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Liderança e Motivação no Setor Bancário

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O Impacto da Liderança na Motivação dos

Colaboradores do Setor Bancário na


Região Autónoma dos Açores
Dissertação de Mestrado

Sara Cristina Rodrigues Cabral

O R A S CIE N
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ES

Mestrado em
OR

GESTÃO DE EMPRESAS/ MBA


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DE DOS

Ponta Delgada
2017
O Impacto da Liderança na Motivação dos
Colaboradores do Setor Bancário na Região
Autónoma dos Açores
Tese de Mestrado

Sara Cristina Rodrigues Cabral

Orientadores
Professora Doutora Maria da Graça Câmara Batista

Professora Doutora Áurea Sandra Toledo de Sousa

Tese de Mestrado submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Gestão de

Empresas/ MBA
O conteúdo desta dissertação reflete as ideias do autor e não responsabiliza os(as)

orientadores(as) nem a Universidade dos Açores.


RESUMO

Num cenário de crise económica, em que foram vários os escândalos financeiros e

estruturais protagonizados pela banca portuguesa, em que a liderança e a supervisão do

Banco de Portugal foram postas em causa e em que milhares de postos de trabalho ainda

são uma incógnita, importou aferir as perceções dos bancários sobre as formas de

liderança exercidas pelos quadros dirigentes das instituições de crédito a operar na Região

Autónoma dos Açores e o seu eventual impacto na motivação dos mesmos.

Procurou-se, ainda, estabelecer um paralelo entre os fenómenos de liderança e de

motivação, com base nas perceções dos bancários, identificando e caracterizando os

principais fatores motivacionais e estabelecendo uma comparação entre as formas de

liderança aplicadas e as formas de liderança consideradas eficazes. Por se tratar de um

estudo de natureza quantitativa, recorreu-se ao Software IBM SPSS Statistics (SPSS) para

tratar e analisar os dados provenientes do questionário utilizado, previamente testado e

validado. A fundamentação teórica teve por base as principais obras de referência para as

temáticas em estudo, assim como diversos artigos científicos, nacionais e internacionais.

Em geral, concluiu-se que os bancários apresentam níveis consideráveis de motivação,

apesar de não consideram que os seus líderes se comportam totalmente como líderes

eficazes. Além disso, salienta-se a existência de uma correlação positiva e

estatisticamente significativa entre o grau de motivação e o papel do líder nessa

motivação.

Palavras-chave: Liderança, Motivação, Setor Bancário na Região Autónoma dos Açores.


ABSTRACT

In an economic crisis scenario, where several financial and structural scandals

involving the Portuguese banking system took place, the leadership and supervision of

the Bank of Portugal were being questioned and the future of thousands of jobs was

unknown, it was important to understand the bank employees’ perceptions about the

forms of leadership exercised by the leading executives of credit institutions operating in

the Autonomous Region of the Azores influences and their possible impact on their

motivation.

We sought to establish a parallel between the phenomena of leadership and

motivation based on the perceptions of bank employees, by identifying and characterizing

the principal motivational factors and by establishing a comparison between the forms of

leadership currently applied and the forms of leadership considered effective. Since this

is a quantitative study, IBM SPSS Statistics Software (SPSS) was used to treat and analyze

the data of the questionnaire, previously tested and validated. The theoretical framework

of this study was based on reference literature, as well as on national and international

scientific articles. In general, it was concluded that bankers presented considerable levels

of motivation, although they do not consider that their leaders totally behave as effective

leaders. The study also showed that there was a positive and statistically significant

correlation between the degree of motivation and the role of the leader in this motivation.

Keywords: Leadership, Motivation, Banking Sector in the Autonomous Region of the

Azores
“Talvez não tenha conseguido fazer o melhor,
mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o que
deveria ser, mas Graças a Deus, não sou o que era
antes.”

Martin Luther King (1929-1968)


AGRADECIMENTOS

Nenhuma palavra, gesto ou intenção é suficiente para agradecer a todos aqueles que

contribuíram para a apresentação deste trabalho. Porém, nestas poucas linhas, gostaria de

expressar o meu apreço a alguns deles.

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer às minhas orientadoras Doutora Maria

Graça Batista e Doutora Áurea Sousa por terem aceite este desafio e pelo constante apoio

e disponibilidade que tiveram para comigo.

