Assistência de Enfermagem em Doenças Cardiorrespiratórias
Assistência de Enfermagem em Doenças Cardiorrespiratórias
cardiovasculares
A construção do conhecimento sobre os aspectos gerais das doenças respiratórias e cardiovasculares na
assistência de enfermagem ao cliente com problemas respiratórios e cardiovasculares e a importância do
cuidado integral.
Prof.ª Natalia da Palma Sobrinho
1. Itens iniciais
Propósito
Assistência de enfermagem relacionada ao cliente com distúrbio respiratório e cardiovasculares, de modo a
proporcionar efetividade do cuidado clínico nos diferentes níveis de atenção à saúde.
Objetivos
• Descrever os principais aspectos da assistência de enfermagem aos clientes com distúrbios
pulmonares com vistas à efetividade do cuidado clínico.
• Descrever os principais aspectos da assistência de enfermagem aos clientes com distúrbios
cardiovasculares com vistas à efetividade do cuidado clínico.
Introdução
As doenças cardiorrespiratórias estão entre as principais causas de morbimortalidade em nosso país,
correspondendo, assim, a um grave problema de saúde pública. As infecções respiratórias, por exemplo,
estarão entre as cinco principais causas de morte em 2030, principalmente pela contínua exposição aos
fatores de risco, como poluição, tabagismo e alimentação inadequada, tendo relação também com o
envelhecimento da população mundial. Esse fenômeno afetará drasticamente a qualidade de vida
populacional e, consequentemente, o perfil dos clientes nas unidades de saúde.
Dessa maneira, a enfermagem tem papel fundamental na assistência aos clientes com problemas respiratórios
e cardiovasculares no que tange à habilidade para reconhecer os achados anormais, propor cuidados
fundamentados em evidências científicas e, assim, guiar a tomada de decisão clínica no cotidiano do cuidado
de enfermagem nas unidades de saúde.
Neste conteúdo, vamos apresentar os pontos relevantes com relação à assistência de enfermagem ao cliente
com problemas respiratórios e cardiovasculares, com o intuito de estabelecer boas práticas assistenciais e
uma prescrição personalizada de cuidados de enfermagem. Seu ponto de partida é: como ocorrem os
distúrbios respiratórios e cardiovasculares? Vamos começar?
A troca gasosa é compreendida como o movimento de entrada e saída do ar. Essa dinâmica ocorre com a
entrega de oxigênio para os tecidos por meio da corrente sanguínea e a eliminação dos gases tóxicos pela
expiração após a troca. No presente módulo, vamos apresentar os distúrbios frequentes que afetam o trato
respiratório inferior e a efetividade das trocas gasosas, bem como o papel da enfermagem na prática cotidiana
diante desses agravos.
Pneumonias
A pneumonia está entre as principais causas de morte no mundo e consiste no comprometimento do
parênquima pulmonar por meio de infecção causada por um agente etiológico, que pode ser químico, físico ou
mecânico.
Ela pode ser causada por diferentes micro-organismos, como bactérias, vírus, micobactérias, fungos
e parasitas, sendo as pneumonias virais e bacterianas as mais comumente encontradas.
Podem ainda ser divididas em pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e pneumonia associada à ventilação
mecânica (PAV), sendo esta considerada uma iatrogenia .
Iatrogenia
É considerado iatrogenia o dano ao cliente decorrente de complicações do tratamento aplicado pela
equipe de saúde, podendo estar relacionado com a administração de medicamentos, os procedimentos
cirúrgicos ou qualquer outro processo de tratamento.
O Streptococcus pneumoniae é o maior agente etiológico
associado à PAC, porém esta também pode ser
desenvolvida por bactérias endógenas das vias aéreas
superiores (cavidade nasal, faringe e laringe), que, por
ausência ou diminuição dos mecanismos fisiológicos de
defesa, instalam-se nas vias aéreas inferiores (traqueia,
brônquios, bronquíolos e alvéolos).
Entre os meios fisiológicos para impedir o acometimento de pneumonias (SETHI, 2020), os principais são:
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Reflexo de tosse para expulsão de substâncias Células ciliadas, que revestem o sistema
estranhas que invadem o sistema respiratório respiratório inferior e deslocam muco, micro-
inferior, como muco, resíduos gástricos, corpos organismos e substâncias estranhas para serem
estranhos, entre outras. expelidos.
Dessa maneira, diferentes fatores podem contribuir para o acometimento de pneumonia (SETHI, 2020), entre
eles:
1
Cirurgia e/ou lesão abdominal ou torácica, em que a respiração e o reflexo de tosse podem ser
comprometidos pela dor.
Condições como debilitação física, paralisias, inconsciência ou pessoas acamadas, o que dificulta ou
diminui as incursões respiratórias.
A idade avançada, maior do que 65 anos e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Os sintomas da pneumonia podem variar de acordo com o agente causador, a extensão do comprometimento
pulmonar, a idade e comorbidades associadas.
