ÍNDICE
[Link]ÇÃO ................................................................................................................................... 2
Relação entre saneamento básico, saúde publica e meio ambiente ........................................................ 4
Saúde pública ...................................................................................................................................... 4
Meio ambiente .................................................................................................................................... 4
O saneamento básico............................................................................................................................... 4
Sistema de esgotos .............................................................................................................................. 5
Disposição do lixo............................................................................................................................... 5
O saneamento e sua importância para a saúde da humanidade ............................................................... 5
Impactos a ausência de saneamento causa na saúde pública .................................................................. 6
Doenças relacionadas com a falta de saneamento básico ....................................................................... 6
Conclusão................................................................................................................................................ 7
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 8
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[Link]ÇÃO
Nos últimos anos, tem-se observado que a finalidade dos projetos de saneamento tem
saído de sua concepção sanitária clássica, recaindo em uma abordagem ambiental, que visa não
só a promover a saúde do homem, mas, também, a conservação do meio físico e biótipo. Com
isso, a avaliação ambiental dos efeitos dos sistemas de saneamento nas cidades consolidou-se
como uma etapa importante no processo de planejamento, no que se refere à formulação e
seleção de alternativas e à elaboração e detalhamento dos projetos selecionados. A avaliação
da viabilidade ambiental assume caráter de forte condicionante das alternativas a serem
analisadas, ocorrendo, muitas vezes, a predominância dos critérios ambientais em relação, por
exemplo, aos critérios econômicos. A compreensão dessas diversas relações revela-se um
pressuposto fundamental para o planejamento dos sistemas de saneamento em centros urbanos,
de modo a privilegiar os impactos positivos sobre a saúde pública (objeto primordial das ações)
e sobre o meio ambiente. Ressalta-se que apesar do conceito de saneamento compreender os
sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, a coleta e disposição de resíduos
sólidos, a drenagem urbana e o controle de vetores, considerou-se, neste trabalho, apenas os
sistemas de água e esgotos.
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EM 1992, Em certas localidades dos povos antigos desenvolveram técnicas sofisticadas
para a época, de captação, condução, armazenamento e utilização da água. Os egípcios
dominavam técnicas de irrigação do solo na agricultura e métodos de armazenamento de água,
pois dependia das cheias do Rio Nilo. No Egito, costumava-se armazenar água por um ano para
que a sujeira se depositasse no fundo do recipiente. Embora ainda não se imaginasse que muitas
doenças eram transmitidas por microrganismos patogênicos, os processos de filtragem e
armazenamento removiam a maior parte desses patógenos. O autor afirma ainda que tais
processos de purificação da água foram descobertos por expedições arqueológicas através de
inscrições e gravuras nos túmulos. Com base no processo da capilaridade, utilizado por
egípcios, japoneses e também chineses, a água passava de uma vasilha para a outra por meio
de tiras de tecido, que removiam as impurezas. Durante a Idade Média, a falta de hábitos
higiênicos se agravou com o crescimento industrial em fins do séc. XVIII. Os camponeses
foram levados em massa para as cidades sem infra-estrutura o que desencadeou vários
problemas de saúde pública e meio ambiente.
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Relação entre saneamento básico, saúde publica e meio ambiente
A compreensão das relações entre saneamento, saúde pública e meio ambiente constitui etapa
inicial e importante no desenvolvimento de um modelo de planejamento de sistemas de
abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS), saúde ambiental são todos aqueles aspectos da saúde humana que estão determinados
por fatores físicos, químicos, biológicos, sociais e psicológicos no meio ambiente. Também se
refere à teoria e prática de prevenir e controlar fatores de risco que, potencialmente, possam
prejudicar a saúde de gerações atuais e futuras.
Saúde pública
Saúde pública trata-se dos esforços realizados pela população, médicos, enfermeiros, demais
profissionais de saúde, governo, etc., com o objetivo de proteger e restabelecer a saúde da
população.
Meio ambiente
Meio ambiente é o conceito que expressa as diferentes relações estabelecidas entre os seres
vivos. Logo, ele envolve a interação entre os elementos naturais e humanos do espaço, e sua
importância está ligada à manutenção da vida no planeta, por isso sua conservação é
indispensável.
