Trigonometria é o nome do ramo da matemática que se dedica a
fazer cálculos relacionados com os elementos de um triângulo. Para
isso, trabalha com unidades como o grau sexagesimal (que é usado a
dividir uma circunferência em 360 graus sexagesimais), o grau
centesimal (a divisão é realizada em 400 graus centesimais) e o
radiano (que é tomado como a unidade natural dos ângulos e indica
que a circunferência é susceptível de divisão em 2 pi radianos).
A noção de razão trigonométrica está relacionada com os vínculos
que se podem estabelecer entre os lados de um triângulo que dispõe
de um ângulo de 90º. Existem três grandes razões trigonométricas:
tangente, seno e cosseno.
A razão trigonométrica tangente é aquela que existe entre o cateto
oposto e o cateto adjacente. O seno, por sua vez, é a razão entre o
cateto oposto e a hipotenusa, ao passo que o cosseno é a razão
entre o cateto adjacente e a hipotenusa.
Para compreender estas razões trigonométricas, obviamente, é
necessário saber em que consistem os catetos e a hipotenusa. O
cateto adjacente é aquele que passa pelo ângulo de noventa graus,
ao passo que o cateto oposto é, precisamente, o oposto ao ângulo.
Ambos, por conseguinte, conforman o ângulo de 90º. A hipotenusa,
em contrapartida, é o lado maior do triângulo.
Para além da tangente, do seno e do cosseno, é possível reconhecer
outras razões trigonométricas que são menos utilizadas como é o
caso da co-tangente (a razão entre o cateto adjacente e o cateto
oposto), a co-secante (a razão entre a hipotenusa e o cateto oposto)
e a secante (a razão entre a hipotenusa e o cateto adjacente).
Navegue pelo índice de temas.
ÍNDICE +
TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO
RETÂNGULO
Antes de qualquer coisa, cabe dizer que, quando foi criada, a
trigonometria tinha o seu foco nos triângulos retângulos.
Quando se analisa à proporção que há entre os lados de um triângulo
retângulo, se pode fazer a definição das chamadas razões
trigonométricas. Essas razoes são: seno, cosseno e tangente.
Num triângulo retângulo, é nomeado como hipotenusa o maior lado
desse, o qual encontra-se sempre oposto ao ângulo de 90º. Enquanto
isso, os demais lados recebem o nome de catetos.
A realização do cálculo do seno, do cosseno ou da tangente, é crucial
fazer uso de um ângulo como referência, devido a isso os catetos
recebem o nome de catetos opostos (tendo como referência o lado
localizado de frente para o ângulo) e cateto adjacente (o que se
encontra ao lado de um ângulo, não sendo a hipotenusa).
Feita uma análise ao triângulo retângulo, além de saber sobre suas
razões trigonométricas, cabe ainda fazer a identificação de cada um
dos lados segundo o ângulo.
A partir das funções trigonométricas que foram citadas anteriormente
(seno, cosseno, tangente, hipotenusa, cateto oposto e cateto
adjacente), é possível encontrar outras funções trigonométricas,
sendo elas: cotangente (que é o inverso
da tangente), cossecante (essa seria o posto do seno) e também
secante.
CÍRCULO TRIGONOMÉTRICO
O círculo trigonométrico ou circunferência trigonométrica, se
caracteriza numa representação gráfica que ajuda na realização do
cálculo das chamadas razões trigonométricas.
Com base na simetria do círculo trigonométrico se diz que o eixo
vertical é correspondente ao seno e o eixo horizontal é
correspondente ao cosseno. Além disso, os pontos dele teriam
associação com os valores dos ângulos.
RADIANOS DO CÍRCULO
TRIGONOMÉTRICO
A circunferência é dividida em 360 partes iguais no círculo trigonométrico
O radiano se trata da razão que há entre o comprimento de um arco
e o seu raio. Trata-se o mesmo de uma unidade padrão de medida de
um ângulo qual diversas áreas da matemática fazem uso.
E aqui, a medida de um arco no conhecido como círculo
trigonométrico se daria em radiano (rad) ou mesmo em grau (°).
1° é o correspondente a 1/360 da circunferência. É importante que se
saiba que a circunferência aqui é dividida em 360 partes de mesmo
tamanho, as quais possuem uma ligação ao centro, com esses tendo
um ângulo correspondente a 1°.
Enquanto isso, 1 radiano corresponderia a medida de um arco da
circunferência, qual traz um comprimento semelhante ao raio da
circunferência do arco que se irá medir.
ÂNGULO
Ângulo, em geometria, designa duas semirretas que saem de um mesmo ponto
Ângulo é originário do latim “angulus”, que significa “canto, dobra ou
esquina”. O termo surge em geometria e designa a área interna que
se forma quando duas semirretas saem de um mesmo ponto. Um
ângulo pode ainda ser dois segmentos de reta que têm somente uma
extremidade em comum.
Se temos duas semirretas, com uma delas indo em sentido superior e
a outra, partindo do mesmo ponto que a primeira, indo para um dos
lados (direito ou esquerdo, em linha reta), então teríamos um ângulo
de 90° (noventa graus), se ligássemos essa abertura por dentro. A
letra “L” ilustraria bem isso.
Outro exemplo seria se houvesse duas semirretas, onde cada um iria
para um lado (direita e esquerda), formando uma linha única. Nesse
caso, se ligássemos ambas as retas (tendo o desenho de um
semicírculo) haveria um ângulo de 180°.
Outra acepção de ângulo diz respeito ao canto de uma parede, por
exemplo:
– Contratei um especialista para averiguar se o ângulo daquelas
paredes está correto;
– É possível usar a lei do cosseno para calcular o ângulo de duas
paredes que se encontram, ou seja, fazer o cálculo do ângulo de
canto delas.
Podem haver objetos e outros elementos formando ângulos, tal como
no caso de um canal de água que tenha um formato mais retilíneo.
Esse canal poderia formar ângulos de 90° em cada um dos lados, por
exemplo. Se o mesmo fosse visto de frente, numa reprodução em 2D,
essa visualização facilitaria ainda mais.
Nos ângulos, os pontos de encontros são denominados de vértices
ou vértices dos ângulos.
Para a área da geometria, há como importante figura o matemático
Euclides de Alexandria, quem é considerado como sendo o pai da
geometria.
Navegue pelo índice de temas.
ÍNDICE +
TIPOS DE ÂNGULOS
Segundo a abertura, os ângulos podem ser:
– Agudo: que possui uma abertura que é acima de 0° e não
ultrapassa os 90°;
– Reto: já esse tipo é caracterizado por ter uma abertura exatamente
de 90°;
– Ângulo obtuso: o ângulo que possui uma abertura que é maior do
que 90°, porém essa abertura é menor do que 180º;
– Ângulo raso: esse é exemplo citado anteriormente, onde a abertura
possui 180° exatos;
– Complementar: aqui trata-se da soma de dois ângulos que gera um
ângulo de 90°;
– Suplementar: do mesmo modo que o anterior, esse é a soma que
gera 180°;
– Côncavo: o ângulo que possui uma abertura que é maior do que
180°, porém menor do que 360º;
– Completo: esse tipo é o que possui abertura de 360°, ou seja, pode-
se dizer que ele realiza uma volta inteira;
– Adjacente: é aquele com segmentos de retas similares, contudo há
marcações distintas nele nos seus pontos;
– Ângulo nulo: por fim, esse é o ângulo sem abertura, ou seja, ele é
em 0°.
