7
INTRODUÇÃO
De acordo com a OMS, cerca de 9 pessoas morrem no mundo a cada minuto devido a
um politraumatismo – seja ele por acidente automobilístico, queda de médias ou grandes
alturas, violência com armas de fogo ou incêndio, Se contarmos apenas os acidentes
automobilísticos, temos cerca de 1 milhão de mortes anualmente ao redor do mundo e 50
milhões de feridos significativamente – os acidentes automobilísticos são a principal causa
mundial de morte devido a trauma. Graças a esses números assustadores, nas últimas décadas
a comunidade médica decidiu sistematizar e triar pacientes politraumatizados com o emprego
do ATLS (advanced trauma life support) e um de seus maiores pilares, o ABCDE do trauma.
O trauma tem causa multifatorial sendo um dos principais agentes de morbimortalidade,
que pode ocorrer em qualquer fase de vida do ser humano, constituindo-se um grande problema
de saúde pública. Quando o paciente apresenta mais de um dano físico simultâneo, denomina-
se traumatismo múltiplo ou paciente politraumatizado (MARTINIANO et al., 2020).
O cuidado ao paciente ocorre por meio de uma equipe multiprofissional, em que os
cuidados de enfermagem se tornam essenciais para evitar complicações e auxiliar na
reabilitação. A enfermagem apresenta um importante papel no atendimento, recuperação e
reabilitação da vítima com múltiplos traumas, pois considera-o como um ser no seu contexto
biopsicossocial, não se restringindo às práticas curativistas impostas pelo modelo biomédico.
Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo identificar o papel do profissional de
Enfermagem do banco de ortopedia do hospital Josina Machel sobre a análise, terapia e a
reabilitação do paciente politraumatizado. (PERBONI; SILVA; OLIVEIRA, 2019).
8
FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Se repararmos a nossa sociedade não é constituída somente de pessoas sãs mas também
de pessoas que vivem e enfrentam no seu quotidiano as consequência de um politraumatismo o
que interfere de uma forma considerável na qualidade de vida do mesmo, que de uma maneira
ou de outra afeta a sociedade em geral, baseando-se neste contesto identificar-se-á aqui o papel
do profissional de enfermagem na terapia, analise e a reabilitação do paciente politraumatizado,
visto que a consequência é o resultado de um tratamento tardio ou de uma má assistência, por
este pressuposto surge-nos a seguinte inquietação:
Qual é o papel dos Profissionais de Enfermagem do Banco de Ortopedia do
Hospital Josina Machel sobre a Analise, Terapia e a Reabilitação do Paciente
Politraumatizado no período de Janeiro a Maio de 2025.
9
JUSTIFICATIVA
Como jovens estudantes e futuros técnicos em enfermagem, sabendo que o Ensino e
Saúde são áreas que estão de mãos dadas em prol do desenvolvimento social, formando técnicos
capacitados e de qualidade para lidar com os desafios que o meio social oferece. Por esse
pressuposto desenvolveremos este estudo, buscando inovar, buscando novos conhecimentos e
protocolos de assistência e de cuidados com vista a melhorar a qualidade na assistência e da
vida do paciente politraumatizado, trazer novos conhecimentos para a área da saúde e do campo
do saber sendo que a compreensão dos politraumatismos é crucial para melhorar os protocolos
de tratamento e reabilitação, contribuindo para melhores resultados clínicos.
10
OBJETIVOS
Objetivo geral
Identificaremos O papel dos Profissionais de Enfermagem do Banco de Ortopedia do
Hospital Josina Machel sobre a Analise, Terapia e a Reabilitação do Paciente
Politraumatizado no período de Janeiro a Maio de 2025.
Objetivos específicos
Caracterizaremos o perfil sociodemográfico dos profissionais de enfermagem do
banco de ortopedia do hospital Josina Machel;
Identificaremos as causas mais comuns de Politraumatismo;
Descreveremos as consequências dos Politraumatismos;
Examinaremos os métodos de tratamento utilizados na prática clinica;
Avaliaremos a eficácia do programa de reabilitação para paciente Politraumatizado.
11
CAPITULO I- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1. Definição de termos e conceitos:
Paciente: do (latim patiente) pessoa que está sob cuidados da equipe de saúde,
(dicionário de termos em enfermagem);
Politraumatismo: caracterizada por múltiplas lesões causadas ao corpo por forças
externas de natureza física ou química.
