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Métodos de Diagnóstico por Imagem

Resumo para estudantes

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Produzidos por:

Sara Bezerra Motta Câmara

Resumos
6º PERÍODO UNIPÊ

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

CARDIOLOGIA

PNEUMOLOGIA

NEFROLOGIA

UROLOGIA

IMAGINOLOGIA

E-mail para contato: sarabezerramc@[Link]


INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Sara Bezerra Motta Câmara 1

INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO


POR IMAGEM E PRINCÍPIO TÉCNICOS DA
INTERPRETAÇÃO
Métodos de Diagnóstico por Imagem
Estruturas metálicas são radiodensas e
1. Radiografia se projetam na imagem radiográfica.
2. Tomografia Computadorizada
3. Ultrassonografia
4. Ressonância Magnética

RADIOGRAFIA

Princípio Básico: raios-x (radiação ionizante)


Fluoroscopia: é um raio-x dinâmico com emissão de radiação
Tem sobreposição de imagens (duas incidências). constante.

Vantagens:

• Baixo custo.
• Amplamente disponível.
• Rápido.
• Pode ser feito no leito.
• Menor dose de radiação.
• Excelente para ver gás/ar e osso.

Desvantagens:
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
• Pouca resolução anatômica e de contraste.
• Não permite imagens axiais (cortes). Princípio Básico: raios-x
Densidades radiográficas: Possui cortes axiais → sem sobreposição de imagens como na
radiografia. É um ‘’raio-x que roda’’ e faz cortes sequenciais.
• Ar (pulmões, alças intestinais) – radiotransparente.
• Gordura. Vantagens:
• Partes moles/água (coração, vasos, músculo, fígado...)
• Osso – radiopaco. • Aquisição de imagens rápidas → Boa resolução temporal.
• Boa resolução anatômica.
Terminologia:
Desvantagens:
• Radiotransparente: menor densidade (‘’mais preto’’)
• Radiopaco: maior densidade (‘’mais branco’’) • Nível de radiação 100x maior que a radiografia simples
• Às vezes, é necessário uso de contraste iodado.
• Sedação em crianças.
1 – Ar (‘’mais preto’’) • Envolve o transporte do paciente.

2 – Tecido celular subcutâneo Densidades:

3 – Partes moles • Hiperdenso = radiopaco – osso.


• Hipodenso = Radiotransparente – pulmão.
4 – Osso (‘’mais branco’’). • Isodenso = imagens com densidades semelhantes entre si

Unidades Hounsfield (UH):

• Ar (-1000) Quanto mais proximo de


• Gordura (-50 a -100) zero = lesão cistica
Mudança de incidência:
• Água (0)
• Partes moles (40 a 90)
• Osso (250 a 700)

Todo aparelho de TC vem de fabrica com duas densidades fixas de


referência: o ar (= - 1000) e a água (= 0).

Útil nos diagnósticos diferenciais para diferenciar lesões sólidas de


lesões císticas.

Janelas = parâmetros que alteram brilho e contraste das imagens.

• Janela óssea = imagem que prioriza o osso.


Pela primeira imagem, não se pode dizer se a lesão é anterior ou • Janela de partes moles = imagem prioriza as partes moles.
posterior. Para isso, deve-se mudar a incidência anteroposterior
para a incidência de perfil. Assim, pode-se afirmar que a lesão é no
terço médio do lado direito e posterior.
INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Sara Bezerra Motta Câmara 2

Desvantagens:

• Demorado.
• Sedação para crianças e claustrofóbicos.
• Deslocamento de estruturas ferromagnéticas.
• Aquecimento.
• Interferência elétrica (aparelho auditivo, marcapasso).
• O contraste pode causar fibrose nefrogênica sistêmica.

Terminologia com base na intensidade de sinal:

Janela partes moles Janela óssea • Hiperintenso / hipersinal = imagem branca


• Hipointenso / hipossinal = imagem preta
ULTRASSONOGRAFIA ou ECOGRAFIA • Isointenso / isossinal
• Ausência de sinal
Princípio Básico: som. Padrões de ondas (20-20.000 Htz).
Ausência de sinal = estruturas que não se consegue captar sinal.
Vantagens:
Cortical do osso é sempre preta pois é cálcio puro sem hidrogênio.
• Acesso fácil
Tempos de sequências: tempos utilizados para excitar e receber
• Rápido o sinal de radiofrequência.
• Exame dinâmico
• Pode ser feito no leito • TR (tempo de repetição): tempo entre as excitações
• Não usa radiação sucessivas de radiofrequência no tecido – tempo entre dois
• Permite uso do Doppler pulsos
• TE (tempo de eco): tempo no qual o sinal de
Desvantagens: radiofrequência é recebido; tempo que o pulso vai, atinge o
paciente e volta para ser detectado pelo aparelho.
• Operador-dependente
• Gás, gordura e osso são limitantes (artefatos de atenuação) Efeitos de Imagem (ponderações):
Terminologias: • T1: TR e TE baixos (600 / 30).
• T2: TR e TE altos (3500 / 150).
• Hiperecoica = estrutura branca. ou hiperecogenico
• Hipoecóico = estrutura preta. Outras: DP, FLAIR, STIR, Gradiente Eco.
• Isoecóico = estrutura de tom semelhantes.
• Sombra acústica.
• Reforço acústico.

Sombra acústica = estrutura muito densa que impede a passagem


do som e forma uma imagem preta embaixo.

Reforço acústico = estrutura cística em um órgão solido que


permite a passagem rápida do som, forma uma imagem branca
depois do cisto que é chamada reforço acústico.

Condução do som é mais rápido pelo meio sólido, já a propagação


do som é mais rápida no ar. Ressonância ponderada em T1 → Líquor é preto. Tudo que é
líquido fica preto em T1. Bom para ver estruturas anatômicas.

Sombra acústica Reforço acústico

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

Princípio Básico: magnetismo (núcleos de hidrogênio) –


alinhamento dos spins. Se baseia nos átomos de hidrogênio para Ressonância ponderada em T2 → Líquor é branco. Água brilha
formar imagem. em T2. Bom para ver processo patológico, [Link]., inflamação, edema.

Possui vários planos de corte (axial, coronal e sagital) Contraindicações:

Vantagens: • Marcapassos cardíacos


• Próteses metálicas
• Excelente resolução de contraste.
• Não usa radiação, usa pulso de radiofrequência. O exame de RM também possui uma caracteristica peculiar, a
capacidade da supressão da gordura nas suas sequências.
INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Sara Bezerra Motta Câmara 3

Nesta técnica, todo o sinal da gordura torna-se hipointenso (preto),


permitindo a diferação de eventual dúvida em relação a alguma
imagem suspeita onde a presença de tecido adiposo possa
prejudicar a adequada análise da lesão.

Gordura atrapalha a RMN pois ela é sempre branca em T1 e T2,


dificultando a diferenciação da água.

Técnica de supressão de gordura:

Lesão hiperecoica com sombra acústica no interior do colédoco = cálculo.

Suprimiu a gordura. Fica visível o edema na imagem da direita.

MEIOS DE CONTRASTE
Lesão hipodensa em fígado em TC
Substâncias utilizadas na radiologia com o objetivo de promover
diferentes atenuações nos tecidos a serem examinados.