Também sou grata a todos os bancários que participaram neste estudo, pois sem a sua

contribuição nada poderia ter sido feito. Aos meus professores e colegas de curso: Gui,

Rita e Ana a vós em especial! À minha família e amigos, realçando a preciosa ajuda da

minha sogra Rosa. À minha mãe Inês: o meu pilar, a minha força, o meu rumo. Todo o

amor e dedicação fazem dela a mulher mais importante da minha vida.

Por último, mas não menos importante, ao Vitor: amor da minha vida. Sou grata por

cada gesto de afeto, carinho, amizade e companheirismo. Sem ti, nunca conseguiria

chegar ao fim deste trabalho pois foram tantas as vezes que quase sucumbi à vontade de

desistir, e, em momento algum, o deixaste. O teu apoio, a tua confiança e o teu amor

deram-me força para seguir em frente e vencer esta etapa


ÍNDICE

RESUMO ...................................................................................................................iv
ABSTRACT ............................................................................................................... v
AGRADECIMENTOS ............................................................................................. vii
ÍNDÍCE ………………………………………………………………………..…..viii
LISTA DE TABELAS ................................................................................................ x
LISTA DE FIGURAS .............................................................................................. xii
LISTA DE ABREVIATURAS ................................................................................ xiv
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO ............................................................................. 15
1.1. Enquadramento do Estudo ............................................................................... 15
1.2. Propósitos e Objetivos do Estudo .................................................................... 17
1.3. Método do Estudo ............................................................................................ 18
1.4. Estrutura da Dissertação .................................................................................. 18
CAPÍTULO II - LIDERANÇA ................................................................................ 20
2.1. Definição de Liderança .................................................................................... 20
2.2. Teorias da Liderança ........................................................................................ 23
2.3. Liderança e Gestão ........................................................................................... 25
2.4. O Líder ............................................................................................................. 28
CAPÍTULO III – MOTIVAÇÃO ............................................................................. 34
3.1. Definição de Motivação ................................................................................... 34
3.2. Teorias da Motivação ....................................................................................... 37
3.3. O Processo Motivacional ................................................................................. 39
3.4. Motivação Intrínseca e Extrínseca ................................................................... 42
CAPÍTULO IV – O SETOR BANCÁRIO EM PORTUGAL E NOS AÇORES .... 46
4.1. Evolução do Setor Bancário em Portugal e nos Açores .................................. 46
4.2. Liderança e Motivação no Setor Bancário ....................................................... 48
CAPÍTULO V – MÉTODO ..................................................................................... 51
5.1. Análise Quantitativa ........................................................................................ 51
5.2. Hipóteses .......................................................................................................... 53
5.3. População e Amostra ....................................................................................... 54
5.4. Instrumento de Recolha de Dados ................................................................... 56
5.5. Tratamento Estatístico dos Dados.................................................................... 62
CAPÍTULO VI – RESULTADOS ........................................................................... 68
6.1. Análise das Pontuações Obtidas ...................................................................... 68
6.1.1. Comparação de Médias Segundo o Género .............................................. 69
6.1.2. Comparação de Médias Segundo a Idade ................................................. 71
9

6.1.3. Comparação de Médias Segundo o Estado Civil...................................... 73


6.1.4. Comparação de Médias Segundo as Habilitações Literárias .................... 74
6.1.5. Comparação de Médias Segundo o Tempo de Serviço ............................ 76
6.1.6. Comparação de Médias Segundo o Vínculo à Entidade........................... 78
6.2. Resultados Referentes à Variável Latente “Liderança” ................................... 79
6.2.1. O Perfil do Líder ....................................................................................... 79
6.2.2. Análise Item a Item................................................................................... 81
[Link]. Análise Descritiva ................................................................................. 81
[Link]. Testes de Hipóteses ............................................................................... 85
6.2.3. Análise Classificatória Hierárquica Ascendente ...................................... 86
6.3. Resultados Referentes à Variável Latente “Motivação” .................................. 92
6.3.1. Análise Item a Item................................................................................... 92
[Link]. Análise Descritiva ................................................................................. 92
[Link]. Testes de Hipóteses ............................................................................... 93
6.3.2. Análise Classificatória Hierárquica Ascendente .................................... 100
6.3.3. Análise de Correspondências Múltiplas ................................................. 103
6.3.4. Análise do Grau de Motivação em Relação ao Trabalho e o Papel do Líder
na Motivação ......................................................................................................... 107
6.4. Relação entre Liderança e Motivação ............................................................ 109
CAPÍTULO VII – CONCLUSÕES ....................................................................... 111
7.1. Conclusões Gerais .......................................................................................... 111
7.2. Limitações ...................................................................................................... 117
7.3. Vias de Investigação Futura ........................................................................... 117
7.4. Implicações para a Prática ............................................................................. 118
ANEXOS ................................................................................................................ 120
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 136
LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Descrição dos itens que incorporam a secção da liderança ………...…….…57