O saneamento básico
A água potável é a água própria para o consumo humano. Para ser assim considerada,
ela deve atender aos padrões de potabilidade. Se ela contém substâncias que desrespeitam estes
padrões, ela é considerada imprópria para o consumo humano. As substâncias que indicam esta
poluição por matéria orgânica são compostos nitrogenados, oxigênio consumido e cloretos.
A água constitui elemento essencial à vida. O homem necessita de água de qualidade
adequada e em quantidade suficiente para atender a suas necessidades, para proteção de sua
saúde e para propiciar o desenvolvimento econômico.
Portanto, um sistema de abastecimento de água é composto pelas seguintes etapas:
1. Manancial: fonte de onde se retira a água;
2. Captação: conjunto de equipamentos e instalações utilizado para a tomada de água do
manancial;
3. Adução: transporte da água do manancial para a estação de tratamento de água ou da
água tratada para a reservação;
4. Tratamento: melhoria das características qualitativas da água, dos pontos de vista físico,
químico, bacteriológico e organoléptico, a fim de que se torne própria para o consumo;
5. Reservação: armazenamento da água para atender a diversos propósitos, como a
variação de consumo e a manutenção da pressão mínima na rede de distribuição;
6. Rede de distribuição: condução da água para os edifícios e pontos de consumo, por
meio de tubulações instaladas nas vias públicas.
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A importância da implantação do sistema de abastecimento de água, dentro do contexto do
saneamento básico, deve ser considerada tanto no aspectos sanitário e social quanto nos
aspectos econômicos, visando atingir aos seguintes objetivos:
Nos aspectos sanitário e social:
Melhoria da saúde e das condições de vida de uma comunidade, diminuição da
mortalidade em geral, principalmente da infantil; aumento da esperança de vida da população;
diminuição da incidência de doenças relacionadas à água;implantação de hábitos de higiene na
população; facilidade na implantação e melhoria da limpeza pública; facilidade na implantação
e melhoria dos sistemas de esgotos sanitários.
Nos aspectos econômicos:
Aumento da vida produtiva dos indivíduos economicamente ativos; diminuição dos
gastos particulares e públicos com consultas e internações hospitalares; facilidade para
instalações de indústrias, onde a água é utilizada como matéria-prima ou meio de operação;
incentivo à indústria turística em localidades com potencialidades para seu desenvolvimento.
Sistema de esgotos
O sistema de esgotos sanitários é o conjunto de obras e instalações que propicia coleta,
transporte e afastamento, tratamento, e disposição final das águas residuárias, de uma forma
adequada do ponto de vista sanitário e ambiental. O sistema de esgotos existe para afastar a
possibilidade de contato de dejetos humanos com a população, com as águas de abastecimento,
com vetores de doenças e alimentos. Com a construção de um sistema de esgotos sanitários em
uma comunidade procura-se atingir os seguintes objetivos: afastamento rápido e seguro dos
esgotos; coleta dos esgotos individual ou coletiva (fossas ou rede coletora); tratamento e
disposição adequada dos esgotos tratados, visando atingir benefícios como conservação dos
recursos naturais; melhoria das condições sanitárias locais; eliminação de focos de
contaminação e poluição;
Disposição do lixo
O lixo é o conjunto de resíduos sólidos resultantes da atividade humana. Ele é
constituído de substâncias putrescíveis, combustíveis e incombustíveis. O lixo tem que ser bem
acondicionado para facilitar sua remoção. Quando o lixo é disposto de forma inadequada, em
lixões a céu aberto, por exemplo, os problemas sanitários e ambientais são inevitáveis. Isso
porque estes locais tornam-se propícios para a atração de animais que acabam por se
constituírem em vetores de diversas doenças, especialmente para as populações que vivem da
catação, uma prática comum nestes locais
O saneamento e sua importância para a saúde da humanidade
Os serviços de saneamento muito importantes porque estão relacionados diretamente
ao desenvolvimento socioeconômico. Ter acesso à água tratada, tratamento de esgoto e coleta
de resíduos melhora a qualidade de vida dos indivíduos porque reduz a ocorrência de diversas
doenças. Além disso, é uma maneira de preservar o meio ambiente e garantir o uso sustentável
dos recursos naturais.