Análise: ação ou efeito de analisar, avaliar, estudar, (dicionário da língua portuguesas);
Terapia: (provém do grego therapeia, do verbo therapéuo) - prestar cuidados médicos,
tratar, cuidar (dicionário online);
Reabilitação: ato ou efeito de reabilitar, restituir ao estado anterior (dicionário online).
Um politraumatizado é um paciente que sofreu múltiplos traumas em diferentes partes
do corpo. Quando um paciente politraumatizado chega a uma unidade de terapia intensiva
(UTI), os principais objetivos do tratamento são estabilizar as funções vitais, prevenir a
progressão do trauma, e tratar todas as lesões que são potencialmente letais ou incapacitantes
(BITTAR, et al., 2020). O estado clínico de pacientes politraumatizados é variável e depende
da gravidade e extensão das lesões. Em geral, eles podem apresentar um quadro de instabilidade
hemodinâmica, hipotensão arterial, taquicardia, taquipneia, alterações da consciência e dor
intensa (SANTOS, et al., 2022). O estado clínico inicial do paciente é avaliado através do
protocolo de triagem rápida (ATLS). Esse protocolo busca identificar as lesões mais graves
primeiro e realizar o tratamento rápido e adequado. O paciente politraumatizado é considerado
um caso de emergência e deve ser tratado de forma imediata e com atenção em UTI, com
cuidados intensivos monitorando todos os aspectos clínicos, recuperação de fluidos corporais e
administração de medicamentos com indicação médica criteriosa. A rápida identificação e o
tratamento adequado das lesões são fundamentais para melhorar o estado clínico do paciente e
reduzir o risco de complicações e de morte (FONSECA, et al., 2020).
1.2. Breve historial
O protocolo ABCDE do trauma foi criado dentro de um curso chamado ATLS, com a
intenção de priorizar maior agilidade, eficiência e padronização no atendimento aos pacientes
politraumatizados, uma vez que as primeiras horas deste atendimento são críticas e podem fazer
a diferença entre a vida e a morte. Em 1976, o ortopedista americano James Styner e sua família
12
estiveram tragicamente envolvidos em um acidente de avião no estado de Nebraska, EUA,
segundo ele, o atendimento médico que se seguiu foi fraco, desorganizado e despreparado. Este
acontecimento levou à ideia do que seria o ATLS. O Dr. Styner uniu forças com seu colega de
profissão, o também ortopedista Paul Collicott, e, juntos, criaram e deram início ao curso que
prepararia médicos ao redor de todo o mundo para o atendimento rápido, eficiente e organizado
aos pacientes vítimas de politraumatismo: o ATLS. Um dos pilares do ATLS é o ABCDE do
trauma, protocolo que dá início ao atendimento.
1.3. ABCDE – Avaliação Inicial
O ABCDE do trauma é uma abordagem sistematizada, a triagem que deve ser
empregada no atendimento a pacientes durante urgências e emergências no trauma, cada letra
do acrônimo ABCDE corresponde a uma avaliação a ser realizada nesse atendimento, que
deverá seguir uma ordem específica. É importante ressaltar que a ordem dessas avaliações
importa tanto quanto as avaliações em si, pois ela prioriza situações que podem levar ao óbito
primeiro, portanto, o médico deverá começar pelo A e não seguir para a próxima letra enquanto
o tratamento – se necessário – não for realizado.
A: Airway – Vias aéreas e restrição da coluna cervical
Na avaliação inicial de um paciente traumatizado, primeiro inspecione as vias aéreas
para verificar permeabilidade, essa avaliação rápida na busca por sinais de obstrução inclui a
inspeção de corpos estranhos, identificação de fraturas faciais, mandibulares e/ou traqueais e
laríngeas (ou outras lesões que possam resultar na impermeabilidade das vias aéreas), se
necessário, empregue a aspiração de secreções e/ou sangue que também podem estar causando
obstrução. Inicie medidas para estabelecer uma via aérea permanente – seja ela via intubação
orotraqueal ou cricotireoidostomia – caso necessário, ao mesmo tempo em que restringe o
movimento da coluna cervical, Técnica de restrição de movimento da coluna cervical. ( ATLS
2018).
