1
"Ser princesa não é tão fácil quanto você pensa, exige
mais do que
2
Capítulo 1
A princesa
Eu estava sentada à beira da janela, observando atentamente
a paisagem que se desenrolava diante de mim. O dia estava
lindo, com o sol brilhando e as árvores dançando suavemente
ao vento. Estava absorta nesses pensamentos quando, de
repente, ouvi uma batida firme na porta. Era o mordomo da
família, que sempre tinha uma expressão séria e formal.
- Sim, quem é? - perguntei, um pouco confusa
- Sou eu, princesa! O mordomo, o rei e a rainha estão
lhe chamando.
- Já estou indo! - olho rapidamente para o espelho e, em
seguida, vou até a porta. Começo a caminhar levemente. Antes
que eu possa chegar ao final, vejo meu pai e minha mãe me
esperando. Fico um pouco intrigada.
- Sim, porque me chamaram? - pergunto com um pouco
de curiosidade, sabendo que não é uma coisa boa.
- Filha... - senti arrepios ao ouvir minha mãe.
- Você irá se casar.
- O que? Não! - fiquei assustada e muito irritada
também.
- Você precisa, você não tem escolha.
3
- Sim, eu tenho escolha! Eu sou a noiva! - Quando ouvi
minha mãe dizer essas palavras, foi como se fosse um soco no
meu estômago.
- Você está me dizendo que eu vou me casar sem
amar a pessoa? - Meus olhos começam a lacrimejar. São
lágrimas que não caem. Minha mãe respira fundo.
- Filha, é para o seu bem.
- Não, mãe, isso não é para o meu bem! Vocês estão
me colocando em um casamento forçado e eu nunca vi ele na
minha vida. Sinto como se minha mãe quisesse que eu
sofresse.
- Filha, mas você vai conhecê-lo através do casamento.
- E se eu não gostar dele? O que eu faço? Peço
divórcio?
-Filha, ele príncipe de outra nação
- O que o príncipe de outra nação tem a ver com a
nossa?
- Papai, você não vai falar nada? – eu viro para encarar
o meu pai.
4
- Filha, eu não posso fazer nada – eu sinto que meu pai
me deixou para ser comida pelos lobos.
- Pa... papai! – lágrimas caem sobre o meu rosto. Eu
saio correndo para o meu quarto, com lágrimas caindo.
Eu abro a porta do meu quarto, tranco-a e me encolho
em um canto, começando a chorar muito.
É possível escutar gritos ecoando do outro lado da porta
.
— [Link], a senhorita terá que ficar aí por um tempo,
são ordens da Rainha e do Rei.
Me vejo pensando — porque me casar com quem eu
não amo?
5
Capítulo 2
O dia do casamento
Eu já estava experimentando meu vestido enquanto a
costureira falava.
- Nossa, princesa Emy, você está linda com esse vestido
de noiva!
- Sim, né? Você está linda, filha.
É claro que a minha mãe não podia discordar; o
casamento foi ideia dela.
- O que você achou, filha?
Ela me fez essa pergunta sabendo que eu ia responder de
forma grossa.
- Mamãe, você sabe que eu não gosto desse vestido;
você sabe que eu nem quero me casar – falei com tom
arrogante.
- Filha, você não pode falar assim na frente dos outros.
- Você é uma princesa e deve ser educada quando ouvir
a voz da minha mãe, mesmo que meu sangue esteja fervendo.
6
- Com licença, moça, você poderia nos deixar a sós, por
favor? - falei com fúria.
- Sim, princesa.
Enquanto a costureira saía,eu olhei para minha mãe,com
sangue fervendo.
- Mãe, você acha certo me casar com uma pessoa que
nem amo e que nunca vi?
Quando, de repente, eu escuto uma batida na porta. A
porta se abre e vejo um homem alto, com cabelo branco, olhos
azuis e uma espada ao lado do braço. Sua pele é tão clara
como se fosse neve.
- Olá, meu nome é Lucca, sou o príncipe da nação vizinha
e também sou o seu noivo.
A voz dele é ao mesmo tempo doce e grossa, e seus
lábios são bem vermelhinhos.
- Ah... ah, sim - respondi. Estava tão nervosa que não
consegui acreditar que aquele seria meu esposo.
- É melhor deixar vocês a sós. Até mais, filha.
- Mãe, não, por favor.
Ele vem em minha direção e pega minha mão. Ele dá
um beijo na minha mão e, enquanto levanta a cabeça, fala para
7
mim:
– Você é a princesa mais linda que eu já vi.
8
Senti meu rosto ficar vermelho.
– Obrigada... – Senti como se ele estivesse dizendo
palavras gentis, mas ao mesmo tempo como se estivesse me
matando
– Você é tão bela com seus cabelos longos e pretos,
seus olhos cor de café e seu corpo tão frágil quanto uma flor,
mais lindo e cheiroso.
