6
1. INTRODUÇÃO
De acordo com a OMS, cerca de 9 pessoas morrem no mundo a cada minuto
devido a um politraumatismo – seja ele por acidente automobilístico, queda de médias ou
grandes alturas, violência com armas de fogo ou incêndio, Se contarmos apenas os
acidentes automobilísticos, temos cerca de 1 milhão de mortes anualmente ao redor do
mundo e 50 milhões de feridos significativamente – os acidentes automobilísticos são a
principal causa mundial de morte devido a trauma. Graças a esses números assustadores,
nas últimas décadas a comunidade médica decidiu sistematizar e triar pacientes
politraumatizados com o emprego do ATLS (advanced trauma life support) e um de seus
maiores pilares, o ABCDE do trauma. Espera-se que o trauma suba para a terceira
principal causa de incapacidade em todo o mundo até 2030.
A mortalidade no trauma ocorre numa distribuição trimodal. O primeiro
pico ocorre nos primeiros segundos a minutos após o trauma, resultados em geral de
apneia, causada por lesões graves do cérebro ou da medula espinhal alta ou de ruptura de
coração, aorta ou outros grandes vasos. A única forma de evitar essas mortes é investir
em prevenção.
O segundo pico ocorre dentro de minutos a várias horas depois do trauma. As
mortes que ocorrem durante esse período são geralmente devidas a hematoma subdural e
epidural, hemo/pneumotórax, ruptura de baço, lacerações do fígado, fraturas pélvicas e/ou
múltiplas outras lesões, associadas a perda significativa de sangue. A prevenção e
o atendimento inicial (“hora de ouro”) são fundamentais para diminuir as mortes nessa
fase.
O terceiro pico, que ocorre de vários dias a semanas após a lesão inicial, é devido
mais frequentemente a sepse e a disfunção de múltiplos órgãos e sistemas. As causas
evitáveis mais comuns de morbidade nesses casos são extubação não intencional, falhas
técnicas cirúrgicas, lesões perdidas e complicações relacionadas ao cateter intravascular.
Investir em prevenção, atendimento inicial e cada uma das intervenções subsequentes
influenciam diretamente o prognóstico a longo prazo.
7
1.1. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA
Entende-se que a nossa sociedade não é constituída somente de pessoas sãs mas
também de pessoas que vivem e enfrentam no seu quotidiano as consequência de um
politraumatismo o que interfere de uma forma considerável na qualidade de vida do
mesmo, que de uma maneira ou de outra afeta a sociedade em geral, visto que a
consequência é o resultado de um tratamento tardio ou de uma má assistência
(FERREIRA,2014).
Diante disto, o grupo sentiu-se motivado em realizar este trabalho partindo da
seguinte questão: Qual é o Papel dos Profissionais de Enfermagem do Banco de
Urgência da Ortopedia e Cirurgia do Hospital Josina Machel sobre o
Politraumatismo, no Período de Janeiro a Março de 2025?
8
1 .2. JUSTIFICATIVA
A partir do pressuposto de que o politraumatismo pode apresentar um carácter
irreversível e necessita de tratamento imediato com vista a melhorar a qualidade na
assistência da vida do paciente politraumatizado, realizamos esta pesquisa de modo a
colher mais subsidios em relação ao papel dos profissionais de enfermagem perante um
doente com politraumatismo, e de modo a contribuir para o aprimoramento dos nossos
conhecimentos sobre os objetivos relacionados à assistência de qualidade ao doente
politraumatizado.
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I.3. OBJETIVOS
Objetivo geral
Compreender o Papel dos Profissionais de Enfermagem do Banco de Urgência da
Ortopedia e Cirurgia do Hospital Josina Machel sobre o Politraumatismo, no
Período de Janeiro a Março de 2025.
Objetivos específicos
Caracterizar o perfil sociodemográfico dos profissionais de enfermagem quanto
ao (género, faixa etária e tempo de serviço).
Identificar as causas e as manifestações clinicas de Politraumatismo;
Descrever os cuidados de enfermagem do Politraumatismo;
10
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Definição de termos e conceitos:
Poli:do grego polys que significa muito.