Os sinais e os sintomas mais comuns são tosse com secreção de aspecto alterado e espesso, ruídos
adventícios à ausculta pulmonar, dor torácica, febre, dispneia, náuseas, diarreia, anorexia, entre
outros. Extremos de idade, como crianças e idosos, podem não manifestar febre e/ou dor, podendo
cursar apenas com dispneia (SETHI, 2020).
O agravamento da pneumonia pode desencadear quadros inflamatórios sistêmicos, como sepse incidindo em
hipotensão arterial grave, baixa concentração de O2 no organismo com hipóxia, acidose respiratória por
retenção de CO2, abscesso pulmonar com acúmulo de conteúdo inflamatório no pulmão, empiema entre o
pulmão e a caixa torácica, e síndrome da angústia respiratória aguda (Sara), sendo esta uma inflamação
excessiva, necessitando de suporte ventilatório com intubação orotraqueal.
Sepse
A sepse é uma manifestação inflamatória sistêmica de etiologia infecciosa, podendo ser causada por
vírus, fungos ou bactérias. Sua ocorrência envolve comprometimento de múltiplos órgãos e pode ser
fatal. Os principais sinais e sintomas são febre, alteração respiratória, queda da pressão arterial (PA),
taquicardia e confusão mental. O tratamento é baseado na administração de antibióticos.
O diagnóstico de pneumonia pode ser realizado por anamnese e exame físico; porém, exames
complementares podem ser solicitados para confirmação. Entre os exames de imagem, temos:
Raios X Ultrassonografia de tórax (USG)
São os mais solicitados, apesar de não A USG é a que apresenta maior especificidade à
apresentarem maior fidedignidade de resultado. consolidação em comparação ao raios X.
Um ponto de atenção na utilização da TC como método de apoio diagnóstico é a alta exposição à radiação
que ela provoca. Em função disso, pode-se solicitar a USG como intermediária entre os dois serviços de apoio
diagnóstico. Contudo, prevalece a intensa recomendação da utilização da TC para avaliação de complicações
da pneumonia, como abscesso pulmonar, derrame pleural extenso e não resposta ao protocolo clínico
implementado no tratamento.
Atualmente, o vírus conhecido popularmente como covid-19 foi observado em 2019 na cidade de Wuhan,
província de Hubei, na China, onde pacientes desenvolveram um quadro de pneumonia de etiologia
desconhecida que logo se transformou em uma pandemia. Hoje, sabe-se que a covid-19 tem por agente
etiológico o Sars-CoV-2, que causa principalmente a síndrome respiratória, porém as evidências científicas
apontam para uma doença multissistêmica, tendo como principais sintomas: febre, tosse, fadiga muscular,
dispneia, entre outros.
Outras medicações, como corticoides e anti-inflamatórios, podem ser associadas, de acordo com a indicação
médica, além da oxigenoterapia, a depender da necessidade do paciente, sendo escalonada em frações por
dispositivos de inalação, a fim de atender a uma saturação periférica venosa satisfatória às necessidades
corporais. Os principais cuidados de enfermagem e metas com o cliente com pneumonia são:
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O edema agudo pulmonar pode ser definido como cardiogênico ou não cardiogênico. Veja a seguir.
Cardiogênico
O tipo edema agudo de causa cardiogênica se dá como resultado de distúrbio cardíaco, em que
ocorre desarmonia entre o ventrículo direito e o ventrículo esquerdo, congestionando a circulação
pulmonar. Está associado a patologias como hipertensão arterial sistêmica (HAS), insuficiência
cardíaca, cardiopatia isquêmica, arritmias, miocardites, sopros e doenças das valvas cardíacas.
Quando o quadro clínico é associado à hipertensão, denomina-se edema agudo pulmonar
hipertensivo e, quando associado à hipotensão, edema agudo pulmonar secundário ao choque
cardiogênico.
Não cardiogênico
O edema agudo pulmonar não cardiogênico pode estar relacionado com diferentes patologias em
associação a estados hidrodinâmicos, como insuficiência renal, choque séptico por Sara, obstrução
de vias aéreas como no laringospasmo, ressuscitação volêmica agressiva, pneumonia, altitudes
elevadas, uso de drogas como cocaína, entre outros.
O edema agudo de pulmão é uma das causas de dispneia mais prevalentes em atendimentos de urgência e
emergência, o entendimento dos mecanismos desencadeadores dessa condição fisiopatológica e de seu
desfecho mostra-se de fundamental importância para a identificação precoce e o assertivo tratamento com
correção da causa-base.
Comentário
Deve-se realizar avaliação clínica detalhada e solicitar exames complementares, como eletrocardiograma
(ECG), com a finalidade de avaliar distúrbios de condução e arritmias, alterações condizentes com
isquemia, infarto antigo e sobrecarga miocárdica (CG); e raios X de tórax ou ecografia pulmonar, com
atenção a achados de consolidação em bases compatíveis com congestão, derrame pleural e
cardiomegalia.
Medicamento Função
Nitroprussiato de sódio
Vasodilatador arterial e venoso.
