INSTITUTO SUPERIOR DE TRANSPORTES E COMUNICACAÇÕES
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BÁSICAS
DISCIPLINAS DE FISICA 1
TRABALHO EM GRUPO Nº 2
Pêndulo Simple
Discentes:
Cristóvão Uaciquete Júnior
Herchel Simbine
Docente:
Doutor Marcelino Macome
Maputo, Maio 2025
1. Introdução
O pêndulo simples é um dos exemplos mais clássicos de sistemas oscilatórios na Física. Ele é
composto por uma pequena massa presa a um fio leve, inextensível e de comprimento fixo, preso
num ponto fixo. Quando essa massa é afastada da posição de equilíbrio e libertada, ela oscila sob
a ação da gravidade, descrevendo um movimento periódico.
Para pequenos ângulos de oscilação (inferiores a 10°), o movimento do pêndulo aproxima-se de
um movimento harmônico simples (MHS). Nessa condição, a força restauradora que atua sobre
o corpo é aproximadamente proporcional ao deslocamento angular em relação à posição de
equilíbrio, o que satisfaz a condição fundamental do MHS:
F=−kx (1.1)
O pêndulo simples é um dos exemplos mais clássicos de sistemas oscilatórios na Física. Ele é
composto por uma pequena massa presa a um fio leve, inextensível e de comprimento fixo, preso
num ponto fixo. Quando essa massa é afastada da posição de equilíbrio e libertada, ela oscila sob
a ação da gravidade, descrevendo um movimento periódico.
Para pequenos ângulos de oscilação (inferiores a 10°), o movimento do pêndulo aproxima-se de
um movimento harmônico simples (MHS). Nessa condição, a força restauradora que atua sobre
o corpo é aproximadamente proporcional ao deslocamento angular em relação à posição de
equilíbrio.
O período de oscilação T depende apenas do comprimento do fio L e da aceleração da
gravidade g, sendo dado por:
√
2
L 4π L
T =2 π g= 2 (1.2)
g T
2. Objectivos
Determinar o período de oscilação de um pêndulo simples para diferentes
comprimentos de fio.
Calcular a aceleração da gravidade com base em dados experimentais.
Confirmar a relação teórica entre L e T2.
3. Materiais e Métodos
Materiais utilizados:
Pêndulo simples (fio + esfera);
Cronómetro;
Régua.
Procedimentos:
1. Montou-se um pêndulo com diferentes comprimentos de fio: 51,5; 57,1; 63,3; 69,7; 77,5
e 82,5 cm.
2. Para cada comprimento, mediu-se o tempo necessário para 10 oscilações completas.
3. Calculou-se o período médio:
t
T= (3.1)
n
O valor de T2 foi calculado para cada caso.
Aplicou-se a fórmula da gravidade:
2
4π L
g= 2 (3.2)
T
4. Resultados e Calculos
Comprimento Tempo t(s) Periodo T(s) T2 (s2) g(m/s2)
L(m)
O,515 14,46 1,446 2,091 9,72
0,571 15,20 1,520 2,310 9,76
0,633 15,97 1,597 2,551 9,80
0,697 16,13 1,613 2,602 10,58
0,775 16,96 1,696 2,877 10,64
0,825 18,19 1,819 3,311 9,85
Exemplo: Para L=51,5cm=0,515m, tempo total t=14,46s
Calculo do Período:
14 , 46
T= =1,446 s
10
Calculo de T2:
2 2 2
T =(1,446) =2,091 s
Calculo de g:
2
4 π 0,515 4 ×9,8696 × 0,515 20,336 2
g= = = ≈ 9 , 72 m/s
2,091 2,091 2,091
5. Conclusão
O experimento permitiu compreender de forma prática o comportamento de um pêndulo simples
e verificar a validade da equação que relaciona o seu período de oscilação ao comprimento do
fio. Os dados obtidos experimentalmente confirmaram que, para pequenas amplitudes, o período
depende apenas do comprimento do fio e da aceleração da gravidade, sendo independente da
massa da esfera e da amplitude inicial.
Os valores calculados para a aceleração da gravidade situaram-se próximos do valor teórico
g=9,81 m/s2, tanto individualmente quanto a partir do ajuste gráfico pelo método dos mínimos
quadrados. A média dos valores experimentais foi de 10,06 m/s2 .
As pequenas discrepâncias podem ser atribuídas a fatores como:
variações na medição do tempo por reação;
ligeiras imprecisões na medição do comprimento do fio;
oscilações com amplitude acima do ideal.
No geral, o trabalho foi bem-sucedido em demonstrar os princípios teóricos do movimento
oscilatório do pêndulo simples e em aplicar métodos de análise de dados que aproximam a
experiência da prática científica real. O exercício contribuiu também para o desenvolvimento de
competências importantes, como a leitura crítica de resultados, o tratamento de erros e a
validação experimental de modelos físicos.
6. Referências Bibliográficas
Vermelo, J. et al. (2024). Ficha de Pêndulo Simples. ISUTC, Moçambique.
Alonso, M., Finn, E. J. (1971). Física, Vol. 1 – Mecânica. Fondo Educativo
Interamericano.
Resnick, R., Halliday, D., Krane, K. (2002). Física 1. LTC Editora.
Young, H. D., Freedman, R. A. (2009). Física Universitária, Vol. 1. Pearson.