Trauma: é um termo usado paradescrever um evento ou situação que causa danos
físicos,emocionais ou psicológicos.
Politraumatismo: caracterizada por múltiplas lesões causadas ao corpo por
forças externas de natureza física ou química.
O trauma tem causa multifatorial sendo um dos principais agentes de
morbimortalidade, que pode ocorrer em qualquer fase de vida do ser humano,
constituindo-se um grande problema de saúde pública. Quando o paciente apresenta mais
de um dano físico simultâneo, denomina-se traumatismo múltiplo ou paciente
politraumatizado (MARTINIANO et al., 2020). O politraumatismo pode variar desde
pequenas feridas isoladas até lesões complexas envolvendo múltiplos sistemas orgânicos.
O trauma é uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo, sendo a principal
causa de morte nos pacientes entre 18 e 29 anos.
Um politraumatizado é um paciente que sofreu múltiplos traumas em diferentes
partes do corpo. O estado clínico de pacientes politraumatizados é variável e depende da
gravidade e extensão das lesões. Em geral, eles podem apresentar um quadro de
instabilidade hemodinâmica, hipotensão arterial, taquicardia, taquipneia, alterações da
consciência e dor intensa (SANTOS, et al., 2022). O estado clínico inicial do paciente é
avaliado através do protocolo de triagem rápida (ATLS). Esse protocolo busca identificar
as lesões mais graves primeiro e realizar o tratamento rápido e adequado. O paciente
politraumatizado é considerado um caso de emergência e deve ser tratado de forma
imediata e com atenção em UTI, com cuidados intensivos monitorando todos os aspectos
clínicos, recuperação de fluidos corporais e administração de medicamentos com
indicação médica criteriosa. A rápida identificação e o tratamento adequado das lesões
são fundamentais para melhorar o estado clínico do paciente e reduzir o risco de
complicações e de morte (FONSECA, et al., 2020).
11
2.2. Breve historial
O protocolo ABCDE do trauma foi criado dentro de um curso chamado ATLS,
com a intenção de priorizar maior agilidade, eficiência e padronização no atendimento
aos pacientes politraumatizados, uma vez que as primeiras horas deste atendimento são
críticas e podem fazer a diferença entre a vida e a morte. Em 1976, o ortopedista
americano James Styner e sua família estiveram tragicamente envolvidos em um acidente
de avião no estado de Nebraska, EUA, segundo ele, o atendimento médico que se seguiu
foi fraco, desorganizado e despreparado. Este acontecimento levou à ideia do que seria o
ATLS. O Dr. Styner uniu forças com seu colega de profissão, o também ortopedista Paul
Collicott, e, juntos, criaram e deram início ao curso que prepararia médicos ao redor de
todo o mundo para o atendimento rápido, eficiente e organizado aos pacientes vítimas de
politraumatismo: o ATLS. Um dos pilares do ATLS é o ABCDE do trauma, protocolo
que dá início ao atendimento.
2.3. ABCDE – Avaliação Inicial
O ABCDE do trauma é uma abordagem sistematizada, a triagem que deve ser
empregada no atendimento a pacientes durante urgências e emergências no trauma, cada
letra do acrônimo ABCDE corresponde a uma avaliação a ser realizada nesse
atendimento, que deverá seguir uma ordem específica. É importante ressaltar que a ordem
dessas avaliações importa tanto quanto as avaliações em si, pois ela prioriza situações que
podem levar ao óbito primeiro, portanto, o médico deverá começar pelo A e não seguir
para a próxima letra enquanto o tratamento – se necessário – não for realizado.