Eu senti um arrepio na espinha e comecei a me sentir
desconfortavelmente confortável, como se ele estivesse
reparado em cada detalhe de mim.
– Você é bem... observador, né? – eu disse, muito
desconfortável.
– Mas você logo será minha – ele falou com um tom
possessivo.
Quando ele disse isso, eu dei um passo para trás, quase
caindo.
– Tome cuidado! -ele me pegou pela cintura
– Ah, obrigada – disse, enquanto tiro o braço dele que
está envolvido na minha cintura.
9
– Você não vai fugir tão fácil.
Ele envolve ainda mais o braço.
– Não somos casados ainda – falei, tentando me afastar.
– Mas o casamento é hoje.
Senti como se ele me quisesse mais do que tudo.
– Eu acho melhor você sair – falei com a voz trêmula.
Enquanto isso, tirei o braço dele de mim e o afastei.
– Como quiser, princesa.
Ele abre a porta e sai, enquanto eu respiro fundo,
tentando esquecer o que aconteceu.
10
Capítulo 3
A borboleta
Demorou alguns minutos, mas decidi ir até o jardim
antes que minha mãe viesse falar comigo. Abri a porta o mais
rápido possível e corri para o jardim. Quando cheguei lá, vi as
lindas flores e, enquanto apreciava o cheiro delas, notei uma
borboleta tão brilhante quanto o raio do sol. Fiquei me
perguntando: 'De onde vem essa borboleta? Ela é tão linda!'
Decidi seguir a borboleta.
Enquanto a seguia, percebi que estava indo para uma
parte do jardim que nunca tinha visto.
A borboleta foi em direção a uma ponte. Fui até a ponte
junto com a borboleta e, de repente, vi que não estava mais no
jardim, mas sim em uma floresta. Continuei andando, perdida e
pensando: Aonde eu estou? Cadê a borboleta?. Avistei a
borboleta de novo e corri atrás dela. Cheguei a uma escola
gigante e fiquei pensando: Nossa, que escola grande! Eu nunca
saí do castelo!. Enquanto eu refletia, vi várias pessoas entrando
na escola. Era meio estranho.
Quando, de repente, senti uma mão em meu ombro.
— Você é nova aqui? — escutei uma voz doce e gentil.
Eu me virei.
11
— Oi, meu nome é Dylan. E qual é o seu?
Ele é tão lindo e gentil.
— Olá, meu nome é Emilly, mas todo mundo me chama
de Emy — falei um pouco nervosa e tímida.
— Prazer em te conhecer, Emy. Então, você é uma
deusa. Qual é o seu poder?
Eu fiquei um pouco confusa.
— Oxi, o quê? Deusa? Poderes? Como assim? — eu
perguntei, completamente confusa, sem entender nada.
— Então, você não é uma deusa? De onde você veio?
- Eu sou princesa de Gondor - me apresentei com
muita bravura.
-Então você é uma semideusa.
- uau você é uma princesa ! Então você é uma
semideusa? Vem ,vamos andando
- Vem, vou te levar até a diretora. Nós fomos até a
diretora.
- Toc, toc.
- Sim, pode entrar. Ah, e você, Dylan, como posso
te ajudar?
- Essa aqui é Emy, ela é uma semideusa.
- Como assim, Daylan? Você sabe como são os
12
semideuses.
- Você pode estar morta, Emy – eu escutei com um
tom de curiosidade.
- Eles vão te prender dentro de uma cela. Ser
semideusa não é tão fácil.
- Por favor, deixa eu viver, Dylan. Por favor, me
ajuda.
- O que você quer que eu faça? – Dylan disse com uma
voz baixa.
- Humanos não vem pra cá
- O que você quis dizer com 'os humanos vão vir para cá'?
- perguntei, totalmente curiosa.
-Você lembra como chegou aqui?
- Sim, eu lembro, foi uma borboleta.
- É, você é certamente uma semideusa. Leve-a
para conhecer os outros.
- Como assim, 'outros'? - perguntei para Dylan
enquanto fechava a porta.
- Eu sou um semideus também; não existe só
você como semideusa.
- Você pode me falar mais sobre os outros?
- perguntei enquanto andávamos pelo
corredor.
-Claro, princesa.
- Mas antes vamos trocar o seu vestido.
- Sim, vamos - respondi entusiasmada.
Então, enquanto eu trocava de vestido,
13
Dylan me falava sobre os outros deuses
para que eu pudesse conhecê-los melhor.
Parecia que eu tinha sido transportada para
outro mundo. Às vezes, quando me pego
pensando: qual será o meu poder? Qual a
utilidade que eu vou ter?
14
15