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B: Breathing – Respiração e ventilação
A manutenção de vias aéreas pérvias por si só não assegura uma ventilação adequada.
A ventilação requer funcionamento adequado dos pulmões, pleuras, das paredes torácicas e do
diafragma, portanto deve-se avaliar cada um destes, para inspecionar corretamente a distensão
venosa jugular, a posição da traqueia e a expansão da parede torácica, exponha o pescoço e o
tórax do paciente. Realize a ausculta para se certificar do fluxo aéreo pulmonar. A inspeção
visual e a palpação podem detectar lesões na parede torácica que podem comprometer a
ventilação.
C: Circulation – Circulação e controle hemorrágico
A hemorragia é a causa predominante de mortes evitáveis no trauma. Rápida
identificação e controle hemorrágico são passos cruciais na prevenção dessas mortes. Os
elementos de observação clínica mais importantes aqui são:
Nível de consciência: Quando o volume de sangue circulante é reduzido, a perfusão
cerebral pode ser prejudicada, resultando em nível de consciência alterado.
Perfusão cutânea: Um paciente com volume circulante prejudicado pode apresentar
extremidades pálidas e demora no retorno da circulação capilar (tempo de reperfusão
capilar aumentado ou “sinal da unha branca”).
Pulso: Um pulso rápido e filiforme tipicamente é um sinal de hipovolemia. Avalie um
pulso central (femoral ou carotídeo) bilateralmente em sua qualidade, tempo e
regularidade. Ausência de pulsos centrais que não podem ser atribuídos a fatores locais
significam necessidade de ação ressuscitativa imediata, se há sinais de hemorragia,
identifique se ela é interna ou externa. Caso seja externa, deve ser estancada
imediatamente com pressão manual ou, dependendo do local, torniquete (que vem com
o risco de isquemia do membro caso seja mantido por muito tempo – avaliar se há risco
de vida caso não realizado).
D: Disability – Disfunção neurológica
Uma avaliação neurológica rápida estabelece o nível de consciência do paciente e a
reação pupilar, identifica a presença de sinais lateralizantes e determina o nível de lesão da
medula espinhal (se presente). A Escala de Glasgow é um método rápido, simples e objetivo de
14
determinar o nível de consciência, a diminuição no nível de consciência de um paciente pode
indicar diminuição da oxigenação e/ou perfusão cerebral ou lesão cerebral direta. Um nível de
consciência alterado indica a necessidade de reavaliação imediata do estado de oxigenação,
ventilação e perfusão do paciente. Hipoglicemia, álcool, narcóticos e outras drogas também
podem influenciar nessa alteração.
E: Exposure – Exposição e controle da temperatura
Durante o exame primário, remova completamente as roupas do paciente para facilitar
uma avaliação minuciosa, após a avaliação, cubra o paciente com cobertores quentes ou utilize
um aquecedor externo para evitar que ele desenvolva hipotermia, , aqueça os fluidos
intravenosos antes de infundi-los e mantenha o ambiente aquecido. A hipotermia pode estar
presente quando o paciente chega ou pode se desenvolver rapidamente no atendimento, caso
ele esteja descoberto e seja submetido à administração rápida de fluidos em temperatura
ambiente ou sangue refrigerado.
1.4. ABCDE – Avaliação Secundária
A avaliação secundária não deve ter início até que o ABCDE do trauma
primário esteja concluído, os esforços de ressuscitação estejam em andamento e a melhora dos
sinais vitais do paciente tenha sido demonstrada. A avaliação secundária examina da cabeça
aos pés o paciente vítima de trauma – ou seja, faz uma história completa que inclui a anamnese,
exame físico e reavaliação periódica de todos os sinais vitais. Durante a avaliação secundária,
o exame físico segue a sequência: cabeça; estruturas bucomaxilofaciais; coluna cervical e
pescoço; tórax, abdome e pelve; períneo, reto e vagina; sistema musculoesquelético e sistema
neurológico. Todos esses sistemas devem ser avaliados de forma minuciosa e direcionada ao
trauma.
1.5. Manifestações clínicas de politraumatismo
Os principais sintomas do politraumatismo são:
Dor nas regiões afetadas ou dor de cabeça;
Sangramento ou hemorragia;
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Dificuldade de concentração;
Perda de memória;
Tontura ou zumbido constante no ouvido;
Dificuldade para tomar decisões.