MEDIDOR DE ÂNGULO
É chamado de medidor de ângulo um aparelho (ou também
aplicativo) que faz a medição do ângulo em inclinação de uma dada
superfície. Esse medidor costuma ser usado, por exemplo, na
medição de ângulos de caimentos e telhado. Coloca-se o aparelho
numa superfície e ele mede os graus dela. Também pode ser usado
para medir o caimento de ralos de banheiro e outros locais em que
haja também esse caimento. No caso do aplicativo com essa mesma
função, a precisão dele depende do sensor do aparelho (celular,
tablet).
Há ainda um instrumento que é usado para medir ângulos em
geometria, esse é o chamado transferidor. Esse instrumento é uma
espécie de régua com formato circular e que possui duas aberturas
para que seja realizada a medição dos ângulos. Coloca-se o
instrumento sobre o vértice de um ângulo e usa-se a linha central do
instrumento como base, usando o ponto zero como base para uma
das semirretas.
ÂNGULO NO AUDIOVISUAL
No audiovisual, há eixos que contam com distintos ângulos
O termo surge também na realização de produções audiovisuais,
onde ângulo é um recurso usado para a definição do nivelamento da
câmera. É essencial o conhecimento de distintos ângulos nesse caso.
Quando se vai filmar uma cena, primeiro se faz a escolha
do enquadramento para a câmera e depois é escolhido qual o melhor
dos ângulos para o posicionamento. E isso pode ajudar os
responsáveis pelo projeto a terem diferentes efeitos para uma mesma
cena.
No audiovisual são considerados ainda os eixos para o posicionar da
câmera, sendo eles o eixo horizontal e o eixo vertical. Por exemplo:
no eixo horizontal há o ângulo traseiro, frontal, lateral, etc. Enquanto
isso, no eixo vertical há os ângulos alto, normal, baixo, entre outros.
Através deles os cinegrafistas conseguem captar cenas distintas para
uma produção se tornar mais rica.
Cada um desses ângulos serve a um propósito e ajuda a transmitir
melhor um sentimento, emoção, situação, etc. A exemplo disso há o
ângulo frontal do eixo horizontal, que pode ajudar a transmitir
sentimentos, quando a câmera foca em captar uma pessoa, dado que
pode dar ênfase para a feição dessa pessoa.
CITAÇÃO
SOUSA, Priscila. (6 de Abril de 2022). ângulo - O que é, tipos,
conceito e definição. [Link]. [Link]
A Trigonometria (trigono: triângulo e metria: medidas) é o ramo da Matemática que
estuda a proporção, fixa, entre os comprimentos dos lados de um triângulo
retângulo, para os diversos valores de um dos seus ângulos agudos. (Entre estes
ângulos, os de 30º, 45º e 60º são denominados ângulos notáveis.) As proporções
entre os 3 lados dos triângulos retângulos são denominadas de seno, cosseno,
tangente, cotangente, entre várias outras, dependendo dos lados considerados na
proporção.
Já o Círculo Trigonométrico é um recurso criado para facilitar a visualização destas
proporções entre os lados dos triângulos retângulos. Ele consiste em
uma circunferência orientada de raio unitário, centrada na origem dos 2 eixos de
um plano cartesiano ortogonal, ou seja, um plano definido por duas retas
perpendiculares entre si, ambas com o valor 0 (zero) no ponto onde elas se cortam.
Existem dois sentidos de marcação dos arcos no círculo: o sentido positivo,
chamado de anti-horário, que se dá a partir da origem dos arcos até o lado terminal
do ângulo correspondente ao arco; e o sentido negativo, ou horário, que se dá no
sentido contrário ao anterior.
Seno
Ver artigo principal: Seno
Dado um triângulo retângulo, o seno de um dos seus 2 ângulos agudos é a razão
entre o comprimento do cateto oposto a este ângulo e o comprimento
da hipotenusa, calculada, como toda razão, pela divisão de um valor pelo outro, a
referência da razão.
No círculo trigonométrico, o seno de um ângulo qualquer pode ser visualizado na
projeção do seu raio (por definição igual a 1) sobre o eixo vertical.
Como o seno é esta projeção e o raio do círculo trigonométrico é igual a 1, segue
que ou seja, a imagem do seno é o intervalo fechado
Cosseno
Ver artigo principal: Cosseno
Dado um triângulo retângulo, o cosseno de um dos seus 2 ângulos agudos é a
razão entre o comprimento do cateto adjacente a este ângulo e o comprimento
da hipotenusa, calculada, como toda razão, pela divisão de um valor pelo outro, a
referência da razão.
No círculo trigonométrico, o cosseno de um ângulo qualquer pode ser visualizado na
projeção do seu raio (por definição igual a 1) sobre o eixo horizontal.
Como o cosseno é esta projeção, e o raio do círculo trigonométrico é igual a 1,
segue que, ou seja, a imagem do cosseno é o intervalo fechado
Tangente
Ver artigo principal: Tangente
Dado um triângulo retângulo, a tangente de um dos seus 2 ângulos agudos é a
razão entre o comprimento do cateto oposto a este ângulo e o comprimento do
cateto adjacente a ele, calculada, como toda razão, pela divisão de um valor pelo
outro, a referência da razão.
No círculo trigonométrico, o valor da tangente de um ângulo qualquer pode ser
visualizado na reta vertical que tangencia este círculo no ponto em que ele corta o
eixo horizontal do lado direito. Nesta reta tangente ao círculo trigonométrico, o valor
da tangente trigonométrica de qualquer ângulo é representado pelo segmento que
vai do ponto em que ela corta o eixo horizontal até o ponto em que ela corta a reta
que contém o raio do círculo trigonométrico para o ângulo considerado. Para avaliar
este valor, deve-se compará-lo com o raio do círculo trigonométrico que, por
definição, é igual a 1, de preferência quando este raio se encontra sobre a parte
superior do eixo ortogonal vertical. Observe que, enquanto o seno e o cosseno são
sempre menores do que o raio do círculo trigonométrico e, portanto, menores do
que 1, a tangente trigonométrica pode ser tanto menor quanto maior do que 1.
Relações
Dois triângulos são ditos semelhantes se um pode ser obtido pela expansão
uniforme do outro. Este é o caso se, e somente se, seus ângulos correspondentes
são iguais. O fato crucial sobre triângulos semelhantes é que os comprimentos de
seus lados são proporcionais. Isto é, se o maior lado de um triângulo é duas vezes
maior que o lado do triângulo similar, então o menor lado será também duas vezes
maior que o menor lado do outro triângulo, e o comprimento do lado médio será
duas vezes o valor do lado correspondente do outro triângulo. Assim, a razão do
maior lado e menor lado do primeiro triângulo será a mesma razão do maior lado e o
menor lado do outro triângulo.