0,5-10,0ug/kg/min
Nesse contexto, os principais cuidados de enfermagem que visam a atender a essa condição clínica são:
• Promover adequado posicionamento, visando a diminuir o retorno venoso. Deve-se colocar o paciente
na posição ereta, com os membros inferiores pendentes, a fim de promover a redistribuição hídrica
pulmonar e a descompressão diafragmática pelo abdome, favorecendo a expansibilidade torácica.
• Monitorar a condição cardiorrespiratória com oximetria de pulso.
• Realizar ausculta de sons respiratórios, observando áreas com sons vesiculares diminuídos ou
abolidos, presença de ruídos adventícios, como estertores, estertores crepitantes ou bolhosos, e
expansibilidade torácica.
• Controlar a ingesta e a administração de líquidos com otimização do balanço hídrico assertivo.
• Instalar oxigenoterapia não invasiva e controlar atentamente a saturação periférica e acesso venoso
calibroso.
• Promover suporte emocional, visando a tranquilizar o cliente, pois a diminuição da chegada de oxigênio
promove o aumento da sensação de medo e ansiedade, tornando a condição clínica mais grave.
É caracterizada pela obstrução progressiva crônica das vias aéreas, após broncodilatação, por
infecção associada à resposta inflamatória diretamente das vias aéreas e sistêmica.
Atualmente, não se faz mais a associação do diagnóstico da DPOC com patologias como bronquite crônica ou
enfisema, pois o termo mais preciso para o diagnóstico dessa doença se dá por espirometria após o uso de
broncodilatadores e a análise na relação do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) dividido
pela capacidade vital forçada (CVF) < 0,70 (FERNANDES, 2017). Diferentes fatores de risco podem estar
associados ao desenvolvimento de DPOC, sendo os principais:
• Inalação de agentes tóxicos, com destaque para o tabaco, que gera danos à via aérea em toda a sua
extensão pela destruição das células ciliadas responsáveis pela eliminação do muco, ocasionando
broncoconstrição e até nos alvéolos, com sua destruição progressiva.
• Moradores de regiões com temperaturas mais frias podem ser prejudicados pela inalação de produtos
derivados da queima de biomassa dentro de casa com a finalidade de prover calor.
• Processos infecciosos recorrentes ou antigos, como histórico de tuberculose, bronquiolite ou
pneumonias recorrentes.
• Fatores socioeconômicos desfavoráveis, como higiene, acesso à água potável e rede de esgoto.
• Envelhecimento pulmonar, pela perda de elasticidade e tônus do tecido pulmonar.
• Fatores genéticos podem estar envolvidos no mecanismo fisiopatológico da doença.
O perfil do paciente portador de DPOC é o de indivíduos com exposição significativa a gases ou partículas
nocivas e sintomas respiratórios crônicos, como hipersecreção, tosse crônica produtiva, inflamação, limitação
do fluxo aéreo com aprisionamento, sibilos à ausculta, alterações da via aérea e dos alvéolos com enfisema,
culminando em dispneia em diferentes graus, de acordo com a evolução da doença (BATISTA, 2020). E como
pode ser dado o diagnóstico de DPOC?
Comentário
O diagnóstico pode ser fechado com anamnese e exame físico, em que serão avaliados o histórico
clínico, a exposição a agentes tóxicos compatível e a espirometria após o uso de broncodilatador com
relação do volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), que pode apresentar resultado em
uma escala de 1 a 4. Assim, quanto maior o resultado, sugere-se maior gravidade clínica do paciente,
dividido pela CVF < 0,7 (BATISTA, 2020).
Os cuidados ambulatoriais serão pautados pelo retardo na progressão da doença, pela redução de riscos e
pelo alívio de sintomas, promovendo a melhora da tolerância ao exercício, tratando as comorbidades, a
cessação do tabagismo ou do agente agressor, o incentivo à prática de atividades físicas, a reabilitação
pulmonar, a vacinação com as vacinas para influenza anualmente e pneumocócica a cada cinco anos, a fim de
prevenir pneumonias, orientação farmacológica e oxigenoterapia, quando necessário (FERNANDES et al.,
2017).
O atendimento emergencial hospitalar do paciente com exacerbação da DPOC, de acordo com Fernandes e
outros colaboradores (2017), consistirá em:
A ventilação não invasiva está associada à melhora na sobrevida e a menor incidência de intubação
orotraqueal. A pressão contínua nas vias aéreas enquadra-se nessa gama de benefícios.
2
2
Posicionar adequadamente no leito, com ângulo de 30o a 90o e aprazar e administrar as
medicações, conforme prescrição médica.
3
3
Instalar oxigenoterapia e realizar controle rigoroso, visando à oferta de oxigênio adequado ao
cliente.
4
4
Estimular a mudança de decúbito, com preferência para decúbitos que favoreçam a
expansibilidade pulmonar.
5
5
Observar a característica e a quantidade de secreções pulmonares, com atenção às cianoses
periférica e central.