Tabela 1. Descrição dos itens que incorporam a secção da liderança (continuação) …...58
Tabela 2. Descrição dos itens que incorporam a secção da motivação …………...…….58
Tabela 2. Descrição dos itens que incorporam a secção da motivação (continuação) ...59
Tabela 3. Valores da média, mediana, moda, desvio padrão, coeficiente de variação,
mínimo e máximo das variáveis “Motivação” e “Liderança” ……………………….….68
Tabela 4. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo o género …………………………….……..70
Tabela 5. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo a idade …………………………………….71
Tabela 6. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo o estado civil…………………………..…..73
Tabela 7. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo as habilitações literárias …………………...75
Tabela 8. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo o tempo de serviço ……...…………………76
Tabela 8. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo o tempo de serviço (continuação)……….....77
Tabela 9. Valores da média, mediana, moda e desvio padrão das escalas que avaliam a
motivação, o líder e o líder eficaz, segundo o vínculo à entidade …………………….…78
Tabela 10. Partição mais significativa – ACHA dos itens que avaliam as características
do líder ……………………………………………………………………………….....86
Tabela 11. Partições mais significativas – ACHA dos itens que avaliam as características
do líder eficaz……...…………………………………………………………………....89
Tabela 12. Resultados da aplicação do teste U de Mann-Whitney - aspetos importantes
no contexto profissional (variável independente: “Género”) …………………………..93
Tabela 13. Resultados da aplicação do teste de Kruskal-Wallis - aspetos importantes no
contexto profissional (variável independente: “Idade”) ………………………………..94
Tabela 14. Resultados da aplicação do teste de Kruskal-Wallis - aspetos importantes no
contexto profissional (variável independente: “Estado civil”) ………………………….95
Tabela 15. Resultados da aplicação do teste de Kruskal-Wallis - aspetos importantes no
contexto profissional (variável independente: “Habilitações literárias”) ……………….97
Tabela 16. Resultados da aplicação do teste de Kruskal-Wallis - aspetos importantes no
contexto profissional (variável independente: “Tempo de serviço”) …………………...98
11

Tabela 17. Resultados da aplicação do teste de Kruskal-Wallis - aspetos importantes no


contexto profissional (variável independente: “Vínculo à entidade”) …………………..99
Tabela 18. Partições mais significativas – ACHA dos itens que avaliam a motivação ..100
Tabela 19. Medidas de discriminação das variáveis ……………………………….…104
12