Usando estes fatos, definem-se as funções trigonométricas, começando
pelos triângulos retângulos (triângulos com um ângulo
reto 90 graus ou π/2 radianos). O maior lado em um triângulo qualquer é sempre o
lado oposto ao maior ângulo e devido a soma dos ângulos de um triângulo ser 180
graus ou π radianos, o maior ângulo em um triângulo retângulo é o ângulo reto. O
maior lado nesse triângulo, consequentemente, é o lado oposto ao ângulo reto,
chamado de hipotenusa e os demais lados são chamados de catetos.
Dois triângulos retângulos que compartilham um segundo ângulo são
necessariamente similares, e a proporção (ou razão) entre o comprimento do lado
oposto a e o comprimento da hipotenusa será, portanto, a mesma nos dois
triângulos. Este valor será um número entre 0 e 1 que depende apenas de Este
número é chamado de seno[4] de A e é escrito como Similarmente, pode-se definir :
o cosseno de é a proporção do comprimento do cateto adjacente ao ângulo em
relação ao comprimento da hipotenusa;
a tangente trigonométrica de é a proporção do comprimento do cateto oposto ao
ângulo em relação ao comprimento do cateto adjacente;
a cotangente de é a proporção do comprimento do cateto adjacente ao ângulo em
relação ao comprimento do cateto oposto - é o inverso da tangente;
a secante trigonométrica de é a proporção do comprimento da hipotenusa em relação
ao comprimento do cateto adjacente ao ângulo - é o inverso do cosseno;
a cossecante de é a proporção do comprimento da hipotenusa em relação ao
comprimento do cateto oposto ao ângulo - é o inverso do seno.
Triângulo Retângulo
Seja o triângulo ABC, retângulo em A, têm-se, pelas definições de seno e cosseno:
Círculo trigonométrico, com a posição das funções seno,
cosseno, tangente e cotangente explicitadas
Estas são as mais importantes funções trigonométricas; outras funções
podem ser definidas tomando as razões dos outros lados de um triângulo
retângulo, mas podem ser expressas em termos de seno e cosseno. São
elas a tangente, secante, cotangente, e cossecante.
No triângulo ABC acima, a tangente de pode ser calculada através da
razão entre o cateto oposto e o adjacente, como se observa em sua
definição. Porém ela também pode ser obtida pela razão entre seno e
cosseno, da seguinte forma:
Secante e Cossecante no círculo
trigonométrico unitário
Da mesma forma que a tangente, a cotangente de pode ser definida
como uma razão entre catetos, nesse caso como a razão entre os
catetos adjacente e oposto. Portanto, a cotangente pode ser expressa
através da razão entre cosseno e seno como também sendo
o inverso da tangente.
A secante e a cossecante ficam definidas por serem
o inverso do cosseno e do seno, respectivamente. Portanto, a
secante e a cossecante de podem ser expressas da seguinte forma:
Relógio de sol
O círculo unitário
Até então, as funções trigonométricas tem sido
definidas por ângulos entre 0 e 90 graus (0 e π/2
radianos) apenas. Usando um círculo unitário, pode-se
estendê-los para todos
argumentos positivos e negativos (veja função
trigonométrica).
Uma vez que as funções seno e cosseno tenham sido
tabuladas (ou computadas por uma calculadora), pode-
se responder virtualmente todas questões sobre
triângulos arbitrários, usando a lei dos senos e a lei dos
cossenos. Estas leis podem ser usadas para calcular
os ângulos restantes e lados de qualquer triângulo bem
como dois lados e um ângulo ou dois ângulos e um
lado ou três lados conhecidos.
Alguns matemáticos acreditam que a trigonometria foi
originalmente inventada para calcular relógios de sol,
um tradicional exercício em antigos livros. Isto é
também muito importante para a agrimensura.
Teorema de Pitágoras
Ver artigo principal: Teorema de Pitágoras
O teorema de Pitágoras estabelece que "A soma
do quadrado das medidas dos catetos (lados que
formam o ângulo de 90°, neste caso c e b) é igual ao
quadrado da medida da hipotenusa (lado oposto ao
ângulo de 90°, ou a)". Assim: a² = b² + c² .
Um corolário desse teorema é que se os dois catetos
forem de mesmo tamanho, a hipotenusa vale o produto
do cateto pela raiz quadrada de 2.
Aplicações da trigonometria
Existem diversas aplicações da trigonometria e das
funções trigonométricas. Por exemplo, a técnica da
triangulação é usada em astronomia para estimar
a distância das estrelas próximas; em geografia para
estimar distâncias entre divisas e em sistemas de
navegação por satélite. As funções seno e cosseno são
fundamentais para a teoria das funções periódicas, as
quais descrevem as ondas sonoras e luminosas.
Campos que fazem uso da trigonometria ou funções
trigonométricas incluem astronomia (especialmente
para localização de posições aparentes de objetos
celestes, em qual a trigonometria esférica é essencial)
e portanto navegação (nos oceanos, em aviões, e
no espaço), teoria musical, acústica, óptica, análise de
mercado, eletrônica, teoria da
probabilidade, estatística, biologia, equipamentos
médicos (por exemplo, Tomografia
Computadorizada e Ultrassom), farmácia, química, teori
a dos números (e
portanto criptologia), sismologia, meteorologia, oceano
grafia, muitas das ciências físicas, solos (inspeção
e geodesia), arquitetura, fonética, economia, engenhari
a, gráficos
computadorizados, cartografia, cristalografia e desenvol
vimento de jogos.
Identidades trigonométricas
Ver artigo principal: Identidade trigonométrica
Algumas equações envolvendo funções
trigonométricas são verdade para todos os ângulos e
são conhecidas como "identidades trigonométricas".
Muitas expressam relações geométricas importantes.
Por exemplo, as identidades Pitagoreanas são uma
expressão do Teorema de Pitágoras. Essas
identidades podem ser encontradas, junto com suas
demonstrações, na página Identidade Trigonométrica.
Identidades triangulares
As identidades que se seguem referem-se a um
triângulo com ângulos e e lados de
comprimentos e como na figura ao lado. Repare que
o lado oposto ao ângulo é o de comprimento o lado
oposto ao ângulo é o de comprimento e o lado oposto
ao ângulo é o de comprimento
Lei dos senos
Ver artigo principal: Lei dos senos
A lei dos senos[5] para um triângulo arbitrário diz:
ou equivalentemente:
Lei dos cossenos
Ver artigo principal: Lei dos cossenos
A lei dos cossenos (também conhecida
como fórmula dos cossenos) é uma extensão
do teorema de Pitágoras para triângulos
arbitrários:
ou equivalentemente:
o teorema de Pitágoras é um caso
particular da Lei dos Cossenos, quando
o cosseno de 90°é 0.
