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Evolução da Moeda: Da Troca ao Digital

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03/03/2023, 09:20 AVA UNINOVE

ORIGEM E EVOLUçãO DA MOEDA


CAROS ALUNOS, NESTA AULA VOCÊ IRÁ OBTER INFORMAÇÕES SOBRE A EVOLUÇÃO DA MOEDA DESDE
SUA ORIGEM ATÉ O PRESENTE MOMENTO. IRÁ PODER VERIFICAR INCLUSIVE O SURGIMENTO DE UMA
NOVA MOEDA CLASSIFICADA COMO MOEDA VIRTUAL OU CLIPTOGRAFADA. IRÁ TOMAR CIÊNCIA SOBRE
QUAIS FATORES DETERMINAM O USO DE UMA DETERMINADA MOEDA NA SOCIEDADE. PORTANTO,
APROVEITE!!!

AUTOR(A): PROF. LUIS CARLOS VIEIRA DA CUNHA

Origem e Evolução da Moeda

Define-se moeda ou dinheiro como sendo qualquer coisa que serve como meio de troca por bens e serviços.
Sua aceitação é determinada e garantida por lei por ser a moeda um bem econômico de curso forçado.

A história da moeda é fascinante, vejamos:


Teve a fase das "trocas diretas", que consiste na troca de bens por outros bens, conhecido como escambo.

Esse processo era o meio pelo qual as pessoas viabilizavam o comércio antes da grande invenção da
[Link] seja possível afirmar que é melhor trocar bens como: carne, café, feijão, máquinas e etc., do

que não haver qualquer tipo de comércio, porém é verdade que existem algumas desvantagens para o
desenvolvimento dos negócios como exemplo a divisibilidade dos bens, o uso de um meio de troca que fosse

aceito de forma generalizada, assim como a dupla coincidência de desejos entre os agentes econômicos.

O surgimento da "1 - moeda-mercadoria" foi o primeiro passo para o surgimento da moeda como hoje
conhecemos mais de perto.O homem em diversas regiões passou então a aceitar nas trocas comerciais uma
grande variedade de mercadorias e entre elas tivemos: sal, gado, azeite, cerveja ou vinho, cobre, ferro, ouro,
prata, anéis, diamantes entre outros. É claro que cada uma delas conta com um certo grau de vantagens e
desvantagens, exemplo o gado não é divisível para pequenas trocas, a cerveja não melhora com o tempo,

embora o vinho se bem conservado tende a melhorar.


Dentre todos os tipos de moeda-mercadoria os metais foram sendo o melhor meio de troca nas transações
comerciais devido as seguintes características: sua oferta é limitada na natureza, possuem maior
durabilidade e resistência e é possível a sua divisibilidade em diferentes pesos. Dada tais características

intrínsecas aos metais a sua aceitação foi se espalhando por diversos continentes do mundo e portanto não
havia necessidade de os governos garantirem o seu valor uma vez que a quantidade de moeda era regulada
pelo mercado por meio da oferta e da demanda por ouro ou prata.

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O surgimento da atual "2 - moeda metálica" se deu quando de fato os governos passaram a efetivamente

exercer o controle sobre os metais em circulação por meio da "cunhagem do metal".A transição da moeda-
papel para o "papel-moeda" de hoje ocorreu em razão do crescente acumulo das moedas metálicas em
agentes conhecidos como ourives que atuavam em casas especializadas (hoje conhecidos como casas
bancárias) onde se dava o estoque desses metais que eram trocados por recibos ou certificados de posse

(guarda) dos metais preciosos, que por sua vez eram trocados por outras mercadorias e fielmente pagos, aos
credores, quando apresentados para execução. Dado que uma parte desse vil metal estocado não era
retirado em sua totalidade pelos seus depositantes ou pelos credores desses, os ourives passaram a
efetivamente emitir a "3 - moeda-papel" em proveito próprio, sem nenhum lastro, ou seja garantia do metal

em si. Já no século XVII, surgiram os bancos comerciais privados que passaram e emitir notas ou recibos
bancários dando origem ao “4 - papel-moeda” de hoje, também conhecido como “5 - moeda fiduciária”.
Porém houve o descontrole dessa emissão e, também, o agravamento do processo inflacionário e isso levou

o Estado a exercer o monopólio da emissão do papel-moeda de acordo com a quantidade de ouro dando
origem ao chamado padrão-ouro. Esse modelo foi usado até 1919 e a partir de 1920, esse padrão foi
totalmente abandonado pelos países dado a inexistência de ouro em quantidades suficientes para lastro.
Assim sendo as moedas metálicas e as notas passaram a ser aceitas por força de lei, denominando-se moeda

de curso forçado ou moeda fiduciária ou seja não era mais preciso o lastro em metais [Link] última
tentativa de lastro em ouro se deu entre 1944 e 1971, por meio do chamado acordo de Bretton Woods
(1944), no qual o dólar americano era definido de acordo com o estoque de ouro existente, e as demais
divisas (moedas) tinham sua paridade fixadas em relação ao próprio dólar. Com a suspensão do acordo
firmado pelo governo Norte-Americano quase todas as moedas nacionais do mundo passaram a ser
fiduciárias.