6
6
Estar sempre atento para poder promover medidas de conforto para alívio dos sintomas.
7
7
Estimular, em casos específicos, a cessação do tabagismo, apresentando recursos em diálogo com
a equipe multiprofissional.
Inúmeras modalidades de tratamento podem ser implementadas para o cliente com distúrbios respiratórios. A
escolha deve ser feita em conjunto com uma equipe multidisciplinar colaborativa, com o objetivo de evitar a
progressão e as complicações da doença. Também devem ser considerados os aspectos biopsicossociais do
cliente e de sua família para a melhor escolha terapêutica, visando ao sucesso do cuidado e à qualidade de
vida.
Streptococcus pneumoniae
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Distúrbio respiratório que se define por doença prevenível, tratável e sem cura, caracterizada pela obstrução
progressiva crônica das vias aéreas, após broncodilatação, por infecção associada à resposta inflamatória
diretamente das vias aéreas e sistêmica. Marque a alternativa correta acerca dessa definição.
Pneumonia
Tuberculose
Empiema
Questão 2
O edema agudo pulmonar é uma condição clínica hipoxêmica que pode estar associada a diferentes
patologias, como cardiovasculares e renais. É possível utilizar ferramentas, como SCAP e Smart-COP, para
orientar a atenção hospitalar para a necessidade de ventilação mecânica e/ou o uso de drogas vasoativas.
É denominado não cardiogênico quando relacionado com estados hidrodinâmicos, como insuficiência renal,
choque séptico por síndrome da angústia respiratória aguda (Sara), obstrução de vias aéreas como no
laringospasmo, ressuscitação volêmica agressiva, pneumonia, altitudes elevadas, uso de drogas como
cocaína.
O tratamento consiste em fornecer oxigenoterapia invasiva por meio da intubação traqueal, se necessário,
administração de diuréticos, para diminuir o excesso de líquidos circulantes, controle da PA e tratamento da
causa-base com administração, oral ou intravenosa, de antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários.
Os sinais e os sintomas mais comuns são tosse com secreção de expectoração intensa, apresentando
característica rósea e hemóptica, ruídos adventícios à ausculta pulmonar, dor torácica, febre, dispneia,
náuseas, diarreia e anorexia. Extremos de idade, como crianças e idosos, podem não manifestar febre e/ou
dor, podendo cursar sem dispneia.
O edema agudo pulmonar hipertensivo é uma doença tratável, porém sem cura. É caracterizado pela
obstrução progressiva crônica das vias aéreas, e o tratamento está sempre relacionado com intubação
orotraqueal.
Arteriosclerose e aterosclerose
A arteriosclerose é uma doença multifatorial e um termo
associado ao espessamento e ao endurecimento das artérias, englobando três patologias: aterosclerose,
calcificação da média de Monckeberg (calcificação da parede do vaso) e arteriosclerose propriamente dita.
As artérias são formadas por três camadas, denominadas túnica íntima, túnica média e túnica adventícia. De
acordo com Faludi (2017), veja mais sobre elas a seguir.
A camada íntima encontra-se na parte mais A lâmina elástica interna é o que a separa da
interna do vaso e é constituída por uma única túnica íntima. É composta por células de
camada de células endoteliais, que serão musculatura lisa e segue uma lâmina elástica,
dispostas sobre uma fina camada de tecido denominada média, que a separa da camada
conjuntivo. mais externa.
Túnica adventícia
A túnica íntima e as regiões mais internas da túnica média receberão nutrientes por meio da difusão direta
pela luz vascular (FALUDI, 2017).
A aterosclerose faz-se em uma alteração da túnica íntima dos vasos, causando seu enrijecimento pelo
acúmulo de lipídios, como colesterol, carboidratos complexos, componentes da circulação sanguínea, células
da musculatura lisa e material intercelular. É a principal causa de infarto agudo do miocárdio (IAM) e de
acidente vascular encefálico (AVE) (SOUZA; RIBEIRO, 2019).
A aterosclerose pode ser encontrada em qualquer artéria de
médio a grosso calibre, sendo mais comum na porção
abdominal da aorta e em seus ramos principais, como
artérias coronárias, carótidas, ilíacas, femorais, renais e
mesentéricas. A placa de ateroma formada pode ser
estável, quando composta, em sua maioria, por colágeno, e
instável, quando constituída, em sua maioria, por intensa
atividade inflamatória e proteolítica, núcleo lipídico e
necrótico em maior proporção e uma camada que tem maior
probabilidade de se romper abruptamente e extravasar seu
núcleo pela circulação (SOUSA; RIBEIRO, 2019).
O espessamento das paredes endoteliais dos vasos, denominado aterosclerose, está associado a patologias
que contribuirão para esse evento fisiopatológico de diferentes formas inter-relacionadas.
