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Princípios do Direito Administrativo Brasileiro

O documento discute os princípios que regem a Administração Pública no Brasil, como moralidade, impessoalidade, publicidade, finalidade, e eficiência, entre outros. Cada princípio é analisado em relação à sua importância e aplicação na gestão pública, enfatizando a necessidade de ética, transparência e responsabilidade. Além disso, o texto menciona a legislação pertinente e as opiniões dos autores sobre a relevância desses princípios para a atuação dos servidores públicos.
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Princípios do Direito Administrativo Brasileiro

O documento discute os princípios que regem a Administração Pública no Brasil, como moralidade, impessoalidade, publicidade, finalidade, e eficiência, entre outros. Cada princípio é analisado em relação à sua importância e aplicação na gestão pública, enfatizando a necessidade de ética, transparência e responsabilidade. Além disso, o texto menciona a legislação pertinente e as opiniões dos autores sobre a relevância desses princípios para a atuação dos servidores públicos.
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Distinguir as atribuições dos funcionários públicos

previstos em texto geral


Fabrício Oliveira Ridolfi

Henrique Jesus

Princípio da moralidade:
O Princípio da moralidade é um dos princípios pelos quais se rege o Direito
Administrativo brasileiro. Esse princípio evita que a Administração Pública se distancie
da moral e obriga que a atividade administrativa seja pautada não só pela lei, mas
também pela boa-fé, lealdade e probidade.
O princípio da moralidade, previsto no art. 37 da Constituição Federal de 88, diz:

“Art. 37 A administração pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União,


dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficácia [...].”

Opinião= a moralidade alcança não apenas o administrador público, mas também os


licitantes. A despeito de seu caráter subjetivo, já que moral é um conceito aberto,
sujeito a variações de época, de locais e de pessoas, implica a observância de
comportamento ético no transcorrer das licitações públicas.

Princípio da Impessoalidade:

O princípio da impessoalidade estabelece o dever de imparcialidade na defesa do inte-


resse público, impedindo discriminações e privilégios indevidamente dispensados a
particulares no exercício da função administrativa. Além do mais, possui outro aspecto
importante, a atuação dos agentes públicos é imputada ao Estado, portanto, as
realizações não devem ser atribuídas à pessoa física do agente público, mas à pessoa
jurídica estatal a que estiver ligado.

Art 37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia


em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.

Opinião= O princípio da impessoalidade nada mais é que o clássico princípio da


finalidade, o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim
legal.

Princípio da Publicidade:

O princípio da publicidade vem do dever de divulgação oficial dos atos administrativos.


Encarta-se, pois, no livre acesso dos indivíduos a informações de seu interesse e de
transparência na atuação administrativa.
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos
públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de
autoridades ou servidores públicos.

Princípio da Finalidade:

O princípio da finalidade imprime à autoridade administrativa o dever de praticar o ato


administrativo com vistas à realização da finalidade perseguida pela lei.

O Princípio da Finalidade na Lei Geral de Proteção de Dados

Pelo princípio da finalidade, a empresa está obrigada a manter uma relação de


confiança com o titular da informação, não podendo utilizar esses dados de forma
contrária a previamente definida.

Opinião= Tem a finalidade de mostrar que o Poder Público deve agir com maior
transparência possível, para que a população tenha conhecimento de todos os seus
atos

princípio da indisponibilidade do interesse público:

O princípio da indisponibilidade do interesse público diz que a Administração deve


realizar suas condutas sempre velando pelos interesses da sociedade, mas nunca
dispondo deles, uma vez que o administrador não goza de livre disposição dos bens
que administra, pois o titular desses bens é o povo.

LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes


públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego
ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras
providências.

Opinião= O princípio da indisponibilidade do interesse público diz que a Administração


deve realizar suas condutas sempre velando pelos interesses da sociedade, mas nunca
dispondo deles.

princípio da continuidade:

O Princípio da Continuidade é um dos 6 Princípios da Contabilidade , e por isso, está


regulamentado através da Resolução CFC 750/1993, que inclusive já tratamos aqui no
blog. O conceito básico desse princípio diz que sempre que um negócio é aberto a vida
útil dele é indeterminada e pensado em longo prazo.

Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias


ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços
adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos”.
Opinião= O conceito básico desse princípio diz que sempre que um negócio é aberto a
vida útil dele é indeterminada e pensado em longo prazo. A isso se chama
continuidade e ela impacta diretamente nas questões de compromissos financeiros de
uma Empresa.

principio da autotutela:

De acordo com o princípio da auto tutela, a Administração Pública exerce controle


sobre seus próprios atos, tendo a possibilidade de anular os ilegais e de revogar os
inoportunos. Isso ocorre pois a Administração está vinculada à lei, podendo exercer o
controle da legalidade de seus atos.

Lei 9.784/99 em seu artigo 53, “A Administração deve anular seus próprios atos,
quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos”.

Opinião= O princípio da autotutela estabelece que a Administração Pública possui o


poder de controlar os próprios atos, anulando-os quando ilegais ou revogando-os
quando inconvenientes ou inoportunos.

princípio da motivação:

O Princípio da motivação determina que a administração deverá justificar seus atos,


apresentando as razões que o fizeram decidir sobre os fatos com a observância da
legalidade governamental. Os atos administrativos precisam ser motivados, levando as
razões de direito que levaram a administração a proceder daquele modo.

"Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência."