A: Airway – Vias aéreas e restrição da coluna cervical
Na avaliação inicial de um paciente traumatizado, primeiro inspecione as vias
aéreas para verificar permeabilidade, essa avaliação rápida na busca por sinais de
obstrução inclui a inspeção de corpos estranhos, identificação de fraturas faciais,
mandibulares e/ou traqueais e laríngeas (ou outras lesões que possam resultar na
impermeabilidade das vias aéreas), se necessário, empregue a aspiração de secreções e/ou
sangue que também podem estar causando obstrução. Inicie medidas para estabelecer
uma via aérea permanente – seja ela via intubação orotraqueal ou cricotireoidostomia –
12
caso necessário, ao mesmo tempo em que restringe o movimento da coluna cervical,
Técnica de restrição de movimento da coluna cervical. ( ATLS 2018).
B: Breathing – Respiração e ventilação
A manutenção de vias aéreas pérvias por si só não assegura uma ventilação
adequada. A ventilação requer funcionamento adequado dos pulmões, pleuras, das
paredes torácicas e do diafragma, portanto deve-se avaliar cada um destes, para
inspecionar corretamente a distensão venosa jugular, a posição da traqueia e a expansão
da parede torácica, exponha o pescoço e o tórax do paciente. Realize a ausculta para se
certificar do fluxo aéreo pulmonar. A inspeção visual e a palpação podem detectar lesões
na parede torácica que podem comprometer a ventilação.
C: Circulation – Circulação e controle hemorrágico
A hemorragia é a causa predominante de mortes evitáveis no trauma. Rápida
identificação e controle hemorrágico são passos cruciais na prevenção dessas mortes. Os
elementos de observação clínica mais importantes aqui são:
Nível de consciência: Quando o volume de sangue circulante é reduzido, a
perfusão cerebral pode ser prejudicada, resultando em nível de consciência
alterado.
Perfusão cutânea: Um paciente com volume circulante prejudicado pode
apresentar extremidades pálidas e demora no retorno da circulação capilar (tempo
de reperfusão capilar aumentado ou “sinal da unha branca”).
Pulso: Um pulso rápido e filiforme tipicamente é um sinal de hipovolemia. Avalie
um pulso central (femoral ou carotídeo) bilateralmente em sua qualidade, tempo
e regularidade. Ausência de pulsos centrais que não podem ser atribuídos a fatores
locais significam necessidade de ação ressuscitativa imediata, se há sinais de
hemorragia, identifique se ela é interna ou externa. Caso seja externa, deve ser
estancada imediatamente com pressão manual ou, dependendo do local,
torniquete (que vem com o risco de isquemia do membro caso seja mantido por
muito tempo – avaliar se há risco de vida caso não realizado).
13
D: Disability – Disfunção neurológica
Uma avaliação neurológica rápida estabelece o nível de consciência do paciente e
a reação pupilar, identifica a presença de sinais lateralizantes e determina o nível de lesão
da medula espinhal (se presente). A Escala de Glasgow é um método rápido, simples e
objetivo de determinar o nível de consciência, a diminuição no nível de consciência de
um paciente pode indicar diminuição da oxigenação e/ou perfusão cerebral ou lesão
cerebral direta. Um nível de consciência alterado indica a necessidade de reavaliação
imediata do estado de oxigenação, ventilação e perfusão do paciente. Hipoglicemia,
álcool, narcóticos e outras drogas também podem influenciar nessa alteração.
E: Exposure – Exposição e controle da temperatura
Durante o exame primário, remova completamente as roupas do paciente para
facilitar uma avaliação minuciosa, após a avaliação, cubra o paciente com cobertores
quentes ou utilize um aquecedor externo para evitar que ele desenvolva hipotermia, ,
aqueça os fluidos intravenosos antes de infundi-los e mantenha o ambiente aquecido. A
hipotermia pode estar presente quando o paciente chega ou pode se desenvolver
rapidamente no atendimento, caso ele esteja descoberto e seja submetido à administração
rápida de fluidos em temperatura ambiente ou sangue refrigerado.