Além disso, pode ocorrer dificuldade para movimentar os membros, formigamento dos
pés ou mãos, ou falta de sensibilidade em qualquer região do corpo, lesões em regiões do corpo
como tórax, abdômen, cabeça, pelve, coluna, braços, pernas, mãos ou pés, choque
hipovolêmico ou choque cardiogênico, devido a grande perda de sangue ou tamponamento
cardíaco.
1.6. Diagnóstico do Politraumatismo
O diagnóstico do politraumatismo é feito pelo clínico geral ou médico emergencial no
hospital através de exames como raio X, tomografia computadorizada ou ressonância
magnética. Além disso, o médico deve realizar um exame físico completo e, se possível,
conversar com a pessoa para avaliar a dor e o desconforto.
1.7. Causas do Politraumatismo
As principais causas de politraumatismo são:
Acidente de veículos motorizados;
Atropelamento, Explosões;
Queimaduras, Amputações,
Espancamentos ou golpes em várias regiões do corpo;
Tentativa de suicídio ou homicídio.
1.8. UTI
A UTI é o local ideal para tratamento de vítimas de politraumatismos, uma vez que ela
oferece equipamentos e pessoal altamente treinado, para lidar com as necessidades complexas
e variadas deste tipo de paciente. O tratamento depende das lesões específicas que foram
sofridas e podem incluir cirurgia, medicações para controlar a dor ou evitar infeções, e terapia
física ou ocupacional para recuperar a função perdida (MARTINES, et al., 2018). Ao longo do
tempo, os médicos e as equipes de enfermagem trabalham para aumentar a mobilidade do
16
paciente, ajudá-lo a realizar as tarefas diárias, a fim de alcançar a alta hospitalar. Mesmo após
a alta da UTI, muitos pacientes precisam continuar com o tratamento de suas lesões em outras
unidades hospitalares, incluindo clínicas de reabilitação e tratamentos domiciliares (SANTOS,
et al., 2022). É importante que os pacientes politraumatizados recebam atenção médica imediata
para minimizar o risco de complicações e melhorar as chances de recuperação (LUCARELLI-
ANTUNES, et al., 2020). A reabilitação de longo prazo pode ser necessária para aqueles que
sofreram danos permanentes ou incapacidade como resultado de seus ferimentos (BITTAR, et
al., 2020).
1.9. Cuidados de enfermagem ao paciente Politraumatizado
O cuidado de enfermagem é uma ferramenta essencial para a prevenção, promoção e
recuperação da saúde do indivíduo politraumatizado. Grande parte dos cuidados de
enfermagem voltados para a prevenção de lesões cutâneas, ao controle de processos dolorosos
próprios do quadro clínico do paciente, na higiene e na reabilitação das funções fisiológicas da
vítima e identificar possíveis lesões secundárias que possam provocar incapacidade total ou no
desenvolvimento de atividades da vida diária (MARTINIANO et al., 2020; WILL et al., 2020;
PERBONI; SILVA; OLIVEIRA, 2019). Além disso, o enfermeiro como agente educador tem
a função de realizar ações que promovam o autocuidado, a auto percepção do paciente diante
do quadro clínico, orientações e ações de prevenção primária e secundária. Outro cuidado é
com base no atendimento psicológico devido às consequências que o trauma pode provocar no
indivíduo e nas suas relações familiares e sociais (MARTINIANO et al., 2020; WILL et al.,
2020).
1.10. Classificação do politraumatismo
As lesões podem ser classificadas de acordo com o agente causador, com seu local e
com a forma de agressão. De acordo com o tipo, classificam-se em: fechadas ou abertas; de
acordo com o local dá-se a seguinte classificação: total (secção completa da parte envolvida)
ou parcial (concussão, contusão, laceração, compressão entre outros); e quanto ao tipo de
agressão as lesões classificam em local ou difusa (ATENDIMENTO... 2007). Das principais
regiões orgânicas que freqüentemente são afetadas, destacam-se as a seguir:
Traumatismo Cranioencefálico (TCE): cerca de 500.000 pessoas na estimativa realizada
nos Estados Unidos da América foram acometidas por algum tipo de TCE em 2000, sendo que
17
20% apresentarão alguma invalidez. A maior causa deste TCE está relacionada com acidentes
automobilísticos em seguida do acidente de motocicleta, quedas, atropelamento, agressão e
ferimento por arma de fogo - FAF e o mesmo têm como preceito qualquer agressão que cause
lesão na função ou na estrutura do encéfalo, apresentar um comprometimento nas estruturas
e/ou funções neurológicas. Importante salientar que um TCE causado por uma lesão primária
pode ser observado no momento atual do trauma, já a secundária pode se desenvolver após o
trauma (MANTOVANI, 2005).
