Não há absolutamente nada neste mundo que dará mais
consolo e felicidade do que um testemunho da verdade.
Quero compartilhar como foi o meu processo de receber
um testemunho.
Nasci na Igreja, nunca duvidei de nada e todos os
ensinamentos que aprendi ao longo dos anos sempre
fizeram sentido.
No seminário aprendi bastante e tive várias experiências
que me moldaram para identificar mais facilmente quando
eu recebia um testemunho.
Há pouco mais de 10 anos atrás, tive meu primeiro
emprego.
Certo dia eu acordei com um sentimento bem negativo.
Decidi chegar atrasado no trabalho na tentativa de escapar
de qualquer coisa ruim (ônibus ser assaltado ou acidentes).
Acabei fazendo entregas com o motorista mais barbeiro e
ele quase bateu no muro que divide as pistas. Meu coração
disparou, mas fiquei aliviado porque achei que o
sentimento ruim era por causa disso.
Almocei e rapidamente fui carregar a van que eu
trabalhava, até que me pediram para ajudar em apenas
uma entrega.
Quando fomos descarregar, todos ficaram para um lado e
apenas eu no outro lado, em resumo, a máquina de mais de
200kg caiu na minha cabeça.
Fui ao banheiro e lavei o corte, até que me olhei no
espelho...
(TESTEMUNHO)
Na missão, tive algumas experiencias e gostaria de
compartilhar duas delas...
História da Hary: Foi a única vez que bati em portas...
História do Francisco e Edwiges: Ele não parecia estar
pronto (bebia muito), até que recebeu um testemunho (com
o Livro de Mórmon).
Há inúmeras pessoas que têm pouco ou nenhum
testemunho neste instante, pessoas que poderiam e
receberiam esse testemunho se estivéssemos dispostos a
fazer o esforço de compartilhar o nosso e a ajudá-las a
mudar. Em alguns casos, nós podemos prover o incentivo
para a mudança. Refiro-me em primeiro lugar àqueles
membros que no momento não estão plenamente
comprometidos com o evangelho.
Vou ilustrar com histórias:
Nas décadas de 1940 e 1950, um carcereiro americano,
Clinton Duffy, ficou muito conhecido por seu trabalho de
reabilitação de homens em sua prisão. Um crítico disse:
“Você devia saber que cães velhos não aprendem truques
novos!”
Clinton Duffy respondeu: “Você devia saber que não
trabalho com cães, trabalho com homens, e os homens
mudam todo dia”.
Assisti certa vez a uma reunião em Leadville, Colorado.
Leadville situa-se a uma altitude de mais de 3.000 metros.
Lembro-me particularmente daquela reunião por causa da
altitude elevada, mas também por causa do que aconteceu
ali naquela noite. Havia apenas um pequeno número de
portadores do sacerdócio presentes. Como no ramo da
Missão Canadense, aquele ramo era presidido por um
missionário, e sempre tinha sido.
Naquela noite, tivemos uma reunião muito agradável, mas
quando cantávamos o último hino, tive a inspiração de que
deveríamos ter um presidente de ramo local presidindo.
Virei-me para o presidente da missão e perguntei: “Não há
algum homem aqui que poderia presidir — um membro
local?”
Ele respondeu: “Não conheço ninguém”.
Enquanto cantávamos aquele hino, olhei cuidadosamente
para os irmãos que estavam sentados nas três primeiras
fileiras. Minha atenção pareceu concentrar-se em um dos
irmãos. Perguntei ao presidente da missão: “Será que ele
poderia servir como presidente do ramo?”
Ele respondeu: “Não sei. Pode ser que sim”.
Eu disse: “Presidente, vou levá-lo para a outra sala e
entrevistá-lo. Fale depois do último hino, até que
voltemos”.
Quando nós dois voltamos para o salão, o presidente da
missão concluiu seu testemunho. Apresentei o nome
daquele irmão para ser o novo presidente do ramo. Desde
aquele dia, Leadville, Colorado, tem tido um membro local
a liderar a unidade ali.