Os lipídios depositados na parede arterial têm efeito na inibição de substâncias vasodilatadoras, além de
contribuir para a formação das lesões ateromatosas e a formação de radicais livres, que vão oxidá-los,
levando à formação de LDL oxidado, que permanecerá por mais tempo na circulação, penetrando com mais
facilidade na camada íntima. Isso promove a quimiotaxia de leucócitos, que vão produzir a síntese de
moléculas de adesão na superfície endotelial, favorecendo a aderência de monócitos e liberando fatores de
crescimento à musculatura lisa, além de ser imunogênico, com o favorecimento da produção de anticorpos
(SOUZA; RIBEIRO, 2019).
Segundo Paiva et al. (2020), a HAS é responsável por 40% das mortes por AVE, 25% das mortes por doença
arterial coronariana, em associação a diabetes, e 50% dos casos de insuficiência renal. Acomete cerca de 25%
da população na atualidade, com previsão de atingir cerca de 60% até 2025.
A PA consiste na força exercida pelo sangue nos vasos sanguíneos durante a sístole e a diástole do coração.
Fisiologicamente, no adulto, a PA não deve ultrapassar os valores menores de 120mmHg na sístole e 80mmHg
na diástole. Tensões superiores a essas podem comprometer a elasticidade dos vasos, culminando em danos
à homeostase e em condições patológicas como hipertrofia ventricular à esquerda, IAM e AVE.
Ótima Normal
Pré-hipertensão HA estágio 1
HA estágio 2 HA estágio 3
160 a 179mmHg na sistólica e 100 a 109mmHg Maiores do que 180mmHg na sistólica e maiores
na diastólica. do que 110mmHg na diastólica.
Entre os fatores de risco para HA, encontramos os denominados modificáveis e os não modificáveis. Veja a
seguir.
Modificáveis
Não modificáveis
Podemos citar que, com o avançar da idade, a elasticidade do endotélio vascular diminui
progressivamente, favorecendo o aumento da resistência vascular periférica. Hipertensão, sexo, etnia
e genética são outros fatores não modificáveis relacionados com esse mal.
Saiba mais
O consumo de tabaco pode aumentar a PA de 5 a 10mmHg em média, bem como os processos
aterotrombóticos. Por isso, recomenda-se a cessação do hábito de fumar. Segundo Marcondes-Braga et
al. (2021), não há, em nosso país, uma diferença relevante entre negros e brancos quanto à prevalência
de HA (24,9% versus 24,2%, respectivamente), diferentemente do que antes se dizia sobre o tema.
Os principais cuidados de enfermagem relacionados com o cliente hipertenso têm por base a redução e o
controle da PA. Assim, as seguintes intervenções devem ser propostas para o controle da HAS:
A assistência à crise hipertensiva consiste também na realização de anamnese e exame físico detalhado, com
direcionamento para a queixa principal, em busca de sinais de deterioração clínica, como cefaleia, dor no
peito, dor cervical, dispneia, diplopias ou escotoma, alteração do nível de consciência, hemiplegias, entre
outros.
O diagnóstico precoce com medidas de rastreio é de fundamental relevância para a prevenção de danos a
órgãos-alvo e complicações cardiovasculares associadas, tendo em vista que a HA pode manifestar-se de
forma silenciosa e assintomática, ou com sintomas comuns, como cefaleia e fadiga, o que pode levar ao
atraso diagnóstico e das intervenções cabíveis. A correção adequada na primeira hora é fator determinante
para a sobrevida e a redução de danos nesse perfil de pacientes.
Curiosidade
A ocorrência da síndrome do jaleco branco pode ser levada em consideração, quando o paciente
demonstra ansiedade ao deparar-se com um profissional de saúde vestido de branco, o que,
consecutivamente, leva ao aumento de sua PA. Assim, medidas que obtenham os valores pressóricos
fora do ambiente ambulatorial ou hospitalar podem ser eficazes. Na suspeita dessa situação,
procedimentos como Mapa, MRPA ou Ampa são sugeridos, pois apresentam maiores evidências de
confiabilidade.
Angina
Segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, publicadas em 2021, a dor torácica aguda é uma
das causas mais frequentes de atendimento nas unidades de emergência, correspondendo a mais de 5% e até
10% das visitas não relacionadas com traumatismos. A incidência de dor torácica varia entre 9 e 19 por mil
pessoas/ano atendidas em emergências e pode representar até 40% das causas de internação hospitalar.
Os mecanismos fisiopatológicos são dados por fatores que incidem sobre a alteração na demanda metabólica
ou o fluxo sanguíneo. Veja a seguir!
O mecanismo fisiopatológico está relacionado com a estenose coronariana. A arteriosclerose estreita a luz do
vaso por acúmulo de placas lipídicas no endotélio vascular, diminuindo o aporte sanguíneo. Quando tal
processo ocorre no músculo miocárdico, esse evento é associado à dor, que pode manifestar-se no tórax
anterior ou posterior, com irradiação ao braço esquerdo, na região cervical e da mandíbula, além da região
epigástrica, podendo ser confundida com indigestão (NICOLAU et al., 2021).
Estenose coronariana.
