UNIVERSIDADADE PAULISTA-AQUI VOCÊ PODE
CURSO SUPERIOR LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
PROJETOS E PRÁTICAS DA AÇÃO PEDAGÓGICA – PPAP
I
FRANCISCA SANDY SANTOS SOUZA-UP19204227
INCLUSÃO NAS ESCOLAS
MARABÁ-PA
2022
UNIVERSIDADADE PAULISTA-AQUI VOCÊ PODE
FRANCISCA SANDY SANTOS SOUZA-UP19204227
INCLUSÃO NAS ESCOLAS
Projeto e Prática de Ação Pedagógica-PPAP,
ministrada pela Universidade Paulista Aqui Você
Pode, em exigências para a conclusão do curso
de licenciatura em Pedagogia.
Orientador, Prof. e Esp.:
MARABÁ-PA
2022
Sumário
TEMA..............................................................................................................................................4
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................................4
2. QUAIS OS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA?...................................................5
3. QUAIS OS DESAFIOS DE HOJE SOBRE A INCLUSÃO?............................................5
4. O PERFIL DO PROFESSOR NA INCLUSÃO ESCOLAR.............................................6
5. QUAL O CONCEITO DE NECESSIDADE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL -NEE?......6
6. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA E EDUCAÇÃO
ESPECIAL?
6
7. O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA LDBE 9394/96 SOBRE EDUCAÇÃO
INCLUSIVA?
7
8. QUAIS DESAFIOS DA ESCOLA INCLUSIVA NO BRASIL?......................................7
9. PORQUE É IMPORTANTE TER PROFESSOR DE APOIO EM SALA?...................8
10. JUSTIFICATIVA..................................................................................................................8
11. EMBASAMENTO TEÓRICO.............................................................................................8
12. PÚBLICO-ALVO................................................................................................................10
13. OBJETIVOS........................................................................................................................10
14. PERCURSO METODOLÓGICO.....................................................................................11
15. RECURSOS.........................................................................................................................11
16. CRONOGRAMA................................................................................................................12
17. AVALIAÇÃO E PRODUTO FINAL................................................................................13
18. CONCLUSÃO.....................................................................................................................14
19. REFERÊNCIAS..................................................................................................................15
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TEMA
Projeto: Supervisão Escolar e Orientação Educacional
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste projeto é discutir a inclusão dos alunos com necessidades especiais em
escolas regulares e se estas escolas se encontram preparadas para receber todas estas crianças.
A importância de discutir este tema dar-se pelo fato de que, para as crianças com deficiência,
ainda hoje a inclusão não é uma realidade em todas as escolas, sejam elas públicas ou privadas.
O acesso e permanência dos cidadãos nas escolas. O principal objetivo é tornar a
educação mais inclusiva e acessível a todos, respeitando suas diferenças, particularidades e
especificidades. Nesse caso, deficiências físicas ou motoras, altas habilidades, déficits
cognitivos, autismos e outras condições sociais, emocionais e psíquicas devem ser levadas em
consideração.
O acolhimento de alunos com deficiência exige preparo da equipe docente, que, muitas
vezes, precisará desenvolver atividades específicas de acordo com as possibilidades da criança
que irão receber em suas turmas. Se for o caso, é recomendado também que se ofereçam aulas
de reforço para que o aluno possa alavancar o seu desenvolvimento, e o apoio de profissionais
auxiliares também pode ser importante para garantir o bom andamento desse processo.
As instituições de ensino devem ser preparadas para oferecer atendimento especializado
às crianças com deficiência. Atender a esse público em salas de aula separadas formadas
apenas por eles. Isso também é ilegal e, claramente, vai contra o conceito de incluir.
A proposta da educação inclusiva é valorizar as diferenças e permitir uma convivência
respeitosa e diversificada no contexto escolar. Em um primeiro momento, pensamos nas
pessoas que apresentam necessidades especiais, devido à segregação que antes existia em
relação a esse grupo de alunos.
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2. QUAIS OS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA?