Opinião= O Princípio da motivação determina que a administração deverá justificar


seus atos, apresentando as razões que o fizeram decidir sobre os fatos com a
observância da legalidade governamental.

Principio da razoabilidade:

um método utilizado no Direito Constitucional brasileiro para resolver a colisão de


princípios jurídicos, sendo estes entendidos como valores, bens, interesses.

Art5. LXXVIII – “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a


razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua
tramitação.”

Opinião= atua como princípio informador do devido processo legal, a fim de que seja
este utilizado de forma racional e moderada, com vistas à concepção de justiça social.

Principio da igualdade:
O princípio da igualdade prevê a igualdade de aptidões e de possibilidades virtuais dos
cidadãos de gozar de tratamento isonômico pela lei. Por meio desse princípio são
vedadas as diferenciações arbitrárias e absurdas, não justificáveis pelos valores da
Constituição Federal, e tem por finalidade limitar a atuação do legislador, do intérprete
ou autoridade pública e do particular.

Artigo 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos
seguintes.

Opinião= O princípio da igualdade pressupõe que as pessoas colocadas em situações


diferentes sejam tratadas de forma desigual.

Princípio do controle judicial:

O controle judicial dos atos administrativos é instrumento que concretiza o princípio


da separação de poderes e, portanto, um dos pilares do Estado Democrático de
Direito. O Brasil adota o sistema de jurisdição una, segundo o qual compete ao
Judiciário decidir definitivamente as lides administrativas.

Art5 XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a
direito.

Opinião= O controle judicial dos atos administrativos é instrumento que concretiza o


princípio da separação de poderes e, portanto, um dos pilares do Estado Democrático
de Direito.

Princípio da Hierarquia

Os órgãos da Administração Pública devem ser estruturados de forma tal que haja uma
relação de coordenação e subordinação entre eles, cada um titular de atribuições
definidas na lei.

Alfonso Ruiz Miguel (2003:94) nos ensina que, a análise do princípio da hierarquia
normativa é feita, também, pelo critério do órgão criador da norma, segundo o qual
uma norma é hierarquicamente superior ou igual à outra porque o órgão é superior ou
igual ao tipo de órgão que a criou.

Opinião= Os órgãos da Administração Pública devem ser estruturados de forma tal que
haja uma relação de coordenação e subordinação entre eles, cada um titular de
atribuições definidas na lei.
Princípio do poder-dever

O poder administrativo conferido a administração para atingir o fim público representa


um dever de agir e uma obrigação do administrador público de atuar em benefício da
coletividade e seus indivíduos. E tal poder é irrenunciável (e devem ser executados
pelo titular) e obrigatório.

CF, Art. 37, § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado


prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável
nos casos de dolo ou culpa.

Opinião= Os deveres da administração pública são um

conjunto de obrigações de direito público que a ordem jurídica confere aos agentes
públicos com o objetivo de permitir que o Estado alcance seus fins.

Princípio da eficiência

A Administração Pública deve atender o cidadão na exata medida de sua necessidade,


com agilidade, mediante adequada organização interna e ótimo aproveitamento dos
recursos disponíveis, evitando desperdícios e garantindo uma maior rentabilidade
social.

A eficiência na administração pública passou a ser imperativa. Prova disto está no


parágrafo terceiro do artigo 37, incluído pela Emenda 19. Dispõe ele que “a lei
disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e
indireta, regulando especialmente: I – as reclamações relativas à prestação dos
serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao
usuário e a avaliação periódica, externa e indireta, da qualidade dos serviços; II – o
acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo,
observado o disposto no art.º 5.º, X e XXXIII; III – a disciplina da representação contra o
exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração
pública.”

Opinião= A eficiência deve ser entendida como medida rápida, eficaz e coerente do
administrador público, no intuito de solucionar as necessidades da sua coletividade.

Princípio Presunção de legitimidade

Presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com a lei; em


decorrência desse atributo, presumem-se, até prova em contrário, que os atos
administrativos foram emitidos com observância da lei.
Art. 2 A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa,
contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Opinião= afirma que os atos administrativos gozam de uma presunção de legitimidade,


ou seja, de que foram praticados em conformidade com a lei, em sentido amplo.

Principio da Auto executoriedade

É poder da Administração Pública de executar as suas próprias decisões sem haver


necessidade da tutela judicial. Assim, a Administração Pública por si só cumpre as suas
funções com os seus próprios meios, ainda quando tal execução interfira na esfera
privada do administrado.

Art.5 A AUTOEXECUTORIEDADE é o atributo que permite à Administração Pública


executar seus atos, independente do Poder Judiciário, inclusive recorrendo à força em
determinados casos e exercendo o Poder de Polícia.

Opinião= auto-executoriedade administrativa, também chamada de autotutela,


subsiste na regra geral, salvo quando a lei expressamente exclui tal poder, como, por
exemplo, na desapropriação ou na cobrança da dívida ativa.

Principio da Especialidade

O princípio da especialidade reflete a ideia de descentralização administração, em que


se criam entidades para o desempenho de finalidades específicas. Decorre, ademais,
dos princípios da legalidade e da indisponibilidade o interesse público.

Art. 5°, LICC: Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às
exigências do bem comum. Observa-se que nesse artigo a LICC apresenta uma norma
especial que irá guiar a aplicação das normas jurídicas.

Opinião= o princípio aplica-se modernamente a todas as pessoas administrativas que


integram a Administração Pública Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas
públicas e sociedades de economia mista).

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