10.
O Trovador e a Canção Proibida
Começo: Rhys era um trovador carismático, cujas canções encantavam cortes e
tavernas. Ele possuía um talento perigoso: a habilidade de tecer críticas veladas
aos nobres em suas baladas, de forma que apenas os mais astutos percebessem.
Meio: Ele foi convidado para a corte de um duque paranoico e cruel. Rhys compôs uma
canção épica sobre um dragão ganancioso que acumulava ouro enquanto o povo passava
fome. A melodia era cativante, e logo todos no castelo a cantarolavam. O duque
adorou a canção, sem perceber que o "dragão" era uma metáfora para ele mesmo. No
entanto, sua esposa, a duquesa, compreendeu a mensagem e avisou Rhys de que seu
jogo era perigoso.
Fim: Durante um grande banquete, o duque, bêbado, exigiu que Rhys cantasse a canção
novamente. Desta vez, encorajado por um olhar da duquesa, Rhys alterou o último
verso. Em vez de o dragão ser morto por um cavaleiro, o povo, unido, recuperava o
ouro e deixava a criatura isolada e impotente em sua montanha vazia. O silêncio
tomou conta do salão. O duque, finalmente entendendo a afronta, ordenou a prisão de
Rhys. Mas era tarde demais. A canção já havia se espalhado para além dos muros do
castelo. A "Balada do Dragão Avarento" tornou-se o hino de uma rebelião que acabou
por depor o duque. Rhys, libertado, aprendeu que uma canção pode ser mais poderosa
que uma espada.
11. O Aprendiz de Alquimista
Começo: Em uma cidade universitária, o jovem Thomas tornou-se aprendiz de um velho
alquimista que buscava a Pedra Filosofal. Thomas, porém, estava mais interessado
nos aspectos práticos da alquimia: a criação de ácidos, ligas metálicas e
medicamentos.
Meio: O mestre de Thomas, em sua obsessão, fez um acordo com um lorde
inescrupuloso, prometendo-lhe ouro em troca de financiamento. Pressionado, o velho
alquimista começou a enganar o lorde, usando mercúrio para revestir chumbo com uma
fina camada de ouro. Thomas advertiu seu mestre sobre o perigo da fraude.
Fim: O lorde descobriu o engano e invadiu o laboratório com seus guardas, pronto
para prender e executar os dois. Thomas, usando seu conhecimento prático, misturou
rapidamente dois compostos que criaram uma fumaça densa e sufocante, mas não letal.
Na confusão, ele e seu mestre escaparam por uma passagem secreta. Longe dali, o
velho alquimista, humilhado, finalmente reconheceu o valor do trabalho de Thomas.
Eles abandonaram a busca pela Pedra Filosofal e abriram uma farmácia, usando seu
conhecimento para criar remédios. Thomas descobriu que a verdadeira alquimia não
era transformar chumbo em ouro, mas transformar conhecimento em bem-estar.
12. A Justiça do Peregrino
Começo: Um juiz corrupto presidia uma pequena cidade na rota de uma grande
peregrinação. Ele extorquia os viajantes e condenava inocentes para confiscar suas
propriedades.
Meio: Um peregrino anônimo, vestido com um simples manto, chegou à cidade. Ele era,
na verdade, Sir Duncan, um cavaleiro do rei enviado para investigar rumores sobre o
juiz. Em vez de se revelar, Duncan observou. Ele viu um fazendeiro ser falsamente
acusado de roubo. Durante o julgamento, Duncan pediu permissão para fazer uma
pergunta à "testemunha" do juiz.
Fim: Duncan perguntou à testemunha a cor do cavalo que o fazendeiro supostamente
montava. A testemunha hesitou e disse "preto". Duncan então perguntou ao
fazendeiro, que respondeu "eu não tenho cavalo". A mentira da testemunha foi
exposta. O peregrino então se despiu de seu manto, revelando o brasão do rei em sua
túnica. Ele prendeu o juiz e seus cúmplices em nome do rei. A justiça foi
restaurada não por uma batalha, mas pela simples exposição da verdade. Duncan
continuou sua "peregrinação", garantindo que a lei do rei fosse justa em todo o
reino.