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A Jornada de Thorvald e Gostaf

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Os gêmeos Thorvald e Gostaf Sett cresceram juntos, criados por seus pais, Hilda Sett (mãe) e Gabiraba

Sett (pai), ambos ex-aventureiros. Em um lar estável, eles aprenderam sobre runas, combate e a cultura
de seu povo. Essa vida funcional durou até os nove anos, quando Gabiraba desapareceu
misteriosamente. Pouco depois, a mãe, Hilda, foi acusada de loucura por uma figura chamada Frigg e
internada em uma casa de reabilitação.

Órfãos de pai e com a mãe institucionalizada, os irmãos acabaram nas ruas. Sobreviveram graças à união
inabalável, à bondade de alguns moradores e, ocasionalmente, a pequenos furtos. Aos 18 anos, Thorvald
conseguiu se alistar no exército da cidade/reino, garantindo uma fonte de renda estável para ambos. O
dinheiro era vital, e não apenas para o sustento: eles guardavam cada moeda para subornar a casa
psiquiátrica e libertar Hilda.

No entanto, Gostaf não parou com a vida nas margens. Mentindo para Thorvald sobre ter um "emprego
honesto" e insistindo em conseguir dinheiro de forma mais rápida, ele foi pego durante um de seus
furtos. Devido à sua ligação com o criminoso, Thorvald foi acusado de colaborar com criminosos e
forçado a condenar o próprio irmão publicamente para provar sua lealdade ao exército. Sua recusa
gerou uma controvérsia violenta. Em um ato de desespero e lealdade mútua, ambos fugiram da
cidade/reino.

Agora, como aventureiros foragidos, eles juntam dinheiro para cumprir seu objetivo final: libertar a mãe
e dar a ela a vida digna que ela merece.

O Lado de Gostaf
Hilda ensinava-lhes técnicas de combate, e Gabiraba compartilhava seus truques e segredos.

Desde cedo, suas naturezas se manifestaram: Thorvald se encantava com o lado rúnico e mágico. Já
Gostaf preferia a velha e boa "porradaria", a pancadaria direta. Por causa disso, Thorvald perdia as lutas
para o irmão na maioria das vezes – embora, claro, de vez em quando ele desse a sorte de vencer.

Quando eu vi o meu pai, Gabiraba, soltar algumas magias elementais. Aquilo fez meus olhos brilharem.
Foi então que minha mãe explicou a ele alguns dos poderes de gigantes, sugerindo a origem da força e
do potencial elemental da família.

Essa vida funcional durou até os nove anos, quando Gabiraba desapareceu.

Quando nosso pai desapareceu, Thorvald acreditou que ele havia nos abandonado. Eu, no entanto,
sempre senti que algo de terrível aconteceu, e até hoje me pergunto onde ele está. Não havia razão para
nos deixar. Com o sumiço dele, nossa mãe caiu em tristeza e depressão, mas graças ao seu empenho, ela
conseguiu se reerguer por nossa causa, já que éramos apenas crianças.

Após a acusação e o internamento de nossa mãe, ficamos sozinhos. Fomos parar em um orfanato que
parecia uma jaula; a liberdade era inexistente. Com o tempo, consegui bolar alguns planos para escapar
daquele maldito lugar com meu irmão. Brincávamos lá fora e, principalmente, traçávamos um plano para
resgatar nossa mãe e fugir daquela cidade. Para isso, precisaríamos de muito dinheiro.

Assim que crescemos, Thorvald e eu arranjamos trabalho como soldados no Reino. Eu fui rapidamente
expulso por não seguir a disciplina pífia deles. Não era para mim.

Foi então que conheci um goblin chamado... Krag, que me arranjava "trabalhos sujos": levar
contrabando, fazer a segurança de um local, entre outras tarefas. Meses depois, esse goblin me enviou
para cuidar da segurança de uma das áreas do Barão Leon, um velho gordo com uma barba grande e
grisalha como neve. Ele era estranho: vestia sempre vermelho com detalhes brancos.

Fui designado para guardar um dos porões com um capanga tão grande quanto eu. Assim que cheguei,
percebi o quão maligno era esse Leon. O porão abrigava uma cela com cerca de vinte halflings
escravizados. Não me contive.

Falei ao outro segurança que aquilo era desumano e que eu iria soltá-los. Ele tentou me impedir com um
soco. Na hora, meu sangue ferveu. Desci o machado em seu rosto, cortando-lhe o olho direito e parte do
nariz. Ele caiu no chão, inconsciente, mas ainda respirava. Imediatamente, libertei aquelas pobres vidas.
Logo depois, porém, mais seguranças vieram e me nocautearam.

Acordei amarrado em uma praça pública. Meu irmão me olhava como se eu fosse um monstro sujo. Ali,
me senti humilhado, encurvei o pescoço e vi minha vida passar diante dos meus olhos.

Quando a espada veio em minha direção, levei um susto. Ele mirou nas amarras que me prendiam.
Percebi que meu irmão havia sacrificado tudo por mim. Juntos, brigamos com alguns guardas e
conseguimos fugir da cidade.

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