O mesmo princípio, irmãos, aplica-se aos que ainda não são
membros. Devemos desenvolver a capacidade de ver os
homens não como eles são, mas como podem vir a se
tornar quando forem membros da Igreja, quando
tiverem um testemunho do evangelho e quando sua
vida estiver em harmonia com seus ensinamentos.
No ano de 1961, uma conferência mundial foi realizada
para presidentes de missão, e todo presidente de missão da
Igreja foi trazido para Salt Lake City para participar dessas
reuniões. Vim de minha missão, em Toronto, Canadá, a Salt
Lake City.
Em uma determinada reunião, N. Eldon Tanner, que era o
Assistente do Quórum dos Doze, acabara de retornar de
sua primeira vez em que presidiu as missões da Inglaterra
e da Europa Ocidental. Ele contou a respeito de um
missionário que tinha sido o mais bem-sucedido que ele
conhecera em todas as entrevistas que fizera. Contou que
ao entrevistar aquele missionário, disse a ele: “Suponho
que todas as pessoas que você batizou vieram para a Igreja
por meio de referências”.
O rapaz respondeu: “Não, encontramos todos elas
enquanto batíamos em portas”.
O irmão Tanner perguntou o que havia de diferente em sua
abordagem — por que ele tivera tamanho sucesso, quando
outros não. O rapaz disse que ele tentava batizar toda
pessoa que conhecia. Disse que se ele batesse em uma
porta e visse um homem fumando e usando roupas velhas,
aparentemente desinteressado de tudo — principalmente
de religião — o missionário visualizava na mente como se
pareceria aquele homem em uma situação diferente. Em
sua mente, olhava para ele como se estivesse bem
barbeado, vestindo camisa e calças brancas. E o
missionário se via conduzindo aquele homem para as águas
do batismo. Ele disse: “Quando olho para alguém dessa
forma, tenho a capacidade de prestar meu testemunho a
ele de modo a poder tocar-lhe o coração”.
Eu amo matemática... Quero falar sobre uma pequena
simulação que eu fiz.
Existem pouco menos de 8 bilhões de pessoas no mundo. É
um número grande, mas com a coragem de cada um de nós
(membros) e se tivermos a meta de trazermos um familiar,
vizinho, amigo ou conhecido (APENAS UM POR ANO) em
12 anos o mundo inteiro seria batizado. Se tivermos essa
meta a cada 6 meses, seriam apenas 6 anos para todos
fazerem parte do Reino de Deus na Terra.
Coragem é a palavra que temos de ouvir e manter próxima
do coração — coragem de dar as costas à tentação,
coragem de erguer a voz em testemunho para todos com
quem nos encontrarmos, lembrando que todos precisam
ter a oportunidade de ouvir a mensagem. Isso não é uma
coisa fácil para a maioria. Mas podemos vir a acreditar nas
palavras de Paulo a Timóteo:
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de
fortaleza, e de amor, e de moderação.
Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso
Senhor”.
As santas Escrituras não contêm uma proclamação mais
relevante, uma responsabilidade mais forte, uma instrução
mais direta do que o encargo dado pelo Senhor
ressuscitado ao aparecer na Galileia aos 11 discípulos,
dizendo:
“É-me dado todo o poder no céu e na terra.
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito
Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho
mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a
consumação dos séculos”.
Gostaria de encerrar...
Todos recebemos o mandamento de compartilhar o
evangelho de Cristo. Se nossa vida for condizente com o
próprio padrão de Deus, aqueles que estão em nossa esfera
de influência jamais lamentarão, dizendo: “Já se passou a
ceifa, findou o verão, e nós não estamos salvos”.
O perfeito Pastor de nossa alma, o missionário que redimiu
a humanidade, deu-nos Sua garantia divina:
“E, se trabalhardes todos os vossos dias clamando
arrependimento a este povo e trouxerdes a mim mesmo
que seja uma só alma, quão grande será vossa alegria com
ela no reino de meu Pai!
E agora, se vossa alegria é grande com uma só alma que
tiverdes trazido a mim no reino de meu Pai, quão grande
será vossa alegria se me trouxerdes muitas almas!”