A classificação da angina é dada pela avaliação de características como dor ou desconforto torácico
subesternal, provocado pelo esforço ou por estresse emocional e aliviado pelo repouso e/ou por nitratos em
poucos minutos. Pode ser denominada:
O tratamento antianginoso é dado pelo uso de vasodilatadores, como nitratos, e pelo tratamento dos
mecanismos metabólicos e vasculares. O uso de betabloqueadores vai reduzir a demanda miocárdica por
inibição competitiva dos efeitos das catecolaminas circulantes. Já os antiplaquetários orais, como o AAS,
inibidor de receptor plaquetário P2Y12, vão agir na prevenção de agregação à placa ateromatosa (NICOLAU et
al., 2021). Entre os cuidados de enfermagem necessários, deve-se orientar o paciente quanto:
Segundo Nicolau et al. (2021), há alta prevalência de ICC no planeta, sendo essa a via final comum a todas as
doenças cardíacas, como HAS, IAM, valvulopatias, entre outras. Apresenta alta mortalidade, sendo uma
possível causa de morte súbita por causa arrítmica ou não arrítmica, a depender do avanço da doenç[Link] a
seguir.
Para o adequado desempenho do sistema cardíaco, é necessária a interação de quatro fatores: frequência
cardíaca, contratilidade, pré-carga e pós-carga. A base fisiopatológica da insuficiência cardíaca se dá em dois
eventos: comprometimento primário do miocárdio e sobrecarga excessiva de pressão, associada à hipertrofia
concêntrica, ou de volume, relacionada com a dilatação.
1. Os barorreceptores são ativados e ativam, por sua vez, o sistema nervoso simpático, que vai liberar
noradrenalina e promover vasoconstrição. Com o tempo, essa vasoconstrição, provocada pela
noradrenalina, vai ser deletéria aos miócitos, gerando não funcionalidade e apoptose.
2. Outro mecanismo é dado pela má perfusão renal, que ativará o sistema renina angiotensina e
aldosterona, gerando vasoconstrição, retenção de sódio e água, e agindo no músculo cardíaco com
remodelação tecidual por proliferação de fibroblastos. Há ainda liberação de vasopressina (ADH) e
reabsorção livre de água, podendo causar hiponatremia dilucional.
3. Mecanismos protetores também são produzidos, a fim de contrabalancear, mesmo que em menor
escala. São eles: a liberação de peptídeos natriuréticos, que vão promover vasodilatação, natriurese e
diurese; e a liberação de prostaglandinas com ação vasodilatadora e dopamina. Os mecanismos
cardioprotetores vão antagonizar com os efeitos deletérios, como o remodelamento cardíaco; porém, a
balança de mecanismos deletérios é maior do que a de mecanismos protetores.
Natriurese
É o processo de excreção de sódio pela urina com a ação dos rins.
Pode-se dividir, didaticamente, a ICC de acordo com a anatomia. A do ventrículo esquerdo é relacionada com
a congestão pulmonar, por aumentar retrogradamente a pressão pulmonar, podendo desencadear um quadro
de congestão. A insuficiência do ventrículo esquerdo é a principal causa de insuficiência cardíaca e pode
ainda ser a principal causa de insuficiência do ventrículo direito pela congestão sistêmica desencadeada.
As manifestações clínicas vão depender da câmara afetada e serão associadas à congestão sistêmica, sendo
as alterações comumente encontradas: dispneia progressiva, ortopneia, dispneia paroxística noturna, tosse,
edema agudo de pulmão, estertores crepitantes, alcalose respiratória, derrame pleural, edema em membros
inferiores, estase jugular, hepatomegalia, presença de reflexo hepatojugular e ascite.
Os sintomas relacionados com o baixo débito cardíaco podem ser: pele fria, pulso fino, tempo de
enchimento capilar prolongado, rebaixamento do nível de consciência, oligúria, astenia, sopro,
sibilos, emagrecimento e caquexia cardíaca.
O diagnóstico da ICC é essencialmente clínico, sendo possível realizar exames complementares, caso
necessário. Na anamnese, serão levantados os fatores de risco, como comorbidades, sobrepeso e uso de
drogas lícitas. Ao exame físico, pode-se auscultar sopro resultante do afastamento dos folhetos da válvula
mitral pelo crescimento do músculo cardíaco. Os exames solicitados podem ser:
1 Hemograma
Norteará a possibilidade de infecção associada e a presença de anemia, avaliando os eletrólitos, a
ureia e a função hepática.
2
ECG
Poderá evidenciar sobrecarga de câmaras, aumento de câmaras e arritmias.
3
Raios X
Os raios X de tórax poderão comprovar a cardiomegalia e a congestão encontrada no exame físico.
4
Ecocardiograma
É imprescindível e avaliará a fração de ejeção, a função sistólica e o estado das valvas.
5
Peptídeo natriurético tipo B, conhecido como BNP
Também denominado peptídeo natriurético cerebral, é um marcador neuro-hormonal para
prognóstico e será usado como diagnóstico em situação de emergência.
Segundo Malheiros et al. (2021), os estágios da ICC são dividídos em 4, veja a seguir.