Lei das tangentes
Ver artigo principal: Lei das tangentes
A lei das tangentes:
Como saber o ângulo
interno de um triângulo
retângulo
Sendo:
em que:
Sen(A) é comprimento
do cateto oposto e
Cos(A) é o comprimento
do cateto adjacente.
A tangente inversa:
ou:
é o ângulo interno.
Referência
s
1. Linton, 2004
2. «Trigonomet
ria». Brasil
Escola.
Consultado
em 23 de
fevereiro de
2012
3. Afinal, foram
os babilónios
(e não
gregos) os
primeiros a
estudar
trigonometria,
por Lusa,
[Link],
25 Agosto,
2017
4. Marques,
Paulo. «Trigo
nometria,
Funções».
algosobre.
Consultado
em 24 de
fevereiro de
2012
5. Ribeiro,
Thyago. «Lei
dos Senos e
dos
Cossenos».
Infoescola.
Consultado
em 25 de
fevereiro de
2012
Bibliogra
fia
Christopher M.
Linton (2004).
From Eudoxus to
Einstein: A
History of
Mathematical
Astronomy .
Cambridge
University Press.
Weisstein, Eric
W.
"Trigonometric
Addition
Formulas".
Wolfram MathWo
rld.
Christopher Mark
Linton (2006)
"The
Trigonometric...
and His Live.
IEZZI, Gelson.
Fundamentos de
Matemática
Elementar,
trigonometria. 8
ed. São Paulo:
Atual, 2004.
"Trigonometria é uma palavra de origem grega que remete à medida de três ângulos. Os estudos
dessa área da Matemática voltam-se para os triângulos, que são polígonos que possuem três lados
e, consequentemente, três ângulos. Em um primeiro momento, a trigonometria ocupa-se de estudar
algumas propriedades e relações dos triângulos retângulos para posteriormente relacionar as
medidas dos lados dos triângulos com as medidas dos ângulos.
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Essas propriedades e relações são expandidas para triângulos quaisquer por meio dos teoremas
conhecidos como lei dos senos e lei dos cossenos. Posteriormente, alguns desses resultados são
observados em triângulos cujos lados são segmentos notáveis de um círculo, que fica conhecido
como “círculo trigonométrico”.
A trigonometria propõe uma grande novidade. Antes dela só era possível considerar cálculos e
propriedades que envolvessem exclusivamente lados ou exclusivamente ângulos de um triângulo ou
relações básicas entre esses elementos. Com a sua chegada, é possível relacionar diretamente as
medidas de lados de um triângulo com a medida de um de seus ângulos. Vale ressaltar que as
relações entre os lados e segmentos notáveis dentro de um triângulo também compõem a
trigonometria.
Antes de aprofundar o conceito de trigonometria, é importante saber quais são os elementos mais
importantes em um triângulo retângulo. Esses elementos estão expostos a seguir:
Elementos de um triângulo retângulo
Todo triângulo retângulo pode ser subdividido em outros dois triângulos retângulos, conforme a
figura abaixo, traçando a altura “h” relativa à base “a”.
A altura desse triângulo retângulo forma dois ângulos de 90° com sua base
Considerando o triângulo ABD, retângulo em B, é possível observar os seguintes elementos:
1 – Os lados AB e BD são chamados de catetos e suas medidas são c e b, respectivamente;
2 – O lado AD é chamado de hipotenusa e sua medida é a. Esse lado sempre será oposto ao ângulo
de 90°;
3 – BE é a altura do triângulo ABD relativa à base AD e sua medida é h. (lembrando que a altura
sempre forma ângulo de 90° com a base relativa a ela);
4 – AE é a projeção ortogonal do cateto AB sobre a hipotenusa. Sua medida é m;
5 – ED é a projeção ortogonal do cateto BD sobre a hipotenusa. Sua medida é n.
A seguir, apresentamos e discutimos algumas propriedades vistas na trigonometria, tendo como
base os elementos do triângulo retângulo expostos anteriormente.
Relações métricas no triângulo retângulo
São igualdades que relacionam lados, altura e projeções ortogonais de um triângulo retângulo:
1) c2 = m·a
2) b·c = a·h
3) h2 =m·n
4) b2 = n·a
5) a2 = b2 + c2 (teorema de Pitágoras)
Relações ou razões trigonométricas no triângulo retângulo
Essas igualdades relacionam razões entre os lados de um triângulo retângulo com um de seus
ângulos agudos. Para tanto, é necessário fixar um dos dois ângulos e observar, no triângulo
retângulo, as definições de cateto oposto e cateto adjacente:
Triângulo retângulo, com destaque para o ângulo α
BD é o cateto oposto ao ângulo α;
AB é o cateto adjacente ao ângulo α.
Esses são os pré-requisitos para definir as razões trigonométricas. São elas:
→ Seno de α
sen α = Cateto oposto a α
Hipotenusa
→ Cosseno de α
cos α = Cateto adjacente a α
Hipotenusa
→ Tangente de α
tg α = Cateto oposto a α
Cateto adjacente a α
Essas razões valem para qualquer triângulo retângulo que possua um ângulo agudo igual a α. O
resultado dessas divisões sempre é o mesmo, independentemente do comprimento do lado do
triângulo, pois dois triângulos que possuem dois ângulos iguais, em virtude da semelhança de
triângulos ângulo-ângulo, têm lados proporcionais. Daí segue que a razão entre os lados é igual.
Círculo trigonométrico
Também chamado de ciclo trigonométrico ou circunferência trigonométrica (nomes mais corretos,
mas menos usuais), trata-se de uma circunferência orientada de raio 1. Nessa circunferência, é
construído um triângulo retângulo, cujo ângulo α coincide com a origem, de modo que a altura
desse triângulo vai do eixo das abcissas até a borda do círculo.
Essa altura coincide com o valor de seno, por ser o cateto oposto ao ângulo α. Já a medida que vai
do ponto de encontro da altura com o eixo das abcissas até a origem coincide com o cateto
adjacente ao ângulo α, isto é, com o valor do cosseno.
Essas coincidências ocorrem porque a hipotenusa é sempre 1, pois ela é o raio do círculo. Observe
essas propriedades na imagem abaixo:
Círculo de raio 1, no qual é colocado um triângulo retângulo para avaliar suas propriedades
Qualquer que seja o triângulo retângulo construído nesse círculo, o cateto que coincide com uma
parte do eixo das abcissas mede exatamente o valor do cosseno de α e o outro cateto mede
exatamente seno de α.
Funções trigonométricas
Utilizando o círculo trigonométrico, é possível definir funções trigonométricas que relacionam cada
elemento do conjunto dos números reais a um único elemento também do conjunto dos números
reais. Contudo, esses números são expressos em radianos, que é uma unidade de medida em função
de π utilizada porque, após 360° no círculo trigonométrico, a contagem de graus e,
consequentemente, dos elementos do domínio e contradomínio de uma função com base nele pode
ser reiniciada do zero.