LISTA DE FIGURAS

Figura 1. Definições de liderança presentes na literatura ………………...…………….20


Figura 1. Definições de liderança presentes na literatura (continuação) …………...…..21
Figura 1. Definições de liderança presentes na literatura (continuação) ……………….22
Figura 2. Teorias e modelos de liderança presentes na literatura …………………...….24
Figura 2. Teorias e modelos de liderança presentes na literatura (continuação) ….…….25
Figura 3. Definições de líder presentes na literatura ………………………….………..29
Figura 4. Competências do líder eficaz ………………………………………….……..32
Figura 5. Definições de motivação presentes na literatura ……………………………..34
Figura 5. Definições de motivação presentes na literatura (continuação) ………….…..35
Figura 6. Teorias da motivação presentes na literatura ……………………….………..38
Figura 6. Teorias da motivação presentes na literatura (continuação) …………..……..39
Figura 7. Modelo de motivação de Newstrom ……………………………...………….40
Figura 8. Evolução do número de balcões das instituições de crédito membros da APB,
em Portugal, no período de dezembro de 2010 a dezembro de 2016 ….……..………...47
Figura 9. Evolução do número de colaboradores bancários das instituições de crédito
membros da APB, em Portugal, no período de dezembro de 2010 a dezembro de 2016...48
Figura 10. Evolução do número de balcões das instituições de crédito membros da APB,
nos Açores, no período de dezembro de 2010 a dezembro de 2016 ………….…………47
Figura 11. Percentagem de inquiridos que concordam totalmente com os comportamento
e características associadas aos itens que integram a escala que avalia o líder e o líder
eficaz ………………………………………………………………………...…………81
Figura 12. Representação Zoom Star (2D) da avaliação do líder e do líder eficaz……...83
Figura 13. Dendrograma obtido com o método CL – Líder ………...………….………87
Figura 14. Dendrograma obtido com o método CL – Líder eficaz ………...……….…90
Figura 15. Percentagem de inquiridos que concordam totalmente com os itens que
integram a escala que avalia a motivação ………………………………………..……..92
Figura 16. Dendrograma obtido com o método CL – Motivação …………….………101
Figura 17. Mapa de correspondências das categorias (mapa percetual) para as dimensões
1 e 2 resultante da ACM (método de normalização: Principal normalization) …….….105
Figura 18. Grau de concordância com a afirmação “Sente-se motivado em relação ao seu
trabalho?” …………………………………………………………………………….107
13

Figura 19. Grau de concordância com a afirmação “O seu superior hierárquico tem um
papel importante na sua motivação?” …………………………………………..…….108
14

LISTA DE ABREVIATURAS

MR – Média das ordens

RAA – Região Autónoma dos Açores

Rs – Coeficiente de correlação de Spearman

p – P-value
15

CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO

1.1. Enquadramento do Estudo

O presente trabalho de investigação teve como principais objetivos aferir as perceções

dos bancários sobre as formas de liderança exercidas pelos quadros dirigentes das

instituições de crédito a operar na Região Autónoma dos Açores e em que medida estas

têm repercussões na motivação dos colaboradores bancários.

Cada vez mais, os colaboradores deste setor são pressionados para atingirem

resultados que permitam a manutenção dos rácios exigidos pelo Banco Central Europeu,

não obstante a desconfiança e a incerteza quanto ao futuro, tanto para clientes, como para

colaboradores, stakeolders e restante sociedade, fruto dos escândalos financeiros e

estruturais protagonizados pela banca portuguesa. Sendo este setor vital não só para a

economia do país, como também para o desenvolvimento do mesmo, precisa preocupar-

se com as questões essenciais que se prendem com a natural evolução das coisas,

adquirindo novos conhecimentos, desenvolvendo competências e tendo capacidade de

resposta às mudanças que lhe são impostas. Foi neste cenário que surgiu a necessidade de

se analisar conjuntamente os fenómenos da liderança e da motivação.

Após uma exaustiva pesquisa bibliográfica sobre as temáticas em estudo, concluiu-se

que são várias as perspetivas e abordagens encontradas. Em relação à liderança, diversos

autores defendem que a mesma é considerada como uma importante vantagem


16

competitiva das organizações, uma vez que potencia a prosperidade e leva os indivíduos

a darem o seu melhor, superando as expetativas de maneira drástica (DeRue e Workman,

2012). De uma forma geral, a liderança pode ser definida como o processo de influenciar

os comportamentos ou ações de um indivíduo ou grupo de indivíduos, com vista ao

cumprimento de objetivos e metas de interesse comum, tendo por base uma visão do

futuro que está alicerçada num conjunto coerente de ideias e princípios (Lacombe e

Heilborn, 2008). Cabe assim ao líder, enquanto agente de mudança, assumir esse papel e

dotar os liderados de todos os recursos fundamentais à concretização do sucesso pessoal

e organizacional. No entanto, para que o sucesso seja atingido, é necessário que a

liderança exercida seja considerada eficaz. É aqui que a liderança e a motivação se

fundem, na medida em que diferentes práticas de liderança poderão suscitar melhores ou

piores respostas motivacionais dos colaboradores (Cunha et al., 2016). Definida por

muitos autores como o processo de iniciar, direcionar e manter o comportamento de um

indivíduo, tendo em vista o cumprimento de um objetivo, a motivação assume-se como

uma competência básica da liderança (Latham, 2012).