Administração oral e endovenosa.

Os meios de contraste sempre são brancos. São captados por


estruturas vascularizadas. É radiopaco no RX, hiperdenso na TC e
hiperintenso na RNM.

Substancias administradas:

• Iodo (iônico e não-ionico) – usado no RX e TC. 1. 2.


• Bário – usado no RX e TC. 1. Lesão radiotransparante na diáfise da tíbia em radiografia
• Gadolínio – usado na RNM. 2. Lesão radiopaca na base do 3º dedo.

Imagem hipoecoica em lobo hepático direito com intenso reforço acústico


posterior.

Estomago e duodeno contrastado Enema opaco.

EXEMPLOS

Ressonância em T1. Lesão hiperintensa à direita.

Tomografia x Ressonância Lesão radiopaca em pulmão direito em radiografia.


INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM Sara Bezerra Motta Câmara 4

Tomografia corte axial janela partes moles. Lesão hipodensa em hemisfério


cerebral esquerdo.

Ressonância magnética do crânio em corte axial. Lesão hiperintensa no


hemisfério direito.

MACETE:
• Tudo que é branco é hiper.
• Tudo que é preto é hipo.
NEURORRADIOLOGIA Sara Bezerra Motta Câmara 1

NEURORRADIOLOGIA » Microangiopatia ou doença de pequenos vasos

ALTERAÇÕES VASCULARES • Caracteriza-se por ser uma doença oclusiva microvascular que
acomete principalmente os ‘’territórios de fronteira’’.
1. Lesão vascular isquêmica – obstrução do fluxo sanguíneo. • Manifesta-se como focos hipodensos na TC.
2. Lesão vascular hemorrágica – ruptura vascular. • É uma doença degenerativa que evolui com a idade e
apresenta-se mais acentuada em hipertensos e diabéticos.
DOENÇA VASCULAR ISQUÊMICA
• Os chamados ‘’territórios de fronteira’’ são aquelas
Territórios vasculares (regiões do encéfalo irrigadas pelas regiões limítrofes entre os territórios arteriais, onde a
principais artérias do SNC): vascularização encefálica é mais debilitada (áreas em amarelo).

• A. cerebral anterior (ACA).


• A. cerebral média (ACM).
• A. cerebral posterior (ACP).
• A. cerebelar pósteroinferior (PICA).
• A. cerebelar anteroinferior (AICA).
• A. cerebelar superior (ACS).

Pode-se caracterizar com precisão a artéria que foi comprometida em


virtude da área afetada pela lesão isquêmica.

» Achados Radiológicos da Lesão Isquêmica na TC: DOENÇA VASCULAR HEMORRÁGICA

• Sensibilidade diagnóstica nas primeiras 24 horas: 70%. Classificada quanto a sua localização em:
• Lesão hipodensa em território arterial comprometido.
• Área de edema perilesional – exerce efeito de massa, podendo • Hemorragia intraparenquimatosa.
levar a compressão e desvio de estruturas. • Hemorragia intraventricular.
• Apagamento dos sulcos e fissuras devido ao edema. • Hemorragia subdural e extradural.
• Hemorragia subaracnóidea.

As hemorragias intraparenquimatosas são consideradas intra-axiais


(lesão se localiza dentro do parênquima do SNC), enquanto as
hemorragias subdural, extradural e subaracnoide, são consideradas
extra-axiais (as lesões estão dentro do crânio ou canal vertebral,
mas fora do parênquima do SNC).

» Etiologia

• Trauma.
Lesão hipodensa com apagamentos dos sulcos e das fissuras.
• Hipertensão.
» Infarto Lacunar • Aneurismas.
• Malformações vasculares.
• Também é uma lesão isquêmica, mas decorrente da obstrução • Coagulopatias.
de pequenas artérias (geralmente aa. penetrantes profundas).
• Prematuridade (hemorragias da matriz germinativa →
• Comprometem principalmente a cápsula interna, gânglios da precursor neuronal).
base, tálamos e regiões paramedianas do tronco cerebral.
• AVCI com reperfusão (50-70%).
• Vão se apresentar como pequenas áreas hipodensas no
• Neoplasias.
parênquima cerebral profundo (CT).
» Achados Radiológicos da Lesão Hemorrágica na TC:

• Estágio agudo (1-7 dias): lesão hiperdensa, bem marginada,


edema perilesional e halo hipodenso devido ao edema.
• Estágio subagudo (1-4 semanas): progressivamente
isodenso em relação ao parênquima.
• Estágio crônico (> 4 semanas): progressivamente hipodenso
em relação ao parênquima evoluindo para encefalomalacia
(área de tecido cerebral destruído).
NEURORRADIOLOGIA Sara Bezerra Motta Câmara 2

Áreas hiperdensas no interior dos sulcos e fissuras encefálicas compatíveis


AVC hemorrágico subagudo AVC hemorrágico agudo com sangue (setas). Perceber que os sulcos e fissurais normalmente são
hipodensas, pois são preenchidos por líquor (pontas de setas).
» Lesões hemorrágicas intracranianas são classificadas em:
Obs.: Paciente com quadro clínico de AVC, mas sem alteração na
• Hemorragias intra-axiais: ocorrem dentro do parênquima TC, deve ser tratado como AVC isquêmico pois 30% das vezes a
do SNC, como o AVC hemorrágico. alteração pode aparecer apenas 24h depois, enquanto no AVC
• Hemorragias extra-axiais: ocorrem dentro do crânio, mas hemorrágico a alteração ocorre na hora!
fora do parênquima do SNC, ou seja, entre as meninges.
▪ Hematoma extradural. TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
▪ Hematoma subdural.
▪ Hemorragia subaracnóidea. EDEMA CEREBRAL

» Hematomas intracranianos extra-axiais: • 10-20% dos acidentes graves.


• Mais comum em crianças.
a) Hematoma extradural (entre dura-máter e calota craniana): • Associação com hematoma subdural (80%) e epidural (9%)
• 24 a 48h para desenvolver.
• Geralmente, rotura da artéria meníngea média.
• Apresenta-se como uma área de hipodensa na TC e
• Densidade heterogênea (depende da fase do sangramento).
hiperintensa em T2 na RM, com perda da definição
• Aspecto biconvexo, com efeito de massa. córtex/substâncias branca, obliteração dos sulcos e fissuras e,
em casos mais graves, compressão ventricular.

Lesão hiperintensa na RM em T2.

