Acordos Globais e
Conferências
Sobre Mundanças
Climáticas
Equipe: Bruna Santos, Camilly Paranhos, Fernanda Dardiele, Gabrielle Duarte,
Iolanda Gabriela, João Vitor, Marina Rodrigues e Talita Veloso
Introdução
As mudanças climáticas se tornaram um dos principais desafios da geopolítica
internacional a partir do século XX, especialmente devido ao aumento das
emissões de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono, metano e
óxido nitroso, provenientes da queima de combustíveis fósseis, desmatamento e
processos industriais.
A preocupação com o tema ganhou espaço nas conferências internacionais da
Organização das Nações Unidas (ONU), que buscavam soluções coletivas para
um problema de caráter global.
Marcos iniciais
Conferência de Estocolmo (1972)
Primeiro evento internacional a tratar
da degradação ambiental em escala
global.
Chamou atenção para os impactos das
atividades humanas no meio ambiente
e abriu caminho para novas
negociações multilaterais.
Eco-92
Marco decisivo no debate ambiental.
Produziu documentos fundamentais como a
Agenda 21, a Declaração do Rio sobre Meio
Ambiente e Desenvolvimento e a criação da
Convenção-Quadro das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima (UNFCCC),
que estabeleceu a base legal para as futuras
Conferências das Partes (COPs).
Rio+20 (2012)
Reafirmou o conceito de
desenvolvimento sustentável.
Reforçou o princípio das
responsabilidades comuns, porém
diferenciadas (países desenvolvidos
devem contribuir mais, pois
historicamente foram os maiores
emissores).
Estimulou novas metas globais de
sustentabilidade.
Principais Acordos
Protocolo de Kyoto (1997)
Primeiro acordo a estabelecer metas
obrigatórias de redução de gases de
efeito estufa para países
desenvolvidos.
Introduziu mecanismos de
flexibilização como o Mecanismo de
Desenvolvimento Limpo (MDL) e os
créditos de carbono, permitindo
cooperação entre países.
Objetivo: reduzir em 5,2% as
emissões em relação a 1990 até 2012.
Enfrentou fragilidades, como a não
adesão dos EUA e a saída de países-
chave, o que comprometeu sua
eficácia.
Acordo de Paris (2015)
Considerado o tratado climático mais
abrangente até hoje.
Diferente de Quioto, envolveu todos os países,
por meio das Contribuições Nacionalmente
Determinadas (NDCs).
Meta: limitar o aquecimento global a bem
menos de 2 °C, buscando mantê-lo em 1,5 °C
acima dos níveis pré-industriais.
Prevê revisões a cada 5 anos, com aumento
da ambição ao longo do tempo.
Reconhece a necessidade de apoio financeiro
e tecnológico dos países desenvolvidos aos em
desenvolvimento, sobretudo os mais
vulneráveis.
Acordo de Paris (2015)
COPs
Conferência das Partes
Por que 1,5 °C é tão importante?
Ainda dá para se adaptar
É a reunião anual dos países da ONU para
discutir o aquecimento global + Planeta entra em um efeito
dominó:
mais ondas de calor;
O objetivo principal é limitar o aquecimento secas mais longas;
do planeta a no máximo 1,5 °C acima da enchentes e furacões mais
intensos;
média de temperatura da era pré-industrial morte de corais e florestas;
Muita queima de gas, carvão e pretoleo escassez de água e comida
em várias regiões.
COP-26
Escócia (2021)
Retomar o ritmo do Acordo de Paris
Principais decisões
Criação do “Pacto Climático de
Finalizaram o “manual de
Glasgow” (Glasgow Climate Pact). regras” do Acordo de Paris,
Pela primeira vez, os países explicando como cada país
concordaram em diminuir o uso do deve medir e relatar suas
carvão — o combustível mais emissões.
poluente. Prometeram ajuda financeira
Prometeram acabar com subsídios de US$ 100 bilhões por ano a
para combustíveis fósseis (como países pobres para enfrentar o
petróleo e carvão). aquecimento global.
COP-27
Egito (2022)
a COP da Implementação
Principais resultados Criticas:
Criação do Fundo de Perdas e Danos O fundo foi aprovado, mas
(Ajudar financeiramente países pobres) sem definir quem paga nem
como o dinheiro será
Novos acordos de adaptação e distribuído.
financiamento para países vulneráveis.
Reforço da meta de manter o
aquecimento abaixo de 1,5 °C.
.
COP-28
Dubai, Emirados Árabes Unidos (2023)
a COP do balanço global
Principais resultados
Pela primeira vez, o texto final
mencionou oficialmente a transição
para longe dos combustíveis fósseis
(petróleo, gás e carvão).
Compromisso de triplicar as energias
renováveis e dobrar a eficiência
energética até 2030.
O Fundo de Perdas e Danos começou O país-sede é um
a sair do papel (criado na COP-27). grande produtor
Reduzir emissões de metano, um gás de petróleo
muito poluente.
(lixos, aterros, combustiveis fosses, e areas umidas)
COP-29
Baku, Azerbaijão (2024)
a COP das Finanças Climáticas
Críticas
Principais resultados O valor prometido é
Aprovação de uma nova meta global de enorme, mas ninguém
financiamento climático: sabe de onde virá o
países ricos devem mobilizar US$ 300 dinheiro.
bilhões por ano até 2035 para apoiar países Países ricos ainda não
em desenvolvimento. cumpriram as metas
Criação de planos para atrair investimentos anteriores.
privados em energia limpa. A COP foi considerada
“forte no discurso, fraca
em compromissos reais”.
COP-30
Belém, Brasil (2025)
COP da Amazônia
Entre 10 e 21 de novembro de 2025, em Belém (PA)
Debates sobre proteção da Amazônia e outras
florestas tropicais.
Novas metas de redução de emissões até 2035.
Referências
ABREU, Mônica Cavalcanti Sá de; ALBUQUERQUE, Aline Mota; FREITAS,
Ana Rita Pinheiro de. Posicionamento estratégico em resposta às restrições
regulatórias de emissões de gases do efeito estufa. Revista de Administração –
RAUSP, São Paulo, v. 49, n. 3, p. 578-590, jul./set. 2014. DOI: 10.5700/rausp1169
PESSINI, Leo; SGANZERLA, Anor. Evolução histórica e política das principais
conferências mundiais da ONU sobre o clima e meio ambiente. Revista
Iberoamericana de Bioética, n. 1, p. 1-14, 2016. DOI: 10.14422/rib.i01.y2016.009
MELLO, Valérie Campos. Mudanças climáticas e relações internacionais.
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BELINI, Leandro. Mudanças climáticas e Relações Internacionais. Revista
Iberoamericana de Bioética, n. 1, p. 1-14, 2016.
SILVA, João P.; ALMEIDA, Carla M. Governança climática e acordos
internacionais: avanços e desafios nas COPs 26 e 27. Revista Ciência &
Tecnologia, v. 45, n. 2, p. 55-70, 2022.
Obrigado pela atenção!