2.4. ABCDE – Avaliação Secundária
A avaliação secundária não deve ter início até que o ABCDE do trauma
primário esteja concluído, os esforços de ressuscitação estejam em andamento e a
melhora dos sinais vitais do paciente tenha sido demonstrada. A avaliação secundária
examina da cabeça aos pés o paciente vítima de trauma – ou seja, faz uma história
completa que inclui a anamnese, exame físico e reavaliação periódica de todos os sinais
vitais. Durante a avaliação secundária, o exame físico segue a sequência: cabeça;
estruturas bucomaxilofaciais; coluna cervical e pescoço; tórax, abdome e pelve; períneo,
reto e vagina; sistema musculoesquelético e sistema neurológico. Todos esses sistemas
devem ser avaliados de forma minuciosa e direcionada ao trauma.
2.5. Manifestações clínicas de politraumatismo
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Os principais sintomas do politraumatismo são:
Dor nas regiões afetadas ou dor de cabeça;
Sangramento ou hemorragia;
Dificuldade de concentração;
Perda de memória;
Tontura ou zumbido constante no ouvido;
Dificuldade para tomar decisões.
Além disso, pode ocorrer dificuldade para movimentar os membros,
formigamento dos pés ou mãos, ou falta de sensibilidade em qualquer região do corpo,
lesões em regiões do corpo como tórax, abdômen, cabeça, pelve, coluna, braços, pernas,
mãos ou pés, choque hipovolêmico ou choque cardiogênico, devido a grande perda de
sangue ou tamponamento cardíaco.
2.6. Diagnóstico do Politraumatismo
O diagnóstico do politraumatismo é feito pelo clínico geral ou médico
emergencial no hospital através de exames como raio X, tomografia computadorizada ou
ressonância magnética. Além disso, o médico deve realizar um exame físico completo e,
se possível, conversar com a pessoa para avaliar a dor e o desconforto.
2.7. Causas do Politraumatismo
As principais causas de politraumatismo são:
Acidente de veículos motorizados;
Atropelamento, Explosões;
Queimaduras, Amputações,
Espancamentos ou golpes em várias regiões do corpo;
Tentativa de suicídio ou homicídio.
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2.8. Classificação do politraumatismo
As lesões podem ser classificadas de acordo com o agente causador, com seu local
e com a forma de agressão. De acordo com o tipo, classificam-se em: fechadas ou abertas;
de acordo com o local dá-se a seguinte classificação: total (secção completa da parte
envolvida) ou parcial (concussão, contusão, laceração, compressão entre outros); e quanto
ao tipo de agressão as lesões classificam em local ou difusa (ATENDIMENTO... 2007).
Das principais regiões orgânicas que frequentemente são afetadas, destacam-se as a
seguir:
Traumatismo Cranioencefálico (TCE): cerca de 500.000 pessoas na estimativa
realizada nos Estados Unidos da América foram acometidas por algum tipo de TCE em
2000, sendo que 20% apresentarão alguma invalidez. A maior causa deste TCE está
relacionada com acidentes automobilísticos em seguida do acidente de motocicleta,
quedas, atropelamento, agressão e ferimento por arma de fogo - FAF e o mesmo têm
como preceito qualquer agressão que cause lesão na função ou na estrutura do encéfalo,
apresentar um comprometimento nas estruturas e/ou funções neurológicas. Importante
salientar que um TCE causado por uma lesão primária pode ser observado no momento
atual do trauma, já a secundária pode se desenvolver após o trauma (MANTOVANI,
2005).
Trauma Torácico: este deve ser destacado por estar responsável por 25% de
mortes no atendimento e serviços de emergências, atinge principalmente o sexo
masculino na faixa etária dos 20 a 50 anos e na maioria dos casos não há indicação
cirúrgica para tratamento, apenas nos casos de traumatismos contusos, ocasionados
devido a um impacto brusco, acarretando principalmente complicações no sistema
respiratório e/ou na difusão dos gases causando (hipóxia, hipercapnia e acidose
respiratória) (PIRES; STARLING, 2006).
Pneumotórax hipertensivo: Ocorre quando há entrada de ar maciça entre o espaço
pleural, devido a traumas parede torácica, evolução de um pneumotórax simples ou
traumas que acometam as o parênquima pulmonar. O ar entra para a cavidade pleural sem
possibilidade de sair, colapsando completamente o pulmão. O mediastino é deslocado
para o lado oposto, diminuindo o retorno venoso e comprimindo o pulmão contralateral.