HERNIAÇÕES CEREBRAIS
b) Hematoma subdural (entre dura-máter e aracnoide-máter):
Caracterizam-se pela migração anômala do parênquima encefálico
• Geralmente, ruptura de veias subdurais e artérias corticais. decorrente de um efeito compressivo. Os tipos de herniações são:
• Densidade heterogênea (depende da fase do sangramento).
• Aspecto em crescente, com efeito de massa. • Subfalcine ou subfalcial: a herniação ocorre por baixo da
foice cerebral.
• Amigdaliana: as amigdalas cerebelares herniam pelo forame
magno.
• Transtentorial: o parênquima encefálico hernia pelo
tentório. São classificadas em:
▪ Ascendente: vermis e hemisférios cerebelares herniam
para cima através do tentório.
▪ Descendente: uncus e giro para-hipocampal herniam
para baixo através do tentório (tenda do cerebelo).

c) Hemorragia subaracnóidea (entre aracnoide e pia-máter):

• Lesão de vasos da pia-máter e aracnoide-máter, ruptura de


aneurismas ou hemorragias intraparenquimatosas que atingem
o espaço subaracnoide através do sistema ventricular.
• Áreas de sangramento entre os sulcos cerebrais, fissuras e
cisternas em virtude da intimidade da pia-máter com estes.
NEURORRADIOLOGIA Sara Bezerra Motta Câmara 3

PROCESSOS INFECCIOSOS E INFLAMATÓRIOS

NEUROTOXOPLASMOSE

• A infecção ocasionada pelo Toxoplasma gondii, geralmente não


apresentava nenhuma repercussão clínica significativa, exceto
nas gestantes em virtude de seu efeito teratogênico.
• No entanto, com o surgimento da SIDA e das terapias
imunossupressoras, esse parasite adquiriu uma nova
importância clinica tornando-se, atualmente, a mais frequente
infecção parasitária do SNC nesses pacientes.
• Radiologicamente, caracteriza-se por múltiplas lesões de
aspecto nodular, contornos irregulares e realce anelar pelo
meio de contraste, associadas a halo de edema e de
distribuição aleatória pelo parênquima encefálico.

MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS

São alterações decorrentes de distúrbios do desenvolvimento


neural que podem ser geneticamente determinados ou adquiridos.

HIDROCEFALIA

Decorre de um distúrbio da circulação do líquor, que pode estar


relacionado a um processo obstrutivo que impede sua drenagem,
uma produção excessiva ou com a deficiência de sua reabsorção,
resultando em uma dilatação ventricular progressiva e hipertensão CISTICERCOSE
intracraniana.
• É a infecção parasitária mais comum do SNC. Decorre da
infestação do homem pela larva do Cysticercus cellulosae, da
Taenia solium e raramente da Taenia saginata.
• A neurocisticercose intraparenquimatosa apresenta 4
diferentes estágios patológicos dependendo da fase de
evolução do processo: fase vesicular, vesicular-coloidal,
nodular-granular e nodular-calcificada.
▪ No estágio vesicular, observamos lesões císticas com
paredes delgadas, pode ser visualizado o escólex
excentricamente no cisto, usualmente sem realce pelo
meio de contraste e sem edema.
CISTOS ARACNOIDES ▪ A fase vesicular-coloidal é o inicio da degeneração da
larva, verifica-se um realce anelar pelo meio de contraste
• São lesões congênitas da membrana aracnoide que se e presença de edema adjacente à lesão.
expandem acumulando líquor. Sua patogênese é discutida, mas ▪ No estágio nodular-granular, ocorre uma retração e
acredita-se que resultem de uma delaminação focal da espessamento da parede do cisto, com redução do
aracnoide durante a embriogênese. Correspondem edema, o escólex calcifica e pode ainda haver algum realce
aproximadamente a 1% de todas as lesões intracranianas. anelar pelo contraste.
• Caracterizam-se por uma lesão com densidade e sinal ▪ Na fase nodular calcificada, a lesão tem calcificação
compatível ao líquor. completa, sem realce pelo contraste e sem edema.
• Os lugares mais comuns são fossa temporal, região suprasselar
e fossa posterior.

Fase vesicular: lesão cística (seta), sem edema perilesional, sem realce pelo
gadolínio e presença do escólex no interior do cisto, excentricamente.

1. Lesão hipodensa com a mesma densidade do líquor em TC.


2. Lesão apresenta hipossinal em RM T1 pois é composta por líquor.
NEURORRADIOLOGIA Sara Bezerra Motta Câmara 4

» Astrocitoma de Baixo Grau e Anaplásico


Fase vesicular-coloidal: início da degeneração do cisto, deformidade da
lesão cística com áreas de edema ao redor da lesão (seta).
• Predominam em adultos jovens;

Características da lesão:

• Lesões expansivas infiltrativas, heterogêneas com realce


variado pelo meio de contraste, associados a edema.

Fase nodular calcificada: várias lesões com calcificação completa sem realce
pelo contraste e sem edema.

NEOPLASIAS

ASTROCITOMAS 2. RM em T1 com contraste. Astrocitoma anaplásico.

O processo neoplásico dos astrócitos é o mais frequente tumor » Glioblastoma Multiforme


maligno do SNC (70%).
• Astrocitoma de alto grau de malignidade (grau IV).
Segundo a OMS, eles podem ser divididos em 4 subgrupos: • Corresponde a 50% dos Astrocitomas.
• Pico entre os 45 e 70 anos.
• Astrocitoma pilocítico: GRAU I • Prognóstico após diagnóstico (9 a 12 meses).
• Astrocitoma de baixo grau: GRAU II
• Astrocitoma Anaplásico: GRAU III
• Glioblastoma Multiforme: GRAU IV

» Astrocitoma Pilocítico:

• Considerados benignos, mas com grau relativo de malignização


• Predomina em crianças abaixo dos 7 anos de idade.

Características da lesão:

• Massa de contornos regulares.


• Sólido-cística – lesão cística com nódulo periférico.
• Impregnação pelo contraste do componente sólido. Características da lesão:
• Edema vasogênico.
• Lesão expansiva (com grande efeito de massa).
• Infiltrativa.
• Realce heterogêneo pelo meio de contraste.
• Áreas de necrose central na lesão.
• Acentuado edema perilesional.

» Metástases

O SNC é um local comum de metástases hematogênicas.

As metástases para o SNC decorrem principalmente de neoplasias


originárias do pulmão, mama, melanomas, rim e TGI.

Obs.: Na visualização de 2 ou mais nódulos, deve-se considerar


metástase.
NEURORRADIOLOGIA Sara Bezerra Motta Câmara 5
RADIOLOGIA TORÁCICA E MAMÁRIA Sara Bezerra Motta Câmara 1

RADIOLOGIA TORÁCICA • À esquerda, os três componentes principais são o arco


aórtico, o tronco da artéria pulmonar e o ventrículo esquerdo.
Como visto, os aspectos de imagem da radiologia geral são
descritos de acordo com uma escala de cinza, que corresponde a
sua densidade, e que podem ser classificadas em imagens radiopacas
(brancas) e radiotransparentes ou radiolucentes (pretas).

As estruturas radiopacas do tórax são representadas pelos


elementos ósseos, seguidos por ordem de densidade pelas
estruturas com atenuação de partes moles e líquidas (coração,
estruturas mediastinais, hilares e sangue) e pelo parênquima
pulmonar e pelo ar (estruturas radiotransparentes).