Face ao exposto, este trabalho de investigação revela-se pertinente pelo facto de

aprofundar um tema, até à data, pouco explorado no setor em que se insere, bem como,

para, de alguma forma, contribuir positivamente para o desenvolvimento do setor

bancário, através da prática de uma liderança eficaz, e, consequentemente, aumentar os

níveis de motivação dos colaboradores.


17

1.2. Propósitos e Objetivos do Estudo

Uma vez que o principal objetivo deste trabalho assentou na compreensão dos

fenómenos de liderança e motivação, aplicados aos quadros do setor bancário na RAA, a

pergunta de partida desta investigação foi:

“A liderança exercida pelos quadros dirigentes das instituições de crédito a operar

na RAA influencia a motivação dos bancários que nelas exercem funções?”

Tornou-se, assim, importante aferir se a motivação dos bancários, em relação ao seu

trabalho, fica comprometida consoante a liderança praticada pelos líderes é considerada

eficaz ou ineficaz e qual o grau de motivação desses colaboradores. Do objetivo principal

acima referido surgem os seguintes objetivos específicos, norteadores deste estudo:

1. Identificar os fatores motivacionais de maior e menor relevância para os

colaboradores deste setor;

2. Averiguar se existem diferenças entre os indivíduos para cada fator motivacional,

consoante o género, idade, estado civil, habilitações literárias, tempo de serviço e

vínculo à entidade;

3. Determinar se a atual liderança é considerada totalmente eficaz;

4. Caracterizar os atuais líderes do setor bancário na RAA;

5. Estabelecer uma comparação entre os líderes e os líderes considerados eficazes;

6. Aferir se os colaboradores mais motivados são aqueles que consideram que o seu

líder reúne as características mais aproximadas das do líder considerado eficaz;


18

1.3. Método do Estudo

Tendo em conta os objetivos que se pretendem atingir com a realização deste trabalho

de investigação, foi efetuada uma revisão da literatura no âmbito do comportamento

organizacional, mais precisamente ao nível dos fenómenos da liderança e da motivação.

O enquadramento teórico foi realizado com base em obras de referência sobre as

temáticas em estudo, assim como em artigos científicos de carácter nacional e

internacional. Uma vez que a natureza deste estudo é quantitativa, procedeu-se à

elaboração do questionário (Anexo 1), que visa dar respostas à pergunta de partida e aos

objetivos propostos. Os dados obtidos foram analisados sob o ponto de vista de uma

análise estatística descritiva e inferencial, com recurso Software IBM SPSS Statistics

(SPSS). Por fim, a interpretação dos resultados, permitiu tecer conclusões que dão

resposta às hipóteses inicialmente formuladas.

1.4. Estrutura da Dissertação

A dissertação está organizada em sete capítulos. No capítulo I apresenta-se a

introdução ao trabalho, através do enquadramento do estudo, propósitos e objetivos,

método e estrutura da dissertação. O capítulo II dedica-se à revisão da literatura sobre o

fenómeno da liderança, evidenciando aspetos como a sua definição, teorias e modelos de

liderança, estabelecendo uma comparação entre a liderança e a gestão e, por último,

caracterizando o líder. No capítulo III é tratado o fenómeno da motivação, também com

recurso à revisão da literatura, por forma a definir o conceito, apresentar as teorias,

caracterizar o processo motivacional e distinguir a motivação intrínseca da motivação


19

extrínseca. O capítulo IV apresenta um enquadramento do setor bancário em Portugal e

nos Açores. Os capítulos V e VI são reservados à metodologia e à apresentação dos

resultados obtidos, respetivamente, contemplando o enunciado das hipóteses, as variáveis

em estudo, a caracterização da população e da amostra, bem como os procedimentos que

envolveram a recolha e tratamento dos dados. Por último, o capítulo VII é reservado às

conclusões, limitações, vias de investigação futuras e implicações para a prática. Realça-

se que, neste último capítulo, são sintetizadas as principais conclusões que emergem do

trabalho apresentado.

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