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Impactos a ausência de saneamento causa na saúde pública
De modo geral, a ausência de saneamento básico gera impactos em diversos indicadores
socioeconômicos, como renda, saúde pública, educação, emprego, oferta de serviços públicos,
planejamento urbano, entre [Link] caso da saúde pública, essa relação existe porque a falta
de infraestrutura sanitária aumenta a proliferação de pragas e micro-organismos que
manifestam doenças como as verminoses e também o contato da população com esses
ambientes insalubres. Os estudantes, por exemplo, apresentam baixo rendimento escolar em
razão das faltas, o que interfere posteriormente na empregabilidade
Doenças relacionadas com a falta de saneamento básico
Os parasitas em geral possuem duas fases de vida: uma dentro do hospedeiro e outra no
meio ambiente. Enquanto estão no corpo do hospedeiro, eles possuem condições ideais para
seu desenvolvimento, como temperatura e umidade adequadas, além de dispor de alimento em
abundância. Quando estão no meio ambiente, ao contrário, estão ameaçados e morrem com
facilidade, devido à luminosidade excessiva, à presença de oxigênio, de calor, e à falta de
alimentos. O tempo que esses microrganismos passam fora do hospedeiro deve ser suficiente
apenas para que alcancem novos organismos, continuando seu ciclo de vida.
Normalmente os parasitas são eliminados pelo portador junto com suas excretas, isto é,
fezes, urina e catarros, e então se misturam com os microrganismos que vivem livremente no
solo, na água e no ar. A maior parte das doenças transmitidas para o homem é causada por
microrganismos, organismos de pequenas dimensões que não podem ser observados a olho nu.
Os principais grupos de microrganismos que podem provocar doenças no homem são:
os vírus (ex.: vírus da hepatite);
as bactérias (ex.: vibrião colérico, que é o agente da cólera);
os protozoários (ex.: ameba);
os helmintos, que provocam as verminoses, podem ser microscópicos (ex.:
filaria, que é o agente da elefantíase), ou apresentarem maiores dimensões (ex.:
a lombriga).
Aos profissionais da área de Engenharia Sanitária e Ambiental interessa conhecer as
formas de transmissão e as medidas de prevenção das doenças relacionadas com a água, com
as fezes, com o lixo e com as condições de habitação.
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Conclusão
Sobre os aspectos mencinados acima, cheguei a conclusão que, a relações entre
saneamento, saúde pública e meio ambiente numa etapa inicial, é importante para o
desenvolvimento de sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário. Em termos
de planejamento, a identificação e análise dos efeitos advindos da implementação de
determinado sistema, seja ele de água ou de esgotos, deve conferir meios para se estabelecer
uma certa ordem de prioridades e apontar o direcionamento mais adequado das ações, uma vez
que cada população a ser beneficiada possui características distintas e nem sempre as ações de
saneamento podem ser orientadas da mesma forma.
Assim, os impactos positivos e negativos devem sempre ser verificados quanto à sua real
ocorrência e dimensão, na tentativa de se estabelecerem efeitos comparativos entre realidades
diferentes, de modo a propiciar a avaliação correta das possíveis alternativas. Nesse sentido, a
proposta deste trabalho de sistematização dos efeitos no meio ambiente e na saúde pública, em
cada fase da implementação de ações de saneamento, constitui-se em um avanço, no sentido
de reunir elementos para um modelo de planejamento em saneamento.
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REFERÊNCIAS
1.« ALABURDA, J. & NISHIHARA, L., 1998. Presença de compostos de nitrogênio em
águas de poços. Revista de Saúde Pública,». 11/05/2022,
2.« BRISCOE, J., 1984. Intervention studies and the definition of dominant transmission
routes. American Journal of Epidemiology, » 11/05/2022,
3.« CAIRNCROSS, S., 1984. Aspectos de saúde nos sistemas de saneamento
básico. Engenharia Sanitária,» 11/05/2022,
4.« CAIRNCROSS, S., 1989. Water supply and sanitation: An agenda for research. Journal
of Tropical Medicine and Hygiene,» 11/05/2022,