O choque decorrente dessa situação é consequente à acentuada diminuição do retorno
16
venoso, determinando uma queda do débito cardíaco, e é denominado choque obstrutivo.
Para alívio da compressão, pode-se realizar uma toracocentese de alívio, fazendo uma
punção entre as linhas axilar anterior e media, no quinto espaço intercostal. No entanto,
o tratamento definitivo consiste na drenagem em selo d´água (VIEIRA et al., 2020).
Hemotórax maciço: O hemotórax maciço resulta do rápido acúmulo de 1. 500 ml
de sangue ou de um terço ou mais do volume de sangue do doente na cavidade torácica.
Esse tipo de lesão é mais comum por lesões perfurantes em tórax, mas também podem
ocorrer por lesões contusas. A grande perda de sangue para o espaço entre as pleuras,
pode levar a choque hipovolêmico do paciente. Deve-se realizar drenagem torácica em
selo d´água, reposição volêmica com cristaloides e se necessitar, transfusão de
concentrado de hemácias. E, em muitos casos necessita-se de uma toracotomia(VIEIRA
et al., 2020).
Tórax Instável: O tórax instável (retalho costal móvel) ocorre quando um
segmento da parede torácica não tem mais continuidade óssea com a caixa torácica. É
decorrente de traumas que afetam a caixa torácica, fraturando dois ou mais arcos costais
em diferentes lugares. A presença de um segmento torácico instável resulta em grave
prejuízo dos movimentos normais da parede torácica. Deve-se administrar analgesia ao
paciente, bem como reposição volêmica e oxigênio suplementar (VIEIRA et al., 2020)
Trauma Abdominal: é a terceira ocorrência que mais se procede em vítimas de
trauma, sendo assim cerca de 20 % dos indivíduos com hemoperitônio apresentam poucos
achados clínicos na primeira abordagem. O caso de traumatismos vem aumentando
gradativamente e sua gravidade é desencadeada pela lesão de órgãos ou estruturas vitais
do abdômen. Quando o paciente apresenta conjuntamente trauma encefálico/trauma
abdominal, este último se torna difícil de reconhecer através do exame clínico
(MANTOVANI, 2005).
Trauma Raquimedular (TRM): as estatísticas comprovam que a maior incidência
de TRM está relacionada com acidentes de trânsito, sendo o restante de etiologia variável
(quedas, acidente de trabalho, entre outros). O TRM ocorre quando uma ou mais vértebras
(cervical, torácica, lombar, sacral ou coccígena) é acometida por algum trauma que seja
ele perfuro/cortante ou outros, e custo é alto para o tratamento dessas vítimas
(MANTOVANI, 2005).
17
Trauma Músculo-esquelético: as lesões do sistema musculoesquelético,
frequentemente, apresentam-se de forma dramática e ocorrem em até 85% dos pacientes
vítimas de trauma fechado.. Na abordagem pré-hospitalar os atendimentos, as condutas e
os procedimentos têm contornos próprios e diferenciados pelas intervenções e
procedimentos específicos, e no tocante à enfermagem, existem critérios fundamentais
para cuidá-lo em emergência que dizem respeito às questões importantes: agilidade e
coerência no pensar/atitudes, uma atenção especial no cuidar (COELHO, 1999 apud
FERNANDES, 2008).
2.9. UTI
A UTI é o local ideal para tratamento de vítimas de politraumatismos, uma vez
que ela oferece equipamentos e pessoal altamente treinado, para lidar com as necessidades
complexas e variadas deste tipo de paciente. O tratamento depende das lesões específicas
que foram sofridas e podem incluir cirurgia, medicações para controlar a dor ou evitar
infeções, e terapia física ou ocupacional para recuperar a função perdida (MARTINES,
et al., 2018). Ao longo do tempo, os médicos e as equipes de enfermagem trabalham para
aumentar a mobilidade do paciente, ajudá-lo a realizar as tarefas diárias, a fim de alcançar
a alta hospitalar
2.10. Cuidados de enfermagem ao paciente Politraumatizado
O cuidado de enfermagem é uma ferramenta essencial para a prevenção,
promoção e recuperação da saúde do indivíduo politraumatizado. Grande parte dos
cuidados de enfermagem voltados para a prevenção de lesões cutâneas, ao controle de
processos dolorosos próprios do quadro clínico do paciente, na higiene e na reabilitação
das funções fisiológicas da vítima e identificar possíveis lesões secundárias que possam
provocar incapacidade total ou no desenvolvimento de atividades da vida diária
(MARTINIANO et al., 2020; WILL et al., 2020; PERBONI; SILVA; OLIVEIRA, 2019).