Relações fundamentais
As relações fundamentais da trigonometria são:
1) Relação fundamental 1
Sen2α + cos2α = 1
2) Tangente de α
tg α = sen α
cos α
3) Cotangente de α, que é o inverso da tangente de α
cotg α = cos α
sen α
4) Secante de α, que é o inverso do cosseno de α
sec α = 1
cos α
5) Cossecante de α, que é o inverso do seno de α
cossec α = 1
sen α
6) Relação decorrente 1
tg2α + 1 = sec2α
7) Relação decorrente 2
cotg2α + 1 = cossec2α
8) Relação recorrente 3
cotg α = 1
tg α"
Veja mais sobre "O que é trigonometria?" em:
[Link]
Teorema de Pitágoras
Rafael C. Asth
Professor de Matemática e Física
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O Teorema de Pitágoras relaciona o comprimento dos lados do
triângulo retângulo. Essa figura geométrica é formada por um ângulo
interno de 90°, chamado de ângulo reto.
É usado para determinar a medida desconhecida de um lado, uma vez
conhecidas as medidas dos outros dois lados.
O enunciado desse teorema é:
“A hipotenusa ao quadrado é igual a soma dos quadrados dos
catetos.”
Em forma de equação, a fórmula do Teorema de Pitágoras é:
Sendo,
a: hipotenusa
b: cateto
c: cateto
Triângulo retângulo. Os catetos
formam 90º.
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Plano de Estudos Semanal
Como usar o Teorema de Pitágoras
Veja a seguir exemplos do uso do teorema de Pitágoras para determinar
uma medida desconhecida do triângulo.
Exemplo 1: como calcular a medida da hipotenusa?
Se um triângulo retângulo apresenta 3 cm e 4 cm como medidas dos
catetos, qual a hipotenusa desse triângulo?
Portanto, a hipotenusa mede 5 cm.
Exemplo 2: como calcular a medida de um dos catetos?
Determine a medida de um cateto que faz parte de um triângulo
retângulo, cuja hipotenusa é 20 cm e o outro cateto mede 16 cm.
Portanto, as medidas dos catetos do triângulo são 12 cm e 16 cm.
Exemplo 3: como comprovar se um triângulo é retângulo?
Um triângulo apresenta os lados com medidas 5 cm, 12 cm e 13 cm.
Como saber se é um triângulo retângulo?
Para provar que um triângulo retângulo é verdadeiro as medidas dos seus
lados devem obedecer ao Teorema de Pitágoras.
Como as medidas dadas satisfazem o teorema de Pitágoras, ou seja, o
quadrado da hipotenusa é igual a soma do quadrado dos catetos, então
podemos dizer que o triângulo é retângulo.
O Teorema de Pitágoras é um dos assuntos mais conhecidos
da Matemática. Ele é uma das primeiras coisas que lembramos
quando falamos sobre geometria ou trigonometria. Sua
descoberta foi importante para a época, pois impulsionou
inúmeros outros estudos, os quais fizeram com que a matemática
avançasse até os dias atuais. Seu enunciado é simples, assim
como os cálculos envolvidos.
Esse teorema só pode ser aplicado em um triângulo retângulo,
que é aquele onde há um ângulo igual a 90°, que chamamos de
ângulo reto. Daí o nome, triângulo retângulo. Para compreender,
veja, abaixo, uma figura.
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Em um triângulo retângulo, o lado maior, CB, recebe o nome de
Hipotenusa. Este lado sempre estará oposto ao ângulo reto. Os
outros dois lados, AC e AB recebem o nome de Cateto.
O enunciado do Teorema diz o seguinte:
“O quadrado da medida da hipotenusa é igual a soma do
quadrado das medidas dos catetos”
Observando a figura acima, podemos resumir, matematicamente,
o enunciado em:
CB2=AB2+AC2
a2=b2+c2
Demonstração
Existem muitas demonstrações para o Teorema de Pitágoras.
Aqui, vamos explorar uma demonstração que toma como base as
relações métricas num triângulo retângulo:
Considerando que o triângulo ABC é congruente ao triângulo DAC,
temos a seguinte relação:
ab=bn⇒b2=a⋅n
Considerando que o triângulo ABC é congruente ao triângulo DBA,
temos a seguinte relação:
ac=cm⇒c2=a⋅m
Agora vamos somam, membro a membro essas duas equações:
b2=a⋅n
c2=a⋅m
b2+c2=an+am
b2+c2=a(n+m)
Observe que n + m = a, assim:
b2+c2=a(n+m)
b2+c2=a⋅a
b2+c2=a2
Semelhança de Triângulos
Rosimar Gouveia
Professora de Matemática e Física
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Dois triângulos são semelhantes quando possuem os três ângulos
ordenadamente congruentes (mesma medida) e os lados correspondentes
proporcionais. Usamos o símbolo ~ para indicar que dois triângulos são
semelhantes.
Para saber quais são os lados proporcionais, primeiro devemos identificar
os ângulos de mesma medida. Os lados homólogos (correspondentes)
serão os lados opostos a esses ângulos.
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Razão de Proporcionalidade
Como nos triângulos semelhantes os lados homólogos são proporcionais,
o resultado da divisão desses lados será um valor constante. Esse valor é
chamado de razão de proporcionalidade.
Considere os triângulos ABC e EFG semelhantes, representados na figura
abaixo:
Os lados a e e, b e g, c e f são homólogos, sendo assim, temos as
seguintes proporções:
Onde k é a razão de proporcionalidade.
Leia também sobre Razão e Proporção.
Ainda com dúvidas? Pergunta
ao Ajudante IA do Toda Matéria
Casos de Semelhança
Para identificar se dois triângulos são semelhantes, basta verificar alguns
elementos.
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1º Caso: Dois triângulos são semelhantes se dois ângulos de um são
congruentes a dois do outro. Critério AA (Ângulo, Ângulo).
2º Caso: Dois triângulos são semelhantes se os três lados de um são
proporcionais aos três lados do outro. Critério LLL (Lado, Lado, Lado).
3º Caso: Dois triângulos são semelhantes se possuem um ângulo
congruente compreendido entre lados proporcionais. Critério LAL (Lado,
Ângulo, Lado).
Teorema Fundamental da semelhança
Quando uma reta paralela a um lado de um triângulo intersecta os outros
dois lados em pontos distintos, forma um triângulo que é semelhante ao
primeiro.
Na figura abaixo, representamos o triângulo ABC e a reta r paralela ao
lado .
Observando a figura, notamos que os ângulos são congruentes, assim
como os ângulos , pois a reta r é paralela ao lado . Assim, pelo critério AA,
os triângulos ABC e ADE são semelhantes.
Leia também sobre Teorema de Tales e Teorema de Tales - Exercícios.
Relações Métricas no Triângulo Retângulo
Os triângulos que possuem um ângulo igual a 90º são chamados de
triângulos retângulos. O lado oposto ao ângulo de 90º é chamado
hipotenusa e os outros dois lados são chamados de catetos.