Historicamente a educação Especial no Brasil evidencia teorias e práticas sociais que
eram marcadas pela negligência, discriminação e promovendo casos de exclusão. Esse
período histórico foi marcado pela ignorância e rejeição da pessoa com deficiência, quando a
família, a escola e a sociedade agiam de forma preconceituosa, de modo que a pessoa com
deficiência era banida do estado social, sem qualquer direito ou dever perante a sociedade.
São princípios que dão um norte ao que a inclusão na escola deve ter. Além disso, eles
são fundamentais para os professores, que sempre devem relembrar esses pilares para não
perderem o propósito da inclusão.
São eles:
· Toda pessoa tem direito de acesso à educação e não há nenhuma diferença que
possa impedir esse direito.
· Toda pessoa aprende e tem a capacidade de aprender algo, mas cada um à sua
maneira.
· O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular alguns funcionam com
metodologias mais tradicionais, outros precisam de mais apoio, mas todos
conseguem aprender.
· O convívio no ambiente escolar comum beneficia a todos e traz uma formação
completa de quem é inserido e para quem acolhe.
3. QUAIS OS DESAFIOS DE HOJE SOBRE A INCLUSÃO?
Ainda que exista uma legislação vigente que garanta aos alunos especiais pleno
desenvolvimento em uma escola regular, isso nem sempre acontece, ou pode acontecer de
maneira errada. Porque há desafios que precisam ser superados para que a educação inclusiva
seja de qualidade e realmente desenvolva aos alunos da maneira mais plena possível, sejam
esses alunos especiais ou não.
Apoio governamental, que nem sempre acontece. Pois os alunos especiais têm direito,
por lei, a uma educação plena e à matrícula em escolas regulares. Adaptação da infraestrutura
escolar. As escolas privadas possuem recursos suficiente para a entender as
proibiçõesCapacitação de docentes e demais colaboradores escolares: A falta de capacitação é
também um grande desafio no cotidiano da escola regular. Bullying na escola: alunos
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especiais é também uma realidade e faz parte dos desafios da inclusão escolar no
cotidiano da escola regular.
4. O PERFIL DO PROFESSOR NA INCLUSÃO ESCOLAR.
Considerando o ritmo acelerado do conhecimento humano em geral, o professor, como
qualquer profissional, precisa ter conhecimento bem construído em sua área de atuação, além
e, manter-se em permanente atualização acadêmica. Buscar informações e aprender a
selecioná- las de forma construtiva são novas habilidades que o professor não pode deixar de
desenvolver, tampouco ignorar a realidade do novo perfil do aluno que chega a sua sala de
aula. E o fato que na medida em as políticas públicas inclusivas vão sendo implantadas e
conhecidas no Brasil, mais famílias se sentem encorajadas a buscar os direitos
educacionaisde seus filhos. Com isso, um novo desafio se faz presente para o sistema
educacional como um todo: fazer valer os direitos educacionais do aluno com Necessidades
Educacionais Especiais (NEE).
5. QUAL O CONCEITO DE NECESSIDADE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL -NEE?
São necessidades relacionadas aos alunos que apresentam elevada capacidade ou
dificuldades de aprendizagem. Esses alunos não são, necessariamente, portadores de
deficiências, mas são aqueles que passam a ser especiais quando exigem respostas específicas
adequadas.
A NEE entrou em evidência a partir das discussões do chamado movimento pela
inclusão e dos reflexos provocados pela Conferência Mundial sobre Educação Especial,
realizada em Salamanca, na Espanha, em 1994. Nesse evento, foi elaborado um documento
mundialmente significativo denominado “Declaração de Salamanca” e na qual foram
levantados aspectos inovadores para a reforma de políticas e sistemas educacionais.
6. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA E
EDUCAÇÃO ESPECIAL?
Educação inclusiva: tem como princípios, uma educação pela não discriminação, pela
aceitação das pessoas diferentes, com capacidades, com jeitos, condições e outras diferenças.
O processo educativo deve ser entendido como um processo social, onde todas as
crianças portadoras de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à
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escolarização o mais próximo possível. Visa educar todas as crianças em um mesmo contexto
escolar. Isso não quer dizer que estão negando as dificuldades e limitações dos estudantes.