Para uma melhor compreensão, a análise radiológica do tórax é


dividida em três partes:

1. Anatomia radiológica.
2. Semiologia radiologica do tórax.
3. Patologias torácicas.
Índice cardiotorácico: avalia subjetivamente o tamanho do
ANATOMIA RADIOLÓGICA DO TÓRAX: coração. Considera o coração de tamanho normal quando o seu
maior diâmetro transverso não ultrapassa 50% do diâmetro dos
• Campos pleuropulmonares campos pleuropulmonares.
• Seios costo e cardiofrênicos
• Estruturas ósseas
• Diafragma
• Mediastino

O mediastino:

Região localizada entre os campos pleuropulmonares e se estende


no sentido crânio-caudal da abertura superior do tórax ao
diafragma. Abrange todas as vísceras torácicas, exceto pulmões e
pleuras. Existem várias classificações para sua subdivisão, mas
consideramos a mais didática a que o divide em mediastino
superior, acima do nível do pericárdio, e três divisões inferiores: Índice normal à esquerda. Índice aumentado à direita, indicando um
anterior, média e posterior. O diagnostico diferencial das aumento da área cardíaca.
patologias mediastinais estão relacionados a essa divisão.
RADIOGRAFIA SIMPLES
O mediastino superior contém o esôfago e a traqueia
posteriormente, e parte do timo e os grandes vasos anteriormente, A radiografia do tórax é apresentada através de incidências
além de linfonodos. O mediastino anterior contém poucas específicas, cuja denominação indica o posicionamento do paciente
estruturas. Está localizado na frente do coração e atrás do esterno, em relação a película radiográfica e o feixe de raios-x. As incidências
contém parte do timo, gordura e alguns linfonodos. O mediastino de rotina são a posteroanterior – PA (paciente de costas para o
médio compreende o pericárdio e o coração, os nervos frênicos, feixe) e a incidência em perfil (paciente ao lado da película).
além da aorta ascendente, arco aórtico e o tronco da artéria
Por que a radiografia de tórax é feita em PA e não AP? A
pulmonar. O mediastino posterior está situado atrás do pericárdio
radiografia em PA é mais utilizada em razão da divergência que
e contém a parte descendente da aorta torácica, linfonodos, o
sofrem os feixes de raios X, distorcendo estruturas que estão mais
ducto torácico, o nervo vago, gordura, as veias ázigos e hemiázigos,
distantes da película. Daí, para não haver um aumento da área
esôfago e raízes nervosas.
cardíaca, o mediastino deve ficar o mais próximo possível do filme.
A radiografia de tórax é realizada a uma distância de 1,80 metros,
permitindo, assim, a formação de uma imagem com dimensões
aproximadas ao real.

Na radiografia póstero-anterior (PA), os contornos do mediastino,


formam curvas, duas a direita e três a esquerda.

• À direita, a parte superior é formada pela veia cava superior Imagem em PA. Abertura das escápulas para melhor visualização do
(VCS) e a inferior pelo átrio direito. pulmão.
RADIOLOGIA TORÁCICA E MAMÁRIA Sara Bezerra Motta Câmara 2

2) Inspiração correta

O exame deve ser realizado com o paciente em apneia inspiratória


máxima. Para saber se a inspiração está adequada, deve haver 9-11
costelas posteriores projetando-se sobre os campos pulmonares.

A visualização de menos arcos costais constitui um pulmão


hipoinsuflado, enquanto a visualização de mais arcos costais (11 ou
12) representa um pulmão hiperinsuflado.

PA Perfil

PARÂMETROS TÉCNICOS

Na avaliação da radiografia de tórax, devemos sempre levar em


consideração se o exame está:

1. Com dose de radiação adequada (penetração dos raios X);


2. Bem inspirado;
3. Adequadamente centrado.

Antes de avaliar a radiografia, deve-se saber se o exame está


seguindo os parâmetros técnicos.

1) Dose de radiação:

Em uma radiografia do tórax com penetração ideal, devemos ser


capazes de visualizar a sombra da coluna vertebral apenas nas suas
porções mais superiores (contorno de pelo menos 3 corpos
vertebrais acima do botão aórtico).

Exames onde a coluna é visualizada na sua totalidade estão muito


penetrados, a não ser que tenham sido realizados em filmes
especiais, ou com sistema digital, onde é possível a visualização de
toda a coluna e das linhas mediastinais. Já numa radiografia pouco Pulmão hipoinsufilado. Dose de radiação ótima.
penetrada (pouca radiação), o contorno não é bem definido em
3) Alinhamento
nenhum ponto do mediastino.
O exame bem centrado consiste no alinhamento das estruturas
anteriores e posteriores na caixa torácica e as bordas mediais das
clavículas devem estar equidistantes do centro da coluna. Além
disto, as escápulas devem estar fora dos campos pulmonares.

Dose de radiação bem feita quando pode-se visualizar 3-4 vértebras.


Alinhamento das clavículas.

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA

A tomografia computadorizada é o método por imagem mais


sensível para avaliação do parênquima pulmonar, em parte
devido a sua alta sensibilidade e a não sobreposição de imagens.

O exame será representado em uma janela específica para avaliar o


Pouca radiação Muita radiação parênquima pulmonar e outra para avaliar o mediastino. Logo, na
TC de tórax são 3 janelas: Janela óssea, janela de partes moles e
janela pulmonar.

Radiografia analógica vs. radiografia digital. À esquerda, janela parênquima pulmonar. À direita, janela partes moles.
RADIOLOGIA TORÁCICA E MAMÁRIA Sara Bezerra Motta Câmara 3

SEMIOLOGIA DO ESPAÇO AÉREO

A ocupação ou substituição do ar no espaço aéreo é denominada


consolidação, e se traduz na radiografia e na TC como aumento
homogêneo da atenuação do parênquima pulmonar (branco).

A redução do espaço aéreo por colapso (ou colabamento) do


parênquima pulmonar é denominada atelectasia. A área afetada
vai apresentar um aumento da densidade (sem o ar fica só o
interstício), e, por causa da presença da pressão negativa no espaço
pleural, que permanece mantendo as pleuras unidas, as estruturas
móveis no tórax serão deslocadas para o lado da atelectasia.
Paciente em decúbito lateral evidenciando a opacificação da periferia do
Broncograma aéreo: brônquio pérvio em meio a consolidação; hemitórax em decorrência do derrame pleural que se desloca pela
imagem radiotransparente tubuliforme no interior da consolidação. gravidade.
Achado clássico na pneumonia, linfoma pulmonar e alguns tipos de
tumores malignos como carcinoma bronquíolo alveolar.

Vasos do hemitórax direito só vão até a linha branca apontada pela seta
(representa a pleura visceral).

Branco – consolidação. Broncograma – preto em meio a consolidação.

SEMIOLOGIA PLEURAL

O espaço pleural é um espaço virtual que contém uma fina lâmina


líquida que separa as pleuras visceral e parietal, que recobre a caixa
torácica. A pleura pode ser acometida por processos traumáticos,
inflamatórios, infecciosos e tumorais.

O derrame pleural é um dos achados mais comuns na doença


pleural ou em contiguidade com esta. Caracteriza-se pela presença
de líquido no espaço pleural separando as duas pleuras. Como tem
Pneumotórax na TC.
densidade moderada, na radiografia apresenta-se como imagem
radiodensa, de contornos regulares, que, quando livre, deposita-se DOENÇAS INFECCIOSAS
nas bases pulmonares, obliterando os seios costofrênicos.
Broncopneumonia: caracteriza-se por inflamações em placas
Outro aspecto semiológico da pleura é a presença de ar no espaço acometendo vários focos de consolidação, com tendência a
pleural ao invés de água, caracterizando o pneumotórax. Este se confluência e esparsos no parênquima.
apresenta pela visualização do folheto visceral separado do parietal.
Abscesso: cavidade secundária a processo infeccioso piogênico, ou
seja, é uma complicação de uma consolidação pulmonar. A imagem
do abscesso corresponde à área de opacidade pulmonar, que,
quando encontra um brônquio, drena e pode apresentar níveis
hidroaéreos, o que caracteriza a lesão.