Estágio A
Assintomático, sem alteração estrutural cardíaca, porém com fatores de risco para desenvolver
disfunção ventricular (diabetes mellitus, HAS, doença coronariana e obesidade).
Estágio B
Estágio C
Estágio D
Os cuidados de enfermagem aos pacientes com ICC devem estar focados nos sinais de sobrecarga cardíaca
hídrica tanto pulmonar quanto sistêmica. Os seguintes cuidados devem ser observados:
Usar a oxigenoterapia, conforme prescrição médica e avaliar a perfusão tissular periférica e possível
cianose.
Posicionar o cliente com cabeceira elevada, a não menos que 30° e avaliar edema diariamente.
Realizar e registrar a pesagem diária e balanço hídrico rigoroso; atenção a valores sugestivos de
retenção hídrica.
A dor torácica maior do que 20 minutos, com localização retroesternal, de início súbito, com irradiação
para o braço esquerdo e/ou a mandíbula, é o principal sintoma encontrado, sendo a síndrome
coronariana a causa mais comum, em que 20% dos atendimentos médicos em unidades de emergência
são por essa causa. Sintomas como dispneia, mal-estar, náuseas, vômitos e sudorese podem estar
presentes. É uma das principais causas de morte no Brasil, e os índices tendem a aumentar com o
envelhecimento da população.
A escala de Killip é usada para avaliação da gravidade clínica no infarto e vai utilizar dados da ausculta
pulmonar e cardíaca, bem como dos sinais vitais, classificando-a de 1 a 4, em que:
Killip 1 Killip 2
Killip 3 Killip 4
As alterações eletrocardiográficas deverão estar presentes em pelo menos duas derivações contíguas
(derivações que representam determinada parede do coração) e orientarão o diagnóstico e a estratificação de
risco. Tal medida deve ser realizada em conjunto com a equipe médica.
Realizando ECG
A SCA pode ser classificada como supra de segmento ST
maior do que 1mm, sendo o IAM com supra, e como sem
supra de ST, podendo esta ser subclassificada em IAM sem
supra ou angina instável. A diferenciação dessas três
formas de apresentação se dará pela aplicação dos exames
de ECG e laboratorial, com dosagem das enzimas cardíacas.
Nesse sentido, podemos considerar alguns pontos importantes na assistência de enfermagem ao cliente com
IAM:
A prevenção das SCA se dá com bons hábitos de alimentação, prática de exercícios físicos regulares e
controle de comorbidades. O pronto-atendimento, com identificação assertiva e rápida, e a execução das
medidas necessárias são fundamentais à sobrevida do paciente acometido pelo IAM. A enfermagem, assim,
mostra-se como fator decisivo nesse processo, pois, muitas vezes, a estratificação de risco desse paciente é
realizada em unidades de urgência e emergência pelos enfermeiros.
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Arteriosclerose e aterosclerose
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Angina
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Insuficiência cardíaca
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) é uma síndrome caracterizada por disfunção cardíaca grave que se
estabelece a partir de anormalidades cardíacas estruturais e/ou funcionais, adquiridas ou hereditárias,
ocasionando inadequado suprimento sanguíneo por ineficácia de enchimento e ejeção ventricular, não
atendendo às necessidades metabólicas e tissulares. Sobre essa patologia, assinale a alternativa correta.
A
A síndrome coronariana aguda (SCA) se dá com a obstrução total de uma artéria coronária em função da
ruptura de uma placa aterosclerótica que culmina em adesividade plaquetária, formação de coágulo de fibrina
e, por fim, isquemia e necrose do tecido cardíaco.
Os sinais e os sintomas envolvidos na congestão sistêmica podem ser tosse, dispneia paroxística noturna,
edema agudo de pulmão, estertores crepitantes, edema em membros inferiores, hepatomegalia, presença de
reflexo hepatojugular, ascite, entre outros.
Quando classificado em estágio B, o tratamento é realizado com redução dos fatores de risco e medicações,
como iECA, betabloqueadores, espironolactona (classes funcionais 3 e 4), uso de diuréticos, como
furosemida, e digitálicos (digoxina), com atenção à possibilidade de intoxicação digitálica.
Com a redução do débito cardíaco, barorreceptores serão ativados e vão inibir o sistema nervoso simpático,
promovendo vasodilatação. Com o tempo, essa manifestação fisiológica vai ser deletéria aos miócitos,
gerando não funcionalidade e apoptose.
É o quadro no qual a dor precordial manifesta-se após exercícios que promovem o aumento da atividade
cardíaca e a vasoconstrição, estreitando ainda mais o fluxo sanguíneo, ou diminuindo a demanda cardiológica.