Mas, com estratégias adequadas e profissionais capacitados, o objetivo é capacitar o
aluno independentemente da sua condição física e mental e ajudá-lo a se desenvolver e
conviver com outras crianças.
Educação Especial: Segundo a lei de diretrizes e bases da educação nacional, é a
modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou
superdotação.
Além das necessidades especiais são aqueles que precisam de apoio e cuidados para
realizar todas as atividades pessoais e acompanhamento 24h; os que conseguem seguir regras
e realizar hábitos de higiene, mas precisam de supervisão; e os com habilidades de adaptação
pessoal e social e que conseguem realizar atividades simples. Utilizam ferramentas didáticas
especificar para contribuir com o aprendizado, segundo as dificuldades apresentadas pelo
aluno, sejam físicas ou cognitiva.
7. O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA LDBE 9394/96 SOBRE
EDUCAÇÃO INCLUSIVA?
A Constituição Federal estabelece o direito das pessoas com necessidades especiais
receberem educação, preferencialmente, na rede regular de ensino inciso III do art. 208 da CF,
visando a plena integração dessas pessoas em todas as áreas da sociedade e o direito à
educação, comum a todas as pessoas, através de uma educação inclusiva, em escola de ensino
regular. como forma de assegurar o mais plenamente possível o direito de integração na
sociedade.
8. QUAIS DESAFIOS DA ESCOLA INCLUSIVA NO BRASIL?
A inclusão deve garantir que as crianças e jovens tenham acesso à aprendizagem.
Oferecer as condições necessárias para o aproveitamento de um projeto é um desafio para os
todos os gestores da educação. Eliminar as barreiras é o primeiro passo para uma inclusão
efetiva. Além da incorporação de um corpo docente, é necessário que alternativas à
organização, ao planejamento e à avaliação do ensino sejam implementadas. As adaptações
feitas pela equipe escolar não precisam ser adaptações curriculares.
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O acesso ao conteúdo é uma solução para que todos os alunos tenham as mesmas
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oportunidades. Um texto trabalhado em sala pode ser adaptado.
9. PORQUE É IMPORTANTE TER PROFESSOR DE APOIO EM SALA?
O professor de apoio é o profissional que lidará direto com o aluno do Atendimento
Educacional Especializado. Será como um anjo da guarda a mediar entre o professor, o
processo ensino-aprendizagem e o educando com suas especificidades.
O trabalho deste profissional será um diferencial para o aprendizado dessa criança e
porque não a felicidade dos pais em acompanharem a evolução de seu filho, embora seja
irrisória para alguns, será gratificante para estes.
Cabe ao professor de apoio resguardar os direitos inalienáveis do aluno de
Atendimento Educacional Especial, pois reza no Decreto nº 7.611, de 17 de novembro de
2011 da Constituição da República Federativa do Brasil promover, proteger e assegurar o
exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas
as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente, ou seja, a
função de professor de apoio não pode ser vista como uma forma de fugir das suas atividades
em sala de aula, pois o mesmo continuará sendo professor, com um pouco mais de
responsabilidade.
10. JUSTIFICATIVA
Ficamos com o tema INCLUSÃO NAS ESCOLAS ao constatar a dificuldade dos
professores e gestores de escolas públicas e privadas em incluir os alunos com necessidades
especiais à rotinas e contribuir para seu desenvolvimento. Acreditamos na importância e na
urgência do tema e na necessidade da aceitação e convivência com a diversidade para a
construção de uma sociedade mais justa e pacífica.
11. EMBASAMENTO TEÓRICO
Inicialmente foi utilizada metodologias de trabalho e pesquisa bibliográfica, fazendo
uso de livros, artigos, documentos oficiais e leis que tratam da inclusão no Brasil. A Inclusão
nas escolas é uma metodologia bastante utilizada, mas que ainda precisa ser levada mais a
sério e incorporada a um número maior de instituições, tanto públicas, quanto privadas.