Infecção miliar: acontece quando o patógeno está distribuído na


corrente sanguínea, o que promove sua distribuição de maneira
quase uniforme no pulmão.

Opacificação do seio costofrênico (ponta entre diafragma e costelas) –


primeiro local onde aparece o derrame pleural.

Uma manobra, que pode ser realizada para diferenciar um derrame


pleural de outra lesão que opacifique o seio costofrênico, é a
realização de incidência com o paciente em decúbito lateral.
Se realmente for derrame, a gravidade fará que ele escorra para a
periferia do hemitórax, o que não ocorreria em uma lesão sólida.
Consolidação (branco) e broncograma aéreo (preto apontado pela seta).
RADIOLOGIA TORÁCICA E MAMÁRIA Sara Bezerra Motta Câmara 4

Bronquiectasias

Caracterizam-se pela dilatação irreversível da árvore brônquica.


Há várias etiologias para estas infecções como síndromes de
discinesia ciliar, tumores, etc.

Abcesso. Presença de nível hidroaéreo – ar em cima, liquido em baixo.

Imagem da esquerda – brônquio e vaso na relação de 1:1 normal / Imagem


da direita – bronquiectasia.

Enfisema pulmonar

Consiste em destruição do parênquima pulmonar, e esta destruição


Radiografia simples e TC de tórax com infiltrado micronodular difuso em forma áreas onde o ar fica aprisionado, e sua delimitação com o
paciente com tuberculose miliar. parênquima remanescente forma as bolhas e cistos aéreos
característicos da doença enfisematosa.
Tuberculose Pulmonar
Os achados na radiografia simples constituem sinais indiretos do
A tuberculose pulmonar, causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou aumento do espaço aéreo como:
bacilo de Koch, é dividida em primária (primoinfecção) e secundária.
• Aumento do diâmetro anteroposterior do tórax.
A forma primária é a que ocorre em indivíduos que ainda não
• Aumento dos espaços intercostais
tiveram contato com o bacilo, sendo, portanto, mais comum em
• Retificação das cúpulas diafragmáticas
crianças. A forma secundária desenvolve-se a partir de uma nova
infecção (reinfecção exógena) ou da reativação de bacilos latentes. • Hipertransparencia pulmonar

Na primoinfecção, a bactéria atinge o alvéolo onde vai desencadear


uma reação inflamatória pela sua proliferação que culmina em atrair
macrófagos que vão tentar conter o processo infeccioso. Se o
processo inflamatório contiver a lesão, ocorrerá a formação de um
granuloma, pequena lesão nodular calcificada.

Radiografia simples do tórax em perfil demonstrando a hipertransparência


pulmonar, o aumento do diâmetro anteroposterior do tórax e a
retificação das cúpulas diafragmáticas (seta).

Os achados por imagem na TCAR do tórax, caracterizamos áreas


hipodensas difusas pelos campos pulmonares, com perda da
Granuloma residual relacionado com a sequela da tuberculose. Pequena arquitetura habitual e formação de bolhas e cistos aéreos.
imagem calcificada de contornos regulares.

Na forma secundária ou pós-primária, a infecção irá surgir após o


período de latência do primeiro contato com o bacilo, que desta
vez vai se alojar nos ápices pulmonares, evoluindo para um
processo consolidativo que cavita, forma um exsudato inflamatório
(caseum) que é expelido ao encontrar um brônquio, dando o
aspecto típico de consolidação com lesões cavitadas.

Corte de TC evidenciando áreas hipodensas difusas comprometendo o


parênquima pulmonar.

TUMORES PULMONARES

As lesões pulmonares expansivas devem ser classificadas de acordo


com seus aspectos em benignas e malignas.
(a) radiografia simples com cavitação em lobo superior esquerdo. (b) TC
de tórax com consolidação com área de cavitação central Principal etiologia: fumo.
RADIOLOGIA TORÁCICA E MAMÁRIA Sara Bezerra Motta Câmara 5

Critérios de malignidade:

• Lesão de contornos espiculados ou irregulares.


• Nódulos com densidade de partes moles e que captem o meio
de contraste endovenoso, que tendem a apresentar um tempo
de duplicação rápido (em média 18 meses).

TC de tórax com janela para partes moles evidenciando processo


expansivo em mediastino anterior/superior em um paciente com timoma.

Lesão nodular de contorno espiculado – característica de malignidade.

Os pulmões são sede frequente de lesões metastáticas, que podem


alcança-los por via hematogênica, linfática ou endobrônquica.

As metástases para o pulmão em 80% dos casos são provenientes


de lesões primárias mamárias, do esqueleto e sistema geniturinário.
Aneurisma de aorta. Observar aumento do diâmetro da aorta ascendente
(seta) em relação a aorta descendente (ponta de seta).

Radiografia simples evidenciando múltiplas lesões nodulares


comprometendo difusamente os pulmões em um paciente com neoplasia.
Linfoma. Volumosas linfonodomegalias hilares à direita (seta), abaulando o
mediastino, obliterando o contorno cardíaco (sinal da silhueta).
TRAUMA TORÁCICO

• Pneumotórax RADIOLOGIA MAMÁRIA


• Derrame pleural (hemotórax) Câncer de mama (1:10 mulheres).
• Fraturas
• Tamponamento cardíaco Fatores de risco: idade, história familiar, número de gestações e
• Contusão pulmonar lactação.
• Lesão diafragma
MAMOGRAFIA
• Lesão aórtica
• Lesão do esôfago Princípio básico: raios-x.
Patologias mediastinais Incidências:
As patologias encontradas no mediastino estão geralmente • Crânio-caudal (CC)
associadas às estruturas em seu interior, deste modo podemos • Médio-lateral obliqua (MLO)
classifica-las de acordo com a região mediastinal comprometida. • Spots de compressão (ampliações)

Imagem de cima: incidência médio-lateral-oblíqua. Imagem de baixo:


incidência crânio-caudal.
RADIOLOGIA TORÁCICA E MAMÁRIA Sara Bezerra Motta Câmara 6

Mamografia de Rastreamento (screening): • Calcificações:


▪ Microcalcificações
• 1ª mamografia: 35-40 anos. ▪ Agrupadas
• Até os 50 anos: anual ou a cada 2 anos. ▪ Tamanhos e formas irregulares (pleomórficas)
• Acima dos 50 anos: anual.
• Sempre realizar o autoexame.

Microcalcificações. Nódulo estrelado.

Aspecto normal das mamas. O tecido fibroglandular é denso (ponta de BIRADS


seta) e a gordura radiotransparente (preta - seta).
Em 1988 surgiu o Breast Imaging Reporting and Data System
(BIRADS), produzido pelo American College of Radiology.