No triângulo representado abaixo, o lado a é a hipotenusa e b e c são os
catetos.
Ao traçar a altura relativa à hipotenusa, dividimos o triângulo retângulo
em dois outros triângulos retângulos. Conforme figura abaixo:
Observando os medidas dos ângulos desses três triângulos, percebemos
que eles são semelhantes, ou seja:
Usando as proporções entre os lados, determinamos as seguintes
relações:
Essas relações são muito importantes e são chamadas de relações
métricas no triângulo retângulo.
Para saber mais sobre triângulos, leia também:
Triângulo: tudo sobre este polígono
Soma dos ângulos internos de um triângulo
Triângulo Retângulo
Classificação dos Triângulos
Triângulo Isósceles
Triângulo Escaleno
Triângulo Equilátero
Perímetro do Triângulo
Área do Triângulo
Exercícios de Matemática 8º ano
Congruência de Triângulos
Triângulos semelhantes não são triângulos iguais. Os triângulos são
considerados congruentes (iguais) quando coincidem ao serem
sobrepostos.
Casos de congruência de triângulos
Dois triângulos são congruentes quando for verificado um dos seguintes
casos:
1º caso: Os três lados são respectivamente congruentes.
2º caso: Dois lados congruentes (mesma medida) e o ângulo formado por
eles também congruente.
3º caso: dois ângulos congruentes e o lado compreendido entre eles
congruente.
Exercícios
1) Dados os triângulos abaixo, responda:
a) Eles são semelhantes? Justifique a resposta.
b) Qual é o ângulo que não aparece nas figuras?
2) Enem-2013
O dono de um sítio pretende colocar uma haste de sustentação para
melhor firmar dois postes de comprimentos iguais a 6 m e 4 m. A figura
representa a situação real na qual os postes são descritos pelos
segmentos AC e BD e a haste é representada pelo segmento EF, todos
perpendiculares ao solo, que é indicado pelo segmento de reta AB. Os
segmentos AD e BC representam cabos de aço que serão instalados.
Semelhança de triângulos
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, seus três ângulos são congruentes (na
mesma ordem) e seus lados homólogos são proporcionais.
△ABC∼△DEF⎧⎩⎨⎪⎪A^=D^B^=E^,ABDE=BCEF=ACDFC^=F^
O símbolo ∼ significa “semelhante”.
Cada um dos lados homólogos está em um triângulo e ambos são opostos a ângulos
congruentes.
Conteúdo deste artigo
Razão de semelhança
Propriedades
Teorema fundamental
Casos de semelhança
Caso AA (Ângulo, Ângulo)
Caso LAL (Lado, Ângulo, Lado)
Caso LLL (Lado, Lado, Lado)
Razão entre áreas
Congruência de triângulos
Razão de semelhança
A razão entre dois lados homólogos ou entre dois triângulos semelhantes (k) é chamada de
razão de semelhança.
ABDE=BCEF=ACDF=k
Exemplo:
Por exemplo, os triângulos abaixo são semelhantes:
Os ângulos são congruentes (iguais) e os lados homólogos são proporcionais.
Note que ABDE=BCEF=ACDF⇒42=84=63=2.
A razão de semelhança será k = 2. Podemos dizer que o triângulo ABC é 2 vezes maior que
DEF ou que DEF é duas vezes menor que ABC.
Propriedades
Da definição de triângulos semelhantes decorrem as seguintes propriedades:
1. reflexiva: um triângulo é semelhante a ele mesmo.
△ABC∼△ABC
2. simétrica: se △ABC o é semelhante ao △DEF , então o △DEF é semelhante
ao △ABC .
△ABC∼△ABC⟺△DEF∼△ABC
3. transitiva: se o △ABC é semelhante ao △DEF, e △DEF é semelhante a
outro △JKL, então o △ABC é semelhante ao △JKL.
{△ABC∼△DEF△DEF∼△JKL⟺△ABC∼△JKL
Teorema fundamental
Se houver uma reta paralela a um dos lados de um triângulo e ela intercepta os outros dois
lados em pontos distintos, dois triângulos serão formados e eles serão semelhantes.
Casos de semelhança
Para se verificar que dois triângulos são semelhantes, não é necessário conferir se todos os
lados homólogos são proporcionais e que todos os ângulos são congruentes. Há alguns casos
em que a detecção da semelhança é facilitada.
Caso AA (Ângulo, Ângulo)
Sejam dois triângulos ABC e DEF. Eles serão semelhantes se, e somente se, dois de seus
ângulos forem congruentes.
{B^≡E^C^≡F^⟺△ABC∼△DEF
Caso LAL (Lado, Ângulo, Lado)
Dois triângulos serão semelhantes se, e somente se, eles tiverem dois lados respectivamente
proporcionais e se os ângulos formados por esses lados forem congruentes.
{ABDE=BCEFB^≡F^⟺△ABC∼△DEF
Caso LLL (Lado, Lado, Lado)
Dois triângulos serão semelhantes se, e somente se, eles tiverem os três lados
respectivamente proporcionais.
ABDE=BCEF=ACDF⟺△ABC∼△DEF
Razão entre áreas
A razão entre as áreas de dois triângulos semelhantes é dada pelo quadrado da razão de
semelhança entre eles.
Observe a pequena demonstração:
A área do triângulo ABC será: AABC=BC⋅AM2.
A área do triângulo DEF será: ADEF=EF⋅DN2.
Dividindo a área do primeiro pela do segundo temos:
AABCADEF=BC⋅AM2EF⋅DN2=BC⋅AM2⋅2EF⋅DN=BC⋅AMEF⋅DN
Mas, como os triângulos são semelhantes, temos que BCEF=AMDN=k.
Assim:
AABCADEF=BC⋅AMEF⋅DN=BCEF⋅AMDN=k⋅k=k2
Portanto, teremos que:
AABCADEF=k2
Congruência de triângulos
Dois triângulos são congruentes de a razão de semelhança for k = 1. Esses triângulos
possuem os ângulos e os lados homólogos ambos congruentes.
△ABC≡△DEF⟺⎧⎩⎨⎪⎪A^≡D^B^≡E^C^≡F^ e AB≡DE,AC≡
DF,BC≡EF.
Exemplo:
1. As figuras abaixo nos mostram pares de triângulos semelhantes, dessa forma calcule os
valores de e x e y:
Observando os lados e os ângulos, os lados homólogos são: AB e DE, AC e DF, BC e EF.
Assim, para encontrar y fazemos:
ABDE=BCEF
18y=129
12y=162
y=16212=272=13,5
Para encontrar x fazemos:
ACDF=BCEF
x18=129
9x=216
x=2169=24
Referências bibliográficas:
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de Matemática Elementar.
Geometria Plana. Vol. 9. São Paulo: Atual, 1995.