Durante o mês de abril, observamos a rotina em sala de aula, o trabalho docente e os
trabalhos da equipe gestora na Escola Municipal Elinda Simplício Costa, de Ensino
9
Fundamental I e II. Percebemos que a inclusão recebida pela escola é um dos maiores
problemas
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e desafios encontrados pela equipe. A escola recebe alunos com autismo, que estudam em
horários Matutinos e Vespertinos na sala regular e no período oposto na chamada sala de
recurso. Durante as aulas regulares, esses alunos tem o acompanhamento de uma professora
de apoio.
No entanto, os professores que acompanham esses alunos apontam a necessidade de
maior apoio ao processo inclusivo. A inclusão se refere a permitir que alunos com algum tipo
de deficiência, seja ela intelectual ou física, frequentem os mesmos espaços que os demais
alunos.
Avaliar serviços e programas educacionais não é tarefa fácil, pois eles são de natureza
complexa, envolvem múltiplas dimensões e perspectivas, e em geral há necessidade de
recortes para viabilizar o estudo e isso acaba limitando os resultados. Neste projeto foram
usados os seguintes procedimentos: observação in loco, aplicação de questionário, além de
levantamento bibliográfico.
Foram realizadas três observações in loco do aluno na sala de aula. Optou-se por uma
pesquisa de campo com base na observação dos fatos, diretamente no local onde ocorrem os
fenômenos. Para buscar atingir o objetivo dessa pesquisa é importante incluir na investigação
a observação in loco do aluno com necessidades educacionais e do professor do ensino
comum.
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12. PÚBLICO-ALVO
Se refere a todas as crianças do 3º, 4º e 5º ano do Ensino
Fundamental.
13. OBJETIVOS
13.1 OBJETIVOS GERAIS:
· O objetivo é assegurar o acesso, a participação e a aprendizagem de todos
os indivíduos, sem qualquer exceção;
· Educação inclusiva é uma modalidade de ensino que permite a convivência e
a integração das pessoas com deficiência dentro da escola regular;
· Garantindo atodos o direito à escolarização;
13.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
· Garantir o direito de todos à educação;
· Igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças;
· Promover atividadaes integradoras que proporciononem
maior contato dos professsores com os alunos com
necessidades especiais;
· Promover palestras e cursos de capacitação em educação inclusiva;
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14. PERCURSO METODOLÓGICO
Será em III momentos, para a efetiva aprendizagem de todas as crianças.
I momento: Será compartilhando saberes Tempo estimado: 1h00, leitura em dupla e
discussão do quadro com Necessidades Educacionais Especiais- características e estratégias
educacionais, tempo estimado: 40 min. Intervalo e lanche 20 min.
II momento: Compartilhar saberes e vivências – 40 min. Além de montagem do painel
reflexão e ação tempo estimado: 45 min.
III momento: concluindo o que passou nas etapas passadas. Irá fazer atividades que
desenvolva a imaginação e estudos quanto as etapas passadas, abordando junto com slide, e
data show projetos para o aprendizado melhor do estudante.
15. RECURSOS
Para construção e organização da presente pesquisa foram utilizados os seguintes
materiais: folha A4, sites especializado, impressora, caneta, celular, scanner, computador e
caderno.
Projetor multimídia, folhas de papel A4, bloco de notas adesivas.
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16. CRONOGRAMA
Componente: Língua Portuguesa.
(EF35LP03)- Identificar a ideia central do texto demostrado compreensão
global. (EF35LP04)- Inferir informações ímplicitas nos textos lidos.
(EF35LP05)- Inferir sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos,
com base no contexto da frase ou do texto.
(EF35LP06)- Recuperar relaçãoes entre partes de um txto, identificando substituições
lexicais ou pronominais anafórico, pessoas, possessivos e demostrativos que contribuem
para a continuidade do texto
Tabela de Atividades Programadas
Data Duração Descrição
26/04/2022 7h30 min às 8h30 min Os alunos vão observar a imagem da
reportagem e a leitura do título da
reportagem. Solicitar que elaborem hípoteses
sobre o conteúdo da reportagem e comparar,
junto com eles, as diferentes antecipações
enunciadas pelo grupo.