Uma padronização da descrição, relatório e recomendação dos


laudos primeiramente mamográficos e, em condições subsequentes,
dos laudos de ultrassom e ressonância magnética das mamas.

• Birads 0 (mamografia inconclusiva): exame adicional. Ex.,


mama densa em jovens.
• Birads 1 (mamografia negativa): controle anual. Não há
achados que sugerissem algo.
• Birads 2 (lesão benigna): controle anual.
• Birads 3 (lesão provavelmente benigna): repetir em 6
meses; eventualmente biópsia.
Em mulheres jovens, não adianta fazer mamografia pois a mama é densa.
Deve-se fazer ultrassonografia mamária. • Birads 4 (lesão suspeita): biópsia. Ex., microcalcificações
pleomórficas.
• Birads 5 (lesão provavelmente maligna): biopsia. Ex.,
nódulo estrelado, espiculado.
• Birads 6 (lesão já biopsiada como maligna, mas não
retirada ou tratada).

Mama com prótese de silicone.

Em casos de implantes mamários, manobras para rechaçar os


implantes são utilizados para demonstrar o tecido mamária,
denominada manobra de Eklund.

Manobra de Eklund.

Sinais de malignidade:

• Densidade elevada
• Margens espiculadas
• Distorção arquitetural
• Espessamente de pele
• Retração mamilar
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 1

RADIOLOGIA ABDOMINAL RADIOLOGIA HEPÁTICA

RADIOGRAFIA SIMPLES DO ABDOME • Radiografia simples não permite uma adequada visualização do
fígado. Consegue-se visualizar apenas a sombra hepática que é
• Incidencia antero-posterior (AP) em decúbito e ortostase. muito inespecífica.
• Existe um protocolo de rotina para toda suspeita de abdome • O advento da USG, TC e RNM permitiram um grande avanço
agudo: AP em decúbito, em ortostase e transição tóraco- na radiologia hepática.
lombar (ou tóraco-abdominal com o paciente em pé com o
objetivo de avaliação de pneumoperitoneo). » ANATOMIA:

» AVALIAR: • Caracterização das vias biliares.


• Caracterização da densidade hepática pela TC (50-80 UH).
• Sombra do músculo psoas;
• Distribuição de gases abdominais (bolha gástrica, gases LESÕES BENIGNAS
intestinais, pneumoperitônio);
A) LESÕES CÍSTICAS:
• Sombras renais e hepática;
• Calcificações patológicas ou fisiológicas (renais, ureterais, • Cistos simples: lesão cística, de baixa densidade, sem realce
pancreáticas, apendicolitos, flebolitos); pelo meio de contraste e sem capsula.
• Coluna vertebral. • Doença policística: múltiplas lesões císticas que acarretam a
destruição do parênquima hepático e aumento do órgão.
• Biloma: coleção de bile no parênquima; sequela de trauma.
• Abcesso: lesão hipodensa com capsula com realce pelo meio
Bolha Gástrica: pequena de contraste e presença de gases (20-30%) no interior da lesão
quantidade de ar localizada em fundo decorrente da formação gasosa por bactérias.
gástrico. Ao realizar o exame em
ortostase, todas as estruturas mais
pesadas por gravidade, vão manter-
se e o gás irá subir e se alojar na
região na mais alta do estômago.

Pneumoperitonio frequente em
perfuração de vísceras ocas.
Indicativo de abdome agudo.
Múltiplas lesões hipodensas no fígado sem evidencia de realce por meio
de contraste, com densidade próxima a 8 UH, caracterizando cistos
hepáticos simples.

B) LITÍASE BILIAR:

• USG (+ sensível): cálculo hiperecogenico com sombra acústica.


• TC (pouco sensível): cálculos hiperdensos em 30 a 40%;
• A dilatação das vias biliares é um achado indireto.

Obs.: A TC é um exame que apresenta baixa sensibilidade em


Distensão das alças do intestino virtude de apenas 30-40% dos cálculos de via biliar serem
delgado. Aspecto de
radiopacos ou hiperdensos, a maioria dos cálculos de via biliar são
‘’empilhamento de moedas’’.
radiotransparentes não sendo visíveis a radiografia ou a TC. Um
achado direto que pode ser caracterizado é a dilatação das vias
biliares, ou seja, posso não ver o cálculo, mas ele vai causar uma
obstrução e dilatar as vias biliares.

Nível hidroaéreo. Oclusão


intestinal com paralisia da peristalse.
Íleo paralítico.

USG da vesícula biliar. Duas lesões hiperecogenicas com sombra


acústica posterior relacionadas a litíase biliar.
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 2

• Áreas de necrose central.


• Pode haver calcificações e focos de tecido adiposo.

Radiografia de abdome. Múltiplas imagens radiopacas no interior da VB.


Achado não tão frequente em virtude de apenas 30-40% desse tipo de
cálculos aparecerem na radiografia já que a maioria é radiotransparente. TC. Setas delimitando uma lesão expansiva em lobo hepático direito.

C) COLECISTITE: B) METÁSTASES:

• Processo inflamatório da vesícula biliar. • Lesão maligna mais frequente.


• Etiologia: colelitíase. • Única ou múltipla (mais frequentes).
• Achados radiológicos: • Cólon, estômago, pâncreas, mama e pulmão.
▪ Espessamento parietal. • Lesões hipoatenuantes com realce heterogêneo.
▪ Borramento da gordura perivesicular. • Áreas de necrose central.
▪ Colelitíase.

Obs.: No processo inflamatório intraperitoneal há edema, isto é,


acumulo de água. Como a água é mais densa (mais branca), ela irá
infiltrar a gordura adjacente ao órgão comprometido, elevando a
densidade da gordura peritoneal adjacente.

DOENÇAS DIFUSAS

A) CIRROSE:

• Processo difuso de fibrose do parênquima hepático.


Seta abaixo – aponta a presença de 2 cálculos no interior da VB // Seta • Etiologia: álcool, inflamatórias (hepatites, colangite), drogas e
acima – aponta a gordura peritoneal adjacente a VB (hipodenso - escuro). metabólicas (doença de Wilson, hemocromatose).
• Aspectos radiológicos:
▪ Redução volumétrica.
▪ Bordos serrilhados.
▪ Nódulos regenerativos.
▪ Esplenomegalia.
▪ Circulação colateral.
▪ Ascite.

Seta abaixo – aponta a parede espessa da VB // Seta acima – aponta a


gordura perivesicular espessada, densificada (aumentada de
densidade) devido ao edema.

LESÕES MALIGNAS

A) HEPATOCARCINOMA:

• Tumor maligno primário mais frequente.


• Condições predisponentes: cirrose (etanol), hepatite, Pontas de seta – área hipodensa (7-8 UH) envolvendo o fígado, baço e
hemocromatose. estomago caracterizando liquido livre em cavidade peritoneal, isto é,
• Lesão expansiva c/ realce heterogêneo pelo meio de contraste. ascite // Setas longas – aspecto serrilhado das margens do fígado
decorrente do processo fibrótico.
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 3

B) ESTEATOSE:

• Infiltração gordurosa do parênquima hepático;


• Focal, multifocal ou difusa;
• USG, TC e RM.
• Etiologia: idiopática, hepatite, álcool, diabetes, obesidade,
corticoterapia e drogas citotóxicas.