Além disso, o enfermeiro como agente educador tem a função de realizar ações que
promovam o autocuidado, a auto percepção do paciente diante do quadro clínico,
orientações e ações de prevenção primária e secundária. Outro cuidado é com base no
atendimento psicológico devido às consequências que o trauma pode provocar no
indivíduo e nas suas relações familiares e sociais (MARTINIANO et al., 2020; WILL et
al., 2020).
18
3. CAPÍTULO III- METODOLOGIA
3.1. Tipo de estudo
Será realizado um estudo observacional, descritivo e transversal com uma
abordagem quali-quantitativa.
3.2. Local de estudo
O estudo será realizado na Província de Luanda, no Município da Maianga no
Hospital Josina Machel.
3.3. Universo
O universo em estudo será constituída pelos Profissionais de Enfermagem do
Banco de Ortopedia do Hospital Josina Machel.
3.4. Amostra
A amostra prevista é de 12 Profissionais de Enfermagem do Banco de urgência da
ortopedia e cirurgia do Hospital Josina Machel.
3.5 Critérios de Inclusão
Serão incluídos os Profissionais de Enfermagem do Banco de urgência da
ortopedia e cirurgia do Hospital Josina Machel, que estiverem presentes no Hospital no
dia do Inquérito e que se dispuserem em responder as questões.
3.6. Critérios de Exclusão
Serão excluídos os Profissionais de Enfermagem do Banco de urgência da
ortopedia do Hospital Josina Machel que não estiverem presentes no dia do Inquérito e
os que não se dispuserem em responder as questões.
3.7. Procedimentos Éticos
Será enviado um ofício assinado pela Direção do Instituto Técnico Privado de
Saúde SAPEMUA, do qual receberemos uma carta de aceitação do mesmo pela Direção
do Hospital Josina Machel, com um termo de consentimento livre e esclarecido que será
elaborado por nós, o nosso inquérito será bastante sigiloso e mantido em anonimo com
vista a salvaguardar a boa imagem do mesmo.
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3.8 Procedimentos de recolha de Dados
A recolha de dados será feita por intermédio de uma ficha de inquérito, utilizando
um questionário com perguntas abertas e fechadas formulado pelos autores da pesquisa.
3.9 Processamento de Dados
Após a recolha de dados o texto será informatizado no programa Microsoft Office
Exel e digitalizado no Microsoft Office Word 2013. Os resultados serão apresentados em
tabelas e gráficos projetados por intermedio do Microsoft Office Power Point, com o
auxílio de um Projetor de Imagem.
3.10. Variáveis:
a) Sociodemográficas:
Género
Faixa- etária
Tempo de serviço
b) Técnicas:
Conhecimento em relação ao Politraumatismo;
Identificar as causas e as manifestações clinicas de Politraumatismo;
Descrever os cuidados de enfermagem do Politraumatismo;
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. MARTINIANO, E.C. et al. Cuidados de enfermagem ao paciente politraumatizado:
revisão integrativa. Nursing, v. 23, n. 270, 2020. Disponível
em: [Link] Acesso em 28 de abril de
2022.
2. PERBONI, J.S.; SILVA, R.C.; OLIVEIRA, S.G. A humanização do cuidado na
emergência na perspectiva de enfermeiros: enfoque no paciente
politraumatizado. Interações, v. 20, n. 3, [Link]ível
em: [Link] Acesso em 28 de abril de 2022.
