O atabaque é um instrumento de percussão afro-brasileiro, semelhante a um tambor
alto e cilíndrico, com raízes em tradições da África Ocidental e Central. Seu uso está
profundamente ligado a manifestações culturais e religiosas no Brasil, como o
Candomblé, a Umbanda, a capoeira, o samba e o maculelê.
Características
● Origem: A palavra "atabaque" deriva do árabe al-Tabaq, que significa "prato". O
instrumento foi trazido para o Brasil por africanos escravizados e adaptado
às tradições afro-brasileiras.
● Estrutura: O corpo é geralmente feito de madeira, com formato de barril ou
ligeiramente cônico, e a pele tensionada, de couro animal (boi, cabra ou
veado).
● Afinação: A tensão do couro pode ser ajustada por cordas e cunhas de
madeira, anéis de metal ou por ferragens.
● Sonoridade: É tocado com as mãos ou com baquetas, produzindo sons
variados. A técnica de toque cria notas graves (na borda) e agudas (no
centro).
Tipos de atabaque
Em rituais do Candomblé, usam-se três atabaques de tamanhos distintos, que
produzem diferentes registros sonoros:
● Rum: O maior e com o som mais grave.
● Rumpi: O de tamanho médio, com sonoridade intermediária.
● Lê: O menor e com o som mais agudo.
Função e contexto cultural
O atabaque desempenha papéis cruciais em diferentes contextos:
● Religiões afro-brasileiras: No Candomblé, o atabaque é considerado sagrado
e é tocado para invocar as divindades (orixás). Na Umbanda, também é
central nos rituais.
● Capoeira: Acompanha o berimbau, marcando o ritmo do jogo na roda. É
essencial para guiar os movimentos dos capoeiristas.
● Outros ritmos: Também é usado no samba, axé e maculelê, contribuindo para
a percussão desses gêneros.