RIBEIRO, Paulo Vinícius. Matemática: Semelhança de triângulos. Vol. 2. São Paulo:
Bernoulli
SEMELHANÇA DE
TRIÂNGULOS, SEUS
CASOS, REGRAS E VEJA
EXEMPLOS
Redação Beduka (a)12/08/20comentar799 views
Entenda tudo sobre Semelhança de Triângulos!
A Semelhança de triângulos é matéria que compara triângulos e seus
elementos: se possuem ângulos correspondentes congruentes e lados
correspondentes proporcionais. Se for o caso, é possível afirmar que esses
triângulos são semelhantes, ou seja, possuem o mesmo formato ainda
que tenham dimensões diferentes.
Neste artigo sobre Semelhança de triângulos você encontrará:
1. O que é Semelhança de triângulos
2. Constante e razão de proporcionalidade
3. Casos da semelhança de triângulos
4. Exemplo resolvido passo a passo
Estudando para as provas? Conheça nosso Simulado gratuito, que pode ser
personalizado com as matérias que você mais precisa!
O que é Semelhança de
triângulos?
Definição: Semelhança de Triângulos é a área da geometria que
compara polígonos, no caso, os triângulos e seus elementos:
lados e ângulos.
Quando comparamos duas figuras, é fácil tirar conclusões: algumas vezes
são iguais (congruentes), outras são parecidas (semelhantes) ou ainda
completamente distintas (diferentes). Se elas são iguais é como se fossem
réplicas; se elas são distintas, não há nada em comum.
Mas, quando são semelhantes, significa dizer que existe
proporcionalidade entre lados e ângulos; ou seja, é como se você
pegasse uma figura e a ampliasse, assim, todos os elementos
aumentaram na mesma proporção.
Afinal de contas, como descobrir essa proporção?
Antes, vamos relembrar o conceito de correspondente
congruente. Ser correspondente significa ocupar um lugar análogo, e
congruente significa ser de valor parecido. Para entender melhor, veja
o exemplo:
Julia, Marina e Bianca fizeram uma roda e Marina ficou à direita de Julia.
Depois, Julia, Paula e Fernanda fizeram outra roda e Paula ficou à direita
de Julia.
Observe que foram formadas 2 rodas diferentes, mas que a posição de
Marina e de Paula são correspondes congruentes, pois ambas
ocuparam lugares à direita de Julia.
Constante (k) e razão de
proporcionalidade
Você se lembra do conceito de escala? É uma boa forma de entender o
que é constante de proporcionalidade! Vamos trabalhar essa
ideia antes de aplicá-la no triângulo! Veja:
Entendendo a ideia de razão e
proporcionalidade
Uma parede mede 10m na vida real e está representada na maquete com
1m. Já a árvore mede 2m na vida real e está na maquete com 0,2m.
Se compararmos a relação que existe entre a árvore e a parede, ela
será a mesma, seja na maquete ou na vida real:
10m (parede real) / 2m (árvore real) = 5 , ou seja, a árvore é 5x menor que
a parede.
1m (parede maquete) / 0,2m (árvore maquete) = 5 , ou seja, a árvore
permanece 5x menor que a parede.
Isso ocorre porque mesmo sendo representadas em outra
escala (real ou maquete) a razão de proporcionalidade permaneceu
a mesma:
10m (parede real) / 1m (parede maquete) = 10
2m (árvore real) / 0,2m (árvore maquete) = 10.
Constante em triângulos semelhantes
Por esse motivo, 2 triângulos só serão semelhantes se todas as
divisões de lados correspondentes resultarem na mesma
constante e tiverem ângulos congruentes.
Exemplo
Observe que o lado “x” ficou sobre o lado “u” porque ambos estavam entre
ângulos correspondentes congruentes (vermelhos e verdes),
garantindo que são lados correspondentes.
Quais são os 3 casos de
Semelhança de Triângulos?
A semelhança entre polígonos é observada seguindo os mesmos critérios,
seja em pentágonos ou retângulos. Porém, os triângulos possuem a
estrutura mais simples, então é possível verificar a semelhança só
com “macetes”. Basta observar se eles se enquadram em um dos
casos: Ângulo-Ângulo, Lado-Lado-Lado ou Lado-Ângulo-Lado.
1- Caso Ângulo Ângulo (AA)
Dois triângulos são semelhantes se possuírem dois ângulos
correspondentes congruentes.
Não é necessário verificar o terceiro ângulo e nenhuma proporcionalidade
entre os lados, pois o triângulo só pode ser formado com 3 ângulos e o
último segue o encaixe que restar dos outros 2.
Se eu quero fazer um triângulo com ângulos de 30° e 60°, com certeza o
último deve valer 90° (regra da soma dos ângulos internos de um
triângulo).
Quanto ao valor dos lados: se 2 ângulos já são correspondentes
congruentes e os lados não fossem correspondentes proporcionais, o
triângulo “não fecharia”. Você poderia até ajeitar para que os lados
fechassem, mas alteraria os ângulos!
Atenção:
Não saia por aí acreditando que todos os pares de triângulos com 2
ângulos iguais são semelhantes! É necessário que também sejam
ângulos correspondentes!
2- Caso Lado Lado Lado (LLL)
Se dois triângulos possuem três lados correspondentes
proporcionais, então são semelhantes.
Não é necessário verificar os ângulos caso você tenha certeza dos 3 lados,
pelo mesmo motivo do “encaixe” explicado no item acima!
3- Caso Lado Ângulo Lado (LAL)
Dois triângulos que possuem dois lados correspondentes
proporcionais e o ângulo entre eles congruente são semelhantes.
Observe este caso de semelhança no exemplo:
Se quisermos descobrir quanto deve valer “x” para que os triângulos sejam
semelhantes, basta recorrer ao caso LAL e aplicar a ideia de razão de
proporcionalidade:
14 / 4 = 3,5
logo
x / 5 = 3,5
x = 3,5 . 5
x = 17,5
Triângulo interceptado por uma reta
paralela
Uma figura muito comum de aparecer em provas é o triângulo
interceptado por uma reta paralela a um de seus lados! Justamente
porque essa reta causa o surgimento de um outro triângulo menor e
interno, que é semelhante ao seu originário.
Confira para não ser pego de surpresa na prova: representação do
triângulo “ABC“ e da reta “r”, que é paralela ao lado “BC”.
Observando a figura, notamos que os ângulos “B” e “D” são
correspondentes congruentes , bem como os ângulos “C” e “E”.
Assim, pelo caso AA, os triângulos ABC e ADE são semelhantes.
Além disso, essa figura também lembra o formato do que chamamos
de Teorema de Tales, e que garante a proporcionalidade!
Gostou do nosso artigo sobre Semelhança de triângulos? Confira outros
artigos do nosso blog e se prepare para o Enem da melhor maneira!
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Estatística descritiva: O que
é, objetivo, tipos e exemplos
Ah, que legal que você está interessado em aprender sobre estatística
descritiva! Neste artigo, vamos explorar juntos o tema, ok?