3. WILL, R.C. et al. Cuidados de enfermagem aos pacientes politraumatizados atendidos
na emergência. Nursing, v. 23, n. 263, 2020. Disponível
em: [Link] Acesso em 28 de abril de
2022.
4. Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Resolução 311, 2007. Código de Ética
dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, 2007. Disponível em:<
[Link] Acesso em: 16. jun.2010.
5. BUENO, A. A.; BERNARDES A. Percepção da equipe de enfermagem de um serviço
de atendimento pré-hospitalar móvel sobre o gerenciamento de enfermagem. Texto
contexto – enferm., Florianópolis, v.19, n.1, p. 45-53. jan./mar. 2010. Disponível em:
<textoecontexto@[Link] > Acesso em:10 nov. 2010.
6. CALIL, A. M. et al. Mapeamento das lesões em vítimas de acidentes de trânsito:
Revisão Sistemática da Literatura. Rev. Latino-am Enfermagem, São Paulo, v. 17, n. 1,
jan./fev. 2009. Disponível em: <[Link]/rlae> Acesso em 08 nov.2010.
7. Ministério de Saúde Portaria n.1.864/GM de 29 de setembro de 2003. Disponível em:
< [Link] > Acesso em 16. jun. 2010.
8. Ministério de Saúde Portaria n.7.371/GM de 16 de maio de [Link]ível em:
<[Link] > Acesso em 16. jun. 2010.
21
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO /SAÚDE
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE SAPEMUA
APÊNDICE A:TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Nós, abaixo assinado, finalistas do curso _________________________ do
Instituto Técnico Privado de Saúde SAPEMUA referente ao ano letivo _____________
estamos a realizar uma pesquisa sobre ___________________________________ com
o (a) senhor (a) _______________________________________.
Por isso, estamos a pedir a sua colaboração para participar no estudo, respondendo
a um instrumento que contém várias questões relacionadas com o conhecimento do
assunto epigrafe.
A participação no estudo é voluntaria e não tem nenhum custo ou risco para a sua
pessoa; a sua identidade será mantida anonima.
Declaro que, após ter recebido e entendido o esclarecimento, aceito participar no
estudo.
Luanda aos ______de _______________________de 20_____
Assinatura do (a) entrevistado (a) Assinatura dos pesquisadores
___________________________ _____________________________
____________________________
_____________________________
22
APÊNDICE B
FIXA DE INQUÉRITO
POLITRAUMATISMO
Papel dos Profissionais de Enfermagem do Banco de Urgência da Ortopedia e
Cirurgia do Hospital Josina Machel sobre o Politraumatismo, no Período de Janeiro a
Março de 2025.
O presente inquérito será anonimo e confidencial, visando recolher informações
sobre o papel dos profissionais de enfermagem do banco de ortopedia do hospital Josina
Machel sobre a ánalise, tratamento e a reabilitação de pacientes com múltiplas fraturas.
OBRIGADO PELO CONTRIBUTO!
Dados Pessoas:
1. Gênero: a) Masculino b) Feminino
2. Faixa etária
a) 20-29 anos
b) 30-39 anos
c) 40-49 anos
d) 50-59 anos
3. Tempo de serviço:
a) 1-5 Anos b) 6-10 anos c) 11-15 anos d) Mais de 16 anos
Questões gerais:
4. A principal causa de politraumatismos é:
a) Acidente de veículos motorizados; ( )
b) Atropelamento, ( )
c) Explosões; ( )
d) Queimaduras,( )
23
e) Amputações, ( )
f) Espancamentos ou golpes em várias regiões do corpo; ( )
g) Tentativa de suicídio ou homicídio. ( )
5. A principal manifestação clínica de politraumatismos é
a) Dor nas regiões afetadas ou cefaleia;
b) Hemorragia;
c) Dificuldade de concentração;
d) Amnesia;
e) Tontura ou zumbido constante no ouvido;
6. Em poucas palavras fale sobre os cuidados de enfermagem ao paciente
politraumatizado.
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
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24
ANEXOS