27/04/2022 9h30 min às 10h30 min Entregar textos impressos. Organizar a turma
cada um em dupla, e solicitar que as duplas
leiam o texto completo da reportagem e, em
seguida respondam ás questões recebidas.
28/04/2022 10h30 min às 11h30 min Circular entre os grupos e fazer mediaçãoe
snecessárias, esclarecendo dúvidas ou
auxiliando os alunos na elaboração das
respostas. Após a conclusão da atividade,
faça a correção de forma coletiva,
comparando as respostas e sugerindo os
aprimoramentos
necessários
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17. AVALIAÇÃO E PRODUTO FINAL
Esta pesquisa tende verificar como acontecia a prática profissional de estagiários
monitores de estudantes de inclusão. Constatarmos através de um recorte desta realidade que
apesar dos estagiários terem sido comunicados verbalmente que acompanhariam crianças
inclusas, os mesmos não receberam orientação e apoio pedagógico para poder realizar o seu
trabalho.
Sabe-se que o processo educativo inclusivo traz sérias implicações para os docentes e
para a escola, requerendo uma efetiva preparação de profissionais da educação,
proporcionando um contínuo desenvolvimento pedagógico e educacional, que resulte em uma
nova maneira de perceber e atuar com as diferenças de todos os alunos em sala. Preparação
que os façam conscientes, não apenas das características e potencialidades dos seus alunos,
mas de suas próprias condições para ensiná-los em um ambiente inclusivo, assim como da
necessidade de refletirem constantemente sobre a sua prática, a fim de modificá-la quando
necessário.
A escolarização na perspectiva inclusiva, portanto, é uma realidade em constante
construção. As ações sociais e medidas políticas para garantir o acesso e permanência de
crianças com deficiências ou necessidades especiais vêm se concretizando cada dia mais,
contudo, a grande questão gira em torno da qualidade do ensino durante a permanência destas
crianças no sistema escolar.
Se realmente uma possível estratégia para suprir a demanda e oportunizar a qualidade
do ensino inclusivo neste momento se constitui na contratação de estagiários como monitores
de estudantes de inclusão é preciso buscar parcerias entre escolas, faculdades, universidades,
Secretaria de Educação e órgãos afins para investir e promover cursos de formação, palestras
e encontros com os estagiários como intuito de se criar estratégias.
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18. CONCLUSÃO
Acredita-se que o ensino inclusivo é necessário e precisa ser repensado e reorganizado
sobre as formas atuais de ensino, buscando melhorias na qualidade a serem implementadas em
salas com inclusão escolar. Esse processo deve ocorrer de uma forma verdadeiramente
inclusiva e não apenas integrada, em um contexto onde se consiga trabalhar as diferenças com
eficácia e sucesso.
Ensinar crianças com necessidades educacionais especiais ainda é um grande desafio
para o sistema regular de ensino. Torna-se fundamental refletir sobre o processo inclusivo.
Pensar na inclusão escolar das pessoas com deficiência intelectual implica em considerá-la
como prática permanente na escola, firmada no projeto político pedagógico da escola e
efetivada pela ação consciente do educador, atuando como transformador da sociedade,
visando garantir direitos de todos.
Incluir uma criança deficiente intelectual em uma sala de aula regular é algo a se fazer
cuidadosamente, pois quando se fala de inclusão escolar, não se trata apenas de reunir os
diferentes, adaptando o ensino igual para todos. A lei determina incluir, mas não oferece
subsídios necessários para que isso aconteça de modo satisfatório, não prepara docentes,
funcionários, gestores para a realidade que encontram. É preciso que cada um perceba sua
importância neste processo, transformando.
Contudo aspectos muito importantes como: a socialização durante as brincadeiras
entre as crianças, o compromisso em estudar e pesquisar sobre as necessidades de
aprendizagem dos alunos que acompanham, e o seu papel fundamental como um incentivador
direto para a aprendizagem do aluno incluso também foram identificados nas respostas dos
entrevistados. Estas constatações indicam uma oportunidade de reafirmar e ampliar saberes
sobre a inclusão consolidando-a como benigna e oportuna para a formação de uma sociedade
mais solidária e menos excludente.
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19. REFERÊNCIAS
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19