Questão 2
A pressão arterial (PA) consiste na força exercida pelo sangue nos vasos sanguíneos durante a sístole e a
diástole do coração. Fisiologicamente, no adulto, a PA não deve ultrapassar valores menores do que 120mmHg
na sístole e 80mmHg na diástole. Segundo a diretriz brasileira de hipertensão arterial (HA), publicada em
2020, um paciente com medidas pressóricas de 160 a 179mmHg na sistólica e 100 a 109mmHg na diastólica é
classificado em:
HA estágio 1
Pré-hipertensão
C
HA estágio 3
HA estágio 2
Normal
Considerações finais
Considerando o conteúdo apresentado, observamos que as alterações do trato respiratório e cardiovascular
são fenômenos frequentes nos grandes centros de saúde e, consequentemente, uma realidade constante na
prática clínica da enfermagem.
Observamos que os distúrbios cardiorrespiratórios implicam eventos complexos, de natureza multifatorial, não
selecionando sexo e/ou idade, e podem acarretar problemas drásticos ao cliente. Nesse sentido, é
fundamental o entendimento, por parte do enfermeiro, das nuances que envolvem o atendimento a esses
clientes, sendo necessários o conhecimento teórico, a tomada de decisão rápida e assertiva, a execução de
cuidados e o monitoramento de resultados esperados. Nos corredores hospitalares, fale-se muito: tempo é
músculo! A realidade é que o tempo em que as decisões são tomadas está diretamente relacionado com o
prognóstico do cliente.
Portanto, o propósito aqui é que você se torne um enfermeiro capaz de compreender a estrutura e o
funcionamento do sistema respiratório e cardiovascular, visando a um adequado exame físico, à monitorização
de achados clínicos e ao sucesso na assistência de enfermagem com respeito à pluralidade do indivíduo e às
suas necessidades clínicas.
Podcast
Neste bate-papo, a especialista falará sobre os principais pontos do cliente com problemas respiratórios
e cardiovasculares.
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Explore +
Para explorar seus conhecimentos a respeito do assunto estudado, indicamos a leitura dos seguintes textos:
Evolução clínica dos indicadores de resultados de enfermagem em pacientes com padrão respiratório ineficaz,
artigo de Luciana Nabinger Menna Barreto et al., publicado em 2020 na Rev. Eletr. Enferm.
Cuidado de enfermagem ao idoso com doenças respiratórias crônicas na pandemia da covid-19, capítulo
escrito por Margarita Ana Rubin Unicovsky et al., também de 2020, publicado no livro Enfermagem
gerontológica no cuidado do idoso em tempos da covid-19, organizado por R. F. Santana e publicado pela
Editora ABEn, de Brasília.
Carga horária de enfermagem aplicada ao paciente com infarto agudo do miocárdio, outro artigo, dessa vez
de autoria de Nickson Scarpine Malheiros et al., publicado em 2021 na Rev. Fund. Care Online.
Referências
BATISTA, D. R.; COELHO, L. S.; TANNI, S. E. 18 de novembro de 2020: Dia Mundial da DPOC. Uma data para
comemorar?. J. Bras. Pneumol., v. 46, n. 6, 2020. Consultado na internet em: 5 nov. 2021.
FALUDI, A. A. et al. Atualização da diretriz brasileira de dislipidemias e prevenção da aterosclerose – 2017. Arq.
Bras. Card., v. 109, n. 2, supl. 1, p. 1-76, ago. 2017. Consultado na internet em: 5 nov. 2021.
MALHEIROS, N. S. et al. Carga horária de enfermagem aplicada ao paciente com infarto agudo do miocárdio.
Rev. Fund. Care Online, n. 13, p. 130-135, jan./dez. 2021. Consultado na internet em: 5 nov. 2021.
MONTENEGRO, S. M. S. L.; MENDONÇA, L. C.; FONTES, W. D.; FARIAS, D. L. de. Déficits de autocuidado no
contexto da hipertensão arterial em escolares com sobrepeso e obesidade. Brazilian Journal of Development,
v. 7, n. 4, p. 38639-38662, abr. 2021. Consultado na internet em: 4 nov. 2021.
NAVARRO, L. C.; ASSIS, L. G. S.; FREITAS, L. M. A. Obesidade infantil como fator de risco para aterosclerose.
Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, v. 29, n. 3, p. 42-46, dez. 2019/fev. 2020. Consultado na
internet em: 5 nov. 2021.
NICOLAU, J. C. et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre angina instável e infarto agudo do
miocárdio sem supradesnível do segmento ST – 2021. Arq. Bras. Cardiol., v. 117, n. 1, p. 181-264, 2021.
Consultado na internet em: 5 nov. 2021.
PAIVA, A. C. H. S. et al. A intervenção precoce do paciente com síndrome coronariana aguda e sua implicação
na redução da morbimortalidade cardiovascular. Rev. Med., v. 30, supl. 4, p. 33-40, set. 2020. Consultado na
internet em: 5 nov. 2021.
SETHI, S. Considerações gerais sobre pneumonia. Kenilworth, NJ: Merck Sharp & Dohme Corp., dez. 2020.
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ZANCANER, L. F. Edema agudo de pulmão na sala de urgência. Revista Qualidade HC, Ribeirão Preto: FMRP-
USP, 2018. Consultado na internet em: 5 nov. 2021.