O surgimento da "6 - moeda bancária ou escritural e suas derivações" está ligado diretamente ao
desenvolvimento do sistema bancário e da intermediação financeira no mundo. Com o crescimento da
economia o volume financeiro transacionado nos bancos vem aumentando consideravelmente. Depósitos
em conta corrente nos bancos comerciais e múltiplos, deram um salto considerável e esses depósitos agora
são movimentados através de cheques que por sua vez estão, também, sendo substituídos por outros meios
eletrônicos, chamados de “dinheiro de plástico” e "moeda eletrônica'.
Vivemos era da globalização financeira onde paulatinamente a “moeda eletrônica” vem substituindo o uso

da moeda física.
Outro tipo de moeda que surgiu mais recentemente é a "7 - moeda virtual", ou "cliptografada" como exemplo
temos os bitcoin, que é basicamente uma moeda de uso bastante restrito, não autorizada, formalmente,
como forma de pagamento pelo Banco Central do Brasil, portanto, sem garantia de conversão para a moeda
oficial, tampouco são garantidos por ativo real ou financeiro de qualquer espécie.
De forma resumida, no quadro abaixo, é possível visualizar a diferença entre a moeda eletrônica e a moeda
virtual segundo decisão do Banco Central do Brasil.

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MOEDA ELETRÔNICA MOEDA VIRTUAL

São recursos armazenados pelo titular em São denominadas em unidades de conta distintas das
dispositivo ou sistema eletrônico e utilizado moedas emitidas por governos soberanos e, portanto,
como meio de pagamento em moeda nacional. ainda, não são, garantidas pelas autoridades monetárias.

Sobre moeda virtual veja a matéria publicada no site folha sobre troca de reais pela moeda virtual -
[Link]://[Link]/tec/2014/01/1401575-caixa-eletronico-troca-reais-pela-moeda-
[Link] ou as ferramentas oferecidas na página.

Saiba mais!!!!!
BC esclarece sobre os riscos decorrentes da aquisição das chamadas “moedas virtuais” ou “moedas

criptografadas”19/02/2014 17:01â¿¿
O Banco Central do Brasil esclarece, inicialmente, que as chamadas moedas virtuais não se
confundem com a “moeda eletrônica” de que tratam a Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e sua
regulamentação infralegal. Moedas eletrônicas, conforme disciplinadas por esses atos normativos,
são recursos armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final
efetuar transação de pagamento denominada em moeda nacional. Por sua vez, as chamadas moedas
virtuais possuem forma própria de denominação, ou seja, são denominadas em unidade de conta

distinta das moedas emitidas por governos soberanos, e não se caracterizam dispositivo ou sistema
eletrônico para armazenamento em reais.A utilização das chamadas moedas virtuais e a incidência,
sobre elas, de normas aplicáveis ao sistema financeiro e de pagamentos têm sido temas de debate
internacional e de manifestações de autoridades monetárias e de outras autoridades públicas, com
poucas conclusões até o [Link] chamadas moedas virtuais não são emitidas nem garantidas
por uma autoridade monetária. Algumas são emitidas e intermediadas por entidades não
financeiras e outras não têm sequer uma entidade responsável por sua emissão. Em ambos os casos,

as entidades e pessoas que emitem ou fazem a intermediação desses ativos virtuais não são
reguladas nem supervisionadas por autoridades monetárias de qualquer paí[Link] chamadas
moedas virtuais não têm garantia de conversão para a moeda oficial, tampouco são garantidos por
ativo real de qualquer espécie. O valor de conversão de um ativo conhecido como moeda virtual
para moedas emitidas por autoridades monetárias depende da credibilidade e da confiança que os
agentes de mercado possuam na aceitação da chamada moeda virtual como meio de troca e das
expectativas de sua valorização. Não há, portanto, nenhum mecanismo governamental que garanta
o valor em moeda oficial dos instrumentos conhecidos como moedas virtuais, ficando todo o risco

de sua aceitação nas mãos dos usuá[Link] função do baixo volume de transações, de sua baixa
aceitação como meio de troca e da falta de percepção clara sobre sua fidedignidade, a variação dos