Então, imagina que você tem um monte de números, certo? A estatística
descritiva entra em cena para nos ajudar a entender o que esses números
realmente significam. Ela nos ajuda a encontrar padrões, tendências e até
mesmo a detectar se os dados estão indo para cima ou para baixo, o que
é super útil!
Sabe por que chamamos a estatística descritiva de base para qualquer
análise de dados? Porque ela nos dá aquele alicerce sólido, aquela base
firme para entendermos o que está acontecendo nos nossos conjuntos de
dados.
O que é estatística descritiva?
Objetivo da estatística descritiva
Importância da estatística descritiva
Tipos de estatística descritiva
Exemplos de pesquisa descritiva
Diferença entre estatística descritiva e estatística inferencial
O que é estatística descritiva?
A estatística descritiva é como a arte de analisar, resumir e apresentar os
resultados de um montão de dados. Pode ser só uma parte dos dados ou
até mesmo todos eles, tanto faz!
Vamos dividir isso em três categorias: distribuição de frequências, medidas
de tendência central e medidas de variabilidade. Essas categorias são tipo
os pilares da estatística descritiva.
Quando falamos de distribuição de frequências, é como se estivéssemos
organizando os dados em grupos, sabendo quantas vezes cada valor
aparece. É bem útil pra entender como os dados estão espalhados.
E daí vem as medidas de tendência central, que são como os pontos de
referência dos nossos dados. A média e a mediana são dois desses
pontos. A média é tipo a “média geral” dos dados, enquanto a mediana é
aquele valor que está bem no meio do caminho, meio que ignorando os
valores mais extremos.
Agora, é importante lembrar que a mediana não se abala muito com os
valores extremos, ela fica ali, tranquila, no meio do caminho. Já a média,
ela é mais sensível a esses valores extremos, porque ela considera todos
os valores na conta.
Objetivo
A estatística descritiva é pegar esses montes de dados que a gente tem e
transformá-los em algo mais fácil de entender e analisar. É como se a
gente contasse uma história com números! Ela ajuda a resumir todas
essas observações em algo que faça sentido, sabe?
Basicamente, a gente pega todas essas observações que fizemos sobre
alguma coisa, seja lá o que for, e traduz essas observações em números.
E esses números nos dão informações valiosas sobre o que estamos
estudando.
Importância
Sabe por que isso é tão importante? Porque nos permite ver e entender
melhor os dados que temos. Imagina só se a gente tentasse analisar
esses dados brutos, sem estrutura, sem organização? Seria uma confusão
total!
Então, a estatística descritiva nos ajuda a organizar tudo isso de forma
bem bonita e compreensível. Ela nos permite apresentar esses dados de
uma maneira que faça sentido e que seja fácil de interpretar. E não é só
isso, ela também nos ajuda a encontrar tendências e padrões.
E o mais legal ainda é que a gente pode usar tabelas e gráficos para
resumir e representar esses dados de uma maneira bem criativa e
interessante.
Tipos de estatística descritiva:
Distribuição de frequências
Primeiro, temos a distribuição de frequências, que é tipo uma maneira de
organizar os dados, tanto os qualitativos quanto os quantitativos.
Ela nos mostra quantas vezes cada resultado aparece no nosso conjunto
de dados. E é muito comum a gente ver isso representado em tabelas ou
gráficos, o que deixa tudo mais fácil de entender!
Medidas de tendência central
Depois, temos as medidas de tendência central. Esse é um jeito bem
esperto de resumir um monte de dados usando um único valor que
representa o centro deles.
Aqui entram coisas como média, mediana e moda. A média é tipo o valor
médio de todos os dados, sabe? Já a mediana é o número que tá bem no
meio deles, quando estão todos arrumadinhos em ordem. E a moda é
aquele número que aparece mais vezes.
Variabilidade
Por fim, vamos falar sobre variabilidade. Esse tipo de estatística nos ajuda
a entender o quão espalhados os nossos dados estão. Por exemplo, o
intervalo nos diz a diferença entre o maior e o menor valor no conjunto de
dados. O desvio padrão e a variância nos dão uma ideia de quão longe os
dados estão da média. É tipo uma medida de quão “espalhados” eles
estão.
Exemplos
Se você ainda está confuso, fique tranquilo. Vamos para alguns exemplos
práticos:
Exemplo 1:
Imagina que estamos olhando para algumas estatísticas de uma
universidade. Vemos a média das notas dos calouros em exames de
matemática. Isso é interessante, mas não nos conta por que as notas são
como são, nem nos mostra quais padrões estão presentes. É aí que entra
a estatística descritiva! Ela nos ajuda a simplificar todos esses números,
reduzindo-os a um resumo que realmente faz sentido.
Exemplo 2:
Agora, pense que você conduziu uma pesquisa com 40 pessoas para
descobrir suas cores de carros favoritas. Você tem uma planilha com todos
esses resultados, mas não é muito fácil de entender, né?
Você quer transformar isso em algo mais claro e representativo. Então,
você decide usar gráficos e tabelas para resumir os dados de uma forma
simples, como mostrar que 24% das pessoas preferem carros brancos.
Isso é muito mais informativo e fácil de entender do que olhar para uma
planilha confusa. E o legal é que você tem várias opções, como gráficos de
pizza, gráficos de linha e por aí vai! Isso é essência da estatística
descritiva, dando clareza e significado aos nossos dados, mesmo sem tirar
conclusões sobre toda a população.
Diferença entre estatística descritiva e
inferencial
Pode ser que você tenha dúvida sobre a diferença entre ambas. É algo
normal, mas é importante entender cada uma.
Então, a estatística descritiva é como tirar uma foto dos nossos dados. Ela
nos dá um resumo bem conciso e fácil de entender sobre o que está
acontecendo.
Por exemplo, imagina que o gerente de um restaurante de fast-food quer
entender quanto tempo os clientes esperam na fila durante o almoço. Ele
analisa os dados da semana e faz um resumo dessas informações, seja
em números ou em gráficos.
Já a estatística inferencial é como dar um passo além. Ela usa
uma amostra representativa dos dados de uma população para fazer
suposições ou inferências sobre toda essa população. Isso é super útil
quando não é possível olhar para cada membro da população.
Por exemplo, imagine que você está tentando descobrir o diâmetro de
todos os pregos fabricados. Não dá pra medir cada um deles, né? Mas
você pode pegar uma amostra aleatória de pregos, medir seus diâmetros e
usar essas informações para tirar conclusões sobre todos os pregos
fabricados.
Resumindo, a estatística descritiva nos ajuda a entender o que já está
presente nos dados, enquanto a estatística inferencial nos ajuda a fazer
suposições sobre uma população maior com base em uma amostra. E
essas duas são partes essenciais da estatística!
Gostou de aprender sobre estatística descritiva? Se sim, você vai adorar
mergulhar no mundo da análise comparativa de dados! Descubra como
comparar e interpretar conjuntos de dados de maneira eficaz em nosso
artigo “Guia da Análise Comparativa de Dados”.