitada em julgado relativa à prática de:
II - crime comum doloso passível de pena privativa de liberdade, consideradas a gravidade e as
possibilidades de ressocialização em território nacional.