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preços das chamadas moedas virtuais pode ser muito grande e rápida, podendo até mesmo levar à

perda total de seu [Link] mesma linha, a eventual aplicação, por autoridades monetárias de
quaisquer países, de medidas prudenciais, coercitivas ou punitivas sobre o uso desses ativos, pode

afetar significativamente o preço de tais moedas ou mesmo a capacidade de sua negociaçã[Link]ém


disso, esses instrumentos virtuais podem ser utilizados em atividades ilícitas, o que pode dar

ensejo a investigações conduzidas pelas autoridades públicas. Dessa forma, o usuário desses ativos

virtuais, ainda que realize transações de boa-fé, pode se ver envolvido nas referidas
investigaçõ[Link] fim, o armazenamento das chamadas moedas virtuais nas denominadas carteiras

eletrônicas apresenta o risco de que o detentor desses ativos sofra perdas patrimoniais decorrentes
de ataques de criminosos que atuam no espaço da rede mundial de [Link] Brasil, embora

o uso das chamadas moedas virtuais ainda não se tenha mostrado capaz de oferecer riscos ao
Sistema Financeiro Nacional, particularmente às transações de pagamentos de varejo (art. 6º, § 4º,

da Lei nº 12.685/2013), o Banco Central do Brasil está acompanhando a evolução da utilização de

tais instrumentos e as discussões nos foros internacionais sobre a matéria – em especial sobre sua
natureza, propriedade e funcionamento –, para fins de adoção de eventuais medidas no âmbito de

sua competência legal, se for o [Link]ília, 19 de fevereiro de 2014Banco Central do


BrasilAssessoria de Imprensa(61) 3414-3462imprensa@[Link]

Resumidamente, do ponto de vista didático, podemos dizer que a moeda, até o presente momento, passou
pelas seguintes fases:

1. Era da Moeda Mercadoria


2. Era da Moeda Metálica
3. Era da Moeda Papel
4. Era do Papel - Moeda
5. Era da Moeda Fiduciária
6. Era da Moeda Bancária ou escritural e suas derivações
7. Era da Moeda Virtual ou Cliptografada

PRICIPAIS CARACTERíSTICAS DA MOEDA

Também é importante saber que uma mercadoria passa a assumir o papel de moeda na sociedade se possuir
as seguintescaracterísticas:

Indestrutibilidade: quando do seu manuseio ela não se destrua ou deteriore, facilmente, ou seja, a moeda
deve ter uma vida útil mais longa possível;
Inalterabilidade: a moeda deve contar com mecanismos que a protejam de alterações evitando dessa forma
tentativas de falsificação.

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Homogeneidade: Parte do princípio da comparação de duas unidades monetárias distintas porém de


mesmo valor idêntico ser rigorosamente iguais;
Divisibilidade: a moeda poder ser divisível a ponto de viabilizar transações de qualquer grandeza sem
maiores dificuldades;
Transferibilidade: está relacionado à transferência da posse e da propriedade da moeda de um detentor
para outro, com grande rapidez e agilidade.
Manuseio e transporte: são dois pontos fundamentais que não podem trazer dificuldades para os agentes
econômicos em suas transações econômicas e financeiras.

ATIVIDADE FINAL

A moeda bancária ou escritural é também chamada moeda invisível

porque:

A. Não tem existência física, sendo apenas um lançamento contábil.

B. Fica nos bancos; portanto, ninguém a vê.

C. Circula muito rapidamente.


D. É extremamente rara.

A moeda é considerada de liquidez por excelência em decorrência:

A. De sua pronta e imediata aceitação, quando da decisão de converté-la em outros ativos.

B. Do lastro que a garante


C. De não se constituir em reserva de valor

D. De manter inalterado, sob qualquer circustância, o seu poder de compra.

REFERÊNCIA
Básica

CARVALHO, Fernando J. Cardim e outros. Economia Monetária e Financeira. Campus, Rio de Janeiro, 2000.
MISCHIN, Frederick, Moedas, Bancos e Mercados Financeiros, Ed. LTC, 1998.

ROSSETTI, José Paschoal e LOPES, João do Carmo. Economia Monetária, Ed. Atlas, São Paulo, 2001.
Complementar

BLANCHARD, Olivier. Macroeconomia. Rio de Janeiro: Ed. Prentice Hall, 2008.

DORNBUSH, R. Macroeconomia. São Paulo: Ed. McGrawhill, 1996.

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SIMONSEN M. H. e CYSNE, R. P. Macroeconomia. 2a edição São Paulo: Atlas, 1995.

Suplementar
COSTA, Nogueira Fernando. Economia Monetária e Financeira – Uma Abordagem Pluralista, Ed. Makron

Books, São Paulo, 1999.


Sites:

BC esclarece sobre os riscos decorrentes da aquisição das chamadas "moedas virtuais" ou "moedas
criptografadas". imprensa@[Link]. Acesso em 01.09.14

[Link]://[Link]/tec/2014/01/1401575-caixa-eletronico-troca-reais-pela-moeda-

virtual-bitcoin. Acesso em 01.09.14

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