Apêndice com parede espessada, hiperdensa (realce pelo contraste). Seta


apontando a parede espessada e a gordura adjacente ao apêndice bastante
hiperdensa, diferente da gordura retroperitoneal mais preta.

B) DIVERTICULITE:

Áreas hiperecóicas em parênquima hepático devido ao acumulo de gordura. • Diverticulose (10% > 45 anos; 80% > 80 anos).
• Obliteração do pedículo – inflamação.
• Aumento da densidade da gordura pericólica (achado mais
significativo).
• Espessamento da parede.
• Presença de divertículos.

Obs.: Diverticulose é a doença diverticular dos cólons com maior


prevalência em pacientes idosos acima de 80 anos. Ocorre devido
a fragilidade da parede mucosa do intestino grosso com formação
de pequenas saculações, formando os divertículos. Quando a
obliteração do pedículo de um divertículo evolui para processo
inflamatório com ruptura do divertículo e extravasamento de
TC. Área hipodensa no parênquima hepático devido a infiltração gordurosa. material fecal, levará a um grande processo inflamatório adjacente
a esse divertículo caracterizando a diverticulite.

À esquerda – divertículos preservados. À direita, divertículos na TC


RADIOLOGIA DO TRATO GASTROINTESTINAL (gordura peritoneal preservada – sem borramento adjacente).

A) APENDICITE:

• Inflamação pericecal (borramento da gordura peritoneal).


• Espessamento da parede, presença de apendicolitos e/ou
formação de eventuais abscessos.
• USG (95% acurácia), embora TC tenha melhor resolução.

Divertículo inflamado na fossa ilíaca esquerda. Observar gordura


peritoneal adjacente ao divertículo toda hiperdensa, caracterizando o
processo inflamatório em paciente com diverticulite.

C) NEOPLASIAS – ADENOCARCINOMA:

• Área focal de espessamento da parede intestinal com


superfície luminal irregular e lobulada.
• Ulceração.
• Sinal da ‘’maçã mordida’’.
Seta apontando apêndice normal. A gordura que envolve o apêndice é • Massas polipoides intraluminais.
preta de mesmo aspecto que o restante da gordura peritoneal. • Extensão pericólica.
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 4

Aspecto normal do pâncreas. Gordura peripancreática conservada.

Radiografia contrastada do esôfago = esofagograma. Setas apontam falha


de enchimento na luz do esôfago.

Pancreatite Aguda. Borramento da gordura adjacente ao pâncreas


principalmente na cabeça. Pâncreas com maior volume devido ao edema.

Sinal da maçã mordida. Tumor circunferencial envolvendo o cólon.


Acarreta espessamento da parede com afilamento do lúmen e
consequente afilamento da coluna do contraste no interior da alça.

Pancreatite Crônica. Pâncreas diminuído de volume com muitas


calcificações em seu parênquima.

C) NEOPLASIAS PANCREÁTICAS – ADENOCARCINOMA:

• Representa 80% das neoplasias pancreáticas (60% na cabeça do


pâncreas).
TC. Grande espessamento da alça na fossa ilíaca direita com afilamento da • Adultos > 55 anos (predomínio do sexo masculino).
luz do contraste em paciente com adenocarcinoma de cólon.
• Emagrecimento, dor abdominal, icterícia.
PÂNCREAS • Achados radiológicos:
▪ Aumento volumétrico.
A) PANCREATITE AGUDA: ▪ Efeito de massa.
▪ Sinais secundários (dilatação de Wirsung = dilatação do
• Decorrente da liberação de enzimas proteolíticas lipolíticas. colédoco devido ao processo obstrutivo).
• Etiologia: alcoolismo, litíase biliar, trauma, drogas e infecção.
• Achados radiológicos:
▪ Aumento volumétrico e diminuição da densidade (edema)
▪ Borramento da gordura peripancreática.
▪ Perda do contorno glandular.
▪ Dilatação ductal.
▪ Líquido peripancreático.

B) PANCREATITE CRÔNICA:

• Episódios agudos recorrentes com significativa morbidade e


longa duração.
• Geralmente com diminuição de volume (fibrose).
• Calcificações parenquimatosas.
• Sinais de pancreatite aguda (fases de agudização).
Setas apontam volumoso tumor de cabeça de pâncreas.
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 5

RADIOLOGIA DAS VIAS URINÁRIAS D) LITÍASE RENAL:

A) CISTOS RENAIS: • Densidade elevada (cálcica).


• Geralmente assintomáticos até obstrução.
• Massas renais mais comuns;
• Cólica renal (ureteral).
• Lesão hipoatenuante (CT), hipoecogênica (USG) e hipersinal
• Achados radiológicos:
em T2. Contornos lisos e bem definidos;
▪ Calcificações;
• Conteúdo homogêneo (0-20 UH); ▪ Hidronefrose;
• Sem realce pelo meio de contraste. ▪ Urinoma = obstrução intensa com extravasamento de
urina para região perirrenal.

Obs.: TC = exame padrão ouro para diagnostico de nefrolitíase.

Múltiplas lesões hipoecoicas com reforço acústico posterior.

B) CARCINOMA DE CÉLULAS RENAIS:

• Realça menos que o parênquima renal normal,


homogeneamente nas lesões pequenas e heterogeneamente
nas maiores (necrose/hemorragia).

TC com contraste x sem contraste.

C) NEOPLASIA DO PARÊNQUIMA RENAL BENIGNA –


ANGIOMIOLIPOMA:

• Tumor formado por tecido adiposo, músculo liso e vasos


sanguíneos (Hamartoma Renal).
• Pode se disseminar localmente.
• Dor, massa palpável, hemorragia e hematúria.
• Associação com esclerose tuberosa (80%). TC. À esquerda, calculo na junção ureterovesical e à direita, cálculo no
• Diagnóstico: gordura intralesional. ureter esquerdo.

Obs.: Cálculo de vias biliares – USG. Calculo de vias urinarias – TC.

Lesão homogênea com densidade de gordura (-68 UH).


RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 6
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 1

RADIOLOGIA MUSCULOESQUELÉTICA

NOMENCLATURA UTILIZADA

• Porose = perda da massa óssea de um osso; desmineralização


de um osso; osso porótico é mais radiotransparente.
• Esclerose óssea = aumento da densidade óssea; o osso
esclerótico é mais radiopaco que o normal.
• Lesão lítica = lesão destruidora de osso; é uma lesão
radiotransparente.
• Lesão blástica = lesão patológica formadora de osso; lesão Acima – lesão osteoblástica. Abaixo – lesão osteolítica.
radiopaca.
• Matriz condroide x óssea = relacionadas a neoplasias do
tecido ósseo. Existem 2 tipos: os que tem origem na cartilagem
e os que tem origem do tecido ósseo. Ex.: condrossarcoma é
um tumor ósseo de origem cartilaginosa; osteossarcoma é um
tumor ósseo de tecido ósseo propriamente dito.
• Reação periosteal = reação do periósteo, camada mais
externa do osso. Ocorre principalmente em 2 patologias:
neoplasias ósseas e as osteomielites crônicas.