Trauma Torácico: este deve ser destacado por estar responsável por 25% de mortes no
atendimento e serviços de emergências, atinge principalmente o sexo masculino na faixa etária
dos 20 a 50 anos e na maioria dos casos não há indicação cirúrgica para tratamento, apenas nos
casos de traumatismos contusos, ocasionados devido a um impacto brusco, acarretando
principalmente complicações no sistema respiratório e/ou na difusão dos gases causando
(hipóxia, hipercapnia e acidose respiratória) (PIRES; STARLING, 2006).
Pneumotórax hipertensivo: Ocorre quando há entrada de ar maciça entre o espaço
pleural, devido a traumas parede torácica, evolução de um pneumotórax simples ou traumas
que acometam as o parênquima pulmonar. O ar entra para a cavidade pleural sem possibilidade
de sair, colapsando completamente o pulmão. O mediastino é deslocado para o lado oposto,
diminuindo o retorno venoso e comprimindo o pulmão contralateral. O choque decorrente dessa
situação é consequente à acentuada diminuição do retorno venoso, determinando uma queda do
débito cardíaco, e é denominado choque obstrutivo. Para alívio da compressão, pode-se realizar
uma toracocentese de alívio, fazendo uma punção entre as linhas axilar anterior e media, no
quinto espaço intercostal. No entanto, o tratamento definitivo consiste na drenagem em selo
d´água (VIEIRA et al., 2020).
Hemotórax maciço: O hemotórax maciço resulta do rápido acúmulo de 1. 500 ml de
sangue ou de um terço ou mais do volume de sangue do doente na cavidade torácica. Esse tipo
de lesão é mais comum por lesões perfurantes em tórax, mas também podem ocorrer por lesões
contusas. A grande perda de sangue para o espaço entre as pleuras, pode levar a choque
hipovolêmico do paciente. Deve-se realizar drenagem torácica em selo d´água, reposição
volêmica com cristaloides e se necessitar, transfusão de concentrado de hemácias. E, em muitos
casos necessita-se de uma toracotomia(VIEIRA et al., 2020).
18
Tórax Instável: O tórax instável (retalho costal móvel) ocorre quando um segmento da
parede torácica não tem mais continuidade óssea com a caixa torácica. É decorrente de traumas
que afetam a caixa torácica, fraturando dois ou mais arcos costais em diferentes lugares. A
presença de um segmento torácico instável resulta em grave prejuízo dos movimentos normais
da parede torácica. Deve-se administrar analgesia ao paciente, bem como reposição volêmica e
oxigênio suplementar (VIEIRA et al., 2020)
Trauma Abdominal: é a terceira ocorrência que mais se procede em vítimas de trauma,
sendo assim cerca de 20 % dos indivíduos com hemoperitônio apresentam poucos achados
clínicos na primeira abordagem. O caso de traumatismos vem aumentando gradativamente e
sua gravidade é desencadeada pela lesão de órgãos ou estruturas vitais do abdômen. Quando o
paciente apresenta conjuntamente trauma encefálico/trauma abdominal, este último se torna
difícil de reconhecer através do exame clínico (MANTOVANI, 2005).
Trauma Raquimedular (TRM): as estatísticas comprovam que a maior incidência de
TRM está relacionada com acidentes de trânsito, sendo o restante de etiologia variável (quedas,
acidente de trabalho, entre outros). O TRM ocorre quando uma ou mais vértebras (cervical,
torácica, lombar, sacral ou coccígena) é acometida por algum trauma que seja ele
perfuro/cortante ou outros, e custo é alto para o tratamento dessas vítimas (MANTOVANI,
2005).
Trauma Músculo-esquelético: as lesões do sistema musculoesquelético,
freqüentemente, apresentam-se de forma dramática e ocorrem em até 85% dos pacientes vítimas
de trauma fechado.. Na abordagem pré-hospitalar os atendimentos, as condutas e os
procedimentos têm contornos próprios e diferenciados pelas intervenções e procedimentos
específicos, e no tocante à enfermagem, existem critérios fundamentais para cuidá-lo em
emergência que dizem respeito às questões importantes: agilidade e coerência no
pensar/atitudes, uma atenção especial no cuidar (COELHO, 1999 apud FERNANDES, 2008).
No que tange a este atendimento, se faz necessário alguns recursos para o politraumatizado,
como por exemplo: maca, cobertor para aquecer caso o indivíduo apresente hipotermia, tubos
de entubação de vários calibres (porque não se sabe qual a estrutura anatômica a ser socorrida),
agulhas/jelcos de grosso calibre para facilitar a hidratação, principalmente o paciente estiver
apresentando hemorragias, equipo macrogotas, ringer lactado no mínimo 1.000ml para possível
reposição de volume, compressas entre outras coisas (MANTOVANI, 2005).
19
CAPÍTULO II- METODOLOGIA
2.1. Tipo de estudo
Tratar-se-á de uma pesquisa observacional, descritivo e transversal com uma abordagem
quali-quantitativa.
2.2. Local de estudo
O estudo será realizado na Província de Luanda, no Município da Maianga no Hospital
Josina Machel.
2.3. Universo em estudo
A população em estudo será constituída pelos Profissionais de Enfermagem do Banco
de Ortopedia do Hospital Josina Machel.
2.4. Amostra em estudo
Tratar-se-á de uma amostra não probabilística dos 40 Profissionais de Enfermagem do
Banco de Ortopedia do Hospital Josina Machel.
2.5 Critérios de Inclusão
Serão incluídos todos os Profissionais de Enfermagem do Banco de Ortopedia do
Hospital Josina Machel, que estiverem presentes no Hospital no dia do Inquérito e que se
dispuserem em responder as questões.
2.6. Critérios de Exclusão
Serão excluídos todos os Profissionais de Enfermagem do Banco de Ortopedia do
Hospital Josina machel que não estiverem presentes no dia do Inquérito e os que não se
dispuserem em responder as questões.
2.7. Procedimentos Éticos
Será enviado um ofício assinado pela Direção do Instituto Técnico Privado de Saúde
SAPEMUA, do qual receberemos uma carta de aceitação do mesmo pela Direção do Hospital
Josina Machel, com um termo de consentimento livre e esclarecido que será elaborado por nós,
o nosso inquérito será bastante sigiloso e mantido em anonimo com vista a salvaguardar a boa
imagem do mesmo.
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2.8 Procedimentos de recolha de Dados
A recolha de dados será feita por intermédio de uma ficha de inquérito, utilizando um
questionário formulado pelos autores da pesquisa.
2.9 Processamento de Dados
Após a recolha de dados o texto será informatizado no programa Microsoft Office Exel
e digitalizado no Microsoft Office Word 2013. Os resultados serão apresentados em tabelas e
gráficos projetados por intermedio do Microsoft Office Power Point, com o auxílio de um
Projetor de Imagem.
2.10. Variáveis de estudo
2.10.1. Variáveis Sociodemográficas:
Género
Faixa- etária
Estado civil
Nível de escolaridade
2.10.2. Variáveis técnicas
Identificaremos as causas mais comuns de Politraumatismo;
Descreveremos as consequências dos Politraumatismos;
Avaliaremos a eficácia do programa de reabilitação para paciente Politraumatizado.
21
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. MARTINIANO, E.C. et al. Cuidados de enfermagem ao paciente politraumatizado: revisão
integrativa. Nursing, v. 23, n. 270, 2020. Disponível
em: [Link] Acesso em 28 de abril de 2022.
2. PERBONI, J.S.; SILVA, R.C.; OLIVEIRA, S.G. A humanização do cuidado na emergência
na perspectiva de enfermeiros: enfoque no paciente politraumatizado. Interações, v. 20, n. 3,
[Link]ível em: [Link] Acesso em 28 de abril de 2022.
3. WILL, R.C. et al. Cuidados de enfermagem aos pacientes politraumatizados atendidos na
emergência. Nursing, v. 23, n. 263, 2020. Disponível
em: [Link] Acesso em 28 de abril de 2022.
4. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução 311, 2007. Código de Ética dos
Profissionais de Enfermagem. Brasília, 2007. Disponível em:<
[Link] Acesso em: 16. jun.2010.
5. BUENO, A. A.; BERNARDES A. Percepção da equipe de enfermagem de um serviço de
atendimento pré-hospitalar móvel sobre o gerenciamento de enfermagem. Texto contexto –
enferm., Florianópolis, v.19, n.1, p. 45-53. jan./mar. 2010. Disponível em:
<textoecontexto@[Link] > Acesso em:10 nov. 2010.
6. CALIL, A. M. et al. Mapeamento das lesões em vítimas de acidentes de trânsito: Revisão
Sistemática da Literatura. Rev. Latino-am Enfermagem, São Paulo, v. 17, n. 1, jan./fev. 2009.
Disponível em: <[Link]/rlae> Acesso em 08 nov.2010.
7. Ministério de Saúde Portaria n.1.864/GM de 29 de setembro de 2003. Disponível em: <
[Link] > Acesso em 16. jun. 2010.
8. Ministério de Saúde Portaria n.7.371/GM de 16 de maio de [Link]ível em:
<[Link] > Acesso em 16. jun. 2010.
22
APÊNDICES
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APÊNDICE A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Nós, abaixo assinado, finalistas do curso _________________________ do Instituto
Técnico Privado de Saúde SAPEMUA referente ao ano letivo _____________ estamos a
realizar uma pesquisa sobre ___________________________________ com o (a) senhor (a)
_______________________________________.
Por isso, estamos a pedir a sua colaboração para participar no estudo, respondendo a um
instrumento que contém várias questões relacionadas com o conhecimento do assunto epigrafe.
A participação no estudo é voluntaria e não tem nenhum custo ou risco para a sua pessoa;
a sua identidade será mantida anonima.
Declaro que, após ter recebido e entendido o esclarecimento, aceito participar no estudo.
Luanda aos ________de ___________________de 20____________
Assinatura do (a) entrevistado (a) Assinatura dos pesquisadores
___________________________ _____________________________
_____________________________
_____________________________
24
APÊNDICE B
FIXA DE INQUÉRITO
PACIENTE POLITRAUMATIZADO
PAPEL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DO BANCO DE ORTOPEDIA DO
HOSPITAL JOSINA MACHEL SOBRE A A´NALISE, TERAPIA E A
REABILITAÇÃO DO PACIENTE POLITRAUMATIZADO NO PERIODO DE
JANEIRO A MAIO DE 2025.
O presente inquérito será anonimo e confidencial, visando recolher informações sobre o papel
dos profissionais de enfermagem do banco de ortopedia do hospital Josina Machel sobre a
ánalise, tratamento e a reabilitação de pacientes com múltiplas fraturas.
OBRIGADO PELO CONTRIBUTO!
Dados Pessoas:
1. Faixa etária: _______.
2. Gênero: _______________.
3. Nível acadêmico?
Ensino médio Ensino superior Mestrado
Questões gerais:
1. Sobre o paciente politraumatizado assinale as alíneas corretas:
a) O paciente politraumatizado é aquele que sofreu múltiplos traumas no corpo em que
um dos quais é grave;
b) É aquele que sofre de uma deficiência física;
c) É aquele que encontra-se com câncer
2) A principal causa de politraumatismos é:
a) Acidente de veículos motorizados;
25
b) Atropelamento, Explosões;
c) Queimaduras, Amputações,
d) Espancamentos ou golpes em várias regiões do corpo;
e) Tentativa de suicídio ou homicídio.
3) A principal manifestação clínica de politraumatismos é
a) Dor nas regiões afetadas ou cefaleia;
b) Hemorragia;
c) Dificuldade de concentração;
d) Amnesia;
e) Tontura ou zumbido constante no ouvido;
4) O técnico de Enfermagem Analisa o Paciente ao longo da:
a) Anamnese;
b) Exame laboratorial;
c) Terapia
5) Os métodos de tratamento utilizados na prática clinica tem sido eficaz?
Sim Nâo justifique________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
6) O programa de reabilitação para paciente Politraumatizado tem sido eficaz?
Sim Nâo justifique _______________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
7) Em poucas palavras fale sobre os cuidados de enfermagem ao paciente politraumatizado.
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
26
ANEXOS