Lesão osteolítica na metáfise proximal da tíbia.

Radiografia de tornozelo. À esquerda, imagem mais radiotransparente em


relação à imagem da direita pois o osso está mais porótico.

À esquerda, matriz óssea (bem branca e densa) osteoblástica e


esclerótica. À direita, matriz condroide (cartilaginosa) e lesão osteolítica
(observar aspecto salpicado ‘’em pipoca’’ da matriz cartilaginosa).

A seta em vermelho aponta áreas radiopacas na parte inferior de L5 e


superior de S1 devido à ausência de disco intervertebral que leva ao atrito
entre os ossos e consequente sobrecarga mecânica que estimula a
mineralização óssea, tornando-se radiopaco, o que caracteriza uma
esclerose dos platôs vertebrais adjacentes a L5 e S1.

Reação periosteal. Observe que o osso termina na parte mais branca


cortical e a partir do periósteo dele sai estruturas ósseas.

TRAUMA MUSCULOESQUELÉTICO

» AVALIAÇÃO RADIOLÓGICA DAS FRATURAS:

• Localização e extensão.
• Tipo:
▪ Completa: ruptura das 2 corticais, atravessa todo osso;
▪ Incompleta: ruptura de apenas uma cortical
Lesão radiopaca em corpo vertebral em paciente com história de câncer ▪ Cominutiva: completa onde há > 2 fragmentos ósseos;
de próstata com suspeita de metástase para coluna. As metástases de
• Alinhamento (avaliação importante para que não haja
câncer de próstata para osso são do tipo osteoblásticas. Além disso,
também é uma lesão esclerótica (mais branca que o normal - radiopaca). problemas na consolidação da fratura).
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 2

• Características especiais (impactação [fratura de ossos


longos ex., corpo vertebral], depressão [fratura de ossos
chatos ex., afundamento do osso frontal]).
• Envolvimento da placa de crescimento em caso de
fraturas de ossos longos (localizada na epífise, é responsável
pelo crescimento longitudinal do paciente. Caso a fratura
comprometa essa placa, pode haver problema de crescimento
no membro).
• Consolidação das fraturas está relacionada a formação do
calo ósseo. Traumatismo direito em osso frontal acarretando uma fratura por
afundamento ou depressão.

À esquerda, fratura cominutiva da região metaepifisária da região


proximal da tíbia (observar mais de 2 fragmentos ósseos). À direita, duas
fraturas completas desalinhadas na tíbia e fíbula + presença de outros
fragmentos na fratura fibular caracterizando uma fratura cominutiva. Formação de calo ósseo já consolidado. Observar que o calo ósseo se
apresenta esclerótico e bem denso, acarretando em abaulamento bilateral.

Calo ósseo em consolidação. Observar que de um lado já está todo


Fratura completa da fíbula desalinhada e fíbula com envergamento fechado, mas do outro ele ainda apresenta uma abertura.
completo, mas sem fratura com ruptura cortical. No entanto, esse
envergamento também é considerado um tipo de fratura chamada de
fratura em ‘’galho verde’’ (ocorre em crianças devido a não calcificação
completa das corticais ósseas e pela presença de força elástica no osso).

TC em corte axial e janela óssea. Fratura incompleta da tíbia.

TC da região da mandíbula com fratura completa do ramo mandibular.

Traumatismo craniofacial direita com um compendio de fraturas. Da Fratura de corpo vertebral por compactação onde o eixo de força foi de
direita para esquerda: fratura cominutiva, fratura linear, fratura por cima para baixo (craniocaudal). Fratura compressiva com achatamento
afundamento na região mais central e outras fraturas lineares. do corpo vertebral.
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 3

ESPONDILÓLISE E ESPONDILOLISTESE

Espondilolistese é o escorregamento de um corpo vertebral


sobre o outro devido a algum problema estrutural seja trauma ou
degenerativo, a vertebra perde seu eixo habitual e desloca-se
anterior, lateral ou posteriormente.

A principal causa é a espondilólise, isto é, a fratura da lâmina


articular do corpo vertebral.

Análise comparativa entre corpos vertebrais de paciente mais velho com


osteófitos x corpos vertebrais de paciente jovem sem osteófitos.

TC corte sagital janela óssea. L5 está bem distanciado da porção posterior


de S1, ou seja, o corpo vertebral escorregou (espondilolistese).

Radiografia de joelho. Observar marcada redução do espaço articular


tíbio-femoral à esquerda, diferente do espaço articular à direita com
espaço preservado. Observar a esclerose à esquerda (osso mais branco)
devido à sobrecarga mecânica pela destruição do menisco. Observar
também pequenos osteófitos nas margens femoral e tibial.

OSTEOARTRITE OU OSTEOARTROSE

• Doença articular degenerativa.


• Caracterizada pela destruição não inflamatória das articulações
• Predomina nos pacientes idosos.
• Compromete mais as articulações interfalangianas e as
Fratura da lâmina articular do corpo vertebral o que faz com que o sustentadoras de peso (coluna, quadris e joelhos).
corpo vertebral fique ‘’mais solto’’ e, devido ao eixo de força que ocorre
na coluna lombar, ele tende a deslocar-se anteriormente acarretando esse
deslizamento de um corpo vertebral sobre o outro.

DOENÇAS DEGENERATIVAS

» PRINCIPAIS ACHADOS:

• Osteófitos = alterações osteo hipertróficas.


• Pinçamento articular = diminuição do espaço articular.
• Anquilose óssea = fusão patológica de 2 ou mais ossos.
• Esclerose óssea = aumento da densidade óssea.
• Cistos subcondrais.
• Corpos livres intra-articulares (relacionados a fragmentos de
cartilagem calcificados).
Radiografia de paciente com escoliose acentuada. Observar que o eixo da
escoliose, onde há a concavidade, há osteófitos, esclerose e redução dos
espaços intervertebrais enquanto que na convexidade onde a sobrecarga
mecânica é menor não há esclerose nem osteófitos.

TC em corte axial mostrando esclerose do corpo vertebral e a formação


Radiografia frontal da coluna. Osteófitos ou ‘’bico de papagaio’’ = de osteófitos (anteriormente e lateralmente).
imagens pontiagudas saindo dos corpos vertebrais.
RADIOLOGIA ABDOMINAL Sara Bezerra Motta Câmara 4

HÉRNIA DE DISCO

• Abaulamento ou protusão do disco para o canal vertebral.


• Achados radiológicos:
▪ Radiografia: não caracteriza a hernia. Dá apenas sinais
indiretos da hernia de disco como redução do espaço e
esclerose.
▪ Tomografia: permite visualização, mas não é o melhor.
▪ Ressonância: exame padrão-ouro.

RNM corte sagital ponderada em T2. Observar hérnia de disco em L5-


S1 comprimindo as raízes da cauda equina. Disco intervertebral entre L5-
S1 está mais escuro (hipointenso), desidratado.

RNM em corte axial. Herniação saindo por trás do corpo vertebral


herniando para o canal vertebral e comprimindo a raiz nervosa posterior.

TC. Protusão discal comprimindo saco dural à esquerda de quem olha.

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